Arquivo da tag: PIB

Boletim de expectativas – julho de 2025

Os destaques nesta edição são as finanças públicas e a inflação. Na parte fiscal, são apresentadas as projeções do sistema de expectativas do Banco Central e as da Instituição Fiscal Independente, do Senado. A combinação das projeções de resultado primário, despesa com juros e PIB leva a trajetórias ascendentes da relação dívida/PIB. Quanto à inflação, a expectativa para 2026 se elevou por causa dos efeitos da guerra no Oriente Médio, mas também as previsões para 2027 subiram, enquanto as taxas esperadas para 2028 em diante continuam acima da meta de 3%.260714_Gráficos 7 e 13

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na série dessazonalizada, acelerando em relação ao ritmo modesto observado no encerramento de 2025. Com base nos indicadores de atividade já disponíveis para o segundo trimestre, o quadro segue compatível com continuidade da expansão, ainda que com diferenças relevantes entre setores. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,5% em abril, na série dessazonalizada, após recuo de 0,2% em março, deixando alta de 0,7% no trimestre móvel encerrado no mês e carry-over positivo de 0,6% para o segundo trimestre. A abertura setorial do indicador também reforça essa leitura: indústria e serviços cresceram na margem, assim como o agregado ex-agropecuária, enquanto a agropecuária ficou praticamente estável em abril, após o forte desempenho observado nos meses anteriores. Na mesma direção, os dados da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias (RNDBF), também calculada pelo Banco Central do Brasil (BCB), continuaram apontando sustentação relevante da renda: em maio, a RNDBF acumulava alta real de 4,4% em doze meses, enquanto sua parcela mais diretamente associada aos rendimentos recorrentes das famílias avançava 5,0% na mesma comparação. Em conjunto, esses resultados sugerem que a melhora observada no primeiro trimestre não foi revertida no início do segundo. Mais do que isso, indicam que a expansão de 2026 vem apresentando composição menos concentrada do que a observada no ano passado – ponto detalhado nos parágrafos seguintes.

Em linhas gerais, as pesquisas setoriais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corroboram esse cenário relativamente mais positivo para a atividade econômica ao longo 2026. A produção industrial apresentou acomodação em maio, mas após sequência expressiva de altas e com continuidade do crescimento da indústria de transformação na margem. O comércio varejista recuou em abril, sinalizando moderação após resultados positivos nos meses anteriores, mas ainda preservou desempenho favorável nas métricas trimestrais. Já os serviços voltaram a crescer no início do segundo trimestre, recuperando integralmente a queda de março e mantendo o setor em patamar próximo ao pico histórico. Em síntese, os indicadores disponíveis sugerem uma economia ainda aquecida no início do segundo trimestre, com sinais positivos em indústria e serviços, acomodação localizada do comércio na ponta e suporte persistente vindo da renda das famílias e das políticas de sustentação da renda e acesso ao crédito.

260713_grafico

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Desempenho do PIB: primeiro trimestre de 2026

Por Leonardo Mello de Carvalho e Claudio Hamilton Matos dos Santos

O produto interno bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na série dessazonalizada, acelerando em relação ao ritmo modesto observado no encerramento de 2025. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a economia expandiu 1,8%, enquanto o crescimento acumulado em quatro trimestres desacelerou de 2,3% para 2,0%. Esses resultados vieram acima das previsões apresentadas na Nota de Conjuntura no 70, publicada em abril de 2026 pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que projetava altas de 0,8% na margem, de 1,4% na comparação interanual. Com esse resultado, o carry-over para 2026 passou de 0,2% para 1,4%.

É útil reagrupar as atividades pelo lado da produção em dois blocos: i) um conjunto menos sensível ao ciclo doméstico e, portanto, mais “exógeno” às condições correntes da demanda interna; e ii) um conjunto mais sensível ao ciclo, no qual tendem a pesar com mais força as condições financeiras, o custo do crédito e a dinâmica do gasto privado. Essa lente continua ajudando a organizar o quadro conjuntural recente em torno de uma economia que ainda opera em duas velocidades, embora com alguma recomposição do impulso doméstico no início de 2026. O gráfico mostra que os segmentos mais exógenos mantiveram uma trajetória de crescimento mais intensa ao longo do período recente, permanecendo em patamar bastante superior ao do valor adicionado total, enquanto o bloco mais cíclico seguiu uma trajetória de expansão mais moderada.

260608_grafico_2

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Boletim de expectativas – março de 2026

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

Este Boletim de Expectativas fornece uma visão panorâmica das expectativas para algumas das principais variáveis macroeconômicas brasileiras. As projeções são do Sistema Expectativas de Mercado, também conhecido como relatório Focus, do Banco Central. Para juros e inflação, recorre-se ainda à estrutura a termo da taxa de juros derivada do mercado secundário de títulos públicos, calculada pela Anbima. O destaque é o aumento na inflação prevista, por causa da guerra.

260325_cc_70_nota_19_boletim_de_expectativas_graficos_2_e_9

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Desempenho do PIB: quarto trimestre de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho e Claudio Hamilton Matos dos Santos

O produto interno bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025, na série dessazonalizada, mantendo o ritmo de crescimento modesto verificado nos dois períodos anteriores. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, a economia expandiu 1,8%, encerrando o ano de 2025 com uma expansão de 2,3%. Esses resultados vieram em linha com as previsões apresentadas na Nota de Conjuntura no 69, publicada em dezembro de 2025 pela Dimac/Ipea, que projetava altas de 0,2% na margem, de 1,8% na comparação interanual e de 2,3% no acumulado em quatro trimestres. Com o resultado, o carry-over para 2026 ficou em 0,2%.

Como notamos em relatórios anteriores, a dinâmica da economia brasileira em 2025 foi marcada pela tensão entre duas forças de sentido oposto. De um lado, os efeitos defasados de uma política monetária crescentemente restritiva continuaram a pesar sobre os componentes do PIB mais sensíveis ao ciclo: o crédito mais caro comprimiu as condições financeiras, moderando o consumo das famílias e o investimento, ao mesmo tempo que elevou o comprometimento da renda com o serviço de dívidas e pressionou a inadimplência – um canal clássico de transmissão do aperto monetário. Neste contexto, a indústria de transformação absorveu os maiores impactos, registrando desempenho desfavorável em 2025. Segmentos menos dependentes da demanda doméstica, como a produção agropecuária e extrativa mineral, por sua vez, se destacaram, com contribuições relativamente maiores para o resultado agregado. Do outro lado da balança, um mercado de trabalho resiliente – com emprego aquecido e ganhos reais de renda – e medidas governamentais voltadas à preservação do acesso ao crédito atuaram como contrapeso à política monetária, limitando o seu alcance contracionista. O resultado foi uma desaceleração gradual: a economia, de fato, perdeu fôlego, notadamente nos segmentos mais cíclicos, mas sem ruptura – um pouso suave, em resumo.

260311_cc_70_nota_12_pib_grafico_2a

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Desempenho do PIB: terceiro trimestre de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho e Claudio Hamilton Matos dos Santos

O PIB brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025, na série dessazonalizada, ritmo que representa nova desaceleração do nível de atividade, após as expansões de 1,5% no início do ano e de 0,3% no período seguinte. Na comparação com o mesmo período de 2024, a economia expandiu 2,2%. Esses resultados vieram próximos às previsões apresentadas na Nota de Conjuntura no 68, publicada em junho de 2025 pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que projetava altas de 0,1% na margem, e de 1,6% na comparação interanual. Com isso, o carry-over para o ano de 2025 ficou em 2,3%, significando dizer que a economia crescerá a essa última taxa no referido ano caso o crescimento verificado no quarto trimestre seja zero. Cabe destacar que a nova divulgação incorporou revisões relevantes na série recente das Contas Nacionais Trimestrais, elevando as taxas de crescimento interanual do PIB no primeiro e no segundo períodos de 2025 e, por conseguinte, aumentando também o resultado acumulado do primeiro semestre, que passou de 2,5% para 2,7%.

A desaceleração em curso da atividade econômica, corroborada pelo resultado do PIB do terceiro trimestre, segue ocorrendo em linha com o cenário já antecipado e, portanto, reforça o diagnóstico de fundo da Dimac/Ipea sobre o ciclo atual. Mesmo num contexto interno ainda caracterizado por um mercado de trabalho pujante, com ocupação elevada e massa de rendimentos em expansão moderada, sobressaem os efeitos defasados e contemporâneos da política monetária contracionista, marcada pela manutenção de patamares elevados da taxa nominal de juros básica por um período já bastante longo, mesmo em um contexto de expectativas inflacionárias decrescentes.

251209_cc_69_nota_16_pib_grafico_1

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Boletim de expectativas – outubro de 2025

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e  Caio Rodrigues Gomes Leite

Este Boletim de Expectativas fornece uma visão panorâmica das expectativas para al­gumas das principais variáveis macroeconômicas brasileiras e internacionais. No caso do Brasil, as projeções são do Sistema Expectativas de Mercado, também conhecido como relatório Focus, do Banco Central. Para juros e infla­ção, recorre-se ainda à estrutura a termo da taxa de juros derivada do merca­do secundário de títulos públicos, calculada pela Anbima. As previsões para Estados Unidos, China, área do euro e Argentina são de coleta da Bloomberg com analistas.

251021_cc_69_nota_4_grafico

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Desempenho do PIB: segundo trimestre de 2025

Por Leonardo Mello de Carvalho e Claudio Hamilton Matos dos Santos

O PIB brasileiro aumentou 0,4% no segundo trimestre de 2025, em relação ao trimestre imediatamente anterior, acumulando a décima sexta variação positiva consecutiva na comparação dessazonalizada. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, a economia expandiu 2,2%, ritmo inferior ao observado nos períodos anteriores, o que reduziu o crescimento acumulado em quatro trimestres de 3,5% para 3,2%. Em valores correntes, o produto totalizou R$ 3,2 trilhões – R$ 2,7 trilhões de VA e R$ 431,7 bilhões de impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

Conforme já havia sido salientado, o cenário macroeconômico vem se tornando mais desafiador desde o início do ciclo de altas da taxa Selic em setembro passado, caracterizado pelo próprio Comitê de Política Monetária (Copom), na ata da reunião de junho de 2025, como “particularmente rápido e bastante firme”. De fato, os dados do segundo trimestre foram impactados pelos efeitos acumulados da passagem da taxa Selic de 10,5% para 15,0% ao ano, além de uma inflação de serviços ainda resiliente e de uma economia global com menos fôlego e mais incertezas. Apesar disso, a atividade doméstica seguiu se expandindo, sustentada pelo dinamismo do mercado de trabalho – os dados disponíveis indicam que a ocupação e a renda real continuaram crescendo ao longo do segundo trimestre – e pela manutenção de programas públicos de transferência de renda, que contribuíram para suavizar o impacto do crédito mais caro e do custo de vida sobre o orçamento das famílias.

250905_cc_68_nota_12_grafico

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Boletim de expectativas – julho de 2025

Por Caio Rodrigues Gomes Leite e Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este boletim fornece uma visão panorâmica das expectativas para algumas das principais variáveis macroeconômicas brasileiras, a partir de diversas fontes. Predominam as projeções do Sistema Expectativas de Mercado (SEM), também conhecido como relatório Focus do Banco Central do Brasil (Focus/BCB). Nas finanças públicas, elas são cotejadas com as projeções mais recentes da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado. Para juros e inflação, também se recorre à estrutura a termo da taxa de juros (ETTJ) derivada do mercado secundário de título públicos, calculada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

250716_cc_68_nota_04_grafico

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Visão Geral da Conjuntura

Por Claudio Roberto Amitrano, Mônica Mora Y Araújo e Claudio Hamilton Matos dos Santos

Como previsto na última Visão Geral da Conjuntura (Nota Técnica, no 23, Carta de Conjuntura, no 66, de março de 2025), o produto interno bruto (PIB) da economia brasileira apresentou crescimento de 1,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao último trimestre de 2024 na série dessazonalizada. Esse crescimento, como também já era previsível em março, foi puxado, pelo lado da oferta, pelo desempenho do setor agropecuário, que apresentou crescimento de 12,2% em relação ao último trimestre de 2024 na série dessazonalizada. Pelo lado da demanda, os destaques foram os desempenhos da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e das exportações, com crescimentos de 3,1% e 2,9%, respectivamente, na mesma base de comparação.

Os dados parciais disponíveis para o segundo trimestre apontam para a desaceleração da economia, o que também já era previsível em março, notadamente porque a referida desaceleração é um objetivo declarado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) desde setembro de 2024, quando o atual ciclo de alta de juros teve início – ciclo classificado pelo próprio Copom, na ata da 271a reunião, ocorrida nos dias 17 e 18 de junho de 2025, como particularmente rápido e bastante firme.

O grupo de conjuntura do Ipea projetou, em março passado, que a economia brasileira cresceria 2,4% em 2025 – contra expectativas de mercado inferiores a 2%. De lá para cá, vários indicadores conjunturais têm indicado que a economia continuou a crescer no segundo trimestre e, até por isso, várias estimativas foram revistas a maior, aproximando-se, portanto, do número divulgado nessa Visão Geral em março. Entendemos que o diagnóstico apresentado no final de março continua válido no final de junho, de modo que mantemos a nossa projeção de PIB para 2025 (2,4%). Dada a perspectiva de que a taxa Selic se mantenha alta por mais tempo do que prevíamos, reduzimos, entretanto, o crescimento esperado para 2026 para 1,8%.

Tal como no caso do produto, as expectativas de mercado para o IPCA em 2025, divulgadas pela pesquisa Focus, do Banco Central, se aproximaram das do grupo de conjuntura nos últimos meses – recuando de 5,7% para 5,3%, entre março e junho. Não vemos motivos, entretanto, para mudar a nossa previsão de março que, dessa forma, permanece em 5,2%, ainda que com mudanças de composição. Se, por um lado, a melhora no comportamento dos alimentos e do petróleo indica uma alta menos acentuada para a alimentação no domicílio e para os preços administrados, em 2025, por outro lado, os efeitos ainda mais fortes do mercado de trabalho sobre a expansão da massa salarial e do custo da mão de obra vêm gerando pressões adicionais sobre a inflação de serviços.

250701_cc_67_nota_26_visao_geral_tabela_4_1

250701_cc_67_nota_26_visao_geral_tabela_4_3

Acesse o texto completo



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------