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Inflação por faixa de renda – Maio/2026

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em maio, à exceção da faixa de renda alta, houve uma desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, repercutindo, sobretudo, a deflação dos combustíveis e a melhora no comportamento dos preços dos produtos farmacêuticos. Em termos absolutos, o segmento de renda muito baixa foi o que apresentou a maior taxa de inflação em maio (0,83%), ao passo que a menor variação de preços foi registrada na faixa de renda alta (0,38%). Por certo, o aumento dos alimentos no domicílio e o reajuste da tarifa de energia elétrica, ocorridos em maio, explicam esta alta mais forte da inflação nas classes de renda mais baixas, dado o peso destes itens nas suas cestas de consumo.

No acumulado do ano, até maio, a faixa de renda muito baixa é a que apresenta a maior inflação (3,46%), pressionada, especialmente, pela alta de 5,7% dos preços dos alimentos no domicílio nos cinco primeiros meses de 2026. Por sua vez, a faixa de renda alta é a que aponta a taxa menos elevada (2,83%), beneficiada pelas deflações de 5,0% e de 15,8% das passagens aéreas e dos transportes por aplicativo. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda muito baixa ainda registra a menor inflação (4,29%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (5,26%).

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Dados Xls



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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em maio de 2026

Por Sérgio Fonseca Ferreira

De acordo com dados da execução orçamentária, registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, os quais fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário que será divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em maio de 2026 o governo central apresentou déficit primário de R$ 54,5 bilhões. Conforme a tabela 1, a receita líquida totalizou R$ 196,9 bilhões no mês, com expansão real de 4,9% em relação a maio de 2025, enquanto a despesa alcançou R$ 251,3 bilhões, com aumento real de 9,4% na mesma base de comparação. No acumulado de janeiro a maio, o resultado primário foi deficitário em R$ 44,7 bilhões, ante superávit de R$ 36,4 bilhões no mesmo período de 2025, a preços constantes de maio de 2026.

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Retrato dos rendimentos do trabalho: resultados da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Os dados dos rendimentos do trabalho do quarto trimestre de 2025 apresentaram uma elevação da renda em relação ao trimestre anterior, renovando outra vez o pico da série histórica iniciada em 2012. O crescimento interanual da renda habitual média foi de 5,5%. No trimestre móvel terminado em abril de 2026, a renda média reduziu-se para R$ 3.732, estando 5,3% acima do valor registrado no mesmo trimestre do ano anterior. Com tal resultado, atinge-se o total de catorze trimestres consecutivos com o crescimento interanual da renda acima de 3%.

Por grupos demográficos, os maiores aumentos na renda na comparação com o mesmo período de 2024 foram registrados no Centro-Oeste, entre os trabalhadores mais velhos (acima de 60 anos) e com ensino fundamental completo. Piores desempenhos ocorreram entre os trabalhadores jovens (entre 14 e 24 anos) e entre aqueles com ensino médio completo.

Na análise por tipo de vínculo, assim como no trimestre anterior, os trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira apresentaram crescimento interanual da renda acima dos demais tipos de vínculo (6% e 9,9%, respectivamente). Por sua vez, os trabalhadores privados com carteira mostraram um crescimento de 2,8%, mantendo, desde o início de 2022, taxas de crescimento inferiores às registradas entre as categorias informais.

Por setor, no primeiro trimestre de 2026, os maiores aumentos interanuais da renda habitual foram observados nos setores de serviços pessoais e coletivos (11,4%), nos serviços profissionais (6,4%) e na administração pública (5,3%). O menor crescimento da renda média habitual foi na indústria, com apenas 2,4% no primeiro trimestre de 2026, seguido do setor de transporte, com elevação de 2,9%.

Após o pico de desigualdade causado pela pandemia, o índice de Gini tem se mantido relativamente estável desde o terceiro trimestre de 2022. Noprimeiroo trimestre de 2026, O índice de Gini da renda domiciliar caiu para 0,516. Já o índice de Gini da renda individual caiu de 0,490 para 0,488 entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026.

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Indicadores Bimestrais de Receitas e Despesas Correntes dos Entes Subnacionais: Atualização para o 2º Bimestre de 2026

Por Pedro Marques de Santana 

A atualização dos indicadores bimestrais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que as receitas e as despesas correntes do conjunto dos entes subnacionais cresceram em ritmo mais acelerado no segundo bimestre de 2026 em comparação com mesmo período de 2025, com viés de crescimento superior das despesas sobre as receitas. Os resultados estão em linha com o crescimento do produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026.

As receitas correntes dos estados e do Distrito Federal (DF) tiveram alta de 6,0% no segundo bimestre de 2026, na comparação com o mesmo bimestre do ano anterior (interanual) e de 3,2% no acumulado de doze meses (ante crescimento de 1,9% observado no primeiro bimestre para esta mesma base de comparação). No quadrimestre (acumulado do ano), houve aumento de 3,0%.

Os gastos correntes dos estados e do DF também cresceram em ritmo mais acelerado no segundo bimestre, registrando avanço de 6,5% na comparação interanual e de 3,6% no acumulado de doze meses (ante variação de 3,1% da mesma métrica observada no bimestre anterior). No ano, as despesas correntes do conjunto dos estados e do DF cresceram 4,4%.

As receitas correntes dos municípios cresceram 7,6% no bimestre encerrado em abril na comparação com o mesmo período de 2025. O crescimento acumulado do ano ficou em 4,3% e, no acumulado em doze meses, a variação foi de 3,5% (0,9 ponto percentual acima do observado no bimestre anterior).

As despesas correntes municipais cresceram em ritmo maior que o das receitas no segundo bimestre de 2026 (10,1%) em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo acumulado crescimento de 9,9% no ano e de 4,3% nos últimos doze meses (1,8 ponto percentual acima do observado no primeiro bimestre).

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Balanço de pagamentos, balança comercial e taxa de câmbio

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

A queda do déficit em transações correntes no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado foi puxada principalmente pelo aumento no saldo comercial, sobretudo pelo aumento nas exportações. Analisando os principais destinos das exportações brasileiras por blocos no acumulado do período de janeiro a abril, observa-se aumento das exportações, em relação a 2025, para a Ásia e para a Europa, enquanto houve retração nas exportações para a América do Norte, reflexo principalmente da queda nas vendas para os Estados Unidos.

A guerra no oriente médio tem trazido consequências, como o aumento dos preços do petróleo, dos fertilizantes e do frete marítimo.

A taxa de câmbio tem sofrido os efeitos de diversas forças, como o valor internacional do dólar, a alta das commodities e as políticas monetárias de Brasil e Estados Unidos. A resultante desses fatores foi a valorização do real: o preço do dólar em reais caiu 4,5%, comparando-se os dez dias que antecederam a eclosão da guerra com os dez dias terminados em 11 de maio.

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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em abril de 2026

Por Sérgio Fonseca Ferreira

De acordo com dados da execução orçamentária, registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, os quais fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário que será divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), abril de 2026 apresentou um superávit primário de R$ 24,7 bilhões nas contas do governo central. Conforme evidenciado na tabela 1, a receita líquida do governo central alcançou R$ 234,1 bilhões no período, ante R$ 222,5 bilhões em abril de 2025, o que corresponde ao crescimento real de 5,2%. As despesas totalizaram R$ 209,4 bilhões, em comparação com R$ 203,5 bilhões no mesmo mês do ano anterior, representando aumento real de 2,9%. No acumulado do ano, até abril, observa-se superávit primário de R$ 8,6 bilhões, a preços constantes de abril de 2026, frente ao superávit de R$ 78,1 bilhões apurado no mesmo intervalo de 2025.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – fevereiro de 2026

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais avançou 0,7% na comparação entre fevereiro e janeiro na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão da queda de 1,2% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e da alta de 11,7% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela 1.

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A expansão em fevereiro foi a segunda consecutiva na série dessazonalizada. Ainda assim, o trimestre móvel encerrado nesse mês caiu 2,0% na margem, quando comparado com aquele encerrado em novembro. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal caiu 5,0% em relação a fevereiro de 2025, o indicador em médias móveis trimestrais baixou 3,7%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou retração de 0,5% em fevereiro, contrastando com a elevação de 0,3% apontada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como ilustra o gráfico 1.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – março de 2026

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,46% em fevereiro de 2026, situando-se 0,20 ponto percentual (pp) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a variação foi 0,40 pp maior.

Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 2,64% nos últimos doze meses

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Inflação por faixa de renda – Março/2026

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, à exceção da classe de renda alta, todos os demais segmentos pesquisados registraram aceleração inflacionária em relação a fevereiro. Enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa passou de 0,50% em fevereiro para 0,85% em março, a taxa observada no segmento de renda alta recuou de 1,15% para 0,85% no mesmo período. Se, por um lado, a alta mais intensa dos alimentos no domicílio contribuiu para a aceleração da inflação em março, especialmente entre as classes de rendas mais baixas, por outro, o fim do impacto do reajuste das mensalidades escolares, ocorrido em fevereiro, explica o arrefecimento da inflação da faixa de renda alta, mesmo em um contexto de aumento de preços de combustíveis.

Com a incorporação do resultado de março, no primeiro trimestre do ano, a classe de renda muito baixa é a que apresenta a menor taxa de inflação (1,67%), enquanto a taxa mais elevada é apontada pela faixa de renda alta (2,19%). De modo semelhante, no acumulado em doze meses, as famílias de renda mais baixa seguem registrando a menor variação (3,50%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (4,85%).

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Dados Xls



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Desempenho recente do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Leite Corseuil, Leo Veríssimo Fernandes e Júlia Freitas de Lima

Em consonância com o arrefecimento do nível de atividade da economia brasileira, os dados mais recentes mostram que, mesmo com alguns sinais de perda de fôlego, o mercado de trabalho brasileiro vem se mantendo em trajetória bastante favorável, combinando taxas de desemprego em patamar historicamente baixos e aumentos dos rendimentos reais. Os dados mensalizados do trimestre móvel da PNAD Contínua indicam que, em fevereiro deste ano, a taxa de desocupação na economia brasileira era de 6,2%, situando-se 0,9 pontos percentuais (p.p.) abaixo da observada no mesmo período de 2025 (7,1%). Na comparação com janeiro, a dessazonalização mostra que, em fevereiro, a desocupação ficou estável em 5,6%. De fato, desde abril de 2025, a taxa de desocupação mantém-se abaixo de 6,0%.

Embora parte da redução da taxa de desemprego esteja parcialmente influenciada por fatores estruturais como menor crescimento da força de trabalho e mudanças demográficas, mantendo a taxa de participação em níveis reduzidos, o ritmo de crescimento da população ocupada ainda surpreende positivamente, contribuindo para a manutenção deste cenário virtuoso do mercado de trabalho no país.

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