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Atividade econômica: revisão das previsões de crescimento 2020/2021

José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti, Paulo Mansur Levy, Leonardo Mello de Carvalho, Marcelo Lima de Moraes e Pedro Mendes Garcia

A pandemia da Covid-19 afetou profundamente a trajetória esperada para a economia brasileira ao longo de 2020 e de 2021. Persiste um elevado grau de incerteza quanto ao ritmo de disseminação do SARS-Cov-2 no país e à magnitude e extensão das medidas de isolamento social requeridas para atenuar seus impactos adversos na população, mas não há dúvida de que o PIB brasileiro sofrerá uma forte queda este ano. Neste texto, a Dimac/Ipea apresenta uma revisão das previsões de crescimento econômico para 2020 e 2021. Primeiro, estima-se o tamanho da queda esperada do PIB no segundo trimestre por meio de um amplo conjunto de dados setoriais e de indicadores coincidentes. Tendo por base essas estimativas, e sob a hipótese de início de um processo de flexibilização gradual das restrições à mobilidade e ao funcionamento das atividades econômicas a partir de junho, projeta-se uma queda do PIB de 10,5% no segundo trimestre, seguida por crescimento no terceiro e quarto trimestres. A recuperação da atividade, iniciada para alguns setores já em maio e que tende a disseminar-se para a maioria dos demais setores nos próximos meses, deve-se, em parte, à adoção de um conjunto de medidas de preservação de renda, empregos e produção implementado para atenuar os impactos da crise. Para o ano, a queda projetada é de 6%, mas a trajetória de recuperação no segundo semestre deixará um carry-over de quase 2% para 2021, cujo crescimento projetado é de 3,6%. É importante destacar que essas projeções estão sujeitas a grande incerteza, tanto no que se refere à estimativa do impacto da pandemia sobre a atividade econômica corrente, como no que tange às hipóteses subjacentes ao ritmo esperado de recuperação no restante do ano. O cenário econômico continuará sendo avaliado, e as previsões poderão ser revistas à luz de novas informações.

GráficosTabela

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior, livre de efeitos sazonais, e 1,2% na comparação interanual, de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo IBGE, acima da previsão da Visão Geral da Carta da Conjuntura divulgada em setembro. O bom desempenho da atividade econômica ocorreu de maneira bastante disseminada, seja entre os componentes da demanda, seja entre os componentes da oferta. O crescimento do terceiro trimestre aumentou o carry-over para 2019, que passou de 0,6% para 1%. Isso significa que, caso permanecesse estagnado no quarto trimestre, o PIB fecharia o ano com alta de 1%.

Grafico 1Tabela 2

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O PIB avançou 0,4% no segundo trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais, e 1% na comparação interanual, em linha com a previsão da Visão Geral da Carta da Conjuntura divulgada em junho. Embora o ritmo de crescimento da atividade econômica continue lento, o resultado representou uma aceleração em relação aos dois trimestres anteriores, quando o PIB permaneceu virtualmente estagnado, afastando a possibilidade de recessão técnica. O crescimento do segundo trimestre aumentou o carry-over para 2019, que passou de 0,2% para 0,6%. Isso significa que, caso permanecesse estagnado nos próximos dois trimestres, o PIB fecharia o ano com alta de 0,6%.CC44_Atividade-PIB_tabelaCC44_Atividade-PIB_gráfico

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

Confirmando a piora observada no cenário macroeconômico nos três primeiros meses do ano, o PIB recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais. Essa foi a primeira variação negativa desde o quarto trimestre de 2016, quando a economia deixava para trás a pior recessão de sua história. O crescimento do primeiro trimestre reduziu o carry-over para 2019, que passou de 0,4% para 0,2%. Caso permaneça estagnado nos próximos três trimestres, o PIB fechará o ano com alta de 0,2%.

Além dos dados gerais das Contas Nacionais Trimestrais, esta seção analisa mais detalhadamente o impacto da indústria extrativa no PIB do trimestre e do ano.

CC43_Atividade-PIB_gráfico

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O resultado do PIB confirmou o cenário de recuperação gradual da atividade econômica, já mencionado ao longo de 2018. Se, por um lado, o ritmo de crescimento repetiu o desempenho de 2017, por outro, vale destacar a melhora na sua composição, caracterizada por uma maior contribuição da demanda interna. Embora o setor industrial tenha demonstrado perda de fôlego ao longo dos últimos trimestres, o bom desempenho do consumo das famílias e do FBCF reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar ao longo de 2019.

PIB e componentes de demanda- evolução das taxas de crescimentoPIB - evolução das taxas de crescimento trimestral e dessazonalizado

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Atividade econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

Esta seção mostra que o resultado do PIB reforça o cenário de recuperação gradual da atividade econômica. Embora alguns setores tenham demonstrado alguma perda de fôlego ao longo dos últimos meses, como é o caso da produção industrial, o bom desempenho da demanda interna reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar nos próximos trimestres.

Na comparação interanual, o setor serviços foi o destaque positivo pelo sétimo trimestre consecutivo, adicionando 0,8 p.p. ao crescimento do PIB.

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A alta de 6,6% da FBCF na margem foi bastante influenciada pelos efeitos das alterações no regime aduaneiro Repetro. O carry-over para o crescimento acumulado em 2018 ficou em 4,9%. Entre os componentes, o destaque positivo ficou por conta da demanda por máquinas e equipamentos, que cresceu 36% sobre o terceiro trimestre de 2017.

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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O produto interno bruto (PIB) avançou 0,2% no segundo trimestre de 2018, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais – de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo IBGE. O resultado sucedeu um crescimento de 0,1% verificado no primeiro trimestre (revisto de 0,4%), deixando um carry-over de 0,7% para 2018, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos dois trimestres, o PIB fechará o ano com alta de 0,7%. Embora a trajetória do PIB indique um ritmo menos intenso de crescimento da atividade econômica, o resultado do segundo trimestre foi bastante influenciado pela paralisação dos caminhoneiros ocorrida em maio.

Esta seção, além de analisar os dados divulgados pelo IBGE, mostra também o impacto da mudança do modelo de ajuste sazonal sobre as taxas trimestrais de variação do PIB. Quando novos dados são adicionados à série temporal, tanto o modelo como o conjunto de regressores selecionados podem mudar, alterando a estimativa da série ajustada sazonalmente em períodos passados. Isso explica, em grande medida, a revisão significativa dos dados dessazonalizados divulgados anteriormente. A título de exemplo, a taxa de crescimento dessazonalizada para 2018.1 trimestre havia sido estimada em 0,45%, enquanto a nova estimativa é de 0,13%. Caso o ajuste sazonal da série do PIB agregado com os novos dados (até 2018.2) tivesse se baseado nas mesmas opções de modelagem utilizadas anteriormente (selecionadas com base nos dados até 2018.1), a taxa de crescimento dessazonalizada do primeiro trimestre teria sido de 0,35%. Este problema afeta toda a trajetória passada das taxas de crescimento dessazonalizadas.

Gráficos PIBII

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Atividade Econômica: desempenho do PIB

Carta de Conjuntura Nº 39

Por Leonardo Mello de Carvalho

O produto interno bruto (PIB) avançou 0,4% na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais – de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Levando-se em conta esse crescimento trimestral, o carry-over para 2018 ficou em 0,9%, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos três trimestres, o PIB irá registrar alta de 0,9% no ano. Embora a trajetória do produto continue retratando um processo de recuperação cíclica, esse resultado confirma as expectativas em relação a um ritmo menos intenso de crescimento da atividade econômica.

 Ainda com base na comparação dessazonalizada, o consumo das famílias cresceu pelo quinto trimestre consecutivo, registrando alta de 0,5% em relação ao período anterior. Embora a recuperação do mercado de trabalho venha acontecendo de maneira lenta, o impulso proveniente da política monetária, juntamente com a redução do comprometimento da renda das famílias com os serviços da dívida, seguiu estimulando a demanda por crédito. Por sua vez, a formação bruta de capital fixo (FBCF) avançou 0,6% na margem. O resultado voltou a ser explicado exclusivamente pelo bom desempenho dos investimentos em máquinas e equipamentos. Em relação aos setores produtivos, enquanto a indústria e os serviços permaneceram praticamente inertes, ambos com ligeiro avanço de 0,1%, o PIB da agropecuária foi o destaque positivo, registrando alta de 1,4% no primeiro trimestre.

 Na comparação interanual, o PIB desacelerou seu ritmo de crescimento, que caiu de 2,1% no último trimestre de 2017 para 1,2% no primeiro trimestre de 2018. Já a absorção doméstica (demanda interna final + variação de estoques) registrou alta de 1,4% contra o primeiro trimestre de 2017 – pouco menor que a alta de 1,9% observada no trimestre anterior. Ao contrário do que ocorreu na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,9 ponto percentual (p.p.) à taxa trimestral do PIB. Além do desacúmulo de estoques, o resultado do PIB no primeiro trimestre foi influenciado negativamente pelas exportações líquidas. A análise pelo lado dos setores produtivos destaca a contribuição positiva dos serviços, que adicionaram 0,8 p.p. ao resultado do PIB. Em contrapartida, influenciada por uma elevada base de comparação, a agropecuária registrou queda interanual de 2,6%.

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Atividade Econômica: Desempenho do PIB

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar bom desempenho no quarto trimestre de 2017, de acordo com os dados das Contas Nacionais Trimestrais (CNT) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), encerrando o ano com crescimento de 1%. Embora ainda modesto, o resultado consolida o processo de recuperação cíclica da economia brasileira, refletindo não só a melhora nos fundamentos macroeconômicos, como também os efeitos de um cenário externo ainda bastante benigno. Na comparação com o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, o PIB avançou ligeiros 0,1%, sendo essa a quarta variação positiva seguida na margem. Com esse resultado, o carry-over para 2018 ficou em 0,3%, ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos quatro trimestres do ano, o PIB irá registrar alta de 0,3% no ano.

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Atividade Econômica: Desempenho do PIB

Carta de Conjuntura nº 37

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar bom desempenho no terceiro trimestre de 2017, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado que confere maior solidez à trajetória de recuperação gradual iniciada pela economia no início desse ano. Na comparação com o período imediatamente anterior, na série livre de efeitos sazonais, o PIB avançou 0,1%. Essa foi a terceira variação positiva seguida na margem, fato que não ocorria desde 2013. Com esse resultado, o carry-over para 2017 ficou em 1,0%, ou seja, caso permaneça estagnado no último trimestre do ano, o PIB irá registrar alta de 1,0% no ano.

Na comparação interanual, a absorção doméstica registrou alta de 1,2% contra o terceiro trimestre de 2016. Assim como na margem, a variação de estoques contribuiu negativamente, subtraindo 0,1 p.p. à taxa trimestral do PIB. Além do pequeno desacúmulo de estoques, o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi explicado pela contribuição de 0,3 p.p. das exportações líquidas. Já no acumulado em quatro trimestres, a absorção doméstica apresentou variação nula.

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