Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Demanda interna por bens industriais recua 0,6% em julho

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 0,6% na comparação entre julho e junho de 2018, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre encerrado em julho teve uma retração de 0,3% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações caiu 1,9% na margem, as importações de bens industriais cresceram 6,1%.

tabela consumo versus produção

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 6,6%, resultado que sucedeu o avanço de 7,5% no mês anterior. O resultado de julho superou a alta da produção industrial (4%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (5,7%) que o apresentado pela produção industrial (3,2%).

Demanda versus produção

A queda registrada em julho foi bastante disseminada entre as grandes categorias econômicas, como mostra o texto completo que analisa o indicador.

Acesse aqui a planilha completa com a série histórica até julho de 2018

 



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Inflação por Faixa de Renda – Agosto/2018

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em agosto, embora tenha ocorrido uma deflação em todas as classes, a queda da inflação apresentada pelas famílias de renda mais baixa (-0,12%) foi duas vezes maior que a observada na faixa de renda mais alta (-0,06%). Este alívio mais intenso da inflação das famílias mais pobres foi possibilitado, mais uma vez, pela deflação nos preços dos alimentos no domicílio, em especial de itens importantes na cesta de consumo desse segmento, como: tubérculos (-9,7%), carnes (-1,5%), leites e derivados (-1,3%) e aves e ovos (-1,3%). Adicionalmente, a queda no preço do gás de botijão (-1,0%) ajudou a intensificar este processo de deflação. Na outra ponta, a inflação das famílias de renda mais alta também se beneficiou da queda dos preços dos alimentos, porém em menor escala. Apesar do recuo nos preços da gasolina (-1,5%) e das passagens aéreas (-26,1%), a deflação deste segmento de renda foi contrabalançada pela alta das tarifas de gás encanado (1,2%), do plano de saúde (0,8%) e dos cursos diversos (0,5%).

Inflação por renda_ago-18_grafico

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com a série completa das taxas mensais de inflação por faixa de renda



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – julho de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos iniciam terceiro trimestre com recuo de 1% em julho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 1% em julho em relação a junho de 2018, na série com ajuste sazonal. Este resultado sucedeu avanço de 9,3% verificado no mês anterior. Com isso, comparando o trimestre terminado em julho e o terminado em abril, os investimentos caíram 4,2%. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou variação positiva, atingindo patamar 4% superior ao verificado em julho de 2017. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses ficou em 3,2%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou queda de 7,6% em julho. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações recuou 2%, a importação de bens de capital caiu 12,1% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, cresceu pelo segundo mês seguido na série dessazonalizada, registrando alta de 1,7%. Apesar disso, o trimestre terminado em julho recuou 3,7% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,4% na passagem de junho para julho.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho foi generalizado. Após a forte elevação de 18,6% em junho, o ritmo de crescimento do Came desacelerou, caindo para 9,9% em julho. Já a construção civil registrou alta de 2,3% na comparação interanual, interrompendo dois períodos consecutivos de queda.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jul1

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação – Julho de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) do mês de julho apresentou variação de 0,04% e ficou 0,63 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% registrada em junho. Esse foi o menor nível para um mês de julho desde o início da série histórica em 2013.

Na ótica dos últimos doze meses, o ICTI apresentou um acumulado de 4,45%. Comparativamente, ele se situa próximo ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e abaixo dos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV), enquanto, no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela1_julho2018Entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, energia elétrica continuou apresentando a maior variação no acumulado de doze meses até julho de 2018, com incremento de 18,02%. Material de consumo e depreciação e amortização tiveram variação próxima a zero e o grupo de demais despesas operacionais manteve a trajetória de aceleração, fechando em 8,26%. Os outros grupos vieram com altas variando entre 0,38% e 4,78%, conforme pode ser observado na tabela 2. O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo pessoal, que foi responsável por 2,30 p.p.

Tabela2_julho2018

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



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Demanda interna por bens industriais mostra recuperação em junho, com alta de 9,9%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações e acrescida das importações – registrou crescimento de 9,9% na comparação entre junho e maio de 2018, na série com ajuste sazonal. Apesar disso, o resultado foi insuficiente para evitar a queda no segundo trimestre, que ficou em 2,1% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda no comparativo entre junho e maio, enquanto a produção interna líquida de exportações avançou 11,1% na margem, as importações de bens industriais cresceram 2,5.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_jun-18

Gráfico_Indicador Ipea CA_jun-18

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais também mostrou recuperação após a queda de 6% registrada em maio, quando sofreu impacto da greve dos caminhoneiros. O crescimento de 4,2% superou a alta da produção industrial (3,5%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tomando por base o resultado acumulado em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (4,4%) que o apresentado pela produção industrial (3,2%).

A alta registrada em junho foi generalizada entre as grandes categorias econômicas, como mostra o texto que analisa o indicador.

Acesse aqui a planilha completa com a série histórica até junho de 2018



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Indicador Ipea de FBCF – junho e segundo trimestre de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Mesmo com forte recuperação em junho, investimentos encerram segundo trimestre com recuo de 0,9%

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 9,4% em junho em relação a maio de 2018, na série com ajuste sazonal. Este resultado devolveu grande parte da queda de 10,4% ocorrida no mês anterior, provocada pela greve dos caminhoneiros. Apesar disso, o indicador de investimentos encerra o segundo trimestre com variação negativa de 0,9% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 5,9% superior ao verificado em junho de 2017. Por sua vez, na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma expansão de 5,1%. Com isso, o crescimento no resultado acumulado em doze meses ficou em 2,9% (ver tabela).

Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou forte crescimento, com avanço de 20% em junho. Com isso, o resultado do segundo trimestre ficou positivo em 2,3%. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 16,8%, a importação de bens de capital avançou 15,2% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, também recuperou boa parte das perdas ocorridas em maio, apresentando crescimento de 9,7% na série dessazonalizada. Ainda assim, o setor encerrou o segundo trimestre de 2018 com retração de 3,4% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, permaneceu estável na passagem de maio para junho.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados foram heterogêneos. O destaque voltou a ser o Came, que encerrou o segundo trimestre com alta de 17,2%, após novo avanço em junho. Já a construção civil foi o único componente a registrar queda na comparação interanual, ficando 0,7% abaixo do patamar verificado no segundo trimestre de 2017.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jun18

Gráfico indicador Ipea FBCF jun16

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação – Junho de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) do mês de junho apresentou variação de 0,67%, ficando 0,38 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,29% registrada no mesmo mês do ano anterior. Esse foi o maior nível para um mês de junho desde o início da série histórica em 2013.

Na ótica dos últimos doze meses, o ICTI manteve a trajetória de aceleração registrada em maio e apresentou um acumulado de 4,83%. Na comparação do acumulado de doze meses, o ICTI se situa acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e abaixo dos índices amplos de preços da Fundação Getulio Vargas (FGV), enquanto no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela1_junho2018

Entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, energia elétrica apresentou a maior variação na comparação entre doze meses até junho de 2018, e o mesmo período acumulado até maio de 2017, com incremento de 18,78%. Material de consumo e depreciação e amortização, responsáveis por aproximadamente 17% do ICTI, tiveram deflação. Já os demais grupos vieram com altas variando entre 0,28% e 6,94%, conforme pode ser observado na tabela 2.

O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo pessoal, que foi responsável por 2,99 p.p., seguido de demais despesas operacionais, com 1,25 p.p.

Tabela2_junho2018

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI

 

 



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Demanda interna por bens industriais cai 8,3% em maio

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais – definido como a produção industrial doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – registrou queda de 8,3% na comparação entre maio e abril de 2018, na série com ajuste sazonal. Com isso, o resultado ficou negativo em 3,7% no trimestre encerrado em maio. Entre os componentes do consumo aparente, ainda no comparativo entre maio e abril, enquanto a produção doméstica líquida de exportações recuou 9,9% na margem, as importações de bens industriais caíram 4,3% (ver tabela 1).

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Na comparação interanual, a queda de 6,4% em maio também foi explicada, em grande medida, pela paralisação dos caminhoneiros ocorrida no período. O resultado foi similar à queda ocorrida na produção industrial (6,7%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tomando por base o resultado acumulado em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (3,9%) que o apresentado pela produção interna (2,9%).

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Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com o Consumo Aparente de maio de 2018



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Inflação por Faixa de Renda – Junho/2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, em junho, o impacto da greve dos caminhoneiros sobre os preços dos alimentos penalizou, sobretudo, a inflação das classes mais pobres da população – veja aqui a análise completa do indicador. Segundo os dados descritos na tabela 1, a inflação das famílias com menor poder aquisitivo apresentou alta de 1,5%, ou seja, mais que o triplo da observada em maio. No caso das famílias mais ricas, nota-se que, embora também aponte aceleração em junho, a inflação desta faixa foi a que registrou menor valor (1,03%).

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Acesse aqui a planilha com a Taxa mensal de Inflação por faixa de renda – junho de 2018



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – maio de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos sofrem forte queda de 11,3% em maio

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta retração de 11,3% em maio em relação a abril de 2018, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, explicado em grande parte pelos efeitos da greve dos caminhoneiros, os investimentos recuaram 1,2% no trimestre terminado em maio, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 4,5% inferior ao verificado em maio de 2017. No acumulado em doze meses, o indicador ainda registra resultado positivo, com alta de 1,3%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações, e acrescida das importações – apresentou recuo de 14,6% em maio. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações caiu 12,8%, a importação de bens de capital retraiu 9,8% na margem, resultado que sucedeu alta de 6% observada no período anterior.

O indicador de construção civil, por sua vez, também foi afetado pela greve em maio, recuando 11,5% na série dessazonalizada. Com isso, o setor encerrou o trimestre terminado em maio com retração de 3,6% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, voltou a exercer efeito negativo no desempenho dos investimentos em maio, registrando queda de 4,7% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi menos negativo. Após a expressiva alta de 33,5% em abril, o ritmo de crescimento do Came desacelerou, caindo para 1,3% em maio. Por sua vez, enquanto a construção civil registrou queda de 7,6%, o componente outros ativos fixos atingiu patamar 0,9% inferior ao verificado em maio de 2017.

Tabela-Indicador-Ipea-FBCF-mai18

Gráfico-Indicador-Ipea-FBCF-mai18

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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