Por Leonardo Mello de Carvalho
Os indicadores mensais mais recentes sugerem que a economia iniciou 2026 com desempenho mais favorável do que o observado no encerramento do ano passado. O IBC-Br avançou 0,8% em janeiro, na série dessazonalizada, após recuo de 0,2% em dezembro, recuperando parte da perda registrada no fim de 2025 e sinalizando melhora do nível de atividade na abertura do primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador cresceu 1,0%, enquanto a média móvel trimestral interanual alcançou 1,8%. Com os resultados de janeiro, o carry-over para o primeiro trimestre de 2026 ficou positivo em 0,9% na margem e em 0,7% na comparação interanual, reforçando a leitura de um ponto de partida mais favorável para a atividade no início do ano. Em linhas gerais, as pesquisas setoriais do IBGE corroboram esse cenário relativamente mais positivo para a atividade econômica no começo de 2026. A produção industrial voltou a crescer na margem em janeiro e fevereiro, as vendas do comércio varejista registraram recuperação tanto no conceito restrito quanto no ampliado e o volume de serviços manteve desempenho favorável. Na mesma direção, os dados da Renda Nacional Disponível Bruta (RNDBF), divulgados pelo BCB, indicam que os rendimentos das famílias seguiram apresentando bom desempenho, reforçando a percepção de que, apesar do ambiente financeiro ainda restritivo, a renda continua oferecendo suporte relevante à demanda doméstica.









