Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Inflação por Faixa de Renda – maio de 2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, em maio, ao contrário do que vinha ocorrendo no período recente, houve uma maior pressão inflacionária nas classes mais pobres da população brasileira – veja aqui a análise completa do indicador. Segundo a tabela 1, observa-se que, enquanto a inflação das famílias com menor poder aquisitivo registrou alta de 0,41%, a variação dos preços dos bens e serviços consumidos pela parcela mais rica da população foi de 0,38%. Essa taxa de inflação maior para as classes mais baixas, em maio, é explicada pela piora no comportamento dos preços dos alimentos – especialmente, tubérculos, legumes, verduras e derivados de trigo – e da energia elétrica, já que parcela relevante do orçamento dessas famílias é destinada à compra destes itens. A inflação das classes mais elevadas foi pressionada, sobretudo, pela aceleração nos preços dos combustíveis, com grande impacto no grupo transportes (tabela 2).

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Acesse aqui a planilha com a Taxa mensal de Inflação por faixa de renda – maio de 2018



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Indicador Ipea de FBCF – abril de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos iniciaram o segundo trimestre com crescimento

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,5% em abril em relação a março de 2018, na série com ajuste sazonal. Essa foi a terceira variação positiva dos investimentos, que avançaram 2% no trimestre terminado em abril, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 13,1% superior ao verificado em abril de 2017. No acumulado em doze meses, após 44 períodos de retração, o indicador registrou resultado positivo, com alta de 1,4%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou avanço de 2,9% em abril. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 0,3%, a importação de bens de capital avançou expressivos 13,9% na margem, resultado que sucedeu queda de 5,7% observada no período anterior.

O indicador de construção civil, por sua vez, também registrou desempenho positivo em abril, avançando 1,1% na série dessazonalizada. Ainda assim, o setor encerrou o trimestre, terminado em abril, com pequena retração de 0,1% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, exerceu efeito negativo no desempenho dos investimentos em abril, registrando queda de 1% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho foi generalizado. O destaque foi o Came, cuja expressiva alta de 33,1% foi, em parte, explicada por uma base de comparação reduzida em abril de 2017. Por sua vez, enquanto a construção civil registrou crescimento de 6,4%, o componente outros ativos fixos atingiu patamar 5,4% superior ao verificado em abril de 2017.

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Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação – abril de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação do mês de abril registrou alta de 0,16%, abaixo do resultado do mesmo mês do ano anterior, que foi de 0,34%, e o menor nível para um mês de abril desde 2014.

Em doze meses até abril, o ICTI manteve sua trajetória de desaceleração e apresentou o menor resultado acumulado desde abril de 2015. Na comparação do acumulado de doze meses, o ICTI se situa acima dos demais índices; no entanto, observa-se que, no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela 1_abr2018

Entre os oito grupos que compõem o índice, energia elétrica apresentou a maior variação na comparação entre doze meses até abril de 2018, com variação de 9,45%. Material de consumo e depreciação e amortização, responsáveis por aproximadamente 17% do ICTI, tiveram deflação. Já os demais grupos vieram com altas variando entre 0,30% e 7,89%, conforme pode ser observado na tabela 2.

Tabela 2_abr2018

O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo pessoal, que foi responsável por 3,79 p.p., seguido de serviços profissionais e outros, com 0,61 p.p. Os impactos negativos vieram de material de consumo, com -0,40 p.p. e depreciação e amortização, com -0,09 p.p.

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



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Inflação por Faixa de Renda – Abril/2018

Por Maria Andréia Parente Lameiras

 O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de abril mostra que,  ao contrário dos meses anteriores, as taxas de inflação se mantiveram muito próximas independentemente da classe de renda, refletindo aumentos que impactaram tanto os mais pobres (ônibus urbano, medicamentos) quanto os mais ricos (gasolina, plano de saúde), veja aqui a análise completa dos resultados. Entretanto, no acumulado do ano até abril, enquanto a inflação das famílias com menor poder aquisitivo registrou alta de apenas 0,56%, a variação dos preços dos bens e serviços consumidos pela parcela mais rica da população foi de 1,34%.

Inflação por renda_abr-18_tabela 1

Inflação por renda_abr-18_tabela 2

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com as taxas mensais de Inflação por faixa de renda



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Demanda Interna por Bens Industriais Recua 2% em Março

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais – definido como a produção industrial doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – registrou queda de 2% na comparação entre março e fevereiro de 2018, na série com ajuste sazonal. Com isso, o resultado ficou negativo em 0,9% no primeiro trimestre do ano. Entre os componentes do consumo aparente, ainda no comparativo entre março e fevereiro, enquanto a produção doméstica líquida de exportações recuou 1,7% na margem, as importações de bens industriais caíram 5,2%.

Indicador Léo consumo aparente

Na comparação interanual, apesar da queda de 0,3% sobre março do ano passado, o primeiro trimestre de 2018 acumulou alta de 3,4%. Tomando por base o resultado acumulado em 12 meses, a demanda por bens industriais segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (3,7%) que o apresentado pela produção doméstica, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE (2,9%).

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Os números de cada segmento industrial e a análise completa do indicador podem ser acessados aqui.

Acesse a planilha completa com os resultados



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Indicador Ipea de FBCF – março e 1º trimestre de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos voltam a crescer em março, fechando o 1o trimestre com alta de 0,3%

O Indicador Ipea de formação bruta de capital fixo (FBCF) aponta alta de 0,8% em março em relação a fevereiro de 2018, na série com ajuste sazonal. Com este resultado, que sucedeu um crescimento de 1,9%, o indicador de investimentos encerra o primeiro trimestre com variação positiva de 0,3% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 3,4% superior ao verificado em março de 2018. Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma expansão de 3,3%. Com isso, a queda no resultado acumulado em doze meses ficou em 0,1%.

Tabela - Indicador Ipea FBCF mar18

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações e acrescida das importações – apresentou avanço de 2,2% em março. Entre os componentes do Came, enquanto a produção interna de bens de capital cresceu 1,8%, a importação de bens de capital recuou 4,8% na margem, devolvendo parte do forte crescimento observado no período anterior (12,8%).

O indicador de construção civil, por sua vez, apresentou crescimento mais modesto, avançando 0,2% na série dessazonalizada, resultado este que sucedeu duas quedas consecutivas. Com isso, o setor encerrou o primeiro trimestre de 2018 com retração de 0,6% ante o último trimestre do ano passado. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando avanço de 0,6% em março.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados continuam bastante positivos. O destaque voltou a ser o Came, que encerrou o primeiro trimestre com alta de 15,7%, após novo avanço em março. Já a construção civil foi o único componente a registrar queda na comparação interanual, ficando 0,9% abaixo do patamar verificado no primeiro trimestre de 2017.

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação – março de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti, Leonardo S. Vasconcelos e Mariana C.M. Martins

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) do mês de março apresentou variação de 0,13% e ficou abaixo do 0,50% registrado no mesmo mês do ano anterior. O acumulado em 2018, que corresponde ao primeiro trimestre, foi de 0,34%. Tanto a variação mensal quanto o acumulado no ano registraram o menor nível para um mês de março desde o início da série histórica, em 2014.

Em 12 meses até março, o ICTI manteve sua trajetória de desaceleração e apresentou o menor resultado acumulado desde abril de 2015 (4,52%). Na comparação do acumulado de 12 meses, o ICTI situa-se acima dos índices gerais de preços; no entanto, observa-se que o indicador apresenta o menor aumento, no acumulado do ano, dentre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela 1_mar2018

Dentre os oito grupos que compõem o índice, Material de consumo e Depreciação e amortização, que acompanham o IPA-OG – Equipamentos de Informática, apresentaram deflação entre março de 2018 e o mesmo período de 2017, com variações próximas a -3%. Já os demais grupos vieram com altas variando entre 0,20% e 8,81%, conforme pode ser observado na Tabela 2.

Tabela 2_mar2018

O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo Pessoal, que foi responsável pelo avanço de 4,23 pontos percentuais (p.p.) no índice, seguido de Serviços Profissionais e Outros, com 0,66 p.p. Os impactos negativos vieram de Material de Consumo, com -0,39 p.p. e Depreciação e Amortização, com -0,09 p.p..

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



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Produção industrial deve crescer 1,1% em março de 2018, fechando o primeiro trimestre com alta de 0,4%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Produção Industrial prevê crescimento de 1,1% para o resultado da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, referente a março, frente ao mês anterior, na série dessazonalizada. Esse resultado representaria um avanço de 0,4% no primeiro trimestre de 2018, quando comparado aos três últimos meses do ano passado. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teria ficado 4,4% acima do patamar de março de 2017.

Em relação aos indicadores coincidentes da produção industrial, o bom desempenho exibido na comparação entre março e fevereiro, na série dessazonalizada, foi bastante disseminado. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção total de autoveículos avançou 5,6% na margem, resultado que sucedeu dois recuos seguidos. Por sua vez, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indica que a venda de papel e papelão subiu 1,3% na margem. Outro destaque positivo ficou por conta do Indicador de Confiança da Indústria, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE), com alta de 1,3% sobre o mês de fevereiro. Por outro lado, segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários caiu 3,8%, terceira contração seguida.

Na comparação entre março de 2018 e o mesmo período de 2017, o desempenho positivo foi novamente generalizado. A exceção, novamente, ficou por conta do volume de bens intermediários importados, que registrou queda de 3,8%.  Com isso, a indústria teria encerrado o primeiro trimestre com alta de 4,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Tabela-Indicador-Ipea-Produção Industrial-mar-18



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – fevereiro de 2018

Por Leonardo Mello de Carvalho

Investimentos apresentam avanço de 1,7% em fevereiro

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma alta de 1,7% em fevereiro em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal. Esse resultado compensa parte do recuo registrado no primeiro mês de 2018 (–2,4%). Na comparação dessazonalizada em médias móveis, o trimestre terminado em fevereiro cresceu 1,9% sobre o trimestre terminado em novembro de 2017. Por sua vez, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador voltou a crescer, atingindo patamar 2,9% superior ao verificado em fevereiro de 2017. Dessa forma, o indicador acumula alta de 3,4% no primeiro bimestre do ano.

Na comparação dessazonalizada, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações e acrescida das importações – foi o destaque positivo, apresentando avanço de 6,2% entre os meses de fevereiro e janeiro. Entre os componentes do Came, enquanto a produção doméstica de bens de capital líquida de exportações cresceu 2,9%, a importação de bens de capital registrou forte alta na margem, com expansão de 12,3%.

O indicador de construção civil se manteve praticamente estável em fevereiro, registrando crescimento de 0,1% na série dessazonalizada, resultado este que sucedeu queda de 2,3% no período anterior. Na média móvel trimestral, o setor registrou alta de 1,2%. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos, registrando avanço de 0,2% em fevereiro.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o resultado foi heterogêneo entre os componentes do FBCF. Enquanto o Came registrou alta de 17,3%, a construção civil e o componente outros recuaram 1,9% e 0,5%, respectivamente.

Indicador FBCF fev-18

Acesse aqui a planilha com o Índice Ipea mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (índice 1995=100)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação – fevereiro de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

A partir deste mês de abril, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) passará a divulgar mensalmente o Índice de Custos da Tecnologia da Informação (ICTI), desenvolvido no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica nº 05/2015 com o então Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). A metodologia de cálculo do índice, que tem por objetivo captar a evolução específica dos custos efetivos da área de TI e embasar os reajustes de valores contratuais do governo federal nesta área, pode ser acessada aqui.

Os resultados obtidos (veja análise completa aqui) para o ICTI no período 2014-2018 mostram que os custos efetivos na área de TI têm evoluído de forma bastante distinta da média dos preços na economia, captada por índices gerais como o IGP-M, o IPA-EP e o IPCA.

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 Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



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