Por Leonardo Mello de Carvalho
O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, avançou 1,9% na comparação entre julho e junho, na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à alta de 0,2% ocorrida no período anterior. Com isso, o trimestre móvel encerrado em julho registrou expansão de 0,9% na comparação dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2025, o indicador mensal apresentou crescimento de 4,5% em julho e de 2,7% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais permaneceram estáveis.
Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um avanço de 3,2% em julho. Ainda assim, o trimestre móvel encerrou com queda de 4,2%. Quanto aos seus componentes, tanto a produção nacional quanto as importações cresceram na margem, com altas de 1,3% e 7,6%, respectivamente. Já na comparação em médias móveis, a produção nacional avançou 2,7%, ao passo que as importações recuaram 16,8%, resultado ainda influenciado pela base elevada do trimestre encerrado em abril, quando ocorreu a compra de uma plataforma de petróleo. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou uma retração de 2,1%.
Os investimentos em construção civil, por seu turno, avançaram 2,2% na passagem entre os meses de junho e julho, na série dessazonalizada. Com esse resultado, que sucedeu à alta de 0,9%, o segmento cresceu 3,9% no trimestre móvel. Já no acumulado em doze meses, apresentou queda de 1,8%. Os outros ativos fixos, por sua vez, recuaram 1,4% na margem em julho, mas registraram expansão de 4,7% na comparação em médias móveis. Em doze meses, o crescimento acumulado ficou em 8,8%.















