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Inflação por faixa de renda – dezembro/2019

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou, em dezembro, forte aceleração em todas as classes pesquisadas, destacando-se uma pressão inflacionária mais intensa para as famílias com menor poder aquisitivo (1,19%) relativamente à observada no segmento mais rico da população (0,99%). Na abertura por grupos, os dados mostram que o aumento de 4,69% nos preços dos alimentos no domicílio foi o principal responsável pelo incremento inflacionário das famílias mais pobres, ao passo que a alta de 1,54% dos transportes é apontada como o principal foco de pressão sobre a inflação da classe mais abastada.

Tabela 1

Com a incorporação do resultado de dezembro, a inflação encerrou 2019 acima do que foi registrado nos dois anos anteriores, independentemente da classe pesquisada. Deve-se pontuar ainda que, mantendo-se a trajetória dos últimos anos, a inflação das famílias de renda mais baixa vem se mantendo em patamar ligeiramente superior ao observado nas classes de maior poder aquisitivo. Em 2019, enquanto a inflação da classe mais pobre da população ficou em 4,4%, a alta registrada no estrato de renda mais alta foi de 4,2%.

Grafico 3

Veja texto completo sobre o resultado de novembro

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – outubro de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) calculado pelo Ipea apresentou variação de 0,26% no mês de outubro, situando-se 0,27 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em setembro. Esse foi o menor nível deste indicador para o mês de outubro desde 2014. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda observada foi de 0,25 p.p.

Com a incorporação desse resultado, nos últimos doze meses, o ICTI aponta variação de 5,30%, mantendo-se em patamar bem acima dos registrados tanto nos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – quanto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 9,6% foi responsável por aproximadamente 88% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento demais despesas operacionais também afetou positivamente o ICTI, com contribuições de 0,57 p.p. No sentido contrário, a queda de 2,0% nos preços dos materiais de consumo, verificada entre novembro de 2018 e outubro de 2019, vem gerando um alívio sobre o indicador.

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Inflação por Faixa de Renda – Novembro/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou, em novembro, o segundo avanço consecutivo, na margem, em todas as classes pesquisadas. A análise desagregada, por segmentos de renda, no entanto, mostra que essa pressão inflacionária foi mais intensa para as famílias de menor poder aquisitivo (0,54%), quando comparadas às de renda mais alta (0,43%), repercutindo os reajustes dos grupos alimentação e habitação.

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Por certo, a alta de 8,1% das carnes em novembro contribuiu com 0,28 ponto percentual (p.p.) para a inflação das classes mais baixas, anulando, inclusive, o alívio inflacionário vindo da queda de 12,2% nos preços dos tubérculos. Adicionalmente, o reajuste de 2,2% das tarifas de energia elétrica – repercutindo a mudança da bandeira tarifária de verde para amarela – gerou uma contribuição de 0,12 p.p. para a inflação desse segmento. Ou seja, apenas os aumentos registrados nestes dois itens – carnes e energia elétrica – explicam mais de 70% de toda a alta inflacionária observada nesse segmento de renda. No caso das famílias mais ricas, embora o reajuste das carnes e da energia também tenha pressionado suas taxas de inflação, o menor peso desses itens em sua cesta de consumo acaba por aliviar seus impactos altistas. Em contrapartida, o aumento de 0,78% nos preços dos combustíveis, de 4,4% nas passagens aéreas e de 24,4% nos jogos lotéricos explica as maiores pressões dos grupos transportes e recreação sobre a inflação das classes mais altas.

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Veja texto completo sobre o resultado de novembro

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – setembro de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma variação de 0,53% em setembro, situando-se 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em agosto último. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta observada foi de 0,29 p.p.

Como uma incorporação desse resultado, nos últimos doze meses, o ICTI aponta uma variação de 5,56%, mantendo-se em um patamar acima dos registrados tanto nos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – quanto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 9,3% foi responsável por 82,3% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, os segmentos de demais despesas operacionais e serviços profissionais e outros também afetaram positivamente o ICTI, com contribuições de 0,61 p.p. e 0,30 p.p., respectivamente.

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Inflação

Por Maria Andréia Parente Lameiras

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de apenas 2,5%, nos últimos doze meses encerrados em outubro. Mesmo diante de uma aceleração esperada para o último bimestre deste ano, a inflação prevista pelo Grupo de Conjuntura da Dimac do Ipea para 2019 é de 3,4%, 0,15 ponto percentual (p.p.) abaixo da projetada na Visão Geral da Carta de Conjuntura 44, divulgada em setembro último.

O resultado surpreendentemente favorável da inflação brasileira nos últimos meses, beneficiado pela melhora no comportamento dos preços dos alimentos, da energia elétrica e dos combustíveis, gerou não apenas uma melhora das expectativas inflacionárias para o ano, como também possibilitou um alívio maior sobre a inflação das famílias de renda mais baixa. De fato, nos últimos dois meses, a classe de menor poder aquisitivo foi a que apresentou as menores taxas de inflação, com variações de -0,10% e 0,01%, em setembro e outubro, respectivamente. Na outra ponta, embora também se tenham registrado variações em patamares confortáveis, a inflação do segmento mais rico da população registrou alta de 0,02% em setembro e de 0,17% em outubro. Com a incorporação destes resultados, a inflação acumulada em doze meses das classes mais pobres desacelerou mais rapidamente que a do grupo mais rico, gerando um estreitamento entre as taxas de inflação. No entanto, a faixa de renda mais baixa apresenta uma inflação acumulada de 2,67%, ainda acima da observada na faixa mais alta (2,58%).

Diante de um cenário delineado por um crescimento mais forte da atividade econômica e seus prováveis efeitos positivos sobre o mercado de trabalho e, consequentemente, sobre o consumo das famílias, a inflação prevista para o 2020 é de 3,7%. Espera-se uma a aceleração moderada da inflação de alimentos, cuja projeção de 4,1% incorpora não apenas um aumento do consumo interno, mas também as perspectivas da safra 2019/2020 e uma pressão adicional nos preços das carnes devido ao aumento da demanda externa. Nossos modelos também projetam um comportamento menos favorável dos demais bens industriais e dos serviços livres. No caso dos bens, a inflação, estimada em 2,1%, contempla um aumento um pouco mais significativo dos preços dos artigos de consumo duráveis, que, mesmo diante de um cenário sem pressões cambiais, tendem a ser impactados também pela expansão do crédito. Por sua vez, as taxas de inflação de 5,5% para os preços administrados, de 5,1% para os serviços de educação e de 3,1% para os demais serviços livres se manterão levemente acima das projetadas para 2019.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – agosto de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,38% no mês de agosto, ou seja, 0,03 ponto percentual (p.p.) abaixo do observado em julho. Em relação aos anos anteriores, o ICTI apontou a segunda menor taxa para um mês de agosto desde o início da série histórica em 2013.

Nos últimos doze meses, o ICTI registra variação acumulada de 5,26%, mantendo-se em patamar superior ao observado tanto nos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – quanto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 4,91 p.p. respondeu por 93% da variação total apontada pelo indicador.

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Inflação por faixa de renda – agosto/2019 Em agosto, inflação dos mais pobres foi de 0,12%, contra 0,08% das famílias de maior poder aquisitivo

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em agosto, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, refletindo um quadro deflacionário ainda mais intenso dos alimentos e transportes. Observa-se, no entanto, que, na desagregação por classes de renda, a inflação das famílias mais pobres (0,12%) registrou alta maior que a das faixas de renda mais alta (0,08%), influenciada, sobretudo, pelo aumento do grupo habitação. De fato, a análise da inflação dos mais pobres mostra que, se por um lado, a queda nos preços dos tubérculos (-10,7%), das verduras (-6,5%), das carnes (-0,75%) e dos leites e derivados (-0,30%) constituíram-se nos principais pontos de alívio do grupo alimentação, por outro, as altas de itens de grande peso na cesta de consumo desse segmento, como energia elétrica (3,85%), aluguel (0,63%) e taxa de água e esgoto (1,34%), geraram um forte impacto sobre o grupo habitação (tabela 2). Em contrapartida, embora o efeito da queda dos preços dos alimentos tenha sido menor na inflação das faixas de renda mais alta, não só o reajuste das tarifas de energia pesou menos no orçamento dessa classe, mas também a deflação de 15,7% das passagens aéreas possibilitou uma contribuição ainda mais favorável do grupo transportes, implicando um alívio adicional sobre a inflação dessas famílias.

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Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de ago./2019

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – julho de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,41% no mês de julho, 0,15 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em junho. Esse foi o terceiro maior nível para um mês de julho desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado em doze meses, o ICTI apresentou alta de 5,03%, ficando abaixo dos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) – e acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 4,56 p.p. respondeu por 91% da variação total apontada pelo indicador.

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Inflação

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Ao contrário do verificado no primeiro trimestre do ano, os principais índices de preços mostram que, nos últimos meses, a inflação brasileira não apenas reverteu sua trajetória de aceleração, como também vem apresentando sinais de arrefecimento maior do que se esperava. A recente desaceleração da alta dos alimentos e o comportamento mais benevolente dos preços administrados contribuíram para um significativo recuo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula apenas 3,2% em doze meses, até julho. Com essa melhora do quadro atual, a projeção do Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea para o IPCA de 2019 passou de 3,9% (projeção feita em junho, na edição anterior da Carta de Conjuntura) para 3,75%.

Dentro desse contexto de alívio inflacionário, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda também aponta um recuo da inflação em doze meses para todas as faixas pesquisadas. No entanto, essa queda vem ocorrendo mais significativamente entre as famílias de maior poder aquisitivo. De fato, embora em desaceleração, os preços dos alimentos e as tarifas de ônibus – dois itens de grande peso na inflação dos mais pobres – ainda apresentam variação relativamente alta no período, com taxas de 4,7% e 6,8%, respectivamente. Todavia, a deflação de 2,8% dos combustíveis, no acumulado em doze meses, vem contribuindo para uma desaceleração inflacionária um pouco maior para as classes de renda mais alta. No acumulado até julho, enquanto a inflação da faixa de renda mais baixa aponta alta de 3,4%, a das camadas mais ricas encontra-se em patamar levemente inferior (3,2%).

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – junho de 2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,56% no mês de junho, situando-se 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em maio. Na comparação com os mesmos períodos dos anos anteriores, este resultado representa a segunda maior taxa para um mês de junho desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado em doze meses, o ICTI apresenta alta de 4,65%, permanecendo em patamar inferior ao registrado pelos índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) –, mas acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação dos grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, nos últimos doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 3,99 p.p. respondeu por 86% da variação total apontada pelo indicador.

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