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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – abril de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) calculado pelo Ipea apresentou variação de 0,53% no mês de abril, situando-se 0,20 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em março. Essa foi o terceiro maior taxa apurada por este indicador para o mês de abril desde o início da série histórica em 2013.

Nos últimos doze meses, encerrados sem abril, o ICTI registrou alta de 4,74%, mantendo-se em patamar inferior ao apurado pelos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em 12 meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos “pessoal” e “demais despesas operacionais”, cuja contribuição conjunta de 3,6 p.p. respondeu por 76% da variação total apontada pelo indicador. Nota-se que no caso da energia elétrica, embora este grupo tenha apresentado a maior variação dentre todos, o seu peso reduzido na composição do ICTI contribuiu com apenas 0,08 p.p.

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Indicador Ipea Mensal de FBCF – maio de 2019 Investimentos seguem com desempenho positivo no segundo trimestre

Por Leonardo Melo de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 1,3% em maio, em relação a abril de 2019, na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico de 1,9% para o segundo trimestre de 2019. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em maio registrou alta de 1,3%, também na série dessazonalizada. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu o patamar de 13,9%, superior ao verificado em maio de 2018, influenciado parcialmente por uma base de comparação deprimida, resultado da greve dos caminhoneiros. No acumulado em doze meses, os investimentos também aceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,7% para 4,2%.

Ainda na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à sua produção interna líquida das exportações (nacional) acrescida das importações – apresentou avanço de 3,9% em maio. Entre os componentes do Came, enquanto o segmento nacional cresceu 2%, a importação de bens de capital avançou 16,1% na margem, compensando o resultado do período anterior (-11,6%).

O indicador de construção civil, em contrapartida, registrou fraco desempenho em maio, recuando 0,8% na série dessazonalizada. Com isso, o setor encerrou o trimestre terminado em maio com retração de 1,3% ante o período imediatamente anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos em maio, registrando avanço de 0,6% na margem.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o bom desempenho em maio foi generalizado. Influenciados, em parte, por uma base de comparação deprimida, em decorrência dos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio do ano passado, todos os componentes registraram forte variação positiva. O principal destaque foi o Came, que avançou23,7% em relação ao observado em maio de 2018. O componente da construção, por sua vez, registrou alta interanual de 8,7%. Ainda assim, apresentou queda de 0,1% entre o trimestre terminado em maio e o terminado em fevereiro.

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Visão Geral da Conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Paulo Mansur Levy, Francisco Eduardo de L. A. Santos e Leonardo Mello de Carvalho

Esta seção analisa as seguintes questões: o desempenho recente da economia brasileira; algumas razões para o baixo crescimento; simulações de espaço fiscal com o teto dos gastos públicos (com destaque para os gastos com saúde e educação e para os efeitos da Reforma da Previdência); e projeções macroeconômicas 2019/2020 (com destaque para as estimativas de hiato do produto).

Quando se diz que a demanda está fraca, normalmente pensa-se no consumo em primeiro lugar: esse, de fato, desacelerou-se em relação às taxas de crescimento observadas em meados de 2017, quando a recuperação ganhava corpo, mas o crescimento recente tem se mantido positivo, e pode mesmo acelerar com a perspectiva de redução dos preços de alimentos – cuja alta nos primeiros meses de 2019 pode ter “roubado espaço” dos demais bens e serviços nos orçamentos das famílias, especialmente as de renda mais baixa. Argumenta-se também que o consumo está fraco devido ao elevado desemprego, o que é verdade, mas não ajuda muito a compreender a dinâmica da economia na medida em que a taxa de desemprego, assim como o consumo, são variáveis endógenas. Medidas localizadas, como a liberação parcial dos saldos de contas do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), podem estimular o consumo – e tiveram papel no segundo trimestre de 2017 nesse sentido –, mas o choque que pode tirar a economia do ciclo vicioso em que se encontra deve vir das expectativas, isto é, do aumento da confiança, começando pelo equacionamento do problema fiscal.

Nesse contexto, o aumento da confiança é justamente a base de nossos modelos de previsão, que apontam para uma aceleração do crescimento, em 2020, para 2,5%. Além disso, assumimos que a taxa de juros básica será reduzida a partir do segundo semestre de 2019 e que, em conjunto com a melhora nos índices de confiança, contribuirá para um ambiente econômico que induza mais investimentos e consumo. Segundo os mesmos modelos, o crescimento em 2019 será de 0,8%. Para o segundo trimestre de 2019, estimamos um crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior.

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Mercado de Trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique L. Corseuil, Lauro R. A. Ramos e Sandro Sacchet de Carvalho

Os dados mais recentes mostram que, apesar de alguns indicativos de uma dinâmica recente mais favorável (com geração de empregos apesar dos indicadores ruins de atividade econômica), o mercado de trabalho brasileiro segue bastante deteriorado, permeado por altos contingentes de desocupados, desalentados e subocupados. No que diz respeito à desocupação, nota-se que vem crescendo o número de desempregados que estão nesta situação há mais de dois anos. Se, no primeiro trimestre de 2015, 17,4% dos desocupados estavam nessa situação, no mesmo período de 2019, essa porcentagem avançou para 24,8%, o que corresponde a 3,3 milhões de pessoas. A desagregação dessas informações, feita com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, mostra que, no primeiro trimestre de 2019, a proporção de desempregados há mais de dois anos era maior entre as mulheres (28,8%), entre os adultos com mais de 40 anos (27,3%) e entre os trabalhadores com ensino médio completo (27,4%). Entretanto a análise dinâmica dos dados revela que, na comparação com o primeiro trimestre de 2015, os grupos que apresentaram maior incremento nas suas populações desocupadas há mais de dois anos foram os homens, os trabalhadores mais jovens e os com ensino médio completo, cujas proporções saltaram de 11,3%, 15% e 18,5%, respectivamente, para 20,3%, 23,6% e 27,4%, no período em questão. No caso dos trabalhadores mais jovens, esse resultado acaba por corroborar um cenário de emprego ainda mais adverso, que combina desemprego elevado (27,3%), baixo crescimento da ocupação (0,4%) e queda de rendimento real (-0,8%).

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Boletim de Expectativas – Maio de 2019

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim apresenta as expectativas de mercado para diversas variáveis como se apresentavam em 17 de maio de 2019, comparando-as com as datas de referência das suas duas últimas edições: 29 de março e 22 de fevereiro também deste ano.1 As previsões de crescimento do produto interno bruto (PIB) em 2019 vêm passando por seguidas revisões e caíram de 2,5% em fevereiro para 1,3% em maio. A inflação esperada em doze meses caiu da vizinhança de 4,0% para 3,4%, tomando-se a média de três fontes. A mediana das expectativas do Focus para a taxa Selic a prevê estável até, pelo menos, julho do ano que vem, enquanto a média das previsões da mesma fonte capta a possibilidade de redução ainda em 2019. A taxa de juros real ex ante vem subindo um pouco e, em 17 de maio, estava em 2,9%. O texto também traz projeções para variáveis fiscais e a taxa de câmbio, que não têm sofrido alterações significativas. Esta edição introduz projeções para receita líquida e despesa do governo central, que compreende Tesouro Nacional, BCB e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), coletadas na pesquisa Prisma Fiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE/ME). A última vez que as receitas superaram as despesas foi em 2013 (18,7% do PIB versus 17,3%) e novo superavit só é esperado em 2022, resultado da combinação de queda nas despesas e elevação nas receitas.

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Inflação

Por ​Maria Andreia Parente Lameiras

As projeções feitas pelo Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea foram revisadas e indicam que a inflação medida pelo IPCA deve encerrar 2019 em 4,08%, um pouco maior que a estimada na Carta de Conjuntura nº 42 (3,85%), de março deste ano, mas ainda abaixo da meta (4,25%). Na comparação com a estimativa anterior, o novo cenário projetado prevê uma piora na inflação de alimentos e monitorados, cujos efeitos sobre o IPCA serão, em parte, atenuados por um desempenho mais favorável dos bens e serviços. No caso dos alimentos, o aumento já verificado no primeiro quadrimestre do ano e uma da taxa de câmbio mais alta​ elevaram a projeção de inflação deste segmento de 5,4% para 7,0%. Assim como ocorre com os alimentos, o comportamento do câmbio, aliado a uma revisão para cima no preço do barril de petróleo,  alterou a projeção de preços monitorados de 4,9% para 5,5%, mesmo em um cenário com reajustes menores das tarifas de energia elétrica. Por sua vez, a piora recente da atividade econômica reduziu as nossas projeções para a inflação de bens livres, exceto alimentos, de 1,7% para 1,2%, e para o setor de serviços, excluindo educação, de 3,7% para​ 3,5%.

A alta do grupo alimentação vem gerando uma aceleração ainda mais intensa do custo de vida para as camadas mais pobres – como mostra o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. No primeiro quadrimestre de 2019, enquanto a faixa de renda mais baixa apresenta uma taxa de inflação acumulada de 2,31%, a de renda mais alta registra variação de 2,06%.​

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – março de 2019

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,73% no mês de março, situando-se 0,07 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em fevereiro passado. Na comparação interanual, o índice apontou um incremento de 0,60 p.p., tendo em vista que este resultado observado em 2019 constitui-se no segundo maior valor deste indicador para o mês de março desde que a série começou a ser calculada, em 2013.

Nos últimos doze meses, o ICTI apresentou uma variação acumulada de 4,36%, permanecendo abaixo do registrado pelos demais índices de inflação do país, tais como: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), conforme a tabela 1.

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Na desagregação do ICTI, pelos grupos de serviços que o compõem, nota-se que os maiores impactos vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, que juntos contribuíram com 3,18 p.p., sendo responsáveis por 73% de toda a variação do índice no período. No caso da energia elétrica, observa-se que, embora este setor apresente a maior taxa de inflação em doze meses (14,7%), o peso relativamente pequeno deste segmento acabou por impactar o ICTI em apenas 0,09 p.p.

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Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Economia mundial

Por Paulo Mansur Levy

O final de 2018 e os meses iniciais de 2019 caracterizaram-se por um aumento de incertezas e uma perda de dinamismo da economia mundial. As principais fontes de incerteza são: i) a desaceleração do comércio internacional, em parte associada a conflitos comerciais, em particular entre Estados Unidos e China; ii) questões políticas, com destaque para a até agora tumultuada perspectiva de saída (Brexit) do Reino Unido da União Europeia (UE); e iii) questões econômicas, associadas às perspectivas de crescimento nos Estados Unidos e ao risco de uma recessão na Europa, especialmente na Alemanha e na Itália. Na China, uma redução do ritmo de crescimento mais acentuada, que a já embutida nas projeções, permanece como um risco relevante para a economia global, não obstante as medidas fiscais e monetárias de estímulo que vêm sendo adotadas.

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Visão Geral de Conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Paulo Mansur Levy, Francisco Eduardo de L. A. Santos e Leonardo Mello de Carvalho

Tendo como base um cenário em que a reforma da previdência seja aprovada com impacto relevante sobre a confiança dos empresários e consumidores já no segundo semestre deste ano, projetamos a aceleração do crescimento trimestral ao longo do ano, condição necessária para atingir o crescimento anual esperado de 2,0%. Ainda assim, a inflação deverá se manter abaixo da meta, fechando o ano em 3,85%.

Nesse cenário, a expectativa é que a redução das incertezas permitirá um avanço maior dos investimentos e abrirá espaço para uma queda maior do desemprego no ano que vem, favorecendo uma dinâmica mais positiva do consumo. Tais fatores, aliados a uma agenda de medidas de caráter microeconômico como a oferta de concessões via parceiras público-privadas, melhoras nos marcos regulatórios e medidas de racionalização no mercado de crédito, potencializarão os benefícios via aumentos de produtividade e criarão um ciclo virtuoso que propiciará um cresci-mento maior em 2020, mais próximo de 3,0%.

O cenário alternativo, de continuidade do desequilíbrio estrutural das contas públi-cas em função do crescimento explosivo dos gastos com transferências de renda, poderia levar o país a enfrentar uma nova piora de expectativas e, até mesmo, uma nova recessão. Considerando que o mercado de trabalho ainda se encontra em situação ruim (desemprego elevado e baixa da qualidade do emprego) e que os governos subnacionais apresentam, em muitos casos, quadros críticos de falta de recursos para serviços públicos essenciais, uma nova recessão poderia ter efeitos muito negativos sobre o país. Aliás, a reforma da previdência teria também efeitos diretos importantes sobre as finanças dos estados e municípios. CC42_Visão Geral_Tabela 3

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Veja também, nesta seção, uma análise sobre a política fiscal, o teto dos gastos e a reforma da previdência.

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Atividade econômica: Indicadores mensais

Por Leonardo Mello de Carvalho

De modo generalizado, o nível de atividade desacelerou no final do ano passado. Os primeiros meses de 2019 não indicam que cenário tenha sofrido alterações significativas. Enquanto as informações provenientes da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam recuo de 0,8% em janeiro, na comparação dessazonalizada, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), também do IBGE, calcula um crescimento de 1% das vendas no varejo no mesmo período. Apesar do novo recuo da produção manufatureira, a demanda interna por bens industriais no segmento da transformação avançou 0,5% na margem. Portanto, a demanda interna mostra desempenho melhor que a produção industrial, como ocorrera no ano passado.Por sua vez, segundo o Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta do Capital Fixo (FBCF), os investimentos cresceram 1,3% no primeiro mês do ano, impulsionados novamente pela importação de plataformas de petróleo – sem essas operações, teria havido uma queda. Em relação ao mês de fevereiro, com as informações disponíveis até o momento, a Diretoria de Estudos e Pesquisas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea estima que a produção industrial tenha avançado 1,5% na margem, enquanto as vendas no comércio teriam recuado 2% ante o mês de janeiro. Em relação às perspectivas para os próximos meses, o balanço de riscos associado à trajetória da atividade econômica sugere um ritmo de crescimento ainda lento. Embora a melhora em alguns fundamentos continue dando sustentação para uma recuperação da demanda agregada, outros fatores tendem a retardar o ritmo de crescimento da economia. Além disso, a aprovação da reforma da previdência continua sendo condição necessária para a aceleração dos investimentos por meio da redução dos níveis de incerteza, e aumento da confiança.

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