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Indicador Ipea de FBCF – Julho de 2021 Com bom desempenho em todos os segmentos, investimentos avançam 2,2% em julho de 2021

Por Leonardo M. de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um avanço de 2,2% na comparação entre julho e junho de 2021, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel terminado em julho registrou uma alta de 3,3%.Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto julho apresentou uma expansão de 27,7%, o trimestre móvel cresceu 24,9%. No acumulado em doze meses, os investimentos apresentaram um crescimento de 16%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou um avanço de 3,9% em julho, encerrando o trimestre móvel com uma queda de 15,1%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos cresceu 18,7% em julho, a importação caiu 26,2% no mesmo período. No acumulado em doze meses, o investimento em máquinas e equipamentos registrou um aumento de 24,3%.

Os investimentos em construção civil, por sua vez, avançaram 3,7% na série dessazonalizada. Com esse resultado, que representou a quinta alta consecutiva na margem, o segmento registrou um crescimento de 13,6% no trimestre móvel.

Gráfico Tabela

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Visão Geral da Conjuntura

Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea

A recuperação da atividade econômica dos efeitos da pandemia continua ocorrendo de forma heterogênea. Por um lado, serviços e comércio têm se beneficiado da melhora das condições sanitárias. Por outro, a indústria apresenta resultados negativos em parte devido aos mesmos choques de oferta que afetam a inflação, como escassez de matérias-primas e custos de energia. O mercado de trabalho vem dando sinais positivos e já registra a menor taxa de desocupação dessazonalizada desde maio de 2020, mas ainda apresenta indicadores gerais em níveis desfavoráveis. As condições gerais do mercado de crédito têm mostrado estabilidade e será importante monitorar os efeitos do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos próximos meses. Por fim, o setor externo tem apresentado desempenho positivo, com aumento das exportações e diminuição do deficit em transações correntes. Enquanto isso, a taxa de câmbio se mantém desvalorizada e volátil.

Nesse contexto, a previsão da Dimac/Ipea para o crescimento do PIB em 2021 permaneceu inalterada – ficando em 4,8%. Projetamos um crescimento interanual de 4,6% no terceiro trimestre e um avanço de 0,2% na margem. Pela ótica da produção, o destaque positivo no terceiro trimestre ficará por conta do PIB de serviços, que, impulsionado pela normalização dos níveis de mobilidade, deverá crescer 5,9% na comparação interanual, com avanço de 1,3% na margem. Pela ótica da despesa, o melhor desempenho será registrado pelo investimento, especialmente em máquinas de equipamentos, estimulado pelo crescimento da demanda na agricultura, nas indústrias extrativas e na construção civil. Prevemos expansão interanual de 15,8% no terceiro trimestre e de 13,3% no acumulado de 2021 para esse componente.

Com relação a 2022, nossa previsão para o crescimento acumulado do PIB foi revista de 2% para 1,8%. Essa redução se deve à dinâmica recente do cenário macroeconômico, com destaque para a persistência da inflação em patamar elevado – que impactou negativamente o poder de compra dos consumidores e provocou a necessidade de um aperto monetário maior que o esperado. Além disso, observou-se uma deterioração das condições financeiras das famílias, com o aumento de seu endividamento. Em contrapartida, alguns fatores contribuem para que a revisão da previsão para 2022 tenha sido pouco significativa, com destaque para o cenário de crescimento robusto do setor agropecuário e o aumento da disponibilidade de caixa dos governos estaduais – que poderá ser utilizado para ampliar os investimentos.

Tabela 4

No que diz respeito à inflação, para 2021 projetamos alta de 8,3% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e de 8,6% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para 2022, espera-se desaceleração da taxa de crescimento dos preços, com a inflação medida pelo IPCA encerrando o ano em 4,1%, levemente acima dos 3,9% estimados para o INPC.

Tabela 5

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Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Os indicadores setoriais mensais de atividade econômica sinalizam a continuidade da recuperação da economia brasileira no início do terceiro trimestre. De modo geral, o significativo avanço de vacinação contra a Covid-19 tem permitido que os níveis de mobilidade urbana se aproximem da normalidade. Com isso, as atividades cuja interação presencial é mais necessária, notadamente alguns segmentos do setor de serviços, seguem apresentando um ritmo de crescimento mais acelerado. O aumento de 1,1% em julho dos serviços na comparação com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), foi a décima terceira variação positiva em quatorze meses. Em relação ao mês de agosto, a Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea projeta uma desaceleração na margem, com avanço de 0,1% na comparação com julho (com ajuste sazonal). O destaque positivo é o crescimento previsto de 5,9% para os serviços prestados às famílias – segmento mais atingido pelos efeitos negativos da pandemia. Por sua vez, na comparação interanual, esperamos uma alta de 15,7% sobre agosto de 2020.

Esta nota de conjuntura apresenta também previsões desagregadas para os setores da indústria e o comércio.



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Investimento líquido e estoque de capital – segundo trimestre de 2021

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior e Felipe M. Cornelio

Esta Nota atualiza as séries dos indicadores Ipea de investimento líquido e de estoque de capital até junho de 2021. A aceleração do crescimento acumulado em doze meses dos investimentos brutos (Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF) fez com que os investimentos líquidos (excluído o valor da depreciação do estoque de capital prévio) ficassem ainda mais positivos em junho de 2021 – quando comparado à taxa de crescimento acumulada em março. Por conseguinte, a taxa de crescimento interanual do estoque de capital atingiu um pico de 0,7% em junho de 2021 – depois de ter fechado o ano de 2020 em queda de 0,2%. Nos próximos meses, a provável redução dos registros contábeis de importações fictas de plataformas de petróleo do regime aduaneiro Repetro, que são contabilizados como investimentos novos, deve atenuar esse movimento de alta. Contudo, o crescimento da demanda interna de bens de capital produzidos internamente e dos investimentos em construção civil e em outros ativos fixos deve influenciar positivamente o indicador de estoque de capital.

Gráficos 3 e 4

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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021 e 2022

Por Pedro M. Garcia, José Ronaldo de C. Souza Jr. e Fabio Servo

A Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a estimativa de crescimento do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de 1,7% (como divulgado na Nota no 18 da Carta de Conjuntura no 52) para 1,2%. Os principais motivos para esse ajuste são os seguintes: as reduções nas esti- mativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de produtividade e produção no mi- lho; e um cenário menos favorável para a produção de leite em função do aumento dos custos de produção.

Para 2022, a Dimac elevou a previsão de crescimento do VA do setor agropecuário para 3,4%, ante 3,3% divulgado anteriormente. Os principais fatores determi- nantes dessa perspectiva positiva para o ano que vem são: as expectativas de cres- cimento em culturas importantes como soja e milho – com base nos prognósticos iniciais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); de recuperação do crescimento da produção de bovinos, após dois anos consecutivos de queda; e por nova alta estimada para a produção de suínos.

Gráficos 1 e 3

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Previsão de indicadores de atividade e preço com modelo algorítmico

Por Ajax Moreira, Leonardo Carvalho e Izabel Nolau

O modelo algorítmico prevê o valor de uma variável dado um conjunto de explicativas, identificando padrões na relação entre o alvo e as explicativas sem supor formas funcionais para esse padrão, além de sempre manter o valor previsto fora da amostra de estimação. Nesta abordagem, são estimados múltiplos algoritmos que determinam padrões segundo diferentes critérios, e o algoritmo que maximiza a exatidão da previsão – minimizando um critério de perda – é o escolhido. A qualidade do resultado depende da variedade dos algoritmos testados e do conjunto de explicativas.

Nesta nota, propõe-se a introdução de um procedimento de pré-seleção de explicativas como um elemento adicional na escolha do previsor. Além disso, apresenta-se uma metodologia para obter, de forma não paramétrica, realizações da previsão, e, assim, calcular o intervalo de confiança da previsão e das estatísticas derivadas.

A abordagem dos modelos algorítmicos com as duas extensões, pré-seleção e incerteza da previsão foi utilizada para prever: i) o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e cinco dos seus componentes; ii) o produto interno bruto (PIB) medido com o monitor do PIB construído na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e dez de seus componentes; e iii) o produto dos setores da indústria, comércio e serviços e seus respectivos segmentos.

Os resultados são heterogêneos: o previsor dos componentes do PIB e do produto da indústria geral e do comércio e seus segmentos apresentam um desempenho satisfatório para previsões de até seis meses à frente. O previsor do IPCA e do produto e dos serviços tem desempenho insatisfatório para previsões para horizonte superior a dois meses. No caso do produto de comércio e serviços, a variável-alvo possui uma amostra muito curta, o que limita o funcionamento desta abordagem.

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Recuperação econômica e fechamento gradual do hiato Um exercício de consistência de médio e longo prazos

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior e Fabio Giambiagi

Texto para discussão do Ipea analisa qual pode ser a trajetória da economia brasileira ao longo da década de 2020, particularmente na transição entre o período atual, de ociosidade da economia, e um período em que o aumento da capacidade de oferta pode voltar a ser determinante para o crescimento. Partindo do contexto criado pela recessão de 2020 causada pela pandemia do coronavírus – que resultou na ampliação do hiato do PIB – e de uma discussão acerca das limitações que condicionarão o desempenho futuro da economia, apresenta-se o cenário traçado, explicando a sua lógica, os determinantes e as premissas adotadas. Isto posto, explicamos por que o padrão de recuperação do PIB potencial esperado para os próximos anos difere do verificado em ocasiões anteriores. Os números apresentados sugerem que o Brasil terá uma expansão modesta do PIB potencial no início da projeção, mas o crescimento da variável poderá se firmar progressivamente, com o aumento gradual da taxa de investimento e do crescimento da produtividade. Não obstante o baixo crescimento inicial do PIB potencial, o grau de ociosidade existente permitiria um crescimento médio do PIB da ordem de 2,5% ao ano (a.a.) entre o ano-base de 2021 e o final da década – considerado o cenário proposto no artigo. Nesse cenário, o país chegaria ao final da década com uma taxa de investimento de mais de 22% do PIB. Assim, se o país conseguir enfrentar o desafio fiscal e implementar reformas que melhorem a produtividade, as perspectivas para a década serão bastante promissoras, depois da década extremamente negativa de 2010-2020.

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Desempenho do PIB no segundo trimestre de 2021

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O PIB recuou 0,1% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o trimestre anterior com ajuste sazonal, e teve alta de 12,4% na comparação interanual – de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados vieram em linha com as previsões divulgadas em agosto deste ano na Nota de Conjuntura no 19, que eram de altas de 12,6% na comparação internual e de 0,2% na margem. O resultado do segundo trimestre manteve o carry-over para 2021 em 4,9% – caso permaneça estagnado nos próximos trimestres de 2021, o PIB fecharia o ano com alta de 4,9%.

O produto interno bruto (PIB) recuou 0,1% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o trimestre anterior com ajuste sazonal, e teve alta de 12,6% na comparação interanual – de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interanual veio em linha com a previsão divulgada em agosto deste ano na , que era de alta de 12,6%. O resultado do segundo trimestre manteve o carry-over para 2021 em 4,9% – caso permaneça estagnado nos próximos trimestres
de 2021, o PIB fecharia o ano com alta de 4,9%.

Em relação à ótica da produção, setores como construção, comércio e outras atividades de serviços foram alguns dos destaques positivos. A possível continuidade do crescimento desses setores pode ter impacto significativo sobre a geração de empregos no segundo semestre. A indústria de transformação, em contrapartida, foi e continua sendo impactada negativamente pela escassez de insumos e pelo forte aumento dos custos de transporte internacional (devido à taxa de câmbio e à falta de contêineres) e nacional (devido ao preço dos combustíveis) e de energia elétrica. Com relação às nossas previsões, revisadas em agosto último, a principal surpresa negativa ficou por conta da agropecuária, que, por conta de fatores climáticos – regime de chuvas e geadas –, registrou produção aquém do esperado de grãos importantes no PIB, como milho, e da cana-de-açúcar.

Pela ótica da despesa, o crescimento do consumo das famílias manteve-se estável depois de crescer apenas 0,1% no primeiro trimestre – na comparação com o trimestre anterior ajustada sazonalmente. A formação bruta de capital fixo (FBCF), por sua vez, registrou recuo no segundo trimestre. Embora a demanda na construção civil tenha apresentado bom desempenho no período, o consumo aparente de máquinas e equipamentos foi afetado negativamente pela queda nas importações, explicadas, em parte, ainda pelo efeito das importações “fictas” de plataformas de petróleo de plataformas de petróleo – que elevaram a base de comparação.

 Gráfico_v1

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Indicador Ipea de FBCF – junho e segundo trimestre de 2021

Por Leonardo M. de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 0,1% na comparação entre junho e maio de 2021, na série com ajuste sazonal. Com isso, o segundo trimestre fechou com uma queda de 3,6% – resultado já ajustado de acordo com as Contas Nacionais Trimestrais, do IBGE. Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto junho registrou uma expansão de 28,3%, o segundo trimestre cresceu 32,9%. Os resultados voltaram a ser afetados, em parte, pelos efeitos das operações envolvendo importações de plataformas de petróleo associadas ao regime aduaneiro Repetro, que elevaram a base de comparação nos primeiros três meses do ano.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou um recuo de 9,9% em junho, encerrando o segundo trimestre com uma queda de 27%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 10,2% em junho, a importação caiu 7% no mesmo período. Com isso, as importações caíram 65,9% no segundo trimestre, afetadas pela alta base de comparação
no primeiro trimestre do ano, quando o impacto das importações de plataformas de petróleo associadas às mudanças no regime aduaneiro Repetro ainda foi bastante significativo. Já a produção nacional encerrou o segundo trimestre com alta de 3,4%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou um aumento de 19,4%.

Os investimentos em construção civil, por sua vez, avançaram 5,3% na série dessazonalizada. Com esse resultado, que representou a quarta alta consecutiva na margem, o segmento registrou um crescimento de 11,2% no segundo trimestre

Gráfico Tabela

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Atividade econômica: dados recentes e previsões para 2021 e 2022

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

A análise recente dos indicadores de atividade econômica corrobora, em grande medida, as expectativas da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea em relação aos cenários de curto e médio prazo para a economia brasileira – discutidos em junho deste ano na visão geral da Carta de Conjuntura no 51. Conforme prevíamos, apesar da melhora no ambiente macroeconômico, refletida no aumento generalizado dos indicadores de confiança nos últimos meses, o produto interno bruto (PIB) deverá apresentar um resultado próximo à estabilidade no segundo trimestre, quando comparado aos primeiros três meses do ano. Enquanto os resultados do Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicam uma contração de 0,3% na margem do PIB no segundo trimestre, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) estima crescimento de 0,1% da atividade econômica no mesmo período. De um lado, os efeitos do recrudescimento da pandemia de Covid-19 sobre o nível de atividade no início de 2021 se mostraram menos intensos do que no início da crise sanitária – como discutido na Carta de Conjuntura no 51. De outro lado, a indústria de transformação continuou enfrentando escassez de matéria-prima, o que restringiu a oferta em alguns segmentos. Além disso, o ritmo de recuperação ainda modesto observado nos indicadores de mercado de trabalho, juntamente com a aceleração da inflação, constituiu dificuldades para um crescimento mais robusto da demanda interna.

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Esta nota analisa indicadores desagregados de indústria, comércio e serviços e mostra que os indicadores dos dois primeiros setores vieram, até agora, em linha com o nosso cenário detalhado na visão geral (de junho), ao passo que os serviços têm apresentado desempenho um pouco melhor que o previsto anteriormente. Essa melhora dos serviços tende a ser compensada pela menor expectativa de crescimento do valor adicionado do setor da agropecuária, conforme ressaltado na Nota de Conjuntura no 18. Diante desse cenário, nossas previsões de crescimento para 2021 (4,8%) e 2022 (2%) permanecem inalteradas. Cabe destacar, contudo, vários fatores de risco para esse cenário; em particular, a atual crise hídrica e a recente piora no quadro de contágio da Covid-19 em função da variante delta, no país e no mundo.

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