Visão geral da conjuntura

Por Por Claudio Hamilton Matos dos Santos, Cláudio Roberto Amitrano e Mônica Mora Y Araujo

Conforme previsto na última Visão Geral da Conjuntura (Nota Técnica no 24, Carta de Conjuntura no 71, de julho de 2026), a economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando já havia crescido 1,1% na comparação com o quarto trimestre de 2025. Também em linha com o que se antecipava em julho, o principal destaque pelo lado da demanda final foi a formação bruta de capital fixo, que avançou 1,2% na margem. Ao contrário do que esperávamos, entretanto, o destaque pelo lado da produção no segundo trimestre seguiu sendo a agropecuária, cujo volume produzido cresceu 2,8% sobre o primeiro trimestre, que já havia sido recorde, e atingiu novo máximo na série dessazonalizada.

Para o terceiro trimestre de 2026 projetamos um PIB praticamente estável na série dessazonalizada, com alta de 0,1%, e crescimento de 1,7% na comparação interanual. Por conta dessa desaceleração projetada para o terceiro trimestre, revisamos nossa projeção de crescimento do PIB em 2026 de 2,3% para 2,0%, o que pressupõe um crescimento entre 0,5% e 0,7% na margem no quarto trimestre. No tocante à inflação, os dados mais recentes mostram que, após a deterioração observada no segundo trimestre de 2026, o ambiente inflacionário apresentou melhora entre junho e agosto. A descompressão dos alimentos no domicílio, a queda dos combustíveis e o comportamento mais favorável dos bens industriais no atacado, aliados à moderação da atividade econômica, contribuíram para reduzir a inflação corrente e motivaram a revisão da projeção do Grupo de Conjuntura do Ipea para o IPCA no ano, de 5,3% para 5,0%.

Para 2027, em um ambiente marcado ainda por forte incerteza, optamos por revisar nossa projeção de 2,0% para 1,7%, em grande medida porque a redução da projeção de crescimento para 2026 implica também a redução do carregamento deixado para o próximo ano de 0,8% para 0,6%.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – agosto de 2026

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação apresentou taxa de variação de 0,21% em agosto de 2026, situando-se 0,22 ponto percentual acima da taxa registrada no mês anterior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 3,89% nos últimos doze meses.

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Dados Xls



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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em setembro de 2026

Com base nos dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que constituem uma boa aproximação dos dados oficiais a serem divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), estima-se que o governo central tenha registrado superávit primário de R$ 5,4 bilhões em setembro de 2026. A receita líquida somou R$ 205,8 bilhões, com alta real de 14,1% em relação a setembro de 2025, enquanto a despesa total alcançou R$ 200,4 bilhões, avanço de 2,6% (tabela 1). De janeiro a setembro, o resultado primário melhorou R$ 14,2 bilhões (13,7%): o déficit passou de R$ 103,2 bilhões no mesmo período de 2025 para R$ 89,0 bilhões em 2026, a preços de setembro de 2026.

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Indicador Ipea mensal de FBCF: resultado de julho de 2026

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, avançou 1,9% na comparação entre julho e junho, na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à alta de 0,2% ocorrida no período anterior. Com isso, o trimestre móvel encerrado em julho registrou expansão de 0,9% na comparação dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2025, o indicador mensal apresentou crescimento de 4,5% em julho e de 2,7% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais permaneceram estáveis.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um avanço de 3,2% em julho. Ainda assim, o trimestre móvel encerrou com queda de 4,2%. Quanto aos seus componentes, tanto a produção nacional quanto as importações cresceram na margem, com altas de 1,3% e 7,6%, respectivamente. Já na comparação em médias móveis, a produção nacional avançou 2,7%, ao passo que as importações recuaram 16,8%, resultado ainda influenciado pela base elevada do trimestre encerrado em abril, quando ocorreu a compra de uma plataforma de petróleo. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou uma retração de 2,1%.

Os investimentos em construção civil, por seu turno, avançaram 2,2% na passagem entre os meses de junho e julho, na série dessazonalizada. Com esse resultado, que sucedeu à alta de 0,9%, o segmento cresceu 3,9% no trimestre móvel. Já no acumulado em doze meses, apresentou queda de 1,8%. Os outros ativos fixos, por sua vez, recuaram 1,4% na margem em julho, mas registraram expansão de 4,7% na comparação em médias móveis. Em doze meses, o crescimento acumulado ficou em 8,8%.

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Dados Xls



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Panorama Fiscal: evolução recente e perspectivas

Por Marco A. F. H. Cavalcanti e Sergio Fonseca Ferreira

Entre janeiro e agosto de 2026, o governo central registrou déficit primário de R$ 93,7 bilhões, a preços de agosto de 2026, ante R$ 87,4 bilhões no mesmo período de 2025. A receita líquida acumulada no ano atingiu R$ 1.682,6 bilhões, com aumento real de 5,7% em relação ao ano anterior, enquanto a despesa total chegou a R$ 1.776,2 bilhões, também com crescimento de 5,7%. No acumulado em doze meses, a receita líquida cresceu 4,0% e a despesa total, 5,6%; com isso, o déficit passou de R$ 27,5 bilhões, em agosto de 2025, para R$ 68,7 bilhões, em agosto de 2026. Em percentual do PIB, o déficit primário acumulado em doze meses situou-se em aproximadamente 0,53%, com receita líquida em torno de 18,6% do PIB e despesa primária próxima de 19,2% do PIB.

O crescimento da receita primária no ano foi impulsionado pelas receitas administradas pela Receita Federal, com aumento real de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025, e pela arrecadação líquida do RGPS, que avançou 6,2%, enquanto as receitas não administradas recuaram 1,5%. Do lado da despesa, sobressaíram o avanço das despesas discricionárias, de 31,8%, e dos créditos extraordinários, de 283,5%. Também cresceram as outras despesas obrigatórias, em 6,6%, e os gastos com pessoal e encargos sociais, em 5,5%, ao passo que as despesas obrigatórias com controle de fluxo diminuíram 1,2% e os pagamentos de sentenças judiciais e precatórios recuaram 4,0%.

A dívida pública federal alcançou cerca de R$ 9,3 trilhões em agosto de 2026, dos quais aproximadamente 96% correspondiam à dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi).
Predominaram os títulos pós-fixados, seguidos pelos indexados a preços, e o prazo médio permaneceu próximo de quatro anos. O custo da dívida continuou elevado: no acumulado em doze meses, situou-se em torno de 12,6% ao ano para a LTN, 15,0% para a LFT e 10,5% para a NTN-B. No mesmo mês, a dívida bruta do governo geral atingiu cerca de 82,9% do PIB e a dívida líquida do setor público, 69,3%, com taxas implícitas próximas de 13,0% e 14,8% ao ano, respectivamente.

No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do quarto bimestre de 2026, as projeções foram revistas em relação à avaliação anterior: a receita primária total caiu R$ 15,70 bilhões e a receita líquida, R$ 6,82 bilhões, enquanto as despesas primárias aumentaram R$ 22,11 bilhões. Com isso, o déficit primário projetado passou de R$ 52,01 bilhões para R$ 80,94 bilhões. Depois das deduções autorizadas na apuração da meta fiscal, no valor de R$ 67,29 bilhões, o resultado considerado passou a déficit de R$ 13,65 bilhões, abaixo do limite inferior da meta, indicando necessidade de limitação de empenho e movimentação financeira nesse montante. Quanto ao limite de despesas primárias definido pela Lei Complementar nº 200/2023, a revisão das despesas obrigatórias sujeitas ao teto permitiu desbloqueio de R$ 15,53 bilhões, permanecendo bloqueados R$ 2,41 bilhões.

Para 2027, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027 estima receita primária total do Governo Central da ordem de R$ 3.459,3 bilhões, transferências de R$ 610,6 bilhões e receita líquida de R$ 2.848,7 bilhões, diante de despesas primárias de R$ 2.830,1 bilhões. O superávit projetado é de R$ 18,6 bilhões (0,13% do PIB); consideradas compensações de R$ 64,7 bilhões, sobretudo pela exclusão de precatórios, o resultado para fins da meta chega a R$ 83,4 bilhões (0,56% do PIB), acima da meta central de R$ 73,2 bilhões (0,50% do PIB). O projeto considera o início da implementação da reforma tributária e incorpora medidas destinadas a conter o crescimento das despesas obrigatórias, ampliando o espaço para gastos discricionários e investimentos.

Duas medidas recentes, relativas ao reajuste do Bolsa Família (Decreto 13.120) e à proibição das apostas de quota fixa (“bets”) no território nacional (Media Provisória 1.394), representam deterioração fiscal estimada em R$ 27,8 bilhões em relação às projeções do PLOA, antes de eventuais medidas compensatórias. O reajuste do bolsa família impacta a despesa, enquanto o fim das apostas afeta o resultado pelo lado da receita. O efeito final poderá ser menor caso parte do consumo seja transferida para atividades tributadas ou haja compensação por redução de outras despesas; em sentido contrário, poderá ser maior se prevalecerem estimativas mais amplas de perda tributária, expansão do mercado ilegal ou custos judiciais associados ao encerramento das autorizações.

As expectativas de mercado disponíveis em setembro de 2026 indicam ajuste fiscal gradual, mas ainda sem superávit primário até 2029. As projeções do Prisma Fiscal e do Focus apontam redução progressiva do déficit do governo central, enquanto a dívida bruta seguiria em trajetória ascendente: no Focus, passaria de 83,4% do PIB em 2026 para 95,1% em 2030.

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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais: julho de 2026

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais avançou 0,3% na comparação entre julho e junho na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Esse resultado ocorreu em razão da alta de 0,7% da produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais), enquanto as importações de bens industriais recuaram 3,3%, conforme mostra a tabela.

O avanço na série dessazonalizada interrompeu uma sequência de duas quedas. Ainda assim, o trimestre móvel encerrado em julho recuou 0,1% na margem, quando comparado com aquele encerrado em abril. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal subiu 0,3% em relação a julho de 2025, o indicador em médias móveis trimestrais aumentou 1,1%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais registrou retração de 0,1% em julho, contrastando com a elevação de 0,6% da produção industrial, medida na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como ilustra o gráfico.

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Dados Xls



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Indicador Ipea mensal de FBCF: resultado de junho de 2026

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, avançou 0,2% na comparação entre junho e maio, na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à alta de 1,1% ocorrida no período anterior. Com isso, o trimestre móvel encerrado em junho registrou expansão de 1,2% na comparação dessazonalizada – resultado já ajustado de acordo com as contas nacionais trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas comparações com os mesmos períodos de 2025, o indicador mensal apresentou crescimento de 3,8% em junho e de 1,4% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais tiveram uma retração de 0,2%.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um recuo de 1,4% em junho, encerrando o trimestre móvel com queda de 3,6%. Quanto aos seus componentes, enquanto a produção nacional avançou 1,1% na margem, as importações caíram 6,8%. Já na comparação em médias móveis, a produção nacional cresceu 0,2%, ao passo que as importações recuaram 11,2%, resultado influenciado pela base elevada do primeiro trimestre, quando ocorreu a compra de uma plataforma de petróleo. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou uma retração de 2,7%.

Os investimentos em construção civil, por seu turno, avançaram 0,9% na passagem entre os meses de maio e junho, na série dessazonalizada. Com esse resultado, que sucedeu à alta de 0,6%, o segmento cresceu 3,3% no trimestre móvel. Já no acumulado em doze meses, apresentou queda de 1,8%. Os outros ativos fixos, por sua vez, subiram 1,6% na margem em junho, com expansão de 6,2% na comparação em médias móveis. Em doze meses, o crescimento acumulado ficou em 9,5%.

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Dados Xls



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Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços

Por Leonardo Mello de Carvalho

Os dados mensais de julho mostram que a perda de ritmo prosseguiu no início do terceiro trimestre. O IBC-Br recuou 0,2% no mês, na série dessazonalizada, após queda de 0,9% em junho, e voltou praticamente ao nível de janeiro, 1,1% abaixo do pico da série, registrado em maio. No trimestre móvel encerrado em julho, a queda foi de 0,3%, e o carry-over para o terceiro trimestre ficou em -0,7%. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o indicador cresceu 1,1%, após 2,4% em junho. No acumulado do ano, a alta foi de 0,4% na métrica dessazonalizada e de 1,5% sobre o mesmo período de 2025, mesma taxa acumulada em doze meses. A renda das famílias também desacelerou: em termos reais, a RNDBF cresceu 3,8% no acumulado em doze meses até julho, ante 4,3% até maio, e a RNDBF restrita, que exclui o excedente e as rendas de propriedade, passou de 4,9% para 4,2%. Os estímulos à renda do início do ano, como o reajuste do salário mínimo e a isenção ou redução do imposto de renda para as faixas iniciais, seguem sustentando o nível da renda, mas sua contribuição para o crescimento do consumo diminuiu já no segundo trimestre, e o serviço elevado da dívida limita a conversão da renda em consumo. Com isso, os efeitos defasados da política monetária restritiva passaram a aparecer com mais clareza nos componentes mais sensíveis ao ciclo.

Em linhas gerais, as pesquisas setoriais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corroboram esse início mais fraco do terceiro trimestre. A produção industrial cresceu em julho, mas recuperou pouco das perdas de maio e junho, com a indústria de transformação voltando a avançar na margem e a extrativa em nova queda. O comércio varejista recuou no conceito restrito, na segunda queda do ano, e cresceu no ampliado, após a retração de junho, enquanto os serviços ficaram estáveis, em patamar próximo ao pico histórico. Nos três casos, o carry-over para o terceiro trimestre é negativo ou nulo. Desde fevereiro de 2020, mês imediatamente anterior ao início da pandemia, serviços e renda das famílias continuam como os motores da atividade econômica. Em síntese, a economia iniciou o terceiro trimestre em ritmo mais fraco, com indústria e comércio sem recompor as perdas recentes, serviços estáveis em nível elevado e a renda das famílias ainda como principal suporte, embora em desaceleração.

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Panorama da Economia Mundial

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos, Caio Rodrigues Gomes Leite, Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira, Marcelo Guedes Pecly e Ana Muanis Roquete

O texto analisa os dados recentes de Estados Unidos, China e Área do euro, além de traçar um quadro geral da economia global. Um box se dedica ao tema da elevação dos retornos dos títulos de longo prazo e outro à economia japonesa, que tem sido notícia desde o episódio de desvalorização do iene e intervenção cambial de julho.

O crescimento tem se mantido em bom ritmo, apesar da guerra no Oriente Médio. Por outro lado, a inflação subiu, fazendo os bancos centrais iniciarem ciclos de alta de suas taxas.

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Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em agosto de 2026

Com base nos dados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que constituem uma boa aproximação dos dados oficiais a serem divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), estima-se que o governo central tenha registrado déficit primário de R$ 14,4 bilhões em agosto de 2026. Conforme a tabela 1, a receita líquida atingiu R$ 186,8 bilhões, com alta real de 2,9% em relação a agosto de 2025, enquanto a despesa total somou R$ 201,2 bilhões, avanço real de 1,7%. No acumulado de janeiro a agosto, o resultado primário foi deficitário em R$ 94,5 bilhões, ante déficit de R$ 87,4 bilhões no mesmo período de 2025, a preços constantes de agosto de 2026.

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