Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Demanda interna por bens industriais recua 0,6% em agosto

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 0,6% na comparação entre agosto e julho de 2018, na série com ajuste sazonal. Apesar desse resultado, que sucedeu recuo de 0,5% no período anterior, o trimestre encerrado em agosto teve alta de 4,6% na margem.
Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações caiu 0,8% na margem, as importações de bens industriais cresceram 1,1%, conforme mostra a tabela 1.

181018_tabela01_consumo_aparente_agosto_2018

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 3,7%, terceiro avanço seguido após a queda de 3,5% ocorrida em maio. O resultado de agosto voltou a superar a alta da produção industrial (2%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (5,5%) que o apresentado pela produção industrial (3,1%), como visto no gráfico 1.

181018_gradfico01_demanda_bens_industriais_agosto_2018

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha completa com a série histórica até agosto de 2018



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por faixa de renda – Setembro/2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em setembro, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela uma forte aceleração em todos os segmentos pesquisados, tanto na margem quanto no acumulado em doze meses (tabela 1). Na desagregação por renda, nota-se que, embora a forte alta do grupo transportes – em especial, combustíveis (4,2%) e passagens aéreas (16,8%) – tenha pressionado a inflação de todas as faixas, este impacto foi bem mais intenso no segmento composto pelas famílias de maior poder aquisitivo, dado o peso destes itens na cesta de consumo desta classe (tabela 2). Ainda em termos relativos, observa-se que o grupo despesas pessoais, influenciado pelas altas dos serviços pessoais (0,42%) e de recreação (0,30%), gerou maior contribuição para a inflação das classes mais ricas.

No entanto, a alta dos grupos alimentos e bebidas e habitação gerou incrementos maiores para a inflação das famílias mais pobres em comparação com as mais abastadas. De fato, por serem itens de maior peso no dispêndio das classes mais baixas, os reajustes do aluguel (0,24%), da energia elétrica (0,46%), dos cereais (1,7%) e dos panificados (0,9%) influenciaram mais fortemente a inflação dos segmentos de menor renda.

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea Mensal de FBCF – agosto de 2018 Investimentos cresceram 0,3% no mês de agosto

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta aumento de 0,3% em agosto em relação a julho de 2018, na série com ajuste sazonal. Este resultado sucedeu queda de 0,3% verificada no mês anterior. Com isso, na comparação entre o trimestre terminado em agosto e o terminado em maio, os investimentos avançaram 1,8%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador também registrou variação positiva, atingindo patamar 3,5% superior ao verificado em agosto de 2017. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses chegou a 3,5%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou crescimento de 3% em agosto. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações permaneceu estável, a importação de bens de capital aumentou 14,9% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 2,2%, interrompendo sequência de dois avanços na série dessazonalizada. Apesar disso, o trimestre móvel terminado em agosto cresceu 2,2% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 1% na passagem de julho para agosto.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi heterogêneo. O ritmo de crescimento do Came permaneceu estável, passando de 12,6% em julho para 12,9% em agosto. Já a construção civil e o componente outros registraram fraco desempenho, com quedas na comparação interanual de 1,2% e 1,1%, respectivamente.

Tabela - Indicador Ipea FBCF ago18 Indicador Ipea mensal de FBCF Out18

Acesse aqui a planilha completa com a série histórica até agosto de 2018



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação – agosto de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) calculado pelo Ipea apresentou variação de 0,17% no mês de agosto e ficou 0,13 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,04% registrada em julho. Esse foi o menor nível para um mês de agosto desde o início da série histórica em 2013.

Na ótica dos últimos doze meses, o ICTI apresentou um acumulado de 4,09%. Na comparação do acumulado de doze meses, o ICTI se situa próximo ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e abaixo dos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) -, enquanto, no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela 1_agosto2018

Entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, energia elétrica continuou apresentando a maior variação no acumulado de doze meses até agosto de 2018, com incremento de 16,86%. Os demais grupos vieram com altas variando entre 0,71% e 8,91%, conforme pode ser observado na tabela 2. Os maiores impactos no ICTI ocorreram pelo grupo pessoal, que foi responsável por 1,64 p.p. do índice, e demais despesas operacionais, que impactou em 1,60.

Tabela 2_agosto2018

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Hiato do Produto

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior

Como destacado na Visão Geral da Conjuntura, o hiato do produto (ver Nota Técnica que descreve a metodologia utilizada) autilizado até o segundo trimestre de 2018 indica que o PIB encotr-se 3,7% abaixo de seu potencial.

As previsões de produto potencial feitas com base no cenário delineado na Visão Geral da Conjuntura para 2018 e 2019 mostram que, mesmo com a aceleração do crescimento, o PIB ainda chegaria ao final de 2018 abaixo de seu potencial e terminaria 2019 com um hiato aproximando-se de zero. É importante ressaltar, no entanto, que essas previsões de hiato apresentam um grau elevado de incerteza, pois pode acumular erros de previsão de duas variáveis (PIB e Produto Potencial).
CC40_Visão geral_hiato


------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Demanda interna por bens industriais recua 0,6% em julho

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações acrescida das importações – registrou queda de 0,6% na comparação entre julho e junho de 2018, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre encerrado em julho teve uma retração de 0,3% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna líquida de exportações caiu 1,9% na margem, as importações de bens industriais cresceram 6,1%.

tabela consumo versus produção

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 6,6%, resultado que sucedeu o avanço de 7,5% no mês anterior. O resultado de julho superou a alta da produção industrial (4%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (5,7%) que o apresentado pela produção industrial (3,2%).

Demanda versus produção

A queda registrada em julho foi bastante disseminada entre as grandes categorias econômicas, como mostra o texto completo que analisa o indicador.

Acesse aqui a planilha completa com a série histórica até julho de 2018

 



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por Faixa de Renda – Agosto/2018

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em agosto, embora tenha ocorrido uma deflação em todas as classes, a queda da inflação apresentada pelas famílias de renda mais baixa (-0,12%) foi duas vezes maior que a observada na faixa de renda mais alta (-0,06%). Este alívio mais intenso da inflação das famílias mais pobres foi possibilitado, mais uma vez, pela deflação nos preços dos alimentos no domicílio, em especial de itens importantes na cesta de consumo desse segmento, como: tubérculos (-9,7%), carnes (-1,5%), leites e derivados (-1,3%) e aves e ovos (-1,3%). Adicionalmente, a queda no preço do gás de botijão (-1,0%) ajudou a intensificar este processo de deflação. Na outra ponta, a inflação das famílias de renda mais alta também se beneficiou da queda dos preços dos alimentos, porém em menor escala. Apesar do recuo nos preços da gasolina (-1,5%) e das passagens aéreas (-26,1%), a deflação deste segmento de renda foi contrabalançada pela alta das tarifas de gás encanado (1,2%), do plano de saúde (0,8%) e dos cursos diversos (0,5%).

Inflação por renda_ago-18_grafico

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com a série completa das taxas mensais de inflação por faixa de renda



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea Mensal de FBCF – julho de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos iniciam terceiro trimestre com recuo de 1% em julho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta queda de 1% em julho em relação a junho de 2018, na série com ajuste sazonal. Este resultado sucedeu avanço de 9,3% verificado no mês anterior. Com isso, comparando o trimestre terminado em julho e o terminado em abril, os investimentos caíram 4,2%. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador registrou variação positiva, atingindo patamar 4% superior ao verificado em julho de 2017. Por fim, o crescimento no resultado acumulado em doze meses ficou em 3,2%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou queda de 7,6% em julho. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações recuou 2%, a importação de bens de capital caiu 12,1% na margem.

O indicador de construção civil, por sua vez, cresceu pelo segundo mês seguido na série dessazonalizada, registrando alta de 1,7%. Apesar disso, o trimestre terminado em julho recuou 3,7% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,4% na passagem de junho para julho.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho foi generalizado. Após a forte elevação de 18,6% em junho, o ritmo de crescimento do Came desacelerou, caindo para 9,9% em julho. Já a construção civil registrou alta de 2,3% na comparação interanual, interrompendo dois períodos consecutivos de queda.

Tabela - Indicador Ipea FBCF jul1

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação – Julho de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) do mês de julho apresentou variação de 0,04% e ficou 0,63 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% registrada em junho. Esse foi o menor nível para um mês de julho desde o início da série histórica em 2013.

Na ótica dos últimos doze meses, o ICTI apresentou um acumulado de 4,45%. Comparativamente, ele se situa próximo ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e abaixo dos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV), enquanto, no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela1_julho2018Entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, energia elétrica continuou apresentando a maior variação no acumulado de doze meses até julho de 2018, com incremento de 18,02%. Material de consumo e depreciação e amortização tiveram variação próxima a zero e o grupo de demais despesas operacionais manteve a trajetória de aceleração, fechando em 8,26%. Os outros grupos vieram com altas variando entre 0,38% e 4,78%, conforme pode ser observado na tabela 2. O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo pessoal, que foi responsável por 2,30 p.p.

Tabela2_julho2018

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Demanda interna por bens industriais mostra recuperação em junho, com alta de 9,9%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais – definido como a produção industrial interna líquida das exportações e acrescida das importações – registrou crescimento de 9,9% na comparação entre junho e maio de 2018, na série com ajuste sazonal. Apesar disso, o resultado foi insuficiente para evitar a queda no segundo trimestre, que ficou em 2,1% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda no comparativo entre junho e maio, enquanto a produção interna líquida de exportações avançou 11,1% na margem, as importações de bens industriais cresceram 2,5.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_jun-18

Gráfico_Indicador Ipea CA_jun-18

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais também mostrou recuperação após a queda de 6% registrada em maio, quando sofreu impacto da greve dos caminhoneiros. O crescimento de 4,2% superou a alta da produção industrial (3,5%), mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tomando por base o resultado acumulado em doze meses, a demanda segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (4,4%) que o apresentado pela produção industrial (3,2%).

A alta registrada em junho foi generalizada entre as grandes categorias econômicas, como mostra o texto que analisa o indicador.

Acesse aqui a planilha completa com a série histórica até junho de 2018



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------