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Indicador Ipea de FBCF – setembro e 3º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 0,4% em setembro e fecham 3º trimestre com alta de 1,4%

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – que teve aprimoramentos metodológicos (ver Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 37) – aponta um crescimento de 0,4% em setembro em relação a agosto de 2017, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, os investimentos encerraram o terceiro trimestre registrando alta de 1,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, também na série livre de efeitos sazonais. Em setembro de 2017, o indicador atingiu patamar 0,6% superior quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Já na comparação do terceiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, verificou-se queda de 0,6%.

O avanço entre os meses de setembro e agosto foi consequência principalmente do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que apresentou alta de 3,4% na margem. Considerando todo o terceiro trimestre, o Came também foi o destaque, com crescimento de 3,3% sobre o trimestre anterior. Entre os componentes do Came, a produção interna de bens de capital líquida de exportações recuou 2,3% em setembro. Porém, o forte crescimento registrado pela importação de bens de capital (30,5%) ajudou a explicar seu bom resultado na comparação dessazonalizada.

Já o indicador de construção civil recuou pelo segundo mês consecutivo, apresentando queda de 0,2% sobre o mês de agosto, na série dessazonalizada. Apesar desse resultado, o setor encerrou o trimestre com avanço de 1,4% sobre o período anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu negativamente para o desempenho dos investimentos, registrando quedas de 4,8% em setembro, e 1,8% no terceiro trimestre, ambas na comparação dessazonalizada.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção e os outros ativos fixos registraram quedas de 3,2% e 9,8%, respectivamente, o Came cresceu 13,1% sobre o mês de setembro de 2016.

Tabela indicador Ipea FBCF set17_2

Gráfico indicador Ipea FBCF set17_2

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Metodologia de Cálculo do Indicador Ipea Mensal de FBCF

Carta de Conjuntura Nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho e Fernando José da S. P. Ribeiro

A formação bruta de capital fixo (FBCF) da economia é composta pelos investimentos em: máquinas e equipamentos; construção civil; e por outros ativos fixos (como propriedade intelectual, lavouras permanentes, gado de reprodução, etc.). O Sistema de Contas Nacionais (SCN), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta dados anuais detalhados de FBCF, e as Contas Nacionais Trimestrais (CNT), também do IBGE, divulga dados trimestrais agregados (sem a divisão entre máquinas e equipamentos, construção civil e outros). O cálculo de indicadores mensais desagregados contribui, portanto, para o acompanhamento mais tempestivo e detalhado da conjuntura econômica. A presente Nota técnica explica a metodologia de cálculo do Indicador Ipea Mensal de FBCF, em suas seis etapas: (i) construção do indicador de demanda de bens de capital, que, na verdade, equivale ao cálculo do consumo aparente desses produtos; (ii) cálculo do indicador de construção civil; (iii) cálculo do consumo aparente do componente ‘outros’, que não era considerado na metodologia anterior deste Indicador Ipea; (iv) determinação dos pesos de cada um dos indicadores supracitados no cálculo do indicador de FBCF; (v) ajuste de nível via desagregação temporal; e (vi) cálculo final do indicador ajustado para coincidir com os dados trimestrais e anuais do SCN.

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – agosto de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos voltam a apresentar crescimento na comparação interanual

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) manteve-se praticamente estável em agosto, apontando pequena queda de 0,1% em relação a julho de 2017, na série com ajuste sazonal. Mas, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu uma alta de 0,8%, após 13 meses consecutivos de quedas. No período de 42 meses iniciados em março de 2014, este indicador apresentou variação interanual positiva apenas duas vezes, a primeira em junho de 2016 (de 0,1%) e a segunda agora. No ano, o indicador ainda acumula queda, de 3,9%.

O desempenho dos dois principais componentes da FBCF voltou a ser heterogêneo. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou crescimento de 1,8% na margem, mais que compensando a queda de 0,9% registrada no período anterior. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital avançou 1,4% em agosto. Por sua vez, as variáveis de comércio exterior apresentaram fraco desempenho na comparação dessazonalizada. Enquanto o volume de importações por este tipo de bem caiu 1,2% em agosto (após o forte crescimento de 12% no mês anterior), o volume exportado de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador, recuou 1,1%, na mesma base de comparação.

O destaque negativo voltou a ficar por conta do indicador de construção civil, que registrou retração de 2,3% em agosto, resultado que sucedeu duas variações positivas na série dessazonalizada. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção registrou queda de 4,5%, o Came cresceu expressivos 11% sobre o mês de agosto de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF ago17

Gráfico indicador Ipea FBCF ago17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Indicador Ipea de FBCF – junho e 2º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 1,4% em junho, mas fecham 2º trimestre com queda

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento de 1,4% em junho em relação a maio de 2017, na série com ajuste sazonal. Apesar deste resultado, os investimentos encerraram o segundo trimestre registrando queda de 1,3% sobre o trimestre imediatamente anterior, também na série livre de efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 10,7% inferior ao verificado em junho de 2017. Já na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 7,1%. Com isso, o resultado acumulado em 12 meses retraiu em 6,2%.

O avanço entre os meses de junho e maio foi consequência principalmente do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que apresentou alta de 4,1% na margem. No trimestre, o Came também foi o destaque, com crescimento de 4% sobre os primeiros três meses do ano. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital permaneceu estável em junho. Por outro lado, o comportamento das variáveis de comércio exterior ajudou a explicar seu bom resultado na comparação dessazonalizada. Enquanto o volume de importações por este tipo de bem cresceu 2,6% sobre o mês de maio, o volume exportado de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica, registrou queda de 10,7%, na mesma base de comparação.

Por sua vez, o indicador de construção civil, após ter registrado três variações negativas, cresceu 1,8% em junho sobre o mês anterior, na série dessazonalizada. Este resultado, no entanto, não evitou a queda de 3,2% no segundo trimestre, explicando em grande medida o recuo de 1,3% da FBCF no mesmo período. Já na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção registrou queda de 6,4%, o Came caiu 17,6% sobre o mês de junho de 2016. Ainda na comparação interanual, vale destacar que parte da queda verificada no setor de máquinas e equipamentos é explicada por uma elevada base de comparação, uma vez que o volume importado de bens de capital havia registrado forte alta em junho de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jun17_2Gráfico indicador Ipea FBCF jun17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea (mensal e trimestral) de FBCF (índice 1995=100)



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Indicador Ipea de FBCF – maio de 2017

Mantendo comportamento volátil, investimentos ganham fôlego no mês de maio

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,6% em maio frente a abril de 2017, na série com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 2,9% inferior ao verificado em maio de 2016. No acumulado do ano, a queda foi de 4,4%, enquanto a variação em 12 meses passou de -6% até o mês de abril para -5,2% até o mês de maio.

O crescimento entre os meses de maio e abril foi explicado pelo bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – trata-se de uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que avançou 2,9% na margem. Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 2,8% em abril, explicando grande parte do bom resultado na comparação dessazonalizada. O volume importado deste tipo de bem também cresceu, mas a uma taxa menor, de 1,3%. Por sua vez, o volume de exportações de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador de Came, retraiu-se 3,2% sobre o mês de abril, na mesma base de comparação.

Já o indicador de construção civil recuou 0,7% em maio, quarta queda seguida na variação mensal com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu expressivos 9,9% sobre o mês de maio de 2016, a construção registrou queda de 9,1%.

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Gráfico indicador Ipea FBCF mai17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até maio de 2017



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Indicador Ipea de FBCF – março e 1º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos recuam em março, mas fecham 1º trimestre estáveis

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 2,1% em março em relação a fevereiro de 2017, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, que sucedeu um crescimento de 4,3%, o indicador de investimentos encerra o primeiro trimestre com variação nula sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 0,7% inferior ao verificado em março de 2017. Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma redução de 2,1%. Com isso, o resultado acumulado em 12 meses ficou em -6,3%.

A redução entre os meses de março e fevereiro foi consequência do mau desempenho dos dois principais componentes da FBCF. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou recuo de 2,4% na margem. Já o indicador de construção civil, após ter registrado quatro variações positivas, recuou 2,5% sobre o mês anterior. Ainda assim, encerrou o primeiro trimestre com alta de 1,2%, na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu 4,2% sobre o mês de março de 2016, a construção registrou queda de 3,4%.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital recuou 3,3% em março, explicando o mau resultado na comparação dessazonalizada. Por outro lado, o comportamento das variáveis de comércio exterior ajudou a suavizar esta queda. Enquanto o volume de exportações de bens de capital cresceu 4,1% sobre o mês de fevereiro, as importações registraram alta de 9,1%, resultando numa contribuição líquida positiva para o resultado do Came.

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Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até março de 2017



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Indicador Ipea de FBCF – janeiro de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos mantêm comportamento instável no início de 2017

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 3,0% em janeiro de 2017 em relação a dezembro de 2016, na série com ajuste sazonal. Este resultado reverteu o aumento verificado no período anterior, e deixa um carregamento estatístico (carry-over) de -1,9% para o primeiro trimestre de 2017. Ou seja, caso a FBCF apresente crescimento nulo nos meses de fevereiro e março, encerraria o primeiro trimestre do ano registrando contração de 1,9% sobre o período anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou queda de 4,9% sobre janeiro de 2016. Com isso, o resultado acumulado em doze meses ficou em -9,0%.

O recuo na comparação entre os meses de dezembro e janeiro foi consequência do mau desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações. Após a alta de 2,6% no período anterior, este indicador apresentou queda de 6,6%. Por outro lado, o indicador de construção civil avançou 0,6% frente ao mês de dezembro, ainda na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo mês do ano anterior, ambos componentes apresentaram retração, com quedas de 9,8% e 2,7%, respectivamente.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital recuou 6,6% em janeiro, na comparação dessazonalizada. Outro importante fator que ajuda a explicar o mau resultado na comparação mensal, também na série com ajuste sazonal, foi o comportamento do volume de importações de bens de capital. Após a forte alta registrada entre novembro e dezembro (+10,2%), o volume de bens de capital importado sofreu redução em janeiro (-12,4%), afetando negativamente o resultado do Came no mês.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jan17

Gráfico indicador Ipea FBCF jan17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de FBCF de janeiro de 2017



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Indicador Ipea de FBCF – dezembro e 4º trimestre de 2016

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos reagem em dezembro, mas fecham 4º trimestre em queda

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apontou crescimento de 3,9% em dezembro em relação a novembro de 2016, na série com ajuste sazonal. Apesar do resultado positivo no mês, que sucedeu cinco recuos consecutivos, o indicador de investimentos encerrou o quarto trimestre com queda de 3,7% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 1,7% superior ao verificado em dezembro de 2015. Já na comparação do quarto trimestre de 2016 com o mesmo período de 2015, o investimento registrou uma redução de 8,3%. Com isso, o resultado acumulado no ano de 2016 ficou em -10,8%.

O avanço entre os meses de novembro e dezembro foi consequência do bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações. Após forte queda no período anterior, este indicador apresentou alta de 8,8%. Já o indicador de construção civil retraiu-se 0,6% frente ao mês de novembro, ainda na comparação com ajuste sazonal. Na comparação entre o 4º trimestre e o mesmo período do ano anterior, ambos os componentes apresentaram retração, com quedas de 7,5% e 10,1%, respectivamente.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 2,8% em dezembro, na comparação dessazonalizada. Outro importante fator que ajuda a explicar o bom resultado na comparação mensal, também na série com ajuste sazonal, foi o comportamento do volume de exportações de bens de capital. Após a forte alta registrada entre outubro e novembro, influenciada pela contabilização de uma plataforma de petróleo, o volume de bens de capital exportado sofreu redução proporcional em dezembro, afetando positivamente o resultado do Came no mês.

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Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de FBCF de dezembro  e 4º trimestre 2016.



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Indicador Ipea de FBCF – novembro de 2016

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos mantêm o fraco desempenho, recuando pelo quinto mês seguido

Queda foi de 1,1% em novembro de 2016, na comparação com outubro. Componentes da Formação Bruta de Capital Fixo têm comportamento heterogêneo

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou queda de 1,1% em novembro de 2016, na comparação com outubro. Este é o quinto recuo mensal consecutivo do indicador de investimentos na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico (carry-over) de -5,2% para o quarto trimestre de 2016. Ou seja, caso a FBCF apresente crescimento nulo em dezembro, o último trimestre do ano registraria contração de 5,2% sobre o período anterior, também no indicador ajustado sazonalmente. Este resultado, por sua vez, faria a FBCF fechar 2016 com uma queda de 11,2%. Em 2015, ela havia recuado 13,9%.

Na comparação com novembro de 2015, a FBCF caiu 11,4%. Já a taxa de crescimento acumulado em 12 meses passou de 12,9% para 12,5%. O resultado verificado em novembro, no comparativo com ajuste sazonal, refletiu um comportamento heterogêneo dos dois principais componentes da FBCF. Enquanto o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – recuou 4,3%, o indicador de construção civil, outro componente da FBCF, avançou 1,8% sobre o mês de outubro, interrompendo sequência de três quedas nessa base de comparação. Contra o mesmo mês do ano anterior, ambos os componentes voltaram a apresentar forte retração, com quedas de 18,5% e 9,0%, respectivamente.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 3,6% em novembro, na comparação dessazonalizada. A comparação com novembro de 2015 revela forte crescimento na produção de aparelhos elétricos, caminhões e tratores e máquinas agrícolas. A alta da produção de bens de capital na comparação dessazonalizada, no entanto, foi mais do que compensada pela forte contribuição negativa proveniente dos indicadores de comércio exterior. Enquanto as exportações avançaram expressivos 89,1% na margem, impulsionadas pela venda de uma plataforma de petróleo, as importações de bens de capital caíram 4,7% na mesma base de comparação.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea FBCF novembro de 2016.

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Indicador Ipea de FBCF – outubro de 2016

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registra queda de 2,6% na comparação entre os meses de setembro e outubro de 2016, na série com ajuste sazonal. Este é o quarto recuo mensal consecutivo do indicador de investimentos, deixando um carregamento estatístico (carry-over) de -4,8% para o quarto trimestre de 2016, ou seja, caso o FBCF apresente crescimento nulo nos meses de novembro e dezembro, encerraria o último trimestre do ano registrando contração de 4,8% sobre o período anterior, também no indicador ajustado sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF ficou 13,6% abaixo do patamar verificado em outubro de 2015. Já a taxa de crescimento acumulado em 12 meses passou de -13,5% para -13,0%.

Os dois principais componentes da FBCF apresentaram desempenho ruim em outubro. Um deles, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (CAME) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, apresentou recuo de 1,5%. Já o indicador de construção civil retraiu-se pela quarta vez em cinco meses, – 3,9% frente ao período anterior, ainda na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo mês do ano anterior, ambos componentes apresentaram forte retração, com quedas de 15,4% e 13,5%, respectivamente.

Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital recuou 2,8% em outubro, na comparação dessazonalizada. Essa queda foi amenizada pelo comportamento do volume de importações de bens de capital no mesmo período. Após registrar três quedas consecutivas, o indicador de importações avançou 6,3% na passagem entre os meses de setembro e outubro. Já as exportações cresceram 1,2% na mesma base de comparação.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea FBCF outubro de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF out16_verde

Gráfico indicador Ipea FBCF out16



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