Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Janeiro de 2020 Demanda interna por bens industriais avançou 9,3% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou alta de 9,3% na comparação entre os meses de janeiro de 2020 e dezembro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu recuo de 8,3% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em janeiro registrou recuo de 4,3% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cresceu 8% na margem, as importações de bens industriais avançaram 14,6%, conforme mostra a tabela 1.

Tabela 1
Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 5,4% contra janeiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou um crescimento de 0,3% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação ligeiramente positiva (0,1%), enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou baixa de 1%, como visto no gráfico 1.

Grafico 1

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Indicador Ipea de FBCF – Janeiro de 2020 Investimentos iniciam o ano com alta de 7,8% na margem, impulsionados pela produção interna e pela importação de plataformas

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta forte crescimento na comparação entre janeiro de 2020 e dezembro último, com alta de 7,8% na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em janeiro registrou queda de 2% também na série dessazonalizada. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu patamar 7% superior ao verificado em janeiro de 2019. No acumulado em doze meses, os investimentos aceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,1% para 2,7%. Os resultados contaram com o impulso proveniente do bom desempenho da produção interna e da importação de plataformas ocorridas no período. Excluindo-as dos cálculos, os investimentos teriam aumentado 4,9% na margem e 2,5% na comparação com janeiro de 2019.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou elevação de 18,3% em janeiro. Apesar desse resultado, o trimestre móvel registrou queda de 6,7% em janeiro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 6,1% em janeiro, a importação cresceu 25,8% no mesmo período, contando com impulso gerado pela importação de plataformas de petróleo.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 5,7% em janeiro, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel apresentou recuo de 1,3% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou queda de 0,7% na passagem de dezembro para janeiro, encerrando o trimestre móvel com alta de 2,4%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho positivo em janeiro foi generalizado. Enquanto a construção civil registrou uma variação positiva de 3,7%, o segmento máquinas e equipamentos registrou alta de 11,4% em janeiro. Já o componente outros atingiu um patamar 6% superior ao observado no mesmo período de 2019.

 

Taxas de crescimento do Indicador Ipea mensal de FBCF

 

Gráfico

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – janeiro de 2020

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma taxa de variação de 0,44% em janeiro de 2020, 0,19 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior (dezembro). Na comparação com o mesmo mês de 2019, a variação foi 0,24 p.p. menor.

Como uma incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 5,99% nos últimos doze meses, patamar acima do que foi registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mas abaixo tanto do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV) – como mostra a tabela 1.

200303_itc_janeiro_tabela01_jan20

Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 4,66 p.p. foi responsável por aproximadamente 78% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento demais despesas operacionais também afetou significativamente o ICTI, com impacto de 1,38 p.p. No sentido contrário, a queda de 2,92% nos preços dos materiais de consumo vem gerando redução de custos.

200303_itc_janeiro_tabela02_jan20

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Dezembro De 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 4,9% no mês, encerrando o ano de 2019 com queda de 0,2%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou queda de 4,9% na comparação entre os meses de dezembro e novembro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu recuo de 3,7% no período anterior, o quarto trimestre de 2019 registrou retração de 1,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cedeu 4% na margem, as importações de bens industriais recuaram 6,2%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais recuou 1,6% contra dezembro do ano passado. Apesar disso, o quarto trimestre de 2019 apresentou um crescimento de 1,6% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda encerrou 2019 com uma variação ligeiramente negativa (-0,2%), enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou baixa de 1,1% no ano, como visto no gráfico 1.

TABELA 1

Consumo aparente de bens industriais versus produção industrial (PIM-PF)

(Em %)

Tabela 1

Fonte: Ipea, IBGE e Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Elaboração: Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea.

Nota: 1 Trimestre terminado no mês de referência da divulgação.

GRÁFICO 1

Demanda por bens industriais versus produção industrial

Grafico 1

(Taxas de variação acumuladas em doze meses, em %)

Fonte: Ipea e IBGE.

Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Indicador Ipea de FBCF – Dezembro de 2019 Investimentos apresentam queda de 2% em dezembro, mas encerram o ano com alta de 2,1%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 2% na comparação entre dezembro e novembro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com isso, o quarto trimestre de 2019 fechou com queda de 2,7%, também na série dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2018, as quedas de dezembro e do quarto trimestre foram, respectivamente, de 2,2% e 0,9%. No acumulado em doze meses, os investimentos encerraram 2019 com alta de 2,1%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma retração de 6,8% em dezembro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 9% em dezembro, a importação caiu 7,7% no mesmo período. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos encerra 2019 com alta de 3,1%.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 1,6% em dezembro, na série dessazonalizada. No acumulado em doze meses, o setor encerrou 2019 com alta de 0,5%, o primeiro resultado positivo nessa base de comparação desde 2013.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho negativo em dezembro foi bastante disseminado. Enquanto a construção civil registrou uma variação negativa de 3,7%, o segmento máquinas e equipamentos registrou uma queda de 1,7% em dezembro. A exceção ficou por conta do componente outros, que atingiu um patamar 1,7% superior ao observado no mesmo período de 2018.

Tabela - Indicador Ipea FBCF set19

Gráfico indicador Ipea FBCF dez19

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – dezembro de 2019

Por Tarsylla S. G. Oliveira e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma taxa de variação de 0,63% em dezembro de 2019, 0,38 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior (novembro). Na comparação com o mesmo mês de 2018, a variação foi 0,63 p.p. maior.

Como uma incorporação desse resultado, o ICTI acumulou uma variação de 6,24% em 2019, patamar abaixo do que foi registrado tanto no Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), quanto no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), mas acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) – como mostra a tabela 1.

ICTI dez-19_tabela 1

Na desagregação pelos oito grupos que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 4,9 p.p. foi responsável por aproximadamente 79% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento demais despesas operacionais também afetou significativamente o ICTI, com impacto de 1,32 p.p. No sentido contrário, a queda de 2,36% nos preços dos materiais de consumo vem gerando redução de custos.

ICTI dez-19_tabela 2

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – novembro de 2019

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior e Tarsylla S. G. Oliveira

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma taxa de variação de 0,25% em novembro de 2019, apenas 0,01 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior (outubro). Na comparação com o mesmo mês de 2018, a variação foi 0,26 p.p. maior.

Como uma incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 5,58% nos últimos doze meses, patamar acima do que foi registrado tanto no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), quanto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas abaixo do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – como mostra a tabela 1.

ICTI nov-19_tabela

Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 4,81 p.p. foi responsável por aproximadamente 86% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento demais despesas operacionais também afetou positivamente o ICTI, com contribuições de 0,72 p.p. No sentido contrário, a queda de 2,3% nos preços dos materiais de consumo vem gerando um alívio sobre os custos.

ICTI nov-19_tabela 2

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Novembro de 2019 Demanda interna por bens industriais recuou 1% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou queda de 1% na comparação entre os meses de novembro e outubro, na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu avanço de 1,9% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em novembro registrou crescimento de 1,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) permaneceu praticamente estável em novembro, cedendo 0,1% na margem, as importações de bens industriais recuaram 5,4%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 2,1% contra novembro do ano passado. O resultado voltou a superar o desempenho apresentado pela produção industrial (queda de 1,7%), mensurado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o trimestre móvel encerrado em novembro apresentou um crescimento de 3,8% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma variação ligeiramente negativa (-0,3%), enquanto a produção industrial acumulou baixa de 1,3%, como visto no gráfico 1.

Tabela 1

Grafico 1

A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Indicador Ipea de FBCF – Novembro de 2019 Investimentos apresentam queda de 1% na margem

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta recuo de 1% na comparação entre os meses de novembro e outubro de 2019, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel terminado em novembro registrou alta de 0,5%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 1,8% inferior ao verificado em novembro de 2018. No acumulado em doze meses, os investimentos desaceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,6% para 2,1%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou retração de 4% em novembro. Com esse resultado, o trimestre móvel passou de -0,4% em outubro para -2,5% em novembro. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 0,4%, a importação retraiu 5,1% no mesmo período, voltando a ser o destaque negativo no período.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 0,5% em novembro, resultado que sucedeu queda de 1% no período anterior, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel avançou 0,4% ante o período imediatamente anterior. No acumulado em doze meses, o setor registrou alta de 0,4% em novembro, o primeiro resultado positivo desde julho de 2014 nessa base de comparação. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 0,4% na passagem de outubro para novembro, encerrando o trimestre móvel com queda de 0,5%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho mensal foi heterogêneo. Enquanto a construção civil registrou variação positiva de 0,6%, o segmento máquinas e equipamentos registrou queda de 6,7% em novembro. O componente outros, por seu turno, atingiu patamar 3,9% superior ao observado no mesmo período de 2018.

Gráfico

Tabelas 1

 

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Indicador Ipea de Hiato do Produto – 3º Trim./2019 Grau de ociosidade da economia brasileira está em 2,7%

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior

O Indicador Ipea de Hiato do Produto, calculado com base na metodologia da função de produção descrita em Nota Técnica da Carta de Conjuntura nº 36, estima que o PIB está 2,7% abaixo de seu potencial. Com o crescimento projetado na Visão Geral da Conjuntura, essa ociosidade tende a cair para cerca de 2,0% no final de 2020.

CC45_produto potencial

Acesse aqui a série completa do Indicador Ipea de Hiato do Produto até o terceiro trimestre de 2019



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