Arquivos da categoria: Agropecuária

Mercados e preços agropecuários

Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Júnior

Esta nota de conjuntura traz o acompanhamento dos preços domésticos e internacionais e o balanço de oferta e demanda dos principais produtos agropecuários brasileiros, que são os mais representativos para PIB do setor agropecuário, para a balança comercial e para o abastecimento de alimentos do mercado doméstico.

As principais commodities agropecuárias continuaram sendo impactadas pelo câmbio e pela alta dos preços internacionais. Para o Brasil, a desvalorização do real diante do dólar contribuiu para manter os preços das commodities ainda mais atrativos em moeda local. No entanto, o câmbio também teve efeitos adversos sobre as culturas brasileiras que dependem de insumos importados, já que encarecem o custo de produção. Do lado da demanda, destaque para a manutenção do alto volume de embarques para a China e países asiáticos no primeiro trimestre do ano. A demanda mundial aquecida e os estoques baixos contribuíram para boa parte da alta dos preços internacionais.

Em relação aos preços domésticos, o arroz, o leite, as carnes suína e de frango e os hortifrutícolas tiveram queda devido a fatores como a queda na demanda interna decorrente da redução do funcionamento dos bares e restaurantes (food services) e aos possíveis impactos sobre a renda das famílias com o agravamento da pandemia neste ano. Do lado da oferta doméstica, restrições de disponibilidade contribuíram para impulsionar os preços do milho, do café, dos etanóis, dos bovinos e dos ovos. Essa restrição deve ser mantida no próximo trimestre.

Importante destacar que, embora na comparação do trimestre atual com o último trimestre de 2020 os movimentos de preços tenham sido diversos em magnitude e também em direção, na comparação interanual, todos os produtos agropecuários acompanhados nesta publicação apresentam alta de preço, com destaque para os grãos, que alcançaram elevações superiores a 50%, e seus impactos como insumos sobre os custos de produção da pecuária.

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Comércio exterior de produtos do agronegócio: Balanço de 2020 e perspectivas para 2021

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre e Guilherme S. Bastos Filho

Nesta nota apresentamos o fechamento da balança comercial de produtos do agronegócio para 2020, destacamos os principais fatores que contribuíram para este resultado e apontamos algumas tendências para 2021. Mesmo com queda no preço médio de quase todos os principais produtos de exportação, o Brasil conseguiu se manter como um dos principais fornecedores de commodities agropecuárias no mercado mundial em 2020, com destaque para a soja, as carnes – bovina, suína e de frango –, o açúcar, o café e o algodão. O país foi favorecido pela desvalorização do real frente ao dólar, que tornou os preços brasileiros ainda mais competitivos, pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que favoreceu o setor sojicultor, pela quebra de safra nos países concorrentes, como no caso do açúcar, pelo aumento da demanda internacional, como no comércio do algodão, ou sim- plesmente por condições climáticas favoráveis, como a bienalidade positiva do café. Paralelo a isso, a balança comercial do agronegócio contou ainda com excelentes resultados do setor triticultor que, sendo o trigo o principal produto importado pelo Brasil, impactou positivamente o saldo final.

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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021

Por Pedro Mendes Garcia, José Ronaldo de C. Souza Júnior e Fabio Servo

A Dimac do Ipea, com base nas estimativas para 2021 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e em projeções próprias para a pecuária a partir dos dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha e Leite, revisou a estimativa de crescimento do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de 1,5% (como divulgado na visão geral da Carta de Conjuntura no 49) para 2,2%.

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A nova projeção, além de levar em consideração projeções atualizadas para a produção agropecuária, faz uma revisão metodológica que visa considerar de maneira mais precisa a evolução do consumo intermediário a partir dos valores das tabelas de recursos e usos do Sistema de Contas Nacionais. Com isso, o VA do setor passa a ser desagregado em dois componentes: produção animal e produção vegetal. A produção animal é composta pelos segmentos da pecuária (bovinos, suínos, aves, leite e ovos), além da pesca e da aquicultura, enquanto a produção vegetal é composta pelos produtos da lavoura e pela exploração florestal e silvicultura.

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Conjuntura agrícola brasileira

Por Dimac/Ipea e Conab

O Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea, em conjunto com a Diretoria de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Dipai/Conab), apresenta, nesta edição, estimativas de área e de produção dos principais grãos – soja, milho e trigo – para a safra 2019-2020, além de um panorama dos principais produtores e consumidores mundiais desses grãos. Esta edição conta ainda com projeções do PIB Agropecuário para 2020 e 2021, considerando os prognósticos de safra do IBGE e da Conab.

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Economia Agrícola

Editado por Ana Cecília Kreter e José Ronaldo de C. Souza Jr.

O Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea, com base nas estimativas para 2020 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e em projeções próprias para a pecuária a partir dos primeiros resultados da Pesquisa Trimestral do Abate, Produção de Ovos de Galinha e Leite, revisou a estimativa de crescimento do PIB do setor agropecuário de 2020 para 1,5%. Para 2021, o Grupo de Conjuntura projetou crescimento de 1,2% para o PIB agropecuário. Nessa projeção foram incluídas as informações recentemente divulgadas do prognóstico da produção agrícola do IBGE, além de projeções de safra da lavoura da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A análise do comércio exterior da cadeia do agronegócio mostra que as exportações brasileiras de janeiro a outubro cresceram 6% (em valor) em comparação com o mesmo período do ano anterior. As altas do açúcar (63%), carne suína (49%), soja (21%), algodão (21%) e carne bovina (20%) foram os maiores destaques. Quanto às importações brasileiras de produtos do agronegócio, os dez principais produtos de importação apresentaram queda de 5% diante de 2019. A queda foi puxada pelo salmão, pelo malte, pelos produtos hortícolas e pelo trigo, com reduções de 34%, 10%, 8% e 5%, respectivamente, no valor importado.

Esta seção de Economia Agrícola conta ainda com uma análise detalhada feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (USP) dos mercados e preços agropecuários domésticos; com uma seção de crédito rural, que destaca o bom desempenho das contratações do crédito no ano-safra 2020-2021; e com uma seção de insumos, com destaque para os fertilizantes e a produção de máquinas agrícolas.

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Exportações de proteína animal 2020

Ana Cecília Kreter, Fabio Servo, Ana Cecília Almeida, José Ronaldo de C. Souza Jr.

As exportações de carnes – bovina, suína e de frango – cresceram 10% em valor no acumulado do ano, frente ao mesmo período do ano anterior. Entre os principais destinos, o que se observa é que este crescimento foi impulsionado pelos embarques de carne bovina e suína para a China, que aumentaram em 116% e 137%, respectivamente. Este resultado é decorrente da Peste Suína Africana (PSA) no país, que diminuiu consideravelmente o rebanho de suínos; da guerra comercial entre China e Estados Unidos (EUA), que impactou diretamente na exportação de commodities dos EUA e, mais recentemente, da Covid-19. O bloco asiático (exceto China) apresentou crescimento moderado (6%), com queda apenas nas exportações de carne de frango (-10%). União Europeia (UE) e Oriente Médio estão comprando menos carne do Brasil em 2020, comparados ao ano anterior – exceção para a carne suína exportada para o Oriente Médio, que cresceu 38%.

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Revisão da estimativa do PIB agropecuário brasileiro em 2020 e em 2021

Por Pedro M. Garcia, Ana Cecília Kreter, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Com base nas novas estimativas divulgadas no mês de outubro para a produção agrícola em 2020 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e em projeções próprias para a pecuária a partir dos dados das Pesquisas Trimestrais do Abate, Produção de Ovos de Galinha e Leite, o Grupo de Conjuntura da Dimac do Ipea revisou a projeção da taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário de 1,6% (como divulgado na Visão Geral da Carta de Conjuntura nº 48) para 1,9% em 2020.

Para o ano de 2021, o Grupo de Conjuntura revisou a projeção de crescimento do PIB Agropecuário de 2,4% para 2,1%. A revisão para baixo da elevação do PIB Agropecuário em 2021 se deu por conta do aumento da base de comparação – com o melhor resultado esperado para 2020.

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O que está acontecendo com os preços do arroz no Brasil?

Por Marcelo Nonnenberg, Michelle Martins e Alícia Cechin

Com o início da pandemia e o aumento da alimentação no domicílio, a demanda por produtos estocáveis e, consequentemente, por arroz voltou a crescer e a pressionar os preços. De acordo com os dados da Conab, o preço no varejo do saco de 5 kg do arroz longo fino tipo 1 cotado em São Paulo passou de R$ 17,46 em janeiro para R$ 21,19 em agosto de 2020, uma elevação de 21,3%, com crescimento contínuo esperado ao longo de setembro. Isso levou o governo a anunciar, no início do mês, uma redução a zero do imposto de importação, com o objetivo de conter o aumento.

Como o arroz consumido no país é basicamente produzido internamente, é interessante responder a duas perguntas. Primeiro, o que causou o aumento tão forte, em um período de recessão acentuada? Segundo, será que a redução de tarifa poderá ter o efeito desejado de conter/reduzir os preços? Obviamente, a resposta a essas duas questões é apenas aproximativa.

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Economia agrícola

A previsão da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea para o PIB do setor agropecuário é de crescimento de 1,5% em 2020, considerando o prognóstico de safra do IBGE. Esta Carta de Conjuntura conta ainda com a primeira projeção do PIB agropecuário para 2021 (3,2%), calculada a partir do prognóstico de safra 2020-2021 da Conab.

A análise do comércio exterior da cadeia do agronegócio mostra que as exporta- ções brasileiras de janeiro a julho cresceram 11% (em valor) em comparação com o mesmo período do ano anterior. Carne suína, açúcar, soja e carne bovina foram os produtos de maior destaque. Quanto às importações brasileiras de produtos do agronegócio, os dez principais produtos de importação apresentaram queda de 9% diante de 2019. A queda foi puxada pelo salmão, pelo malte e pelo alho, com reduções de 35%, 15% e 13%, respectivamente, no valor importado.

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Economia Agrícola

Por Ana Cecília Kreter , José Ronaldo de C. Souza Júnior e Fabio Ribeiro Servo

A previsão da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea para o produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário é de crescimento de 2,5% em 2020, considerando o prognóstico de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e de 2,3%, caso se utilize o prognóstico de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além do cenário-base, o Grupo de Conjuntura simulou o PIB agropecuário para um cenário de estresse, em que parte da produção é mais afetada por eventos adversos, especialmente os relacionados à pandemia da Covid-19. Mesmo nesse novo cenário, o setor agropecuário permanece com um desempenho positivo, com um crescimento de 1,3% para 2020, sustentado principalmente pela lavoura. Além do PIB, esta Carta de Conjuntura apresenta em todas as seções e subseções análises preliminares dos primeiros impactos da Covid-19 no setor agropecuário.

De janeiro a abril de 2020, os dados de comércio exterior da cadeia do agronegócio mostram que as exportações brasileiras cresceram 7% (em valor) em comparação com o mesmo período do ano anterior. Soja e carne bovina contribuíram positivamente, enquanto milho e celulose apresentaram queda. Embora o valor das importações brasileiras de produtos agroindustriais seja muito inferior ao das exportações, impactando pouco a balança comercial do agronegócio, os quatro primeiros meses do ano foram de queda de 5,5% diante de 2019. O trigo e o malte – os dois produtos de maior valor da pauta – foram responsáveis por esse resultado, com reduções de 8,2% e 11,3%, respectivamente, no valor importado.

Na análise detalhada dos mercados e preços agropecuários domésticos, feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (USP), constatou-se que as reações à pandemia contribuíram para o aumento de quase todos os preços agropecuários em março. A possibilidade de isolamento social com a chegada do vírus no Brasil causou, no início da pandemia, picos de demanda que impulsionaram os preços de produtos como arroz, banana, café e ovos. A partir de abril, os efeitos sobre os preços foram difusos.

A subseção de crédito rural apresenta o bom desempenho do volume de crédito contratado no primeiro quadrimestre do ano, em especial no bimestre março-abril, que marca o início da crise da Covid-19 no país. Esse resultado mostra o esforço conjunto do governo federal e das entidades integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), no sentido de preservar o crédito destinado ao setor agropecuário, considerado estratégico no enfrentamento da crise.

Por fim, a Carta de Conjuntura conta com a subseção de insumos. Nela, apresentam- -se a queda na aquisição de fertilizantes e a dependência do Brasil da importação de nutrientes para as plantas (nitrogênio, fósforo e potássio – NPK) para o início da próxima safra.

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