Por Leonardo Mello de Carvalho
O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, avançou 1,1% entre abril e março, na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à queda de 8,8% ocorrida no período anterior, quando devolveu parte do forte crescimento de fevereiro (9,7%). Com isso, o trimestre móvel encerrado em abril registrou expansão de 4,4% na comparação dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2025, o indicador mensal apresentou crescimento de 0,1% em abril e queda de 0,5% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais tiveram uma expansão de 0,2%.
Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um avanço de 1,2% em abril, encerrando o trimestre móvel com crescimento de 6,1%. Quanto a seus componentes, enquanto a produção nacional avançou 2,1%, as importações caíram 2,0%. Já na comparação em médias móveis, enquanto a produção nacional avançou 0,3%, as importações subiram 31,9%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou um recuo de 0,9%.
Os investimentos em construção civil, por seu turno, avançaram 0,4% na passagem entre os meses de março e abril, na série dessazonalizada. Com esse resultado, que sucedeu à queda de 1,4%, o segmento avançou 1,0% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, o resultado é negativo, -1,1%. Já o segmento de outros ativos fixos ficou estável na margem em abril, exibindo alta de 3,4% na comparação em médias móveis. No acumulado em doze meses, o crescimento ficou em 5,2%.



















