Arquivos da categoria: Inflação

Inflação por faixa de renda – maio/2019

Por Maria Andréia Parente Lameiras

Em maio, pelo segundo mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou desaceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para a classe de renda mais baixa. Assim como ocorrido em abril, o arrefecimento da inflação das famílias mais pobres veio da melhora no comportamento dos alimentos, tendo em vista que, em maio, dos dezesseis subgrupos que compõem o segmento alimentação no domicílio, dez apresentaram deflação. Adicionalmente, deve-se registrar que as maiores quedas dos preços dos alimentos ocorreram em itens de grande peso no consumo das classes de menor renda, como cereais (-5,0%), tubérculos (-7,3%), hortaliças (-4,6%) e frutas (-2,9%), o que fez com que o grupo alimentação apresentasse uma contribuição negativa de 0,19 ponto percentual (p.p.) para a inflação do extrato mais pobre da população (tabela 2). Essa trajetória benigna dos alimentos ajudou, inclusive, a anular, pelo menos em parte, os efeitos da alta nos preços da energia elétrica (2,2%), do gás de botijão (1,4%) e dos produtos farmacêuticos (0,82%), que geraram contribuições de 0,19 p.p. e 0,06 p.p. para os grupos habitação e saúde e despesas pessoais, respectivamente.

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Veja a análise completa do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de maio/2019

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Inflação

Por ​Maria Andreia Parente Lameiras

As projeções feitas pelo Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea foram revisadas e indicam que a inflação medida pelo IPCA deve encerrar 2019 em 4,08%, um pouco maior que a estimada na Carta de Conjuntura nº 42 (3,85%), de março deste ano, mas ainda abaixo da meta (4,25%). Na comparação com a estimativa anterior, o novo cenário projetado prevê uma piora na inflação de alimentos e monitorados, cujos efeitos sobre o IPCA serão, em parte, atenuados por um desempenho mais favorável dos bens e serviços. No caso dos alimentos, o aumento já verificado no primeiro quadrimestre do ano e uma da taxa de câmbio mais alta​ elevaram a projeção de inflação deste segmento de 5,4% para 7,0%. Assim como ocorre com os alimentos, o comportamento do câmbio, aliado a uma revisão para cima no preço do barril de petróleo,  alterou a projeção de preços monitorados de 4,9% para 5,5%, mesmo em um cenário com reajustes menores das tarifas de energia elétrica. Por sua vez, a piora recente da atividade econômica reduziu as nossas projeções para a inflação de bens livres, exceto alimentos, de 1,7% para 1,2%, e para o setor de serviços, excluindo educação, de 3,7% para​ 3,5%.

A alta do grupo alimentação vem gerando uma aceleração ainda mais intensa do custo de vida para as camadas mais pobres – como mostra o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. No primeiro quadrimestre de 2019, enquanto a faixa de renda mais baixa apresenta uma taxa de inflação acumulada de 2,31%, a de renda mais alta registra variação de 2,06%.​

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – fevereiro de 2019 Indicador aponta alta de 0,66% no mês

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,66% no mês de fevereiro, recuando 0,02 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa registrada em janeiro. Esse foi o terceiro maior valor apontado pelo indicador para um mês de fevereiro desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado em doze meses, até fevereiro, o ICTI apresenta variação de 3,74%. Mantendo-se esta mesma base de comparação, nota-se que o ICTI se situa abaixo dos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação dos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, nota-se que, embora a energia elétrica tenha apresentado a maior variação no acumulado de doze meses até fevereiro de 2019 (15,47%), as maiores contribuições ao índice vieram dos segmentos demais despesas operacionais e pessoal (tabela 2). Em contrapartida, a queda acumulada de 0,20% do segmento de comunicação e a alta de apenas 2,0% dos aluguéis podem ser apontadas como fatores de alívio sobre o ICTI.

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Inflação por faixa de renda – Março/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Mantendo uma trajetória ascendente, iniciada em dezembro de 2018, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda – calculado com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – registrou, em março, nova aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente para a classe de renda mais baixa (tabela 1). Assim como vem ocorrendo ao longo dos últimos meses, a alta dos alimentos vem impactando de forma mais significativa as famílias mais pobres. Não obstante ao fato de que, em março, dos dezesseis subgrupos que compõem o segmento alimentação no domicílio, quatorze apresentaram variações positivas, as maiores altas ocorreram justamente nos itens de maior peso no consumo das famílias de menor renda, como cereais (5,2%), tubérculos (18,7%), hortaliças (6,1%) e frutas (4,3%). Em contrapartida, itens mais consumidos pelas famílias mais ricas, como leites e derivados (0,49%), carnes (0,63%) e bebidas (-0,15%), apresentaram comportamento mais favorável. Dessa forma, o grupo alimentação foi o principal responsável pela inflação de 0,80% observada na classe mais baixa, cuja contribuição de 0,51 p.p. respondeu por aproximadamente 64% da taxa total registrada (tabela 2). Ainda que em menor escala, a alta do grupo transportes, refletindo os reajustes nas tarifas de ônibus urbano (0,9%) e de trens (2,1%), também impactou a inflação deste segmento.

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Inflação por faixa de renda – Fevereiro/2019

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em fevereiro, pelo terceiro mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços disponibilizados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas, especialmente a classe de renda mais alta – que apresentou a maior aceleração em relação ao mês anterior. Embora refletindo causas distintas, as maiores taxas de inflação foram registradas nos segmentos de menor e maior poder aquisitivo (tabela 1) – as classes intermediárias, por sua vez, tiveram altas menores de preços. No caso das famílias de renda mais baixa, observa-se que a taxa de inflação de 0,51% em fevereiro ocorreu, sobretudo, devido ao incremento no ritmo de crescimento dos preços dos alimentos, em especial dos cereais (12,6%), das verduras (12,1%) e dos tubérculos (6,1%). Na desagregação por grupos (tabela 2), verifica-se que a contribuição de 0,36 p.p. vinda dos alimentos explica 70% de toda a variação da inflação de fevereiro das classes mais pobres.

Em contrapartida, a inflação de 0,53% observada no segmento de renda mais alta foi pressionada pela alta do grupo educação, cuja contribuição de 0,33 p.p. é decorrente dos reajustes de 4,6% dos cursos regulares e de 3,2% dos cursos diversos. Deve-se destacar que parte do impacto do grupo educação foi amenizada pelo comportamento dos transportes, dado que as deflações dos combustíveis (-0,9%) e das passagens aéreas (-16,7%) acabam beneficiando muito mais os segmentos de renda mais alta, pois são estas classes que consomem estes bens e serviços.

Tabela 1 - Inflação por Faixa de Renda

Gráficos 1 e 2 - Inflação por Faixa de Renda

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – janeiro de 2019 Indicador aponta alta de 0,68% no mês

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,68% no mês de janeiro, atingindo um resultado bem superior ao observado em dezembro, quando registrou variação nula. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, verifica-se que o resultado de 2019 foi mais que o dobro do apontado em 2018 (0,30%), constituindo-se na quarta maior variação para um mês de janeiro desde o início da série histórica em 2013.

No acumulado dos últimos doze meses, o ICTI aponta alta de 2,96%, mantendo-se abaixo dos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação dos componentes do ICTI, nota-se que, no acumulado em doze meses, embora a energia elétrica tenha sido o grupo que apresentou a variação mais elevada (13,96%), a maior contribuição ao índice veio do segmento de demais despesas operacionais, cuja alta de 6,74% gerou um impacto de 1,21 p.p. Ainda dentro do escopo das maiores contribuições, destacam-se ainda o comportamento dos grupos “pessoal” e “serviços profissionais e outros”, com impactos de 0,65 p.p. e 0,53 p.p.

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Inflação

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Os dados mais recentes do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indicam que, mesmo diante de uma leve aceleração – 0,03 ponto percentual (p.p.) – da sua taxa de variação em doze meses, o cenário de inflação para 2019 não só se mantém favorável como também começa a sinalizar que a trajetória dos preços esperada para o ano pode ser ainda mais benigna que a prevista anteriormente. De fato, a alta de 0,32% em janeiro surpreendeu positivamente, ficando um pouco abaixo do esperado, ao repercutir um aumento menos expressivo dos alimentos e a continuidade da queda no preço da gasolina. Dentro deste contexto, as estimativas de um aumento de safra superior a 2,0% e a expectativa de melhora no comportamento do câmbio vêm desencadeando uma queda nas expectativas de mercado para a inflação de 2019, que já se encontram abaixo de 4%. Adicionalmente, verifica-se que, mesmo diante de um ambiente de maior dinamismo do nível de atividade, o mercado de trabalho deve continuar se recuperando lentamente, impedindo uma aceleração mais forte da demanda.

Apesar desse resultado melhor em janeiro, a alta de 4,4% da alimentação no domicílio nos últimos doze meses, medida pelo IPCA, é a principal responsável pela maior aceleração da inflação das classes mais pobres, comparativamente aos segmentos de renda mais alta. Em janeiro de 2019, a taxa de inflação acumulada em doze meses, na faixa de renda mais baixa, registrou variação de 3,8%, avançando 1,1 p.p. em relação ao observado neste mesmo mês de 2018. Em contrapartida, mantendo-se a mesma base de comparação, a inflação das famílias de maior poder aquisitivo apresentou incremento de apenas 0,1 p.p., passando de 3,7% para 3,8%. Além dos alimentos, a forte alta das tarifas de energia elétrica ao longo do ano também pressionou muito mais a inflação das camadas de renda mais baixa. De fato, esta combinação de reajustes de preços de alimentos e energia fez com que, em janeiro, enquanto a inflação dos mais pobres apontasse alta de 0,41%, a dos mais ricos variasse 0,25%.

Acesso o texto completo



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – dezembro de 2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação nula no mês de dezembro, mantendo-se praticamente estável em relação ao observado em novembro (-0,01%). Na comparação interanual, observa-se que o resultado do ICTI em dezembro não só ficou bem abaixo do registrado neste mesmo mês de 2017 (0,66%), mas também apontou o menor nível de variação para o mês de dezembro desde o início da série histórica em 2013.

Com a incorporação desse resultado, no acumulado dos últimos doze meses, o ICTI apresentou variação de 2,58%, permanecendo em patamar inferior ao dos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), como mostra a tabela 1.

Tabela 1

Entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, embora a energia elétrica tenha apresentado a maior variação nos últimos doze meses (8,7%), o maior impacto sobre o índice veio das demais despesas operacionais, cuja alta de 7,6% contribuiu com 1,36 ponto percentual (p.p.), o que corresponde a mais da metade de toda a variação do ICTI no período. Adicionalmente, a alta de 4,2% observada nos serviços profissionais também exerceu forte pressão sobre o índice, contribuindo com 0,51 p.p. Por fim, deve-se ressaltar o comportamento favorável do grupo comunicação com queda de 0,08% (tabela 2).

Tabela 2

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Inflação por faixa de renda – dezembro de 2018

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em dezembro, embora o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda tenha registrado uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes, esta foi bem mais intensa nos segmentos de renda mais baixa. De fato, observa-se que a inflação das famílias de menor poder aquisitivo (0,21%) foi mais que o dobro da observada nas classes mais ricas (0,09%). Este resultado deve-se, sobretudo, à alta dos preços dos alimentos no domicílio, impactados pelo comportamento dos produtos in natura como legumes (9,0%), verdura (2,3%), frutas (3,0%) e carnes (2,0%), que gerou um incremento inflacionário maior para as pessoas de renda mais baixa, dado o peso destes itens na sua cesta de consumo (tabela 2). Adicionalmente, o aumento de itens de vestuário, como roupas femininas (2,3%), e o reajuste de 0,5% nos preços dos aluguéis também exerceram uma pressão maior sobre a inflação das camadas de renda mais baixa, anulando, inclusive, o alívio originado pela deflação de 2,0% das tarifas de energia.

Em contrapartida, a queda de 4,8% no preço da gasolina foi o principal fator de descompressão inflacionária nas faixas de renda mais alta, que também se beneficiaram, ainda que em menor proporção, da queda das tarifas de energia elétrica. Nota-se que, em dezembro, a inflação das famílias mais ricas só não foi ainda mais baixa devido aos aumentos de 29,1% nos preços das passagens aéreas e 0,8% dos planos de saúde.

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Veja análise completa do indicador

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – novembro de 2018

Por Marco Antônio F. de H. Cavalcanti e Leonardo S. Vasconcelos

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) calculado pelo Ipea apresentou variação de -0,01% no mês de novembro e ficou 0,50 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,51% registrada em outubro. Esse foi o segundo menor nível para um mês de novembro desde o início da série histórica em 2013.

Na ótica dos últimos doze meses, o ICTI apresentou um acumulado de 3,25%. Na comparação do acumulado de doze meses, o ICTI se situa abaixo dos demais índices, a saber: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e índices da Fundação Getulio Vargas (FGV) – Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) –, enquanto, no acumulado do ano, o indicador apresenta o menor aumento entre os índices analisados, como mostra a tabela 1.

ICTI e índices amplos de preços (novembro de 2018)

Entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, demais despesas operacionais apresentou a maior variação no acumulado de doze meses até novembro de 2018, com incremento de 9,69%. Os demais grupos vieram com altas variando entre 0,90% e 7,46%, com exceção de comunicação, que teve diminuição de 0,20%, conforme pode ser observado na tabela 2. Os maiores impactos no ICTI ocorreram pelo grupo demais despesas operacionais, que foi responsável por 1,74 p.p. do índice, e serviços profissionais e outros, que impactou em 0,50 p.p.

ICTI e índices amplos de preços (novembro de 2018)

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