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Atividade Econômica: Desempenho do PIB

Carta de Conjuntura nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar bom desempenho no terceiro trimestre de 2017, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado que confere maior solidez à trajetória de recuperação gradual iniciada pela economia no início desse ano. Na comparação com o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, o PIB avançou 0,1%. Essa foi a terceira variação positiva seguida na margem, fato que não ocorria desde 2013. Com esse resultado, o carry-over para 2017 ficou em 1,0%, ou seja, caso permaneça estagnado no último trimestre do ano, o PIB irá registrar alta de 1,0% no ano.

Na comparação interanual, a absorção doméstica registrou alta de 1,2% contra o terceiro trimestre de 2016. Assim como na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,1 p.p. à taxa trimestral do PIB. Além do pequeno desacúmulo de estoques, o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi explicado pela contribuição de 0,3 p.p. das exportações líquidas. Já no acumulado em quatro trimestres, a absorção doméstica apresentou variação nula.

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Moeda e Crédito

Carta de Conjuntura nº 36

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

As taxas de juros médias das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) demoraram a responder à queda da Selic, mas iniciaram um movimento mais significativo de redução a partir de abril último. A queda nas taxas de cartão de crédito foi, proporcionalmente (23%), bem mais expressiva do que a ocorrida na média das demais categorias de crédito livre (7%). Dados os pesos dos saldos de operações com cartão e ex-cartão na composição do saldo dos recursos livres, 12% e 88%, respectivamente, as contribuições para a queda de aproximadamente 6 pontos porcentuais (p.p.) ocorrida na taxa média dos recursos livres de março a julho foram mais ou menos equivalentes, de aproximadamente 3 p.p. cada (a queda em p.p. dos recursos com cartão foi de 28, e a dos demais, de 3). Foi justamente no mês de abril que entrou em vigor nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre o crédito rotativo no cartão de crédito. Isso sugere que medidas regulatórias podem ter impacto significativo sobre o spread bancário. As novas concessões no rotativo de PF tiveram queda, entre março e julho, de R$ 1,4 bilhão e, no parcelado, cresceram R$ 947 milhões, o que sugere migração de uma categoria para a outra. Como a taxa de juros do crédito parcelado é menor do que a do rotativo – como já ocorria e como exige a portaria –, apenas o efeito composição já levaria à queda na taxa total do cartão, já que uma parte dos recursos migrou de uma taxa mais alta para outra mais baixa.

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Juros em queda

Carta de Conjuntura nº 36

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Em meio às diversas incertezas existentes hoje na economia brasileira, um movimento tem sido inequívoco: a queda dos juros. Neste texto são abordadas as expectativas para as taxas de juros de acordo com cotações de mercado e com o sistema de coleta do Banco Central do Brasil (BCB). Foi nesse contexto de expectativa generalizada de queda dos juros que o Copom reduziu a meta para a Selic na última reunião, em 26/7/2017, de 10,25% para 9,25%. Na ata da reunião, divulgada em 01/8/2017, a autoridade monetária ponderou, como já havia feito no comunicado divulgado logo após a decisão, que a manutenção do ritmo de redução da taxa básica de juros na próxima reunião, marcada para 06 de setembro, dependerá da evolução de diversas variáveis. Mas não está em questão a continuidade da redução, permanecendo esta uma certeza em meio à diversidade de possibilidades para o futuro da economia brasileira.

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Indicador Ipea de FBCF – maio de 2017

Mantendo comportamento volátil, investimentos ganham fôlego no mês de maio

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,6% em maio frente a abril de 2017, na série com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 2,9% inferior ao verificado em maio de 2016. No acumulado do ano, a queda foi de 4,4%, enquanto a variação em 12 meses passou de -6% até o mês de abril para -5,2% até o mês de maio.

O crescimento entre os meses de maio e abril foi explicado pelo bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – trata-se de uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações –, que avançou 2,9% na margem. Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 2,8% em abril, explicando grande parte do bom resultado na comparação dessazonalizada. O volume importado deste tipo de bem também cresceu, mas a uma taxa menor, de 1,3%. Por sua vez, o volume de exportações de bens de capital, que é subtraído da produção doméstica para o cálculo do indicador de Came, retraiu-se 3,2% sobre o mês de abril, na mesma base de comparação.

Já o indicador de construção civil recuou 0,7% em maio, quarta queda seguida na variação mensal com ajuste sazonal. Contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o Came cresceu expressivos 9,9% sobre o mês de maio de 2016, a construção registrou queda de 9,1%.

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Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea mensal de FBCF (índice 1995=100) até maio de 2017



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Visão Geral de Conjuntura

Carta de Conjuntura nº 35

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior, Paulo Mansur Levy e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

A inflação, a economia internacional e as contas externas seguem em trajetórias benignas que ajudam a melhorar o ambiente macroeconômico brasileiro. O fator que claramente inibe uma retomada cíclica mais vigorosa é o problema fiscal. É evidente que a situação crítica das contas públicas não tem como ser resolvida com medidas tradicionais de ajuste de curto prazo, mas é necessário que se vislumbre a factibilidade do ajuste de longo prazo proposto pelo governo. Por isso, a mudança recente do quadro político afeta diretamente o nível de incerteza em relação às projeções macroeconômicas. Na Carta de Conjuntura anterior, trabalhamos com projeções condicionais a um cenário de aprovação mais rápida das reformas estruturais, em especial da reforma da previdência. A agilidade na realização das reformas vislumbrada na edição anterior desta publicação tornou-se, porém, menos provável. Isso implica mudanças importantes em nossas projeções, que, agora, estão condicionadas a um cenário com incerteza mais elevada e, por conseguinte, com maior risco país e com o câmbio em trajetória oposta. Esse aumento da incerteza tem impactos negativos sobre a retomada da economia, com destaque para o comportamento esperado dos investimentos. Como é comum ocorrer em períodos de retomadas cíclicas, esperava-se que os investimentos fossem um dos principais drivers para o crescimento da demanda. Porém, esse componente do PIB é muito sensível ao nível de confiança sobre o desempenho futuro da economia. Como estamos trabalhando nesta edição com um quadro de incerteza mais elevada, nossas projeções passaram a apontar para variações mais modestas para o investimento – que ainda ficariam no terreno negativo neste ano e apresentariam um crescimento mais moderado no ano que vem.

Os dados mensais mais recentes – analisados detalhadamente na seção de Atividade Econômica desta Carta de Conjuntura – corroboram este cenário de retomada mais lenta do crescimento. Mais especificamente, os dados de confiança de junho da FGV já refletem esse aumento da incerteza.

As novas projeções também incorporam os dados mais recentes de atividade econômica, inclusive as Contas Nacionais Trimestrais referentes ao primeiro trimestre de 2017, que não estavam disponíveis quando da elaboração de nossas últimas projeções. Apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ter surpreendido positivamente no primeiro trimestre, este aumento deveu-se fundamentalmente ao avanço do setor agropecuário, ao passo que a recuperação da indústria e dos serviços revelou-se mais lenta do que previsto anteriormente – com repercussões negativas para o crescimento ao longo do ano.

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Atividade Econômica

Carta de Conjuntura nº 35

Por Leonardo Mello de Carvalho

Após o desempenho favorável do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2017, explicado em grande medida pelo excelente resultado da agropecuária, os indicadores relacionados à atividade econômica seguem apresentando melhora, embora num ritmo ainda modesto. Após a queda de 1,6% no primeiro trimestre desse ano, o Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo aponta um crescimento de 0,5% nos investimentos na passagem entre os meses de março e abril. O bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos, que avançou 0,7% nesta mesma base de comparação, também se verificou em outros setores. No mesmo período, o Indicador Ipea de Consumo Aparente de bens industriais avançou 0,6% sobre o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Já em relação ao mês de maio, de acordo com o Indicador Ipea de Produção Industrial, a atividade no setor manufatureiro permaneceu estável.

Se por um lado, o cenário ainda deprimido no mercado trabalho impede uma recuperação mais efetiva da atividade na indústria, por outro, a demanda interna registrou nos últimos meses alguns sinais de melhora. Após registrar crescimento de 1,5% no mês de abril, na comparação dessazonalizada, o Indicador Ipea de Comércio prevê novo avanço das vendas no varejo em maio, que teriam crescido 0,6% na margem. Refletindo esse cenário de transição, que vem caracterizando o final de um longo ciclo recessivo, os indicadores de confiança dos agentes vinham exibindo trajetória ascendente desde meados do início de 2016. Os resultados referentes ao mês de junho, no entanto, já mostram algum arrefecimento, explicado pela piora do cenário político e do consequente aumento de incerteza no ambiente econômico.

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Finanças Públicas Estaduais

Carta de Conjuntura nº 35

Por Mônica Mora, Claudio Hamilton Matos dos Santos, Marco Aurélio Alves de Mendonça e Felipe dos Santos Martins

O desajuste das finanças públicas estaduais foi um tema recorrente nos últimos dois anos. O esforço significativo dos governos estaduais para ajustar suas contas levou a receita primária a decrescer a uma velocidade inferior à despesa primária quando se compara os resultados (anualizados) dos primeiros quadrimestres de 2016 e 2017. Esse processo de ajustamento se refletiu em uma suave tendência de crescimento do seu resultado primário (acumulado nos últimos 12 meses) nos primeiros meses do ano.

Nos próximos dois anos, o ajuste nas finanças públicas subnacionais deve continuar em curso. A LC156 previu que a despesas primárias correntes deverão se manter congeladas em termos reais em 2018 e 2019. Como 2015 e 2016 foram anos de contração da despesa, as unidades da federação que realizaram ajustes mais rigorosos se defrontarão com as despesas no ano-base mais baixas, tornando o ajuste necessário mais rigoroso. O fato de a inflação estar em queda torna ainda mais desafiante a tarefa dos governadores: a inflação sempre foi um instrumento utilizado para facilitar o ajuste fiscal e contornar a rigidez que caracteriza o orçamento dos governos subnacionais, à medida que permite a redução em termos reais das despesas não indexadas à inflação. Como os investimentos não foram contingenciados pela LC 156, se o orçamento permitir, poderá ao menos haver espaço para o aumento desses gastos.

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Demanda interna por bens industriais avança 0,5% em abril

Por Leonardo Mello de Carvalho

O indicador Ipea de consumo aparente (CA) da indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações – registrou alta de 0,5% na comparação entre abril e março, na série com ajuste sazonal (ver tabela). Já na comparação com abril de 2016, a queda de 4,7% interrompeu sequência de quatro meses. Por sua vez, pelo nono período consecutivo, a variação acumulada em 12 meses desacelerou seu ritmo de queda, passando de -4,6% para -4,2%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -3,6%, este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 0,3%, as exportações acumularam alta de 2,2% nos 12 meses terminados em abril de 2017. A melhora gradual observada no desempenho das importações corrobora um cenário mais benigno para a produção industrial.

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Considerando-se o consumo aparente por grandes categorias econômicas, a comparação entre os meses de abril e março, na série dessazonalizada, mostrou um desempenho heterogêneo. Os destaques positivos ficaram por conta das categorias bens de capital e bens intermediários, que avançaram 0,7% e 0,2% na margem, respectivamente. Já o setor de bens de consumo semi e não duráveis registrou queda de 2,6% na margem. Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, a queda foi generalizada, com destaque negativo também para a produção de bens de consumo, com retração de 10% sobre abril de 2016.

Com relação às classes de produção, após alta de 13,3% em março, na comparação com ajuste sazonal, a extrativa mineral voltou a avançar em abril, com crescimento de 4,4%. Já a indústria de transformação manteve-se virtualmente estável, registrando pequena queda de 0,2% na margem. Entre as atividades, verificou-se crescimento em 12 de um total de 22, o que levou o índice de difusão para 55%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente produtos alimentícios, com alta de 2,5% na margem, e máquinas e equipamentos, que registrou expansão de 4,7%. No sentido contrário, o consumo aparente de veículos automotores voltou a contribuir negativamente para o resultado na margem, recuando 0,7% ante o mês de março. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, apenas 9 atividades registraram variação positiva ante abril de 2016, com destaque para a metalurgia (+9,2%). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, cinco setores já apresentam variação positiva até o mês de abril, com destaque para produtos químicos, têxteis e equipamentos de informática, que registraram crescimento de 2,2%, 4,2% e 4,3%, respectivamente.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de abril de 2017



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Demanda interna por bens industriais encerra o primeiro trimestre de 2017 com alta de 0,8%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Consumo Aparente (CA) da indústria – definido como produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações[1] – fechou o primeiro trimestre de 2017 com alta de 0,8% na comparação com o trimestre anterior (dados com ajuste sazonal). O bom desempenho no trimestre ocorreu mesmo com o resultado negativo registrado no mês de março, que indicou recuo de 2,7% sobre fevereiro, ainda na série dessazonalizada (ver tabela). Manteve-se, assim, o padrão de volatilidade dos últimos meses, em que se alternam meses de crescimento com outros de queda, típicos dos estágios iniciais de recuperação. Já na comparação interanual, verificou-se crescimento tanto no mês quanto no trimestre, de  1,6% e 1,9%, respectivamente.

Por sua vez, a variação acumulada em 12 meses voltou a desacelerar seu ritmo de queda, passando de -5,9% para -4,6%. Quando comparado à produção doméstica, medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), cuja taxa ficou em -3,8%, este resultado voltou a indicar um escoamento líquido para o setor externo. Nessa mesma base de comparação, enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 2,4%, as exportações acumularam alta de 3,3% nos 12 meses terminados em fevereiro de 2017. Vale destacar que essa diferença vem se reduzindo ao longo dos últimos meses. Enquanto as importações vêm reduzindo o seu ritmo de queda, as exportações vêm desacelerando suas taxas de crescimento na comparação acumulada em 12 meses.
170511_tabela_indicador_ipea_consumo_aparente_mar_17Todas as grandes categorias econômicas registram desempenho positivo no primeiro trimestre do ano, com exceção do setor de bens de capital, que recuou 0,5% sobre o quarto trimestre de 2016. Já na comparação entre os meses de março e fevereiro, ainda na série dessazonalizada, a queda foi generalizada. Os destaques negativos ficaram por conta das categorias bens de capital e bens de consumo duráveis, que recuaram 2,4% e 8,5% na margem, respectivamente. Por sua vez, o setor de bens intermediários registrou queda de 1,3% na margem. Por outro lado, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com exceção de bens de consumo semi e não duráveis, todas as categorias analisadas apresentaram variação positiva, com destaque para o setor de bens de capital, com alta de 4,2% sobre março de 2016.

Com relação às classes de produção, a extrativa mineral reverteu a forte queda observada no período anterior, avançando 13,7% em março (dados com ajuste sazonal). Ainda assim, encerrou o primeiro trimestre com retração de 12,1% na margem. Já a indústria de transformação registrou queda de 3,4% sobre fevereiro. O resultado no trimestre, todavia, aponta um avanço de 3,4%. Verificou-se crescimento em apenas sete de um total de 22 atividades, o que reduziu o índice de difusão para 32%. Entre as atividades com maior peso, contribuíram positivamente a metalurgia, com alta de 3,6% na margem, e a fabricação de produtos químicos, que registrou expansão de 1,0%.

No sentido contrário, a produção de veículos automotores contribuiu negativamente para o resultado na margem, recuando 7,5% ante o mês de fevereiro. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o grau de disseminação segue aumentando e 14 atividades registraram variação positiva ante março de 2016, com destaque para a fabricação de veículos automotores (+9,0%). Em relação ao resultado acumulado em 12 meses, os setores fabricantes de produtos químicos, têxteis e bebidas já se encontram em terreno positivo, registrando crescimento de 1,5%, 3% e 0,2%, respectivamente.

Acesse aqui a planilha completa com os dados do Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais de março de 2017



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Boletim Mercado de trabalho

A Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea lança hoje o número 62 do Boletim Mercado de trabalho (BMT 62). Esta edição busca apresentar um panorama do funcionamento do mercado de trabalho brasileiro no ano de 2016, comentando a evolução dos seus principais indicadores. Além do texto de análise e do anexo estatístico, que traz recortes mais detalhados das informações que fundamentam a análise, integram também este volume as tradicionais seções Política em Foco, Notas Técnicas e Economia Solidária e Políticas Públicas.

A seção Política em foco do BMT 62 traz três textos com considerações a respeito de como a proposta de reforma da previdência tal como encaminhada pela PEC 287 pode afetar o mercado de trabalho. No primeiro texto, intitulado “Reforma da Previdência e Mercado de Trabalho”, Rogério Nagamine prioriza na sua análise sobre a proposta a questão de se exigir idade mínima também na aposentadoria por tempo de contribuição. O autor procura fundamentar sua posição de que há um exagero nas preocupações manifestadas no debate que apontariam para um trabalhador de mais baixa qualificação como um grupo que seria penalizado com o aspecto por ele analisado. O segundo texto dessa seção é de autoria de Ana Amélia Camarano traz considerações sobre o mesmo tema. O texto intitulado, “Diferenças na Legislação à Aposentadoria entre Homens e Mulheres: Breve Histórico” enfoca, porém, as consequências para as mulheres da introdução de um tempo maior de contribuição. A autora defende que esse aumento fosse feito de forma suavizada no tempo. Por fim, Alexandre Arbex e Marcelo Galiza analisam como as mudanças nas regras da previdência podem afetar o trabalhador rural. No texto intitulado “Reforma da previdência, agricultura familiar e os riscos de desproteção social” os autores procuram mostrar que não houve uma convergência das condições de trabalho no rural e no urbano, que poderia justificar exigências iguais para aposentadoria e o fim da condição de “segurado especial” no meio rural.

Confira o Boletim Mercado de Trabalho n°62



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