Arquivos da categoria: Mercado de Trabalho

Indicadores mensais do mercado de trabalho – dezembro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Hecksher

As estimativas próprias mensais apresentadas nesta nota1 – feitas com base nos dados por trimestre móvel da PNAD Contínua– indicam que o mercado de trabalho brasileiro voltou a surpreender positivamente em dezembro, ao mostrar queda da desocupação mais forte que a prevista, beneficiada por um incremento maior da população ocupada. Não obstante esse aumento da ocupação, o crescimento dos rendimentos médios reais, que vem possibilitando sucessivas expansões da massa salarial, ratifica esse cenário favorável.

Por certo, em dezembro de 2023, a população ocupada no país somava aproximadamente 101,1 milhões de pessoas, avançando 2,7% na comparação com o mesmo período de 2022. Já em termos dessazonalizados, em dezembro, a PO apresentou alta de 0,8% em relação ao observado em novembro. Nota-se, no entanto, que essa aceleração da ocupação vem sendo acompanhada de um movimento similar da força de trabalho, impedindo uma queda ainda mais significativa da taxa de desocupação. Por certo, na comparação interanual, a força de trabalho brasileira avançou 1,6%, passando de 107,3 milhões, em dezembro de 2022, para 109 milhões, em dezembro de 2023. Em relação a novembro, a alta apontada é de 0,3%. ​

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Sandro Pereira Silva, Leo Veríssimo Fernandes e Gabriela Carolina Rezende Padilha

O mercado de trabalho brasileiro segue apresentando bons resultados, consolidando um cenário favorável, em que a expansão da população ocupada vem mantendo a taxa de desocupação bem-comportada, mesmo diante de uma retomada mais forte da força de trabalho. De acordo com as estatísticas mensalizadas da PNAD Contínua, em outubro a taxa de desocupação dessazonalizada ficou em 8,0%, recuando 0,5 ponto percentual (p.p.) na comparação com o observado no fim de 2022. Já na margem, a taxa de desocupação avançou de 7,7%, em setembro, para 8,0%, em outubro, refletindo uma aceleração mais intensa da força de trabalho comparativamente à registrada pela ocupação.

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No caso da força de trabalho, verifica-se que, em outubro, após a dessazonalização, este contingente chegou a 108,3 milhões, avançando 0,6% na comparação com setembro. No acumulado do ano, a força de trabalho aponta alta de 1,1%. Já em relação à ocupação, os dados mostram que, embora entre setembro e outubro este conjunto de trabalhadores tenha se expandido em apenas 0,1%, – chegando a 99,4 milhões –, nos dez primeiros meses de 2023 a população ocupada mostra crescimento de 1,5%.

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Retrato dos rendimentos do trabalho – resultados da PNAD Contínua do terceiro trimestre de 2023

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Os dados da PNAD Contínua mostraram que, no terceiro trimestre de 2023, a renda média voltou a crescer após relativa estabilidade ao longo do primeiro semestre. O crescimento interanual da renda habitual média foi de 4,2%. Estimativas mensais mostram que o rendimento médio real em setembro de 2023 (R$ 3.059), foi 3,8% maior que o observado no mês anterior (R$ 2.946), e 3,4% superior ao valor de junho do mesmo ano, além de 3,7% maior que o valor registrado em dezembro de 2022 (R$ 2.950). No mês de outubro, a estimativa mensal recuou para R$ 3.012. No segundo trimestre de 2023, a renda média havia estado acima da observada no mesmo trimestre de 2019 pela primeira vez desde a pandemia (0,6%). E já no terceiro trimestre de 2023, a renda média superou o mesmo trimestre de 2019 em 2,2%.

Por grupos demográficos, os maiores aumentos na renda na comparação com o mesmo período do ano passado foram registrados no Sudeste, entre os trabalhadores jovens (entre 14 e 24 anos) e com ensino superior. Nenhum grupo demográfico de trabalhador apresentou queda na renda, mas o crescimento foi menor para os que habitam no Sul e em regiões não metropolitanas, os maiores de 60 anos, aqueles com ensino fundamental completo e os chefes de família.

Na análise por tipo de vínculo, revela-se que o menor crescimento dos rendimentos no segundo trimestre de 2023 encontra-se nos trabalhadores do setor privado com carteira, com elevação da renda habitual de 2,3%, e os trabalhadores do setor público 3,6%. Por sua vez, os trabalhadores informais foram os que tiveram o maior aumento da renda habitual, com acréscimo de 7,5% para os trabalhadores por conta própria e de 6,3% para os sem carteira.

Por setor, no terceiro trimestre de 2023, houve uma maior desaceleração do crescimento da renda nos setores de comércio e construção, com crescimento interanual da renda habitual sendo 2,5% e 1,9% respectivamente. Já os trabalhadores da indústria, serviços pessoais e coletivos e alojamento e alimentação mostraram um crescimento maior que o observado no trimestre anterior, tendo o setor de alojamento e alimentação mantendo um forte crescimento da renda há quatro trimestres consecutivos. Destaque negativo foi a queda de 4,6% da renda média interanual no terceiro trimestre de 2023 na agricultura.

Após o pico de desigualdade causado pela pandemia, o índice de Gini se reduziu continuamente até o primeiro trimestre de 2022. No entanto, o segundo trimestre de 2022 apresentou uma reversão da queda da desigualdade da renda observada, que continuou no terceiro trimestre, tendo o índice da renda domiciliar se mantido relativamente estável desde então. No terceiro trimestre de 2023, o índice de Gini da renda domiciliar subiu para 0,521.  Já o índice de Gini da renda individual apresentou uma elevação de 0,488 para 0,492 no terceiro trimestre de 2023.​

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Indicadores mensais do mercado de trabalho – setembro de 2023

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Hecksher

As estimativas próprias mensais feitas com base nos dados por trimestre móvel da PNAD Contínua indicam que o mercado de trabalho brasileiro continua a apresentar resultados favoráveis, tendo em vista que, mesmo diante de uma acomodação da população ocupada, na margem, o arrefecimento da força de trabalho vem possibilitando a manutenção da taxa de desocupação em patamares relativamente baixos. Adicionalmente, o aumento dos rendimentos médios reais nos últimos meses contribuiu para a manutenção da trajetória de expansão da massa salarial.

Em setembro de 2023, a população ocupada no país somava aproximadamente 99,7 milhões de pessoas, avançando 0,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos dessazonalizados, em setembro, a PO apresentou queda de 0,7% em relação ao observado em agosto. Nota-se, entretanto, que a recente desaceleração da ocupação vem sendo acompanhada de um movimento similar da força de trabalho, impedindo uma alta da taxa de desocupação. Por certo, na comparação interanual, a força de trabalho brasileira recuou 0,8%, passando de 108,8 milhões, em setembro de 2022, para 107,9 milhões, em setembro de 2023. Em relação a agosto, a queda apontada é de 0,7%.

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Desempenho recente do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras, Sandro Pereira Silva, Lauro Roberto Ramos, Leo Veríssimo Fernandes e Gabriela Carolina Rezende Padilha

O mercado de trabalho brasileiro segue em trajetória favorável, caracterizada, entres outros aspectos, por quedas contínuas da taxa de desocupação e expansão da ocupação, especialmente formal. Adicionalmente, o aumento da massa salarial e os recuos da subocupação e do desalento ratificam esse cenário benigno.

De acordo com as estatísticas mensalizadas da PNAD Contínua, em julho, a taxa de desocupação dessazonalizada recuou pelo sexto mês consecutivo, chegando a 7,6% e atingindo o menor patamar desde abril de 2015. Embora parte dessa queda da desocupação possa ser creditada ao arrefecimento da taxa de participação, a forte expansão da população ocupada é o principal fator explicativo para o recuo do desemprego no país. Entre janeiro e julho, o contingente de ocupados dessazonalizado na economia brasileira passou de 98 milhões para 100,3 milhões de trabalhadores, acelerando 2,3%. Na comparação com julho de 2022, a alta é de 0,9%. Já no caso da taxa de participação, observa-se que, embora já se evidencie uma leve retomada na margem – 62,1%, em julho ante 61,5% observado em janeiro, na série dessazonalizada –, esta variável ainda se encontra em patamar reduzido, quando comparado à sua média histórica.

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Retrato dos rendimentos do trabalho – resultados da PNAD Contínua do segundo trimestre de 2023

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Os rendimentos habituais reais médios apresentaram aumento de 6,2% no segundo trimestre de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022, apontando a desaceleração da recuperação da renda. A renda média habitual real de R$ 2.924, registrada no segundo trimestre de 2023, pela primeira vez supera os níveis observados no mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.904), imediatamente anterior à pandemia. Estimativas mensais mostram que o rendimento habitual médio real em junho de 2023 (R$ 2.936) foi 1,8% maior que o observado no mês anterior (R$ 2.883) e 0,2% maior que o registrado em dezembro de 2022 (R$ 2.929).

Por grupos demográficos, os maiores aumentos na renda na comparação com o mesmo período do ano passado foram registrados no Centro-Oeste e no Nordeste, entre os trabalhadores jovens adultos (entre 25 e 39 anos) e com ensino fundamental incompleto. Nenhum grupo demográfico de trabalhador apresentou queda na renda, mas o crescimento foi menor para os que habitam no Sul e em regiões não metropolitanas, os maiores de 60 anos, aqueles com ensino médio completo e os chefes de família.

Na análise por tipo de vínculo, revela-se que o menor crescimento dos rendimentos no segundo trimestre de 2023 encontra-se nos trabalhadores do setor privado com carteira, com elevação da renda habitual de 4,1%, e os trabalhadores do setor público 4%. Por sua vez, os trabalhadores informais foram os que tiveram o maior aumento da renda habitual, com acréscimo de 7,5% para os trabalhadores por conta própria e de 4,9% para os sem carteira. Isso se refletiu no comportamento da renda por setor de atividade: os setores mais informais, mais atingidos pela pandemia, são os que agora mostram crescimento da renda (agricultura, comércio, construção, e alojamento e alimentação), ao passo que setores mais formais, como administração púbica, educação e saúde, e indústria, apresentaram menor elevação da renda habitual ou efetiva. No entanto, nesse segundo trimestre de 2023 observa-se menor crescimento da renda em setores bastante informais, como serviços pessoais e coletivos e transporte.

Após o pico de desigualdade causado pela pandemia, o índice de Gini se reduziu continuamente até o primeiro trimestre de 2022. No entanto, o segundo trimestre de 2022 apresentou uma reversão da queda da desigualdade da renda observada, que continuou no terceiro trimestre, tendo o índice da renda domiciliar se mantido relativamente estável desde então. No segundo trimestre de 2023, o índice de Gini da renda domiciliar caiu ligeiramente para 0,517. Já o índice de Gini da renda individual apresentou uma queda maior desde o terceiro trimestre de 2022, reduzindo-se de 0,494 para 0,488 no segundo trimestre de 2023.​

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas próprias mensais, feitas com base nos dados por trimestre móvel da PNAD Contínua, indicam que o mercado de trabalho brasileiro vem mantendo bom dinamismo, conjugando expansão da população ocupada, retração da taxa de desocupação e crescimento da massa salarial. Em junho de 2023, a população ocupada (PO) no país somava aproximadamente 99,1 milhões de pessoas, avançando 0,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos dessazonalizados, em junho, houve a quinta expansão consecutiva da PO (0,5%), de modo que o contingente de ocupados na economia brasileira chegou a 100,2 milhões, atingindo o maior nível já estimado pela série do IBGE.

Como esperado, este aumento da ocupação gerou uma nova retração da taxa de desocupação, que estava em 7,9% em junho de 2023 – 1,3 ponto percentual (p.p.) menor que o observado neste mesmo período de 2022. Após o ajuste sazonal, a taxa de desocupação ficou em 7,8%, em junho, recuando 0,3 p.p. em relação à registrada em maio.

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas Hecksher

As estimativas próprias mensais, feitas com base nos dados por trimestre móvel PNAD Contínua, indicam que, após um período de acomodação, o mercado de trabalho brasileiro segue apresentando resultados positivos, combinando aumento da população ocupada, queda da taxa de desocupação e expansão da massa salarial.

Em maio de 2023, a PO no país somava aproximadamente 99 milhões de pessoas, avançando 0,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Após o ajuste sazonal, embora o contingente de 99,8 milhões de ocupados, em maio de 2023, ainda se mantenha abaixo dos 100,2 milhões registrados em junho de 2022, na margem, a PO se expandiu pelo quarto mês consecutivo, com alta de 0,6% em relação a abril. Como consequência do bom desempenho da população ocupada, em maio, a taxa de desocupação foi de 8,2%, situando-se 1,0 ponto percentual abaixo da registrada no mesmo período de 2022. Na comparação com o mês imediatamente anterior com dados dessazonalizados, a taxa manteve-se praticamente estável.

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Desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas

Por Maria Andréia Parente Lameiras, Lauro Roberto Albrecht Ramos, Sandro Pereira Silva e Leo Veríssimo Fernandes

Após um período de relativa acomodação, os dados mais recentes mostram que o mercado de trabalho brasileiro voltou a apresentar maior dinamismo. A expansão da ocupação, combinada à retração da força de trabalho, vem possibilitando novos recuos da taxa de desocupação. Adicionalmente, a melhora de variáveis ligadas a rendimento, subocupação e desalento ratificam esse cenário mais benevolente. De acordo com as estatísticas mensais produzidas pelo Ipea, com base nas séries de trimestres móveis da PNAD Contínua, a taxa de desocupação, que vinha se mantendo relativamente estável, em torno de 8,5%, voltou a recuar com mais força no último bimestre, de modo que, em abril de 2023, na série livre de sazonalidade, o patamar registrado de 8,0% foi o mais baixo nos últimos oito anos.

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Retrato dos rendimentos do trabalho – resultados da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2023

Por Sandro Sacchet de Carvalho

Os rendimentos habituais reais médios apresentaram aumento de 7,4% no primeiro trimestre de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022, apontando a desaceleração da recuperação da renda. A renda média habitual real de R$ 2.900, registrada no primeiro trimestre de 2023, aproxima-se dos níveis observados em dezembro de 2019 (R$ 2.910), imediatamente anterior à pandemia. Estimativas mensais mostram que o rendimento habitual médio real em abril de 2023 (R$ 2.909) foi 0,5% menor que o observado no mês anterior (R$ 2.923) e 0,6% menor que o registrado em dezembro de 2022 (R$ 2.928). A renda efetiva também cresceu 7,1% na comparação interanual.
Por grupos demográficos, os maiores aumentos na renda na comparação com o mesmo período do ano passado foram registrados no Centro-Oeste e no Nordeste, entre os trabalhadores jovens adultos (entre 25 e 39 anos) e com ensino superior. Nenhum grupo demográfico de trabalhador apresentou queda na renda, mas o crescimento foi menor para os que habitam no Sul e em regiões não metropolitanas, os maiores de 60 anos, aqueles com ensino fundamental completo e os chefes de família.

Na análise por tipo de vínculo, revela-se que o menor crescimento dos rendimentos no primeiro trimestre de 2023 encontra-se nos trabalhadores do setor privado com carteira, com elevação da renda habitual e efetiva de 4,1% e 4,5%, respectivamente. Os trabalhadores do setor público apresentaram elevação da renda no primeiro trimestre de 2023 (cerca de 5,5% da renda habitual). Por sua vez, os trabalhadores informais foram os que tiveram o maior aumento da renda efetiva, com acréscimo de 8,9% para os trabalhadores por conta própria e de 14,7% para os sem carteira. Isso se refletiu no comportamento da renda por setor de atividade: os setores mais informais, mais atingidos pela pandemia, são os que agora mostram crescimento da renda (agricultura, comércio, serviços pessoais e coletivos, e alojamento e alimentação), ao passo que setores mais formais, como administração púbica, educação e saúde, e indústria, apresentaram menor elevação da renda habitual ou efetiva. Contudo, já há sinais de menor crescimento da renda em setores bastante informais como construção e transporte.

Após o pico de desigualdade causado pela pandemia, o índice de Gini se reduziu continuamente até o primeiro trimestre de 2022. No entanto, o segundo trimestre apresentou uma reversão da queda da desigualdade da renda observada, que continuou no terceiro trimestre, tendo o índice da renda efetiva subido de 0,510 no primeiro trimestre para 0,519 no terceiro, e o da renda habitual passado de 0,481 para 0,494. No primeiro trimestre de 2023, observou-se uma estabilidade no índice da renda domiciliar e uma queda do índice da renda individual para 0,491.

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