Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Inflação por faixa de renda – maio/2024

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revelam que, em maio, embora tenha ocorrido nova aceleração da inflação para todas as classes de renda pesquisadas, esta foi mais significativa para o segmento de renda alta. Por certo, após registrar taxa de inflação de 0,20%, em abril, os preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias de renda alta avançaram, na média, 0,46%, em maio, refletindo, especialmente, os reajustes das passagens aéreas e dos transportes por aplicativo. Já para as famílias de renda muito baixa, a inflação avançou de 0,41% para 0,48%, entre abril e maio, sendo puxada pelos aumentos nos preços dos alimentos no domicílio e dos artigos de higiene pessoal e, ainda, pela alta nas tarifas de água, esgoto e energia elétrica.

Nota-se, entretanto, que mesmo diante de uma maior pressão inflacionária ao longo de 2024 – explicada, principalmente, pelos efeitos climáticos sobre os alimentos no domicílio –, no acumulado em doze meses, as famílias de renda muito baixa ainda seguem apresentando a menor taxa de inflação (3,20%), enquanto a faixa de renda alta aponta a taxa mais elevada (4,84%).

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Dados Xls



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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de março de 2024

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, registra uma alta de 4,0% na comparação entre março e fevereiro na série com ajuste sazonal. O resultado representou o maior crescimento desde março de 2023. Com isso, o trimestre móvel encerrado em março registrou expansão de 4,1% na comparação dessazonalizada – resultado já ajustado de acordo com as contas nacionais trimestrais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vale notar que o indicador se situa 14,6% abaixo do máximo atingido na série, verificado em abril de 2013. Nas comparações com os mesmos períodos de 2023, o indicador mensal apresentou queda de 2,5% em março, e alta de 2,7% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais apresentaram uma retração de 2,7% em março.

            Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um avanço de 9,0% em março, encerrando o trimestre móvel com alta de 6,8%. Quanto a seus componentes, tanto a produção nacional quanto as importações registraram avanço em março, com altas de 2,8% e 15,7%, respectivamente. Já na comparação em médias móveis, enquanto a produção nacional cresceu 9,2%, as importações aumentaram 16,2%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou uma retração de 7,6%.

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Dados Xls



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Desempenho do PIB no primeiro trimestre de 2024

Por Leonardo Mello de Carvalho e Claudio Hamilton Matos dos Santos

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o produto interno bruto (PIB) avançou 0,8% no primeiro trimestre de 2024, na comparação com o período imediatamente anterior, já livre de efeitos sazonais, sucedendo dois trimestres de crescimento virtualmente nulo. Na comparação interanual, o resultado também foi positivo, com alta de 2,5% sobre o primeiro trimestre de 2023. Com isso, o PIB registrou a mesma taxa de crescimento na comparação acumulada em quatro trimestres. Os resultados vieram de acordo com a previsão divulgada na Nota de Conjuntura no 62 em março deste ano, quando prevíamos 2,3% na comparação interanual, com avanço de 0,6% na margem. Na ocasião, nosso cenário subjacente presumia uma economia caracterizada por um mercado de trabalho ainda apertado, o que, somado às políticas de sustentação de renda do governo, teria como consequência um efeito estimulador sobre o consumo de bens de serviços. Além disso, os indicadores à época apontavam para uma recuperação dos investimentos e da indústria de transformação, ambos favorecidos pelo processo de ajustamento de estoques e por um nível de utilização de capacidade rodando acima da média histórica. Por fim, este cenário também previa um crescimento mais robusto das importações, de modo que as exportações líquidas dificilmente puxariam a economia tanto quanto no ano passado, marcado por desempenho excepcional das exportações.

Entre os setores produtivos, o resultado do primeiro trimestre traz como destaques o bom desempenho do setor de serviços e da indústria de transformação. Vale menção também para o PIB da agropecuária que, embora tenha recuado na comparação interanual, apresentou forte aceleração sobre o último trimestre do ano passado. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias voltou a acelerar, se recuperando da queda na margem observada no período anterior. O resultado reflete um mercado de trabalho ainda aquecido, com dinamismo tanto na criação de vagas quanto nos rendimentos. O PIB do primeiro trimestre também apresentou uma melhora na sua composição, caracterizada por uma forte recuperação da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Este resultado veio acompanhado de uma redução das exportações líquidas, explicada em grande medida pelo crescimento das importações. Com isso, o carry-over para 2024 ficou em 1,2% –, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos três trimestres, o PIB fechará o ano crescendo a essa taxa.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI)- abril de 2024

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,62% em abril de 2024, situando-se 0,32 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2023, a variação foi 0,69 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 2,62% nos últimos doze meses.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – março de 2024

Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou avanço de 1,7% na comparação entre março e fevereiro na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão das altas de 1,4% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e de 7,5% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela 1.

O resultado em março representou a segunda variação positiva consecutiva na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel encerrado em neste mês cresceu 2,6% na margem. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal cresceu 0,5% em relação a março de 2023, o indicador em médias móveis trimestrais subiu 3,1%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou baixa de 0,9%, contrastando com o aumento de 0,7% apontado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como visto no gráfico 1.

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Inflação por faixa de renda – abril/2024

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados de abril do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda indicam que houve aceleração da inflação, na margem, para todas as classes de renda pesquisadas, refletindo, sobretudo, a alta de preços dos alimentos no domicílio e dos medicamentos. Em termos absolutos, a classe de renda média-alta registrou a maior taxa de inflação em abril (0,43%), alcançando patamar levemente acima das quatro faixas anteriores. No entanto, beneficiado pela deflação das passagens aéreas e do transporte por aplicativo, o segmento de renda alta apresentou uma taxa de inflação um pouco menos elevada (0,20%).

Nota-se, entretanto, que mesmo diante de maior pressão inflacionária ao longo de 2024, no acumulado em doze meses, as famílias de renda muito baixa seguem apresentando a menor taxa de inflação (3,05%), enquanto a faixa de renda alta registra a taxa mais elevada (4,28%).240517_cc_63_nota_12_ifr_abr_24_tabela_1

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Investimento líquido e estoque de capital – quarto trimestre de 2023

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior e Felipe Moraes Cornelio

Esta Nota atualiza as séries dos indicadores Ipea de investimento líquido e de estoque de capital até o quarto trimestre de 2023. Os dados acumulados em doze meses dos investimentos brutos (formação bruta de capital fixo – FBCF) mostram uma queda de 4,2% no final de 2023. Apesar dessa queda, o investimento líquido (FBCF excluí¬do o valor da depreciação do estoque de capital prévio) manteve-se positivo, mas caiu 47% em relação a 2022. Por conseguinte, houve uma desaceleração do crescimento do estoque de capital, que havia crescido 0,7% em 2022 e cresceu apenas 0,4% em 2023. Em termos de investimento líquido, a categoria de máquinas e equipamentos continua a apresentar valores negativos, indicando redução da capacidade instalada. As outras duas categorias, construção e outros, apresentaram redução dos investi¬mentos líquidos, mas mantiveram valores positivos.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI)- março de 2024

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,30% em março de 2024, situando-se 0,51 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2023, a variação foi 0,20 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 1,91% nos últimos doze meses.

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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de fevereiro de 2024

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, registrou avanço de 0,6% na comparação entre fevereiro e janeiro na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em fevereiro registrou expansão de 5,1% na comparação dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2023, o indicador mensal apresentou altas de 10,5%, em fevereiro, e de 5,2%, no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais apresentaram retração de 1,5%.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram alta de 2,8% em fevereiro, encerrando o trimestre móvel com crescimento de 5,9%. Quanto a seus componentes, tanto a produção nacional quanto as importações registraram avanço em fevereiro, com altas de 4,4% e 1,9%, respectivamente. Já na comparação em médias móveis, enquanto a produção nacional cresceu 4,9%, as importações aumentaram 19,3%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou retração de 6,5%.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – fevereiro de 2024

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou avanço de 1,4% na comparação entre fevereiro e janeiro na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão das altas de 0,8% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) e de 1,6% das importações de bens industriais, conforme mostra a tabela 1.

              O resultado em fevereiro mais que compensou a queda registrada em janeiro, na série dessazonalizada. Com isso, o trimestre móvel encerrado em fevereiro cresceu 1,4% na margem. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal cresceu 5,0% em relação a fevereiro de 2023, o indicador em médias móveis trimestrais subiu 2,2%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou baixa de 1,2%, contrastando com o aumento de 1,0% apontado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como visto no gráfico 1.

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