Inflação

Carta de Conjuntura Nº 35

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Esta seção analisa a dinâmica recente da inflação no Brasil e conclui que a previsão da inflação (medida pelo IPCA) não deve sofrer alterações significativas em relação à última previsão feita em 30 de março pela Carta de Conjuntura nº 34, que era de 3,8%.

A forte queda da inflação corrente e o aumento da credibilidade do Banco Central vêm ancorando as expectativas e reduzindo o componente inercial da variação dos preços. Para o restante do ano, o balanço de riscos para a inflação estará condicionado ao comportamento da taxa de câmbio, que pode sofrer impactos do ambiente de incerteza política. No entanto, mesmo que haja alguma desvalorização cambial, os impactos sobre os preços ao consumidor não seriam imediatos e tenderiam a ser minimizados devido ao grande nível de ociosidade na economia.

 Adicionalmente, o baixo dinamismo do mercado de trabalho deve contribuir para impedir uma aceleração mais forte dos preços livres, em especial dos serviços e dos bens de consumo. Desta forma, ainda que, a partir do terceiro trimestre do ano, haja alguma alta de preços administrados por conta de reajustes de tarifas públicas e uma leve aceleração dos alimentos, estes dois movimentos não serão fortes o suficiente para pressionar significativamente o IPCA.

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Mudança na meta de inflação e corte na Selic: o que dizem as expectativas de mercado?

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

A queda na inflação observada e nas expectativas de inflação tem surpreendido positivamente. Algumas questões surgem: a meta de inflação vai ser revista? Para quanto e a partir de que ano? O Copom vai acelerar o ritmo de queda da Selic? Vai aumentar o tamanho total do corte? De acordo com as expectativas de mercado obtidas pela pesquisa Focus do BCB e das cotações do mercado futuro de juros, as respostas para essas perguntas são: a meta de inflação deverá ser revista para 4,25% a partir de 2019; o Copom pode acelerar o ritmo de redução da Selic para 1,25 ponto de porcentagem na próxima reunião, em 31 de maio, levando-a para 10,00% ao ano; em relação ao esperado há cerca de um mês, o corte total na Selic deste ciclo de afrouxamento monetário – que se iniciou em outubro do ano passado – aumentou em meio ponto de porcentagem, com Selic de 8,50% esperada para o fim de 2017.

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Demanda interna por bens industriais encerra o primeiro trimestre de 2017 com alta de 0,8%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Consumo Aparente (CA) da indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações[1] – fechou o primeiro trimestre de 2017 com alta de 0,8% na comparação com o trimestre anterior (dados com ajuste sazonal). O bom desempenho no trimestre ocorreu mesmo com o resultado negativo registrado no mês de março, que indicou recuo de 2,7% sobre fevereiro, ainda na série dessazonalizada (ver tabela). Manteve-se, assim, o padrão de volatilidade dos últimos meses, em que se alternam meses de crescimento com outros de queda, típicos dos estágios iniciais de recuperação. Já na comparação interanual, verificou-se crescimento tanto no mês quanto no trimestre, de  1,6% e 1,9%, respectivamente.

Por sua vez, a variação acumulada em 12 meses voltou a desacelerar seu ritmo de queda, passando de -5,9% para -4,6%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -3,8%, este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 2,4%, as exportações acumularam alta de 3,3% nos 12 meses terminados em fevereiro de 2017. Vale destacar que essa diferença vem se reduzindo ao longo dos últimos meses. Enquanto as importações vêm reduzindo o seu ritmo de queda, as exportações vêm desacelerando suas taxas de crescimento na comparação acumulada em 12 meses.
170511_tabela_indicador_ipea_consumo_aparente_mar_17Todas as grandes categorias econômicas registram desempenho positivo no primeiro trimestre do ano, com exceção do setor de bens de capital, que recuou 0,5% sobre o quarto trimestre de 2016. Já na comparação entre os meses de março e fevereiro, ainda na série dessazonalizada, a queda foi generalizada. Os destaques negativos ficaram por conta das categorias bens de capital e bens de consumo duráveis, que recuaram 2,4% e 8,5% na margem, respectivamente. Por sua vez, o setor de bens intermediários registrou queda de 1,3% na margem. Por outro lado, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com exceção de bens de consumo semi e não duráveis, todas as categorias analisadas apresentaram variação positiva, com destaque para o setor de bens de capital, com alta de 4,2% sobre março de 2016.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral reverteu a forte queda observada no período anterior, avançando 13,7% em março (dados com ajuste sazonal). Ainda assim, encerrou o primeiro trimestre com retração de 12,1% na margem. Já a indústria de transformação registrou queda de 3,4% sobre fevereiro. O resultado no trimestre, todavia, aponta um avanço de 3,4%. Verificou-se crescimento em apenas sete de um total de 22 atividades, o que reduziu o índice de difusão para 32%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente a metalurgia, com alta de 3,6% na margem, e a fabricação de produtos químicos, que registrou expansão de 1,0%.

No sentido contrário, a produção de veículos automotores contribuiu negativamente para o resultado na margem, recuando 7,5% ante o mês de fevereiro. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o grau de disseminação segue aumentando e 14 atividades registraram variação positiva ante março de 2016, com destaque para a fabricação de veículos automotores (+9,0%). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, os setores fabricantes de produtos químicos, têxteis e bebidas já se encontram em terreno positivo, registrando crescimento de 1,5%, 3% e 0,2%, respectivamente.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais de março de 2017



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Boletim Mercado de trabalho

A Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea lança hoje o número 62 do Boletim Mercado de trabalho (BMT 62). Esta edição busca apresentar um panorama do funcionamento do mercado de trabalho brasileiro no ano de 2016, comentando a evolução dos seus principais indicadores. Além do texto de análise e do anexo estatístico, que traz recortes mais detalhados das informações que fundamentam a análise, integram também este volume as tradicionais seções Política em Foco, Notas Técnicas e Economia Solidária e Políticas Públicas.

A seção Política em foco do BMT 62 traz três textos com considerações a respeito de como a proposta de reforma da previdência tal como encaminhada pela PEC 287 pode afetar o mercado de trabalho. No primeiro texto, intitulado “Reforma da Previdência e Mercado de Trabalho”, Rogério Nagamine prioriza na sua análise sobre a proposta a questão de se exigir idade mínima também na aposentadoria por tempo de contribuição. O autor procura fundamentar sua posição de que há um exagero nas preocupações manifestadas no debate que apontariam para um trabalhador de mais baixa qualificação como um grupo que seria penalizado com o aspecto por ele analisado. O segundo texto dessa seção é de autoria de Ana Amélia Camarano traz considerações sobre o mesmo tema. O texto intitulado, “Diferenças na Legislação à Aposentadoria entre Homens e Mulheres: Breve Histórico” enfoca, porém, as consequências para as mulheres da introdução de um tempo maior de contribuição. A autora defende que esse aumento fosse feito de forma suavizada no tempo. Por fim, Alexandre Arbex e Marcelo Galiza analisam como as mudanças nas regras da previdência podem afetar o trabalhador rural. No texto intitulado “Reforma da previdência, agricultura familiar e os riscos de desproteção social” os autores procuram mostrar que não houve uma convergência das condições de trabalho no rural e no urbano, que poderia justificar exigências iguais para aposentadoria e o fim da condição de “segurado especial” no meio rural.

Confira o Boletim Mercado de Trabalho n°62



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Indicador Ipea de FBCF – março e 1º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos recuam em março, mas fecham 1º trimestre estáveis

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 2,1% em março em relação a fevereiro de 2017, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, que sucedeu um crescimento de 4,3%, o indicador de investimentos encerra o primeiro trimestre com variação nula sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 0,7% inferior ao verificado em março de 2017. Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma redução de 2,1%. Com isso, o resultado acumulado em 12 meses ficou em -6,3%.

A redução entre os meses de março e fevereiro foi consequência do mau desempenho dos dois principais componentes da FBCF. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou recuo de 2,4% na margem. Já o indicador de construção civil, após ter registrado quatro variações positivas, recuou 2,5% sobre o mês anterior. Ainda assim, encerrou o primeiro trimestre com alta de 1,2%, na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu 4,2% sobre o mês de março de 2016, a construção registrou queda de 3,4%.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital recuou 3,3% em março, explicando o mau resultado na comparação dessazonalizada. Por outro lado, o comportamento das variáveis de comércio exterior ajudou a suavizar esta queda. Enquanto o volume de exportações de bens de capital cresceu 4,1% sobre o mês de fevereiro, as importações registraram alta de 9,1%, resultando numa contribuição líquida positiva para o resultado do Came.

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Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais de março de 2017



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Simulações da trajetória da dívida bruta do governo geral (2017 a 2037)

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior e Francisco Santos

O Texto para Discussão 2303 atualiza e amplia a análise sobre as simulações da trajetória de dívida bruta do governo geral – feitas originalmente numa nota técnica da Carta de Conjuntura nº 33, do quarto trimestre de 2017. O novo texto também analisa as incertezas sobre as hipóteses e seus possíveis impactos sobre os resultados das simulações.

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Mercado de trabalho

Carta de Conjuntura nº 34

Por Maria Andréia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho

Esta seção da Carta de Conjuntura traz uma análise inédita do mercado de trabalho baseada, especialmente, nos microdados por trabalhador da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) trimestral. Os dados desagregados mostram com mais clareza o que está por trás dos números agregados da taxa de desemprego e permitem uma avaliação mais qualificada da conjuntura.

De acordo com a PNADC, a População Economicamente Ativa (PEA) apresentou alta de 1,4% em 2016, pressionada pelo comportamento dos declarados “não chefes de família”, em que a variação de 2,7% no período reflete o ingresso de um ou mais membros do domicílio na força de trabalho, a fim de recompor a renda familiar perdida com o agravamento da recessão. Na desagregação por faixa etária, nota-se que, enquanto o número de jovens de 14 a 24 anos ocupados recuou 8,4% em 2016, o contingente dos trabalhadores com mais de 59 anos cresceu 1,1%, sendo o único segmento a apresentar variação positiva no ano passado. De forma similar, a análise por nível de escolaridade revela que as maiores contrações do nível de emprego ocorrem nas duas faixas que abarcam os trabalhadores com menor grau de instrução, enquanto o conjunto de trabalhadores com o ensino superior registra expansão, indicando que, mesmo durante o período mais grave da crise, a economia brasileira conseguiu gerar postos de trabalho destinados a pessoas com maior qualificação. Adicionalmente, os dados evidenciam que, como forma de manter seus rendimentos, grande parte dos trabalhadores com maior escolaridade que perderam seus empregos partiram para o empreendedorismo se tornando “por conta própria”.

Apesar do aumento da ocupação entre os mais idosos e os mais escolarizados, a taxa de desemprego nesses segmentos também aumentou muito – devido ao crescimento mais elevado da PEA. A análise desagregada revela que a força de trabalho brasileira está modificando o seu perfil, tornando-se mais idosa e instruída. Se, no primeiro caso, este fenômeno é decorrente da acelerada transição demográfica brasileira, o segundo caso reflete uma série de políticas de aumento do acesso à educação iniciadas na década de 1990.

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Produção industrial deve avançar 1,6% na comparação interanual

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê crescimento nulo para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, referente a março, frente ao mês anterior, na série dessazonalizada. Esse resultado, no entanto, representaria um avanço de 1,6% no primeiro trimestre de 2017, quando comparado aos três últimos meses do ano passado. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 4,2% acima do patamar de março de 2016.

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o desempenho exibido na comparação entre março e fevereiro, na série dessazonalizada, repetiu o comportamento heterogêneo verificado nos meses anteriores (ver tabela). Por um lado, de acordo com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários registrou alta de 9,3%, devolvendo grande parte da queda registrada no período anterior (-10,8%). Além disso, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indica que a venda de papel e papelão subiu 3,6% na margem. Outro destaque positivo ficou por conta do Indicador de Confiança da Indústria, calculado pelo IBRE, com alta de 3,3% sobre o mês de fevereiro. Na comparação entre março de 2017 e o mesmo período de 2016, o desempenho positivo foi novamente generalizado. A exceção, mais uma vez, ficou por conta do volume de tráfego de carga em estradas com pedágio, que registrou queda de 0,7%.

Por outro lado, alguns indicadores apresentaram desempenho negativo no terceiro mês de 2017. A produção de automóveis, de acordo com os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), registrou queda na margem, recuando 1,3%. Este resultado sucedeu alta de 5,9% no período anterior. Por sua vez, o volume de tráfego de carga em estradas com pedágio também recuou em março, com queda de 1%, segundo a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR).

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Medidas de Juros Futuros

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

O Blog da Carta de Conjuntura começou a acompanhar as séries de expectativas de inflação e juros obtidas do sistema de expectativas do Banco Central do Brasil (BCB) e de cotações de mercados. O primeiro texto apresentou as medidas de expectativas de inflação. Este descreve as medidas de expectativas de juros. São analisadas, além das coletadas pelo BCB, as presentes nos mercados de DI futuro, swap DI-Pré e títulos públicos.

A redução da taxa Selic, iniciada em outubro de 2016, com mais uma rodada na semana passada, tem sido acompanhada de queda nas expectativas para a trajetória da própria Selic e de diminuição dos juros reais futuros. As quedas nas expectativas para a Selic aparecem tanto na coleta feita diretamente pelo BCB, quanto na trajetória implícita nos contratos de DI futuro. Por sua vez, a queda nos juros reais é observada na deflação da taxa swap DI-Pré de 360 dias pelo IPCA esperado e também na estrutura a termo da taxa de juros reais, obtida das transações no mercado de títulos públicos.

 Como a aplicação em renda fixa é um custo de oportunidade para projetos de investimentos, a queda nos juros reais torna economicamente viáveis planos de investidores e empresas que, em ambiente de juros mais elevados, não o seriam.

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Demanda interna por bens industriais volta a crescer na comparação internual

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – recuou 0,7% na comparação entre fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Já na comparação com fevereiro de 2016, o crescimento de 0,4% representou o terceiro resultado positivo seguido. Por sua vez, a taxa acumulada em 12 meses voltou a desacelerar seu ritmo de queda, passando de -6,9% para -5,9%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -4,7%, este resultado continua sugerindo um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 5,7%, as exportações acumularam alta de 3,6% nos 12 meses terminados em fevereiro de 2017.

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Considerando-se o consumo aparente por grandes categorias econômicas, a comparação entre os meses de fevereiro e janeiro, na série dessazonalizada, mostrou resultados heterogêneos. Por um lado, os destaques positivos ficaram com as categorias bens de capital e bens de consumo duráveis, que avançaram 8,9% e 3,1% na margem, respectivamente. Por outro, o setor de bens intermediários registrou queda de 2,2% na margem. Este resultado reverteu parte do crescimento acumulado nos três meses anteriores, que foi de 4,3%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, à exceção da categoria bens de consumo semi e não duráveis, todas apresentaram variação positiva, com destaque para o setor de bens de consumo duráveis, que teve alta de 5,1% sobre fevereiro de 2016.

Com relação às classes de produção, a queda de 0,7% verificada em fevereiro votou a ser explicada pelo mau desempenho da extrativa mineral, que recuou expressivos 9,2% sobre o período anterior. Já a indústria de transformação registrou avanço de 0,2% na mesma base de comparação. Entre as atividades, verificou-se crescimento em apenas nove de um total de 22 atividades, o que levou o índice de difusão para 41%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 5,2% na margem, e a fabricação de máquinas e equipamentos, que registrou expansão de 8,3%. No sentido contrário, a metalurgia contribuiu negativamente para o resultado na margem, recuando 3,3% ante o mês de janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o grau de disseminação segue aumentando, e doze atividades registraram variação positiva ante fevereiro de 2016, com destaque também para a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+18,6%). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, a fabricação de produtos químicos continua sendo o único setor a registrar variação positiva (+0,7%). No entanto, algumas atividades já se aproximam de um resultado neutro nessa base de comparação, como é o caso dos setores de produtos de madeira (-0,3%), bebidas (-0,2%) e têxteis (-0,1%).

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais de fevereiro de 2017



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