Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Inflação por faixa de renda – Março/2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

Em março, pelo segundo mês consecutivo, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou aceleração nas taxas de inflação de todas as classes de renda pesquisadas. No mês passado, as maiores variações foram registradas nos segmentos de renda média (1,09%) e renda média-alta (1,08%). Já as famílias de renda muito baixa e baixa foram as que apresentaram o menor incremento inflacionário, com taxas de 0,71% e 0,85%, respectivamente.

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Após a incorporação deste resultado, observa-se que, no acumulado do ano, a inflação do segmento mais rico da população (2,3%) é superior à apontada pela classe mais baixa (1,6%), repercutindo, basicamente, a desaceleração dos alimentos e a alta elevada dos combustíveis. No entanto, no acumulado em doze meses, a taxa de inflação das famílias mais pobres (7,2%) segue bem acima da observada no segmento mais rico da população (4,7%)

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Fevereiro de 2021 Demanda interna por bens industriais recua 1,2% em fevereiro

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma queda de 1,2% na comparação entre fevereiro e janeiro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 2,7% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em fevereiro avançou 6,5% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 1,6% em fevereiro, as importações de bens industriais cederam 0,7%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 5,4% contra fevereiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou uma alta de 8,7% em relação ao verificado no mesmo período de 2020. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma queda de 5,3%, enquanto a produção industrial, mensurada pela PIM-PF do IBGE, acumulou uma baixa de 4,2%.

Tabela 1

Grafico 1

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – janeiro de 2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma variação de 0,8% em janeiro de 2021, situando-se 0,52 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2020, o índice avançou 0,36 p.p.

Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 7,8% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar superior ao registrado pelo IPCA, do IBGE, mas abaixo tanto do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da FGV.

Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de demais despesas operacionais, cuja alta de 4,60% foi responsável por aproximadamente 59% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento material de consumo também afetou significativamente o ICTI, com impacto de 1,95 p.p. No sentido contrário, a queda de 0,78% nos gastos de pessoal vem gerando redução de custos.

Tabela 1_jan21

Tabela 2 - jan21

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Indicador Ipea de FBCF – Janeiro de 2021 Investimentos iniciam 2021 com queda de 15,9% na margem

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 15,9% na comparação entre janeiro de 2021 e dezembro de 2020, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em janeiro registrou alta de 23,5%. Na comparação com o ano anterior, a FBCF atingiu um patamar 6,1% superior ao verificado em janeiro de 2020. No acumulado em doze meses, a taxa de crescimento dos investimentos passou de -0,8% para -1,3%. O resultado de janeiro foi influenciado pela alta base de comparação, em virtude do forte crescimento no último mês do ano passado, explicado pelo alto volume importado de plataformas de petróleo e outros bens de capital de apoio à prospecção e extração de petróleo e gás natural.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentou uma queda de 37,1% em janeiro. Apesar desse resultado, o trimestre móvel registrou alta de 53%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos ficou praticamente estável, com um pequeno recuo de 0,3% em janeiro, a importação cedeu 40,5% no mesmo período. Embora tenham ocorrido novas importações de plataformas de petróleo em janeiro, o volume importado dos outros bens de apoio à prospecção e extração de petróleo e gás natural sofreu forte queda. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos apresentou retração de 3,2%.

Os investimentos em construção civil, por sua vez, recuaram 0,2% em janeiro, na série dessazonalizada, interrompendo uma sequência de oito altas na margem. Com isso, o segmento registrou um avanço de 2,4% no trimestre móvel, embora ainda apresente baixa de 1,3% no acumulado em doze meses.

Tabela 1

Gráfico 1

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Atualização das séries de estoque de capital até dezembro de 2020

Por José Ronaldo de C. Souza Jr. e Felipe Cornelio

Esta nota atualiza as séries de investimento líquido e de estoque de capital com base nos dados anuais detalhados do Sistema de Contas Nacionais (SCN) de 2018, do IBGE, e apresenta as estimativas para o período até 2020 com base nos dados do indicador Ipea mensal de investimentos. Os dados do SCN de 2018 mostraram que a formação bruta de capital fixo (FBCF) havia sido maior do que o indicado pelos dados trimestrais (do IBGE) e mensais (do Ipea) anteriormente. De agosto de 2016 até outubro de 2019, o investimento líquido acumulou resultados negativos (FBCF menor que a depreciação) em doze meses, resultando em quedas do estoque de capital. Foi apenas no final de 2019 que o investimento líquido voltou a ter resultados positivos no acumulado em doze meses. Essa recuperação, porém, foi abruptamente abortada por conta dos impactos econômicos da pandemia. Em relação aos dados anuais desagregados, o texto destaca os dados de fluxo e estoque dos investimentos em construção de infraestrutura. A crise econômica anterior teve especial impacto nos investimentos em infraestrutura, que tiveram quedas significativas (em percentual do PIB e em valores correntes e constantes). Essas quedas fizeram não só os investimentos líquidos ficarem abaixo da depreciação como também reduziram o nível do estoque em percentual do PIB a partir de 2017. Do pico recente de 41,7% do PIB em 2016, o estoque de capital de construções de infraestrutura caiu para 40% do PIB em 2018.​​

estoque de capital

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Os dados estão disponíveis no Ipeadata



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Inflação por faixa de renda – fevereiro/2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

Após a desaceleração registrada em janeiro, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda voltou a apresentar, em fevereiro, alta nas taxas de inflação em todas as classes de renda pesquisadas. Em termos absolutos, os maiores incrementos inflacionários ocorreram nas três faixas de renda mais alta, cujas taxas de inflação aceleraram de 0,26%, 0,27% e 0,29% para 0,98%, 0,97% e 0,98%, respectivamente.

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Na desagregação da inflação por grupos, observa-se que, em fevereiro, a maior contribuição inflacionária, em todos os segmentos de renda, veio do grupo transportes, impactado pela alta de 7,1% dos combustíveis. No caso das famílias de renda mais baixa, além dos combustíveis, os reajustes de 0,33% do ônibus urbano e de 0,56% do trem explicam a pressão exercida por esse grupo. Em contrapartida, para as famílias de renda mais alta, a queda de 3,0% nos preços das passagens aéreas ajudou a atenuar o aumento dos combustíveis.

Em relação aos demais grupos, nota-se que a segunda maior contribuição à alta da inflação das famílias mais pobres veio da habitação, repercutindo os aumentos de 0,66% dos aluguéis, de 1,0% da taxa de água e esgoto e de 3,0% do botijão de gás. Já para o segmento mais rico da população, o reajuste de 3,1% das mensalidades escolares explica a pressão exercida pelo grupo educação. Deve-se ressaltar, ainda, que, assim como ocorrido em janeiro, a desaceleração dos alimentos evitou um aumento ainda maior das taxas de inflação em fevereiro.

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Janeiro de 2021 Demanda interna por bens industriais inicia 2021 com avanço de 0,6%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou um crescimento de 0,6% na comparação entre janeiro e dezembro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 3,8% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em janeiro avançou 6,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) aumentou 0,9% em janeiro, as importações de bens industriais cederam 3,6%.

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Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 1,5% contra janeiro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou uma alta de 6% em relação ao verificado no mesmo período de 2019. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma queda de 5,8%, enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela PIM-PF do IBGE, acumulou uma baixa de 4,2%.

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Veja no documento completo a análise por grandes grupos econômicos e por setores

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – dezembro de 2020

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,28% em dezembro de 2020, mantendo-se 0,39 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2019, a variação foi 0,35 p.p. menor.

Com uma incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 7,42% nos últimos doze meses, atingindo um patamar acima do registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mas abaixo tanto do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

Na desagregação entre oito grupos de serviços que compõem o ICTI, nota-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento de demais despesas operacionais, cujo impacto de 4,1 p.p. foi responsável por aproximadamente 55% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento de material de consumo também afetou significativamente o ICTI, com contribuição de 1,8 p.p.

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Indicador IPEA de FBCF – Dezembro e Quarto Trimestre de 2020 Impulsionados pela importação de plataformas de petróleo, investimentos apresentam alta de 22,2% em dezembro, encerrando o ano com queda de 0,8%

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um avanço de 22,2% na comparação entre dezembro e novembro de 2020, na série com ajuste sazonal, com forte impacto gerado pela importação de plataformas de petróleo no período. Com isso, o quarto trimestre fechou com uma alta de 13,5%, resultado já ajustado pelo resultado das Contas Nacionais Trimestrais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas comparações com os mesmos períodos de 2019, enquanto dezembro registrou uma expansão de 47,4%, o quarto trimestre apresentou alta de 13,5%. No acumulado em doze meses, os investimentos caíram 0,8% em 2020. Estimamos que, sem o efeito das importações de plataformas ao longo de 2020, mais notadamente nos meses de maio e dezembro, o resultado da FBCF teria sido mais negativo (-4,8%).

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou um crescimento de 59,2% em dezembro, encerrando o quarto trimestre com uma alta de 39,8%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 10,2% em dezembro, a importação aumentou 304,4% no mesmo período, devido à realização de importações de plataformas de petróleo no valor de US$ 4,8 bilhões, que ainda podem estar associados às mudanças no regime aduaneiro Repetro – cujo prazo final para as chamadas “importações fictas” era dezembro de 2020. No acumulado em 12doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos encerra o ano de 2020 com queda de 1,1%.

Os investimentos em construção civil, por sua vez, voltaram a retroceder em dezembro, na série dessazonalizada, registrando queda de 3,3%. Ainda assim, o segmento registrou um avanço de 0,6% no quarto trimestre, encerrando 2020 com baixa de 1,2%.

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Inflação por faixa de renda – Janeiro/2021

Maria Andreia Parente Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em janeiro, houve uma forte desaceleração inflacionária em todas as classes de renda pesquisadas, especialmente para a faixa de renda mais baixa, cuja taxa de inflação, na margem, recuou de 1,58% para 0,21%. A análise desagregada entre os componentes da inflação mostra que, embora em janeiro ainda tenha se verificado uma pressão dos alimentos no domicílio – grupo de grande peso na cesta de consumo das famílias mais pobres –, esse impacto não só foi menor que o observado no mês anterior como também foi, em parte, compensado pela queda nos preços da energia elétrica (-5,6%) e dos itens de vestuário. Já no caso do segmento de renda mais alta, nota-se que a queda da inflação, na margem, foi relativamente menor que a apontada nas demais classes. Por certo, este segmento não só se beneficiou menos da deflação da energia elétrica como também foi mais impactada pela alta no preço da gasolina (2,17%), cuja pressão sobre o grupo transportes só não foi maior devido às deflações das passagens aéreas (-19,9%) e dos transportes por aplicativo (-12,1%). Além dos combustíveis, os reajustes de 0,66% dos planos de saúde e de uma série de serviços pessoais, como costureira (1,32%), depilação (1,28%) e cartório (7,82%), ajudam a compor esse quadro de desaceleração inflacionária menos intensa para as famílias mais ricas.

Tabela 1 _jan21 Gráficos 1 e 2 _jan21

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