Arquivos da categoria: Inflação

Inflação por faixa de renda – Agosto/2026

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em agosto, houve desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, com deflação em todos os segmentos, repercutindo, sobretudo, as quedas da energia elétrica, dos alimentos no domicílio e das passagens aéreas. Em termos absolutos, a faixa de renda muito baixa registrou a maior deflação (-0,40%), ao passo que o segmento de renda média-alta apresentou a queda menos intensa dos preços (-0,23%). Por certo, a redução da tarifa de energia elétrica, combinada à deflação dos alimentos no domicílio, explica o resultado mais favorável das famílias de renda muito baixa, dado o peso destes itens nas suas cestas de consumo. Por sua vez, a queda das passagens aéreas intensificou o alívio vindo dos combustíveis e levou a inflação do segmento de renda alta de 0,32%, em julho, para -0,34%, em agosto.

No acumulado do ano, até agosto, a faixa de renda baixa é a que apresenta a maior inflação (3,27%), impactada, especialmente, pela alta de 3,4% dos preços dos alimentos no domicílio, nos oito primeiros meses de 2026. Por sua vez, a faixa de renda média- -alta é a que aponta a taxa menos elevada (2,96%). Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda muito baixa segue registrando a menor inflação (3,85%), enquanto o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (4,63%).

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Dados Xls



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Inflação por faixa de renda – Julho/2026

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em julho, à exceção da faixa de renda alta, houve nova desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, repercutindo, sobretudo, as deflações dos alimentos no domicílio e dos combustíveis. Em termos absolutos, o segmento de renda alta foi o que apresentou a maior taxa de inflação em julho (0,32%), ao passo que a faixa de renda muito baixa registrou a menor variação de preços entre as classes pesquisadas (-0,05%). Por certo, mesmo diante da alta mais acentuada da energia elétrica, a queda dos alimentos no domicílio, em julho, explica este recuo mais intenso da inflação nas classes de renda mais baixas, dado o peso deste item nas suas cestas de consumo. Em contrapartida, o reajuste das passagens aéreas anulou o alívio vindo da queda dos preços dos combustíveis e manteve a inflação do segmento de renda alta pressionada.

No acumulado do ano, até julho, a faixa de renda baixa é a que apresenta a maior inflação (3,60%), impactada, especialmente, pelas altas de 4,1% dos preços dos alimentos no domicílio e de 6,8% da tarifa de energia elétrica, nos sete primeiros meses de 2026. Por sua vez, a faixa de renda média-alta é a que aponta a taxa menos elevada (3,20%). Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda muito baixa registra a menor inflação (3,97%), enquanto o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (5,09%).

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Dados Xls



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – junho de 2026

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,63% em junho de 2026, situando-se 0,38 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a variação foi 0,38 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 4,05% nos últimos doze meses.

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Dados Xls



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Inflação por faixa de renda – Junho/2026

Por Maria Andréia P. Lameiras

 Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em junho, houve uma desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, repercutindo, sobretudo, a deflação dos alimentos no domicílio e o menor reajuste da tarifa de energia elétrica. Em termos absolutos, o segmento de renda alta foi o que apresentou a maior taxa de inflação em junho (0,24%), enquanto as menores variações de preços foram registradas nas faixas de renda muito baixa e média alta (0,12%). Por certo, a queda dos alimentos no domicílio, ocorrida em junho, explica essa desaceleração mais intensa da inflação nas classes de renda mais baixas, dado o peso desse item nas suas cestas de consumo, ao passo que a alta das passagens aéreas manteve a inflação do segmento de renda alta mais pressionada.

No acumulado do ano, até junho, as faixas de renda muito baixa e baixa são as que apresentam a maior inflação (3,59%), impactadas, especialmente, pelos reajustes de 5,3% dos preços dos alimentos no domicílio, de 3,6% da energia elétrica e de 6,5% dos produtos de higiene nos seis primeiros meses de 2026. Por sua vez, a faixa de renda alta é a que aponta a taxa menos elevada (3,07%), beneficiada pelas deflações de 13,2% e de 5,4% dos transportes por aplicativo e dos pacotes turísticos. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda muito baixa ainda registra a menor inflação (4,21%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (5,22%).

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Dados Xls



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Análise e Projeções de Inflação​

Por:  Maria Andréia P. Lameiras

Embora o ano tenha se iniciado com a sinalização de que o processo de desinflação, iniciado na segunda metade de 2025, se consolidaria ao longo de 2026, os dados do último trimestre retrataram um cenário bastante distinto do projetado anteriormente. Além da eclosão do conflito entre Estados Unidos e Irã, o impacto dos efeitos climáticos sobre os preços dos alimentos no mercado doméstico e a desaceleração menos intensa da atividade econômica reconfiguraram de maneira significativa o ambiente inflacionário brasileiro, impondo uma reversão das expectativas e ampliando o grau de incerteza para o restante do ano. Nesse contexto, após encerrar fevereiro com uma alta acumulada em doze meses de 3,8%, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) veio acelerando, de modo que, em maio, essa variação já alcançava 4,7%. No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 3,2%.

Por certo, um dos vetores centrais da deterioração do quadro inflacionário brasileiro reside no conflito no Oriente Médio. Desde o início dos ataques norte-americanos às instalações iranianas, o fechamento intermitente do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito, gerou um choque de oferta de energia de magnitude considerável. O barril do petróleo Brent, que estava em torno de US$ 72 ao final de fevereiro, escalou até superar US$ 130 no início de abril, permanecendo próximo de US$ 100 até meados de maio, quando iniciou um movimento de recuo. No fim de junho, o Brent já havia retornado a níveis próximos de US$ 75, refletindo expectativas mais otimistas quanto à possibilidade de acordos diplomáticos, ainda que a incerteza geopolítica permanecesse elevada.

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Boletim de expectativas – julho de 2025

Os destaques nesta edição são as finanças públicas e a inflação. Na parte fiscal, são apresentadas as projeções do sistema de expectativas do Banco Central e as da Instituição Fiscal Independente, do Senado. A combinação das projeções de resultado primário, despesa com juros e PIB leva a trajetórias ascendentes da relação dívida/PIB. Quanto à inflação, a expectativa para 2026 se elevou por causa dos efeitos da guerra no Oriente Médio, mas também as previsões para 2027 subiram, enquanto as taxas esperadas para 2028 em diante continuam acima da meta de 3%.260714_Gráficos 7 e 13

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Visão geral da conjuntura

Por Claudio Hamilton Matos dos Santos, Cláudio Roberto Amitrano e Mônica Mora Y Araujo

Conforme previsto na última Visão Geral da Conjuntura (Nota Técnica no 26, Carta de Conjuntura no 70, de abril de 2026), os dados do primeiro trimestre indicam que a economia brasileira começou o ano de 2026 em aceleração, com crescimento de 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 1,1% em relação ao quarto trimestre de 2025. Como também já era previsível em abril, o referido crescimento – que se mostrou um pouco maior do que antecipávamos – foi liderado, pelo lado da produção, pelo setor agropecuário e, pelo lado do gasto, pelo consumo das famílias e pela formação bruta de capital fixo.

Mas os dados do primeiro trimestre de 2026 – e os que já estão disponíveis para o segundo trimestre – não trouxeram apenas confirmações do que já antecipávamos. Os dados suscitaram também questionamentos sobre a extensão do “pouso suave (…) sem ruptura abrupta do nível de atividade, mas com clara perda de tração da demanda interna” que explicou tão bem a desaceleração da economia verificada no segundo semestre do ano passado (Nota Técnica no 22, Carta de Conjuntura no 69, de dezembro de 2025). Não será surpresa, em particular, se o crescimento da economia neste ano vier a ser próximo ou maior do que o verificado em 2025, mesmo com as taxas de juros reais em patamares historicamente muito altos.

Com efeito, mesmo com a expectativa de uma Selic nominal maior do que a prevista em março passado, optamos por aumentar a nossa previsão de crescimento do PIB em 2026 para 2,3%, puxada, pelo lado da despesa, por previsões de crescimento do consumo das famílias e das exportações da ordem de 2% e 4,5%, respectivamente, e, pelo lado da produção, por crescimentos de 2,4% nos serviços e 2% na indústria, neste último caso por conta da perspectiva de mais um bom ano para a indústria extrativa mineral. Para o segundo trimestre, a projeção é que o PIB cresça 0,5% em relação ao resultado do primeiro trimestre na série dessazonalizada e 2% em relação ao resultado do segundo trimestre de 2025. Para 2027, mantemos a expectativa de crescimento de 2,0%, em um cenário no qual a atividade segue se expandindo, mas com ritmo mais moderado do que o projetado para 2026, em parte porque o carry-over deixado para o próximo ano é menor, de 0,8%.
Ademais, diante de um cenário inflacionário claramente menos benigno do que o verificado em março, e levando em consideração os resultados já observados até maio, a projeção do Grupo de Conjuntura do Ipea para o IPCA no ano avançou de 4,2% para 5,3%. Nesse novo quadro, as projeções para a alta dos alimentos e dos serviços livres foram majoradas, passando de 3,9% e 5,5% para 7,3% e 5,8%, respectivamente. Já a projeção para os bens industriais e para os preços administrados saltaram de 2,6% e 4,3% para 3,6% e 4,8%, nesta ordem.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – maio de 2026

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado Ipea, apresentou taxa de variação de 0,25% em maio de 2026, situando-se 0,7 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a variação foi 1,02 p.p. Maior.

Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 4,45% nos últimos doze meses.

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Dados Xls



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Inflação por faixa de renda – Maio/2026

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em maio, à exceção da faixa de renda alta, houve uma desaceleração da inflação, na margem, para todas as classes pesquisadas, repercutindo, sobretudo, a deflação dos combustíveis e a melhora no comportamento dos preços dos produtos farmacêuticos. Em termos absolutos, o segmento de renda muito baixa foi o que apresentou a maior taxa de inflação em maio (0,83%), ao passo que a menor variação de preços foi registrada na faixa de renda alta (0,38%). Por certo, o aumento dos alimentos no domicílio e o reajuste da tarifa de energia elétrica, ocorridos em maio, explicam esta alta mais forte da inflação nas classes de renda mais baixas, dado o peso destes itens nas suas cestas de consumo.

No acumulado do ano, até maio, a faixa de renda muito baixa é a que apresenta a maior inflação (3,46%), pressionada, especialmente, pela alta de 5,7% dos preços dos alimentos no domicílio nos cinco primeiros meses de 2026. Por sua vez, a faixa de renda alta é a que aponta a taxa menos elevada (2,83%), beneficiada pelas deflações de 5,0% e de 15,8% das passagens aéreas e dos transportes por aplicativo. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda muito baixa ainda registra a menor inflação (4,29%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (5,26%).

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Dados Xls



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – abril de 2026

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,95% em abril de 2026, situando-se 0,49 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a variação foi 0,73 p.p. Maior.

Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 3,38% nos últimos doze meses.

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Dados Xls



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