Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Inflação por Faixa de Renda – Novembro/17

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de novembro de 2017, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do IBGE, mostra que as classes mais pobres foram as que apresentaram as menores taxas de inflação. De acordo com a Tabela 1, verifica-se que a inflação da população de renda muito baixa registrou alta de 0,07% – recuando 0,41 p.p. na comparação com o mês imediatamente anterior. A taxa de crescimento dos preços das famílias de renda alta, por sua vez, apontou variação de 0,34% – 0,04 p.p. abaixo da observada em outubro, mas 0,27 p.p. e 0,23 p.p. acima da inflação das famílias de renda muito baixa e de renda baixa, respectivamente. Com a incorporação desses resultados, a inflação dos mais pobres acumula no ano uma alta de 1,8%, bem inferior à registrada pela classe de renda mais alta, com elevação de 3,2%.

Inflação por renda_nov-17_tabela 1

Leia a análise completa dos resultados

Acesse aqui a planilha com as taxas mensais de inflação por faixa de renda



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Demanda interna por bens industriais recua 1,1% em outubro

Por Leonardo Mello de Carvalho

Na comparação com o outubro de 2016, houve alta de 8,1%

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de bens industriais – definido como a produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou queda de 1,1% na comparação entre outubro e setembro, na série com ajuste sazonal. Apesar dessa flutuação, na comparação entre o trimestre terminado em outubro e o terminado em julho, o resultado na margem ainda é bastante positivo, com alta de 3,1% (ver tabela). Já na comparação interanual, o indicador registrou variação positiva, atingindo patamar 8,1% superior ao observado em outubro de 2016. Com isso, o ritmo de crescimento da variação acumulada em 12 meses acelerou, passando de 1,1% para 2,5%. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção doméstica líquida de exportações recuou 0,3% em outubro, no comparativo contra o período anterior, as importações de bens industriais também apresentaram pequena acomodação, registrando queda de 0,2%.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral avançou 1,8% na comparação sazonal, devolvendo a queda ocorrida em setembro. Já a demanda por bens da indústria de transformação recuou 0,3% na margem. Foi verificado um crescimento em 11 segmentos, de um total de 22, reduzindo o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 50%, ante 59% do período anterior. Entre aqueles com maior peso, contribuíram positivamente o de farmoquímicos, com alta de 9,7% na margem, e o de vestuário, com expansão de 3,1%.

Na comparação interanual, o bom desempenho verificado em outubro foi bastante disseminado, com 18 segmentos registrando variação positiva ante mesmo período de 2016. Os destaques ficam por conta do consumo aparente de veículos automotivos e petróleo e derivados, com altas de 23,1% e 6,8%, respectivamente. Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, 11 segmentos apresentam variação positiva até o mês de outubro.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_out-17

Gráficos_Indicador Ipea CA_out-17

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Indicador Ipea de FBCF ajustado pelos dados das Contas Nacionais

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Os dados do Indicador Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foram ajustados com base no resultado divulgado pelo Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) do IBGE, referente ao terceiro trimestre de 2017. Após quinze trimestres de recuo, a FBCF voltou a se destacar positivamente entre os componentes do PIB pelo lado da demanda. Na comparação livre de influências sazonais, o avanço de 1,6% no terceiro trimestre de 2017 representou a primeira variação positiva desde o terceiro trimestre de 2013. O Indicador Ipea mensal continua mostrando um desempenho heterogêneo entre o componente máquinas e equipamentos, que cresceu 5,0% no terceiro trimestre na comparação com o segundo anterior (ajuste sazonal), enquanto a construção civil avançou apenas 0,9%. Já o componente outros apresentou queda, recuando 2,2% na margem.

Outra questão importante revelada pelo Indicador Ipea mensal de FBCF é o bom desempenho dos investimentos ao longo dos três meses do trimestre. O destaque positivo novamente ficou por conta do componente máquinas e equipamentos – que apresentou o sexto avanço seguido na comparação sem efeitos sazonais (2,9%).

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Indicador Ipea de FBCF – setembro e 3º trimestre de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos avançam 0,4% em setembro e fecham 3º trimestre com alta de 1,4%

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – que teve aprimoramentos metodológicos (ver Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 37) – aponta um crescimento de 0,4% em setembro em relação a agosto de 2017, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, os investimentos encerraram o terceiro trimestre registrando alta de 1,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, também na série livre de efeitos sazonais. Em setembro de 2017, o indicador atingiu patamar 0,6% superior quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Já na comparação do terceiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, verificou-se queda de 0,6%.

O avanço entre os meses de setembro e agosto foi consequência principalmente do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que apresentou alta de 3,4% na margem. Considerando todo o terceiro trimestre, o Came também foi o destaque, com crescimento de 3,3% sobre o trimestre anterior. Entre os componentes do Came, a produção interna de bens de capital líquida de exportações recuou 2,3% em setembro. Porém, o forte crescimento registrado pela importação de bens de capital (30,5%) ajudou a explicar seu bom resultado na comparação dessazonalizada.

Já o indicador de construção civil recuou pelo segundo mês consecutivo, apresentando queda de 0,2% sobre o mês de agosto, na série dessazonalizada. Apesar desse resultado, o setor encerrou o trimestre com avanço de 1,4% sobre o período anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu negativamente para o desempenho dos investimentos, registrando quedas de 4,8% em setembro, e 1,8% no terceiro trimestre, ambas na comparação dessazonalizada.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção e os outros ativos fixos registraram quedas de 3,2% e 9,8%, respectivamente, o Came cresceu 13,1% sobre o mês de setembro de 2016.

Tabela indicador Ipea FBCF set17_2

Gráfico indicador Ipea FBCF set17_2

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Metodologia de Cálculo do Indicador Ipea Mensal de FBCF

Carta de Conjuntura Nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho e Fernando José da S. P. Ribeiro

A formação bruta de capital fixo (FBCF) da economia é composta pelos investimentos em: máquinas e equipamentos; construção civil; e por outros ativos fixos (como propriedade intelectual, lavouras permanentes, gado de reprodução, etc.). O Sistema de Contas Nacionais (SCN), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta dados anuais detalhados de FBCF, e as Contas Nacionais Trimestrais (CNT), também do IBGE, divulga dados trimestrais agregados (sem a divisão entre máquinas e equipamentos, construção civil e outros). O cálculo de indicadores mensais desagregados contribui, portanto, para o acompanhamento mais tempestivo e detalhado da conjuntura econômica. A presente Nota técnica explica a metodologia de cálculo do Indicador Ipea Mensal de FBCF, em suas seis etapas: (i) construção do indicador de demanda de bens de capital, que, na verdade, equivale ao cálculo do consumo aparente desses produtos; (ii) cálculo do indicador de construção civil; (iii) cálculo do consumo aparente do componente ‘outros’, que não era considerado na metodologia anterior deste Indicador Ipea; (iv) determinação dos pesos de cada um dos indicadores supracitados no cálculo do indicador de FBCF; (v) ajuste de nível via desagregação temporal; e (vi) cálculo final do indicador ajustado para coincidir com os dados trimestrais e anuais do SCN.

Acesse o texto completo



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Inflação por Faixa de Renda

Carta de Conjuntura nº 37

Por Maria Andréia Parente Lameiras, Sandro Sacchet de Carvalho e José Ronaldo de Castro Souza Júnior

O objetivo desta Nota Técnica é apresentar a metodologia de cálculo do novo Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que permite não apenas identificar as diferenças no comportamento do custo de vida de famílias com rendas distintas, como também fornecer índices de preços mais precisos para a deflação de séries que necessitem de um indicador de inflação mais específico. Os resultados mostram que, nos últimos 12 meses, encerrados em outubro, a inflação das famílias pertencentes à primeira faixa foi de 2,0%, situando-se bem abaixo da registrada pelo segmento mais rico (3,5%). Entretanto, em uma perspectiva de longo prazo, observa-se que nos últimos 11 anos (de julho de 2006 a outubro de 2017) a inflação dos mais pobres apresenta uma variação de 102%, bastante superior à observada na faixa de renda mais alta, de 86%.

CC37_NT_Inflação por faixa de renda

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Produção industrial deve voltar a crescer em setembro de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê um avanço de 0,8% para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, na comparação entre agosto e setembro, na série dessazonalizada. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 3,0% acima do patamar de setembro de 2016, quarta alta consecutiva. Com isso, a variação acumulada em 12 meses ficaria em 0,5%, representando a primeira alta após 39 meses

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o bom desempenho exibido na comparação entre setembro e agosto, na série dessazonalizada, foi bastante disseminado (ver tabela). Segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários registrou alta de 5,4%, resultado que sucedeu a pequena queda ocorrida no período anterior (0,3%). Além disso, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indica um avanço de 1,9% na margem. Vale destacar o crescimento de 27% acumulado em 2017. O destaque negativo ficou por conta das vendas de papel e papelão, que recuaram 4,1%, de acordo com Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). Na comparação entre setembro de 2017 e o mesmo período de 2016, o desempenho positivo voltou a ser generalizado.

Tabela-Indicador-Ipea-Produção Industrial-Set17



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Demanda interna por bens industriais avança 2,5% em agosto

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de bens industriais – definido como a produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou crescimento de 2,5% na comparação entre agosto e julho, na série com ajuste sazonal (ver tabela). O indicador também cresceu na comparação interanual, atingindo patamar 4,4% superior ao observado em agosto de 2016. Com isso, o ritmo de queda da variação acumulada em 12 meses voltou a arrefecer, passando de 1,6% para 0,7%. Este resultado, quando comparado à produção doméstica – medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE – que permaneceu praticamente estável no mesmo período (queda de 0,1%), voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção doméstica líquida de exportações avançou 1% em agosto, no comparativo contra o período anterior, as importações de bens industriais passaram por expressivo crescimento, com alta de 8,7% livre de efeitos sazonais, deixando perspectivas positivas para o desempenho da indústria nos próximos períodos.

Tabela-Indicador-Ipea-Consumo Aparente_ago-17

Ao se considerar o consumo aparente por grandes categorias econômicas, com exceção dos bens intermediários – que recuaram 2,2% entre os meses de agosto e julho –, todas as demais registraram alta na comparação dessazonalizada. Entre elas, o destaque positivo voltou a ser a categoria bens de consumo duráveis, com alta de 6% na margem. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o crescimento também foi disseminado. Novamente a categoria de bens intermediários foi a única a registrar variação negativa sobre agosto de 2016.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral registrou o segundo avanço seguido na comparação com ajuste sazonal, com alta de 3,5% em agosto. A demanda por bens da indústria de transformação também acelerou o ritmo de crescimento, avançando 2,8% na margem. Ainda foi verificado um crescimento em 15 segmentos, de um total de 22, elevando o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 68%, ante 59% em julho e 50% em agosto do ano passado. Entre aqueles com maior peso, contribuíram positivamente o de veículos automotivos, com alta de 6,9% na margem, e o de farmoquímicos, com expansão de 5,7%.

Na comparação interanual, 16 segmentos registraram variação positiva ante agosto de 2016, com destaque também para o consumo aparente de veículos automotivos (+26,2%). Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, 11 segmentos já apresentaram variação positiva até o mês de agosto.

Gráficos_Indicador Ipea CA_ago-17

Acesse os dados do Indicador Ipea de Consumo Aparente



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – agosto de 2017

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos voltam a apresentar crescimento na comparação interanual

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) manteve-se praticamente estável em agosto, apontando pequena queda de 0,1% em relação a julho de 2017, na série com ajuste sazonal. Mas, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu uma alta de 0,8%, após 13 meses consecutivos de quedas. No período de 42 meses iniciados em março de 2014, este indicador apresentou variação interanual positiva apenas duas vezes, a primeira em junho de 2016 (de 0,1%) e a segunda agora. No ano, o indicador ainda acumula queda, de 3,9%.

O desempenho dos dois principais componentes da FBCF voltou a ser heterogêneo. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – apresentou crescimento de 1,8% na margem, mais que compensando a queda de 0,9% registrada no período anterior. Entre os componentes do CAME, a produção doméstica de bens de capital avançou 1,4% em agosto. Por sua vez, as variáveis de comércio exterior apresentaram fraco desempenho na comparação dessazonalizada. Enquanto o volume de importações por este tipo de bem caiu 1,2% em agosto (após o forte crescimento de 12% no mês anterior), o volume exportado de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador, recuou 1,1%, na mesma base de comparação.

O destaque negativo voltou a ficar por conta do indicador de construção civil, que registrou retração de 2,3% em agosto, resultado que sucedeu duas variações positivas na série dessazonalizada. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, enquanto a construção registrou queda de 4,5%, o Came cresceu expressivos 11% sobre o mês de agosto de 2016.

Tabela - Indicador Ipea FBCF ago17

Gráfico indicador Ipea FBCF ago17

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Produto Potencial e Hiato do Produto: nível atual e projeções para 2018

Carta de Conjuntura nº 36

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior 

A importância da atual política monetária expansionista sobre o desempenho da economia no período 2017–2018 foi destacada na Visão Geral da Conjuntura. Há um certo consenso de que haveria espaço para esse tipo de estímulo monetário em virtude da presente ociosidade dos fatores produtivos, capital e trabalho. Há dúvidas, no entanto, sobre os níveis atual e futuro do grau de ociosidade da economia caso as projeções de retomada do crescimento se concretizem. Esta nota técnica visa esclarecer esses pontos por meio de atualizações dos indicadores Ipea de produto potencial e de hiato de produto. 

CC36_NT_Produto potencial_gráficos

Acesse o texto completo

Dados do Indicador Ipea de Produto Potencial



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