Arquivo da tag: Taxa de câmbio

Balanço de pagamentos, balança comercial, efeitos da guerra, taxa de câmbio e as restrições às exportações brasileiras

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

O setor externo brasileiro vem mostrando melhora em 2026, com redução do déficit em transações correntes, que caiu no segundo trimestre e no acumulado em doze meses, sobretudo pelo bom desempenho da balança comercial, por sua vez impulsionada pelo aumento dos preços das exportações. Apesar de os efeitos diretos da guerra sobre o comércio bilateral com o Oriente Médio terem sido limitados, seus impactos permaneceram relevantes sobre preços de commodities e fretes marítimos. No câmbio, o real se desvalorizou entre maio e julho, acompanhando a valorização internacional do dólar e a redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Um box destaca que as exportações brasileiras enfrentam restrições comerciais simultâneas nos Estados Unidos, na China e na União Europeia.

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Balanço de pagamentos, balança comercial e taxa de câmbio

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

A queda do déficit em transações correntes no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado foi puxada principalmente pelo aumento no saldo comercial, sobretudo pelo aumento nas exportações. Analisando os principais destinos das exportações brasileiras por blocos no acumulado do período de janeiro a abril, observa-se aumento das exportações, em relação a 2025, para a Ásia e para a Europa, enquanto houve retração nas exportações para a América do Norte, reflexo principalmente da queda nas vendas para os Estados Unidos.

A guerra no oriente médio tem trazido consequências, como o aumento dos preços do petróleo, dos fertilizantes e do frete marítimo.

A taxa de câmbio tem sofrido os efeitos de diversas forças, como o valor internacional do dólar, a alta das commodities e as políticas monetárias de Brasil e Estados Unidos. A resultante desses fatores foi a valorização do real: o preço do dólar em reais caiu 4,5%, comparando-se os dez dias que antecederam a eclosão da guerra com os dez dias terminados em 11 de maio.

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Boletim de expectativas – março de 2026

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

Este Boletim de Expectativas fornece uma visão panorâmica das expectativas para algumas das principais variáveis macroeconômicas brasileiras. As projeções são do Sistema Expectativas de Mercado, também conhecido como relatório Focus, do Banco Central. Para juros e inflação, recorre-se ainda à estrutura a termo da taxa de juros derivada do mercado secundário de títulos públicos, calculada pela Anbima. O destaque é o aumento na inflação prevista, por causa da guerra.

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Balanço de pagamentos e balança comercial

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

O déficit em transações correntes do balanço de pagamentos, depois de aumentar bastante em 2024, estabilizou-se. O saldo da balança comercial tem crescido ao longo deste ano, especialmente devido ao aumento das quantidades exportadas. Nas exportações brasileiras por bloco econômico, destaca-se a redução nos embarques para a América do Norte, refletindo, principalmente, a queda nas vendas para os Estados Unidos. O real continua em sua trajetória de valorização que vem caracterizando o ano. A taxa de câmbio prevista para o fim de 2026, de acordo com o sistema de expectativas de mercado do BCB, é de R$ 5,49/US$.

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O tarifaço de Trump : organizando fatos e ideias

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e  Caio Rodrigues Gomes Leite

As medidas de comércio exterior do novo governo dos Estados Unidos têm causado confusão e apreensão. Neste texto, procuramos organizar os fatos, analisando-os em ordem cronológica e observando efeitos sobre algumas variáveis econômicas, bem como explorar as ideias por trás das medidas. Partindo do diagnóstico de que o fato do dólar ser a moeda internacional de reserva faz com que esteja sempre valorizado, as tarifas têm múltiplos objetivos: reequilibrar fluxos comerciais, induzir a reindustrialização – inclusive por motivo de defesa –, redividir os custos da segurança internacional e arrecadar para o Tesouro.

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Balança comercial, acordo Mercosul-União Europeia e taxa de câmbio

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Esta nota faz a análise dos dados recentes de balança comercial, incluindo informações sobre o comércio com blocos econômicos, com algum detalhamento para a União Europeia, na esteira do acordo Mercosul-UE. Ainda no contexto do acordo, um box traz as últimas informações e também resume nota técnica com avaliação de impacto do acordo, além de traçar perspectivas. Uma seção sobre a taxa de câmbio aborda os diversos fatores que a influenciaram em 2024.

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Balança comercial, balanço de pagamentos e câmbio

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

A análise dos dados recentes da balança comercial mostra redução do saldo, causada tanto por queda nas exportações quanto por aumento nas importações, mas principalmente pelo último. Os termos de troca, relevantes para o nível de atividade, que cresceram em 2023, têm oscilado em 2024, mas a média dos primeiros oito meses deste ano é 5,6% superior à do mesmo período do ano passado.

No balanço de pagamentos, o déficit em transações correntes nos primeiros sete meses deste ano foi maior em US$ 13 bilhões do que no mesmo período do ano passado, aproximadamente dobrando de valor – em percentual do PIB, passou de 1% para 2%. Uma reclassificação dos criptoativos eliminou uma das fontes de diferenças entre a balança comercial do Banco Central e a da Secretaria de Comércio Exterior.

O real passou por significativa desvalorização em junho e em julho, apesar de o dólar não ter se valorizado em relação a outras modas conversíveis e do diferencial de juros ter se alterado em favor do real. O aumento do risco-país medido pelo CDS, este compatível com a perda de valor da moeda, ocorreu ainda em outros países latino-americanos, que também viram suas moedas sofrerem consideráveis desvalorizações.

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Perspectivas e riscos para as exportações brasileiras

Por Fernando J. Ribeiro

“As exportações brasileiras vêm tendo um desempenho excepcional nos últimos anos. Do final de 2020 até o início de 2024 elas acumularam um crescimento de 65% e, em que pese o fato de que parte deste crescimento representou a recuperação das perdas registradas em função da pandemia de Covid-19, o valor atual das exportações, de US$ 347 bilhões no acumulado de 12 meses até fevereiro, é cerca de 50% superior ao de 2019, representando um recorde histórico. É preciso, contudo, ter uma perspectiva bem cautelosa quanto ao desempenho futuro das exportações, em função de alguns fatores que podem limitar sua expansão nos próximos anos. Esta nota se dedica a explorar, de forma breve e concisa, quais são esses fatores e de que forma eles representam risco para o desempenho exportador no futuro.”

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Balanço de pagamentos, balança comercial e câmbio

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

O déficit em transações correntes em 2023 foi significativamente menor do que em 2022, principalmente devido à balança comercial. O déficit na balança de serviços ficou aproximadamente estável. O déficit na conta de rendas primárias (salários, lucros, dividendos e juros) aumentou significativamente. O investimento direto no país reduziu-se.

No primeiro trimestre de 2024, o déficit em transações correntes acumulado em quatro trimestres foi de 1,5% do PIB, um pouco maior do que no quarto trimestre de 2023. De acordo com os dados da Secex, do MDIC, o saldo da balança comercial no primeiro trimestre de 2024 foi consideravelmente maior do que no primeiro trimestre de 2023. Os termos de troca, no primeiro trimestre de 2024, estiveram 8,1% acima do primeiro trimestre do ano passado. A taxa de câmbio nominal real/dólar passou por desvalorização significativa em abril de 2024, em parte refletindo a valorização internacional do dólar, mas superando-a.

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Nas perspectivas, são apresentadas previsões para contas do balanço de pagamentos, em 2024, de três fontes. A taxa de câmbio nominal, de acordo com a Focus, deve ficar virtualmente estável nos próximos anos, até 2028. São ainda apresentadas projeções de crescimento de importantes parceiros comerciais, como Estados Unidos e China, e para o volume de importações mundiais.

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Boletim de expectativas – abril de 2024

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este Boletim de Expectativas se baseia nas projeções do Sistema Expectativas de Mercado do Banco Central, também conhecido como Focus, para dar uma visão geral das previsões feitas pelos profissionais que contribuem com a pesquisa, abordando inflação, juros, nível de atividade, finanças públicas e setor externo. Além das médias amostrais, apresentam-se também intervalos de projeção com mais e menos um desvio-padrão. Para a meta Selic recorre-se também ao mercado de DI Futuro e, para a inflação, à estrutura a termo da taxa de juros.

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