Arquivos da categoria: Inflação

Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – agosto de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,38% no mês de agosto, ou seja, 0,03 ponto percentual (p.p.) abaixo do observado em julho. Em relação aos anos anteriores, o ICTI apontou a segunda menor taxa para um mês de agosto desde o início da série histórica em 2013.

Nos últimos doze meses, o ICTI registra variação acumulada de 5,26%, mantendo-se em patamar superior ao observado tanto nos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – quanto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 4,91 p.p. respondeu por 93% da variação total apontada pelo indicador.

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Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Inflação por faixa de renda – agosto/2019 Em agosto, inflação dos mais pobres foi de 0,12%, contra 0,08% das famílias de maior poder aquisitivo

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em agosto, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, refletindo um quadro deflacionário ainda mais intenso dos alimentos e transportes. Observa-se, no entanto, que, na desagregação por classes de renda, a inflação das famílias mais pobres (0,12%) registrou alta maior que a das faixas de renda mais alta (0,08%), influenciada, sobretudo, pelo aumento do grupo habitação. De fato, a análise da inflação dos mais pobres mostra que, se por um lado, a queda nos preços dos tubérculos (-10,7%), das verduras (-6,5%), das carnes (-0,75%) e dos leites e derivados (-0,30%) constituíram-se nos principais pontos de alívio do grupo alimentação, por outro, as altas de itens de grande peso na cesta de consumo desse segmento, como energia elétrica (3,85%), aluguel (0,63%) e taxa de água e esgoto (1,34%), geraram um forte impacto sobre o grupo habitação (tabela 2). Em contrapartida, embora o efeito da queda dos preços dos alimentos tenha sido menor na inflação das faixas de renda mais alta, não só o reajuste das tarifas de energia pesou menos no orçamento dessa classe, mas também a deflação de 15,7% das passagens aéreas possibilitou uma contribuição ainda mais favorável do grupo transportes, implicando um alívio adicional sobre a inflação dessas famílias.

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Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de ago./2019

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – julho de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,41% no mês de julho, 0,15 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em junho. Esse foi o terceiro maior nível para um mês de julho desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado em doze meses, o ICTI apresentou alta de 5,03%, ficando abaixo dos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – e acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 4,56 p.p. respondeu por 91% da variação total apontada pelo indicador.

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Inflação

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Ao contrário do verificado no primeiro trimestre do ano, os principais índices de preços mostram que, nos últimos meses, a inflação brasileira não apenas reverteu sua trajetória de aceleração, como também vem apresentando sinais de arrefecimento maior do que se esperava. A recente desaceleração da alta dos alimentos e o comportamento mais benevolente dos preços administrados contribuíram para um significativo recuo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula apenas 3,2% em doze meses, até julho. Com essa melhora do quadro atual, a projeção do Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea para o IPCA de 2019 passou de 3,9% (projeção feita em junho, na edição anterior da Carta de Conjuntura) para 3,75%.

Dentro desse contexto de alívio inflacionário, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda também aponta um recuo da inflação em doze meses para todas as faixas pesquisadas. No entanto, essa queda vem ocorrendo mais significativamente entre as famílias de maior poder aquisitivo. De fato, embora em desaceleração, os preços dos alimentos e as tarifas de ônibus – dois itens de grande peso na inflação dos mais pobres – ainda apresentam variação relativamente alta no período, com taxas de 4,7% e 6,8%, respectivamente. Todavia, a deflação de 2,8% dos combustíveis, no acumulado em doze meses, vem contribuindo para uma desaceleração inflacionária um pouco maior para as classes de renda mais alta. No acumulado até julho, enquanto a inflação da faixa de renda mais baixa aponta alta de 3,4%, a das camadas mais ricas encontra-se em patamar levemente inferior (3,2%).

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – junho de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,56% no mês de junho, situando-se 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em maio. Na comparação com os mesmos períodos dos anos anteriores, este resultado representa a segunda maior taxa para um mês de junho desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado em doze meses, o ICTI apresenta alta de 4,65%, permanecendo em patamar inferior ao registrado pelos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) –, mas acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação dos grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, nos últimos doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 3,99 p.p. respondeu por 86% da variação total apontada pelo indicador.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – maio de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em maio, o Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, registrou variação de 0,44%, recuando 0,09 ponto percentual (p.p.) em relação ao observado em abril.  Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a taxa em maio de 2019 ficou 0,02 p.p. acima da apontada em 2018.

Com a incorporação desse resultado, no acumulado em doze meses, o ICTI acelerou levemente, passando de 4,74% em abril para 4,76% em maio. Nota-se que, mesmo diante desse pequeno incremento, nos últimos doze meses, a variação acumulada do ICTI mantem-se abaixo dos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP). Entretanto, na comparação com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), nota-se uma alta um pouco mais acentuada do ICTI (tabela 1).

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Ao analisar de forma desagregada os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, nos últimos doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 3,79 p.p. respondeu por 80% da variação total apontada pelo indicador. Nota-se que, no caso da energia elétrica, embora este grupo tenha apresentado a maior variação entre todos os segmentos, o seu peso reduzido na composição do ICTI contribuiu com apenas 0,07 p.p.

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Inflação por faixa de renda – junho/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em junho, pelo terceiro mês consecutivo, desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para as de renda mais baixa, que, beneficiadas sobretudo pelo comportamento do grupo alimentos e bebidas, apontaram a primeira deflação desde novembro de 2018 (tabela 1). Embora menos generalizada e com intensidade inferior à observada em maio, a queda no preço dos alimentos, notadamente de itens importantes como cereais (-4,5%), frutas (-6,1%) e massas e farinhas (-0,75%), foi o maior fator de alívio inflacionário para as famílias mais pobres, sendo o principal responsável pelas deflações de 0,03% e 0,02% apresentadas pelas faixas de renda muito baixa e baixa, em junho, respectivamente. Ainda que em menor proporção, os recuos nas tarifas de energia elétrica (-1,1%), do gás de botijão (-0,48%) e da gasolina (-2,0%) também impactaram negativamente a inflação dos mais pobres, gerando contribuições negativas de 0,01 ponto percentual (p.p.) dos grupos habitação e transportes, anulando, inclusive, as altas de 0,38%, 1,6% e 0,39% dos preços dos aluguéis e das tarifas de água e esgoto e ônibus urbano, respectivamente. Em contrapartida, a forte alta de 1,5% nos preços dos artigos de higiene pessoal fez com que o grupo saúde e cuidados pessoais gerasse uma contribuição de 0,06 p.p. para a inflação, o que impediu uma deflação mais expressiva para as famílias mais pobres.

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Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de jun./2019

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – abril de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) calculado pelo Ipea apresentou variação de 0,53% no mês de abril, situando-se 0,20 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em março. Essa foi o terceiro maior taxa apurada por este indicador para o mês de abril desde o início da série histórica em 2013.

Nos últimos doze meses, encerrados sem abril, o ICTI registrou alta de 4,74%, mantendo-se em patamar inferior ao apurado pelos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em 12 meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos “pessoal” e “demais despesas operacionais”, cuja contribuição conjunta de 3,6 p.p. respondeu por 76% da variação total apontada pelo indicador. Nota-se que no caso da energia elétrica, embora este grupo tenha apresentado a maior variação dentre todos, o seu peso reduzido na composição do ICTI contribuiu com apenas 0,08 p.p.

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Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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Inflação por faixa de renda – maio/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Em maio, pelo segundo mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para a classe de renda mais baixa. Assim como ocorrido em abril, o arrefecimento da inflação das famílias mais pobres veio da melhora no comportamento dos alimentos, tendo em vista que, em maio, dos dezesseis subgrupos que compõem o segmento alimentação no domicílio, dez apresentaram deflação. Adicionalmente, deve-se registrar que as maiores quedas dos preços dos alimentos ocorreram em itens de grande peso no consumo das classes de menor renda, como cereais (-5,0%), tubérculos (-7,3%), hortaliças (-4,6%) e frutas (-2,9%), o que fez com que o grupo alimentação apresentasse uma contribuição negativa de 0,19 ponto percentual (p.p.) para a inflação do extrato mais pobre da população (tabela 2). Essa trajetória benigna dos alimentos ajudou, inclusive, a anular, pelo menos em parte, os efeitos da alta nos preços da energia elétrica (2,2%), do gás de botijão (1,4%) e dos produtos farmacêuticos (0,82%), que geraram contribuições de 0,19 p.p. e 0,06 p.p. para os grupos habitação e saúde e despesas pessoais, respectivamente.

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Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de maio/2019

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Inflação

Por ​Maria Andreia Parente Lameiras

As projeções feitas pelo Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea foram revisadas e indicam que a inflação medida pelo IPCA deve encerrar 2019 em 4,08%, um pouco maior que a estimada na Carta de Conjuntura nº 42 (3,85%), de março deste ano, mas ainda abaixo da meta (4,25%). Na comparação com a estimativa anterior, o novo cenário projetado prevê uma piora na inflação de alimentos e monitorados, cujos efeitos sobre o IPCA serão, em parte, atenuados por um desempenho mais favorável dos bens e serviços. No caso dos alimentos, o aumento já verificado no primeiro quadrimestre do ano e uma da taxa de câmbio mais alta​ elevaram a projeção de inflação deste segmento de 5,4% para 7,0%. Assim como ocorre com os alimentos, o comportamento do câmbio, aliado a uma revisão para cima no preço do barril de petróleo,  alterou a projeção de preços monitorados de 4,9% para 5,5%, mesmo em um cenário com reajustes menores das tarifas de energia elétrica. Por sua vez, a piora recente da atividade econômica reduziu as nossas projeções para a inflação de bens livres, exceto alimentos, de 1,7% para 1,2%, e para o setor de serviços, excluindo educação, de 3,7% para​ 3,5%.

A alta do grupo alimentação vem gerando uma aceleração ainda mais intensa do custo de vida para as camadas mais pobres – como mostra o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. No primeiro quadrimestre de 2019, enquanto a faixa de renda mais baixa apresenta uma taxa de inflação acumulada de 2,31%, a de renda mais alta registra variação de 2,06%.​

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