Arquivos da categoria: Agropecuária

Impactos Iniciais da Greve dos Caminhoneiros no Setor Agropecuário

Por Ana Cecília Kreter, José Ronaldo Souza Junior, Jefferson Staduto e Nadja de Oliveira

O setor agropecuário foi um dos mais afetados pela greve dos caminhoneiros. A produção de animais, que dependia do fornecimento de ração no curto prazo, precisou reduzir seu plantel por falta de insumo. Outras culturas, como a das hortaliças e frutas, foram descartadas por não conseguirem chegar aos centros de distribuição.

Durante a greve, apesar de as grandes cidades terem sido abastecidas parcialmente pelo cinturão verde, localizados próximos a elas, faltou alimentos. Já no interior, o produtor teve maior dificuldade de abastecer o mercado das pequenas cidades pela falta de combustível. Algumas culturas sofreram com a insuficiência de insumos, outras com a impossibilidade de manter seus estoques. A produção pecuária, especialmente leite, frango de corte, suínos e ovos, foi gravemente prejudicada pela paralisação. Com o fim da greve, a recuperação do nível de produção e seus impactos sobre os preços e a renda dos produtores rurais irá variar de acordo com a cultura e a criação, bem como o reabastecimento dos centros de distribuição. Esta nota técnica tem como objetivo apresentar os impactos que inicialmente foram computados durante a greve para o setor agropecuário, de forma bem simples e sem levar em consideração os efeitos indiretos de médio prazo.

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Economia Agícola

Carta de Conjuntura nº 39

Por Jose Eustáquio Ribeiro Vieira Filho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O primeiro trimestre de 2018 apresentou um movimento de recuperação dos preços nas cotações domésticas dos produtos agropecuários – com exceção do arroz e do café – e da produção de suínos e frangos. Os principais fatores responsáveis por esse movimento positivo nos preços agrícolas foram a desvalorização da taxa de câmbio e a redução da oferta internacional de alguns produtos importantes, como soja e trigo.  Em relação ao produto interno bruto (PIB), o setor agropecuário deve exercer impacto negativo no desempenho de 2018. O Ipea estima uma queda de 1,3% para o PIB agropecuário em 2018 – após forte crescimento de 13%, em 2017. Destaque-se que esta seção foi preparada com base nos dados disponíveis até a semana passada e ainda não considera os impactos econômicos da paralisação dos caminhoneiros nesses setores,  ou seja, os problemas com o escoamento da produção e com o recebimento de insumos, entre outros. Esses impactos serão calculados logo que as informações estejam disponíveis.

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Crescimento e Produtividade da Agricultura Brasileira de 1975 a 2016

Por José Garcia Gasques, Mirian Rumenos Piedade Bacchi e Eliana Teles Bastos

Esta nota técnica tem por objetivo analisar as principais fontes de crescimento da agricultura brasileira e atualizar uma série de dados sobre a produtividade total dos fatores (PTF). Com a divulgação pelo IBGE no final de 2017 das pesquisas Produção Agrícola Municipal (PAM) e Produção da Pecuária Municipal (PPM), foi possível atualizar até 2016 uma série que compreende o período de 41 anos abrangendo 1975 a 2016.

A produtividade total dos fatores tem sido a principal fonte empurrando o crescimento do produto agropecuário. Cresceu no período de 1975 a 2016 à taxa anual de 3,08%. Observando o resultado do crescimento da PTF, do crescimento do produto e do crescimento dos insumos, vê-se que a produtividade foi responsável por 80,6% do crescimento do produto agropecuário. Para o período de 2000 a 2016, a produtividade respondeu por 76,4% do crescimento do produto. A comparação do crescimento da produtividade entre décadas mostra que a de menor crescimento foi a de 1980, com crescimento anual de 2,27%, e a de maior crescimento foi a década de 2000, com crescimento da PTF de 3,20%.

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Economia Agrícola

Por Jose Eustáquio Ribeiro Vieira Filho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O ano de 2017 foi marcado pelo ótimo desempenho produtivo do setor agropecuário brasileiro, com a expansão forte da oferta, o que resultou numa elevação do PIB setorial de 11,9% e ocasionou a queda substancial dos preços na economia de uma maneira geral. Para 2018, o IBGE e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) preveem uma redução da safra de grãos, o que, se confirmado, afetará negativamente o PIB do setor – que deve cair 1,4% – e poderá fazer com que os preços dos alimentos (ao consumidor) não sofram nova deflação – como observado no ano passado. Apesar desse prognóstico inicial de redução da produção, como o crescimento da safra de 2017 foi muito elevado (de 29,5%), de acordo com a Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, a safra 2018 ainda deverá ser 21,7% maior que a de 2016.

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Economia Agrícola

Por Jose Eustáquio Ribeiro Vieira Filho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O expressivo crescimento da safra de grãos observado neste ano deve resultar numa contribuição significativa do setor agrícola para a expansão da atividade econômica brasileira – o crescimento do produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário deve fechar o ano em 10,8%. Para o ano que vem, no entanto, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) preveem que a safra deve ser menor que a de 2017. Com isso, a previsão é que o PIB do setor deve cair 1,7% em 2018. Esta seção – feita em conjunto com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa) e o Centro de Estudos Avan- çados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) – traz ainda uma análise completa de preços, produção, emprego, comércio exterior, seguro e crédito do setor agropecuário.

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Economia Agrícola

Carta de Conjuntura nº 36

A partir desta publicação, o Ipea retoma a análise trimestral de conjuntura voltada para o setor agropecuário – segmento de grande relevância para a economia brasileira. Para esta tarefa, foram convidadas duas instituições parceiras, que são essenciais na disseminação de informações e estatísticas relacionadas ao setor: i) a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa); e ii) o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). Esta parceria visa contribuir com a disponibilização de dados e análises de preços, produção, emprego, comércio exterior, seguro e crédito para o setor agropecuário, subsidiando os principais atores interessados com informações conjunturais e projeções.

Juntamente à seção de Economia Agrícola, foram lançadas duas notas técnicas sobre o assunto. A primeira, faz Projeções de Longo Prazo para a Agricultura; a segunda, descreve a metodolgia de cálculo do Indicador Ipea de PIB Agropecuário Mensal.

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Indicador Ipea de PIB Agropecuário Mensal

Carta de Conjuntura nº 36

Por Leonardo Mello de Carvalho e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

Embora apresente uma participação relativamente modesta no Produto Interno Bruto (PIB) do país – 4,7% em 2016 –, o setor agropecuário se caracteriza por um alto nível de encadeamento com outros setores produtivos. Estando sujeito a choques de oferta, suas oscilações bruscas podem ter impactos significativos nas previsões para o PIB agregado, conforme temos observado este ano. Por isso, o Ipea inicia a divulgação do seu indicador mensal de PIB agropecuário tendo como principal objetivo possibilitar uma análise mais tempestiva e ampliar o debate a respeito da dinâmica conjuntural do setor e de seus impactos para as previsões do PIB agregado da economia brasileira. A presente nota explica como este indicador é calculado, em suas quatro etapas: i) mensalização das estimativas sobre as safras dos principais produtos da lavoura; ii) extrapolação das séries mensais dos produtos da pecuária, pesca e silvicultura; iii) determinação dos pesos de cada componente; iv) cálculo do indicador preliminar de atividade agropecuária; e v) cálculo final do indicador Ipea de PIB agropecuário mensal, ajustado ao índice oficial trimestral do IBGE.

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Projeções de longo prazo para a agricultura

Carta de Conjuntura nº 36

Por José Garcia Gasques, Geraldo da Silva e Souza, Eliana Teles Bastos, Eliane Gonçalves Gomes, Wilson Vaz de Araújo e Marco Antônio A. Tubino

Esta nota técnica é um resumo das principais conclusões do trabalho Brasil – Projeções do Agronegócio 2016-2017 a 2026-2027, divulgado recentemente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O trabalho tem por objetivo indicar possíveis direções do crescimento da agropecuária e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências de produtos do agronegócio.

O período analisado abrange os próximos dez anos. Entretanto, por vários interesses, as projeções se estenderam até 2050. Este período longo interessa, em especial, às áreas ligadas ao meio ambiente. Adicionalmente, várias instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (Food and Agriculture Organization – FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), têm trabalhado com períodos além de dez anos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), referência importante em projeções de longo prazo, concentra-se nas projeções para os próximos dez anos.

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Exportações brasileiras de carnes

Carta de Conjuntura nº 34

 Por Marcelo José Nonnenberg

As recentes denúncias envolvendo a produção de carnes do Brasil podem afetar as exportações brasileiras e alguns grandes importadores já anunciaram medidas preliminares de suspensão das compras. Mas qual o dano potencial sobre as exportações brasileiras? Qual o peso das carnes no total das nossas exportações? Essa nota busca fornecer algumas informações sobre o assunto.

As carnes estão entre os principais produtos exportados pelo Brasil. Tomando em conta os cinco anos terminados em fevereiro de 2017, as carnes estão em terceiro lugar. Os dois principais produtos exportados pelo Brasil são a carne bovina e a carne de frango. A TABELA 1 apresenta as exportações brasileiras nos cinco últimos períodos de 12 meses encerrados em fevereiro. Considerando o período mais recente, as exportações de carnes de frango foram de US$ 6,2 bilhões (3% do total exportado), as de carnes bovinas, de US$ 4,3 bilhões (2%) e as carnes suínas de US$ 1,4 bilhão (1%). No total, as exportações passaram de US$ 14,4 bilhões nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2013 para US$ 13,3 bilhões no período encerrado em fevereiro de 2017, representando 6,9 % das exportações totais do país.

As exportações brasileiras de carnes representam uma parcela importante de nossas exportações totais, e são relativamente concentradas tanto em termos de estados produtores quanto em termos de destinos. E o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais destes produtos. Uma suspensão prolongada das vendas externas brasileiras não teria um impacto macroeconômico muito significativo. Entretanto, do ponto de vista das regiões produtoras, possivelmente constituiria um golpe bastante importante. Ademais, por ser o país um dos maiores exportadores mundiais, em especial de carnes bovinas e de frangos, haveria um efeito considerável sobre os preços desses produtos, afetando os maiores consumidores.

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