Arquivos da categoria: Indicadores Ipea

Inflação por faixa de renda – Junho/2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração em todas as classes de renda pesquisadas em junho. Em que pese esta melhora, a inflação das famílias de renda muito baixa (0,62%) foi, novamente, maior que à registrada na faixa de renda alta (0,36%). Após a incorporação do resultado de junho, observa-se que, no acumulado do ano, as maiores taxas de inflação estão nas classes de renda média e renda média-baixa, com alta de 4,0%. Para o segmento de renda muito baixa, a inflação acumulada, em 2021, é de 3,6%, acima, portanto, da apontada pela faixa de renda alta (3,4%). De modo semelhante, nos últimos doze meses, a taxa de inflação das famílias de renda muito baixa (9,2%) segue em patamar acima da observada na faixa de renda alta (6,5%).

210713_cc_52_nota_5_inflacao_por_faixa_de_renda_graficos_tabela_1_jun21

210713_cc_52_nota_5_inflacao_por_faixa_de_renda_graficos_1_e_2_jun21

Acesse a série histórica completa

Veja a análise completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – abril de 2021

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,43% em abril de 2021, situando-se 0,29 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a variação foi 0,19 p.p. menor.

Após a incorporação desse resultado, o ICTI acumula alta de 7,97% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar acima do registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas abaixo do observado tanto no Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.

Tabela 1

Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio dos segmentos demais despesas operacionais e material de consumo, que, juntos, contribuíram com 7,42 p.p., sendo responsáveis por 93% da variação total apresentada pelo índice. No sentido contrário, gasto com pessoal vem afetando negativamente o ICTI, com impacto de 0,88 p.p.

Tabela 2

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de FBCF – Abril de 2021 Com forte queda nas importações, investimentos recuam 18% em abril. Produção nacional avança 5,3%

Por Leonardo M. de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 18% na comparação entre abril e março de 2021, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em abril registrou queda de 11,4%. Já nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto abril registrou uma expansão de 39,1%, o trimestre móvel apresentou alta de 24%. Os resultados foram afetados pela forte queda nas importações, explicada por uma base de comparação elevada em março, quando ainda foram contabilizadas as operações envolvendo importações fictas de plataformas de petróleo associadas ao Repetro. No acumulado em doze meses, os investimentos apresentaram crescimento de 6,9%. 

210701_cc_52_nota_1_fbcf_abr_21_grafico

210701_cc_52_nota_1_fbcf_abr_21_tabela

Acesse a série histórica completa

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Investimento líquido e estoque de capital – primeiro trimestre de 2021

Por José Ronaldo de C. Souza Jr. e Felipe Cornelio

Esta Nota atualiza as séries dos indicadores Ipea de investimento líquido e de estoque de capital até março de 2021. O crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no trimestre, que se deu principalmente devido à alta dos investimentos em máquinas e equipamentos, foi o suficiente para fazer os investimentos brutos superarem o valor da depreciação do capital. Os resultados deste estudo mostram que, a partir de fevereiro de 2021, a série de investimento líquido voltou a acumular valores positivos em doze meses. Com isso, o estoque de capital voltou a apresentar variações interanuais positivas a partir de fevereiro deste ano e já conseguiu superar o patamar pré-pandemia.

Gráficos 3 e 4

Os dados estão disponíveis no Ipeadata

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por faixa de renda – Maio/2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

Em maio, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda voltou a registrar aumento nas taxas de inflação para todas as classes de renda pesquisadas. De acordo com os dados apurados, a inflação foi maior para as famílias de renda muito baixa (0,92%) comparativamente à apontada pelo segmento de renda mais alta da população (0,49%). Após a incorporação deste resultado, no acumulado do ano, as maiores taxas de inflação estão nas classes de renda média (3,5%) e renda média-baixa (3,4%). Para o segmento de renda mais baixa, a inflação acumulada de 3,0% em 2021 é a mesma apontada pela classe mais alta. Já no acumulado em doze meses, a taxa de inflação das famílias de renda muito baixa (8,9%) segue em patamar bem acima do observado na faixa de renda alta (6,3%).

Gráficos 1 e 2_mai21 Tabela 1 _mai21

Acesse a série histórica completa

Veja a análise completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de qualidade do trabalho e suas implicações sobre a produtividade e a taxa de desocupação

Por Cristiano da C. Silva, José Ronaldo de C. Souza Jr. e Tarsylla da S. de G. Oliveira

Propomos nesta nota um novo indicador Ipea denominado Índice de Qualidade do Trabalho (IQT), que combina informações de mercado de trabalho com dados de escolaridade e experiência. Com base nesse indicador, analisamos as mudanças de composição do trabalho no Brasil de 2012 a 2020, que apresentam um viés de melhora mais acentuada nos momentos de crise econômica – período em que os trabalhadores menos qualificados estão mais expostos ao desemprego. A saída desses trabalhadores da força de trabalho pode resultar em um viés considerável na apuração de indicadores de ociosidade do fator trabalho, variável importante em estudos sobre produtividade – como também será mostrado nesta nota – e produto potencial.

Nossos resultados mostram um crescimento médio de 2,31% ao ano (a.a.) na qualidade da população ocupada (PO) no mercado de trabalho brasileiro durante o intervalo de 2012T2 até 2021T1 – por meio de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Estimativas contrafactuais indicam a acumulação de estoque de capital humano da população em idade ativa (PIA) como principal driver para essa evolução, indicando a importância de fatores estruturais.

Do ponto de vista cíclico, no período analisado, observamos que o efeito composição na PO contribuiu para o crescimento mais acelerado do IQT durante fases de recessão, com o índice crescendo no ritmo de: 2,7% a.a. na comparação entre o primeiro trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2016; e 11,9% a.a. na comparação entre o quarto trimestre de 2019 e o segundo trimestre de 2020. Já nas fases de expansão econômica, o crescimento médio ficou entre 0,90% a.a. e 1,5% a.a. – bem inferior às varrições dos períodos recessivos. Assim, concluímos que a participação relativa dos grupos demográficos mais qualificados aumentou em decorrência da maior perda líquida de vagas dos trabalhadores de baixa qualificação em períodos de turbulência econômica.

Avaliamos também o impacto do ajuste pela qualidade da PO sobre a produtividade total dos fatores (PTF) e a taxa de desocupação. As estimativas indicam que a PTF estimada da forma convencional (em que o fator trabalho é mensurado pelas horas efetivamente trabalhadas, sem correção por qualidade) superestima em 13,3 pontos percentuais (p.p.) o indicador no período analisado – quando comparado à PTF ajustada pela qualidade do trabalho. Contrariamente à medida convencional, sem ajuste pela qualidade, nossos resultados apontam para uma redução significativa na eficiência dos fatores de produção durante o período analisado.

210614_cc_51_nota_24_indicador_de_qualidade_do_trabalho_graficos_ptf

As evidências mostradas neste trabalho confirmam que o forte ajuste na composição da força de trabalho ocupada nos dois primeiros trimestres de 2020 – período em que os grupos demográficos com menor acumulação de experiência e educação foram relativamente mais afetados pela perda de emprego – explicam em grande parte o avanço observado pela PTF mensurada da forma convencional. Quando ajustamos a variação das horas efetivas trabalhadas pelo IQT, observamos uma queda da PTF de 0,4%, na comparação entre o primeiro trimestre de 2021 e o mesmo período do ano passado, contra um aumento de 3,6% na medida convencional de PTF – sem ajuste pelo IQT.

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – Abril de 2021 Demanda interna por bens industriais recua 5,4% em abril

Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou uma queda de 5,4% na comparação entre abril e março na série com ajuste sazonal. Com esse resultado, o trimestre móvel encerrado em abril retraiu 2,6% na margem. Entre os componentes do consumo aparente, ainda na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 2% em abril, as importações de bens industriais recuaram 10,6%, após registrarem alta de 10% no período anterior.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais cresceu 28,9% contra abril do ano passado. Com isso, o trimestre móvel apresentou uma alta de 15,6% em relação ao verificado no mesmo período de 2020. Tomando por base a variação acumulada em doze meses, a demanda registrou varação nula, enquanto a produção industrial, mensurada pela PIM-PF do IBGE, acumulou um crescimento de 1,1%.

Tabela 1

Grafico 1
A análise dos resultados por grandes categorias econômicas, por classes de produção e por segmentos pode ser vista no texto completo do indicador.

Acesse a série histórica completa.



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – março de 2021

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,72% em março de 2021, situando-se 0,03 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo período de 2020, o índice permaneceu praticamente estável (0,73%).

Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula alta de 8,18% nos últimos doze meses, mantendo-se em patamar acima do registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mas abaixo do apontado tanto pelo Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP) quanto pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), como mostra a tabela 1.
210607_cc_51_nota_23_icti_marco_21_tabela_01
Na desagregação entre os oito grupos de serviços que compõem o ICTI, observa-se que, no acumulado em doze meses, a maior contribuição veio do segmento demais despesas operacionais, cujo impacto de 5,57 p.p. foi responsável por aproximadamente 68% da variação total apresentada pelo índice. Ainda que em menor intensidade, o grupo material de consumo também vem afetando positivamente o ICTI, com impacto de 1,89 p.p.210607_cc_51_nota_23_icti_marco_21_tabela_02

Acesse o texto completo

Acesse aqui a planilha com a série histórica do indicador



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicador Ipea de FBCF – Março e Primeiro Trimestre de 2021 Impulsionados pela importação de plataformas de petróleo, investimentos apresentam alta de 4,6% no primeiro trimestre de 2021

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 4,7% na comparação entre março e fevereiro de 2021, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o primeiro trimestre fechou com uma alta de 4,6% –resultado já ajustado pelas Contas Nacionais Trimestrais, do BGE.Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto março registrou uma expansão de 27%, o primeiro trimestre apresentou alta de 17%. Os resultados voltaram a ser afetados pelas operações envolvendo importações de plataformas de petróleo, ainda sujeitas, em parte, às mudanças no regime aduaneiro Repetro. No acumulado em doze meses, os investimentos apresentaram crescimento de 2%.

Gráfico Tabela

Acesse a série histórica completa

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Inflação por faixa de renda – Abril/2021

Por Maria Andréia P. Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em abril, desaceleração nas taxas de inflação em todas as classes de renda pesquisadas. A queda apontada, no entanto, foi proporcionalmente maior para as famílias de renda média-alta e alta, cujas taxas de inflação passaram de 1,08% e 1,0% em março para 0,20% e 0,23%, respectivamente, em abril. Na outra ponta, as famílias de renda muito baixa foram as que apresentaram o menor alívio inflacionário, com uma taxa de variação de preços recuando de 0,71% para 0,45%. Apesar da maior alta em abril, no acumulado do ano, a inflação da classe de renda mais baixa (2,1%) mantém-se abaixo da apontada pelo segmento mais rico da população (2,5%), ainda repercutindo, basicamente, a desaceleração dos alimentos e a forte alta dos combustíveis ocorrida no primeiro trimestre de 2021. Já no acumulado em doze meses, a taxa de inflação das famílias mais pobres (7,7%) segue em um patamar bem acima do que foi observado no conjunto mais rico da população (5,2%).

210514_cc_51_nota_14_inflacao_faixa_de_renda_abr21_graficos_1_e_2_abr21

210514_cc_51_nota_14_inflacao_faixa_de_renda_abr21_tabela_1_abr21

Acesse a série histórica completa

Veja a análise completa



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------