Arquivos da categoria: Agropecuária

Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021 e 2022

Por Pedro M. Garcia, José Ronaldo de C. Souza Jr. e Fabio Servo

A Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a estimativa de crescimento do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de 1,7% (como divulgado na Nota no 18 da Carta de Conjuntura no 52) para 1,2%. Os principais motivos para esse ajuste são os seguintes: as reduções nas esti- mativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de produtividade e produção no mi- lho; e um cenário menos favorável para a produção de leite em função do aumento dos custos de produção.

Para 2022, a Dimac elevou a previsão de crescimento do VA do setor agropecuário para 3,4%, ante 3,3% divulgado anteriormente. Os principais fatores determi- nantes dessa perspectiva positiva para o ano que vem são: as expectativas de cres- cimento em culturas importantes como soja e milho – com base nos prognósticos iniciais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); de recuperação do crescimento da produção de bovinos, após dois anos consecutivos de queda; e por nova alta estimada para a produção de suínos.

Gráficos 1 e 3

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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021 e 2022

Por Pedro M. Garcia, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Jr.

A Dimac do Ipea, com base nas projeções para 2021 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e em projeções próprias para a pecuária, a partir dos dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha e Leite, revisou a estimativa de crescimento do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de 2,6% (como divulgado na Nota no 30 da Carta de Conjuntura no 51) para 1,7%. Os principais motivos para esse ajuste nas projeções são a redução nas estimativas de produtividade e produção de culturas importantes – como a do milho – e um cenário pior para a produção de bovinos – em função de surpresas negativas nos dados mais recentes.

Para 2022, baseada nos prognósticos iniciais da Conab para alguns segmentos da produção vegetal e em projeções próprias para a produção animal, a Dimac prevê um crescimento de 3,3% para o VA do setor agropecuário. Os principais fatores determinantes dessa perspectiva positiva para o ano que vem são as expectativas de crescimento em culturas importantes como soja e milho e de recuperação para a produção de bovinos, após dois anos consecutivos de queda na produção.

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Mercados e preços agropecuários

Por Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Esta Nota de Conjuntura (feita em parceria com o Cepea/USP e a Conab) traz o acompanhamento dos preços domésticos e internacionais até julho de 2021 e o balanço de oferta e demanda dos principais produtos agropecuários brasileiros referente à safra 2020-2021.

As commodities mais representativas na pauta de exportação brasileira – grãos, carnes, café – continuaram com a demanda internacional aquecida no primeiro se- mestre, e com preços mais elevados frente ao mesmo período do ano anterior. No caso dos grãos, essa alta dos preços internacionais é reflexo do balanço apertado entre produção e consumo na safra corrente, somado a estoques que vinham decrescendo nas últimas safras. Para as carnes, o que se observa é um movimento de substituição entre as proteínas animais, seja por questões sanitárias ou pela busca de proteínas mais baratas. Em relação aos preços internacionais (em dólares) dos produtos analisados nesta Nota, apenas o arroz apresentou patamares inferiores em 2021 na comparação com 2020, com uma queda de 11%. A alta observada entre o primeiro semestre desse ano frente ao ano anterior foi de 65,9% para a soja, 72,3% para o milho, 24,4% para o trigo, 38,1% para o algodão, 18,3% para o boi gordo, 65,3% para o porco magro, e 24,2% para a carne de frango.

Para os preços domésticos (em reais), na comparação entre os valores médios do primeiro semestre de 2021 frente ao primeiro semestre de 2020, os preços de todos os produtos acompanhados aumentaram, exceto da batata. Os grãos mantiveram o destaque, com elevações de 40% ou mais para todos os produtos acompanhados: soja (78%), milho (77%), trigo (40%), algodão (75%) e arroz (55%). Deve-se destacar o importante impacto negativo desse aumento sobre os custos de produção na pecuária, o que pode influenciar negativamente a oferta de proteínas no país.

Em termos de perspectivas, para a maior parte dos produtos acompanhados, espera-se aumento ou estabilidade em alto patamar dos preços no curto e médio prazos. Os problemas climáticos, como as geadas recentes e o clima seco no Centro-Sul, tiveram e devem continuar a ter um papel decisivo nessa perspectiva. A intensidade desse possível aumento de preços também depende estreitamente do comportamento da taxa de câmbio nos próximos meses e dos preços internacionais.

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Comércio Exterior do Agronegócio

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastree e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A balança comercial do agronegócio fechou julho com superavit de US$ 10,1 bilhões. No mês, manteve-se a tendência de alta nos preços médios transacionados das principais commodities. Em julho, os produtos com maior destaque nas exportações, além da soja, foram os grãos, as carnes, o açúcar e o café. No entanto, os produtos que bateram recorde em volume exportado ao longo do primeiro semestre de 2021 foram o café, o açúcar, o algodão e a carne suína. Problemas climáticos, que já atrasaram o plantio da soja e comprometeram parte da segunda safra de milho, podem também prejudicar a produção do café e do açúcar. A comercialização de todas essas commodities conta com uma participação significativa do Brasil, e o menor volume das exportações do país pode impactar diretamente os preços futuros desses produtos, como será apresentado no caso do café. Outros produtos, como as carnes suína e de frango, têm apresentado crescimento nas exportações em decorrência de problemas sanitários nos países de destino. No caso do frango, houve também uma diversificação dos países importadores dos produtos brasileiros. Já os suinicultores continuaram se beneficiando da redução do rebanho na China e da necessidade do país de importar proteína animal. O mercado de carne suína também tem sido favorecido pelo aumento da demanda de carne bovina. Nossos vizinhos – Argentina e Uruguai – priorizaram as exportações desse produto e compensaram a demanda doméstica por proteína animal com carne suína brasileira.

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Comércio Exterior do Agronegócio

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A balança comercial do agronegócio fechou junho com superavit de US$ 10,8 bilhões. Entre os principais produtos de exportação, destaque para a soja, que segue com crescimento de 25,3% no acumulado do ano e deve fechar 2021 com novo recorde de produção e exportação. Em relação aos estoques mundiais, tanto a soja como o milho vêm apresentando quedas cada vez mais acentuadas. O caráter multifacetado desses dois grãos é responsável pelo aumento da demanda mundial e, por isso, vêm contribuindo de forma direta para o crescimento da produção a cada safra, inclusive no Brasil. No entanto, a produção destes grãos não tem sido suficiente para atender com certa margem ao mercado internacional. A consequência disso é um balanço de oferta e demanda apertado, com alguns países utilizando seus estoques para atender à demanda doméstica. Na contramão desta tendência, encontra-se a China, que não só está entre os maiores consumidores, mas também é o país que detém atualmente a maior parte dos estoques. E, neste caso, a diferença entre milho e soja é que a soja é o único grão na China que os estoques e a produção não atendem à demanda doméstica, o que sinaliza uma boa perspectiva para o produtor rural que está começando a planejar a safra 2021/2022. Em relação aos preços médios, com o mercado internacional de commodities aquecido, os exportadores brasileiros começaram a sentir em junho a recuperação parcial dos preços médios das exportações da maior parte dos produtos do agronegócio, com destaque para a carne bovina, a soja e o milho. Apesar da recuperação, nenhum dos produtos analisados chegou a ultrapassar as máximas históricas.

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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021

Por Pedro Mendes Garcia, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea, com base nas estimativas para 2021 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e em projeções próprias para a pecuária a partir dos dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha e Leite, revisou a estimativa de crescimento do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de 2,2% (como divulgado na Nota no 24 da Carta de Conjuntura no 50) para 2,6%. Os principais riscos dessa projeção de crescimento estão relacionados à crise hídrica, que pode prejudicar mais que o previsto a produção vegetal, e às incertezas relativas à oferta e à demanda de bovinos.

Gráfico 1

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Mercados e preços agropecuários

Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Júnior

Esta nota de conjuntura traz o acompanhamento dos preços domésticos e internacionais e o balanço de oferta e demanda dos principais produtos agropecuários brasileiros, que são os mais representativos para PIB do setor agropecuário, para a balança comercial e para o abastecimento de alimentos do mercado doméstico.

As principais commodities agropecuárias continuaram sendo impactadas pelo câmbio e pela alta dos preços internacionais. Para o Brasil, a desvalorização do real diante do dólar contribuiu para manter os preços das commodities ainda mais atrativos em moeda local. No entanto, o câmbio também teve efeitos adversos sobre as culturas brasileiras que dependem de insumos importados, já que encarecem o custo de produção. Do lado da demanda, destaque para a manutenção do alto volume de embarques para a China e países asiáticos no primeiro trimestre do ano. A demanda mundial aquecida e os estoques baixos contribuíram para boa parte da alta dos preços internacionais.

Em relação aos preços domésticos, o arroz, o leite, as carnes suína e de frango e os hortifrutícolas tiveram queda devido a fatores como a queda na demanda interna decorrente da redução do funcionamento dos bares e restaurantes (food services) e aos possíveis impactos sobre a renda das famílias com o agravamento da pandemia neste ano. Do lado da oferta doméstica, restrições de disponibilidade contribuíram para impulsionar os preços do milho, do café, dos etanóis, dos bovinos e dos ovos. Essa restrição deve ser mantida no próximo trimestre.

Importante destacar que, embora na comparação do trimestre atual com o último trimestre de 2020 os movimentos de preços tenham sido diversos em magnitude e também em direção, na comparação interanual, todos os produtos agropecuários acompanhados nesta publicação apresentam alta de preço, com destaque para os grãos, que alcançaram elevações superiores a 50%, e seus impactos como insumos sobre os custos de produção da pecuária.

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Comércio exterior de produtos do agronegócio: Balanço de 2020 e perspectivas para 2021

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre e Guilherme S. Bastos Filho

Nesta nota apresentamos o fechamento da balança comercial de produtos do agronegócio para 2020, destacamos os principais fatores que contribuíram para este resultado e apontamos algumas tendências para 2021. Mesmo com queda no preço médio de quase todos os principais produtos de exportação, o Brasil conseguiu se manter como um dos principais fornecedores de commodities agropecuárias no mercado mundial em 2020, com destaque para a soja, as carnes – bovina, suína e de frango –, o açúcar, o café e o algodão. O país foi favorecido pela desvalorização do real frente ao dólar, que tornou os preços brasileiros ainda mais competitivos, pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que favoreceu o setor sojicultor, pela quebra de safra nos países concorrentes, como no caso do açúcar, pelo aumento da demanda internacional, como no comércio do algodão, ou sim- plesmente por condições climáticas favoráveis, como a bienalidade positiva do café. Paralelo a isso, a balança comercial do agronegócio contou ainda com excelentes resultados do setor triticultor que, sendo o trigo o principal produto importado pelo Brasil, impactou positivamente o saldo final.

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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021

Por Pedro Mendes Garcia, José Ronaldo de C. Souza Júnior e Fabio Servo

A Dimac do Ipea, com base nas estimativas para 2021 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e em projeções próprias para a pecuária a partir dos dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha e Leite, revisou a estimativa de crescimento do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de 1,5% (como divulgado na visão geral da Carta de Conjuntura no 49) para 2,2%.

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A nova projeção, além de levar em consideração projeções atualizadas para a produção agropecuária, faz uma revisão metodológica que visa considerar de maneira mais precisa a evolução do consumo intermediário a partir dos valores das tabelas de recursos e usos do Sistema de Contas Nacionais. Com isso, o VA do setor passa a ser desagregado em dois componentes: produção animal e produção vegetal. A produção animal é composta pelos segmentos da pecuária (bovinos, suínos, aves, leite e ovos), além da pesca e da aquicultura, enquanto a produção vegetal é composta pelos produtos da lavoura e pela exploração florestal e silvicultura.

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Conjuntura agrícola brasileira

Por Dimac/Ipea e Conab

O Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea, em conjunto com a Diretoria de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Dipai/Conab), apresenta, nesta edição, estimativas de área e de produção dos principais grãos – soja, milho e trigo – para a safra 2019-2020, além de um panorama dos principais produtores e consumidores mundiais desses grãos. Esta edição conta ainda com projeções do PIB Agropecuário para 2020 e 2021, considerando os prognósticos de safra do IBGE e da Conab.

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