Arquivos da categoria: Atividade Econômica

Indicador Ipea de FBCF – Abril de 2021 Com forte queda nas importações, investimentos recuam 18% em abril. Produção nacional avança 5,3%

Por Leonardo M. de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 18% na comparação entre abril e março de 2021, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em abril registrou queda de 11,4%. Já nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto abril registrou uma expansão de 39,1%, o trimestre móvel apresentou alta de 24%. Os resultados foram afetados pela forte queda nas importações, explicada por uma base de comparação elevada em março, quando ainda foram contabilizadas as operações envolvendo importações fictas de plataformas de petróleo associadas ao Repetro. No acumulado em doze meses, os investimentos apresentaram crescimento de 6,9%. 

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Visão Geral da Conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti, Paulo Mansur Levy, Leonardo Mello de Carvalho, Estêvão Kopschitz X. Bastos e Francisco E. de Luna A. Santos

A economia brasileira vem registrando recuperação significativa desde o terceiro trimestre do ano passado. A piora das condições sanitárias no final de 2020, e a consequente adoção de novas medidas restritivas em março e abril deste ano, impactaram negativamente a atividade econômica em magnitude significativamente menor que se temia inicialmente. A queda na mobilidade de trabalhadores e consumidores foi menos intensa e persistente do que no início da pandemia, e a economia parece ter aprendido a produzir e vender mesmo com menor grau de mobilidade. Ainda assim, é certo que a pandemia continua a representar um obstáculo à retomada mais forte da atividade econômica. No segundo semestre deste ano, com o avanço da vacinação, diante do ambiente externo favorável e da redução das incertezas fiscais no curto prazo, espera-se crescimento mais sustentado da atividade econômica. Na média do ano, o crescimento projetado é de 4,8%, e para 2022, de 2,0%.

210630_cc_51_nota_33_visao_geral_tabela_3Nas últimas semanas, o cenário de inflação no país veio se modificando, refletindo nova conjunção de fatores internos e externos, cujo impacto sobre o IPCA é de alta, em 2021, maior que a prevista anteriormente. De abril para maio, a taxa de inflação acumulada em doze meses saltou de 6,8% para 8,1%, pressionada pela aceleração, acima das expectativas, dos preços monitorados e dos bens industriais. O surgimento de novos elementos no cenário econômico alterou o balanço de riscos para a inflação, de forma que a projeção para o IPCA, em 2021, feita pelo Grupo de Conjuntura do Ipea – divulgada na Nota de Conjuntura no 17 – avançou de 5,3% para 5,9%. Ainda que ocorra melhora no cenário de câmbio, a continuada aceleração dos preços das commodities no mercado internacional vem mantendo os índices de preços ao produtor pressionados, possibilitando altas adicionais nos preços dos bens de consumo industriais no varejo e levando ao aumento na projeção de inflação deste subgrupo de 4,3% para 4,8%, em 2021. A estimativa para a alta dos preços monitorados também foi revista para cima, passando de 8,4% para 9,7%, sobretudo pela piora no comportamento da energia elétrica. Ainda que em menor intensidade, a expectativa da inflação dos serviços livres (exceto educação) também foi majorada – de 4,0% para 4,2% –, motivada por uma melhora do nível de atividade e pelo avanço da vacinação, que devem gerar incremento de demanda para esse setor. Já para os alimentos e para a educação, as projeções divulgadas anteriormente foram mantidas.

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Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Os efeitos da segunda onda da Covid-19 sobre o nível de atividade se mostraram menos intensos e com menor duração em comparação com o período inicial da pandemia, no primeiro semestre do ano passado. Parte disso pode ser atribuída a uma melhor adaptação da economia para lidar com as restrições impostas pela redução de mobilidade. Essa adaptação tem sido importante particularmente para o setor de serviços, em que alguns segmentos, cujas atividades são mais dependentes de interação presencial, ainda se encontram em níveis bastante inferiores aos observados no período pré-pandemia. Sua recuperação ao longo do ano deverá ser um importante driver para o crescimento da demanda doméstica. Para maio, a Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea estima que a receita de serviços tenha crescido 1,3% na série sem efeitos sazonais. Com isso, o carry-over para o segundo trimestre ficaria em 0,8%.

Apesar deste cenário mais benigno, a lenta recuperação do mercado de trabalho, principalmente em relação aos trabalhadores de baixa qualificação,1 tem afetado negativamente o consumo de bens e serviços pelas famílias, especialmente nas faixas de renda mais baixas, em que o impacto da aceleração inflacionária tem sido mais severo. Nesse contexto, também caracterizado pelo início de um ciclo de normalização das taxas de juros, o governo decidiu retomar alguns programas que haviam sido encerrados, como o auxílio emergencial e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, ambos com início em abril. Um dos possíveis impactos de curto prazo dessa política de transferência de renda é o aumento das vendas do comércio, que, de acordo com a nossa projeção, deve ter uma alta de 3,9% na margem em maio, com crescimento interanual de 25,8%.

O setor manufatureiro segue num processo de ajustamento dos níveis de estoque, que encerraram o ano passado em patamar bastante inferior ao considerado ideal pelos empresários. Esse fator tem sido importante para compensar a falta de estímulos mais significativos da demanda interna, tendo contribuído positivamente para o resultado do PIB no primeiro trimestre. Alguns segmentos com peso relevante na cadeira produtiva, no entanto, ainda apresentam níveis abaixo do planejado. Na esteira desse processo de recomposição dos estoques e mesmo da demanda, a Dimac estima que a produção industrial de maio tenha avançado 1,4% na série sem efeitos sazonais. Ainda assim, o carry-over para o segundo trimestre ficaria em -2,4%.

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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021

Por Pedro Mendes Garcia, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea, com base nas estimativas para 2021 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e em projeções próprias para a pecuária a partir dos dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha e Leite, revisou a estimativa de crescimento do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de 2,2% (como divulgado na Nota no 24 da Carta de Conjuntura no 50) para 2,6%. Os principais riscos dessa projeção de crescimento estão relacionados à crise hídrica, que pode prejudicar mais que o previsto a produção vegetal, e às incertezas relativas à oferta e à demanda de bovinos.

Gráfico 1

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Investimento líquido e estoque de capital – primeiro trimestre de 2021

Por José Ronaldo de C. Souza Jr. e Felipe Cornelio

Esta Nota atualiza as séries dos indicadores Ipea de investimento líquido e de estoque de capital até março de 2021. O crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no trimestre, que se deu principalmente devido à alta dos investimentos em máquinas e equipamentos, foi o suficiente para fazer os investimentos brutos superarem o valor da depreciação do capital. Os resultados deste estudo mostram que, a partir de fevereiro de 2021, a série de investimento líquido voltou a acumular valores positivos em doze meses. Com isso, o estoque de capital voltou a apresentar variações interanuais positivas a partir de fevereiro deste ano e já conseguiu superar o patamar pré-pandemia.

Gráficos 3 e 4

Os dados estão disponíveis no Ipeadata

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Abril de 2021 Demanda interna por bens industriais recua 5,4% em abril

Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma queda de 5,4% na comparação entre abril e março na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o trimestre móvel encerrado em abril retraiu 2,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 2% em abril, as importações de bens industriais recuaram 10,6%, após registrarem alta de 10% no período anterior.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 28,9% contra abril do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou uma alta de 15,6% em relação ao verificado no mesmo período de 2020. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou varação nula, enquanto a produção industrial, mensurada pela PIM-PF do IBGE, acumulou um crescimento de 1,1%.

Tabela 1

Grafico 1
A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Desempenho do PIB o primeiro trimestre de 2021

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Júniorr

O PIB avançou 1,2% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com o trimestre anterior, já livre de efeitos sazonais, de acordo com o IBGE. O resultado ficou acima da previsão divulgada em março deste ano na visão geral da Carta de Conjuntura no 50 – que era de queda de 0,5% –, mas os indicadores mensais divulgados mais recentemente pelo IBGE já apontavam para um desempenho melhor no primeiro trimestre. De modo geral, o desempenho da atividade econômica no primeiro trimestre de 2021 se mostrou resiliente aos impactos do fim do auxílio emergencial e do recrudescimento da crise sanitária. O resultado do primeiro trimestre deixa um carry-over positivo em 4,9% para 2021 – caso permaneça estagnado nos próximos trimestres de 2021, o PIB fecharia o ano com alta de 4,9%.

Em relação à ótica da produção, as projeções divulgadas em março já indicavam uma alta expressiva da agricultura, mas os demais setores surpreenderam positivamente. Pela ótica da despesa, por sua vez, o forte crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF) foi o destaque positivo entre os componentes. Embora uma parte deste resultado esteja associada a importações “fictas” de plataformas de petróleo – como detalhado na nota no 20 desta Carta de Conjuntura – seu bom desempenho foi explicado também pelas altas na produção interna de máquinas e equipamentos e pelo crescimento do investimento em softwares. Como esse efeito contábil afeta negativamente as exportações líquidas, o efeito sobre a variação total do PIB é nulo. Vale destacar também a importante contribuição da variação de estoques no resultado do PIB no primeiro trimestre, que acrescentou 1,3 ponto percentual (p.p.) à sua taxa interanual – lembrando que o PIB cresceu 1% nessa base de comparação.

Nossas projeções de PIB serão revisadas no fim deste mês, na próxima Visão Geral da Conjuntura. O bom desempenho verificado no primeiro trimestre do ano, associado a um forte crescimento da economia global, com aceleração dos preços das commodities, conferem um viés de alta, tornando as perspectivas para o resultado de 2021 mais otimistas. Apesar disso, consideramos o cenário econômico brasileiro ainda sujeito a fatores de risco relevantes, mantendo os níveis de incerteza em patamares elevados.

Gráfico 3

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Indicador Ipea de FBCF – Março e Primeiro Trimestre de 2021 Impulsionados pela importação de plataformas de petróleo, investimentos apresentam alta de 4,6% no primeiro trimestre de 2021

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 4,7% na comparação entre março e fevereiro de 2021, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o primeiro trimestre fechou com uma alta de 4,6% –resultado já ajustado pelas Contas Nacionais Trimestrais, do BGE.Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto março registrou uma expansão de 27%, o primeiro trimestre apresentou alta de 17%. Os resultados voltaram a ser afetados pelas operações envolvendo importações de plataformas de petróleo, ainda sujeitas, em parte, às mudanças no regime aduaneiro Repetro. No acumulado em doze meses, os investimentos apresentaram crescimento de 2%.

Gráfico Tabela

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O Setor Mineral e a Pandemia de Covid- 19: Um retrato no final de 2020

Por Geraldo Sandoval Góes, Mônica Monnerat Tardin, Ligia Henriques Begot, Daniel Monte Cardoso, Cinthia de Paiva Rodrigues, Patrícia da Silva Pego e José Antônio Sena

Esta Nota de Conjuntura visa apresentar e analisar os principais dados sobre o setor mineral brasileiro relativo ao quarto trimestre de 2020. Concomitantemente, possui a finalidade de acompanhar a evolução conjuntural do setor mineral brasileiro, tendo em vista os efeitos das restrições comerciais e produtivas impostos pela interrupção das atividades econômicas durante a pandemia de Covid-19. Para isso, analisa-se a evolução dos preços, da produção e da exportação das principais commodities minerais produzidas no país: ferro, ouro, cobre, nióbio, manganês e alumínio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Para a análise da evolução da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) dos minérios selecionados, utilizam-se os dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). Por fim, são apresentados os resultados da produção mineral das principais empresas mineradoras que divulgam seus dados.

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Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais – março de 2021 Demanda interna por bens industriais recua 1,2% em março

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma queda de 1,2% na comparação entre março e fevereiro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu crescimento nulo no período anterior, o primeiro trimestre de 2021 avançou 4,1% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 3,9% em fevereiro, as importações de bens industriais aumentaram 0,4%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 12,9% contra março do ano passado. Com isso, o primeiro trimestre apresentou uma alta de 6,6% em relação ao verificado no mesmo período de 2020. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma queda de 4,4%, enquanto a produção industrial, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE, acumulou uma baixa de 3,1%.

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