Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Inflação por faixa de renda – Dezembro/2020

Por Maria Andreia Parente Lameiras

Em dezembro, o indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, apontou forte aceleração inflacionária em todas as faixas de renda pesquisadas, sendo que, novamente, a taxa de inflação do segmento de renda mais baixa (1,58%) ficou acima da observada na classe de renda mais alta (1,05%). Ao longo do ano, a forte aceleração de preços de alimentos e energia e uma alta menos intensa nos preços dos serviços e dos combustíveis, geraram um significativo diferencial de inflação entre as faixas de renda mais baixa e mais alta. No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa aponta alta de 6,2%, o segmento de renda alta registrou uma taxa bem mais modesta (2,7%).

Tabela 1_dez20

Gráficos 1 e 2_dez20

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Novembro de 2020 Demanda interna por bens industriais avançou 2,3% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou um crescimento de 2,3% na comparação entre novembro e outubro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 0,2% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em novembro avançou 12,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 0,5% em novembro, as importações de bens industriais aumentaram 20,2%, conforme mostra a tabela 1.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 2,3% contra novembro do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou uma queda de 0,8% em relação ao verificado no mesmo período de 2019. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma queda de 6,9%, enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulou uma baixa de 5,2%, como visto no gráfico 1.

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Em relação às grandes categorias econômicas, o bom desempenho em novembro na comparação dessazonalizada foi generalizado. Entre os destaques, a demanda por bens de capital, um dos componentes dos investimentos, registrou alta de 8,9%, enquanto os bens duráveis cresceram 5,7%. Na comparação interanual, o resultado foi similar, com todos os segmentos apresentando variação positiva contra novembro do ano passado.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – outubro de 2020

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,66% em outubro de 2020, situando-se 0,56 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2019, houve uma alta de 0,4 p.p.

Após a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 7,35% nos últimos doze meses, atingindo patamar superior ao registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mas inferior ao observado tanto no Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), quanto no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

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Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, as maiores contribuições vieram dos segmentos demais despesas operacionais e material de consumo, cuja contribuição conjunta (5,3 p.p.) respondeu por aproximadamente 72% da variação total apresentada pelo índice no período.

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Inflação por faixa de renda – Novembro/2020

Por Maria Andréia P. Lameiras

Em novembro, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou, nova- mente, uma alta inflacionária maior para as famílias de renda da mais baixa (1,0%) relativamente a observada na classe de renda mais alta (0,63%) – único segmento da população que registrou uma desaceleração inflacionária.

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A análise desagregada dos dados revela que, mantendo o padrão inflacionário pre- sente nos últimos meses, o forte aumento dos preços dos alimentos no domicílio foi o maior foco de pressão inflacionária nos segmentos de renda mais baixa (tabela 2). De fato, em novembro, 75% da inflação do segmento mais pobre da população veio da alta do grupo alimentação e bebidas, impactada pelos reajustes do arroz (6,3%), da batata (29,7%), das carnes (6,5%), do frango (5,2%) e do óleo de soja (9,2%). Na outra ponta, os reajustes dos transportes por aplicativo (7,7%), da gasolina (1,6%) e do etanol (9,2%) fizeram do grupo transporte o maior foco inflacionário para a classe de renda mais alta, respondendo por mais da metade da taxa de variação apontada nesta faixa.

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Veja o texto completo com a análise da inflação acumulada no ano e nos últimos doze meses.

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Demanda interna por bens industriais avançou 0,1% no mês

Por Leonardo M. Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou um crescimento de 0,1% na comparação entre outubro e setembro na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 6,1% no período anterior, o trimestre móvel encerrado em outubro avançou 14% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 0,3% em outubro, as importações de bens industriais aumentaram 2,4%.

Tabela 1

Em relação às grandes categorias econômicas, o desempenho de outubro na comparação dessazonalizada foi heterogêneo. Entre os destaques, a demanda por bens de capital, um dos componentes dos investimentos, registrou alta de 3,8%, enquanto os bens semi e não duráveis cresceram 0,4%. Já a demanda por bens intermediários cedeu 0,4% na margem. Na comparação interanual, todos os segmentos apresentaram variação negativa contra outubro do ano passado.

Grafico 1

A análise dos resultados completos por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – setembro de 2020

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 1,22% em setembro de 2020, situando-se 0,59 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2019, o avanço foi de 0,69 p.p.

Após a incorporação desse resultado, o ICTI acumula, nos últimos doze meses, alta de 6,93%, atingindo patamar acima do registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), porém abaixo tanto do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), quanto do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

201203icti_setembro_2020_tabela_01

Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, as maiores contribuições vieram dos segmentos demais despesas operacionais e material de consumo, que, juntos, contribuíram com 4,63 p.p., respondendo por aproximadamente 70% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento pessoal também afetou significativamente o ICTI, com impacto de 1,09 p.p. No sentido contrário, a queda de 5,55% nos preços de energia elétrica vem gerando redução de custos.

201203icti_setembro_2020_tabela_02

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Indicador IPEA de FBCF – Setembro e Terceiro Trimestre de 2020 Investimentos apresentam alta de 3,5% em setembro e encerram o terceiro trimestre do ano com crescimento de 16,3%

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um avanço de 3,5% na comparação entre setembro e agosto de 2020, na série com ajuste sazonal. Com isso, o terceiro trimestre de 2020 fechou com uma alta de 16,3%. Nas comparações com os mesmos períodos de 2019, enquanto setembro registrou uma expansão de 1,1%, o terceiro trimestre encerrou com uma retração de 2,8%. No acumulado em doze meses, os investimentos caíram 3,6%.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cujo valor corresponde à sua produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou um crescimento de 4,3% em setembro, encerrando o terceiro trimestre com uma alta de 9,7%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos cresceu 2% em setembro, a importação aumentou 30,1% no mesmo período, refletindo um impacto positivo da aquisição de plataformas de petróleo.

O indicador de construção civil, por sua vez, avançou 2% em setembro, na série dessazonalizada. O resultado foi a quinta variação positiva consecutiva nessa base de comparação. Com isso, o segmento registrou um avanço de 18,4% na passagem entre o segundo e terceiro trimestres de 2020.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o destaque também ficou por conta do componente construção civil, que avançou para um patamar 10,9% superior a setembro de 2019. Já os componentes máquinas e equipamentos e outros, por sua vez, registraram quedas de 6,2% e 6,6%, respectivamente. Na comparação trimestral, o resultado foi similar.

Tabela Gráfico

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Inflação por faixa de renda – Outubro/2020

Por Maria Andreia Parente Lameiras

De acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em outubro, a taxa de inflação das famílias de renda mais baixa foi a que apresentou a maior variação (0,98%) entre todas as classes pesquisadas. Nota-se, entretanto, que na comparação com o mês anterior, enquanto a taxa de variação dos preços manteve-se estável nas duas faixas de menor renda, nas classes de renda mais elevadas observou-se uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços, com destaque para o segmento de renda alta, cuja taxa de inflação avançou de 0,29%, em setembro, para 0,82%, em outubro

Na desagregação dos dados, observa-se que, novamente, a elevação dos preços dos alimentos no domicílio explica grande parte da pressão inflacionária nos segmentos de menor renda. Em outubro, apenas o grupo alimentos e bebidas foi responsável por mais de 60% de toda a inflação da classe de renda mais baixa, refletindo as expressivas variações do arroz (13,4%), da batata (17%), do tomate (18,7%), do óleo de soja (17,4%) e das carnes (4,3%). Por sua vez, a aceleração da taxa de inflação para as famílias de renda maior veio da alta do grupo transportes, impactado pelos reajustes de 39,8% das passagens aéreas e de 0,9% dos combustíveis.

Tabela 1_out20Gráficos 1 e 2_out20

Veja texto completo sobre o resultado de outubro

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Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Setembro de 2020 Demanda interna por bens industriais avançou 5,8% no mês

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou um crescimento de 5,8% na comparação entre setembro e agosto na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, que sucedeu uma alta de 4,6% no período anterior, o terceiro trimestre de 2020 avançou 14,4% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) aumentou 5,9% em setembro, as importações de bens industriais aumentaram 1,7%.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais retraiu 0,5% contra setembro do ano passado. Com isso, o terceiro trimestre apresentou uma queda de 6,9% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou uma queda de 6,3%, enquanto a produção industrial, conforme mensurada pela PIM-PF do IBGE, acumulou uma baixa de 5,5%.

Em relação às grandes categorias econômicas, o bom desempenho de setembro na comparação dessazonalizada foi generalizado. Entre os destaques, a demanda por bens de consumo duráveis avançou 12% na margem, enquanto os bens semi e não duráveis cresceram 10,7%. Já a demanda por bens de capital, um dos componentes dos investimentos, registrou alta de 6,7%. Na comparação interanual, enquanto os segmentos bens de capital (0,3%) e bens de consumo semi e não duráveis (4,7%) apresentaram crescimento sobre setembro do ano passado, os demais voltaram a cair.

Tabela 1

Grafico 1

A análise dos resultados completos por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – agosto de 2020

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou uma variação de 0,63% em agosto de 2020, situando-se 0,33 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2019, o índice aponta um avanço de 0,25 p.p

Após a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma alta de 6,19% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar superior ao registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mas abaixo tanto do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

Tabela 1-Ago20

Na desagregação dos oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, as maiores contribuições vieram dos segmentos “pessoal” e “despesas operacionais”, cujo impacto conjunto de 3,8 p.p., foi responsável por 61,3% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o segmento material de consumo também afetou positivamente o ICTI, com o impacto de 1,32 p.p.

Tabela 2_ago20

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