Arquivos da categoria: Inflação

Inflação por faixa de renda – junho/2024

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revelam que, em junho, embora tenha ocorrido desaceleração da inflação para todas as classes de renda pesquisadas, esta foi mais significativa para o segmento de renda alta. Por certo, após registar alta de 0,46%, em maio, a taxa de inflação das famílias de renda alta recuou para 0,04% em junho, favorecida, sobretudo, pela queda das tarifas aéreas e dos transportes por aplicativo. Já para as famílias de renda muito baixa, a desaceleração da inflação foi menos intensa – de 0,48%, em abril, para 0,29%, em maio –, tendo em vista que além de não se beneficiarem da deflação das passagens aéreas, o aumento dos preços dos alimentos no domicílio impacta proporcionalmente mais o custo de vida deste segmento.

Com efeito, a alta dos preços dos alimentos ao longo do ano é o principal fator de pressão sobre a inflação da classe de renda muito baixa, cuja taxa acumulada de 2,87%, em 2024, situa-se bem acima da registrada pelo estrato de renda alta (1,64%). No acumulado em 12 meses, no entanto, as famílias de renda muito baixa ainda seguem apresentando a menor taxa de inflação (3,66%), enquanto a faixa de renda alta aponta a taxa mais elevada (4,79%). ​

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Dados Xls



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI)- maio de 2024

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,77% em maio de 2024, situando-se 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2023, a variação foi 1,11 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 3,76% nos últimos doze meses.

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Visão Geral da Conjuntura

Por Claudio Roberto Amitrano, Mônica Mora Y Araujo e Claudio Hamilton Matos dos Santos

Na última Visão Geral da Conjuntura (publicada na Nota no 27 da Carta de Conjuntura no 62), divulgada em março deste ano, prevíamos que a economia deveria continuar crescendo ao longo de 2024 e que esse crescimento seria liderado pela demanda interna. À época, nosso cenário subjacente presumia uma economia caracterizada por um mercado de trabalho aquecido, o que, somado às políticas de sustentação de renda do governo, tenderia a estimular o consumo de bens de serviços. Além disso, os indicadores apontavam para uma recuperação dos investimentos e da indústria de transformação, ambos favorecidos pelo processo de ajustamento de estoques e por um nível de utilização de capacidade rodando acima da média histórica. Por fim, o cenário também previa um crescimento mais robusto das importações, de modo que as exportações líquidas dificilmente puxariam a economia tanto quanto em 2023, ano marcado por desempenho excepcional das exportações.

As informações já disponíveis sobre o segundo trimestre quando da redação deste texto (concluída no fim de junho de 2024) – a maioria das quais relativas ainda a abril – não são suficientes para mudarmos nosso cenário-base de crescimento do PIB de 2,2% em 2024. É fato que houve choques negativos importantes nos últimos meses – notadamente a tragédia climática no Sul, registrada entre o fim de abril e o início de maio, e a interrupção do ciclo de cortes na taxa Selic decidida na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 19 de junho. Por sua vez, os últimos dados sugerem que o PIB do setor agropecuário em 2024 será maior do que esperávamos anteriormente e que tanto a massa salarial quanto a FBCF continuavam em expansão em abril do ano corrente.

Permanecem – até onde podemos observar – incertezas decisivas a respeito do impacto dos eventos ocorridos no Sul sobre a economia nacional. De um lado, restam poucas dúvidas de que a destruição do estoque de capital e a disrupção da atividade econômica no estado foram muito acentuadas. De outro, mesmo com as enchentes, o desempenho do PIB agropecuário do Rio Grande do Sul em 2024 deverá ser bem superior ao verificado no ano passado – posto que grande parte da safra de 2024 já tinha sido colhida antes das enchentes e que a produção do estado foi prejudicada por dificuldades climáticas em 2023 –, e o pacote de ajuda governamental, cujos contornos precisos ainda estão sendo discutidos no Congresso Nacional, deverá ser muito significativo.

Há menos dúvidas, naturalmente, sobre o efeito negativo do impacto da interrupção do ciclo de cortes na taxa Selic sobre a economia. Mas, como aponta o próprio comunicado do Copom do dia 19 de junho, tal pausa é em grande medida reflexo do “maior dinamismo do que o esperado”1 apresentado pelos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho em tempos recentes – ou seja, em 2024 a economia provavelmente cresceria mais do que o previamente projetado caso os juros continuassem em queda. Diante disto, por ora mantemos nossa projeção de crescimento de 2,2% do PIB em 2024. É justo notar, entretanto, que em prazo mais longo os juros elevados deverão contribuir para um desempenho menos vigoroso da economia, de modo que nossa projeção de crescimento do PIB em 2025 foi reduzida de 2,5% para 2,3%.

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Análise e projeções de inflação

Por Maria Andréia P. Lameiras e Marcelo Lima de Moraes

Ao longo do último trimestre, os dados de inflação ao consumidor mostram que, apesar do aumento mais expressivo dos preços na margem, o processo de desinflação na economia brasileira segue em curso. Em maio, após sete quedas consecutivas, a inflação acumulada em doze meses, medida pelo IPCA, voltou a acelerar, registrando taxa de 3,93%, repercutindo, especialmente, uma alta mais forte dos alimentos no domicílio. Deve-se ressaltar, no entanto, que metade da inflação de 0,66% da alimentação no domicílio apontada no IPCA em maio deve-se ao aumento de 3,6% dos alimentos registrado em Porto Alegre.

Dessa forma, embora nos próximos meses se verifique uma aceleração da inflação ao consumidor em doze meses, a perspectiva de uma alta de preços em 2024 abaixo da registrada em 2023 ainda se mantém.

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Inflação por faixa de renda – maio/2024

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revelam que, em maio, embora tenha ocorrido nova aceleração da inflação para todas as classes de renda pesquisadas, esta foi mais significativa para o segmento de renda alta. Por certo, após registrar taxa de inflação de 0,20%, em abril, os preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias de renda alta avançaram, na média, 0,46%, em maio, refletindo, especialmente, os reajustes das passagens aéreas e dos transportes por aplicativo. Já para as famílias de renda muito baixa, a inflação avançou de 0,41% para 0,48%, entre abril e maio, sendo puxada pelos aumentos nos preços dos alimentos no domicílio e dos artigos de higiene pessoal e, ainda, pela alta nas tarifas de água, esgoto e energia elétrica.

Nota-se, entretanto, que mesmo diante de uma maior pressão inflacionária ao longo de 2024 – explicada, principalmente, pelos efeitos climáticos sobre os alimentos no domicílio –, no acumulado em doze meses, as famílias de renda muito baixa ainda seguem apresentando a menor taxa de inflação (3,20%), enquanto a faixa de renda alta aponta a taxa mais elevada (4,84%).

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI)- abril de 2024

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,62% em abril de 2024, situando-se 0,32 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2023, a variação foi 0,69 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 2,62% nos últimos doze meses.

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Inflação por faixa de renda – abril/2024

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados de abril do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda indicam que houve aceleração da inflação, na margem, para todas as classes de renda pesquisadas, refletindo, sobretudo, a alta de preços dos alimentos no domicílio e dos medicamentos. Em termos absolutos, a classe de renda média-alta registrou a maior taxa de inflação em abril (0,43%), alcançando patamar levemente acima das quatro faixas anteriores. No entanto, beneficiado pela deflação das passagens aéreas e do transporte por aplicativo, o segmento de renda alta apresentou uma taxa de inflação um pouco menos elevada (0,20%).

Nota-se, entretanto, que mesmo diante de maior pressão inflacionária ao longo de 2024, no acumulado em doze meses, as famílias de renda muito baixa seguem apresentando a menor taxa de inflação (3,05%), enquanto a faixa de renda alta registra a taxa mais elevada (4,28%).240517_cc_63_nota_12_ifr_abr_24_tabela_1

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI)- março de 2024

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,30% em março de 2024, situando-se 0,51 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2023, a variação foi 0,20 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 1,91% nos últimos doze meses.

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Inflação por faixa de renda – março de 2024

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Os dados de março do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda indicam que houve uma forte desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes de renda pesquisadas. Em que pese essa queda generalizada da inflação, as famílias de renda alta foram as que apresentaram o maior recuo inflacionário, tendo em vista que a taxa apurada de 0,05%, em março, ficou bem abaixo da observada em fevereiro (0,83%). Já para o segmento de renda muito baixa, a queda foi um pouco menos expressiva, dado que a taxa de inflação recuou de 0,78% para 0,22%, entre fevereiro e março. De uma maneira geral, a melhora no comportamento dos preços dos alimentos no domicílio e dos combustíveis explicam grande parte deste alívio inflacionário em março. Adicionalmente, para o segmento de renda alta, a desaceleração do grupo educação, impactado em fevereiro pelo reajuste das mensalidades escolares, também contribuiu para esta descompressão inflacionária em março.

Nota-se, ainda, que mesmo diante de uma maior pressão inflacionária no primeiro trimestre de 2024, no acumulado em 12 meses, as famílias de renda muito baixa seguem apresentando a menor taxa de inflação (3,25%), enquanto a faixa de renda alta aponta a taxa mais elevada (4,77%).

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Boletim de expectativas – abril de 2024

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este Boletim de Expectativas se baseia nas projeções do Sistema Expectativas de Mercado do Banco Central, também conhecido como Focus, para dar uma visão geral das previsões feitas pelos profissionais que contribuem com a pesquisa, abordando inflação, juros, nível de atividade, finanças públicas e setor externo. Além das médias amostrais, apresentam-se também intervalos de projeção com mais e menos um desvio-padrão. Para a meta Selic recorre-se também ao mercado de DI Futuro e, para a inflação, à estrutura a termo da taxa de juros.

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