Arquivos da categoria: Inflação

Inflação por faixa de renda – Agosto/2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostra que, em agosto, à exceção do segmento de renda média-alta, todas as demais faixas registraram desaceleração, na margem, em suas respectivas taxas de inflação (tabela 1). Os resultados mostram ainda que a pressão inflacionária continua maior nas classes de rendas mais baixas comparativamente à observada nos grupos de renda mais alta. Em agosto, enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa e de renda baixa apontou altas de 0,91%, a das famílias no estrato superior de renda apresentou variação mais amena (0,78%). No acumulado do ano, as famílias de renda baixa e média-baixa são as que apresentam as maiores taxas de inflação (5,9%). No acumulado em doze meses, a inflação das famílias de renda muito baixa (10,6%) segue significativamente acima da registada pela classe de renda alta (8%).

Gráficos 1 e 2_ago21 Tabela 1_ago21

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – junho de 2021

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma variação de 0,07% em junho de 2021, situando-se 0,71 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a variação foi 0,26 p.p. menor.

Após a incorporação desse resultado, o ICTI acumula variação de 8,25% nos últimos doze meses, situando-se em patamar abaixo dos registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) e pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

Tabela 1 - jun21

Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de demais despesas operacionais, que contribuiu com 6,4 p.p., responsável aproximadamente por 78% da variação total apresentada pelo índice.

Tabela 2 - jun21

Acesse o texto completo

Acesse a série histórica completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Análise e projeções de inflação

Por Maria Andréia P. Lameiras; Marcelo Lima de Moraes; Carolina Ripoli

Os dados mais recentes mostram que as taxas de inflação brasileiras seguem bastante pressionadas, combinando significativa aceleração de preços monitorados, inflação de alimentos e bens industriais em patamares elevados e um movimento inicial de recomposição dos preços dos serviços. No acumulado do ano, até julho, a alta de 4,76%, apontada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), já ultrapassa o centro da meta de inflação (3,75%) e vem contribuindo para a elevação das projeções inflacionárias para 2021.

Parte dessa pressão inflacionária já era esperada, especialmente dos preços monitorados – dado o represamento de reajustes em 2020. No entanto, as sucessivas altas das cotações das commodities no mercado internacional e os eventos climáticos adversos – a longa estiagem e a ocorrência de geadas em regiões de produção agrícola – surpreenderam negativamente e desencadearam novos aumentos de preços de alimentos e de energia. Adicionalmente, a recuperação do mercado de trabalho formal e o relaxamento das medidas de distanciamento social, em razão do avanço da vacinação, trouxeram, nos últimos meses, um maior dinamismo ao setor de serviços, gerando margem para uma recomposição de preços nesse segmento.

Balizadas por esse novo conjunto de pontos de pressão inflacionária ainda não dissipados, as projeções de inflação do Grupo de Conjuntura do Ipea foram revistas para cima. Por certo, mesmo diante da perspectiva de uma desaceleração da inflação nos próximos meses, comparativamente ao que foi observado nos mesmos períodos em 2020, a previsão para o IPCA em 2021 foi alterada de 5,9% para 7,1%. De modo similar, as previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também foram revistas, de modo que a variação esperada para 2021 aumentou 1,3 ponto percentual (p.p.), passando de 5,1% para 6,4%.

Gráfico 1 _nota17_jul21

Tabela 2_nota 17_jul21 Tabela 3_nota 17_jul21

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por faixa de renda – Julho/2021

Maria Andreia Parente Lameiras

Após registrar certo alívio inflacionário em junho, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda voltou a apontar aceleração, na margem, em julho, para todas as classes de renda pesquisadas. Na desagregação entre os segmentos de renda, observa-se que, novamente, a taxa de crescimento dos preços foi maior para a classe de renda muito baixa (1,12%) comparativamente à observada para o grupo de renda alta (0,88%). No ano, a taxa acumulada das famílias de renda muito baixa (4,8%) também é superior à registrada pelas famílias de renda alta (4,28%). Nota-se, entretanto, que a maior alta de preços em 2021 está no grupo de renda média-baixa – com variação de 5,0%.210813_cc_52_nota_12_inflacao_faixa_de_renda_julho_21_tabela_1

210813_cc_52_nota_12_inflacao_faixa_de_renda_julho_21_graficos_1_e_2

Acesse a série histórica completa

Veja a análise completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – maio de 2021

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,78% em maio de 2021, situando-se 0,35 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a variação foi 0,52 p.p. maior.

Após a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 8,53% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar acima do que foi registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mas abaixo tanto do observado pelo Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), quanto pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

210805_cc_52_nota_10_icti_maio_21_tabela_01

Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, as maiores contribuições vêm dos segmentos de demais despesas operacionais e material de consumo, que, juntos, contribuíram com 8,07 p.p., sendo responsáveis por 95% da variação total apresentada pelo índice. No sentido contrário, o grupo gasto com pessoal vem afetando negativamente o ICTI (- 0,97 p.p.).

210805_cc_52_nota_10_icti_maio_21_tabela_02

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por faixa de renda – Junho/2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração em todas as classes de renda pesquisadas em junho. Em que pese esta melhora, a inflação das famílias de renda muito baixa (0,62%) foi, novamente, maior que à registrada na faixa de renda alta (0,36%). Após a incorporação do resultado de junho, observa-se que, no acumulado do ano, as maiores taxas de inflação estão nas classes de renda média e renda média-baixa, com alta de 4,0%. Para o segmento de renda muito baixa, a inflação acumulada, em 2021, é de 3,6%, acima, portanto, da apontada pela faixa de renda alta (3,4%). De modo semelhante, nos últimos doze meses, a taxa de inflação das famílias de renda muito baixa (9,2%) segue em patamar acima da observada na faixa de renda alta (6,5%).

210713_cc_52_nota_5_inflacao_por_faixa_de_renda_graficos_tabela_1_jun21

210713_cc_52_nota_5_inflacao_por_faixa_de_renda_graficos_1_e_2_jun21

Acesse a série histórica completa

Veja a análise completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – abril de 2021

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,43% em abril de 2021, situando-se 0,29 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a variação foi 0,19 p.p. menor.

Após a incorporação desse resultado, o ICTI acumula alta de 7,97% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar acima do registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas abaixo do observado tanto no Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

Tabela 1

Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio dos segmentos demais despesas operacionais e material de consumo, que, juntos, contribuíram com 7,42 p.p., sendo responsáveis por 93% da variação total apresentada pelo índice. No sentido contrário, gasto com pessoal vem afetando negativamente o ICTI, com impacto de 0,88 p.p.

Tabela 2

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Visão Geral da Conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti, Paulo Mansur Levy, Leonardo Mello de Carvalho, Estêvão Kopschitz X. Bastos e Francisco E. de Luna A. Santos

A economia brasileira vem registrando recuperação significativa desde o terceiro trimestre do ano passado. A piora das condições sanitárias no final de 2020, e a consequente adoção de novas medidas restritivas em março e abril deste ano, impactaram negativamente a atividade econômica em magnitude significativamente menor que se temia inicialmente. A queda na mobilidade de trabalhadores e consumidores foi menos intensa e persistente do que no início da pandemia, e a economia parece ter aprendido a produzir e vender mesmo com menor grau de mobilidade. Ainda assim, é certo que a pandemia continua a representar um obstáculo à retomada mais forte da atividade econômica. No segundo semestre deste ano, com o avanço da vacinação, diante do ambiente externo favorável e da redução das incertezas fiscais no curto prazo, espera-se crescimento mais sustentado da atividade econômica. Na média do ano, o crescimento projetado é de 4,8%, e para 2022, de 2,0%.

210630_cc_51_nota_33_visao_geral_tabela_3Nas últimas semanas, o cenário de inflação no país veio se modificando, refletindo nova conjunção de fatores internos e externos, cujo impacto sobre o IPCA é de alta, em 2021, maior que a prevista anteriormente. De abril para maio, a taxa de inflação acumulada em doze meses saltou de 6,8% para 8,1%, pressionada pela aceleração, acima das expectativas, dos preços monitorados e dos bens industriais. O surgimento de novos elementos no cenário econômico alterou o balanço de riscos para a inflação, de forma que a projeção para o IPCA, em 2021, feita pelo Grupo de Conjuntura do Ipea – divulgada na Nota de Conjuntura no 17 – avançou de 5,3% para 5,9%. Ainda que ocorra melhora no cenário de câmbio, a continuada aceleração dos preços das commodities no mercado internacional vem mantendo os índices de preços ao produtor pressionados, possibilitando altas adicionais nos preços dos bens de consumo industriais no varejo e levando ao aumento na projeção de inflação deste subgrupo de 4,3% para 4,8%, em 2021. A estimativa para a alta dos preços monitorados também foi revista para cima, passando de 8,4% para 9,7%, sobretudo pela piora no comportamento da energia elétrica. Ainda que em menor intensidade, a expectativa da inflação dos serviços livres (exceto educação) também foi majorada – de 4,0% para 4,2% –, motivada por uma melhora do nível de atividade e pelo avanço da vacinação, que devem gerar incremento de demanda para esse setor. Já para os alimentos e para a educação, as projeções divulgadas anteriormente foram mantidas.

210630_cc_51_nota_33_visao_geral_tabela_5

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por faixa de renda – Maio/2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

Em maio, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda voltou a registrar aumento nas taxas de inflação para todas as classes de renda pesquisadas. De acordo com os dados apurados, a inflação foi maior para as famílias de renda muito baixa (0,92%) comparativamente à apontada pelo segmento de renda mais alta da população (0,49%). Após a incorporação deste resultado, no acumulado do ano, as maiores taxas de inflação estão nas classes de renda média (3,5%) e renda média-baixa (3,4%). Para o segmento de renda mais baixa, a inflação acumulada de 3,0% em 2021 é a mesma apontada pela classe mais alta. Já no acumulado em doze meses, a taxa de inflação das famílias de renda muito baixa (8,9%) segue em patamar bem acima do observado na faixa de renda alta (6,3%).

Gráficos 1 e 2_mai21 Tabela 1 _mai21

Acesse a série histórica completa

Veja a análise completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – março de 2021

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,72% em março de 2021, situando-se 0,03 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo período de 2020, o índice permaneceu praticamente estável (0,73%).

Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula alta de 8,18% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar acima do registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mas abaixo do apontado tanto pelo Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.
210607_cc_51_nota_23_icti_marco_21_tabela_01
Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento demais despesas operacionais, cujo impacto de 5,57 p.p. foi responsável por aproximadamente 68% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o grupo material de consumo também vem afetando positivamente o ICTI, com impacto de 1,89 p.p.210607_cc_51_nota_23_icti_marco_21_tabela_02

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------