Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais – outubro de 2018 Demanda interna por bens industriais avança 0,3% em outubro

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou alta de 0,3% na comparação entre outubro e setembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu recuo de 2,4% no período anterior, o trimestre encerrado em outubro teve alta de 0,9% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações cresceu 0,8% na margem, as importações de bens industriais encolheram 1%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais subiu 2,1%, contra outubro do ano passado. O resultado superou o desempenho apresentado pela produção industrial (alta de 1,1%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (4,3%) que o apresentado pela produção industrial (2,3%)

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_out-18 Gráfico_Indicador Ipea CA_out-18

Em relação às grandes categorias econômicas, a queda registrada em setembro, na comparação com ajuste sazonal, foi bastante disseminada – como mostra o relatório completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Indicador Ipea de FBCF – outubro de 2018 Investimentos iniciam quarto trimestre com queda de 0,4%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta recuo de 0,4% em outubro em relação a setembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Esse foi a terceira variação negativa seguida, após o forte crescimento verificado nos meses de junho e julho, quando os investimentos cresceram 12,5% e 5,1%, respectivamente. Apesar disso, na comparação entre o trimestre terminado em outubro e o terminado em julho, os investimentos apresentam avanço de 3,5%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou aumento, atingindo patamar 5% superior ao verificado em outubro de 2017. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses chegou a 4,2%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 0,7% em outubro. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 1,3%, a importação de bens de capital recuou 3,6% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 0,6%, resultado que sucedeu a alta de 1,2% na série dessazonalizada. Apesar disso, o trimestre móvel terminado em outubro cresceu 3,2% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou avanço de 1,3% na passagem de setembro para outubro.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho foi generalizado. O ritmo de crescimento do Came acelerou, passando de 4,9% em setembro para 13,5% em outubro. Já a construção civil e o componente outros registraram variações de 0,8% e 4% na comparação interanual, respectivamente.

Tabela - Indicador Ipea FBCF out18 Gráfico indicador Ipea FBCF out18

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

Esta seção mostra que o resultado do PIB reforça o cenário de recuperação gradual da atividade econômica. Embora alguns setores tenham demonstrado alguma perda de fôlego ao longo dos últimos meses, como é o caso da produção industrial, o bom desempenho da demanda interna reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar nos próximos trimestres.

Na comparação interanual, o setor serviços foi o destaque positivo pelo sétimo trimestre consecutivo, adicionando 0,8 p.p. ao crescimento do PIB.

CC41_Atividade-PIB_tabela 3

A alta de 6,6% da FBCF na margem foi bastante influenciada pelos efeitos das alterações no regime aduaneiro Repetro. O carry-over para o crescimento acumulado em 2018 ficou em 4,9%. Entre os componentes, o destaque positivo ficou por conta da demanda por máquinas e equipamentos, que cresceu 36% sobre o terceiro trimestre de 2017.

CC41_Atividade-PIB_tabela 5

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Cenários macroeconômicos para o período 2020-2031

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e José Ronaldo de C. Souza Júnior

Cenários de longo prazo podem ser uma ferramenta importante para a avaliação de custos, benefícios e riscos macroeconômicos de alternativas de política econômica. No momento atual, caracterizado por desajuste fiscal estrutural, baixa eficiência dos gastos públicos e arcabouços regulatórios e institucionais com efeitos perversos sobre a atividade econômica, esse tipo de planejamento torna-se ainda mais relevante. Neste contexto, o crescimento econômico do país pode receber impulso positivo significativo por meio da realização de reformas que permitam, de um lado, conter o crescimento explosivo da dívida pública – propiciando as condições mínimas requeridas para a estabilidade macroeconômica –, e, de outro lado, removam distorções microeconômicas e gargalos estruturais que impeçam a elevação sustentada do investimento e da produtividade geral da economia. Logo, a discussão de possíveis cenários que contemplem diferentes níveis de avanço na adoção dessas reformas pode contribuir para o melhor entendimento das possibilidades e das limitações ao crescimento potencial do país.

Nesta nota, apresentam-se e discutem-se três possíveis cenários para a economia brasileira no período 2020-2031, que se diferenciam pelo grau de avanço na adoção de uma ampla gama de medidas com impactos esperados positivos sobre o crescimento potencial do país.

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O objetivo desta Nota Técnica é discutir e detalhar a metodologia de elaboração desses cenários, que fazem parte do conjunto estudos preparatórios para a formulação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (ENDES), concebida pelo Poder Executivo com “o objetivo de orientar, articular e influenciar as discussões dos demais instrumentos do planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado (planos nacionais, setoriais e regionais e o Plano Plurianual – PPA da União)”.

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – setembro de 2018 Demanda interna por bens industriais recua 2,3%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 2,3% na comparação entre setembro e agosto de 2018, na série com ajuste sazonal. Apesar desse resultado, que sucedeu recuo de 0,7% no período anterior, o terceiro trimestre teve alta de 2,7% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações caiu 1,3% na margem, as importações de bens industriais encolheram 4,3%.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_set-18

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais caiu 1,8%, interrompendo sequência de três altas.
O resultado de setembro foi similar ao desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 2%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (5,1%) que o apresentado pela produção industrial (2,7%).

Gráfico_Indicador Ipea CA_set-18

Em relação às grandes categorias econômicas, a queda registrada em setembro, na comparação com ajuste sazonal, foi bastante disseminada – como mostra o relatório completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Indicador Ipea de FBCF – setembro e 3º trimestre de 2018 Novo regime aduaneiro especial gera crescimento elevado dos investimentos no terceiro trimestre de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de Castro Souza Júnior

A introdução do novo regime aduaneiro especial de utilização econômica destinado a bens a serem utilizados nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e de gás natural (Repetro-Sped) exerceu impactos significativos, tanto no cálculo da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) quanto na contabilidade da balança comercial brasileira (como mostra a Nota Técnica desta Carta de Conjuntura).

Essas mudanças, em grande parte responsáveis pelas elevadas importações de plataformas de petróleo ocorridas em alguns meses deste ano, causaram um aumento significativamente acima do esperado para o Indicador Ipea de FBCF, especialmente no terceiro trimestre. Após um forte crescimento dessazonalizado em julho, com alta de 13,5% sobre o período anterior, os investimentos teriam registrado duas quedas consecutivas em agosto e setembro, caindo 4,2% e 6,1%, respectivamente. Com isso, os investimentos teriam crescido 9,6% na comparação entre o terceiro e o segundo trimestres, ainda na série com ajuste sazonal. Vale mencionar que parte desse forte crescimento se deve aos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio, que ajudou a reduzir a média do segundo trimestre.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados também são expressivos. Após quatro variações mensais positivas seguidas, o indicador apontaria crescimento interanual de 13,1% no terceiro trimestre. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses ficaria em 6,1%. Esse resultado representa um incremento de 2,3 pontos percentuais à taxa de crescimento da FBCF, excluídas as importações e exportações de plataformas de petróleo.

FBCF set-18

Veja a análise completa dos resultados



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Efeitos do Repetro-Sped sobre o Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo

Por José Ronaldo de Castro S. Júnior e Leonardo Mello de Carvalho

A introdução do novo regime aduaneiro especial de utilização econômica destinado a bens a serem utilizados nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e de gás natural (Repetro-Sped) exerceu impactos significativos, tanto no cálculo da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) quanto na contabilidade da balança comercial brasileira. Esta nota resume as principais modificações ocorridas em relação ao novo regime, buscando detalhar em que medida afetam o Indicador Ipea Mensal de FBCF.

CC41_NT_Indicador mensal de FBFC_graf

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – agosto de 2018 Investimentos cresceram 0,3% no mês de agosto

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta aumento de 0,3% em agosto em relação a julho de 2018, na série com ajuste sazonal. Este resultado sucedeu queda de 0,3% verificada no mês anterior. Com isso, na comparação entre o trimestre terminado em agosto e o terminado em maio, os investimentos avançaram 1,8%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador também registrou variação positiva, atingindo patamar 3,5% superior ao verificado em agosto de 2017. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses chegou a 3,5%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 3% em agosto. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações permaneceu estável, a importação de bens de capital aumentou 14,9% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 2,2%, interrompendo sequência de dois avanços na série dessazonalizada. Apesar disso, o trimestre móvel terminado em agosto cresceu 2,2% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 1% na passagem de julho para agosto.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi heterogêneo. O ritmo de crescimento do Came permaneceu estável, passando de 12,6% em julho para 12,9% em agosto. Já a construção civil e o componente outros registraram fraco desempenho, com quedas na comparação interanual de 1,2% e 1,1%, respectivamente.

Tabela - Indicador Ipea FBCF ago18 Indicador Ipea mensal de FBCF Out18

Acesse aqui a planilha completa com a série histórica até agosto de 2018



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Visão Geral de Conjuntura

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior, Paulo Mansur Levy e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

O desempenho da economia no terceiro trimestre vem se caracterizando pelo aumento da instabilidade no mercado financeiro combinado com a continuidade do lento processo de recuperação da atividade econômica. Na comparação com o segundo trimestre, a evolução do PIB apresenta alguma aceleração (crescimento com ajuste sazonal de 1,1%), mas esta aceleração na margem ocorre após o agudo choque de oferta adverso causado pela greve dos caminhoneiros, devendo-se, assim, em grande medida, à fraca base de comparação. O aumento da instabilidade, por sua vez, vem sendo causado por uma série de fatores domésticos e externos. No front externo, o cenário revela-se menos favorável às economias emergentes, devido ao processo de normalização da política monetária nos Estados Unidos, ao recrudescimento da guerra comercial promovida pelo governo Trump e aos episódios envolvendo Turquia e Argentina, cujas moedas desvalorizaram fortemente, contribuindo para aumentar a percepção de risco no mercado internacional. No âmbito doméstico, as incertezas associadas ao período eleitoral, em um quadro fiscal ainda marcado por desajuste estrutural significativo, têm provocado o aumento dos prêmios de risco e o aperto das condições financeiras, afetando de forma negativa as decisões de investimento e consumo dos agentes econômicos.

A relativamente baixa taxa de crescimento esperada para este ano (1,6%) e a elevada volatilidade macroeconômica derivam das mesmas fragilidades estruturais da economia: estagnação da produtividade e desequilíbrio fiscal. No curto prazo, o efeito negativo da baixa produtividade sobre as taxas de crescimento tende a ser minimizado pela capacidade ociosa ainda existente na economia – dado o elevado hiato de produto observado (3,7%, de acordo com o Indicador Ipea), é possível projetar uma retomada mais forte da economia no próximo ano sem pressões inflacionárias significativas. O desequilíbrio fiscal, em contrapartida, ao colocar a dívida pública em trajetória de alta não sustentável, tem gerado incertezas que afetam as decisões de investimento e consumo de mais longo prazo e aumentam o risco financeiro percebido pelos investidores. Este é, de longe, o principal fator interno de risco para o cenário traçado nas previsões apresentadas nesta seção, que discute também a trajetória esperada para a dívida pública e o papel do teto dos gastos na estratégia de reversão de sua tendência de alta.

CC40_Visão geral_tabela 1

CC40_Visão geral_tabela 2

Acesse o texto completo



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Atividade Econômica: Indicadores Mensais

Por Leonardo Mello de Carvalho

O comportamento dos indicadores de atividade ao longo dos últimos meses tem exibido um elevado grau de volatilidade, resquício da paralização dos caminhoneiros ocorrida ao final de maio, e cujos efeitos contribuíram para reduzir ainda mais o ritmo de recuperação da economia brasileira – que já estava sendo afetada pela piora do cenário internacional e pelas incertezas do quadro eleitoral interno. Embora a maioria dos setores afetados tenha apresentado uma rápida recuperação, seu desempenho recente tem sido marcado pela instabilidade. Como exemplo desse comportamento, com base nos dados da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), medida pelo IBGE, o tombo de 10,9% verificado na indústria entre os meses de abril e maio, na comparação livre de influências sazonais, foi mais que compensado no período seguinte, quando a produção registrou alta de 12,9%. Após permanecer praticamente estável em julho (queda de 0,2%), o Ipea prevê uma alta de 0,9% para o resultado de agosto. Em termos interanuais, o crescimento seria de 3,5%.

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