Arquivos da categoria: Agropecuária

Comércio exterior do agronegócio: abril de 2022

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Jr.

O agronegócio exportou US$ 14,9 bilhões em abril, o que contribuiu para um superávit de US$ 13,6 bilhões no saldo da balança comercial do setor, crescimento de 15,2% diante de abril de 2021. Em contrapartida, os demais bens – todos os produtos comercializados, exceto os produtos do agronegócio – fecharam abril com déficit de US$ 5,5 bilhões, US$ 3,7 bilhões a mais que no mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o resultado total da balança comercial, que considera os produtos de todos os setores, encerrou abril com superávit de US$ 8,1 bilhões. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um crescimento em valor exportado de 14,9%. Este resultado segue uma tendência de alta observada desde fevereiro de 2021, que teve seu pico nos primeiros meses deste ano – período de entressafra e típico de baixas importações para o Brasil.

O resultado da balança comercial do agronegócio no acumulado do ano (de janeiro a abril) foi bastante expressivo, com superávit de US$ 43,7 bilhões, com as exportações apresentando alta de 34,9% e as importações registrando estabilidade, diante de igual período de 2021. Com esse resultado, o agronegócio foi um dos setores que mais contribuíram para o crescimento de 24,1% no total das exportações nestes primeiros meses do ano. O saldo da balança comercial total, que é a soma de todos os setores da economia, apresentou superávit de US$ 20,2 bilhões, diante dos US$ 18,1 bilhões em 2021, crescimento de 11,8% até agora.

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Mercados e preços agropecuários

Por Ana Cecília Kreter, José Ronaldo de C. Souza Júnior, Allan Silveira dos Santos e Nicole Rennó Castro

Após quase dois anos de incerteza no mercado internacional de commodities agrícolas, decorrente da covid-19, o conflito na Ucrânia elevou novamente a insegurança sobre a oferta e a demanda globais. Consequentemente, os preços internacionais das principais commodities passaram por grandes oscilações no período recente. A Rússia não é só a maior produtora mundial de petróleo e gás: nas últimas safras, o país se tornou o maior exportador de trigo do mundo e importante fornecedor de alimentos para a Europa e Ásia. A Ucrânia, por sua vez, é uma das principais fornecedoras de milho e óleo de girassol, enquanto a Rússia tem grande relevância no mercado europeu de trigo. Além disso, os dois países têm peso relevante no mercado internacional de insumos agrícolas.

Após o início da guerra, os grãos e oleaginosas em geral, puxados pelo trigo e pelo óleo de soja, sofreram importantes altas, de forma abrupta inicialmente, mas estabelecendo-se em patamares muito acimas dos verificados antes do conflito, mesmo após terem recuado nas últimas semanas. É importante apontar que, com os problemas climáticos relacionados à safra de grãos na América do Sul, em especial no Brasil, na Argentina e no Paraguai, o balanço global se tornou ainda mais apertado, o que, por si só, já teria efeitos de alta sobre os preços. Esse choque negativo de oferta somou-se à elevação dos custos de produção – devido às altas dos insumos exportados pelos países em guerra.

Enquanto isso, as commodities soft, como açúcar, café e até mesmo a carne bovina, interromperam a sequência de altas, e apresentaram queda, devido às consequências da guerra sobre a expectativa de crescimento econômico mundial e à sua menor essencialidade em um cenário de conflitos.  No entanto, como a Rússia e a Ucrânia não têm peso relevante nos mercados dessas commodities, os preços voltaram aos patamares pré-conflito.

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Comércio exterior do agronegócio: março de 2022

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre, Fabio Servo e José Ronaldo Souza Jr.

Março é um mês típico de início de alta nas exportações do agronegócio brasileiro, explicada em parte pelo avanço das colheitas da safra 2021-2022, em especial dos grãos. Mesmo sendo um mês em que é esperada maior comercialização frente a janeiro e fevereiro, o setor apresentou significativo crescimento do valor exportado ante mesmo mês do ano passado, com alta de 29,4%, totalizando US$ 14,5 bilhões. As importações do agronegócio fecharam o mês com US$ 1,4 bilhão, também com alta frente ao mesmo mês do ano anterior, de 5,9%.

Com isso, o primeiro trimestre do ano se encerra com a intensificação do fluxo comercial do agronegócio brasileiro, tanto nas exportações quanto nas importações, mesmo frente a novos desafios como a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e o conjunto de sanções que afetou os fluxos internacionais de comércio. Do lado das exportações, merece destaque o bom desempenho do complexo de soja; das carnes bovina e de frango; e de produtos florestais, como a celulose. Já açúcar, café, algodão e milho registraram baixas, resultado das quebras observadas na safra 2020- 2021, fortemente afetadas por questões climáticas adversas e cuja produção ainda está sendo embarcada. A carne suína apresenta retração devido ao excesso de oferta no mercado chinês.

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Comércio exterior do agronegócio: fevereiro de 2022

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre e Fabio Servo

O agronegócio brasileiro fechou fevereiro de 2022 com superávit na balança comercial, de US$ 9,3 bilhões, crescimento de 78,8% frente a fevereiro de 2021 e de 20,8% frente a janeiro de 2022. O valor das exportações do setor cor- respondeu a 45,9% do total exportado pelo Brasil neste mês, ou US$ 10,5 bilhões, enquanto as importações representaram apenas 6,6%, ou US$ 1,2 bilhão, aumento de 64,5% e 2,0%, respectivamente, frente ao mesmo mês do ano anterior. O resultado do agronegócio contribuiu de forma positiva e decisiva para a balança comercial total, que considera os produtos de todos os setores, encerrando fevereiro com superávit de US$ 4,0 bilhões.

O resultado do acumulado dos últimos doze meses foi ainda mais expressivo. O valor das exportações do agronegócio teve alta de 27,1% ante igual período do ano anterior e o valor das importações de 8,0%, contribuindo para a alta de 30,1% no saldo da balança comercial do setor, o que corresponde a US$ 113,6 bilhões neste período. Já os demais setores, que representam o total menos o agronegócio, apresentaram queda de US$ 49,8 bilhões no acumulado dos últimos doze meses. Portanto, o saldo total, que é a soma de todos os setores da economia, permaneceu positivo nesse período, fechando em US$ 63,7 bilhões.

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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021 e 2022

Por Pedro Mendes Garcia, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a estimativa para o valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2022 de crescimento 2,8% (como divulgado na Nota no 23 da Carta de Conjuntura no 53) para alta de 1,0%. O principal motivo para essa revisão é a nova estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de queda de 8,8% da produção de soja – o prognóstico anterior do LSPA era de alta. Apesar disso, há estimativas de crescimento substantivo em culturas como milho, cana-de-açúcar e café que devem mais do que compensar o desempenho negativo da principal lavoura da produção vegetal. A produção animal também deve contribuir positivamente com crescimento nas produções de bovinos, suínos e aves.

A respeito do resultado registrado para o ano de 2021, o atraso na colheita e efeitos climáticos adversos associados ao fenômeno “La Niña” impactaram o resultado de muitas culturas da produção vegetal, levando a um pequeno recuo do VA do setor agropecuário como um todo, após quatro anos de crescimentos sucessivos. Não obstante, a produção animal apresentou leve alta, com um ano muito positivo para as produções de suínos e aves, o que mais do que compensou o desempenho negativo da produção de bovinos.

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Comércio exterior do agronegócio: janeiro de 2022

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre e Fabio Servo. 

O ano de 2022 começa com superavit de US$ 7,7 bilhões na balança comercial do agronegócio no mês de janeiro, enquanto a balança comercial total – que considera os produtos de todos os setores – apresentou um deficit de US$ 214,4 milhões. As exportações do agronegócio fecharam janeiro em US$ 8,8 bilhões – aumento de 57,5% se comparado ao mesmo período do ano anterior. O valor das importações do setor, no entanto, apresentou em janeiro queda de 15,5% frente a igual mês do ano anterior (gráfico 2), caindo para US$ 1,1 bilhão. Já no acumulado dos últimos doze meses, houve alta de 23,1% nas exportações, e de 16,7% nas im- portações, contribuindo para o saldo da balança comercial do agronegócio de US$ 108,5 milhões neste período (tabela 2). Esse resultado foi mais que suficiente para compensar o deficit acumulado pelos demais setores (US$ 47,1 bilhões), com isso, o saldo total (na soma de todos os setores da economia) foi positivo em US$ 61,4 milhões.

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Comércio exterior do agronegócio: balanço de 2021 e perspectivas para 2022

Por Ana Cecília Kreter e Rafael Pastre

Apesar dos fenômenos climáticos adversos, que afetaram significativamente a agropecuária brasileira, as exportações do agronegócio cresceram 19,7% em valor, atingindo US$ 120,6 bilhões em 2021, novo recorde nacional. As importações também apresentaram aumento de 18,9%. Ainda assim, o agronegócio fechou o ano com um saldo positivo de US$ 105,1 bilhões. A alta dos preços internacionais das commodities teve papel relevante neste resultado. Entre os quinze principais produtos da pauta de exportação – que representaram 89,5% em 2021 –, todos apresentaram alta nos preços médios, alguns acima de 20%, rompendo a tendência de baixa dos anos anteriores. Em termos de quantidade, seis produtos apresentaram queda. Destaque para a carne bovina (-8,3%), decorrente das sanções da China, para o café (-3,6%), desempenho já esperado devido à bienalidade negativa, e para o milho (-40,7%), consequência da queda de safra brasileira. Quanto às importações, além dos produtos tradicionalmente importados pelo Brasil, como trigo, azeite de oliva e pescado, em 2021 o Brasil aumentou suas importações de soja e milho. A nota apresenta o ranking dos principais produtores, consumidores, exportadores e importadores mundiais, destacando a relevância do Brasil no fornecimento de várias commodities, como açúcar, soja, carnes e café. Em relação ao consumo, destaque para a China, que atualmente é o principal destino comercial brasileiro e que, apesar de ser também produtor, é dependente das importações. Por fim, o texto traz as perspectivas do setor para 2022, que estão baseadas em estimativas positivas em relação à produção, mas que dependerão principalmente das condições climáticas.

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Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021 e 2022

Por Pedro M. Garcia, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Jr.

A Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a estimativa para o valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de crescimento 1,2% (como divulgado na Nota no 29 da Carta de Conjuntura no 52) para redução de 1,2%. Os principais motivos para esse ajuste são os seguintes: a revisão dos números do VA do setor agropecuário em 2020 pelo IBGE (que muda significativamente a base de comparação); a queda da produção de bovinos no terceiro trimestre; e as reduções nas estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), para as produções de milho, cana-de-açúcar e laranja.

Para 2022, com as novas informações do prognóstico da produção agrícola do IBGE, a Dimac estima um crescimento no VA do setor agropecuário de 2,8%. Os principais determinantes desse resultado devem ser: o crescimento da produção de bovinos, com o aumento de animais alcançando a idade para o abate, após dois anos consecutivos de quedas significativas; nova alta estimada para a produção de suínos; e expectativa de forte recuperação na produtividade e produção do milho, após a quebra de safra de 2021, resultante de questões climáticas adversas.

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Comércio exterior do agronegócio: novembro de 2021

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre e José Ronaldo de C. Souza Júnior

A balança comercial do agronegócio apresentou um superavit de US$ 6,9 bilhões em novembro, enquanto a balança comercial total – com produtos de todos os setores – mostrou um deficit de US$ 1,3 bilhão (tabela 1). As exportações do agronegócio somaram US$ 8,4 bilhões no mês – um crescimento de 6,8% se comparado com o mesmo período do ano anterior (tabela 1). As importações do setor segui- ram a mesma tendência, crescendo 10,5% frente a novembro de 2020, atingindo US$ 1,45 bilhão no mês. No acumulado do ano, o saldo da balança comercial do setor acumula um resultado positivo de US$ 96,6 bilhões, isto é, US$ 14,8 bilhões acima do acumulado no mesmo período do ano passado (tabela 2). Os demais setores da economia, por sua vez, acumularam um deficit de US$ 39,5 bilhões no ano até novembro.

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Mercados e preços agropecuários

Editada por Dimac/Ipea, Cepea/Esalq/USP e Conab

Esta Nota de Conjuntura traz as primeiras perspectivas de produção e preços – domésticos e internacionais – para 2022 dos principais produtos agropecuários brasileiros, além de uma análise do último trimestre de 2021 e do balanço de oferta e demanda.

No terceiro trimestre do ano, entre os grãos, houve certa estabilidade em patamares elevados dos preços domésticos frente ao trimestre anterior. Os preços da soja foram sustentados pelos baixos estoques no período e pela demanda aquecida tanto externa quanto doméstica. No caso do milho, os preços subiram em julho e agosto devido às preocupações com o desenvolvimento da safra, mas caíram de setembro em diante com o avanço da colheita. Para o trigo, a sustentação dos preços veio das preocupações com o clima, da boa demanda doméstica e da elevada paridade de importação. Já os preços internacionais – contrato com vencimento mais próximo – seguiram acima dos patamares observados no trimestre anterior, e apresentam tendência de crescimento. Dois fatores vêm contribuindo para este resultado são o movimento de recomposição dos estoques por parte de diversos países e o aquecimento da demanda por grãos, principalmente aqueles destinados para ração animal.

Entre as proteínas animais, no mercado doméstico os preços apresentaram comportamentos distintos no terceiro trimestre. A carne de frango teve alta, refletindo sobretudo a busca por proteínas mais baratas, e ovo e leite seguiram a mesma trajetória. Já a arroba bovina teve média estável frente ao trimestre anterior, mas com comportamentos bem distintos ao longo do período analisado. A baixa oferta de animais e as exportações aquecidas mantiveram os preços elevados até agosto e, em setembro, houve forte redução, diante da suspensão dos envios da carne à China. Os preços domésticos da carne suína tiveram queda diante do recuo leve das exportações e da dificuldade de escoamento do produto para o mercado doméstico. No mercado internacional, o frango seguiu estável, mas em um patamar de alta no terceiro trimestre, devido ao efeito renda nos países da Ásia e Oriente Médio, e por problemas sanitários na África do Sul e México.

Para 2022, a perspectiva é de safra recorde para a soja (3,4%), recuperação da produção de milho (34,1%), que foi prejudicada este ano principalmente pelas geadas, leve queda na produção de arroz (1,8%) e alta na produção de algodão (12,6%). Para o café, apesar da bienalidade positiva, ainda há incerteza em relação à produção. A mensuração de uma possível queda, no entanto, ainda não foi divulgada pela Conab, assim como a estimativa de produção para o trigo para 2022, já que, sendo uma cultura de inverno, ainda está sendo colhida.

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