Arquivos da categoria: Agropecuária

Economia Agrícola

Por Jose Eustáquio Ribeiro Vieira Filho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O expressivo crescimento da safra de grãos observado neste ano deve resultar numa contribuição significativa do setor agrícola para a expansão da atividade econômica brasileira – o crescimento do produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário deve fechar o ano em 10,8%. Para o ano que vem, no entanto, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) preveem que a safra deve ser menor que a de 2017. Com isso, a previsão é que o PIB do setor deve cair 1,7% em 2018. Esta seção – feita em conjunto com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa) e o Centro de Estudos Avan- çados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) – traz ainda uma análise completa de preços, produção, emprego, comércio exterior, seguro e crédito do setor agropecuário.

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Economia Agrícola

Carta de Conjuntura nº 36

A partir desta publicação, o Ipea retoma a análise trimestral de conjuntura voltada para o setor agropecuário – segmento de grande relevância para a economia brasileira. Para esta tarefa, foram convidadas duas instituições parceiras, que são essenciais na disseminação de informações e estatísticas relacionadas ao setor: i) a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa); e ii) o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). Esta parceria visa contribuir com a disponibilização de dados e análises de preços, produção, emprego, comércio exterior, seguro e crédito para o setor agropecuário, subsidiando os principais atores interessados com informações conjunturais e projeções.

Juntamente à seção de Economia Agrícola, foram lançadas duas notas técnicas sobre o assunto. A primeira, faz Projeções de Longo Prazo para a Agricultura; a segunda, descreve a metodolgia de cálculo do Indicador Ipea de PIB Agropecuário Mensal.

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Indicador Ipea de PIB Agropecuário Mensal

Carta de Conjuntura nº 36

Por Leonardo Mello de Carvalho e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

Embora apresente uma participação relativamente modesta no Produto Interno Bruto (PIB) do país – 4,7% em 2016 –, o setor agropecuário se caracteriza por um alto nível de encadeamento com outros setores produtivos. Estando sujeito a choques de oferta, suas oscilações bruscas podem ter impactos significativos nas previsões para o PIB agregado, conforme temos observado este ano. Por isso, o Ipea inicia a divulgação do seu indicador mensal de PIB agropecuário tendo como principal objetivo possibilitar uma análise mais tempestiva e ampliar o debate a respeito da dinâmica conjuntural do setor e de seus impactos para as previsões do PIB agregado da economia brasileira. A presente nota explica como este indicador é calculado, em suas quatro etapas: i) mensalização das estimativas sobre as safras dos principais produtos da lavoura; ii) extrapolação das séries mensais dos produtos da pecuária, pesca e silvicultura; iii) determinação dos pesos de cada componente; iv) cálculo do indicador preliminar de atividade agropecuária; e v) cálculo final do indicador Ipea de PIB agropecuário mensal, ajustado ao índice oficial trimestral do IBGE.

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Projeções de longo prazo para a agricultura

Carta de Conjuntura nº 36

Por José Garcia Gasques, Geraldo da Silva e Souza, Eliana Teles Bastos, Eliane Gonçalves Gomes, Wilson Vaz de Araújo e Marco Antônio A. Tubino

Esta nota técnica é um resumo das principais conclusões do trabalho Brasil – Projeções do Agronegócio 2016-2017 a 2026-2027, divulgado recentemente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O trabalho tem por objetivo indicar possíveis direções do crescimento da agropecuária e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências de produtos do agronegócio.

O período analisado abrange os próximos dez anos. Entretanto, por vários interesses, as projeções se estenderam até 2050. Este período longo interessa, em especial, às áreas ligadas ao meio ambiente. Adicionalmente, várias instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (Food and Agriculture Organization – FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), têm trabalhado com períodos além de dez anos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), referência importante em projeções de longo prazo, concentra-se nas projeções para os próximos dez anos.

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Exportações brasileiras de carnes

Carta de Conjuntura nº 34

 Por Marcelo José Nonnenberg

As recentes denúncias envolvendo a produção de carnes do Brasil podem afetar as exportações brasileiras e alguns grandes importadores já anunciaram medidas preliminares de suspensão das compras. Mas qual o dano potencial sobre as exportações brasileiras? Qual o peso das carnes no total das nossas exportações? Essa nota busca fornecer algumas informações sobre o assunto.

As carnes estão entre os principais produtos exportados pelo Brasil. Tomando em conta os cinco anos terminados em fevereiro de 2017, as carnes estão em terceiro lugar. Os dois principais produtos exportados pelo Brasil são a carne bovina e a carne de frango. A TABELA 1 apresenta as exportações brasileiras nos cinco últimos períodos de 12 meses encerrados em fevereiro. Considerando o período mais recente, as exportações de carnes de frango foram de US$ 6,2 bilhões (3% do total exportado), as de carnes bovinas, de US$ 4,3 bilhões (2%) e as carnes suínas de US$ 1,4 bilhão (1%). No total, as exportações passaram de US$ 14,4 bilhões nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2013 para US$ 13,3 bilhões no período encerrado em fevereiro de 2017, representando 6,9 % das exportações totais do país.

As exportações brasileiras de carnes representam uma parcela importante de nossas exportações totais, e são relativamente concentradas tanto em termos de estados produtores quanto em termos de destinos. E o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais destes produtos. Uma suspensão prolongada das vendas externas brasileiras não teria um impacto macroeconômico muito significativo. Entretanto, do ponto de vista das regiões produtoras, possivelmente constituiria um golpe bastante importante. Ademais, por ser o país um dos maiores exportadores mundiais, em especial de carnes bovinas e de frangos, haveria um efeito considerável sobre os preços desses produtos, afetando os maiores consumidores.

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