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Inflação por faixa de renda – Abril/2022

Por Maria Andréia P. Lameiras

De acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em abril, a inflação variou entre 1,00% para o segmento de renda alta e 1,06% para a classe de renda muito baixa (tabela 1). Com a incorporação deste resultado, no acumulado do ano, até abril, a inflação registra altas que variam de 3,7% (renda alta) a 4,5% (renda muito baixa). Já no acumulado em doze meses, as taxas apontam altas inflacionárias entre 10,8% (renda alta) e 12,7% (renda muito baixa).

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Taxa mensal de inflação por faixa de renda (xlsx)



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Painel da Gig Economy no setor de transportes do Brasil: quem, onde, quantos e quanto ganham

Por Geraldo Góes, Antony Firmino e Felipe Martins

A presente Nota de Conjuntura tem como objetivo detalhar o perfil das pessoas ocupadas na Gig Economy no setor de transporte e, dessa maneira, dá continuidade à Nota de Conjuntura número 5 da carta de conjuntura número 53. Os dados da PNAD Contínua do final de 2021 apontam que, aproximadamente, 1,5 milhão de pessoas estavam trabalhando na Gig Economy no setor de transportes do país. Desses, 61,2% eram motoristas de aplicativo e/ou taxistas, 20,9% entregavam mercadorias via motocicletas, 14,4% atuavam como mototaxistas e o restante exerciam a atividade de entrega de mercadoria via outro meio de transporte.

Quanto ao perfil dos profissionais da Gig Economy no setor de transportes, tem-se a maioria de homens, pretos e pardos, com idades inferiores a 50 anos e com a escolaridade variando significativamente conforme o subgrupo destacado. Por exemplo, no tocante aos mototaxistas, 60,1% não possuem ensino médio completo. Em paralelo, a distribuição regional desses profissionais revelou a maior concentração de entregadores de mercadorias via moto e motoristas de aplicativo e taxistas na região Sudeste, enquanto os mototaxistas se concentram nas regiões Nordeste e Norte do país.

Bullets points:

  • Aproximadamente 1,5 milhão de pessoas trabalhavam na Gig Economy no setor de transportes no final de 2021;
  • 61,2% das pessoas ocupadas na Gig Economy no setor de transportes atuavam como motoristas de aplicativos ou/e taxistas;
  • 60,1% dos profissionais na Gig Economy no setor de transportes não possuem o ensino médio completo;
  • Quanto a distribuição regional dos trabalhadores na Gig Economy no setor de transportes, a maior concentração de entregadores de mercadorias via moto e motoristas de aplicativo e taxistas na região Sudeste, enquanto os mototaxistas se concentram nas regiões Nordeste e Norte do país.

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Gráficos e Tabelas – Gig Economy (xlsx)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – março de 2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,45% em março de 2022, situando-se 0,3 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2021, a variação foi 0,27 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula variação de 5,46% nos últimos doze meses.

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ICTI – Série Completa – Março de 2022 (xlsx)



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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas Hecksher

As estimativas próprias de dados mensais apresentadas nesta Nota – feitas com base nos dados trimestrais da PNAD Contínua – revelam que o processo de recuperação do mercado de trabalho brasileiro vem se consolidando. Em março de 2022, a população ocupada no país somava 96,5 milhões de pessoas, avançando 11,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a análise com ajuste sazonal indica que, após registar alta de 1,1%, em fevereiro, a população ocupada acelerou seu ritmo de expansão em março, apontando crescimento de 2,2% e atingindo o maior patamar desde o início da pesquisa, em março de 2012. Por conseguinte, em março, o nível de ocupação do mercado de trabalho brasileiro, ou seja, a proporção de ocupados em relação à população total em idade ativa, chegou a 55,8%, acelerando 5,3 pontos percentuais (p.p.) na comparação com março de 2021. Em termos dessazonalizados, o resultado observado em março (55,9%) é o primeiro a superar os níveis de ocupação pré-pandemia, sendo o maior desde outubro de 2019 (56,1%).​

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Medidas recentes para redução de imperfeições do mercado de crédito brasileiro: visão geral e considerações sobre impactos potenciais

Por Marco A.F.H. Cavalcanti E Francisco E. de Luna A. Santos

Apesar dos avanços obtidos nas últimas duas décadas, o mercado de crédito no país ainda se caracteriza por imperfeições e fricções que dificultam o acesso de empresas e famílias ao financiamento de atividades de produção, investimento e consumo. Em particular, a oferta desigual de crédito é um importante desafio para a política econômica, decorrente de razões estruturais relacionadas à assimetria de informações e questões regulatórias que inibem o avanço do crédito para certos grupos. Um caso emblemático é a dificuldade de os pequenos empreendedores o obterem, apesar de serem potenciais geradores de renda e emprego.

Nesse contexto, os anos recentes têm visto uma série de medidas governamentais e propostas legislativas que visam justamente superar alguns desses problemas, por meio da atenuação dos impactos causados pela assimetria de informação inerente aos mercados de crédito. Entre essas medidas, destacamos o Projeto de Lei no 4.188/2021, que trata do Novo Marco de Garantias, a Medida Provisória no 1.085/2021, referente ao Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (SERP), e as Medidas Provisórias no 1.103, Novo Marco de Securitização, no 1.104, assinatura eletrônica na emissão da Cédula de Produto Rural (CPR) e Fundo Garantidor Solidário (FGS), no 1107, o Programa de Simplificação do Microcrédito Digital (SIM Digital), e no 1.114, Fundo Garantidor de Habitação Popular e participação da União em fundos garantidores de risco de crédito para micro, pequenas e médias empresas – todas de 2022.

O objetivo desta Nota é resumir os principais pontos dessas propostas legislativas mais recentes e discutir brevemente, com base na literatura teórica e empírica, alguns de seus impactos potenciais sobre o mercado de crédito e sobre a economia brasileira em geral.

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Indicador IPEA de FBCF – Fevereiro de 2022

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma alta de 0,8% na comparação entre fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em fevereiro registrou um crescimento de 2,8%. Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto fevereiro apresentou uma expansão de 0,9%, o trimestre móvel caiu 2,6%. No acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram um crescimento de 14,7% em fevereiro.

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Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentou um crescimento de 2,5% em fevereiro, encerrando o trimestre móvel com uma alta de 2,6%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 1,6% em fevereiro, a importação cresceu 4,9% no mesmo período. Com isso, as importações cresceram 7,1% no trimestre móvel. A produção nacional, por sua vez, encerrou o período com uma queda de 0,3%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou um aumento de 23%.

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Os investimentos em construção civil, por sua vez, também avançaram em fevereiro, na série dessazonalizada, registrando uma alta de 0,2%. Com isso, o segmento registrou um crescimento de 0,5% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, a expansão foi de 11,9%.

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Índice IPEA mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (xlsx)



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Mercados e preços agropecuários

Por Ana Cecília Kreter, José Ronaldo de C. Souza Júnior, Allan Silveira dos Santos e Nicole Rennó Castro

Após quase dois anos de incerteza no mercado internacional de commodities agrícolas, decorrente da covid-19, o conflito na Ucrânia elevou novamente a insegurança sobre a oferta e a demanda globais. Consequentemente, os preços internacionais das principais commodities passaram por grandes oscilações no período recente. A Rússia não é só a maior produtora mundial de petróleo e gás: nas últimas safras, o país se tornou o maior exportador de trigo do mundo e importante fornecedor de alimentos para a Europa e Ásia. A Ucrânia, por sua vez, é uma das principais fornecedoras de milho e óleo de girassol, enquanto a Rússia tem grande relevância no mercado europeu de trigo. Além disso, os dois países têm peso relevante no mercado internacional de insumos agrícolas.

Após o início da guerra, os grãos e oleaginosas em geral, puxados pelo trigo e pelo óleo de soja, sofreram importantes altas, de forma abrupta inicialmente, mas estabelecendo-se em patamares muito acimas dos verificados antes do conflito, mesmo após terem recuado nas últimas semanas. É importante apontar que, com os problemas climáticos relacionados à safra de grãos na América do Sul, em especial no Brasil, na Argentina e no Paraguai, o balanço global se tornou ainda mais apertado, o que, por si só, já teria efeitos de alta sobre os preços. Esse choque negativo de oferta somou-se à elevação dos custos de produção – devido às altas dos insumos exportados pelos países em guerra.

Enquanto isso, as commodities soft, como açúcar, café e até mesmo a carne bovina, interromperam a sequência de altas, e apresentaram queda, devido às consequências da guerra sobre a expectativa de crescimento econômico mundial e à sua menor essencialidade em um cenário de conflitos.  No entanto, como a Rússia e a Ucrânia não têm peso relevante nos mercados dessas commodities, os preços voltaram aos patamares pré-conflito.

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Indicador IPEA de Consumo Aparente de Bens Industriais – Fevereiro de 2022

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma alta de 0,4% na comparação entre fevereiro e janeiro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em fevereiro avançou 0,5% na margem. Nesta base de comparação, a demanda por bens industriais cresceu pelo terceiro período consecutivo. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) subiu 0,6% em fevereiro e 0,9% no trimestre móvel, as importações de bens industriais voltaram a cair, com recuos de 1,7% e 6,5%, respectivamente, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais retrocedeu 7,1% contra fevereiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel registrou uma queda de 6,1% em relação ao verificado no mesmo período de 2021. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda cresceu 5,7%, enquanto a produção industrial, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou uma alta de 2,8%, como visto no gráfico 1. Na mesma base de comparação, as importações de bens industriais cresceram 24,8%.

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Indicador IPEA de Consumo Aparente de Bens Industriais (xlsx)



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Inflação por faixa de renda – Março/2022

Por Maria Andréia P. Lameiras

Em março, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou taxas de inflação variando entre 1,24% para as famílias pertencentes aos estratos de renda mais alta e 1,74% no segmento de renda mais baixa. No acumulado no ano até março, a inflação varia entre 2,68% para o segmento de renda alta e 3,40% para o segmento de renda muito baixa. No acumulado em 12 meses, a inflação varia entre 10% para as famílias de renda mais alta e 12% para as famílias de renda mais baixa​.

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Taxa mensal de inflação por faixa de renda (xlsx)



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Boletim de expectativas – Abril de 2022

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este Boletim apresenta uma compilação de expectativas de mercado para diversas variáveis econômicas, coletadas de diferentes fontes. Neste número, aborda-se a questão de se a inversão em alguns trechos da curva de juros nos Estados Unidos sinaliza recessão e pode levar o Fed a reduzir o aperto monetário esperado: a conclusão, com base em estudo do próprio Fed, é que não. Em seguida, é mostrada a evolução do juros reais ex-ante no Brasil em 2022, que têm ficado relativamente estáveis em meio à elevação dos juros nominais e da inflação. Por fim, apresenta-se um quadro com projeções anuais medianas de mercado para algumas variáveis macroeconômicas brasileiras: de 2022 a 2024, espera-se paulatino aumento da taxa de crescimento do PIB, redução da inflação ao consumidor, da Selic, da taxa de câmbio e do déficit nominal do setor público, ao lado de estabilidade no déficit em transações correntes do balanço de pagamentos.

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