Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Indicador IPEA de FBCF – Fevereiro de 2022

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma alta de 0,8% na comparação entre fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em fevereiro registrou um crescimento de 2,8%. Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto fevereiro apresentou uma expansão de 0,9%, o trimestre móvel caiu 2,6%. No acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram um crescimento de 14,7% em fevereiro.

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Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentou um crescimento de 2,5% em fevereiro, encerrando o trimestre móvel com uma alta de 2,6%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 1,6% em fevereiro, a importação cresceu 4,9% no mesmo período. Com isso, as importações cresceram 7,1% no trimestre móvel. A produção nacional, por sua vez, encerrou o período com uma queda de 0,3%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou um aumento de 23%.

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Os investimentos em construção civil, por sua vez, também avançaram em fevereiro, na série dessazonalizada, registrando uma alta de 0,2%. Com isso, o segmento registrou um crescimento de 0,5% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, a expansão foi de 11,9%.

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Índice IPEA mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (xlsx)



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Indicador IPEA de Consumo Aparente de Bens Industriais – Fevereiro de 2022

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma alta de 0,4% na comparação entre fevereiro e janeiro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em fevereiro avançou 0,5% na margem. Nesta base de comparação, a demanda por bens industriais cresceu pelo terceiro período consecutivo. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) subiu 0,6% em fevereiro e 0,9% no trimestre móvel, as importações de bens industriais voltaram a cair, com recuos de 1,7% e 6,5%, respectivamente, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais retrocedeu 7,1% contra fevereiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel registrou uma queda de 6,1% em relação ao verificado no mesmo período de 2021. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda cresceu 5,7%, enquanto a produção industrial, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou uma alta de 2,8%, como visto no gráfico 1. Na mesma base de comparação, as importações de bens industriais cresceram 24,8%.

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Indicador IPEA de Consumo Aparente de Bens Industriais (xlsx)



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Investimento líquido e estoque de capital – quarto trimestre de 2021

Por José Ronaldo de C. Souza Jr. e Felipe M. Cornelio

Esta Nota atualiza as séries dos indicadores Ipea de investimento líquido e de estoque de capital até dezembro de 2021. Com os dados acumulados em doze meses dos investimentos brutos (Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF) alcançando um crescimento de 17,2% no ano, os investimentos líquidos (excluído o valor da depreciação do estoque de capital prévio) voltaram a apresentar valores positivos. Por conseguinte, o estoque de capital voltou a crescer, atingindo uma taxa de crescimento interanual de 1,0% em dezembro de 2021 – depois de ter fechado o ano de 2020 em queda de 0,1%. O destaque de 2021 foi o crescimento generalizado dos investimentos das três categorias (construção, máquinas e equipamentos e outros). Particularmente, a categoria de máquinas e equipamentos, que vinha com inves​timentos líquidos negativos desde 2015, voltou a fechar o ano com valor positivo (acumulação líquida de capital) em 2021.

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Visão Geral da Conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti, Leonardo Mello de Carvalho, Estêvão Kopschitz X. Bastos, Francisco E. de Luna A. Santos e Maria Andréia Parente Lameiras

Os dados melhores que o esperado no último trimestre de 2021 contribuíram para revisões positivas das previsões de crescimento feitas pelo mercado nas últimas semanas. Os indicadores de atividade econômica de janeiro, no entanto, surpreenderam negativamente, em parte devido à intensa onda de contaminação de covid-19 ocorrida no mês. Embora essa onda tenha tido um pico de casos novos bem mais alto que as ondas anteriores, as consequências humanas e econômicas e o tempo de duração foram bem menores. Passado esse choque negativo, a melhora do quadro da pandemia deve contribuir significativamente para a recuperação de atividades, como os serviços prestados às famílias e outras, com possíveis impactos positivos sobre o mercado de trabalho, que já recuperou indicadores dos níveis pré-pandemia. A surpresa negativa foi a eclosão da guerra na Ucrânia, que acabou reforçando a piora das previsões de inflação e, portanto, do cenário de política monetária no Brasil e no exterior. No entanto, a taxa de juros real ex ante de um ano do Brasil pouco se alterou desde a publicação da previsão anterior em dezembro de 2021. Tendo em vista essas e outras questões detalhadas nesta nota, mantemos nossa previsão de crescimento do PIB de 1,1% em 2022, embora com mudanças na composição desse crescimento. A principal delas, pela ótica da produção, é a redução do crescimento esperado para o setor agropecuário, de 2,8% para 1%, em função da piora das estimativas para a produção de soja, que passaram a ser de queda de 8,8%, mesmo com o aumento de 3,7% da área plantada – o que significa redução do valor bruto da produção com aumento do consumo intermediário.

Para 2023, trabalhamos com um cenário base em que assumimos que o ciclo de aperto monetário atingirá seu pico na próxima reunião do Copom, e a taxa de juros nominal permanecerá em 12,75% até o final de 2022. A partir do ano que vem, a expectativa é que a taxa de juros seja reduzida e feche o ano em torno de 9%, acompanhando o movimento de queda nas taxas de inflação, o que deve favorecer o mercado de crédito e os investimentos. Um mercado de trabalho mais aquecido será determinante para a demanda. Esperamos também que o aumento de preços de commodities seja temporário no cenário base e a taxa de câmbio fique estável, em relação ao fim de 2022, em R$ 5,20/US$. Ainda mais importante, consideramos que haverá menos incerteza por conta do fim dos efeitos da guerra na Ucrânia e de efeitos mínimos da pandemia, o que deve garantir uma evolução positiva das atividades ligadas a comércio e serviços. No que se refere à política fiscal, este cenário pressupõe a manutenção de um arcabouço de regras fiscais compatível com o compromisso com a disciplina fiscal, mantendo sob controle o risco associado à evolução das contas públicas. Diante deste cenário, nossa previsão para o crescimento do PIB em 2023 é de 1,7%.
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Em relação à inflação, as previsões se deterioraram no mundo todo principalmente em função dos impactos econômicos do choque causado pelo conflito militar na Ucrânia. Mesmo diante de um comportamento mais benevolente do câmbio – com valorização de 15% no ano até agora –, a manutenção da trajetória de alta das commodities no mercado internacional, aliada ao impacto da guerra sobre os preços do petróleo e aos efeitos climáticos sobre a produção doméstica de alimentos, levou a uma revisão das estimativas de inflação feitas pela Dimac/Ipea. A alta projetada para o IPCA, em 2022, avançou de 5,6% para 6,5%, enquanto a estimada para o INPC passou de 5,5% para 6,3%. Embora as estimativas de inflação para o ano tenham piorado, ainda se mantém a perspectiva de um cenário de desaceleração inflacionária, tanto para 2022 quanto para 2023. Além disso, mes-mo acima do patamar projetado inicialmente, o IPCA e o INPC devem encerrar o ano com uma variação bem abaixo da observada em 2021. De modo análogo, para 2023, as projeções de inflação feitas pela Dimac/Ipea indicam a manutenção dessa trajetória de desaceleração inflacionária, com taxas de 3,6%, tanto para o IPCA quanto para o INPC no próximo ano.
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Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços: janeiro e fevereiro de 2022

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

O desempenho recente dos indicadores setoriais de atividade econômica indica que, após encerrar 2021 com crescimento, todos os três setores produtivos apresentaram acomodação no mês de janeiro. Em relação aos resultados referentes ao mês de fevereiro, a Dimac/Ipea projeta uma melhora generalizada no desempenho da atividade econômica, com altas para os três principais setores da atividade (indústria, comércio e serviços) na comparação dessazonalizada. Entre eles, o destaque ficaria por conta do setor de serviços, que retomaria sua trajetória de recuperação, após ter ficado praticamente estável no mês de janeiro, quando foi afetado negativamente pela queda temporária nos níveis de mobilidade urbana. Com isso, nossa estimativa de crescimento de 1% na margem para o Monitor do PIB em fevereiro melhora o carregamento estatístico para o primeiro trimestre de 2022.

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Indicador IPEA de Consumo Aparente de Bens Industriais – Janeiro de 2022 Demanda interna por bens industriais inicia o ano com recuo de 2,3% em janeiro

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma queda de 2,3% na comparação entre janeiro e dezembro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em janeiro avançou 1,5% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 2,2% em janeiro, as importações de bens industriais recuaram 2,4%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais retrocedeu 7,7% contra janeiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel registrou uma queda de 3,8% em relação ao verificado no mesmo período de 2021. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda cresceu 6,6%, enquanto a produção industrial, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou uma alta de 3,1%, como visto no gráfico 1. Na mesma base de comparação, as importações de bens industriais cresceram 25,8%.

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Indicador IPEA de Consumo Aparente de Bens Industriais (xlsx)

 



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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021 e 2022

Por Pedro Mendes Garcia, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a estimativa para o valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2022 de crescimento 2,8% (como divulgado na Nota no 23 da Carta de Conjuntura no 53) para alta de 1,0%. O principal motivo para essa revisão é a nova estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de queda de 8,8% da produção de soja – o prognóstico anterior do LSPA era de alta. Apesar disso, há estimativas de crescimento substantivo em culturas como milho, cana-de-açúcar e café que devem mais do que compensar o desempenho negativo da principal lavoura da produção vegetal. A produção animal também deve contribuir positivamente com crescimento nas produções de bovinos, suínos e aves.

A respeito do resultado registrado para o ano de 2021, o atraso na colheita e efeitos climáticos adversos associados ao fenômeno “La Niña” impactaram o resultado de muitas culturas da produção vegetal, levando a um pequeno recuo do VA do setor agropecuário como um todo, após quatro anos de crescimentos sucessivos. Não obstante, a produção animal apresentou leve alta, com um ano muito positivo para as produções de suínos e aves, o que mais do que compensou o desempenho negativo da produção de bovinos.

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Indicador IPEA de FBCF – Janeiro de 2022 Investimentos iniciam o ano de 2022 com recuo de 0,4%

Por Leonardo Mello de Carvalhos

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma queda de 0,4% na comparação entre janeiro de 2022 e dezembro de 2021, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel fechou com uma alta de 1,4%. Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto janeiro registrou uma queda de 5,5%, o trimestre móvel caiu 1,8%. No acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram crescimento de 15,5% em janeiro.

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Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentou um recuo de 4,7% em janeiro, encerrando o trimestre móvel com uma alta de 0,4%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos cedeu 4,9% em janeiro, a importação caiu 12,5% no mesmo período. Ainda assim, as importações cresceram 5,5% no trimestre móvel. A produção nacional, por sua vez, encerrou o período com uma queda de 0,5%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou um aumento de 22,4%.

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Os investimentos em construção civil, por sua vez, avançaram em janeiro, na série dessazonalizada, registrando alta de 2,9%. Com isso, o segmento registrou uma queda de 1,4% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, o crescimento foi de 12,3%.

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Índice IPEA mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (xlsx)

 



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Desempenho do PIB no quarto trimestre de 2021

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O PIB avançou 4,6% em 2021, taxa 0,1 ponto percentual (p.p.) acima da previsão divulgada em dezembro do ano passado, na Nota de Conjuntura no 53. No quarto trimestre de 2021, o PIB cresceu 0,5%, na comparação com o trimestre anterior com ajuste sazonal, e 1,6% na comparação interanual – de acordo com o IBGE. O resultado veio um acima da nossa previsão divulgada em dezembro do ano passado de 1% na comparação interanual e de 0,1% na margem. Na comparação com o último trimestre de 2019, antes da crise causada pela pandemia de covid-19, o PIB apresentou uma alta de 0,5%. O resultado do quarto trimestre deixa o carry-over de 0,3% para 2022 –, ou seja, caso permaneça estagnado nos quatro trimestres de 2022, o PIB fecharia o ano com alta de 0,3%.

Em relação à ótica da produção, os resultados, na comparação com o terceiro trimestre, já descontados os efeitos sazonais, foram heterogêneos. O destaque positivo ficou por conta da agropecuária, que registrou crescimento de 5,8% na margem. Ainda assim, o setor encerrou o ano de 2021 com retração de 0,2%. O setor de serviços, embora tenha continuado a ser estimulado pela normalização dos índices de mobilidade urbana, apresentou uma desaceleração em relação ao resultado do terceiro trimestre, cujo ritmo de crescimento caiu de 1,2% para 0,5%. As atividades associadas aos serviços de informação e comunicação e outros serviços foram alguns dos destaques positivos. Após registrar uma queda de 4,3% em 2020, o setor encerrou 2021 com crescimento de 4,7%. Já o setor industrial, ainda impactado negativamente por fatores como a alta do custo de energia e os problemas relacionados à cadeia mundial de fornecimento de insumos, registrou a terceira queda trimestral consecutiva na margem, com recuo de 1,2%. O fraco desempenho no quarto trimestre foi bastante disseminado pelos segmentos industriais. Com exceção da atividade de construção, que avançou 1,5%, todos os demais segmentos registraram queda. Apesar disso, o setor industrial encerrou o ano de 2021 com alta de 4,5%.

Pela ótica da despesa, por sua vez, o destaque ficou por conta do consumo das famílias, que registrou alta de 0,7% na comparação dessazonalizada, a segunda consecutiva na margem. Com isso, acumulou crescimento de 3,6% em 2021. O consumo do governo também contribuiu positivamente no quarto trimestre, com avanço de 0,8% na margem. A FBCF, por sua vez, avançou 0,4% no quarto trimestre, encerrando o ano com uma forte alta de 17,2%. O bom desempenho reflete o crescimento de todos os seus componentes, com destaque para a demanda de máquinas e equipamentos, que apresentou alta de 23,6% em 2021. O resultado do quarto trimestre levou a taxa de investimento a passar de 18,4% para 19% na comparação interanual. Por fim, as exportações líquidas registraram contribuição ligeiramente negativa para o resultado interanual do quarto trimestre, refletindo um crescimento da absorção doméstica (2%) acima do registrado pelo PIB. No acumulado em quatro trimestres, o vazamento externo foi mais significativo, com as exportações crescendo 5,8%, enquanto as importações aumentaram 12,4%.

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Indicador Ipea de FBCF – Dezembro e quarto trimestre de 2021 Com bom desempenho de máquinas e equipamentos, investimentos avançam 2,7% em dezembro

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento de 2,7% na comparação entre dezembro e novembro de 2021, na série com ajuste sazonal. Com isso, o quarto trimestre fechou com uma alta de 0,4% – resultado já ajustado de acordo com as Contas Nacionais Trimestrais, do IBGE. Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto dezembro registrou uma queda de 6,4% (refletindo uma base de comparação elevada em dezembro de 2020), o quarto trimestre cresceu 3,4%. No acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram crescimento de 17,2% em 2021.

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Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou um avanço de 9,3% em dezembro, encerrando o quarto trimestre com uma alta de 3,7%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 0,5% em dezembro, a importação cresceu 11% no mesmo período. Com isso, as importações cresceram 5,9% no quarto trimestre. A produção nacional, por sua vez, encerrou o período com uma queda de 1,6%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou um aumento de 23,6%.

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Os investimentos em construção civil, por sua vez, também avançaram em dezembro, na série dessazonalizada, registrando alta de 0,6%. Com isso, o segmento registrou um avanço de 0,7% no quarto trimestre, encerrando 2021 com expansão de 12,8%.

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