Todos os posts de Rodrigo Rangel da Costa

Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – maio de 2020

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma taxa de variação de 0,26% em maio de 2020, situando-se 0,37 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com abril de 2019, o recuo observado foi de 0,18 p.p.

Após a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 5,61% nos últimos doze meses, atingindo patamar superior ao registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mas abaixo das taxas apontadas tanto pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) quanto pelo Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), ambos da Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 4,12 p.p. respondeu por mais de 73% da variação total apontada pelo indicador.

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Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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A evolução do emprego setorial em 2020: quão heterogêneo foi o tombo entre os setores?

Por Carlos H. Corseuil, Lauro Ramos e Felipe Russo

Nesta nota, analisamos os efeitos das medidas de conteno da pandemia sobre o nvel do emprego ao nvel setorial at maio de 2020. Para tanto, lanamos mo dos registros administrativos de admisses e desligamentos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), dos pedidos do seguro-desemprego e das informaes de abertura de empresas disponveis para o estado de So Paulo, fontes que so restritas ao setor formal, e da Pesquisa Nacional por Amostra deDomiclios Contnua (PNAD Contnua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), para incorporar o segmento informal da economia.

As informaes sobre o setor formal indicam uma forte retrao no nvel do emprego em que a queda das taxas de admisso dita o ritmo. Os setores de comrcio, construo e alimentao e alojamento so os mais afetados nesse universo, tanto pelo Caged como pelos dados de seguro-desemprego e de abertura de empresas. J a PNAD Contnua, alm de reforar essas constataes, revela as atribulaes da categoria de servios domsticos, marcados por vnculos informais.

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Os efeitos da pandemia sobre os rendimentos do trabalho e o impacto do auxílio emergencial: o que dizem os microdados da PNAD covid-19

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Os impactos da pandemia sobre os rendimentos de maio podem ser medidos pelas diferenças entre a renda média efetivamente recebida e a renda média habitualmente recebida. A análise dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) Covid-19 de maio revela que os rendimentos médios habitualmente recebidos foram no valor de R$ 2.320,24, enquanto os rendimentos médios efetivamente recebidos foram de R$ 1.898,86, ou seja, somente 82% dos rendimentos habituais. Os trabalhadores por conta própria receberam efetivamente apenas 60% do que habitualmente recebiam, tendo seus rendimentos efetivos médios alcançado apenas R$ 1.092,12. Já os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam efetivamente 76% do habitual. Por sua vez, trabalha- dores do setor privado com carteira e funcionários públicos receberam efetiva- mente em média acima de 90% do habitual.

Os dados mostram também que 5,2% dos domicílios (cerca de 3,5 milhões) sobre- viveram apenas com os rendimentos recebidos do auxílio emergencial (AE). Além disso, em média, após considerar o AE, a renda domiciliar alcançou 95% do que seria caso houvesse recebido rendimentos do trabalho habituais. Esse impacto foi maior entre os domicílios de renda baixa, onde, após o AE, os rendimentos atingiram 103% do que seriam com as rendas habituais.

Os microdados da PNAD Covid-19 nos permitem avaliar se o AE foi suficiente para compensar 67% da perda da massa salarial entre os que permaneceram ocupados. Além disso, considerando a perda da massa salarial com a queda da população ocupada observada na PNAD Contínua, pode-se estimar que o AE foi capaz de compensar cerca de 45% do impacto total da pandemia sobre a massa salarial.

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Visão geral da conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti e Paulo Mansur Levy

Esta seção apresenta uma análise da conjuntura econômica internacional e brasileira por meio de um amplo conjunto de indicadores e projeções. A despeito da forte redução da atividade econômica observada no final de março e ao longo de abril, vários indicadores apontam no sentido de que a atividade econômica voltou a crescer a partir de maio. Um fator importante para essa recuperação é a implementação efetiva do auxílio emergencial, que parece ter coberto parcela substancial da renda dos trabalhadores informais e em condição de vulnerabilidade. Sob a hipótese de que o processo de flexibilização gradual das restrições à mobilidade e ao funcionamento das atividades econômicas iniciado em junho se manterá, projeta-se a recuperação gradual do PIB no terceiro e quarto trimestres. A queda projetada para o ano é de 6%, mas a trajetória de recuperação no segundo semestre deixará um carry-over de quase 2% para 2021, cujo crescimento projetado é de 3,6%.

A pandemia interrompeu temporariamente o processo de consolidação fiscal pelo qual passava a economia brasileira. Durante o período de crise sanitária e econômica, a prioridade passou a ser, evidentemente, a proteção da vida e da saúde das pessoas, bem como a preservação de empregos, renda e empresas. Assim, o governo lançou um amplo conjunto de medidas emergenciais de apoio à saúde e à economia, muitas das quais envolvem um custo fiscal significativo, tanto pelo lado da despesa como pelo lado da receita. Espera-se que, em função da deterioração fiscal causada pela pandemia, a dívida bruta do governo geral (DBGG) em proporção do PIB aumente de 75,8% no final de 2019 para 93,7% no final de 2020. Apesar da expectativa de que as medidas emergenciais não se estendam além de 2020, a crise da Covid-19 aumentou também para o futuro os desafios fiscais do país, que sairá da crise com uma dívida pública muito mais alta, e níveis de produção e arrecadação muito mais baixos que antes. Logo, o esforço fiscal que vinha sendo realizado terá que ser reforçado, visando reafirmar o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e com uma trajetória sustentável para a dívida pública.​

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Inflação

Por Maria Andréia P. Lameiras e Marcelo L. de Moraes

A crise provocada pela pandemia da Covid-19 está tendo um significativo impacto deflacionário, especialmente nos setores mais afetados pelo isolamento social – serviços e bens de consumo duráveis. As fortes deflações registradas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em abril e maio já dão indícios de que a taxa de inflação projetada para 2020 ficará abaixo da esperada no trimestre anterior. Adicionalmente, a expectativa de uma retomada gradual da demanda, aliada à capacidade ociosa presente na maioria dos setores produtivos e à redução dos custos de mão de obra e aluguéis, deve manter uma trajetória bem comportada para os preços dos serviços e bens livres. Dentro desse contexto, a projeção do Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea é de a inflação (medida pelo IPCA) encerrando o ano em 1,8%, o que representa uma redução de 1,1 ponto percentual (p.p.) em relação à última taxa projetada (2,90%) na visão geral da Carta de Conjuntura de março deste ano.

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Business demography and the pandemic in São Paulo: Preliminary evidence

By Alexandre Samy de Castro and Bruno Filomeno da Rocha

This paper presents data on business startups and shutdowns in the state of São Paulo, in the seven weeks follwing the start of the social distancing measures in the state – between March 18 and May 5, 2020. The data reveals plummeting startups and shutdowns, in the order of 72% and 93% respectively. Likewise, the opening and closing of branches declined sharply, both by 73%. Disaggregating the data by economic activity, we observed significant differences in business startups: the sectors of information and communication (-55%), human health (-59%) and professional, scientific and technical activities (-65%) exhibited less severe declines compared to the aggregate average. On the other hand, the sectors of arts, culture, sports and recreation (-83%), other service activities (-83%), construction (-80%) and accommodation and food (-80%) stood out, with declines significantly larger than the average.

Despite the slump in business startups, still nearly 8,000 firms were established in the state of Sao Paulo after the beginning of the pandemic. Retail trade, clothing, footwear, fabrics, bedding, lighting and appliances significantly reduced their share in startups, while computer and telecom equipment and and liquefied petroleum gas (cylinders) increased. In office service activities, the organization of events contracted alongside with a relative expansion in administrative support and services. In wholesale trade, machinery, equipment (excluding information and communication technologies), lost to other segments, such as food and agricultural inputs. In land transport, the passenger (cargo) segment exhibited a sharp, relative drop (increase). The highlight of the data is the relative strength of entrepreneurship in professional, scientific and technical activities and financial services, with emphasis on advertising, business management consulting, architectural and engineering services and accounting/auditing activities. ​

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Indicador Ipea de FBCF – Abril de 2020

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 27,5% na comparação entre abril e março de 2020, na série com ajuste sazonal. O resultado reflete o forte impacto da crise resultante da pandemia de Covid-19 sobre os investimentos. Com essa queda no mês, o trimestre móvel encerrado em abril fechou com uma retração de 11%, também na série dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2019, enquanto abril registrou uma queda de 32,8%, o trimestre móvel ficou 9,5% abaixo do patamar verificado ano passado. No acumulado em doze meses, os investimentos ainda cresceram 0,2%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou uma retração de 39,4% em abril, encerrando o trimestre móvel com uma queda de 11,3%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 43,4% em abril, a importação caiu 27,6% no mesmo período.

O indicador de construção civil, por sua vez, recuou 19,6% em abril, na série dessazonalizada. Com isso, o segmento registrou um recuo de 9,9% na passagem entre o trimestre terminado em janeiro e aquele terminado em abril.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a forte queda também foi generalizada. Enquanto o segmento máquinas e equipamentos recuou 46%, a construção civil e o componente outros registraram baixas de 25,6% e 19,1% sobre abril de 2019, respectivamente.

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Demografia de empresas e pandemia em São Paulo: Evidências preliminares

Por Alexandre Samy de Castro e Bruno Filomeno da Rocha

Este texto apresenta dados sobre a abertura e o fechamento de empresas e filiais no estado de São Paulo, nas sete semanas posteriores ao início da vigência das medidas de distanciamento social no estado – entre 18 de março e 5 de maio de 2020. Os dados da pesquisa foram extraídos do Diário Oficial do Estado de São Paulo, da Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), que publica semanalmente todas as anotações relativas a alterações de empresas. Analisam-se dois indicadores, antes e depois da pandemia: o volume médio semanal de aberturas e fechamentos e a participação de cada setor ou atividade no total de empresas abertas. Os resultados apontam quedas, pós-pandemia, de 72% nas aberturas e de 93% nos encerramentos de empresas, no agregado. Já as aberturas e os encerramentos de filiais apresentaram quedas semelhantes, da ordem de 73%. Desagregando-se os dados por atividade econômica, observamos diferenças significativas na criação de empresas: os setores de informação e comunicação (-55%), saúde humana (-59%) e atividades profissionais, científicas e técnicas (-65%) apresentaram quedas inferiores à média da economia. Em contrapartida, destacaram-se negativamente os setores de artes, cultura, esporte e recreação (-83%), outras atividades de serviços (-83%), construção (-80%) e alojamento e alimentação (-80%), com quedas significativamente superiores à média da economia. Apesar da queda abrupta na natalidade, quase 8 mil empresas foram abertas após o início da pandemia. Para analisar essa informação, observamos as divisões da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) responsáveis por 90% das aberturas pós-pandemia, com o objetivo de identificar quais segmentos têm melhor desempenho diante do distanciamento social. No comércio varejista, vestuário, calçados, tecidos, colchoaria, iluminação e linha branca reduziram fortemente a participação nas aberturas, enquanto equipamentos de informática, telefonia e comunicações e gás liquefeito de petróleo (GLP) aumentaram. Nas atividades de serviços de escritório, a organização de eventos perdeu participação para serviços de escritório e apoio administrativo. No comércio atacadista, máquinas, aparelhos e equipamentos, exceto de tecnologias de informação e comunicação, perderam para outros segmentos, como o de alimentos e insumos agropecuários. Nos transportes terrestres, o segmento de passageiros apresentou uma forte queda, em contraste com o segmento de cargas, com uma forte alta. Por fim, deve-se destacar a força do empreendedorismo nas atividades profissionais, científicas e técnicas e também dos serviços financeiros, com destaque positivo para publicidade, consultoria em gestão empresarial, outras atividades profissionais, científicas e técnicas, serviços de arquitetura e engenharia e atividades de contabilidade e de auditoria. Esses segmentos, em conjunção com o setor de informação e comunicação, constituem o polo econômico com maior dinamismo no mundo pós-pandemia.

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Setor externo

Por Marcelo José Braga Nonnenberg

A pandemia da Covid-19, que atinge o mundo inteiro, teve consequências devastadoras sobre a produção, o comércio mundial e os mercados financeiros globais. Como sempre ocorrem em momentos de grande estresse econômico, os investidores correm na direção da moeda americana, provocando desvalorização das taxas de câmbio na maioria dos países. No Brasil, apenas entre o início de março e o início de maio, o real sofreu desvalorização de cerca de 23%, mas a volatilidade dos mercados financeiros tem sido muito alta, o que significa que essa porcentagem pode flutuar bastante nas próximas semanas. Todavia, as taxas efetivas reais de câmbio nos doze meses até março desvalorizaram-se 20%, quando ponderadas tanto pelas exportações como pelas importações.

Até março, os efeitos da crise sobre os fluxos de exportação e importação do Brasil ainda foram tímidos – entretanto, em abril, já começaram a se fazer sentir. Com base nas médias diárias, o valor de abril das exportações foi de US$ 18,3 bilhões, praticamente igual ao do mesmo mês do ano passado, com uma queda de apenas 0,3%. No entanto, esse número deve ser olhado com mais detalhe para se compreender melhor o resultado, como será feito em seguida. Com base nas médias diárias dessazonalizadas, percebe-se que as exportações caíram 1,7% em abril, pelo segundo mês consecutivo, e esse valor varia muito quando se observam os fatores agregados. Enquanto os básicos tiveram alta de 6,6% na mesma base de comparação, os semimanufaturados sofreram queda de 7,9%, e os manufaturados, de 23,3%. O aumento das exportações de básicos deveu-se principalmente a uma grande elevação das exportações de soja, com crescimento de 73,5% com relação ao mesmo mês do ano passado, e de café e algodão em bruto, com aumentos de 13,2% e 18,7% na mesma base, entre os produtos agropecuários. Entre os demais produtos, destacam-se as elevações das vendas externas de minério de ferro, com 49%, e alguns outros com crescimentos elevados – entretanto, a maioria teve queda no mesmo período. As importações, por sua vez, já começam a apresentar queda. O valor de US$ 11,6 bilhões ficou abaixo dos US$ 13,6 bilhões registrados em abril do ano passado e, com base nas médias diárias, significou queda de 10,5%. Com base nas médias diárias dessazonalizadas, houve uma queda de 13,7% com relação ao mês anterior. O superavit comercial em abril, portanto, foi de US$ 6,7 bilhões no mês e de US$ 12,3 bilhões no acumulado do ano.

O deficit em conta corrente, nos três primeiros meses do ano, ficou em US$ 15,2 bilhões, praticamente igual ao valor observado no mesmo período do ano passado. Em termos de participação no produto interno bruto (PIB), houve um aumento de 3,38% para 4,03%. No acumulado dos doze meses terminados em março deste ano, os investimentos diretos no país, como proporção do PIB (4,49%) continuarem superando o deficit em conta corrente no mesmo período (2,8%). Entretanto, considerando apenas os últimos três meses até março, o financiamento do deficit em conta corrente dependeu de dois fatores que não devem ser recorrentes no tempo. Em primeiro lugar, um regresso de investimentos diretos no exterior extremamente elevado (especialmente em março); em segundo, uma queda de reservas de valor expressivo. Apesar de nossas reservas internacionais ainda estarem num nível bastante elevado, não se pode deixar de notar que, do final de junho do ano passado até o final de março, esse valor já foi reduzido em US$ 45 bilhões.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) de março de 2020

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma taxa de variação de 0,73% em março de 2020, 0,34 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o índice apontou estabilidade.

Como uma incorporação desse resultado, o ICTI mantém a variação de 5,7% acumulada nos últimos doze meses, patamar acima do que foi registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas abaixo tanto do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição continua sendo originada pelo segmento de despesas com pessoal, cuja alta de 8,24% gerou um impacto da ordem de 4,02 p.p., respondendo por aproximadamente 70% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento demais despesas operacionais também afetou significativamente o ICTI, com alta de 6,82% e impacto de 1,21 p.p. Nota-se ainda que, embora apresente uma variação pouco expressiva (0,06%), a alta nos preços de material de consumo em março interrompeu uma trajetória de deflações sucessivas iniciada em julho de 2019, que vinha gerando alívio sobre os custos.

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