Arquivos da categoria: Finanças Públicas

Tributação do capital com os possíveis efeitos da lei No 15.270/2025 e da extinta MP No 1.303/2025

Por Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior

Esta Nota analisa a tributação da renda do capital no Brasil e estima a tributação efetiva (TE) para 2025 de doze diferentes veículos de investimento, em metodologia similar a aplicada pela OCDE. Além disso, ela também calcula as alterações na TE para 2026 com a Lei 15.270/2025 (que instituiu reforma do imposto de renda) e caso a MP nº 1.303/2025 tivesse sido aprovada (que aumentava da tributação do capital financeiro). Para 2025, em um ciclo de dez anos, estima-se que o aluguel recebido por pessoa física possuía uma TE de 32,3% devido a tributação na aquisição (ITBI), propriedade (IPTU), geração de renda (IRPF) e realização (IR sobre ganho de capital). Por outro lado, as ações tiveram uma TE de apenas 6,0% por serem tributadas apenas na realização. Apesar da MP 1.303/2025 não ter sido aprovada, seguindo a atual tendência de uma tributação mais progressiva, as estimações deste estudo se mostram úteis nas futuras propostas de reforma na tributação do capital no Brasil.

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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em janeiro de 2026

Por Sérgio Fonseca Ferreira

Segundo dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que constituem uma fonte confiável para a aproximação dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de janeiro de 2026 registrou superávit primário de R$ 88,6 bilhões nas contas do governo central. Conforme apresentado na tabela 1, a receita líquida do governo central alcançou R$ 273,9 bilhões nesse período, ante os R$ 269,5 bilhões observados em janeiro de 2025, representando um crescimento real de 1,6%. As despesas totalizaram R$ 185,3 bilhões, ante R$ 180,6 bilhões no mesmo mês do ano anterior, crescimento real de 2,6%. No acumulado em doze meses, verifica-se um déficit primário de R$ 61,0 bilhões, a preços constantes de janeiro, superior ao déficit de R$ 43,9 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2025.

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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em dezembro de 2025

Por Sérgio Fonseca Ferreira

Segundo dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que constituem uma fonte confiável para a aproximação dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de dezembro de 2025 registrou superávit primário de R$ 12,6 bilhões nas contas do governo central. Conforme apresentado na tabela 1, a receita líquida do governo central alcançou R$ 240,2 bilhões nesse período, ante os R$ 246,3 bilhões observados em dezembro de 2024, representando uma queda real de 2,5%. As despesas totalizaram R$ 227,6 bilhões, ante R$ 221,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior, um crescimento real de 2,9%. No acumulado anual, verifica-se um déficit primário de R$ 70,1 bilhões, a preços constantes de dezembro, superior ao déficit de R$ 45,8 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2024.

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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em novembro de 2025

Por Sérgio Fonseca Ferreira

Segundo dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que constituem uma fonte confiável para a aproximação dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de novembro de 2025 registrou déficit primário de R$ 13,4 bilhões nas contas do governo central. A receita líquida alcançou R$ 172,7 bilhões, frente aos R$ 175,3 bilhões observados em novembro de 2024, representando uma redução real de 1,5%. As despesas totais atingiram R$ 186,1 bilhões, ante R$ 180,0 bilhões no mesmo mês do ano anterior, crescimento real de 3,4%. No acumulado anual até novembro, verifica-se déficit primário de R$ 75,7 bilhões, superior ao déficit de R$ 70,7 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2024.

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Metodologia de cálculo dos indicadores bimestrais de receitas e despesas correntes, receitas de transferências correntes e próprias e despesas com pessoal e encargos sociais e outras despesas correntes de estados e municípios

Por Cláudio Hamilton dos Santos e Pedro Marques de Santana

O objetivo desta nota é apresentar uma metodologia de construção de indicadores bimestrais de receitas e despesas correntes, receitas de transferências, receitas correntes próprias, despesas com pessoal e encargos sociais e outras despesas correntes para o conjunto dos estados e do Distrito Federal e dos municípios brasileiros.

A execução orçamentária dos entes subnacionais é relativamente pouco acompanhada pelos analistas da conjuntura econômica do país, apesar de sua elevada importância macroeconômica e para o bem-estar da população por meio da prestação de bens e serviços públicos finais. Em anos mais recentes, a disponibilização das Estatísticas Fiscais do Governo Geral (EFGG) trimestrais pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) lançou considerável luz sobre o tema (BRASIL, 2015; 2021). Os indicadores bimestrais ora apresentados, os primeiros de um grupo maior a ser divulgado nos próximos meses, têm como objetivo complementar os dados da EFGG com informações mais tempestivas, além de conceitualmente distintas.

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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em outubro de 2025

Por Sergio Ferreira

Segundo dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que constituem uma fonte confiável para a aproximação dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de outubro de 2025 registrou superávit primário de R$ 37,1 bilhões nas contas do governo central. A receita líquida do governo central alcançou R$ 229,4 bilhões nesse período, frente aos R$ 219,2 bilhões observados em outubro de 2024, representando um aumento real de 4,7%. As despesas totalizaram R$ 192,4 bilhões, ante R$ 176,3 bilhões no mesmo mês do ano anterior, crescimento real de 9,1%. No acumulado anual, verifica-se um déficit primário de R$ 61,8 bilhões, a preços constantes de outubro, o que é inferior ao déficit de R$ 65,9 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2024.

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Panorama Fiscal: evolução recente e perspectivas

Por Marco A. F. H. Cavalcanti e Sergio Fonseca Ferreira

Em setembro de 2025, conforme informações contidas na nota Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em setembro de 2025 (Carta de Conjuntura no 69, Nota de Conjuntura no 2, quarto trimestre de 2025), o governo central apresentou déficit primário de R$ 36,7 bilhões no acumulado em doze meses, a preços de setembro, contra déficit de R$ 256,4 bilhões na mesma base de comparação no ano anterior. No acumulado de 2025 até setembro, o resultado primário foi deficitário em R$ 99,9 bilhões (a preços de setembro de 2025), ante déficit de R$ 108,7 bilhões no mesmo período de 2024. A receita primária total no acumulado do ano até setembro totalizou R$ 2.129,3 bilhões, representando crescimento real de 3,8% comparativamente a 2024. No mesmo período, as despesas primárias registraram aumento real de 2,8% (ou R$ 48,4 bilhões), com crescimento das despesas obrigatórias da ordem de 3,2% (R$ 52,7 bilhões), com destaque para os maiores desembolsos com benefícios previdenciários, pessoal e encargos sociais e demais despesas obrigatórias. O atraso na aprovação orçamentária de 2025 e o bloqueio de dotações para cumprimento dos limites de gastos estabelecidos pela Lei Complementar (LC) no 200/2023 resultaram em redução das despesas discricionárias, observando-se queda real de 3,3% (R$ 4,4 bilhões) até setembro, o que contribuiu para mitigar parcialmente o acréscimo nas despesas obrigatórias.

Para o exercício de 2025, o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) da União referente ao quarto bimestre de 2025 projeta estimativa de déficit primário de R$ 73,5 bilhões. Descontados os pagamentos de precatórios que excedem o limite imposto pela Emenda Constitucional (EC) no 114/2021 – em conformidade com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) nos 7.047 e 7.064 –, o déficit projetado cai para R$ 30,2 bilhões, dentro do intervalo previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para a meta de resultado primário (que admite um déficit máximo de R$ 30,9 bilhões) e, portanto, afastando a obrigatoriedade de contingenciamento. Em relação ao limite de despesa imposto pela LC no 200/2023, o RARDP do quarto bimestre apontou que, diante das novas estimativas de despesas obrigatórias, tornou-se necessário o bloqueio de dotações orçamentárias relativas a despesas discricionárias no valor de R$ 12,1 bilhões, a fim de cumprir o referido limite.

Para 2026, o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) projeta déficit primário para o governo central de R$ 23,3 bilhões, ou -0,17% do produto interno bruto (PIB); ao considerar a compensação de R$ 57,84 bilhões referente ao pagamento de precatórios, o resultado primário projetado atinge um superávit de R$ 34,5 bilhões (0,25% do PIB), em linha com o centro da meta estabelecida no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026. Ressalta-se que o Ploa 2026 projeta aumento de 8,1% nas despesas discricionárias e de 7,5% nas despesas obrigatórias em relação ao projetado para 2025 no RARDP do quarto bimestre. As reservas para emendas apresentaram acréscimo de 4,95% no Ploa, percentual inferior ao reajuste do limite de despesa (8%) e ao incremento das despesas discricionárias. A alocação mínima para a área de educação teve elevação de 9,3%, enquanto para a saúde observou-se crescimento de 7,7%, conforme comparativo entre o Ploa 2026 e a última estimativa para 2025.

As expectativas medianas mais recentes de mercado para 2025 projetam déficit primário do governo central de R$ 67,6 bilhões, ou 0,5% do PIB, em linha com as estimativas do RARDP do quarto bimestre. Para os próximos anos, observa-se divergência significativa dessas projeções em relação às projeções oficiais, com a expectativa mediana de mercado apontando para a geração de resultados primários piores do que o projetado pela LDO em 2026 e 2027. No que se refere à dívida pública, as expectativas de mercado indicam uma trajetória ascendente para a relação dívida/PIB, que deverá atingir, segundo o Prisma Fiscal/Secretaria de Política Econômica (SPE), 79,6% no final de 2025, 83,7% em 2026 e 87,0% em 2027. Essas expectativas são condizentes com as projeções de déficit primário para os próximos anos, bem como com a previsão de níveis relativamente elevados das taxas de juros e do custo da dívida. Nesse contexto, um dos objetivos prioritários da política fiscal deve ser evitar a deterioração adicional dessas expectativas e o aumento da percepção de risco fiscal, que poderiam gerar uma dinâmica perversa para a razão dívida/PIB.

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Boletim de expectativas – outubro de 2025

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e  Caio Rodrigues Gomes Leite

Este Boletim de Expectativas fornece uma visão panorâmica das expectativas para al­gumas das principais variáveis macroeconômicas brasileiras e internacionais. No caso do Brasil, as projeções são do Sistema Expectativas de Mercado, também conhecido como relatório Focus, do Banco Central. Para juros e infla­ção, recorre-se ainda à estrutura a termo da taxa de juros derivada do merca­do secundário de títulos públicos, calculada pela Anbima. As previsões para Estados Unidos, China, área do euro e Argentina são de coleta da Bloomberg com analistas.

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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em setembro de 2025

Por Sergio Ferreira

De acordo com os dados da execução orçamentária, registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, os quais fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário que será divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), setembro de 2025 apresentou um déficit primário de R$ 15,5 bilhões nas contas do governo central. Conforme mostra a tabela 1, a receita líquida atingiu R$ 171,3 bilhões nesse mês, mesmo valor em termos reais, comparativamente ao apurado em setembro de 2024, ao passo que a despesa totalizou R$ 186,8 bilhões, crescimento real de 5,7% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o resultado primário apresenta um déficit de R$ 99,9 bilhões, a preços constantes de setembro, ante o déficit de R$ 108,7 bilhões no mesmo período de 2024.

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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em agosto de 2025

Por Sergio Ferreira

De acordo com os dados da execução orçamentária, registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, os quais fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário que será divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), agosto de 2025 apresentou um déficit primário de R$ 19,7 bilhões nas contas do governo central. Conforme mostra a tabela 1, a receita líquida do governo central atingiu R$ 169,3 bilhões nesse mês, um crescimento de 8,0% em termos reais, comparativamente ao apurado em agosto de 2024, ao passo que a despesa totalizou R$ 189,1 bilhões, crescimento real de 5,0% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o resultado primário apresenta um déficit de R$ 88,0 bilhões, a preços constantes de agosto, ante o déficit de R$ 102,8 bilhões no mesmo período de 2024.

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