Arquivos da categoria: Inflação

Inflação por Faixa de Renda – Agosto/2018

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em agosto, embora tenha ocorrido uma deflação em todas as classes, a queda da inflação apresentada pelas famílias de renda mais baixa (-0,12%) foi duas vezes maior que a observada na faixa de renda mais alta (-0,06%). Este alívio mais intenso da inflação das famílias mais pobres foi possibilitado, mais uma vez, pela deflação nos preços dos alimentos no domicílio, em especial de itens importantes na cesta de consumo desse segmento, como: tubérculos (-9,7%), carnes (-1,5%), leites e derivados (-1,3%) e aves e ovos (-1,3%). Adicionalmente, a queda no preço do gás de botijão (-1,0%) ajudou a intensificar este processo de deflação. Na outra ponta, a inflação das famílias de renda mais alta também se beneficiou da queda dos preços dos alimentos, porém em menor escala. Apesar do recuo nos preços da gasolina (-1,5%) e das passagens aéreas (-26,1%), a deflação deste segmento de renda foi contrabalançada pela alta das tarifas de gás encanado (1,2%), do plano de saúde (0,8%) e dos cursos diversos (0,5%).

Inflação por renda_ago-18_grafico

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com a série completa das taxas mensais de inflação por faixa de renda



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação – Julho de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) do mês de julho apresentou variação de 0,04% e ficou 0,63 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% registrada em junho. Esse foi o menor nível para um mês de julho desde o início da série histórica em 2013.

Na ótica dos últimos doze meses, o ICTI apresentou um acumulado de 4,45%. Comparativamente, ele se situa próximo ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e abaixo dos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV), enquanto, no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela1_julho2018Entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, energia elétrica continuou apresentando a maior variação no acumulado de doze meses até julho de 2018, com incremento de 18,02%. Material de consumo e depreciação e amortização tiveram variação próxima a zero e o grupo de demais despesas operacionais manteve a trajetória de aceleração, fechando em 8,26%. Os outros grupos vieram com altas variando entre 0,38% e 4,78%, conforme pode ser observado na tabela 2. O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo pessoal, que foi responsável por 2,30 p.p.

Tabela2_julho2018

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação

Por Maria Andréia P. Lameiras

Após acelerar fortemente em junho, a inflação brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a registar variação mais amena em julho, ratificando a expectativa, para o restante do ano, de um cenário inflacionário ainda bem-comportado, com taxas acumuladas em doze meses abaixo da meta de 4,5%. No acumulado do ano até julho, a alta nos preços dos alimentos (3,5%), combinada ao forte reajuste nas tarifas de energia elétrica (13,8%), vem reduzindo a diferença entre as taxas de inflação por faixa de renda. Enquanto, no acumulado em doze meses, a inflação das classes mais pobres (3,5%) ainda se mantém bem abaixo da observada nas camadas de renda mais elevada (5,2%), no acumulado do ano, este diferencial já é bem menor – das famílias de renda mais baixa foi de 2,8%, ou seja, apenas 0,4 ponto percentual (p.p.) menor que a registrada na faixa de maior renda (3,2%).

180821_tabela_03_cc_40_inflacao

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação – Junho de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) do mês de junho apresentou variação de 0,67%, ficando 0,38 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,29% registrada no mesmo mês do ano anterior. Esse foi o maior nível para um mês de junho desde o início da série histórica em 2013.

Na ótica dos últimos doze meses, o ICTI manteve a trajetória de aceleração registrada em maio e apresentou um acumulado de 4,83%. Na comparação do acumulado de doze meses, o ICTI se situa acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e abaixo dos índices amplos de preços da Fundação Getulio Vargas (FGV), enquanto no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela1_junho2018

Entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, energia elétrica apresentou a maior variação na comparação entre doze meses até junho de 2018, e o mesmo período acumulado até maio de 2017, com incremento de 18,78%. Material de consumo e depreciação e amortização, responsáveis por aproximadamente 17% do ICTI, tiveram deflação. Já os demais grupos vieram com altas variando entre 0,28% e 6,94%, conforme pode ser observado na tabela 2.

O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo pessoal, que foi responsável por 2,99 p.p., seguido de demais despesas operacionais, com 1,25 p.p.

Tabela2_junho2018

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI

 

 



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por Faixa de Renda – Junho/2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, em junho, o impacto da greve dos caminhoneiros sobre os preços dos alimentos penalizou, sobretudo, a inflação das classes mais pobres da população – veja aqui a análise completa do indicador. Segundo os dados descritos na tabela 1, a inflação das famílias com menor poder aquisitivo apresentou alta de 1,5%, ou seja, mais que o triplo da observada em maio. No caso das famílias mais ricas, nota-se que, embora também aponte aceleração em junho, a inflação desta faixa foi a que registrou menor valor (1,03%).

180710_tabela_01_indicador

Acesse aqui a planilha com a Taxa mensal de Inflação por faixa de renda – junho de 2018



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação – Maio de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) do mês de maio deste ano registrou alta de 0,42%, acima do resultado do mesmo mês do ano anterior, que foi de 0,32%, e o maior nível para um mês de maio desde 2016.

Em doze meses até maio, o ICTI alterou sua trajetória de desaceleração observada no primeiro quadrimestre do ano, e apresentou um acumulado de 4,43%. Na comparação do acumulado de doze meses, o ICTI se situa acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), e abaixo do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) , enquanto no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela1_maio2018

Entre os oito grupos que compõem o ICTI, pessoal apresentou a maior variação na comparação entre doze meses até maio de 2018, e o mesmo período acumulado até maio de 2017, com variação de 7,05%. Material de consumo e depreciação e amortização, responsáveis por aproximadamente 17% do ICTI, tiveram deflação. Já os demais grupos vieram com altas variando entre 0,37% e 4,76%, conforme pode ser observado na tabela 2.

O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo pessoal, que foi responsável por 3,39 p.p., seguido de demais despesas operacionais, com 0,77 p.p.

Tabela 2_maio2018

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por Faixa de Renda – maio de 2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, em maio, ao contrário do que vinha ocorrendo no período recente, houve uma maior pressão inflacionária nas classes mais pobres da população brasileira – veja aqui a análise completa do indicador. Segundo a tabela 1, observa-se que, enquanto a inflação das famílias com menor poder aquisitivo registrou alta de 0,41%, a variação dos preços dos bens e serviços consumidos pela parcela mais rica da população foi de 0,38%. Essa taxa de inflação maior para as classes mais baixas, em maio, é explicada pela piora no comportamento dos preços dos alimentos – especialmente, tubérculos, legumes, verduras e derivados de trigo – e da energia elétrica, já que parcela relevante do orçamento dessas famílias é destinada à compra destes itens. A inflação das classes mais elevadas foi pressionada, sobretudo, pela aceleração nos preços dos combustíveis, com grande impacto no grupo transportes (tabela 2).

180611_inflacao_por_renda_mai_18_tabelas

Acesse aqui a planilha com a Taxa mensal de Inflação por faixa de renda – maio de 2018



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação – abril de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Indicador Ipea de Índice de Custo da Tecnologia da Informação do mês de abril registrou alta de 0,16%, abaixo do resultado do mesmo mês do ano anterior, que foi de 0,34%, e o menor nível para um mês de abril desde 2014.

Em doze meses até abril, o ICTI manteve sua trajetória de desaceleração e apresentou o menor resultado acumulado desde abril de 2015. Na comparação do acumulado de doze meses, o ICTI se situa acima dos demais índices; no entanto, observa-se que, no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os analisados, como mostra a tabela 1.

Tabela 1_abr2018

Entre os oito grupos que compõem o índice, energia elétrica apresentou a maior variação na comparação entre doze meses até abril de 2018, com variação de 9,45%. Material de consumo e depreciação e amortização, responsáveis por aproximadamente 17% do ICTI, tiveram deflação. Já os demais grupos vieram com altas variando entre 0,30% e 7,89%, conforme pode ser observado na tabela 2.

Tabela 2_abr2018

O maior impacto no ICTI ocorreu pelo grupo pessoal, que foi responsável por 3,79 p.p., seguido de serviços profissionais e outros, com 0,61 p.p. Os impactos negativos vieram de material de consumo, com -0,40 p.p. e depreciação e amortização, com -0,09 p.p.

Acesse aqui a planilha com a série completa do ICTI



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação

Carta de Conjuntura Nº 39

Por Maria Andréia Parente Lameiras

A inflação brasileira continua apresentando uma trajetória decrescente no período recente, registrando taxas de variação em doze meses abaixo de 3,0%. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), nos últimos doze meses encerrados em maio, a inflação acumulada registra alta de 2,7%. Já no acumulado do ano, a variação de 1,2%, apontada pelo índice, se constitui no melhor resultado para o período desde a implementação do Plano Real. Em que pese a expectativa de manutenção deste ambiente favorável, o cenário de inflação para o restante do ano vem se modificando, dado o surgimento de uma nova combinação entre pontos de pressão e alívio inflacionário. Se, por um lado, a reversão da trajetória dos preços dos alimentos – com deflação de 4,7% em doze meses, até maio, medida pelo IPCA-15 – já é mais do que esperada, devido à menor safra brasileira em 2018, por outro lado, os problemas na produção de grãos na Argentina e nos Estados Unidos devem pressionar os preços das commodities agrícolas gerando focos de pressão adicionais sobre os preços dos alimentos. De modo similar, a previsão de continuidade na trajetória de alta do petróleo certamente poderá implicar novos reajustes de combustíveis, gerando um impacto sobre os preços administrados (gasolina) e livres (indústria química e aumentos de frete). Adicionalmente, a desvalorização cambial de aproximadamente 15%, verificada ao longo do ano, exercerá novos impactos de alta sobre os índices de preços no país. Entretanto, o balanço de riscos mostra que a expectativa de um crescimento menor que o projetado inicialmente do nível de atividade em 2018, a continuidade de níveis elevados de ociosidade da economia e a lenta retomada do mercado de trabalho devem atenuar uma alta de preços mais significativa, principalmente no setor de serviços.

CC39_Inflação_gráficos 2 e 3

CC39_Inflação_gráfico 7

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por Faixa de Renda – Abril/2018

Por Maria Andréia Parente Lameiras

 O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de abril mostra que,  ao contrário dos meses anteriores, as taxas de inflação se mantiveram muito próximas independentemente da classe de renda, refletindo aumentos que impactaram tanto os mais pobres (ônibus urbano, medicamentos) quanto os mais ricos (gasolina, plano de saúde), veja aqui a análise completa dos resultados. Entretanto, no acumulado do ano até abril, enquanto a inflação das famílias com menor poder aquisitivo registrou alta de apenas 0,56%, a variação dos preços dos bens e serviços consumidos pela parcela mais rica da população foi de 1,34%.

Inflação por renda_abr-18_tabela 1

Inflação por renda_abr-18_tabela 2

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com as taxas mensais de Inflação por faixa de renda



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------