Arquivos da categoria: Moeda e Crédito

Crédito e juros

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Por causa dos efeitos da pandemia de Covid-19, os números de crédito em março e abril, especialmente nas novas concessões, tiveram variações totalmente atípicas. Em sua maioria, fortes quedas, como no cartão de crédito de pessoas físicas, mas também grandes elevações, como no caso do capital de giro para as empresas. Este texto apresenta o comportamento recente dos segmentos mais representativos em novas concessões de crédito, além dos resultados dos saldos, do endividamento, do comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida, da inadimplência e das taxas de juros.Crédito - CC47

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Boletim de Expectativas

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. Apesar dos efeitos da pandemia sobre a economia já se fazerem sentir por cerca de noventa dias, as projeções continuam sendo refeitas e a dispersão dos números continua aumentando, especialmente para 2020. Para os anos seguintes, no entanto, a perspectiva é relativamente otimista, com algumas variáveis voltando ao comportamento esperado antes da eclosão da crise.

Boletim - Maio

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Boletim de Expectativas

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. Em resumo, há bastante incerteza quanto à magnitude dos efeitos da pandemia e das medidas de sua contenção sobre o PIB e as contas públicas, mas não há dúvida de que as consequências em 2020 serão severas. Outra característica que parece comum é a permanência da ancoragem das expectativas no médio e logo prazos: a inflação continua igual ou abaixo das metas anuais, o PIB volta a crescer como era esperado anteriormente, a taxa de câmbio muda de patamar, mas permanece estável, a Selic continua baixa e o deficit em transações correntes se mantém constante. Como síntese dessas expectativas, a dívida pública como proporção do PIB se eleva em cerca de 10 pontos de porcentagem (p.p.) em 2020, mas depois se estabiliza no novo patamar de 86%, representando a confiança na disciplina fiscal e no caráter transitório dos gastos contra a pandemia. A estrutura a termo da taxa de juros nominal inclinou-se bastante após o início da crise da pandemia, especialmente em março, mas esse movimento foi parcialmente revertido em abril. Mesmo após essa reversão, porém, os juros atuais nos vértices acima de cinco anos estão em níveis comparáveis aos de antes da reforma da Previdência.

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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. Em meio à turbulência nos mercados causada pela pandemia, as projeções têm mudado rapidamente. As revisões para a economia mundial publicadas pela OCDE em 2 de março já ficaram, em seu cenário básico, irrealisticamente otimistas, e o cenário então pessimista – PIB mundial crescendo 1,5% em 2020, contra 2,9% previstos anteriormente – certamente se aproxima mais do que deverá acontecer. O mesmo acontece com as previsões para o Brasil. A expectativa do último relatório Focus do Banco Central, de 13 de março, para o crescimento do PIB em 2020, de 1,7%, embora já sendo uma substancial revisão, ficou defasada – uma pesquisa da Agência Broadcast divulgada em 18 de março aponta para 0,6%. O texto traz também as expectativas para inflação, taxa de câmbio e juros. A inflação esperada está em queda; a taxa R$/US$ esperada para o fim de 2020 se elevou para 4,4, ainda assim sinalizando apreciação do real a partir dos níveis atuais. A curva de juros reais se elevou e a de juros nominais sofreu uma rotação, com as taxas caindo até dois anos e se elevando a partir de 3.

Grafico 4

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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. A mediana do mercado projeta queda no valor do dólar até o fim do ano, tanto em reais como por uma cesta de moedas. O crescimento do PIB para 2020 tem sido revisto para baixo ao longo de fevereiro. A maior revisão ocorreu na expectativa para o primeiro trimestre, e as taxas de crescimento para todos os trimestres têm sido revistas pelo mercado, mas tem sido mantida a trajetória de aumento da taxa de crescimento ao longo do ano. A projeção de IPCA em 2020 caiu após a divulgação do índice de janeiro abaixo das expectativas, e vários outros fatores indicam redução da inflação neste ano. As taxas de juros continuam em queda ao longo de todo o horizonte da estrutura a termo. A probabilidade de recessão nos Estados Unidos nos próximos doze meses teve interrompida uma sequência de quatro meses de queda, na medida do Fed de New York. As economias dos Estados Unidos, dos países avançados e da China devem crescer menos do que vinham crescendo nos próximos anos, enquanto as dos países emergentes devem ver suas taxas de crescimento subirem. Essas projeções ainda não levam em conta os possíveis efeitos do novo vírus corona.

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Crédito e juros

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

A evolução do crédito vem mantendo as tendências, tanto nos saldos quanto nas novas concessões, de melhoria no segmento livre – na divisão entre livres e direcionados – e no de pessoas físicas (PFs) – na desagregação entre PFs e pessoas jurídicas (PJs). Uma abertura setorial (no crédito para PJ) permite observar que, em 2019, os saldos dos setores industriais caíram, enquanto os de serviços subiram. O saldo de títulos privados continuou crescendo, corroborando a tendência de maior recurso ao mercado de capitais. O aumento do endividamento das famílias, por sua vez, está se dando somente no crédito não imobiliário. O aumento do comprometimento da renda vem acontecendo por causa do aumento do endividamento, já que o custo do crédito ficou aproximadamente estável ao longo de 2019. Seria desejável que o novo endividamento estivesse se dando no crédito imobiliário, que, apesar de valores tipicamente mais altos, compromete menos a renda familiar. A taxa de juros média no Sistema Financeiro Nacional (SFN) para novas concessões chegou a dezembro do ano passado praticamente no mesmo valor de dezembro de 2018, apesar da Selic ter caído 2 pontos porcentuais (p.p.). Já os spreads para PF subiram 1,6 p.p. entre dezembro de 2018 e o fim de 2019. Um box resume as novas regras para o cheque especial editadas pelo Conselho Monetário Nacional. As diversas características desse segmento que o afastam do modelo de concorrência perfeita levaram o Banco Central, com base em estudos técnicos, a propor o estabelecimento de um teto para os juros e a autorizar a cobrança de tarifa.200213_cc_46_secao_credito_graficos_4_e_5

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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. A inflação para o ano completo de 2019 tem passado por consideráveis revisões, por causa da elevação recente de alguns preços, como o da carne, mas as projeções para 2020 não foram afetadas, nem as expectativas quanto às decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) para a meta Selic. A inflação esperada para os próximos doze meses implícita nas cotações de títulos do Tesouro elevou-se recentemente, mas essa inflação tem sazonalidade e, depois de feito o ajuste, a alta mostra-se menor. A STN publicou uma atualização do Relatório de Projeções da Dívida Pública Federal do segundo quadrimestre e aqui são comparadas as projeções anteriores com as revistas para a dívida pública e o resultado primário, cotejadas com as previsões coletadas pelo boletim Focus/BCB e pelo Prisma Fiscal/SPE. Um dos motivos para a atualização foi a publicação, pelo IBGE, de uma série revista do PIB nominal: o de 2018 ficou 0,9% mais alto, e, no primeiro semestre de 2019, o aumento foi de 0,8%, o que afeta as variáveis medidas em porcentagem do PIB. São mostradas também as projeções para a conta corrente do balanço de pagamentos, que passaram a refletir as recentes revisões nos dados. Por fim, registra-se que diminuiu a probabilidade de recessão nos Estados Unidos, aferida a partir da inclinação da curva de juros.

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Boletim de expectativas

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Este boletim apresenta uma compilação de expectativas para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. A recente desvalorização do real, neste mês de novembro, não afetou as expectativas para o câmbio nos anos seguintes, que continuam indicando virtual estabilidade em torno de R$ 4,00. Ao longo dos últimos doze meses, as projeções para o PIB de 2020 têm passado por flutuações no intervalo entre 2,0% e 2,8%. O movimento recente tem sido de alta, estando a mediana das projeções, atualmente, em 2,2%. Quanto à Selic, segundo a mediana da pesquisa Focus/BCB, o mercado acredita que, além do corte de 0,5 ponto de porcentagem (p.p.) na próxima reunião do Copom, em dezembro, haveria mais um de 0,25 p.p. na primeira reunião de 2020, e que o nível de 4,25% permaneceria por todo o ano que vem. Os juros reais esperados também vêm se reduzindo: para os títulos públicos de prazo de cinco anos, estão em 2,3%. As expectativas de inflação para este ano têm subindo um pouco, mas a taxa esperada continua bem abaixo da meta. Para 2020, a inflação projetada continua caindo. As de 2021 e 2022 estão perfeitamente ancoradas nas respectivas metas, 3,75% e 3,50%. Por fim, são apresentadas projeções para o resultado primário e para a dívida pública recentemente divulgadas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e pela Instituição Fiscal Independente (IFI), cotejadas com os cenários regularmente coletados junto ao mercado pelo Focus/BCB e pelo Prisma Fiscal/STN. Embora com algumas diferenças, a mensagem comum é de recuperação do resultado primário e de estabilização e queda da dívida.

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Crédito e juros

Por Estêvão Kopschitz X. Bastos

Nos últimos doze meses, há uma tendência de elevação no spread bancário médio para pessoas físicas (PFs), mas essa tendência e o nível atual do spread são menores do que se vinha avaliando, de acordo com dados revisados pelo Banco Central do Brasil (BCB). O spread médio no Sistema Financeiro Nacional (SFN) caiu de 20,2% para 19,4% em setembro, de acordo com a série revisada. O de PF, de 27,3% para 26,1%. Este texto analisa as mudanças e apresenta gráficos comparativos das séries de spreads e de taxas de captação antes e depois da revisão. O volume de crédito continua crescendo, com destaque para a substituição do crédito direcionado para pessoas jurídicas (PJs) por captações via mercado de capitais. As novas concessões têm mantido elevadas taxas de crescimento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Nos últimos meses, a inadimplência de PFs no segmento livre, embora permaneça baixa em termos da série histórica, tem crescido. Um aspecto da evolução dessa taxa de inadimplência é um aparente ciclo de duração de três a quatro anos, com pico em meses de maio e vales em fevereiro ou março. A atual ascensão pode ser a repetição desse ciclo rumo a um máximo em maio de 2020.  O endividamento das famílias, medido pela dívida como proporção da renda em doze meses, está em 44,6%, continuando o movimento de elevação que se observa desde o primeiro semestre do ano passado. Esse aumento é devido ao endividamento não imobiliário, enquanto o relativo à aquisição de habitação está virtualmente estável desde os últimos meses de 2015. O comprometimento da renda familiar com o pagamento de juros e amortizações das dívidas tem aumentado e, em agosto, situava-se em 20,6%.

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Boletim de expectativas

Estêvão Kopschitz X. Bastos

A cada instante, os agentes econômicos têm expectativas sobre a evolução das diversas variáveis-chave da economia, e essas projeções vão mudando à medida que novos dados são divulgados e diferem do esperado, e que circunstâncias políticas, econômicas e internacionais se alteram. Este boletim apresenta as expectativas para diversas variáveis, coletadas de diferentes fontes. O quadro geral que emerge é de juros mais baixos de forma duradoura; inflação respeitando a meta até 2022; taxa de câmbio estável nos próximos quatro anos; crescimento do produto interno bruto (PIB) convergindo para 2,5% a partir de 2021; resultado primário das contas públicas equilibrado em 2022 e positivo em 2023; e dívida pública tendendo à estabilidade até 2022, em torno de 81% do PIB.

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