Arquivos da categoria: Inflação

Inflação por faixa de renda – Dezembro/2020

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em dezembro, o indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, apontou forte aceleração inflacionária em todas as faixas de renda pesquisadas, sendo que, novamente, a taxa de inflação do segmento de renda mais baixa (1,58%) ficou acima da observada na classe de renda mais alta (1,05%). Ao longo do ano, a forte aceleração de preços de alimentos e energia e uma alta menos intensa nos preços dos serviços e dos combustíveis, geraram um significativo diferencial de inflação entre as faixas de renda mais baixa e mais alta. No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa aponta alta de 6,2%, o segmento de renda alta registrou uma taxa bem mais modesta (2,7%).

Tabela 1_dez20

Gráficos 1 e 2_dez20

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Inflação por faixa de renda – Novembro/2020

Por Maria Andréia P. Lameiras

Em novembro, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou, nova- mente, uma alta inflacionária maior para as famílias de renda da mais baixa (1,0%) relativamente a observada na classe de renda mais alta (0,63%) – único segmento da população que registrou uma desaceleração inflacionária.

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A análise desagregada dos dados revela que, mantendo o padrão inflacionário pre- sente nos últimos meses, o forte aumento dos preços dos alimentos no domicílio foi o maior foco de pressão inflacionária nos segmentos de renda mais baixa (tabela 2). De fato, em novembro, 75% da inflação do segmento mais pobre da população veio da alta do grupo alimentação e bebidas, impactada pelos reajustes do arroz (6,3%), da batata (29,7%), das carnes (6,5%), do frango (5,2%) e do óleo de soja (9,2%). Na outra ponta, os reajustes dos transportes por aplicativo (7,7%), da gasolina (1,6%) e do etanol (9,2%) fizeram do grupo transporte o maior foco inflacionário para a classe de renda mais alta, respondendo por mais da metade da taxa de variação apontada nesta faixa.

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Veja o texto completo com a análise da inflação acumulada no ano e nos últimos doze meses.

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Projeções de inflação para 2020

Por Maria Andréia Parente Lameiras e Marcelo Lima de Moraes

No último bimestre, a inflação brasileira, medida pelo IPCA, intensificou a sua trajetória de alta, impulsionada não apenas pela aceleração dos preços dos alimentos, mas também pela recuperação dos preços dos demais bens de consumo e dos serviços livres. O relaxamento das medidas de isolamento social e, por conseguinte, a retomada mais forte da atividade econômica e a melhora, ainda que modesta, da ocupação vêm gerando uma expansão do consumo das famílias, abrindo espaço para uma recomposição mais rápida dos preços livres. A retomada do consumo de bens combinada com a desvalorização do câmbio e com a alta recente dos preços internacionais de commodities aumentou a inflação prevista pela Dimac para 2020, que passou de 2,3% – na Visão Geral da Conjuntura de setembro – para 3,5% nesta Nota de Conjuntura. Apesar dessa alta, o cenário inflacionário segue benigno: a taxa projetada ainda se encontra compatível com a meta de inflação estipulada para 2020 (4,0%).

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Inflação por faixa de renda – Outubro/2020

Por Maria Andreia Parente Lameiras

De acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em outubro, a taxa de inflação das famílias de renda mais baixa foi a que apresentou a maior variação (0,98%) entre todas as classes pesquisadas. Nota-se, entretanto, que na comparação com o mês anterior, enquanto a taxa de variação dos preços manteve-se estável nas duas faixas de menor renda, nas classes de renda mais elevadas observou-se uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços, com destaque para o segmento de renda alta, cuja taxa de inflação avançou de 0,29%, em setembro, para 0,82%, em outubro

Na desagregação dos dados, observa-se que, novamente, a elevação dos preços dos alimentos no domicílio explica grande parte da pressão inflacionária nos segmentos de menor renda. Em outubro, apenas o grupo alimentos e bebidas foi responsável por mais de 60% de toda a inflação da classe de renda mais baixa, refletindo as expressivas variações do arroz (13,4%), da batata (17%), do tomate (18,7%), do óleo de soja (17,4%) e das carnes (4,3%). Por sua vez, a aceleração da taxa de inflação para as famílias de renda maior veio da alta do grupo transportes, impactado pelos reajustes de 39,8% das passagens aéreas e de 0,9% dos combustíveis.

Tabela 1_out20Gráficos 1 e 2_out20

Veja texto completo sobre o resultado de outubro

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Inflação por faixa de renda – Setembro/2020

Por Maria Andreia P. Lameiras

Em setembro, o indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou aceleração na taxa de crescimento dos preços em todas as classes pesquisadas. Novamente, a taxa de inflação das famílias de renda mais baixa (0,98%) foi maior que à observada no conjunto mais rico da população (0,29%). No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias mais pobres aponta alta de 2,5%, a taxa de variação registrada pela classe de renda mais alta é de apenas 0,2%.

Assim como vem ocorrendo desde março, o expressivo crescimento dos preços dos alimentos no domicílio, grupo de maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres, explica a pressão inflacionária mais forte para esse segmento de renda. Nos primeiros nove meses de 2020, os alimentos no domicílio apontam alta de 9,2%, com destaque para as variações do arroz (41%), feijão (34%), leite (30%) e óleo de soja (51%). Já os serviços livres registram, no acumulado do ano, deflação de 0,05%, refletindo as quedas de 55% das passagens aéreas, de 9% nos preços de hospedagem e de 1,7% das mensalidades das creches. A desaceleração dos preços dos serviços vem gerando um alívio maior para a faixa de renda mais alta, cuja parcela do orçamento gasta com a aquisição destes itens é bem superior à despendida pela classe de renda mais baixa.

Gráficos

Tabela 02

Veja texto completo sobre o resultado de setembro

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O que está acontecendo com os preços do arroz no Brasil?

Por Marcelo Nonnenberg, Michelle Martins e Alícia Cechin

Com o início da pandemia e o aumento da alimentação no domicílio, a demanda por produtos estocáveis e, consequentemente, por arroz voltou a crescer e a pressionar os preços. De acordo com os dados da Conab, o preço no varejo do saco de 5 kg do arroz longo fino tipo 1 cotado em São Paulo passou de R$ 17,46 em janeiro para R$ 21,19 em agosto de 2020, uma elevação de 21,3%, com crescimento contínuo esperado ao longo de setembro. Isso levou o governo a anunciar, no início do mês, uma redução a zero do imposto de importação, com o objetivo de conter o aumento.

Como o arroz consumido no país é basicamente produzido internamente, é interessante responder a duas perguntas. Primeiro, o que causou o aumento tão forte, em um período de recessão acentuada? Segundo, será que a redução de tarifa poderá ter o efeito desejado de conter/reduzir os preços? Obviamente, a resposta a essas duas questões é apenas aproximativa.

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Inflação

Por Maria Andreia P. Lameiras e Marcelo L. de Moraes

A inflação mantém-se baixa neste ano, mas, no terceiro trimestre, o cenário do IPCA vem sendo marcado por uma significativa aceleração dos preços dos alimentos. Nos últimos doze meses, encerrados em agosto, os preços dos alimentos no domicílio, medidos pelo IPCA, apresentaram variação de 11,4%, respondendo por 70% de toda a variação registrada por esse índice no período (2,4%).

Para os próximos meses, a expectativa é que, este cenário de inflação, que conjuga alta de preços de alimentos e descompressão de preços monitorados e de serviços, se mantenha. As projeções de inflação realizadas pelo Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea para 2020 foram revistas, passando de 1,8% para 2,3%. A principal mudança veio da estimativa da inflação de alimentos cuja taxa de variação, projetada na Carta de Conjuntura nº 47, avançou de 3,0% para 11,0%. Em relação aos demais bens livres, manteve-se a projeção de alta de 1,0% para o ano. Já para os serviços as expectativas foram ajustadas para baixo, sobretudo por conta das quedas das mensalidades escolares nos últimos meses, fazendo com que a inflação de serviços educacionais projetada para o ano recuasse de 5,0% para 1,2%. No caso dos demais serviços livres, embora a expectativa seja de alguma leve aceleração na margem – principalmente nos segmentos de serviços pessoais, recreação e alimentação fora do domicílio –, a constatação de que as medidas de isolamento social se estenderam por um período maior que o previsto no trimestre anterior gerou uma queda da taxa projetada de 2,0% para 0,7%. Por fim, a revisão para baixo dos preços monitorados, cuja variação esperada recuou de 1,2% para 1,0%, é decorrente de uma trajetória mais benevolente dos combustíveis, com retração de 6,0% nos primeiros oito meses do ano, e é balizada pelo pressuposto de estabilidade nos preços do barril de petróleo em níveis baixos.

Para 2021, a taxa de inflação estimada pelo Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea é de 3,3%, considerando que, mesmo diante da expectativa de um comportamento mais favorável dos alimentos, haverá uma pressão maior vinda tanto dos demais preços livres quanto dos administrados, compatível com um cenário de atividade econômica mais dinâmico em 2021.

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Inflação por faixa de renda – Agosto/2020

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Como vem ocorrendo desde março de 2020, os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de agosto ratificam um cenário inflacionário marcado por uma aceleração de preços maior para a classe de renda mais baixa quando comparada ao segmento mais rico da população. Em agosto, enquanto a inflação das famílias mais pobres apontou alta de 0,38%, a faixa de renda mais alta registrou uma deflação de 0,10%. Com a incorporação deste resultado, no acumulado do ano, a inflação da classe de renda muito baixa é de 1,5%, mantendo-se em patamar bem acima da observada na faixa de renda mais alta (-0,07%).

Na desagregação dos índices, mais uma vez, evidencia-se uma pressão altista vinda dos alimentos no domicílio – que formam o grupo de maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres – e uma queda nos preços dos serviços, cujo alívio é bem mais intenso sobre o orçamento das famílias mais ricas. De fato, em agosto, o subgrupo alimentos e bebidas contribuiu com 0,20 ponto percentual (p.p.) para a inflação da classe de renda mais baixa, respondendo por 53% da variação total da inflação deste segmento. Já no caso da faixa de renda mais alta, o impacto do reajuste dos alimentos sobre a taxa de inflação foi bem mais modesto (0,05 p.p.). Deve-se destacar ainda que, no acumulado de 2020, boa parte dessas altas de preços dos alimentos está concentrada em itens de grande consumo para as famílias, como arroz (19,2%), feijão (35,9%), leite (23%) e ovos (7,1%).

Gráficos 1 e 2

Tabela 1

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Inflação por faixa de renda – Julho/2020

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Pelo segundo mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou, em julho, uma aceleração inflacionária na margem para todas as classes de renda pesquisadas (tabela 1).1 De modo semelhante, na desagregação pelos segmentos de renda, observa-se a manutenção do padrão evidenciado nos últimos meses, marcado por uma alta mais intensa para as famílias de menor poder aquisi- tivo (0,38%), relativamente às de renda mais alta (0,27%). Em julho, embora ainda se verifique alguma pressão vinda dos alimentos no domícilio, especialmente dos das carnes (3,7%) e de leites e derivados (3,8%), o grupo habitação se constituiu no principal foco inflacionário para as camadas mais pobres da população. Os re- ajustes de 2,6% da tarifa de energia elétrica e de 0,53% dos aluguéis, geraram uma contribuição de 0,19 ponto percentual (p.p.) para o grupo habitação, respondendo por 50% da variação total da inflação desse segmento de renda (tabela 2). Ainda que em menor escala, a alta do grupo transportes – repercutindo o aumento de 3,1% dos combustíveis e de 0,94% das tarifas de metrô – também ajuda a explicar o quadro inflacionário para a faixa de renda mais baixa.

Para a classe de renda mais alta, o peso dos combustíveis na sua cesta de consumo fez com que o impacto de 0,17 p.p. do grupo transporte explicasse quase 65% de toda a inflação registrada por esse segmento. Deve-se ressaltar, no entanto, que estsa contribuição originada pelos transportes sobre a inflação das famílias mais ricas foi, em parte, aliviada pela queda nos preços das passagens aéreas (-4,2%) e do transporte por aplicativo (-8,2%). Nota-se ainda que, em julho, o padrão de consumo diferenciado entre as famílias ajuda a explicar a discrepância entre as taxas de inflação para as faixas de renda extremas, dado que o comportamento dos itens que compõem o grupo despesas pessoais originou um impacto comple- tamente distinto entre as camadas da população. Enquanto as deflações dos itens empregada doméstica (-0,52%), clube (-1,46%) e hospedagem (-0,95%) geraram uma contribuição negativa de 0,06 p.p. para a inflação da faixa de renda mais alta, o reajuste de 1,3% nos preços dos cigarros propiciou uma contribuição positiva de 0,01 p.p. para o segmento de renda mais baixa.

Gráficos 1 e 2_jul20 Tabela 1 _jul20

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – junho de 2020

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,33% em junho de 2020, situando-se 0,7 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com junho de 2019, entretanto, o índice apontou um recuo de 0,23 p.p.

Após a incorporação desse resultado, nos últimos doze meses, o ICTI acumula alta de 5,36%, atingindo patamar superior ao registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), porém abaixo tanto do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), ambos da Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

Tabela 1 - jun20

Na desagregação pelos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, os maiores impactos ao índice vieram dos segmentos pessoal e demais despesas operacionais, cuja contribuição conjunta de 3,69 p.p. respondeu por 69% da variação total apontada pelo indicador.

Tabela 2 - jun20

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



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