Arquivos da categoria: Inflação

Inflação por faixa de renda – Abril/2022

Por Maria Andréia P. Lameiras

De acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em abril, a inflação variou entre 1,00% para o segmento de renda alta e 1,06% para a classe de renda muito baixa (tabela 1). Com a incorporação deste resultado, no acumulado do ano, até abril, a inflação registra altas que variam de 3,7% (renda alta) a 4,5% (renda muito baixa). Já no acumulado em doze meses, as taxas apontam altas inflacionárias entre 10,8% (renda alta) e 12,7% (renda muito baixa).

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Taxa mensal de inflação por faixa de renda (xlsx)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – março de 2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,45% em março de 2022, situando-se 0,3 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2021, a variação foi 0,27 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula variação de 5,46% nos últimos doze meses.

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ICTI – Série Completa – Março de 2022 (xlsx)



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Inflação por faixa de renda – Março/2022

Por Maria Andréia P. Lameiras

Em março, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou taxas de inflação variando entre 1,24% para as famílias pertencentes aos estratos de renda mais alta e 1,74% no segmento de renda mais baixa. No acumulado no ano até março, a inflação varia entre 2,68% para o segmento de renda alta e 3,40% para o segmento de renda muito baixa. No acumulado em 12 meses, a inflação varia entre 10% para as famílias de renda mais alta e 12% para as famílias de renda mais baixa​.

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Taxa mensal de inflação por faixa de renda (xlsx)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – fevereiro de 2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,75% em fevereiro de 2022, situando-se 0,06 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2021, o resultado mostrou estabilidade. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 5,57% nos últimos doze meses.
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ICTI – Série Completa – Fevereiro de 2022 (xlsx)



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Visão Geral da Conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti, Leonardo Mello de Carvalho, Estêvão Kopschitz X. Bastos, Francisco E. de Luna A. Santos e Maria Andréia Parente Lameiras

Os dados melhores que o esperado no último trimestre de 2021 contribuíram para revisões positivas das previsões de crescimento feitas pelo mercado nas últimas semanas. Os indicadores de atividade econômica de janeiro, no entanto, surpreenderam negativamente, em parte devido à intensa onda de contaminação de covid-19 ocorrida no mês. Embora essa onda tenha tido um pico de casos novos bem mais alto que as ondas anteriores, as consequências humanas e econômicas e o tempo de duração foram bem menores. Passado esse choque negativo, a melhora do quadro da pandemia deve contribuir significativamente para a recuperação de atividades, como os serviços prestados às famílias e outras, com possíveis impactos positivos sobre o mercado de trabalho, que já recuperou indicadores dos níveis pré-pandemia. A surpresa negativa foi a eclosão da guerra na Ucrânia, que acabou reforçando a piora das previsões de inflação e, portanto, do cenário de política monetária no Brasil e no exterior. No entanto, a taxa de juros real ex ante de um ano do Brasil pouco se alterou desde a publicação da previsão anterior em dezembro de 2021. Tendo em vista essas e outras questões detalhadas nesta nota, mantemos nossa previsão de crescimento do PIB de 1,1% em 2022, embora com mudanças na composição desse crescimento. A principal delas, pela ótica da produção, é a redução do crescimento esperado para o setor agropecuário, de 2,8% para 1%, em função da piora das estimativas para a produção de soja, que passaram a ser de queda de 8,8%, mesmo com o aumento de 3,7% da área plantada – o que significa redução do valor bruto da produção com aumento do consumo intermediário.

Para 2023, trabalhamos com um cenário base em que assumimos que o ciclo de aperto monetário atingirá seu pico na próxima reunião do Copom, e a taxa de juros nominal permanecerá em 12,75% até o final de 2022. A partir do ano que vem, a expectativa é que a taxa de juros seja reduzida e feche o ano em torno de 9%, acompanhando o movimento de queda nas taxas de inflação, o que deve favorecer o mercado de crédito e os investimentos. Um mercado de trabalho mais aquecido será determinante para a demanda. Esperamos também que o aumento de preços de commodities seja temporário no cenário base e a taxa de câmbio fique estável, em relação ao fim de 2022, em R$ 5,20/US$. Ainda mais importante, consideramos que haverá menos incerteza por conta do fim dos efeitos da guerra na Ucrânia e de efeitos mínimos da pandemia, o que deve garantir uma evolução positiva das atividades ligadas a comércio e serviços. No que se refere à política fiscal, este cenário pressupõe a manutenção de um arcabouço de regras fiscais compatível com o compromisso com a disciplina fiscal, mantendo sob controle o risco associado à evolução das contas públicas. Diante deste cenário, nossa previsão para o crescimento do PIB em 2023 é de 1,7%.
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Em relação à inflação, as previsões se deterioraram no mundo todo principalmente em função dos impactos econômicos do choque causado pelo conflito militar na Ucrânia. Mesmo diante de um comportamento mais benevolente do câmbio – com valorização de 15% no ano até agora –, a manutenção da trajetória de alta das commodities no mercado internacional, aliada ao impacto da guerra sobre os preços do petróleo e aos efeitos climáticos sobre a produção doméstica de alimentos, levou a uma revisão das estimativas de inflação feitas pela Dimac/Ipea. A alta projetada para o IPCA, em 2022, avançou de 5,6% para 6,5%, enquanto a estimada para o INPC passou de 5,5% para 6,3%. Embora as estimativas de inflação para o ano tenham piorado, ainda se mantém a perspectiva de um cenário de desaceleração inflacionária, tanto para 2022 quanto para 2023. Além disso, mes-mo acima do patamar projetado inicialmente, o IPCA e o INPC devem encerrar o ano com uma variação bem abaixo da observada em 2021. De modo análogo, para 2023, as projeções de inflação feitas pela Dimac/Ipea indicam a manutenção dessa trajetória de desaceleração inflacionária, com taxas de 3,6%, tanto para o IPCA quanto para o INPC no próximo ano.
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Indice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – janeiro de 2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,81% em janeiro de 2022, situando-se 0,55 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2021, o resultado mostrou estabilidade. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 5,75% nos últimos doze meses.
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ICTI – Série Completa – Janeiro de 2022 (xlsx)



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Inflação por faixa de renda – Fevereiro/2022

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revelam uma aceleração da inflação, em fevereiro, para todas as classes de renda pesquisadas, especialmente para o segmento de renda alta, cuja taxa avançou de 0,34% para 1,07% entre janeiro e fevereiro (tabela 1). No caso das famílias de renda muito baixa, a alta observada de 1,0%, em fevereiro, contribuiu para que esse grupo apresentasse a maior taxa de inflação acumulada em doze meses (10,9%), bem acima da registrada pela classe de renda alta (9,7%). Enquanto a alta do grupo alimentação e bebidas constituiu-se no principal ponto de pressão para os segmentos de renda mais baixa, os reajustes do grupo educação foram os principais focos de pressão inflacionária para as famílias de renda mais elevada.

Nos últimos doze meses, para as famílias de renda mais baixa, a maior pressão inflacionária reside no grupo habitação, impactado pelos reajustes de 28,1% das tarifas de energia elétrica e de 27,6% do gás de botijão. Já para o segmento de renda mais alta, o foco está no grupo transportes, refletindo os aumentos de 32,6% da gasolina, de 36,2% do etanol e de 27,7% do transporte por aplicativo. Adicionalmente, o comportamento dos alimentos no domicílio, em especial os reajustes de 8,6% das carnes, de 19,6% de aves e ovos, de 43,8% do açúcar e de 61,2% do café, também provocou impactos altistas significativos sobre a inflação no período, sobretudo para as camadas de renda mais baixa.​

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Taxa mensal de inflação por faixa de renda (xlsx)

 



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Análise e Projeções de Inflação

Por Maria Andréia P. Lameiras e Marcelo Lima de Moraes

Embora o cenário prospectivo para a inflação brasileira, em 2022, esteja marcado por uma forte desaceleração dos principais índices de preços, o surgimento de novos fatores de pressão, corroborados pelos dados mais recentes, indica que este recuo deve ser menos acentuado que o projetado incialmente. Por um lado, o comportamento menos favorável dos preços dos alimentos e dos bens de consumo, deve se manter nos próximos meses, constituindo-se no principal fator de limitação a uma desaceleração mais intensa da inflação no ano. Por outro, a nova aceleração dos preços do petróleo e a constatação de um déficit maior nas empresas do setor elétrico sinalizam aumentos mais significativos das tarifas de energia e dos preços dos combustíveis, limitando ainda mais o processo de desinflação em 2022.

Desta forma, tendo por base as circunstâncias atuais, que combinam inflação corrente elevada, pressões persistentes de commodities, cadeias produtivas desreguladas e contribuições climáticas menos favoráveis, a projeção de inflação do Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea para o IPCA, em 2022, foi revista para cima, passando de 4,9% para 5,6%. Além de uma revisão mais intensa dos alimentos no domicílio e dos bens livres, cujas previsões avançaram de 4,5% e 3,7% para 6,1% e 5,0%, respectivamente, a inflação estimada para os preços monitorados passou de 5,4% para 6,0%. No caso dos serviços livres e da educação, as estimativas de 5,2% e 7,9% foram mantidas, tendo em vista que seguem vigentes as condições utilizadas para a projeção anterior, ou seja, crescimento econômico moderado e recuperação gradual do mercado de trabalho, impedindo uma retomada mais forte da demanda interna. Analogamente, a projeção do Grupo de Conjuntura da Dimac para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em 2022, também foi revista para cima, passando de 4,6% para 5,5%.

Deve-se ressaltar ainda que não estão descartados riscos inflacionários adicionais, que podem limitar ainda mais a desinflação no ano. Pelo lado da economia mundial, o agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia pode gerar uma alta mais acentuada das commodities, especialmente do petróleo e do gás; internamente, as incertezas em relação à política fiscal, que podem se intensificar devido às discussões inerentes ao processo eleitoral, podem ter impactos negativos na taxa de câmbio.

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Inflação por faixa de renda – Janeiro/2022

Por Maria Andréia P. Lameiras

​Em janeiro, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração da inflação, na margem, para todos todas as classes pesquisadas. Nota-se, entretanto, que, para as famílias de renda mais baixa, esse recuo foi menos intenso, tendo em vista que foi o segmento que apresentou a maior alta inflacionária no mês (0,63%). Em contrapartida, a faixa de renda alta foi a que registrou a menor taxa de inflação no período (0,34 %). Já no acumulado em 12 doze meses, a maior alta inflacionária foi das famílias de renda média -baixa, cuja com taxa de 10,8%, levemente superior à observada pela faixa de renda muito baixa (10,5%) e bem acima da registrada pelo  grupo de renda alta (9,6%).

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – novembro de 2021

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,25% em novembro de 2021, situando-se apenas 0,03 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a variação foi 0,42 p.p. menor.

Como a incorporação desse resultado, o ICTI acumula variação de 5,76% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar abaixo do que foi registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) e do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de demais despesas operacionais, responsável por aproximadamente 56% da variação total apresentada pelo índice.

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