Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Demanda interna por bens industriais recua 1,1% em outubro

Por Leonardo Mello de Carvalho

Na comparação com o outubro de 2016, houve alta de 8,1%

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de bens industriais – definido como a produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou queda de 1,1% na comparação entre outubro e setembro, na série com ajuste sazonal. Apesar dessa flutuação, na comparação entre o trimestre terminado em outubro e o terminado em julho, o resultado na margem ainda é bastante positivo, com alta de 3,1% (ver tabela). Já na comparação interanual, o indicador registrou variação positiva, atingindo patamar 8,1% superior ao observado em outubro de 2016. Com isso, o ritmo de crescimento da variação acumulada em 12 meses acelerou, passando de 1,1% para 2,5%. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção doméstica líquida de exportações recuou 0,3% em outubro, no comparativo contra o período anterior, as importações de bens industriais também apresentaram pequena acomodação, registrando queda de 0,2%.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral avançou 1,8% na comparação sazonal, devolvendo a queda ocorrida em setembro. Já a demanda por bens da indústria de transformação recuou 0,3% na margem. Foi verificado um crescimento em 11 segmentos, de um total de 22, reduzindo o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 50%, ante 59% do período anterior. Entre aqueles com maior peso, contribuíram positivamente o de farmoquímicos, com alta de 9,7% na margem, e o de vestuário, com expansão de 3,1%.

Na comparação interanual, o bom desempenho verificado em outubro foi bastante disseminado, com 18 segmentos registrando variação positiva ante mesmo período de 2016. Os destaques ficam por conta do consumo aparente de veículos automotivos e petróleo e derivados, com altas de 23,1% e 6,8%, respectivamente. Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, 11 segmentos apresentam variação positiva até o mês de outubro.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_out-17

Gráficos_Indicador Ipea CA_out-17

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Atividade Econômica: Desempenho do PIB

Carta de Conjuntura nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar bom desempenho no terceiro trimestre de 2017, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado que confere maior solidez à trajetória de recuperação gradual iniciada pela economia no início desse ano. Na comparação com o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, o PIB avançou 0,1%. Essa foi a terceira variação positiva seguida na margem, fato que não ocorria desde 2013. Com esse resultado, o carry-over para 2017 ficou em 1,0%, ou seja, caso permaneça estagnado no último trimestre do ano, o PIB irá registrar alta de 1,0% no ano.

Na comparação interanual, a absorção doméstica registrou alta de 1,2% contra o terceiro trimestre de 2016. Assim como na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,1 p.p. à taxa trimestral do PIB. Além do pequeno desacúmulo de estoques, o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi explicado pela contribuição de 0,3 p.p. das exportações líquidas. Já no acumulado em quatro trimestres, a absorção doméstica apresentou variação nula.

CC37_Atividade-PIB_gráfico 6

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Indicador Ipea de FBCF – setembro e 3º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 0,4% em setembro e fecham 3º trimestre com alta de 1,4%

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – que teve aprimoramentos metodológicos (ver Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 37) – aponta um crescimento de 0,4% em setembro em relação a agosto de 2017, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, os investimentos encerraram o terceiro trimestre registrando alta de 1,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, também na série livre de efeitos sazonais. Em setembro de 2017, o indicador atingiu patamar 0,6% superior quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Já na comparação do terceiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, verificou-se queda de 0,6%.

O avanço entre os meses de setembro e agosto foi consequência principalmente do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que apresentou alta de 3,4% na margem. Considerando todo o terceiro trimestre, o Came também foi o destaque, com crescimento de 3,3% sobre o trimestre anterior. Entre os componentes do Came, a produção interna de bens de capital líquida de exportações recuou 2,3% em setembro. Porém, o forte crescimento registrado pela importação de bens de capital (30,5%) ajudou a explicar seu bom resultado na comparação dessazonalizada.

Já o indicador de construção civil recuou pelo segundo mês consecutivo, apresentando queda de 0,2% sobre o mês de agosto, na série dessazonalizada. Apesar desse resultado, o setor encerrou o trimestre com avanço de 1,4% sobre o período anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu negativamente para o desempenho dos investimentos, registrando quedas de 4,8% em setembro, e 1,8% no terceiro trimestre, ambas na comparação dessazonalizada.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção e os outros ativos fixos registraram quedas de 3,2% e 9,8%, respectivamente, o Came cresceu 13,1% sobre o mês de setembro de 2016.

Tabela indicador Ipea FBCF set17_2

Gráfico indicador Ipea FBCF set17_2

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Medidas preliminares de produção na saúde pública

Por Manoel Pires e Roberta Vieira

Esta nota técnica apresenta uma metodologia para mensurar a produção dos serviços que são prestados na saúde pública brasileira. Os indicadores apontam para um crescimento moderado das internações, mas um crescimento bastante significativo da atenção ambulatorial, o que reflete preocupações com a promoção e a prevenção à saúde da população e a melhoria da qualidade no sistema. Assim, apresentar a composição do crescimento é uma contribuição para a literatura sobre o tema no Brasil.

Em termos mais gerais, a produção da saúde pública tem crescido ligeiramente acima do PIB. Algumas melhorias e aprofundamentos metodológicos ainda precisam ser feitos, mas esse esforço inicial já permite um debate mais aprofundado sobre o tema e viabiliza os primeiros esforços para se estudar a evolução da produtividade no setor e a composição dos serviços prestados, objetivando ajudar na definição de melhores políticas públicas.

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Produção industrial deve voltar a crescer em setembro de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê um avanço de 0,8% para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, na comparação entre agosto e setembro, na série dessazonalizada. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 3,0% acima do patamar de setembro de 2016, quarta alta consecutiva. Com isso, a variação acumulada em 12 meses ficaria em 0,5%, representando a primeira alta após 39 meses

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o bom desempenho exibido na comparação entre setembro e agosto, na série dessazonalizada, foi bastante disseminado (ver tabela). Segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários registrou alta de 5,4%, resultado que sucedeu a pequena queda ocorrida no período anterior (0,3%). Além disso, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indica um avanço de 1,9% na margem. Vale destacar o crescimento de 27% acumulado em 2017. O destaque negativo ficou por conta das vendas de papel e papelão, que recuaram 4,1%, de acordo com Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). Na comparação entre setembro de 2017 e o mesmo período de 2016, o desempenho positivo voltou a ser generalizado.

Tabela-Indicador-Ipea-Produção Industrial-Set17



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Demanda interna por bens industriais avança 2,5% em agosto

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de bens industriais – definido como a produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou crescimento de 2,5% na comparação entre agosto e julho, na série com ajuste sazonal (ver tabela). O indicador também cresceu na comparação interanual, atingindo patamar 4,4% superior ao observado em agosto de 2016. Com isso, o ritmo de queda da variação acumulada em 12 meses voltou a arrefecer, passando de 1,6% para 0,7%. Este resultado, quando comparado à produção doméstica – medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE – que permaneceu praticamente estável no mesmo período (queda de 0,1%), voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção doméstica líquida de exportações avançou 1% em agosto, no comparativo contra o período anterior, as importações de bens industriais passaram por expressivo crescimento, com alta de 8,7% livre de efeitos sazonais, deixando perspectivas positivas para o desempenho da indústria nos próximos períodos.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_ago-17

Ao se considerar o consumo aparente por grandes categorias econômicas, com exceção dos bens intermediários – que recuaram 2,2% entre os meses de agosto e julho –, todas as demais registraram alta na comparação dessazonalizada. Entre elas, o destaque positivo voltou a ser a categoria bens de consumo duráveis, com alta de 6% na margem. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o crescimento também foi disseminado. Novamente a categoria de bens intermediários foi a única a registrar variação negativa sobre agosto de 2016.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral registrou o segundo avanço seguido na comparação com ajuste sazonal, com alta de 3,5% em agosto. A demanda por bens da indústria de transformação também acelerou o ritmo de crescimento, avançando 2,8% na margem. Ainda foi verificado um crescimento em 15 segmentos, de um total de 22, elevando o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 68%, ante 59% em julho e 50% em agosto do ano passado. Entre aqueles com maior peso, contribuíram positivamente o de veículos automotivos, com alta de 6,9% na margem, e o de farmoquímicos, com expansão de 5,7%.

Na comparação interanual, 16 segmentos registraram variação positiva ante agosto de 2016, com destaque também para o consumo aparente de veículos automotivos (+26,2%). Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, 11 segmentos já apresentaram variação positiva até o mês de agosto.

Gráficos_Indicador Ipea CA_ago-17

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – agosto de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos voltam a apresentar crescimento na comparação interanual

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) manteve-se praticamente estável em agosto, apontando pequena queda de 0,1% em relação a julho de 2017, na série com ajuste sazonal. Mas, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu uma alta de 0,8%, após 13 meses consecutivos de quedas. No período de 42 meses iniciados em março de 2014, este indicador apresentou variação interanual positiva apenas duas vezes, a primeira em junho de 2016 (de 0,1%) e a segunda agora. No ano, o indicador ainda acumula queda, de 3,9%.

O desempenho dos dois principais componentes da FBCF voltou a ser heterogêneo. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou crescimento de 1,8% na margem, mais que compensando a queda de 0,9% registrada no período anterior. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital avançou 1,4% em agosto. Por sua vez, as variáveis de comércio exterior apresentaram fraco desempenho na comparação dessazonalizada. Enquanto o volume de importações por este tipo de bem caiu 1,2% em agosto (após o forte crescimento de 12% no mês anterior), o volume exportado de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador, recuou 1,1%, na mesma base de comparação.

O destaque negativo voltou a ficar por conta do indicador de construção civil, que registrou retração de 2,3% em agosto, resultado que sucedeu duas variações positivas na série dessazonalizada. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção registrou queda de 4,5%, o Came cresceu expressivos 11% sobre o mês de agosto de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF ago17

Gráfico indicador Ipea FBCF ago17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Produto Potencial e Hiato do Produto: nível atual e projeções para 2018

Carta de Conjuntura nº 36

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior 

A importância da atual política monetária expansionista sobre o desempenho da economia no período 2017–2018 foi destacada na Visão Geral da Conjuntura. Há um certo consenso de que haveria espaço para esse tipo de estímulo monetário em virtude da presente ociosidade dos fatores produtivos, capital e trabalho. Há dúvidas, no entanto, sobre os níveis atual e futuro do grau de ociosidade da economia caso as projeções de retomada do crescimento se concretizem. Esta nota técnica visa esclarecer esses pontos por meio de atualizações dos indicadores Ipea de produto potencial e de hiato de produto. 

CC36_NT_Produto potencial_gráficos

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Dados do Indicador Ipea de Produto Potencial



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Indicadores Ipea Trimestrais de Estoque de Capital e de Investimento Líquido

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior

O Indicador Ipea trimestral de estoque de capital é estimado por meio de uma atualização da série anual estimada pelo Ipea para o período 1950-2008 pelo método do estoque perpétuo – descrito por Morandi e Reis (2002) – e da desagregação temporal dos dados anuais para trimestrais foram feitos com base na distribuição da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) ao longo dos trimestres. A atualização e a desagregação temporal foram feitas a partir dos dados do Sistema de Contas Nacionais – Referência 2010 (SCN 2010) do IBGE e dos dados do SCN Trimestral (SCNT 2010). Já as projeções para o período até o final de 2018 são feitas com base no cenário definido na Visão Geral da Conjuntura. 

O investimento líquido, que é a parcela dos investimentos que aumenta a capacidade produtiva da economia, é calculado por meio da subtração do valor da FBCF pelo valor da depreciação (ver Gráfico 1). Como mostra o gráfico 2, a volatilidade da taxa de crescimento do investimento líquido é, consideravelmente, maior que a do investimento bruto, apesar de as tendências serem as mesmas. A explicação é que, à medida que o estoque líquido de capital aumenta, o valor da depreciação (mantida a mesma taxa de depreciação) também se eleva – independentemente do que ocorre com o investimento bruto. A queda esperada de 2,5% da FBCF para este ano, por exemplo, deve resultar numa queda de 17,1% do investimento líquido – variação bem menor que as duas consecutivas de mais de 38% nos anos de 2015 e 2016. Para o ano que vem, a alta esperada de 4,2% para a FBCF deve gerar um crescimento de 19,3% do investimento líquido. 

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Acesse aqui a planilha com os dados do Indicador Ipea trimestral de estoque de capital



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Atividade Econômica: indicadores mensais

Carta de Conjuntura nº 36

Por Leonardo Mello de Carvalho

Embora as questões de natureza fiscal ainda permaneçam como condicionantes da trajetória de médio e longo prazo, o bom desempenho observado nos índices mensais de atividade ao longo de 2017 corrobora o diagnóstico de recuperação gradual da economia. De acordo com o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais, o crescimento foi bastante disseminado em julho, chegando a 64% dos segmentos na série com ajuste sazonal. Este bom desempenho tem se refletido positivamente no comportamento da indústria, que, segundo o Indicador Ipea de Produção Industrial, deve apresentar nova expansão na margem em agosto, com alta de 0,2% na margem – que seria a quinta alta consecutiva. Na comparação interanual, a previsão também é de crescimento, com expansão prevista de 5,3% sobre agosto de 2016.

A evolução da produção industrial, que vinha sendo estimulada especialmente pelo crescimento das exportações, passou a refletir também uma melhora na demanda doméstica nos últimos meses. Após registrar alta de 2,1% no trimestre móvel terminado em julho, quando comparado com o trimestre terminado em abril, o Indicador Ipea de Comércio prevê novo avanço das vendas no varejo em agosto, que teriam crescido 2,6% na margem. O aumento dos níveis de ocupação no mercado de trabalho nos últimos meses, acompanhado da recuperação do poder de compra dos salários – como explicado detalhadamente na seção de Mercado de Trabalho desta Carta de Conjuntura –, a redução das taxas de juros e a liberação de recursos do FGTS explicam boa parte dessa retomada da demanda.

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