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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Sandro Pereira Silva, Leo Veríssimo Fernandes e Gabriela Carolina Rezende Padilha

O mercado de trabalho brasileiro segue apresentando bons resultados, consolidando um cenário favorável, em que a expansão da população ocupada vem mantendo a taxa de desocupação bem-comportada, mesmo diante de uma retomada mais forte da força de trabalho. De acordo com as estatísticas mensalizadas da PNAD Contínua, em outubro a taxa de desocupação dessazonalizada ficou em 8,0%, recuando 0,5 ponto percentual (p.p.) na comparação com o observado no fim de 2022. Já na margem, a taxa de desocupação avançou de 7,7%, em setembro, para 8,0%, em outubro, refletindo uma aceleração mais intensa da força de trabalho comparativamente à registrada pela ocupação.

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No caso da força de trabalho, verifica-se que, em outubro, após a dessazonalização, este contingente chegou a 108,3 milhões, avançando 0,6% na comparação com setembro. No acumulado do ano, a força de trabalho aponta alta de 1,1%. Já em relação à ocupação, os dados mostram que, embora entre setembro e outubro este conjunto de trabalhadores tenha se expandido em apenas 0,1%, – chegando a 99,4 milhões –, nos dez primeiros meses de 2023 a população ocupada mostra crescimento de 1,5%.

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Desempenho recente do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Sandro Pereira Silva, Lauro Roberto Ramos, Leo Veríssimo Fernandes e Gabriela Carolina Rezende Padilha

O mercado de trabalho brasileiro segue em trajetória favorável, caracterizada, entres outros aspectos, por quedas contínuas da taxa de desocupação e expansão da ocupação, especialmente formal. Adicionalmente, o aumento da massa salarial e os recuos da subocupação e do desalento ratificam esse cenário benigno.

De acordo com as estatísticas mensalizadas da PNAD Contínua, em julho, a taxa de desocupação dessazonalizada recuou pelo sexto mês consecutivo, chegando a 7,6% e atingindo o menor patamar desde abril de 2015. Embora parte dessa queda da desocupação possa ser creditada ao arrefecimento da taxa de participação, a forte expansão da população ocupada é o principal fator explicativo para o recuo do desemprego no país. Entre janeiro e julho, o contingente de ocupados dessazonalizado na economia brasileira passou de 98 milhões para 100,3 milhões de trabalhadores, acelerando 2,3%. Na comparação com julho de 2022, a alta é de 0,9%. Já no caso da taxa de participação, observa-se que, embora já se evidencie uma leve retomada na margem – 62,1%, em julho ante 61,5% observado em janeiro, na série dessazonalizada –, esta variável ainda se encontra em patamar reduzido, quando comparado à sua média histórica.

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andréia Parente Lameiras, Lauro Roberto Albrecht Ramos, Sandro Pereira Silva e Leo Veríssimo Fernandes

Após um período de relativa acomodação, os dados mais recentes mostram que o mercado de trabalho brasileiro voltou a apresentar maior dinamismo. A expansão da ocupação, combinada à retração da força de trabalho, vem possibilitando novos recuos da taxa de desocupação. Adicionalmente, a melhora de variáveis ligadas a rendimento, subocupação e desalento ratificam esse cenário mais benevolente. De acordo com as estatísticas mensais produzidas pelo Ipea, com base nas séries de trimestres móveis da PNAD Contínua, a taxa de desocupação, que vinha se mantendo relativamente estável, em torno de 8,5%, voltou a recuar com mais força no último bimestre, de modo que, em abril de 2023, na série livre de sazonalidade, o patamar registrado de 8,0% foi o mais baixo nos últimos oito anos.

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Corseuil e Lauro Ramos

Ao longo dos últimos meses, o mercado de trabalho brasileiro vem mostrando sinais de arrefecimento, caracterizado por uma leve aceleração da taxa de desocupação, o que reflete na perda de dinamismo da população ocupada. Segundo os dados mensais produzidos pelo Ipea, com base nas séries de trimestres móveis da PNAD Contínua, do IBGE, a taxa de desocupação dessazonalizada – após recuar fortemente, chegando a 8,3% em outubro de 2022, menor patamar desde abril de 2015 –, acelerou lentamente, de modo que em janeiro alcançou 8,6%, nível em que se manteve em fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2022, entretanto, a taxa de desocupação registra queda de 2,6 pontos percentuais (p.p.).

A análise dos dados da PNAD Contínua mostra que esse movimento recente da taxa de desocupação é decorrente de uma retração da população ocupada. Em fevereiro, mesmo diante de uma pequena recuperação, na comparação com janeiro, o contingente de, aproximadamente, 98 milhões de ocupados na economia brasileira era cerca de 2,1 milhões menor que o registrado em junho de 2022, momento em que atingiu o patamar máximo da série. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número de trabalhadores ocupados revela expansão de 2,7%. Nota-se, ainda, que este arrefecimento da ocupação vem ocorrendo de forma mais intensa no setor informal. No último trimestre, encerrado em fevereiro, enquanto a população ocupada formal se expandiu a uma taxa média interanual de 5,0%, a registrada entre os trabalhadores informais foi de apenas 0,4%.

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Corseuil, Lauro Ramos e Felipe Mendonça Russo

Os principais dados de emprego no país mostram que o mercado de trabalho brasileiro segue em trajetória positiva, marcado pela queda da desocupação e, mais recentemente, pela recuperação dos rendimentos. Por certo, embora se verifique uma acomodação da população ocupada nos últimos meses, a taxa de desocupação continua se reduzindo devido ao recuo da força de trabalho. Adicionalmente, o bom desempenho do emprego formal e a melhora dos indicadores de subocupação e desalento ratificam este quadro de maior dinamismo.
Em outubro de 2022, a taxa de desocupação dessazonalizada ficou em 8,2%, alcançando o menor patamar desde abril de 2015. Desta forma, a população desocupada que chegou a 15,4 milhões, em maio de 2021, vem recuando sistematicamente, de modo que o contingente de 8,9 milhões, apurado em outubro de 2022, é o menor já observado desde julho de 2015 (8,6 milhões). Nota-se, entretanto, que, ao contrário do verificado ao longo de grande parte do processo de retomada do mercado de trabalho, iniciado em meados de 2021, a queda da desocupação no último trimestre não foi proporcionada pela expansão da ocupação, mas sim por uma retração da força de trabalho​

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Corseuil, Lauro Ramos e Felipe Mendonça Russo

 

O mercado de trabalho brasileiro vem apresentando trajetória de forte dinamismo, marcada por expressiva expansão da população ocupada, com efeito significativo sobre a redução do desemprego. Em julho de 2022, o dado mensal produzido pelo Ipea, com base nas séries de trimestres móveis da PNAD Contínua, revela que a taxa de desocupação chegou a 8,9%, atingindo o menor patamar desde julho de 2015. Por conseguinte, a população desocupada recuou 28,7% entre julho de 2021 e 2022, passando de 13,6 milhões para 9,7 milhões. Esta queda do desemprego reflete o bom desempenho da população ocupada, cujo contingente avançou 7,5%, em julho, na comparação interanual, abarcando aproximadamente 100,2 milhões de pessoas. Nota-se, ainda, que essa expansão da ocupação vem ocorrendo de forma generalizada, abrangendo todas as regiões, todos os segmentos etários e educacionais e praticamente todos os setores da economia. ​

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Corseuil, Lauro Ramos e Felipe Mendonça Russo

Os principais indicadores recentes de emprego no país demonstram que a trajetória de retomada do mercado de trabalho brasileiro se intensificou ao longo dos últimos meses, combinando crescimento da população ocupada e redução da desocupação, mesmo em um contexto de expansão da força de trabalho. Em abril, na série mensal extraída da série trimestral da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, a taxa de desocupação ficou em 9,5%, recuando de forma significativa na comparação com o mesmo período de 2021 (14,4%). Em termos dessazonalizados, a taxa de desocupação de 9,4%, apurada em abril, se encontra no menor patamar desde outubro de 2015.

Assim como vem ocorrendo desde o início de 2021, esse movimento de redução da taxa de desocupação é decorrente da recuperação da população ocupada, cujo contingente, em abril, chegou a 97,8 milhões de trabalhadores, atingindo o maior patamar já obtido a partir da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo período de 2021, a população ocupada registra alta de 10,8%, enquanto na série livre de sazonalidade, o montante é 2,1% maior que o registrado em março. A análise dos dados da PNAD Contínua revela ainda que a expansão da ocupação vem ocorrendo de forma generalizada, abrangendo todas as regiões, todos os segmentos etários e educacionais e todos os setores da economia.

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Corseuil, Lauro Ramos e Felipe Mendonça Russo

Os principais indicadores recentes de emprego no país demonstram que a trajetória de retomada do mercado de trabalho brasileiro vem se consolidando, refletindo, sobretudo, a forte expansão da população ocupada e seus efeitos sobre a redução do desemprego. Em janeiro, o contingente de ocupados no país somava 94,1 milhões de trabalhadores, já retornando ao patamar verificado no período pré-pandemia – 94,5 milhões em janeiro de 2020. Na comparação com o mesmo período de 2021, a população ocupada registra alta de 8,1%, tornando-se o principal fator responsável pela queda de 3,3 pontos percentuais (p.p.) da taxa de desocupação, que recuou de 14,7% em janeiro de 2021 para 11,4% em janeiro deste ano.

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A partir da análise dos microdados da PNAD Contínua, observa-se que essa expansão da ocupação vem ocorrendo de forma generalizada, atingindo todos os segmentos etários e educacionais, além de praticamente todos os setores da economia. No entanto, no quarto trimestre de 2021, o crescimento da população ocupada foi mais intenso entre os trabalhadores mais jovens e aqueles com ensino fundamental.

Deve-se ressaltar, no entanto, que apesar dos dados recentes retratarem um cenário mais favorável, o mercado de trabalho brasileiro ainda apresenta uma série de desafios a serem superados. Em que pese a melhora da desocupação, em janeiro, o país ainda possuía um contingente de 12,1 milhões de desempregados, dos quais mais de 30% estão nesta situação há mais de dois anos.

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Corseuil, Lauro Ramos e Felipe Mendonça Russo

O desempenho recente dos principais indicadores revela que a retomada do mercado de brasileiro se intensificou no último trimestre. Segundo dados da PNAD Contínua, apesar do contingente elevado de desempregados – 13,5 milhões –, a taxa de desocupação dessazonalizada no terceiro trimestre ficou em 12,5%, atingindo o menor nível desde o trimestre móvel encerrado em abril de 2020. Esta queda do desemprego – que ocorre de modo generalizado, abrangendo todas as regiões e praticamente todos os segmentos etários e educacionais – é resultado de uma expansão significativa da população ocupada, que avançou 11,4%, no terceiro trimestre, na comparação interanual, superando o ritmo de crescimento da força de trabalho (8,6%). O crescimento da ocupação, entretanto, vem ocorrendo de modo mais intenso nos setores informais, refletindo, especialmente, retomada a dos serviços mais beneficiados com o relaxamento das medidas de restrição social. No terceiro trimestre do ano, na comparação interanual, o número de trabalhadores sem carteira e por conta própria registraram alta de 23,1% e 18,4%, respectivamente, enquanto os empregos com carteira assinada apresentaram um desempenho mais moderado (8,6%). Essa melhora das condições do mercado de trabalho, impactada pela aceleração do ritmo de criação de empregos nos últimos meses, pode ser apontada como o principal fator de redução do desalento no país, cujo contingente passou de 5,8 milhões para 5,1 milhões entre 2020 e 2021.

Entretanto, mesmo diante de dados positivos, a situação do mercado de trabalho ainda é bastante desafiadora, combinado desocupação, ainda em patamar elevado, alta proporção de subocupados – 8,2% da ocupação total e 29% de desocupados nesta situação há mais de dois anos.

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Desempenho recente do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Corseuil, Lauro Ramos e Felipe Mendonça Russo

Os dados mais recentes mostram que embora já se verifique alguns sinais positivos, o mercado de trabalho brasileiro ainda apresenta um quadro desafiador, com taxas de desocupação, subocupação e informalidade ainda em patamares elevados. No entanto, o ritmo de recuperação da população ocupada vem se acentuando nos últimos meses, a ponto de conseguir reduzir a taxa de desemprego mesmo num cenário de recuperação da taxa de participação. Segundo a desagregação dos trimestres móveis da PNAD Contínua, observa-se que, após atingir 15,1%, em março, a taxa de desocupação vem decrescendo, de modo que, em junho, já havia recuado para 13,7%. De modo similar, os dados dessazonalizados indicam que a taxa de desocupação em junho (13,8%) é a menor apurada desde maio de 2020.

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As estatísticas extraídas da PNAD Contínua mostram ainda que esse aumento do emprego no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior, ocorreu de forma disseminada entre os diferentes segmentos da população, com destaque para a expansão da ocupação entre as mulheres (2,2%), os jovens (11,8%) e os trabalhadores com ensino médio (7,0%).

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