Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. A inflação para o ano completo de 2019 tem passado por consideráveis revisões, por causa da elevação recente de alguns preços, como o da carne, mas as projeções para 2020 não foram afetadas, nem as expectativas quanto às decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) para a meta Selic. A inflação esperada para os próximos doze meses implícita nas cotações de títulos do Tesouro elevou-se recentemente, mas essa inflação tem sazonalidade e, depois de feito o ajuste, a alta mostra-se menor. A STN publicou uma atualização do Relatório de Projeções da Dívida Pública Federal do segundo quadrimestre e aqui são comparadas as projeções anteriores com as revistas para a dívida pública e o resultado primário, cotejadas com as previsões coletadas pelo boletim Focus/BCB e pelo Prisma Fiscal/SPE. Um dos motivos para a atualização foi a publicação, pelo IBGE, de uma série revista do PIB nominal: o de 2018 ficou 0,9% mais alto, e, no primeiro semestre de 2019, o aumento foi de 0,8%, o que afeta as variáveis medidas em porcentagem do PIB. São mostradas também as projeções para a conta corrente do balanço de pagamentos, que passaram a refletir as recentes revisões nos dados. Por fim, registra-se que diminuiu a probabilidade de recessão nos Estados Unidos, aferida a partir da inclinação da curva de juros.

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Mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique L. Corseuil, Lauro Roberto Albrecht Ramos e Sandro Sacchet de Carvalho

No período recente, a expansão mais moderada da população ocupada impediu uma desaceleração mais significativa da taxa de desocupação. A análise desagregada com os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua) mostra, inclusive, uma queda de 1,2% na ocupação entre os trabalhadores mais jovens no terceiro trimestre de 2019 – apesar disso, a taxa de desocupação dos jovens recuou devido à retração de 1,3% da força de trabalho desse segmento. Outros aspectos, entretanto, indicam um mercado de trabalho mais favorável, principalmente em relação à subocupação, ao desalento e ao desemprego de longo prazo, cujos indicadores vêm apresentando trajetórias melhores. No trimestre móvel, encerrado em outubro, a taxa combinada de desocupação e subocupação recuou pela quinta vez consecutiva, ficando em 18,2% e a população desalentada apontou queda de 1,6% na comparação com o mesmo período de 2018. Em relação ao tempo de procura por emprego, observa-se que o contingente de desocupados de longo prazo no país também vem recuando, tendo em vista que, enquanto no último trimestre de 2018, 41,1% dos desempregados estavam nessa situação há pelo menos um ano, no terceiro trimestre de 2019, essa porcentagem recuou para 38,8%. De modo similar, nota-se que a ocupação dos trabalhadores sem carteira começa a perder um pouco de intensidade, cedendo lugar para uma expansão mais forte do emprego formal. Já a dinâmica dos trabalhadores por conta própria, cujo crescimento, em um primeiro momento, foi creditado apenas a uma piora do cenário de emprego no país, pode estar indicando uma mudança estrutural das relações de trabalho, seja por conta do aumento da terceirização, tendo em vista não só a regulamentação da terceirização em um gama maior de atividades, mas também devido à consolidação da “economia de aplicativos”, que tem aberto novas possibilidades de geração de renda.

Os microdados da PNAD contínua revelam ainda que, embora no terceiro trimestre de 2019 a maior retração salarial tenha ocorrido na faixa de renda mais alta (-0,66%), no acumulado do ano, a queda é maior para o segmento de renda mais baixa, cuja renda domiciliar recuou 0,87%, ao passo que no grupo mais rico da população houve um incremento de 1,1%. No terceiro trimestre de 2019, a renda média real domiciliar das famílias mais pobres era 30,5 menor que à observada na faixa mais abastada da população – mesmo razão entre rendimentos observada no segundo trimestre. No ano de 2019, apesar da ampliação da desigualdade entre os extremos da distribuição da renda do trabalho, o crescimento relativamente maior do rendimento das faixas intermediárias da distribuição resultou numa relativa estabilidade do Índice de Gini.

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Acesso o texto completo com a análise detalhada sobre a conjuntura do mercado de trabalho



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Política Fiscal

Por Paulo Mansur Levy, Felipe dos Santos Martins e Sergio Fonseca Ferreira

Do ponto de vista fiscal, o ano de 2019 no governo federal foi marcado por dois momentos distintos. A primeira metade do ano foi de forte ajuste no orçamento, devido à perspectiva de crescimento do PIB bem inferior ao previsto na LOA. O potencial de frustração de receitas administradas (impostos e contribuições) levou a uma grande redução das despesas discricionárias, afetando diversos programas governamentais. A partir de julho, contudo, essas restrições foram sendo progressivamente relaxadas diante de revisões positivas tanto de receitas administradas quanto das não administradas, de modo que, no final do ano, todos os contingenciamentos de gastos foram revertidos, ao mesmo tempo que o deficit primário deverá ser muito inferior à meta. A liberação de empenhos nos meses finais do ano deverá levar a um acúmulo de restos a pagar de despesas primárias para 2020 que poderá chegar a R$ 200 bilhões, diante dos R$ 166 bilhões em 2019. Diante disso, o deficit primário do ano poderá cair a R$ 67,1 bilhões, menos da metade da meta definida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Em termos de desempenho, o deficit primário do setor público consolidado (SPC) manteve trajetória declinante ao longo de 2019, tendo registrado 1,3% do produto interno bruto (PIB) nos doze meses até outubro, ante 1,6% do PIB em dezembro de 2018. Para o deficit nominal, esses valores foram de 6,4% e 7,1% do PIB, respectivamente. A redução de 0,7 ponto percentual (p.p.) do deficit nominal foi potencializada pela redução da taxa de juros, de modo que o peso dos pagamentos de juros sobre a dívida pública caiu de 5,5% para 5,1% do PIB no período. A dívida líquida do setor público aumentou de 54,1% para 55,9% do PIB entre o final de 2018 e outubro de 2019, enquanto a dívida bruta teve crescimento de 77,2% para 78,3% do PIB. Nos dois casos, fatores do tipo once and for all contribuíram para reduzir o ritmo de expansão: no caso da dívida líquida, a desvalorização cambial (que aumenta o valor das reservas em reais); no da dívida bruta, as devoluções antecipadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de empréstimos tomados junto ao Tesouro a partir de 2010.

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Inflação por Faixa de Renda – Novembro/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou, em novembro, o segundo avanço consecutivo, na margem, em todas as classes pesquisadas. A análise desagregada, por segmentos de renda, no entanto, mostra que essa pressão inflacionária foi mais intensa para as famílias de menor poder aquisitivo (0,54%), quando comparadas às de renda mais alta (0,43%), repercutindo os reajustes dos grupos alimentação e habitação.

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Por certo, a alta de 8,1% das carnes em novembro contribuiu com 0,28 ponto percentual (p.p.) para a inflação das classes mais baixas, anulando, inclusive, o alívio inflacionário vindo da queda de 12,2% nos preços dos tubérculos. Adicionalmente, o reajuste de 2,2% das tarifas de energia elétrica – repercutindo a mudança da bandeira tarifária de verde para amarela – gerou uma contribuição de 0,12 p.p. para a inflação desse segmento. Ou seja, apenas os aumentos registrados nestes dois itens – carnes e energia elétrica – explicam mais de 70% de toda a alta inflacionária observada nesse segmento de renda. No caso das famílias mais ricas, embora o reajuste das carnes e da energia também tenha pressionado suas taxas de inflação, o menor peso desses itens em sua cesta de consumo acaba por aliviar seus impactos altistas. Em contrapartida, o aumento de 0,78% nos preços dos combustíveis, de 4,4% nas passagens aéreas e de 24,4% nos jogos lotéricos explica as maiores pressões dos grupos transportes e recreação sobre a inflação das classes mais altas.

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Veja texto completo sobre o resultado de novembro

Acesse a série histórica completa



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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Outubro de 2019 Demanda interna por bens industriais avançou 1,8% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou alta de 1,8% na comparação entre os meses de outubro e setembro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu avanço de 0,7% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em outubro registrou crescimento de 2,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cresceu 4,4% na margem em outubro, as importações de bens industriais registraram queda de 5,8%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 6,2% contra outubro do ano passado. O resultado foi bastante superior ao desempenho apresentado pela produção industrial (alta de 1%), mensurado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o trimestre móvel encerrado em outubro apresentou um crescimento de 2,8% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação negativa, embora num ritmo menos intenso (-0,4%) que o apresentado pela produção industrial (-1,3%), como visto no gráfico 1.

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A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.



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Indicador Ipea de FBCF – Outubro de 2019 Investimentos apresentam queda de 2,2% na margem

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta recuo de 2,2% na comparação entre os meses de outubro e setembro de 2019, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em setembro registrou alta de 1%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 1,1% inferior ao verificado em outubro de 2018. No acumulado em doze meses, os investimentos desaceleraram um pouco, com a taxa de crescimento passando de 3% para 2,4%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou retração de 5,6% em outubro. Com esse resultado, o trimestre móvel passou de 2,1% em setembro para (-0,2%) em outubro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 10,5%, a importação retraiu 40,1% no mesmo período, reflexo de uma base de comparação elevada, em decorrência da importação de plataformas em setembro.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,5% em outubro, resultado que sucedeu a alta de 1,7% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel avançou 0,3% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor segue com fraco desempenho, registrando queda de 0,3%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 1% na passagem de setembro para outubro, encerrando o trimestre móvel com queda de 1%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi heterogêneo. Enquanto a construção civil registrou variação negativa de 2,8%, o segmento máquinas e equipamentos registrou aumento de 0,1% em outubro. O componente outros, por seu turno, atingiu patamar 1,3% superior ao observado em outubro de 2018.

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Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior, livre de efeitos sazonais, e 1,2% na comparação interanual, de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo IBGE, acima da previsão da Visão Geral da Carta da Conjuntura divulgada em setembro. O bom desempenho da atividade econômica ocorreu de maneira bastante disseminada, seja entre os componentes da demanda, seja entre os componentes da oferta. O crescimento do terceiro trimestre aumentou o carry-over para 2019, que passou de 0,6% para 1%. Isso significa que, caso permanecesse estagnado no quarto trimestre, o PIB fecharia o ano com alta de 1%.

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Acesso o texto completo



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – setembro de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma variação de 0,53% em setembro, situando-se 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em agosto último. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta observada foi de 0,29 p.p.

Como uma incorporação desse resultado, nos últimos doze meses, o ICTI aponta uma variação de 5,56%, mantendo-se em um patamar acima dos registrados tanto nos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – quanto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 9,3% foi responsável por 82,3% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, os segmentos de demais despesas operacionais e serviços profissionais e outros também afetaram positivamente o ICTI, com contribuições de 0,61 p.p. e 0,30 p.p., respectivamente.

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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. A recente desvalorização do real, neste mês de novembro, não afetou as expectativas para o câmbio nos anos seguintes, que continuam indicando virtual estabilidade em torno de R$ 4,00. Ao longo dos últimos doze meses, as projeções para o PIB de 2020 têm passado por flutuações no intervalo entre 2,0% e 2,8%. O movimento recente tem sido de alta, estando a mediana das projeções, atualmente, em 2,2%. Quanto à Selic, segundo a mediana da pesquisa Focus/BCB, o mercado acredita que, além do corte de 0,5 ponto de porcentagem (p.p.) na próxima reunião do Copom, em dezembro, haveria mais um de 0,25 p.p. na primeira reunião de 2020, e que o nível de 4,25% permaneceria por todo o ano que vem. Os juros reais esperados também vêm se reduzindo: para os títulos públicos de prazo de cinco anos, estão em 2,3%. As expectativas de inflação para este ano têm subindo um pouco, mas a taxa esperada continua bem abaixo da meta. Para 2020, a inflação projetada continua caindo. As de 2021 e 2022 estão perfeitamente ancoradas nas respectivas metas, 3,75% e 3,50%. Por fim, são apresentadas projeções para o resultado primário e para a dívida pública recentemente divulgadas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e pela Instituição Fiscal Independente (IFI), cotejadas com os cenários regularmente coletados junto ao mercado pelo Focus/BCB e pelo Prisma Fiscal/STN. Embora com algumas diferenças, a mensagem comum é de recuperação do resultado primário e de estabilização e queda da dívida.

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Inflação

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de apenas 2,5%, nos últimos doze meses encerrados em outubro. Mesmo diante de uma aceleração esperada para o último bimestre deste ano, a inflação prevista pelo Grupo de Conjuntura da Dimac do Ipea para 2019 é de 3,4%, 0,15 ponto percentual (p.p.) abaixo da projetada na Visão Geral da Carta de Conjuntura 44, divulgada em setembro último.

O resultado surpreendentemente favorável da inflação brasileira nos últimos meses, beneficiado pela melhora no comportamento dos preços dos alimentos, da energia elétrica e dos combustíveis, gerou não apenas uma melhora das expectativas inflacionárias para o ano, como também possibilitou um alívio maior sobre a inflação das famílias de renda mais baixa. De fato, nos últimos dois meses, a classe de menor poder aquisitivo foi a que apresentou as menores taxas de inflação, com variações de -0,10% e 0,01%, em setembro e outubro, respectivamente. Na outra ponta, embora também se tenham registrado variações em patamares confortáveis, a inflação do segmento mais rico da população registrou alta de 0,02% em setembro e de 0,17% em outubro. Com a incorporação destes resultados, a inflação acumulada em doze meses das classes mais pobres desacelerou mais rapidamente que a do grupo mais rico, gerando um estreitamento entre as taxas de inflação. No entanto, a faixa de renda mais baixa apresenta uma inflação acumulada de 2,67%, ainda acima da observada na faixa mais alta (2,58%).

Diante de um cenário delineado por um crescimento mais forte da atividade econômica e seus prováveis efeitos positivos sobre o mercado de trabalho e, consequentemente, sobre o consumo das famílias, a inflação prevista para o 2020 é de 3,7%. Espera-se uma a aceleração moderada da inflação de alimentos, cuja projeção de 4,1% incorpora não apenas um aumento do consumo interno, mas também as perspectivas da safra 2019/2020 e uma pressão adicional nos preços das carnes devido ao aumento da demanda externa. Nossos modelos também projetam um comportamento menos favorável dos demais bens industriais e dos serviços livres. No caso dos bens, a inflação, estimada em 2,1%, contempla um aumento um pouco mais significativo dos preços dos artigos de consumo duráveis, que, mesmo diante de um cenário sem pressões cambiais, tendem a ser impactados também pela expansão do crédito. Por sua vez, as taxas de inflação de 5,5% para os preços administrados, de 5,1% para os serviços de educação e de 3,1% para os demais serviços livres se manterão levemente acima das projetadas para 2019.

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