Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Demanda Interna por Bens Industriais Avança 1,2% em Abril​

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais – definido como a produção industrial doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – registrou alta de 1,2% na comparação entre abril e março de 2018,na série com ajuste sazonal. Apesar disso, o resultado ficou negativo em 1,4% no trimestre encerrado em abril. Entre os componentes do consumo aparente, ainda no comparativo entre abril e março, enquanto a produção doméstica líquida de ex- portações avançou 1,3% na margem, as importações de bens industriais cresceram 2,6%​.

Na comparação interanual, o forte crescimento de 11% em abril foi influenciado, em parte, pela presença de três dias úteis a mais que o mesmo período do ano passado. Esse crescimento da de- mando superou a alta da produção industrial (8,9%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE​.

O crescimento registrado em abril foi pouco disseminado entre as grandes categorias econômicas, como pode ser visto na análise completa do indicador.

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Previsão do Consumo das Famílias em 2018-2019 Baseada na Teoria da Renda Permanente

Carta de Conjuntura nº 39

Por Napoleão Luiz Costa da Silva, Julio C. de Mello Barros e Victor H. Farias Mamede

A recuperação do consumo das famílias foi um dos principais vetores da retomada do crescimento iniciada em 2017. Nesse período, as famílias se beneficiaram da forte redução ocorrida na taxa de juros básica da economia e de medidas como a liberação do saldo de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Neste ano, não deverá haver mais estímulos diretos como o da liberação do saldo do FGTS, porém, os efeitos da política monetária deverão ser mais intensos. O objetivo deste trabalho é fazer projeções sobre a trajetória do consumo das famílias para os anos de 2018 e 2019, levando em consideração alguns cenários para a taxa Selic ao longo do ano. Como objetivo secundário, buscaremos avaliar os impactos da forte queda da taxa sobre o consumo das famílias via redução do serviço da dívida destas, com base na Teoria da Renda Permanente.

Para alcançar nossos objetivos utilizaremos um modelo empírico chamado de vetor de correção de erros (VEC), que inclui renda agregada, consumo das famílias e ativos líquidos retidos pelas famílias. Este modelo se baseia na função consumo agregada do modelo básico de renda permanente de Friedman.

De acordo com os resultados estimados, o consumo terá um crescimento acumulado de 2,5% em 2018, e de 2,6% em 2019. Esse crescimento será um pouco mais forte no primeiro semestre do ano, tendo em vista o efeito do ciclo de queda acentuada da taxa Selic, que passou de 14,25% ao ano (a.a.) para 6,75% a.a. (representando queda de 52% da taxa básica de juros) durante o período de outubro de 2016 a fevereiro de 2018.

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Indicador Ipea de FBCF – abril de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos iniciaram o segundo trimestre com crescimento

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,5% em abril em relação a março de 2018, na série com ajuste sazonal. Essa foi a terceira variação positiva dos investimentos, que avançaram 2% no trimestre terminado em abril, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 13,1% superior ao verificado em abril de 2017. No acumulado em doze meses, após 44 períodos de retração, o indicador registrou resultado positivo, com alta de 1,4%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou avanço de 2,9% em abril. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 0,3%, a importação de bens de capital avançou expressivos 13,9% na margem, resultado que sucedeu queda de 5,7% observada no período anterior.

O indicador de construção civil, por sua vez, também registrou desempenho positivo em abril, avançando 1,1% na série dessazonalizada. Ainda assim, o setor encerrou o trimestre, terminado em abril, com pequena retração de 0,1% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, exerceu efeito negativo no desempenho dos investimentos em abril, registrando queda de 1% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho foi generalizado. O destaque foi o Came, cuja expressiva alta de 33,1% foi, em parte, explicada por uma base de comparação reduzida em abril de 2017. Por sua vez, enquanto a construção civil registrou crescimento de 6,4%, o componente outros ativos fixos atingiu patamar 5,4% superior ao verificado em abril de 2017.

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Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Carta de Conjuntura Nº 39

Por Leonardo Mello de Carvalho

O produto interno bruto (PIB) avançou 0,4% na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais – de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Levando-se em conta esse crescimento trimestral, o carry-over para 2018 ficou em 0,9%, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos três trimestres, o PIB irá registrar alta de 0,9% no ano. Embora a trajetória do produto continue retratando um processo de recuperação cíclica, esse resultado confirma as expectativas em relação a um ritmo menos intenso de crescimento da atividade econômica.

 Ainda com base na comparação dessazonalizada, o consumo das famílias cresceu pelo quinto trimestre consecutivo, registrando alta de 0,5% em relação ao período anterior. Embora a recuperação do mercado de trabalho venha acontecendo de maneira lenta, o impulso proveniente da política monetária, juntamente com a redução do comprometimento da renda das famílias com os serviços da dívida, seguiu estimulando a demanda por crédito. Por sua vez, a formação bruta de capital fixo (FBCF) avançou 0,6% na margem. O resultado voltou a ser explicado exclusivamente pelo bom desempenho dos investimentos em máquinas e equipamentos. Em relação aos setores produtivos, enquanto a indústria e os serviços permaneceram praticamente inertes, ambos com ligeiro avanço de 0,1%, o PIB da agropecuária foi o destaque positivo, registrando alta de 1,4% no primeiro trimestre.

 Na comparação interanual, o PIB desacelerou seu ritmo de crescimento, que caiu de 2,1% no último trimestre de 2017 para 1,2% no primeiro trimestre de 2018. Já a absorção doméstica (demanda interna final + variação de estoques) registrou alta de 1,4% contra o primeiro trimestre de 2017 – pouco menor que a alta de 1,9% observada no trimestre anterior. Ao contrário do que ocorreu na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,9 ponto percentual (p.p.) à taxa trimestral do PIB. Além do desacúmulo de estoques, o resultado do PIB no primeiro trimestre foi influenciado negativamente pelas exportações líquidas. A análise pelo lado dos setores produtivos destaca a contribuição positiva dos serviços, que adicionaram 0,8 p.p. ao resultado do PIB. Em contrapartida, influenciada por uma elevada base de comparação, a agropecuária registrou queda interanual de 2,6%.

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Produção Industrial deve ficar praticamente estável em abril

Por Leonardo Mello de Carvalho

 O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê crescimento de 0,1% em abril frente ao mês anterior, na série dessazonalizada, para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE. Esse resultado deixa um carry-over próximo de zero para o segundo trimestre de 2018. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teria acelerado, ficando 7,3% acima do patamar de abril de 2017.

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o resultado exibido na comparação entre abril e março, na série dessazonalizada, foi heterogêneo (ver tabela). De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção total de autoveículos avançou 5,3% na margem. Por sua vez, a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) indica que a importação de bens intermediários também cresceu, com alta de 6% na mesma base de comparação. Por outro lado, com base nos dados divulgados pela Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), a venda de papel e papelão recuou 0,9% na margem, enquanto o indicador de confiança da indústria, calculado pelo IBRE, caiu 0,7% em relação ao mês de março.

Na comparação entre abril de 2018 e o mesmo período de 2017, o desempenho positivo foi novamente generalizado. Os destaques ficaram por conta da produção de veículos (40,4%) e da importação de bens intermediários. Além disso, o nível de estoques na indústria caiu  5,9% em relação a abril do ano passado.

Tabela-Indicador-Ipea-Produção Industrial-abr-18



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Crescimento desacelera no início do ano, mas retomada continua

Síntese da Conjuntura – maio de 2018

Os dados disponíveis de atividade econômica permitem prever que o resultado do PIB do primeiro trimestre deve vir inferior ao que era esperado na última Visão Geral da Conjuntura, divulgada em março de 2018. Esse fato deve ensejar uma revisão da nossa previsão pontual de crescimento para este ano, sem alterar de forma substancial, porém, a expectativa de continuidade do processo de reversão cíclica gradual. Na ausência de novas fontes significativas de volatilidade ou instabilidade no cenário externo ou no front político doméstico, a atividade deverá continuar em sua trajetória de recuperação gradual ao longo do ano.

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Demanda Interna por Bens Industriais Recua 2% em Março

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais – definido como a produção industrial doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – registrou queda de 2% na comparação entre março e fevereiro de 2018, na série com ajuste sazonal. Com isso, o resultado ficou negativo em 0,9% no primeiro trimestre do ano. Entre os componentes do consumo aparente, ainda no comparativo entre março e fevereiro, enquanto a produção doméstica líquida de exportações recuou 1,7% na margem, as importações de bens industriais caíram 5,2%.

Indicador Léo consumo aparente

Na comparação interanual, apesar da queda de 0,3% sobre março do ano passado, o primeiro trimestre de 2018 acumulou alta de 3,4%. Tomando por base o resultado acumulado em 12 meses, a demanda por bens industriais segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (3,7%) que o apresentado pela produção doméstica, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE (2,9%).

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Os números de cada segmento industrial e a análise completa do indicador podem ser acessados aqui.

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Indicador Ipea de FBCF – março e 1º trimestre de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos voltam a crescer em março, fechando o 1o trimestre com alta de 0,3%

O Indicador Ipea de formação bruta de capital fixo (FBCF) aponta alta de 0,8% em março em relação a fevereiro de 2018, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, que sucedeu um crescimento de 1,9%, o indicador de investimentos encerra o primeiro trimestre com variação positiva de 0,3% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 3,4% superior ao verificado em março de 2018. Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma expansão de 3,3%. Com isso, a queda no resultado acumulado em doze meses ficou em 0,1%.

Tabela - Indicador Ipea FBCF mar18

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou avanço de 2,2% em março. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital cresceu 1,8%, a importação de bens de capital recuou 4,8% na margem, devolvendo parte do forte crescimento observado no período anterior (12,8%).

O indicador de construção civil, por sua vez, apresentou crescimento mais modesto, avançando 0,2% na série dessazonalizada, resultado este que sucedeu duas quedas consecutivas. Com isso, o setor encerrou o primeiro trimestre de 2018 com retração de 0,6% ante o último trimestre do ano passado. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando avanço de 0,6% em março.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados continuam bastante positivos. O destaque voltou a ser o Came, que encerrou o primeiro trimestre com alta de 15,7%, após novo avanço em março. Já a construção civil foi o único componente a registrar queda na comparação interanual, ficando 0,9% abaixo do patamar verificado no primeiro trimestre de 2017.

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Produção industrial deve crescer 1,1% em março de 2018, fechando o primeiro trimestre com alta de 0,4%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê crescimento de 1,1% para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, referente a março, frente ao mês anterior, na série dessazonalizada. Esse resultado representaria um avanço de 0,4% no primeiro trimestre de 2018, quando comparado aos três últimos meses do ano passado. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 4,4% acima do patamar de março de 2017.

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o bom desempenho exibido na comparação entre março e fevereiro, na série dessazonalizada, foi bastante disseminado. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção total de autoveículos avançou 5,6% na margem, resultado que sucedeu dois recuos seguidos. Por sua vez, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indica que a venda de papel e papelão subiu 1,3% na margem. Outro destaque positivo ficou por conta do Indicador de Confiança da Indústria, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE), com alta de 1,3% sobre o mês de fevereiro. Por outro lado, segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários caiu 3,8%, terceira contração seguida.

Na comparação entre março de 2018 e o mesmo período de 2017, o desempenho positivo foi novamente generalizado. A exceção, novamente, ficou por conta do volume de bens intermediários importados, que registrou queda de 3,8%.  Com isso, a indústria teria encerrado o primeiro trimestre com alta de 4,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Tabela-Indicador-Ipea-Produção Industrial-mar-18



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – fevereiro de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos apresentam avanço de 1,7% em fevereiro

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma alta de 1,7% em fevereiro em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal. Esse resultado compensa parte do recuo registrado no primeiro mês de 2018 (–2,4%). Na comparação dessazonalizada em médias móveis, o trimestre terminado em fevereiro cresceu 1,9% sobre o trimestre terminado em novembro de 2017. Por sua vez, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador voltou a crescer, atingindo patamar 2,9% superior ao verificado em fevereiro de 2017. Dessa forma, o indicador acumula alta de 3,4% no primeiro bimestre do ano.

Na comparação dessazonalizada, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – foi o destaque positivo, apresentando avanço de 6,2% entre os meses de fevereiro e janeiro. Entre os componentes do Came, enquanto a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações cresceu 2,9%, a importação de bens de capital registrou forte alta na margem, com expansão de 12,3%.

O indicador de construção civil se manteve praticamente estável em fevereiro, registrando crescimento de 0,1% na série dessazonalizada, resultado este que sucedeu queda de 2,3% no período anterior. Na média móvel trimestral, o setor registrou alta de 1,2%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando avanço de 0,2% em fevereiro.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o resultado foi heterogêneo entre os componentes do FBCF. Enquanto o Came registrou alta de 17,3%, a construção civil e o componente outros recuaram 1,9% e 0,5%, respectivamente.

Indicador FBCF fev-18

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (índice 1995=100)



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