Arquivos da categoria: Finanças Públicas

Indicadores Bimestrais de Receitas e Despesas Correntes dos Entes Subnacionais: Atualização para o 2º Bimestre de 2026

Por Pedro Marques de Santana 

A atualização dos indicadores bimestrais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que as receitas e as despesas correntes do conjunto dos entes subnacionais cresceram em ritmo mais acelerado no segundo bimestre de 2026 em comparação com mesmo período de 2025, com viés de crescimento superior das despesas sobre as receitas. Os resultados estão em linha com o crescimento do produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026.

As receitas correntes dos estados e do Distrito Federal (DF) tiveram alta de 6,0% no segundo bimestre de 2026, na comparação com o mesmo bimestre do ano anterior (interanual) e de 3,2% no acumulado de doze meses (ante crescimento de 1,9% observado no primeiro bimestre para esta mesma base de comparação). No quadrimestre (acumulado do ano), houve aumento de 3,0%.

Os gastos correntes dos estados e do DF também cresceram em ritmo mais acelerado no segundo bimestre, registrando avanço de 6,5% na comparação interanual e de 3,6% no acumulado de doze meses (ante variação de 3,1% da mesma métrica observada no bimestre anterior). No ano, as despesas correntes do conjunto dos estados e do DF cresceram 4,4%.

As receitas correntes dos municípios cresceram 7,6% no bimestre encerrado em abril na comparação com o mesmo período de 2025. O crescimento acumulado do ano ficou em 4,3% e, no acumulado em doze meses, a variação foi de 3,5% (0,9 ponto percentual acima do observado no bimestre anterior).

As despesas correntes municipais cresceram em ritmo maior que o das receitas no segundo bimestre de 2026 (10,1%) em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo acumulado crescimento de 9,9% no ano e de 4,3% nos últimos doze meses (1,8 ponto percentual acima do observado no primeiro bimestre).

260611Tabela 1

260611Tabela 2Acesse o texto completo

 



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em abril de 2026

Por Sérgio Fonseca Ferreira

De acordo com dados da execução orçamentária, registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, os quais fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário que será divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), abril de 2026 apresentou um superávit primário de R$ 24,7 bilhões nas contas do governo central. Conforme evidenciado na tabela 1, a receita líquida do governo central alcançou R$ 234,1 bilhões no período, ante R$ 222,5 bilhões em abril de 2025, o que corresponde ao crescimento real de 5,2%. As despesas totalizaram R$ 209,4 bilhões, em comparação com R$ 203,5 bilhões no mesmo mês do ano anterior, representando aumento real de 2,9%. No acumulado do ano, até abril, observa-se superávit primário de R$ 8,6 bilhões, a preços constantes de abril de 2026, frente ao superávit de R$ 78,1 bilhões apurado no mesmo intervalo de 2025.

260513_cc_71_nota_7_siafi_tabela_1

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicadores bimestrais de receitas e despesas correntes dos entes subnacionais – atualização para o 1º bimestre de 2026

Por Pedro Marques de Santana

A atualização dos indicadores bimestrais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que as receitas correntes dos estados e do Distrito Federal/DF mantiveram trajetória de crescimento moderado no primeiro bimestre de 2026, com alta de 1,7% no acumulado de doze meses e de 0,4% na comparação interanual.

Pelo lado das despesas, os gastos correntes dos estados e do Distrito Federal cresceram de forma mais acelerada que as receitas no primeiro bimestre, registrando avanços de 2,0% na comparação interanual e de 3,2% quando comparado com o acumulado de doze meses.

Na esfera municipal, as receitas correntes brutas tiveram crescimento de 1,1% na comparação interanual e de 3,8% no acumulado em doze meses, o que indica um horizonte ainda expressivo de crescimento da arrecadação. Os gastos correntes tiveram um forte desempenho no primeiro bimestre de 2026 (10,3%), em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo acumulado um aumento de 3,8% nos últimos doze meses.

260417_cc_71_nota_4_indicadores_bimestrais_correntes_tabela_1

260417_cc_71_nota_4_indicadores_bimestrais_correntes_tabela_2

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em março de 2026

Por Sérgio Fonseca Ferreira

De acordo com os resultados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que servem como referência confiável para a estimativa dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de março de 2026 apresentou déficit primário de R$ 73,4 bilhões nas contas do governo central. Conforme demonstrado na tabela 1, a receita líquida do governo central atingiu R$ 196,0 bilhões nesse período, em comparação aos R$ 182,4 bilhões observados em março de 2025, refletindo um crescimento real de 7,4%. As despesas somaram R$ 269,4 bilhões, em relação aos R$ 180,8 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior, representando um aumento real de 49,0%. No acumulado do ano, observa-se o déficit primário de R$ 15,5 bilhões até março, a valores constantes de março de 2026, ante o superávit de R$ 58,8 bilhões apurado no mesmo intervalo de 2025.

260413_cc_71_nota_1_siafi_tabela_1

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Panorama Fiscal: evolução recente e perspectivas

Por Marco A. F. H. Cavalcanti e Sergio Fonseca Ferreira

Em 2025, o resultado primário do governo central apresentou deterioração em relação ao ano anterior, encerrando dezembro com déficit acumulado de R$ 60,6 bilhões, em valores de dezembro de 2025, contra R$ 45,8 bilhões em 2024. Em proporção do produto interno bruto (PIB), o déficit primário também aumentou, passando de 0,36% em 2024 para 0,48% em 2025. Apesar do crescimento real da receita primária no ano (3,2%), sustentado principalmente pelo bom desempenho das receitas administradas pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pela arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a expansão das despesas primárias (3,4%) e o aumento das transferências por repartição de receitas (4,8%) impactaram negativamente o resultado primário de 2025.

Em uma perspectiva de médio prazo, a análise da receita evidencia recuperação relevante no período pós-pandemia, com destaque para tributos incidentes sobre consumo, renda das pessoas físicas e receitas financeiras. Em contraste, as receitas não administradas apresentaram retração recente, refletindo queda em concessões, dividendos e participações, parcialmente compensada pelo aumento das receitas de exploração de recursos naturais. No que se refere às despesas, destaca-se o crescimento das despesas obrigatórias. A previdência social, os benefícios assistenciais, as despesas com pessoal e as transferências constitucionais explicam parcela significativa da expansão do gasto, enquanto as despesas discricionárias permanecem comprimidas e atuam como principal variável de ajuste fiscal, com impactos diretos sobre o investimento público e o custeio de políticas governamentais.

Até fevereiro de 2026, não foram identificadas alterações significativas em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados do Resultado do Tesouro Nacional da Secretaria do Tesouro Nacional (RTN/STN), o superávit primário acumulado do ano atingiu R$ 57,5 bilhões para o governo central, frente a R$ 56,7 bilhões registrados em igual período de 2025 (a preços constantes de fevereiro de 2026). A receita líquida do governo central somou R$ 432,4 bilhões, representando um aumento real de 2,8% comparado ao mesmo intervalo de 2025. As despesas totalizaram R$ 374,9 bilhões, refletindo um crescimento real de 3,0% em relação ao exercício anterior. No acumulado dos últimos doze meses, o déficit primário permaneceu praticamente estável em relação a dezembro, situando-se em R$ 60,4 bilhões, em valores constantes de fevereiro de 2026.

No que se refere ao endividamento público, o estoque da dívida pública federal atingiu R$ 8,6 trilhões em janeiro de 2026, com elevação do custo médio da dívida em função do ciclo recente de alta da taxa Selic. A composição da dívida passou a apresentar maior participação de títulos pós-fixados e indexados à inflação, enquanto os títulos prefixados perderam espaço. A dívida bruta do governo geral e a dívida líquida do setor público retomaram trajetória de crescimento, alcançando cerca de 78,7% e 65,0% do PIB, respectivamente, em janeiro de 2026.

Quanto às perspectivas fiscais, a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 projetava, para o governo central, receita primária líquida de transferências por repartição de receitas de R$ 2,59 trilhões (18,74% do PIB) e despesas primárias de R$ 2,61 trilhões (18,91% do PIB). O resultado primário estimado para 2026 era deficitário em R$ 22,9 bilhões (0,17% do PIB), mas tornava-se superavitário em R$ 34,9 bilhões (0,25% do PIB) quando considerados os abatimentos relacionados a precatórios (Emenda Constitucional (EC) no 136 e LCs nos 221 e 223), alinhando-se ao centro da meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) (R$ 34,3 bilhões). O Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do primeiro bimestre de 2026 reviu essas estimativas, com redução da receita líquida em R$ 13,7 bilhões e aumento da despesa em R$ 23,3 bilhões, chegando a um déficit esperado de R$ 59,8 bilhões no ano. Após as deduções legais, a nova estimativa para o resultado primário atinge R$ 3,5 bilhões – cerca de R$ 31 bilhões abaixo da meta definida na LDO, mas ainda dentro do intervalo de tolerância para fins de cumprimento dessa meta, cujo limite inferior é um resultado nulo. No que se refere ao limite de despesas primárias da LC no 200/2023, o RARDP aponta necessidade de ajuste no montante de R$ 1,6 bilhão, com redução correspondente em despesas discricionárias do Executivo.

Para o período de 2027 a 2029, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2026 projeta melhora gradual do resultado primário do governo central, atingindo 1,25% do PIB em 2029. Para o período de 2028 a 2035, o PLDO pressupõe a manutenção de superávits primários dessa ordem de grandeza.

As previsões de mercado mais recentes para o resultado primário do governo central em 2025 e nos anos seguintes, divulgadas no boletim Focus, do Banco Central do Brasil (BCB), e no relatório Prisma Fiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE), apontam para um déficit primário em 2026 pouco acima, mas próximo daquele projetado no RARDP do primeiro bimestre. A partir de 2027, essas projeções indicam melhora gradual do resultado primário, ainda que em ritmo mais lento do que aquele constante do PLDO 2026.

No que se refere às projeções do PLDO para a dívida bruta do governo geral (DBGG), observa-se que, após atingir o valor máximo de 84,2% em 2028, a relação dívida/PIB passa a cair lentamente, atingindo 81,6% em 2035. Elaborado com base em um conjunto de informação mais atualizado que o PLDO, o Relatório de Projeções Fiscais (RPF) divulgado pela STN em janeiro de 2026 apresenta um cenário ainda mais desafiador, com melhora mais lenta do resultado primário do governo central e aumento da relação dívida/PIB até 2032, quando atingiria 88,6% do PIB. A partir de 2033, a DBGG passaria a cair lentamente em proporção do PIB. Assim como o RPF, as expectativas de mercado também projetam trajetória ascendente da dívida/PIB nos próximos anos, com estabilização em torno de 2034.

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em fevereiro de 2026

Por Sérgio Fonseca Ferreira

De acordo com os resultados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que servem como referência confiável para estimativa dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de fevereiro de 2026 apresentou déficit primário de R$ 30,7 bilhões nas contas do governo central. Conforme demonstrado na tabela 1, a receita líquida do governo central atingiu R$ 156,6 bilhões nesse período, em comparação aos R$ 149,3 bilhões observados em fevereiro de 2025, refletindo um crescimento real de 4,9%. As despesas somaram R$ 187,3 bilhões, em relação aos R$ 182,1 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior, representando um aumento real de 2,8%. No acumulado do ano, observa-se que o déficit primário de R$ 56,8 bilhões até fevereiro, a valores constantes de fevereiro de 2026, está em patamar semelhante ao déficit de R$ 56,7 bilhões apurado no mesmo intervalo de 2025.

260211_cc_70_nota_7_siafi_tabela_!

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Tributação do capital com os possíveis efeitos da lei No 15.270/2025 e da extinta MP No 1.303/2025

Por Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior

Esta Nota analisa a tributação da renda do capital no Brasil e estima a tributação efetiva (TE) para 2025 de doze diferentes veículos de investimento, em metodologia similar a aplicada pela OCDE. Além disso, ela também calcula as alterações na TE para 2026 com a Lei 15.270/2025 (que instituiu reforma do imposto de renda) e caso a MP nº 1.303/2025 tivesse sido aprovada (que aumentava da tributação do capital financeiro). Para 2025, em um ciclo de dez anos, estima-se que o aluguel recebido por pessoa física possuía uma TE de 32,3% devido a tributação na aquisição (ITBI), propriedade (IPTU), geração de renda (IRPF) e realização (IR sobre ganho de capital). Por outro lado, as ações tiveram uma TE de apenas 6,0% por serem tributadas apenas na realização. Apesar da MP 1.303/2025 não ter sido aprovada, seguindo a atual tendência de uma tributação mais progressiva, as estimações deste estudo se mostram úteis nas futuras propostas de reforma na tributação do capital no Brasil.

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em janeiro de 2026

Por Sérgio Fonseca Ferreira

Segundo dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que constituem uma fonte confiável para a aproximação dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de janeiro de 2026 registrou superávit primário de R$ 88,6 bilhões nas contas do governo central. Conforme apresentado na tabela 1, a receita líquida do governo central alcançou R$ 273,9 bilhões nesse período, ante os R$ 269,5 bilhões observados em janeiro de 2025, representando um crescimento real de 1,6%. As despesas totalizaram R$ 185,3 bilhões, ante R$ 180,6 bilhões no mesmo mês do ano anterior, crescimento real de 2,6%. No acumulado em doze meses, verifica-se um déficit primário de R$ 61,0 bilhões, a preços constantes de janeiro, superior ao déficit de R$ 43,9 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2025.

260211_cc_70_nota_7_siafi_tabela_!

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em dezembro de 2025

Por Sérgio Fonseca Ferreira

Segundo dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que constituem uma fonte confiável para a aproximação dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de dezembro de 2025 registrou superávit primário de R$ 12,6 bilhões nas contas do governo central. Conforme apresentado na tabela 1, a receita líquida do governo central alcançou R$ 240,2 bilhões nesse período, ante os R$ 246,3 bilhões observados em dezembro de 2024, representando uma queda real de 2,5%. As despesas totalizaram R$ 227,6 bilhões, ante R$ 221,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior, um crescimento real de 2,9%. No acumulado anual, verifica-se um déficit primário de R$ 70,1 bilhões, a preços constantes de dezembro, superior ao déficit de R$ 45,8 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2024.

260121_cc_70_nota_3_resultado_primario_tabela

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em novembro de 2025

Por Sérgio Fonseca Ferreira

Segundo dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que constituem uma fonte confiável para a aproximação dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de novembro de 2025 registrou déficit primário de R$ 13,4 bilhões nas contas do governo central. A receita líquida alcançou R$ 172,7 bilhões, frente aos R$ 175,3 bilhões observados em novembro de 2024, representando uma redução real de 1,5%. As despesas totais atingiram R$ 186,1 bilhões, ante R$ 180,0 bilhões no mesmo mês do ano anterior, crescimento real de 3,4%. No acumulado anual até novembro, verifica-se déficit primário de R$ 75,7 bilhões, superior ao déficit de R$ 70,7 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2024.

251211_cc_69_nota_18_siafi_tabela_1

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------