Por Maria Andreia Parente Lameiras, Carlos Henrique Leite Corseuil, Leo Veríssimo Fernandes e Júlia Freitas de Lima
Em consonância com o arrefecimento do nível de atividade da economia brasileira, os dados mais recentes mostram que, mesmo com alguns sinais de perda de fôlego, o mercado de trabalho brasileiro vem se mantendo em trajetória bastante favorável, combinando taxas de desemprego em patamar historicamente baixos e aumentos dos rendimentos reais. Os dados mensalizados do trimestre móvel da PNAD Contínua indicam que, em fevereiro deste ano, a taxa de desocupação na economia brasileira era de 6,2%, situando-se 0,9 pontos percentuais (p.p.) abaixo da observada no mesmo período de 2025 (7,1%). Na comparação com janeiro, a dessazonalização mostra que, em fevereiro, a desocupação ficou estável em 5,6%. De fato, desde abril de 2025, a taxa de desocupação mantém-se abaixo de 6,0%.
Embora parte da redução da taxa de desemprego esteja parcialmente influenciada por fatores estruturais como menor crescimento da força de trabalho e mudanças demográficas, mantendo a taxa de participação em níveis reduzidos, o ritmo de crescimento da população ocupada ainda surpreende positivamente, contribuindo para a manutenção deste cenário virtuoso do mercado de trabalho no país.




