Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Novembro de 2020 Demanda interna por bens industriais avançou 2,3% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou um crescimento de 2,3% na comparação entre novembro e outubro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 0,2% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em novembro avançou 12,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 0,5% em novembro, as importações de bens industriais aumentaram 20,2%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 2,3% contra novembro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou uma queda de 0,8% em relação ao verificado no mesmo período de 2019. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma queda de 6,9%, enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou uma baixa de 5,2%, como visto no gráfico 1.

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Em relação às grandes categorias econômicas, o bom desempenho em novembro na comparação dessazonalizada foi generalizado. Entre os destaques, a demanda por bens de capital, um dos componentes dos investimentos, registrou alta de 8,9%, enquanto os bens duráveis cresceram 5,7%. Na comparação interanual, o resultado foi similar, com todos os segmentos apresentando variação positiva contra novembro do ano passado.

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Desempenho do setor mineral durante a pandemia de Covid – 19

Por Geraldo Sandoval Góes, Cinthia de Paiva Rodrigues, Daniel Monte Cardoso, José Antônio Sena e Ligia Henriques Begot

Esta Nota de Conjuntura tem como objetivo apresentar e analisar os dados sobre o setor mineral brasileiro até o terceiro trimestre de 2020 a fim de acompanhar a evolução conjuntural do setor mineral brasileiro, tendo em vista os efeitos das restrições comerciais e produtivas impostos pela interrupção das atividades econômicas durante a pandemia ocasionada pela Covid-19. Para isso, analisa-se a evolução dos preços, da produção e da exportação das principais commodities minerais produzidas no país, que são: minério de ferro, minério de ouro, minério de cobre, ligas de ferronióbio, minério de manganês e minério de alumínio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Para análise da evolução da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) dos minérios selecionados, os dados foram obtidos da Agência Nacional de Mineração (ANM). Para o nível de empregos formais e, especificamente, o saldo de empregos no setor extrativo mineral, foram coletadas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), publicação da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia. Por fim, são apresentados os resultados da produção mineral das principais empresas mineradoras que mais contribuíram para o recolhimento da CFEM no país até o mês de setembro de 2020.

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Visão Geral da Conjuntura

Por José Ronaldo Souza Jr., Marco Cavalcanti, Paulo Levy e Leonardo Carvalho

A economia brasileira vem se caracterizando por fortes contrastes desde setembro deste ano. Se por um lado a produção e as vendas mostraram reação surpreendente ao choque adverso inicial causado pela pandemia, de modo que a queda do PIB em 2020, que projetamos em 4,3%, será bem menor do que a prevista pela maior parte dos analistas em meados do ano, por outro se observa uma recuperação desigual entre setores, com a indústria e o comércio em níveis médios acima do período pré-crise e os serviços ainda significativamente abaixo. No mercado de trabalho, os efeitos da recuperação, apesar de visíveis, ainda são modestos, e a perspectiva é que a taxa de desemprego ainda aumente antes de começar a cair – devido ao provável aumento da procura por trabalho em 2021. Nos mercados financeiros, muito em função das expectativas, houve fortes oscilações nos juros, na taxa de câmbio e na bolsa de valores, embora com tendência favorável nas últimas semanas. Subjacentes a esses movimentos estão fatores ligados à evolução da própria pandemia, no Brasil e no exterior; ao comportamento da economia mundial e à perspectiva da política econômica nos países avançados; e, principalmente, à política fiscal brasileira. Embora o grau de incerteza ainda se mantenha elevado, supondo que a consolidação fiscal será retomada após esse período de elevados gastos extraordinários em função da emergência de saúde pública, projetamos um crescimento de 4,0% em 2021.

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Demanda interna por bens industriais avançou 0,1% no mês

Por Leonardo M. Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou um crescimento de 0,1% na comparação entre outubro e setembro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 6,1% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em outubro avançou 14% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 0,3% em outubro, as importações de bens industriais aumentaram 2,4%.

Tabela 1

Em relação às grandes categorias econômicas, o desempenho de outubro na comparação dessazonalizada foi heterogêneo. Entre os destaques, a demanda por bens de capital, um dos componentes dos investimentos, registrou alta de 3,8%, enquanto os bens semi e não duráveis cresceram 0,4%. Já a demanda por bens intermediários cedeu 0,4% na margem. Na comparação interanual, todos os segmentos apresentaram variação negativa contra outubro do ano passado.

Grafico 1

A análise dos resultados completos por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Desempenho do PIB

Por Leonardo M. Carvalho

Corroborando a expectativa de recuperação da atividade econômica após a forte queda provocada pelos efeitos das medidas de contenção da pandemia de Covid-19, conforme divulgado pelo IBGE, o PIB avançou 7,7% no terceiro trimestre de 2020, na comparação com o trimestre anterior, já livre de efeitos sazonais. O resultado devolve uma parte da queda verificada no segundo trimestre, quando a economia retrocedeu 9,6%, a maior queda da série histórica. Já na comparação interanual, o PIB ainda se encontra 3,9% abaixo do patamar verificado no terceiro trimestre de 2019. Os resultados até o terceiro trimestre deixam um carry-over negativo em 5,1% para 2020. Caso permaneça estagnado no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2020 também ao longo de 2021, o PIB fecharia o ano com alta de 1,1%.

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Indicador IPEA de FBCF – Setembro e Terceiro Trimestre de 2020 Investimentos apresentam alta de 3,5% em setembro e encerram o terceiro trimestre do ano com crescimento de 16,3%

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um avanço de 3,5% na comparação entre setembro e agosto de 2020, na série com ajuste sazonal. Com isso, o terceiro trimestre de 2020 fechou com uma alta de 16,3%. Nas comparações com os mesmos períodos de 2019, enquanto setembro registrou uma expansão de 1,1%, o terceiro trimestre encerrou com uma retração de 2,8%. No acumulado em doze meses, os investimentos caíram 3,6%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou um crescimento de 4,3% em setembro, encerrando o terceiro trimestre com uma alta de 9,7%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos cresceu 2% em setembro, a importação aumentou 30,1% no mesmo período, refletindo um impacto positivo da aquisição de plataformas de petróleo.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 2% em setembro, na série dessazonalizada. O resultado foi a quinta variação positiva consecutiva nessa base de comparação. Com isso, o segmento registrou um avanço de 18,4% na passagem entre o segundo e terceiro trimestres de 2020.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o destaque também ficou por conta do componente construção civil, que avançou para um patamar 10,9% superior a setembro de 2019. Já os componentes máquinas e equipamentos e outros, por sua vez, registraram quedas de 6,2% e 6,6%, respectivamente. Na comparação trimestral, o resultado foi similar.

Tabela Gráfico

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Setembro de 2020 Demanda interna por bens industriais avançou 5,8% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou um crescimento de 5,8% na comparação entre setembro e agosto na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 4,6% no período anterior, o terceiro trimestre de 2020 avançou 14,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) aumentou 5,9% em setembro, as importações de bens industriais aumentaram 1,7%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais retraiu 0,5% contra setembro do ano passado. Com isso, o terceiro trimestre apresentou uma queda de 6,9% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma queda de 6,3%, enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela PIM-PF do IBGE, acumulou uma baixa de 5,5%.

Em relação às grandes categorias econômicas, o bom desempenho de setembro na comparação dessazonalizada foi generalizado. Entre os destaques, a demanda por bens de consumo duráveis avançou 12% na margem, enquanto os bens semi e não duráveis cresceram 10,7%. Já a demanda por bens de capital, um dos componentes dos investimentos, registrou alta de 6,7%. Na comparação interanual, enquanto os segmentos bens de capital (0,3%) e bens de consumo semi e não duráveis (4,7%) apresentaram crescimento sobre setembro do ano passado, os demais voltaram a cair.

Tabela 1

Grafico 1

A análise dos resultados completos por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Indicador Ipea de FBCF – Agosto de 2020

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma alta de 2,2% na comparação entre agosto e julho de 2020, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em agosto fechou com um crescimento de 12%, também na série dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2019, enquanto agosto registrou uma queda de 2,2%, o trimestre móvel encerrou com uma retração de 3,9%. No acumulado em doze meses, os investimentos caíram 2,7%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno, acrescida às importações – apresentou uma alta de 1,2% em agosto (após avanço de 11,4% em julho), encerrando o trimestre móvel com uma expansão de 11,1%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos cresceu 1,3% em agosto (terceira alta consecutiva), a importação caiu 0,4% no mesmo período.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 3,2% em agosto, na série dessazonalizada. O resultado sucedeu altas de 8,2% e 2,8% nos meses de julho e junho, respectivamente. Com isso, o segmento registrou um avanço de 16,6% no trimestre móvel.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados foram heterogêneos. Enquanto os segmentos máquinas e equipamentos e outros ativos fixos registraram quedas, o componente da construção apresentou crescimento de 7,3% sobre agosto de 2019. Na comparação trimestral, os resultados foram similares.

Tabela

Gráfico

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Macroeconomia ambiental e pandemia: impactos da Covid-19 no setor mineral

Por Geraldo Góes, Daniel M. Cardoso, José A. Sena, Ana E. N. Reymão, Ligia H. Begot, Cinthia P. Rodrigues

Esta Nota Técnica tem como tema o rebatimento da piora do ambiente macro- econômico no Brasil e no mundo, devido à pandemia da Covid-19, sobre o se- tor mineral brasileiro. Aspectos do montante da produção mineral (ferro, ouro e cobre), recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e nível de empregos, entre outros, serão descritos. A epidemia de Covid-19 afetou o desempenho do setor mineral brasileiro por meio da redução da demanda por exportações dos minérios brasileiros, da queda no preço dos minérios e da piora nos termos de troca, além da redução no fluxo de pessoas e mercadorias por conta das políticas de distanciamento social que afetam tanto a demanda quanto a oferta do mercado mineral. Em termos da CFEM arrecadada, no primeiro trimestre, houve uma queda de 18%, comparativamente ao quarto trimestre de 2019, com redução de quase todas as principais substâncias minerais, que cresceu 14,1% no primeiro trimestre de 2020. Já no segundo trimestre, a arrecadação total teve alta de 6,4%, puxada pelo aumento de preços das principais substâncias minerais. Em relação ao mercado de trabalho, observou-se forte queda dos empregos formais da indústria extrativa mineral em abril, com saldo negativo de 1.244 postos de trabalho, provavelmente relacionada aos impactos da pandemia sobre a indústria extrativa mineral.

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Agosto de 2020 Demanda interna por bens industriais avançou 5,9% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou um crescimento de 5,9% na comparação entre agosto e julho na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 3,9% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em agosto avançou 5,5% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) aumentou 3,1% em agosto, as importações de bens industriais aumentaram 9,8%.

Tabela 1

Em relação às grandes categorias econômicas, o bom desempenho de agosto na comparação dessazonalizada foi disseminado. Entre os destaques, a demanda por bens de consumo duráveis avançou 14,2% na margem, enquanto os bens intermediários cresceram 5,7%. Já o segmento bens de capital permaneceu praticamente estagnado, com uma pequena baixa de 0,2%. Na comparação interanual, todos os grupos voltaram a cair.

Tabela 2

A análise dos resultados completos por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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