Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Indicador Ipea Mensal de FBCF – resultado de novembro de 2022

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma queda de 2,1% na comparação entre novembro e outubro na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em novembro registrou um acréscimo de 0,7%. Esta foi a sétima variação positiva nessa base de comparação, embora represente desaceleração em relação ao período anterior (1,7%). Nas comparações com os mesmos períodos de 2021, enquanto novembro apresentou uma alta de 4,5%, o trimestre móvel aumentou 5,6%. No acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram um crescimento nulo em novembro.

Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentou uma queda de 3,6% em novembro, encerrando o trimestre móvel com uma alta de 0,6%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 0,2% em novembro, a importação cedeu 7,6% no mesmo período. Ainda assim, as importações cresceram 20,8% no trimestre móvel. A produção nacional, por sua vez, encerrou o período com uma queda de 8,1%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou uma queda de 6,8%.

Os investimentos em construção civil, por seu turno, também recuaram em novembro, na série dessazonalizada, registrando uma queda de 1,9%. Com isso, o segmento registrou uma perda de 2,7% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, a expansão foi de 5,2%.

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Dados indicador



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – novembro de 2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação, calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,78% em novembro de 2022, situando-se 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2021, a variação foi 0,53 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 6,77% nos últimos doze meses.

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ICTI – Série Completa – novembro de 2022 (xlsx)



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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Novembro de 2022

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma queda de 2,9% na comparação entre novembro e outubro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 0,3% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em novembro recuou 2,4% na margem, segunda variação negativa seguida nesta base de comparação. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) recuou 0,5% em novembro e 2,9% no trimestre móvel, as importações de bens industriais cederam 8,9% em novembro e 3,4% no trimestre móvel, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais caiu 3,2% contra novembro do ano passado, interrompendo sequência positiva de quatro meses. Com isso, o trimestre móvel aumentou 0,1% em relação ao verificado no mesmo período de 2021. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda cedeu 0,9%, enquanto a produção industrial, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), acumulou uma queda de 1%, como visto no gráfico 1. Na mesma base de comparação, as importações de bens industriais cresceram 4,2%.

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Dados Consumo XLS



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Inflação por faixa de renda – Dezembro/2022

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revela que, em dezembro, todas as classes registraram aceleração da inflação na margem. Em termos absolutos, a faixa de renda muito baixa foi a que apontou a maior taxa de inflação em dezembro (0,71%), enquanto a menor taxa foi verificada no segmento de renda alta (0,50%). Com a incorporação deste resultado, no acumulado de 2022, todas as faixas de renda apresentaram significativa desaceleração da inflação em relação ao observado no ano anterior. De acordo com o indicador, em 2022, as famílias de renda média baixa apresentaram a menor alta inflacionária (5,59%) e o segmento de renda alta foi o que apontou a taxa mais elevada no período (6,83%).

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Taxa mensal de inflação por faixa de renda (xlsx)



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Indicador Ipea Mensal de FBCF – Resultado de Outubro de 2022 e Nota Metodológica

Por Leonardo Mello de Carvalho e Marco Antonio F. de H. Cavalcanti

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma alta de 2,2% na comparação entre outubro e setembro na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em outubro registrou um acréscimo de 1,5%. Nas comparações com os mesmos períodos de 2021, enquanto outubro apresentou uma alta de 6,6%, o trimestre móvel aumentou 5,9%. No acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram um crescimento de 0,4% em outubro.

Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentou um avanço de 2,9% em outubro, encerrando o trimestre móvel com uma alta de 1,9%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 7,4% em outubro, a importação cedeu 14% no mesmo período. Ainda assim, as importações cresceram 22,6% no trimestre móvel. A produção nacional, por sua vez, encerrou o período com uma queda de 5,1%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou uma queda de 7,2%.

Os investimentos em construção civil, por sua vez, também avançaram em outubro, na série dessazonalizada, registrando uma alta de 0,6%. Ainda assim, o segmento registrou uma queda de 2,7% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, a expansão foi de 5,2%.

Tabela 1 (19)

Gráfico 1 (5)

Gráfico 2

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Dados indicador



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Investimento líquido e estoque de capital – atualização de dados desagregados de 2020 e agregados do terceiro trimestre de 2022​

Por José Ronaldo Souza Jr. e Felipe Cornelio

Esta nota atualiza as séries dos indicadores Ipea de investimento líquido e de esto- que de capital até o terceiro trimestre de 2022. Devido à divulgação dos dados anuais de 2020 do Sistema de Contas Nacionais (SCN/IBGE), todos os dados a partir desse ano foram revisados. No caso do estoque de capital, os dados anuais de 2020 permitem não só estimativas de melhor qualidade como também a desagregação por componente, inclusive três categorias de construção – infraestrutura, residencial e demais estruturas. Particularmente, destaca-se a recuperação do crescimento do estoque de infraestrutura devido às elevadas taxas de crescimento dos investimentos brutos no segmento por dois anos consectivos, 18,8% em 2019 e 13% em 2020. Com isso, o investimento líquido, que havia ficado negativo em 2017 e 2018, voltou a ficar positivo em 2019 e avançou significativamente em 2020 (ano da recessão causada pela pandemia), indicando que o estoque de capital de infraestrutura voltou a aumentar, passando de 0,1% em 2019 para 0,7% em 2020. Em relação às estimativas trimestrais agregadas com dados mais recentes, apesar da desaceleração do crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF), os investimentos líquidos (excluído o valor da depreciação) apresentaram aceleração do crescimento, por muito influenciado pela redução da depreciação. O resultado em termos de estoque de capital foi a continuidade de crescimento, atingindo uma taxa de crescimento interanual de 1,0% em setembro de 2022 – depois de ter fechado 2021 com 0,7%.

Gráficos 9 e 13

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Inflação por faixa de renda – Novembro/2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostra desaceleração da inflação, em novembro, na comparação com o mês anterior, para todas as faixas de renda. De acordo com os dados apurados, a inflação variou entre 0,27% para o segmento de renda alta e 0,49% para a classe de renda média-alta. Com a incorporação deste resultado, no acumulado do ano, até novembro, a inflação registra altas que variam de 4,87% (renda média-baixa) a 6,27% (renda alta). Já no acumulado em doze meses, a classe de renda média-baixa aponta a menor taxa de inflação (5,63%), enquanto a maior é observada na faixa de renda alta (7,14%).​

Tabela 1 _dez22

Gráficos 1 e 2 _dez 22

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xls



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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Outubro de 2022

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma alta de 0,2% na comparação entre outubro e setembro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma baixa de 1,4% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em outubro recuou 0,9% na margem, interrompendo uma sequência de seis aumentos nesta base de comparação. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cresceu 0,3% em outubro e recuou 2,4% no trimestre móvel, as importações de bens industriais cederam 1% em outubro, com alta de 3,9% no trimestre móvel, conforme mostra a tabela 1.
Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 3% contra outubro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel aumentou 3,2% em relação ao verificado no mesmo período de 2021. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda cedeu 0,6%, enquanto a produção industrial, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), acumulou uma queda de 1,4%, como visto no gráfico 1. Na mesma base de comparação, as importações de bens industriais cresceram 5,4%.

Tabela 1 (18)

Gráfico 1 (4)

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Dados Consumo XLS



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ICTI – Outubro 2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,63% em outubro de 2022, situando-se 0,36 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2021, a variação foi 0,41 p.p. maior. Nos últimos doze meses, o ICTI acumula variação de 6,22%.

Tabela 1_out22

Tabela 2 _out22

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ICTI – Série Completa – Outubro de 2022 (xlsx)



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Desempenho do PIB no terceiro trimestre de 2022

Por Leonardo Mello de Carvalho e Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

O PIB avançou 0,4% no terceiro trimestre de 2022, na comparação com o trimestre anterior, já livre de efeitos sazonais, e 3,6% na comparação interanual, de acordo com o IBGE. Com o ajuste realizado em função da divulgação das Contas Nacionais Anuais referentes a 2020, que implicou a atualização de pesos e a incorporação de novas informações, os quatro trimestres de 2021, assim como os dois primeiros de 2022, foram reestimados. Com isso, o resultado acumulado em quatro trimestres para 2021 foi majorado de 4,6% para 5%. Em relação a 2022, na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados do primeiro e segundo trimestres sofreram revisão para cima, passando de 1,7% para 2,4% e de 3,2% para 3,7%, respectivamente; o crescimento acumulado no ano no primeiro semestre passou de 2,5% para 3,1%. Nas comparações sobre o período imediatamente anterior, enquanto o primeiro trimestre aumentou de 1,1% para 1,3%, o segundo foi reduzido de 1,2% para 1%. Com isso, o carry-over para 2022 ficou em 3,1% – ou seja, caso permaneça estagnado no último trimestre, o PIB fechará o ano com alta de 3,1%. Em relação ao último trimestre de 2019, período imediatamente anterior ao início da crise causada pela pandemia de covid-19, o PIB encontra-se em patamar 4,5% superior.

Em relação à ótica da produção, o PIB da agropecuária voltou a apresentar o desempenho mais modesto, com recuo de 0,9% na margem e alta de 3,2% na comparação interanual. Já o setor de serviços foi o destaque positivo no terceiro trimestre. Desde a normalização dos níveis de mobilidade urbana, o setor segue mantendo forte ritmo de recuperação. Menos afetado pelo aumento das taxas de juros, o consumo de serviços pelas famílias tem sido estimulado não somente por uma demanda reprimida, mas também pela melhora nos indicadores do mercado de trabalho. Além disso, a evolução dos seus preços tem sido mais benigna, vis-à-vis os preços dos bens, gerando efeitos de substituição. O resultado registrado no terceiro trimestre, com altas de 1,1% na margem e 4,5% em termos anuais, ficou acima da nossa projeção, que era de 0,8% e 3,9%, respectivamente. Por fim, o setor industrial registrou a terceira alta consecutiva na comparação dessazonalizada. O crescimento de 0,8% na margem desacelerou em relação ao observado no segundo trimestre (1,7%), ficando um pouco acima da nossa previsão, que era de 0,5%. Embora os gargalos relacionados à oferta de insumos estejam diminuindo, a atividade do setor, por ser mais sensível aos efeitos da política monetária, tem demonstrado algum arrefecimento.

Pela ótica da despesa, o destaque positivo ficou novamente por conta da FBCF, que registrou altas de 2,8% na margem e de 5% na comparação interanual. Este resultado, que superou nossas previsões (1,4% e 3,1%, respectivamente), foi explicado pelo bom desempenho da construção civil, pelo consumo aparente de máquinas e equipamentos, particularmente a produção interna e as importações, e pela demanda por softwares. Já o consumo das famílias desacelerou na passagem entre o segundo e terceiro trimestres, afetado pela perda de fôlego no comércio de bens. Na comparação com ajuste sazonal, o avanço de 1% sucedeu uma alta de 2,1%, sendo esta a quinta variação positiva seguida. Por fim, as exportações líquidas registraram contribuição negativa para o resultado do terceiro trimestre, seja na comparação com ajuste sazonal, seja em termos interanuais, refletindo o crescimento da absorção interna acima do registrado pelo PIB – de 1,4% sobre o segundo trimestre deste ano e de 3,9% sobre o terceiro do ano passado.

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