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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O resultado do PIB confirmou o cenário de recuperação gradual da atividade econômica, já mencionado ao longo de 2018. Se, por um lado, o ritmo de crescimento repetiu o desempenho de 2017, por outro, vale destacar a melhora na sua composição, caracterizada por uma maior contribuição da demanda interna. Embora o setor industrial tenha demonstrado perda de fôlego ao longo dos últimos trimestres, o bom desempenho do consumo das famílias e do FBCF reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar ao longo de 2019.

PIB e componentes de demanda- evolução das taxas de crescimentoPIB - evolução das taxas de crescimento trimestral e dessazonalizado

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

Esta seção mostra que o resultado do PIB reforça o cenário de recuperação gradual da atividade econômica. Embora alguns setores tenham demonstrado alguma perda de fôlego ao longo dos últimos meses, como é o caso da produção industrial, o bom desempenho da demanda interna reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar nos próximos trimestres.

Na comparação interanual, o setor serviços foi o destaque positivo pelo sétimo trimestre consecutivo, adicionando 0,8 p.p. ao crescimento do PIB.

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A alta de 6,6% da FBCF na margem foi bastante influenciada pelos efeitos das alterações no regime aduaneiro Repetro. O carry-over para o crescimento acumulado em 2018 ficou em 4,9%. Entre os componentes, o destaque positivo ficou por conta da demanda por máquinas e equipamentos, que cresceu 36% sobre o terceiro trimestre de 2017.

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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O produto interno bruto (PIB) avançou 0,2% no segundo trimestre de 2018, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais – de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo IBGE. O resultado sucedeu um crescimento de 0,1% verificado no primeiro trimestre (revisto de 0,4%), deixando um carry-over de 0,7% para 2018, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos dois trimestres, o PIB fechará o ano com alta de 0,7%. Embora a trajetória do PIB indique um ritmo menos intenso de crescimento da atividade econômica, o resultado do segundo trimestre foi bastante influenciado pela paralisação dos caminhoneiros ocorrida em maio.

Esta seção, além de analisar os dados divulgados pelo IBGE, mostra também o impacto da mudança do modelo de ajuste sazonal sobre as taxas trimestrais de variação do PIB. Quando novos dados são adicionados à série temporal, tanto o modelo como o conjunto de regressores selecionados podem mudar, alterando a estimativa da série ajustada sazonalmente em períodos passados. Isso explica, em grande medida, a revisão significativa dos dados dessazonalizados divulgados anteriormente. A título de exemplo, a taxa de crescimento dessazonalizada para 2018.1 trimestre havia sido estimada em 0,45%, enquanto a nova estimativa é de 0,13%. Caso o ajuste sazonal da série do PIB agregado com os novos dados (até 2018.2) tivesse se baseado nas mesmas opções de modelagem utilizadas anteriormente (selecionadas com base nos dados até 2018.1), a taxa de crescimento dessazonalizada do primeiro trimestre teria sido de 0,35%. Este problema afeta toda a trajetória passada das taxas de crescimento dessazonalizadas.

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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Carta de Conjuntura Nº 39

Por Leonardo Mello de Carvalho

O produto interno bruto (PIB) avançou 0,4% na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais – de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Levando-se em conta esse crescimento trimestral, o carry-over para 2018 ficou em 0,9%, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos três trimestres, o PIB irá registrar alta de 0,9% no ano. Embora a trajetória do produto continue retratando um processo de recuperação cíclica, esse resultado confirma as expectativas em relação a um ritmo menos intenso de crescimento da atividade econômica.

 Ainda com base na comparação dessazonalizada, o consumo das famílias cresceu pelo quinto trimestre consecutivo, registrando alta de 0,5% em relação ao período anterior. Embora a recuperação do mercado de trabalho venha acontecendo de maneira lenta, o impulso proveniente da política monetária, juntamente com a redução do comprometimento da renda das famílias com os serviços da dívida, seguiu estimulando a demanda por crédito. Por sua vez, a formação bruta de capital fixo (FBCF) avançou 0,6% na margem. O resultado voltou a ser explicado exclusivamente pelo bom desempenho dos investimentos em máquinas e equipamentos. Em relação aos setores produtivos, enquanto a indústria e os serviços permaneceram praticamente inertes, ambos com ligeiro avanço de 0,1%, o PIB da agropecuária foi o destaque positivo, registrando alta de 1,4% no primeiro trimestre.

 Na comparação interanual, o PIB desacelerou seu ritmo de crescimento, que caiu de 2,1% no último trimestre de 2017 para 1,2% no primeiro trimestre de 2018. Já a absorção doméstica (demanda interna final + variação de estoques) registrou alta de 1,4% contra o primeiro trimestre de 2017 – pouco menor que a alta de 1,9% observada no trimestre anterior. Ao contrário do que ocorreu na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,9 ponto percentual (p.p.) à taxa trimestral do PIB. Além do desacúmulo de estoques, o resultado do PIB no primeiro trimestre foi influenciado negativamente pelas exportações líquidas. A análise pelo lado dos setores produtivos destaca a contribuição positiva dos serviços, que adicionaram 0,8 p.p. ao resultado do PIB. Em contrapartida, influenciada por uma elevada base de comparação, a agropecuária registrou queda interanual de 2,6%.

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Atividade Econômica: Desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar bom desempenho no quarto trimestre de 2017, de acordo com os dados das Contas Nacionais Trimestrais (CNT) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), encerrando o ano com crescimento de 1%. Embora ainda modesto, o resultado consolida o processo de recuperação cíclica da economia brasileira, refletindo não só a melhora nos fundamentos macroeconômicos, como também os efeitos de um cenário externo ainda bastante benigno. Na comparação com o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, o PIB avançou ligeiros 0,1%, sendo essa a quarta variação positiva seguida na margem. Com esse resultado, o carry-over para 2018 ficou em 0,3%, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos quatro trimestres do ano, o PIB irá registrar alta de 0,3% no ano.

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Atividade Econômica: Desempenho do PIB

Carta de Conjuntura nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar bom desempenho no terceiro trimestre de 2017, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado que confere maior solidez à trajetória de recuperação gradual iniciada pela economia no início desse ano. Na comparação com o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, o PIB avançou 0,1%. Essa foi a terceira variação positiva seguida na margem, fato que não ocorria desde 2013. Com esse resultado, o carry-over para 2017 ficou em 1,0%, ou seja, caso permaneça estagnado no último trimestre do ano, o PIB irá registrar alta de 1,0% no ano.

Na comparação interanual, a absorção doméstica registrou alta de 1,2% contra o terceiro trimestre de 2016. Assim como na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,1 p.p. à taxa trimestral do PIB. Além do pequeno desacúmulo de estoques, o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi explicado pela contribuição de 0,3 p.p. das exportações líquidas. Já no acumulado em quatro trimestres, a absorção doméstica apresentou variação nula.

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Visão Geral de Conjuntura

Carta de Conjuntura nº 35

Por José Ronaldo de Castro Souza Júnior, Paulo Mansur Levy e Marco Antônio F. de H. Cavalcanti

A inflação, a economia internacional e as contas externas seguem em trajetórias benignas que ajudam a melhorar o ambiente macroeconômico brasileiro. O fator que claramente inibe uma retomada cíclica mais vigorosa é o problema fiscal. É evidente que a situação crítica das contas públicas não tem como ser resolvida com medidas tradicionais de ajuste de curto prazo, mas é necessário que se vislumbre a factibilidade do ajuste de longo prazo proposto pelo governo. Por isso, a mudança recente do quadro político afeta diretamente o nível de incerteza em relação às projeções macroeconômicas. Na Carta de Conjuntura anterior, trabalhamos com projeções condicionais a um cenário de aprovação mais rápida das reformas estruturais, em especial da reforma da previdência. A agilidade na realização das reformas vislumbrada na edição anterior desta publicação tornou-se, porém, menos provável. Isso implica mudanças importantes em nossas projeções, que, agora, estão condicionadas a um cenário com incerteza mais elevada e, por conseguinte, com maior risco país e com o câmbio em trajetória oposta. Esse aumento da incerteza tem impactos negativos sobre a retomada da economia, com destaque para o comportamento esperado dos investimentos. Como é comum ocorrer em períodos de retomadas cíclicas, esperava-se que os investimentos fossem um dos principais drivers para o crescimento da demanda. Porém, esse componente do PIB é muito sensível ao nível de confiança sobre o desempenho futuro da economia. Como estamos trabalhando nesta edição com um quadro de incerteza mais elevada, nossas projeções passaram a apontar para variações mais modestas para o investimento – que ainda ficariam no terreno negativo neste ano e apresentariam um crescimento mais moderado no ano que vem.

Os dados mensais mais recentes – analisados detalhadamente na seção de Atividade Econômica desta Carta de Conjuntura – corroboram este cenário de retomada mais lenta do crescimento. Mais especificamente, os dados de confiança de junho da FGV já refletem esse aumento da incerteza.

As novas projeções também incorporam os dados mais recentes de atividade econômica, inclusive as Contas Nacionais Trimestrais referentes ao primeiro trimestre de 2017, que não estavam disponíveis quando da elaboração de nossas últimas projeções. Apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ter surpreendido positivamente no primeiro trimestre, este aumento deveu-se fundamentalmente ao avanço do setor agropecuário, ao passo que a recuperação da indústria e dos serviços revelou-se mais lenta do que previsto anteriormente – com repercussões negativas para o crescimento ao longo do ano.

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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Carta de Conjuntura nº 35

Por Leonardo Mello de Carvalho

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) interrompeu uma sequência de oito trimestres de retração, avançando 1% na comparação entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2017. Embora ainda seja prematuro afiançar que a recessão já tenha chegado ao fim, este resultado corrobora a visão de que o pior da crise já passou e que a economia caminha para uma trajetória de recuperação gradual. A melhora nos fundamentos macroeconômicos, traduzida em um cenário com inflação controlada e estoques ajustados, segue permitindo a flexibilização da política monetária, contribuindo para a melhora nos níveis de confiança dos agentes.

 Embora positivos, os resultados refletem um cenário ainda frágil, afetado negativamente pelas adversidades presentes no mercado de trabalho e, mais recentemente, pelo aumento de incerteza política. Corroborando este diagnóstico, o bom desempenho do PIB nos primeiros três meses de 2017 não foi observado em nenhum de seus principais componentes pelo lado da demanda. Todo o crescimento da produção, advindo do ótimo desempenho da agropecuária e de um início de recuperação da indústria, transformou-se em acúmulo de estoques e exportações. Um fator determinante para o desempenho esperado para os próximos trimestres continua sendo que a aprovação de reformas constitucionais melhore o ambiente macroeconômico.

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Atividade Econômica

Carta de Conjuntura nº 33

 Por Leonardo Mello de Carvalho

Embora o quadro recessivo tenha sofrido um arrefecimento ao longo do primeiro semestre de 2016, o desempenho recente dos indicadores de atividade econômica apontam para um cenário ainda marcado pela instabilidade. Conforme foi destacado em edições anteriores da Carta de Conjuntura, algumas atividades industriais haviam apresentado melhora no decorrer dos primeiros seis meses do ano, notadamente àquelas mais voltadas para o comércio exterior. No entanto, a trajetória recente da produção industrial se deteriorou, revertendo grande parte do ganho acumulado no primeiro semestre. Nos próximos meses, o desempenho da produção industrial deverá permanecer instável. Os indicadores coincidentes já disponíveis apontam para uma melhora em novembro, traduzida numa estimativa de 1,7% de crescimento sobre o período anterior de acordo com o Indicador Ipea de Produção Industrial (prévia do indicador de produção industrial mensal do IBGE – PIM-PF). Além disso, também como reflexo da recessão, a demanda interna por bens segue caindo num ritmo acima daquele observado na produção doméstica medida pela PIM-PF.  É o que mostram os resultados do indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais (detalhados nesta seção).

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Acesse os textos completos de todas as seções já divulgadas da Carta de Conjuntura Nº 33 no portal do Ipea



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