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Trabalho remoto no Brasil em 2020 sob a pandemia do Covid-19: quem, quantos e onde estão?

Por Geraldo S. Góes, Felipe dos S. Martins e José Antônio S. Nascimento

Esta Nota de Conjuntura se propõe a mensurar o trabalho remoto no Brasil em 2020, com ênfase numa análise do setor público. Para isso, o texto está dividido em cinco seções, além desta introdução. A segunda apresenta os resultados médios observados durante a realização da PNAD Covid-19 ao longo dos meses de maio a novembro de 2020 para o trabalho remoto no Brasil. A terceira, realiza uma desagregação do trabalho remoto em função da atividade econômica à qual o trabalhador estava vinculado, enquanto a quarta se debruça sobre o setor público. Já a quinta seção distribui regionalmente as pessoas em trabalho remoto. Por fim, breves comentários à guisa de conclusão são apresentados na última seção. Não custa destacar que no apêndice desta Nota é apresentado o resultado mês a mês.

Antecipando brevemente os resultados, tem-se que 11% das pessoas ocupadas e não afastadas no país ao longo de 2020 estavam exercendo suas atividades de forma remota. Esses trabalhadores foram majoritariamente compostos por pessoas com escolaridade de nível superior completo, com vínculo empregatício junto ao setor privado, embora não seja possível deixar de observar o ganho de participação do setor público no tocante ao trabalho remoto. Adicionalmente, observa-se, tanto para o setor privado quando para o público, uma forte participação dos profissionais de ensino no contingente de pessoas em home office.

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Desempenho recente do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente lameiras, Carlos Henrique Corseuil e Lauro Ramos

No primeiro trimestre deste ano, apesar da melhora da atividade econômica acima do esperado e do crescimento da população ocupada (PO), as condições gerais do mercado de trabalho brasileiro ainda se encontram significativamente afetadas pela pandemia. De acordo com as estatísticas extraídas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), em março, a taxa de desocupação ficou em 15,1%, 2,3 pontos percentuais (p.p.) acima da taxa registrada no mesmo período de 2020. O desemprego vem sendo pressionado pelo retorno à força de trabalho de uma parcela de indivíduos que haviam ficado inativos por conta da pandemia. Já a PO que se declarava subocupada chegou a 8,2% do total da ocupação, no primeiro trimestre de 2021, avançando 1,0 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. Não obstante a alta da desocupação e da subocupação, o crescimento do número de desalentados corrobora essa situação pouco favorável do mercado de trabalho.

A análise dos fluxos de entrada e saída dos trabalhadores entre as diferentes posições no mercado de trabalho – extraídos dos microdados da PNAD Contínua – revela que a pandemia gerou mudanças importantes nessas dinâmicas de transição. No caso da ocupação, observa-se que houve não só um forte aumento no fluxo de saída, mas também uma queda expressiva no fluxo de entrada, de modo que a taxa de saída da PO que costumava apresentar leves oscilações ao redor de 40% passou a registrar 45,3% no segundo trimestre de 2020. Já a taxa de entrada, que também costumava oscilar em patamares próximos a 40% até o fim de 2019, registrou 27,9% no segundo trimestre de 2020. Nota-se, no entanto, que, já a partir do terceiro trimestre de 2020, o fluxo de entrada de trabalhadores na PO passa a superar o de saída, porém a taxas ainda modestas, de modo que essa reversão não foi suficiente para que a PO recuperasse, no primeiro trimestre de 2021, o patamar registrado no primeiro trimestre de 2020. Ainda de acordo com os microdados de transição, observa-se que, enquanto os fluxos de entrada no emprego formal apresentam movimentos similares aos do mercado como um todo, os fluxos de saída do emprego formal crescem menos que os observados na ocupação total. Isso significa que o comportamento do emprego formal durante a pandemia foi mais afetado pela diminuição nas contratações que por um aumento nos desligamentos.

Por fim, registra-se que o aumento do desemprego se deve a uma queda mais abrupta no fluxo de saída do desemprego que no fluxo de entrada, indicando que os trabalhadores estão passando mais tempo na desocupação. Por certo, 69,8% dos desempregados deixavam essa condição no primeiro trimestre de 2020, enquanto apenas 55,2% faziam essa transição no primeiro trimestre de 2021. Nesse mesmo período, o fluxo de entrada no desemprego passou de 77,5%, no primeiro trimestre de 2020, para 64,1%, neste mesmo trimestre de 2021.​

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Retrato dos rendimentos e horas trabalhadas durante a pandemia – resultados da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2021

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Os impactos imediatos da pandemia sobre os rendimentos, bem como a importância do Auxílio Emergencial, foram analisados com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, que mostraram um descolamento da renda efetiva do trabalho da renda habitual. Tal descolamento também é observado na PNAD Contínua, levando a que se deva considerar com mais atenção a renda efetiva para se avaliar a conjuntura dos rendimentos ao longo dos anos de 2020 e 2021. Em 2020, de acordo com a PNAD Contínua, os rendimentos habituais apresentaram um crescimento acelerado, atingindo um crescimento interanual de 8,6% no trimestre móvel entre maio e julho, tendo desacelerado após o terceiro trimestre. No primeiro trimestre de 2021, o crescimento da renda habitual foi de apenas 0,8%.

Em contraste, a partir do trimestre móvel iniciado em abril do ano passado, a renda efetiva apresentou consecutivas quedas na comparação interanual, apenas se recuperando após setembro. Entretanto, nos trimestres móveis terminados em dezembro e janeiro, a renda efetiva voltou a apresentar uma queda de 1% e 2,4% respectivamente. Os resultados mais recentes da PNAD Contínua confirmaram o impacto sobre a renda efetiva do recrudescimento da pandemia, visto que o primeiro trimestre de 2021 apresentou uma queda de 2,2% dos rendimentos efetivos. Esse padrão se repetiu para trabalhadores com diferentes grupos demográficos, tendo apenas as mulheres e trabalhadores com mais de 60 anos não apresentado uma queda da renda efetiva. No entanto, analisando por tipo de vínculo, revela-se que o impacto da segunda onda da pandemia nos rendimentos foi concentrado nos trabalhadores privados com carteira. Os trabalhadores por conta própria, que de modo geral haviam sido os mais atingidos pela pandemia, mostraram um crescimento de 3,9% da renda efetiva.

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Índice de qualidade do trabalho e suas implicações sobre a produtividade e a taxa de desocupação

Por Cristiano da C. Silva, José Ronaldo de C. Souza Jr. e Tarsylla da S. de G. Oliveira

Propomos nesta nota um novo indicador Ipea denominado Índice de Qualidade do Trabalho (IQT), que combina informações de mercado de trabalho com dados de escolaridade e experiência. Com base nesse indicador, analisamos as mudanças de composição do trabalho no Brasil de 2012 a 2020, que apresentam um viés de melhora mais acentuada nos momentos de crise econômica – período em que os trabalhadores menos qualificados estão mais expostos ao desemprego. A saída desses trabalhadores da força de trabalho pode resultar em um viés considerável na apuração de indicadores de ociosidade do fator trabalho, variável importante em estudos sobre produtividade – como também será mostrado nesta nota – e produto potencial.

Nossos resultados mostram um crescimento médio de 2,31% ao ano (a.a.) na qualidade da população ocupada (PO) no mercado de trabalho brasileiro durante o intervalo de 2012T2 até 2021T1 – por meio de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Estimativas contrafactuais indicam a acumulação de estoque de capital humano da população em idade ativa (PIA) como principal driver para essa evolução, indicando a importância de fatores estruturais.

Do ponto de vista cíclico, no período analisado, observamos que o efeito composição na PO contribuiu para o crescimento mais acelerado do IQT durante fases de recessão, com o índice crescendo no ritmo de: 2,7% a.a. na comparação entre o primeiro trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2016; e 11,9% a.a. na comparação entre o quarto trimestre de 2019 e o segundo trimestre de 2020. Já nas fases de expansão econômica, o crescimento médio ficou entre 0,90% a.a. e 1,5% a.a. – bem inferior às varrições dos períodos recessivos. Assim, concluímos que a participação relativa dos grupos demográficos mais qualificados aumentou em decorrência da maior perda líquida de vagas dos trabalhadores de baixa qualificação em períodos de turbulência econômica.

Avaliamos também o impacto do ajuste pela qualidade da PO sobre a produtividade total dos fatores (PTF) e a taxa de desocupação. As estimativas indicam que a PTF estimada da forma convencional (em que o fator trabalho é mensurado pelas horas efetivamente trabalhadas, sem correção por qualidade) superestima em 13,3 pontos percentuais (p.p.) o indicador no período analisado – quando comparado à PTF ajustada pela qualidade do trabalho. Contrariamente à medida convencional, sem ajuste pela qualidade, nossos resultados apontam para uma redução significativa na eficiência dos fatores de produção durante o período analisado.

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As evidências mostradas neste trabalho confirmam que o forte ajuste na composição da força de trabalho ocupada nos dois primeiros trimestres de 2020 – período em que os grupos demográficos com menor acumulação de experiência e educação foram relativamente mais afetados pela perda de emprego – explicam em grande parte o avanço observado pela PTF mensurada da forma convencional. Quando ajustamos a variação das horas efetivas trabalhadas pelo IQT, observamos uma queda da PTF de 0,4%, na comparação entre o primeiro trimestre de 2021 e o mesmo período do ano passado, contra um aumento de 3,6% na medida convencional de PTF – sem ajuste pelo IQT.

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas mensais apresentadas nesta nota indicam, entre outras coisas, que a população ocupada (PO) no país somava 85,6 milhões de pessoas em março, o que representa uma queda de 4,8% na comparação com março de 2020 (89,9 milhões), quando o início da pandemia já havia levado a uma queda de 2,6% em relação a março de 2019. Na margem, o resultado de março de 2021 mostra um leve recuo da ocupação (0,3%) ante fevereiro. Em relação aos empregos formais registrados pelo Caged, no acumulado do ano e em doze meses, os saldos de empregos gerados são de 957.889 e de 1.935.616, respectivamente.

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Acesse a série mensalizada PNAD contínua



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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas Hecksher

Esta Nota tem como objetivo identificar os aspectos mais relevantes da conjuntura do mercado de trabalho brasileiro por meio de uma análise descritiva dos resultados mais recentes dos principais indicadores de emprego no país: estimativas próprias de dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, além dos dados do Ministério da Economia – Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) e base de seguro-desemprego. De modo geral, os últimos dados indicam que, mesmo diante de uma melhora em alguns indicadores, as condições do mercado de trabalho brasileiro ainda se mostram bastante desfavoráveis.

Gráficos 1 e 2

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas para o ano

Por Maria Andréia P. Lameiras

Apesar da melhora dos indicadores iniciada no segundo semestre de 2020, o mercado de trabalho brasileiro segue deteriorado. De fato, mesmo diante da expansão do contingente de ocupados – que avançou de 80,3 milhões para 86,1 milhões, entre julho de 2020 e janeiro de 2021 –, a taxa de desocupação ficou em 14,1%, em janeiro, mantendo-se em patamar elevado.

De maneira geral, o impacto da pandemia tem sido mais prejudicial para os indivíduos mais jovens e os menos escolarizados. No quarto trimestre de 2020, a taxa de desocupação dos trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos atingiu 29,8%, o que significa que há quase 4,1 milhões de jovens à procura de um emprego. Já o corte por escolaridade mostra que a crise acentuou ainda mais a desocupação entre os trabalhadores com ensino médio incompleto, cuja taxa aumentou de 18,5% para 23,7% entre o quarto trimestre de 2019 e o mesmo período de 2020.

Em relação às perspectivas para o mercado de trabalho, mesmo com a esperada aceleração da atividade econômica no segundo semestre, as vagas geradas não devem ser suficientes para abarcar não apenas os desocupados, mas também os trabalhadores que devem sair da inatividade – em busca de uma nova colocação no mercado – com o fim do auxílio emergencial. Dessa forma, a taxa de desocupação deverá seguir elevada, principalmente nos segmentos mais vulneráveis, ou seja, entre os jovens e os menos escolarizados, cuja probabilidade de transitar da desocupação e da inatividade para a ocupação, que já era baixa, se tornou ainda menor na crise atual.

MT_Nota -6_ Gráficos 1 e 4

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Dados mensais de mercado de trabalho



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Retrato dos rendimentos e horas trabalhadas durante a pandemia – Resultados da PNAD Contínua em 2020

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Dentro do contexto dos efeitos da pandemia, apesar do relativo aumento dos rendimentos habituais médios observado nos últimos meses, a forte queda da população ocupada causou um considerável impacto negativo na massa salarial real habitual. No trimestre móvel terminado em janeiro de 2021, a queda da massa de rendimentos habituais foi de 6,9% (somando R$ 211,4 bilhões) e a queda da massa efetiva foi de 11,1%, em comparação com o ano anterior, totalizando R$ 228,4 bilhões.

Outro importante efeito da pandemia foi o aumento da proporção de domicílios sem renda do trabalho devido à pandemia, que saltou de 25% no primeiro trimestre para 31,5% no segundo. No quarto trimestre, essa proporção caiu um pouco, para 29%, reforçando como tem sido lenta a recuperação do nível de ocupação aos patamares anteriores à pandemia. Houve também um aumento da proporção de domicílios na faixa de renda mais baixa e uma diminuição da proporção nas demais faixas. Detecta-se a queda generalizada dos rendimentos domiciliares efetivos, que, assim como a renda habitual, tiveram o pior desempenho na faixa de renda alta.

O impacto da pandemia no mercado de trabalho não ocorreu apenas sobre o nível de ocupação e os rendimentos. Também foram detectadas significativas alterações no comportamento das horas trabalhadas e no afastamento do trabalho. A pandemia não afetou as horas habitualmente trabalhadas – durante 2020, mantiveram-se em torno de 39,5 horas semanais. Contudo, já no primeiro trimestre de 2020, e sobretudo no segundo trimestre, observou-se uma forte queda nas horas efetivamente trabalhadas, que alcançaram apenas 78% das horas habituais, o que representa uma jornada semanal média efetiva de 30,7 horas. O impacto foi maior entre os trabalhadores por conta própria (73%) e entre os informais do setor público (72%). A comparação do quarto trimestre de 2020 com o mesmo trimestre do ano anterior já não mostra diferenças significativas.

Esse impacto sobre as horas efetivamente trabalhadas foi causado principalmente pelo maior afastamento do trabalho devido à pandemia. É possível detectar um aumento do afastamento do trabalho no primeiro trimestre de 2020, especialmente entre trabalhadores do setor público. No segundo trimestre, o afastamento da ocupação atinge 16,26% dos trabalhadores, afetando mais de 13,5 milhões. No quarto trimestre de 2020, a proporção de trabalhadores afastados já havia amplamente retornado aos patamares habituais; contudo, o principal motivo do afastamento é ainda a pandemia.

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A redução no número de entrevistas na PNAD contínua durante a pandemia e sua influência para a evolução do emprego formal

Por Carlos Henrique Corseuil e Felipe Russo

Procuramos mostrar neste texto em que medida a anunciada queda do número de entrevistas realizadas pela PNAD Contínua pode ter interferido na evolução do emprego formal proveniente dessa fonte de informação. Isso ocorre se a queda não for distribuída uniformemente pela população, levando a mudanças na composição da amostra, de forma a alterar a representatividade de indivíduos com maior ou menor propensão a ocupar um posto de trabalho formal.

Os nossos resultados confirmam esse quadro de mudança na composição da amostra, apontando ser possível registrar quedas menores nas taxas de formalização da ordem de 0,85 p.p. na PNAD Contínua do segundo trimestre de 2020 e de 0,69 p.p. no terceiro trimestre de 2020, num cenário em que a queda no número de entrevistados não alterasse a composição da amostra.

É importante frisar que os nossos resultados apontam como plausível a hipótese de que a queda no número de entrevistas foi decorrente da dificuldade que o IBGE teve de obter um cadastro de telefones para conduzir as entrevistas por esse meio durante a pandemia. Tal conjectura é respaldada pelo fato de a queda ser concentrada, sobretudo, no grupo de indivíduos que seriam entrevistados pela primeira vez no segundo trimestre de 2020, ou seja, no início da pandemia.

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O trabalho remoto e a pandemia: o que a PNAD Covid- 19 nos mostrou

Por Por Geraldo S. Góes, Felipe dos S. Martins e José A. S. Nascimento

Com o fim da PNAD Covid-19 junto ao encerramento do ano de 2020, o objetivo principal desta nota é consolidar as estatísticas sobre o trabalho remoto no país. Para isso, este texto analisa a massa de rendimentos gerada por essas pessoas, o perfil e a distribuição laboral e regional desses indivíduos em trabalho remoto. Sempre que possível, compara-se o resultado observado com o potencial de teletrabalho no Brasil, disponível em publicação da Carta de Conjuntura no 47.

Para novembro, o contingente de trabalhadores atuando de forma remota no país foi de 7,3 milhões, redução de, aproximadamente, 260 mil pessoas em relação ao mês anterior. Isso representa 9,1% do total de pessoas ocupadas e não afastadas no mês, contra 9,6% em outubro. Somado a isso, as pessoas em home office contribuíram com 17,4% da massa total de rendimentos efetivamente gerados em novembro, pouco superior ao total gerado pelos servidores públicos ou pela indústria, ambos exclusive pessoas em trabalho remoto.

O estudo ainda aponta que o perfil da pessoa em teletrabalho continua predominantemente composto por pessoas ocupadas no setor formal, com escola- ridade de nível superior completo, do sexo feminino, de cor/raça branca e com ida- de entre 30 e 39 anos. Acerca da distribuição do trabalho remoto entre os estados, nota-se que os líderes do ranking se mantiveram constantes. Minas Gerais e Pernambuco foram os estados que mais subiram nesse ordenamento, e Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte foram os que mais perderam posições.

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