Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Novembro de 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 1% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou queda de 1% na comparação entre os meses de novembro e outubro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu avanço de 1,9% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em novembro registrou crescimento de 1,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) permaneceu praticamente estável em novembro, cedendo 0,1% na margem, as importações de bens industriais recuaram 5,4%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 2,1% contra novembro do ano passado. O resultado voltou a superar o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 1,7%), mensurado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o trimestre móvel encerrado em novembro apresentou um crescimento de 3,8% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação ligeiramente negativa (-0,3%), enquanto a produção industrial acumulou baixa de 1,3%, como visto no gráfico 1.

Tabela 1

Grafico 1

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de FBCF – Novembro de 2019 Investimentos apresentam queda de 1% na margem

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta recuo de 1% na comparação entre os meses de novembro e outubro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel terminado em novembro registrou alta de 0,5%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 1,8% inferior ao verificado em novembro de 2018. No acumulado em doze meses, os investimentos desaceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,6% para 2,1%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou retração de 4% em novembro. Com esse resultado, o trimestre móvel passou de -0,4% em outubro para -2,5% em novembro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 0,4%, a importação retraiu 5,1% no mesmo período, voltando a ser o destaque negativo no período.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 0,5% em novembro, resultado que sucedeu queda de 1% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel avançou 0,4% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor registrou alta de 0,4% em novembro, o primeiro resultado positivo desde julho de 2014 nessa base de comparação. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 0,4% na passagem de outubro para novembro, encerrando o trimestre móvel com queda de 0,5%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi heterogêneo. Enquanto a construção civil registrou variação positiva de 0,6%, o segmento máquinas e equipamentos registrou queda de 6,7% em novembro. O componente outros, por seu turno, atingiu patamar 3,9% superior ao observado no mesmo período de 2018.

Gráfico

Tabelas 1

 

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Hiato do Produto – 3º Trim./2019 Grau de ociosidade da economia brasileira está em 2,7%

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior

O Indicador Ipea de Hiato do Produto, calculado com base na metodologia da função de produção descrita em Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 36, estima que o PIB está 2,7% abaixo de seu potencial. Com o crescimento projetado na Visão Geral da Conjuntura, essa ociosidade tende a cair para cerca de 2,0% no final de 2020.

CC45_produto potencial

Acesse aqui a série completa do Indicador Ipea de Hiato do Produto até o terceiro trimestre de 2019



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Atividade econômica: Indicadores mensais

Por Leonardo Mello de Carvalho

Depois de fechar o terceiro trimestre em aceleração, com crescimento de 0,6%, a economia brasileira iniciou o último trimestre com indicadores mostrando sinais heterogêneos. Enquanto o Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) mensal apontou recuo de 2,2% na passagem entre os meses de setembro e outubro, a produção industrial registrou avanço de 0,8% no mesmo mês. Em relação ao mês de novembro, a Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea estima uma acomodação da produção industrial, com recuo de 0,5% na série sem efeitos sazonais.

As vendas do comércio varejista, de acordo com a PMC do IBGE, avançaram 0,8% em outubro, na série ajustada sazonalmente, a oitava variação positiva seguida nessa base de comparação. Além do bom desempenho verificado no comércio de bens, o setor de serviços também tem se beneficiado de uma demanda interna mais aquecida. Segundo a PMS, também do IBGE, a receita real cresceu 0,8% no primeiro mês do quarto trimestre, na comparação dessazonalizada. O resultado foi a quinta variação positiva em sete meses. Para novembro, prevemos um aumento de 0,4% para as vendas no comércio, enquanto o volume de serviços devem apresentar estagnação ante o mês de outubro.

Acesso o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Outubro de 2019 Demanda interna por bens industriais avançou 1,8% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou alta de 1,8% na comparação entre os meses de outubro e setembro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu avanço de 0,7% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em outubro registrou crescimento de 2,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cresceu 4,4% na margem em outubro, as importações de bens industriais registraram queda de 5,8%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 6,2% contra outubro do ano passado. O resultado foi bastante superior ao desempenho apresentado pela produção industrial (alta de 1%), mensurado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o trimestre móvel encerrado em outubro apresentou um crescimento de 2,8% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação negativa, embora num ritmo menos intenso (-0,4%) que o apresentado pela produção industrial (-1,3%), como visto no gráfico 1.

191206_tabela_consumo_aparente_de_bens_industriais

191206_grafico_demanda_por_bens_industriais

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de FBCF – Outubro de 2019 Investimentos apresentam queda de 2,2% na margem

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta recuo de 2,2% na comparação entre os meses de outubro e setembro de 2019, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em setembro registrou alta de 1%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 1,1% inferior ao verificado em outubro de 2018. No acumulado em doze meses, os investimentos desaceleraram um pouco, com a taxa de crescimento passando de 3% para 2,4%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou retração de 5,6% em outubro. Com esse resultado, o trimestre móvel passou de 2,1% em setembro para (-0,2%) em outubro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 10,5%, a importação retraiu 40,1% no mesmo período, reflexo de uma base de comparação elevada, em decorrência da importação de plataformas em setembro.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,5% em outubro, resultado que sucedeu a alta de 1,7% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel avançou 0,3% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 0,3%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 1% na passagem de setembro para outubro, encerrando o trimestre móvel com queda de 1%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi heterogêneo. Enquanto a construção civil registrou variação negativa de 2,8%, o segmento máquinas e equipamentos registrou aumento de 0,1% em outubro. O componente outros, por seu turno, atingiu patamar 1,3% superior ao observado em outubro de 2018.

191204_taxas_de_crescimento_FBCF_out19

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior, livre de efeitos sazonais, e 1,2% na comparação interanual, de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo IBGE, acima da previsão da Visão Geral da Carta da Conjuntura divulgada em setembro. O bom desempenho da atividade econômica ocorreu de maneira bastante disseminada, seja entre os componentes da demanda, seja entre os componentes da oferta. O crescimento do terceiro trimestre aumentou o carry-over para 2019, que passou de 0,6% para 1%. Isso significa que, caso permanecesse estagnado no quarto trimestre, o PIB fecharia o ano com alta de 1%.

Grafico 1Tabela 2

Acesso o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – setembro de 2019 Demanda interna por bens industriais avançou 0,5% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou alta de 0,5% na comparação entre os meses de setembro e agosto, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu um recuo de 1,3%, o terceiro trimestre de 2019 encerrou com crescimento de 2,8% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção doméstica não exportada (bens nacionais) caiu 2,1% na margem em setembro, as importações de bens industriais registraram alta de 10,3%, conforme mostra a tabela 1.

191106_cc_45_indicador_setembro_2019_tabela

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 4,3% contra setembro do ano passado. O resultado superou o desempenho apresentado pela produção industrial (alta de 1,1%), mensurado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o terceiro trimestre apresentou um crescimento de 1,4% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação negativa, embora num ritmo menos intenso (-1%) que o apresentado pela produção industrial (-1,3%), como visto no gráfico 1.

191106_cc_45_indicador_setembro_2019_grafico

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de FBCF – setembro e terceiro trimestre de 2019 Investimentos avançam 1,4% em setembro, encerrando o terceiro trimestre com alta de 2,1% na margem

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta crescimento de 1,4% na comparação entre os meses de setembro e agosto de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o indicador de investimentos encerra o terceiro trimestre registrando avanço de 2,1% sobre o trimestre anterior, também ajustado sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 7,5% superior ao verificado em setembro de 2018. Já na comparação do terceiro trimestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou expansão de 3%, mesma taxa verificada no acumulado em doze meses. No mês de setembro, a evolução dos investimentos voltou a ser positivamente influenciada pelas operações de comércio exterior envolvendo plataformas de petróleo. Sem esse efeito, o crescimento no terceiro trimestre teria sido de 1% na margem e de 1,3% na comparação interanual.

Tabela - Indicador Ipea FBCF set19

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica destinada ao mercado interno somada às importações – apresentou alta de 1,6% em setembro. Com esse resultado, o terceiro trimestre registrou avanço de 2,5%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 18,5%, a importação cresceu expressivos 40,5% no mesmo período. Ambos os resultados foram influenciados pelas operações envolvendo exportações e importações de plataformas de petróleo. No acumulado em doze meses, o resultado aponta expansão de 5% para o segmento.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 1,2% em setembro, resultado que sucedeu a queda de 1,1% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o terceiro trimestre avançou 1,4% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 0,1%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 3% na passagem de agosto para setembro, encerrando o terceiro trimestre com crescimento de 0,6%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi positivo. Enquanto a construção civil registrou crescimento de 3,8%, o segmento máquinas e equipamentos registrou alta de 14,3% em setembro – influenciado pelas importações de plataformas de petróleo. Como consequência, o total importado de bens de capitalregistrou alta de 130% em termos anuais. O componente outros, por seu turno, atingiu patamar 2,6% superior ao observado em setembro de 2018.

Gráfico indicador Ipea FBCF set19

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – agosto de 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 1,4% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna não exportada acrescida das importações – registrou queda de 1,4% na comparação entre os meses de agosto e julho, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu alta de 2,9% no período anterior, o trimestre móvel terminado em agosto encerrou com crescimento de 2,7% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna não exportada (bens nacionais) retrocedeu 0,3% na margem em agosto, as importações de bens industriais registraram queda de 4,6%, conforme mostra a tabela 1.

191010_cc_45_indicador_ipea_consumo_aparente_ago19_taberla

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais caiu 2% contra agosto do ano passado. O resultado superou o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 2,2%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o trimestre móvel mostrou recuo de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou variação negativa (-1,7%), mesmo resultado exibido pela produção industrial, como visto no gráfico 1.

191010_cc_45_indicador_ipea_consumo_aparente_ago19_grafico

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------