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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

Confirmando a piora observada no cenário macroeconômico nos três primeiros meses do ano, o PIB recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais. Essa foi a primeira variação negativa desde o quarto trimestre de 2016, quando a economia deixava para trás a pior recessão de sua história. O crescimento do primeiro trimestre reduziu o carry-over para 2019, que passou de 0,4% para 0,2%. Caso permaneça estagnado nos próximos três trimestres, o PIB fechará o ano com alta de 0,2%.

Além dos dados gerais das Contas Nacionais Trimestrais, esta seção analisa mais detalhadamente o impacto da indústria extrativa no PIB do trimestre e do ano.

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O resultado do PIB confirmou o cenário de recuperação gradual da atividade econômica, já mencionado ao longo de 2018. Se, por um lado, o ritmo de crescimento repetiu o desempenho de 2017, por outro, vale destacar a melhora na sua composição, caracterizada por uma maior contribuição da demanda interna. Embora o setor industrial tenha demonstrado perda de fôlego ao longo dos últimos trimestres, o bom desempenho do consumo das famílias e do FBCF reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar ao longo de 2019.

PIB e componentes de demanda- evolução das taxas de crescimentoPIB - evolução das taxas de crescimento trimestral e dessazonalizado

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

Esta seção mostra que o resultado do PIB reforça o cenário de recuperação gradual da atividade econômica. Embora alguns setores tenham demonstrado alguma perda de fôlego ao longo dos últimos meses, como é o caso da produção industrial, o bom desempenho da demanda interna reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar nos próximos trimestres.

Na comparação interanual, o setor serviços foi o destaque positivo pelo sétimo trimestre consecutivo, adicionando 0,8 p.p. ao crescimento do PIB.

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A alta de 6,6% da FBCF na margem foi bastante influenciada pelos efeitos das alterações no regime aduaneiro Repetro. O carry-over para o crescimento acumulado em 2018 ficou em 4,9%. Entre os componentes, o destaque positivo ficou por conta da demanda por máquinas e equipamentos, que cresceu 36% sobre o terceiro trimestre de 2017.

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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Carta de Conjuntura Nº 39

Por Leonardo Mello de Carvalho

O produto interno bruto (PIB) avançou 0,4% na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais – de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Levando-se em conta esse crescimento trimestral, o carry-over para 2018 ficou em 0,9%, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos três trimestres, o PIB irá registrar alta de 0,9% no ano. Embora a trajetória do produto continue retratando um processo de recuperação cíclica, esse resultado confirma as expectativas em relação a um ritmo menos intenso de crescimento da atividade econômica.

 Ainda com base na comparação dessazonalizada, o consumo das famílias cresceu pelo quinto trimestre consecutivo, registrando alta de 0,5% em relação ao período anterior. Embora a recuperação do mercado de trabalho venha acontecendo de maneira lenta, o impulso proveniente da política monetária, juntamente com a redução do comprometimento da renda das famílias com os serviços da dívida, seguiu estimulando a demanda por crédito. Por sua vez, a formação bruta de capital fixo (FBCF) avançou 0,6% na margem. O resultado voltou a ser explicado exclusivamente pelo bom desempenho dos investimentos em máquinas e equipamentos. Em relação aos setores produtivos, enquanto a indústria e os serviços permaneceram praticamente inertes, ambos com ligeiro avanço de 0,1%, o PIB da agropecuária foi o destaque positivo, registrando alta de 1,4% no primeiro trimestre.

 Na comparação interanual, o PIB desacelerou seu ritmo de crescimento, que caiu de 2,1% no último trimestre de 2017 para 1,2% no primeiro trimestre de 2018. Já a absorção doméstica (demanda interna final + variação de estoques) registrou alta de 1,4% contra o primeiro trimestre de 2017 – pouco menor que a alta de 1,9% observada no trimestre anterior. Ao contrário do que ocorreu na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,9 ponto percentual (p.p.) à taxa trimestral do PIB. Além do desacúmulo de estoques, o resultado do PIB no primeiro trimestre foi influenciado negativamente pelas exportações líquidas. A análise pelo lado dos setores produtivos destaca a contribuição positiva dos serviços, que adicionaram 0,8 p.p. ao resultado do PIB. Em contrapartida, influenciada por uma elevada base de comparação, a agropecuária registrou queda interanual de 2,6%.

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Atividade Econômica: Desempenho do PIB

Carta de Conjuntura nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar bom desempenho no terceiro trimestre de 2017, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado que confere maior solidez à trajetória de recuperação gradual iniciada pela economia no início desse ano. Na comparação com o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, o PIB avançou 0,1%. Essa foi a terceira variação positiva seguida na margem, fato que não ocorria desde 2013. Com esse resultado, o carry-over para 2017 ficou em 1,0%, ou seja, caso permaneça estagnado no último trimestre do ano, o PIB irá registrar alta de 1,0% no ano.

Na comparação interanual, a absorção doméstica registrou alta de 1,2% contra o terceiro trimestre de 2016. Assim como na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,1 p.p. à taxa trimestral do PIB. Além do pequeno desacúmulo de estoques, o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi explicado pela contribuição de 0,3 p.p. das exportações líquidas. Já no acumulado em quatro trimestres, a absorção doméstica apresentou variação nula.

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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Carta de Conjuntura nº 35

Por Leonardo Mello de Carvalho

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) interrompeu uma sequência de oito trimestres de retração, avançando 1% na comparação entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2017. Embora ainda seja prematuro afiançar que a recessão já tenha chegado ao fim, este resultado corrobora a visão de que o pior da crise já passou e que a economia caminha para uma trajetória de recuperação gradual. A melhora nos fundamentos macroeconômicos, traduzida em um cenário com inflação controlada e estoques ajustados, segue permitindo a flexibilização da política monetária, contribuindo para a melhora nos níveis de confiança dos agentes.

 Embora positivos, os resultados refletem um cenário ainda frágil, afetado negativamente pelas adversidades presentes no mercado de trabalho e, mais recentemente, pelo aumento de incerteza política. Corroborando este diagnóstico, o bom desempenho do PIB nos primeiros três meses de 2017 não foi observado em nenhum de seus principais componentes pelo lado da demanda. Todo o crescimento da produção, advindo do ótimo desempenho da agropecuária e de um início de recuperação da indústria, transformou-se em acúmulo de estoques e exportações. Um fator determinante para o desempenho esperado para os próximos trimestres continua sendo que a aprovação de reformas constitucionais melhore o ambiente macroeconômico.

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Decomposição da Taxa de Crescimento do PIB pelo Lado da Demanda: uma Metodologia Alternativa

CARTA DE CONJUNTURA Nº 30

Por José Bruno Fevereiro

As contribuições dos componentes da demanda para crescimento do PIB tradicionalmente utilizadas na análise de conjuntura econômica não fazem distinção entre a demanda que é suprida por bens e serviços produzidos domesticamente da que é atendida por importações. Como consequência, a soma das contribuições ao crescimento do PIB das variáveis de demanda como consumo das famílias, investimento e exportações invariavelmente difere da taxa de crescimento do PIB. Para reconcilia-las, tradicionalmente calcula-se uma contribuição das importações que é descontada da soma das contribuições das variáveis de demanda. Consideramos, no entanto, que esse procedimento é inadequado e acaba muitas vezes levando a uma interpretação equivocada de que as importações reduzem o PIB. Na realidade, esquece-se que, assim como o PIB, as importações são de fato uma variável de oferta. Logo, em uma análise pelo lado da demanda tem-se que o crescimento desta também tende a resultar em um crescimento das importações. Em resumo, ao contrário das intepretações dadas a elas, as contribuições associadas a cada componente da demanda final calculadas na metodologia convencional são, na realidade, contribuições ao crescimento da oferta total, i.e. PIB + importações.

Entendemos que uma análise mais correta do crescimento do PIB pelo lado da demanda deve levar em consideração que o crescimento da demanda final só contribui positivamente para o crescimento do PIB caso esse aumento seja produzido por bens e serviços produzidos domesticamente. Portanto, para o cálculo correto das efetivas contribuições de cada componente da demanda agregada essa Nota Técnica apresenta uma metodologia alternativa em que o conteúdo doméstico e importado de cada componente da demanda final são calculados, a partir das matrizes insumo-produto (MIPs) e das tabelas de recursos e usos, para o período de 2001 a 2015.

Os resultados para 2015 apontam que a queda de -3,8% do PIB pode ser explicada, na realidade, pela contribuição de -1,72 p.p. do consumo das famílias (ao invés de -2,49 p.p. pela metodologia convencional), de -0,13 p.p. do consumo do governo (ao invés de -0,20 p.p.), de -2,72 p.p. da formação bruta de capital fixo (ao invés de -3,82 p.p.) e de 0,73 p.p. das exportações (ao invés de 0,68 p.p.). Outra forma de compreender o que é feito na metodologia proposta é que a contribuição imputada as importações no método convencional (-1,99 p.p. em 2015) é distribuída pelos diferentes componentes da demanda de acordo com os, respectivos, coeficientes de conteúdo importado calculados a partir das MIPs. Em suma, as contribuições menos negativas dos componentes da demanda interna obtidos para 2015 pela metodologia proposta revelam que parte considerável da queda da demanda se deu na demanda por bens e serviços de origem importados.

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