Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas próprias mensais apresentadas nesta nota indicam que a continuidade da trajetória de recuperação do mercado de trabalho brasileiro, iniciada no segundo semestre de 2021, vem consolidando um cenário marcado por forte expansão da população ocupada e queda expressiva da taxa de desocupação.

Em junho de 2022, a população ocupada no país somava 98,7 milhões de pessoas, avançando 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Após o ajuste sazonal, o contingente de 101,2 milhões de ocupados, em junho de 2022, foi 1,4% maior que o observado em maio, alcançando o novo recorde da série, iniciada em janeiro de 2012.  Adicionalmente, o crescimento significativo da população ocupada vem desencadeando quedas significativas da taxa de desocupação, que recuou 4,5 p.p., na comparação interanual, passando de 13,7%, em junho de 2021, para 9,2%, em junho de 2022. Já em termos dessazonalizados, a taxa de desocupação recuou pela 13a vez consecutiva, chegando a 8,9%, em junho de 2022, e atingindo o menor patamar desde julho de 2015.​

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PNADC (xlsx)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – junho de 2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou variação de 0,7% em junho de 2022, situando-se 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2021, a variação foi 0,63 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 6,26% nos últimos doze meses.

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ICTI – Série Completa – Junho de 2022 (xlsx)



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Comércio exterior do agronegócio: primeiro semestre de 2022

Por Ana Cecília Kreter, Rafael Pastre, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Jr.

O agronegócio brasileiro fechou o primeiro semestre com superávit de US$ 71,2 bilhões – crescimento de 32,3% frente ao mesmo período do ano anterior. As exportações do setor somaram US$ 79,3 bilhões, enquanto as importações, US$ 8,1 bilhões – valores 29,4% e 8,6% acima dos observados em 2021. Considerando os produtos de todos os setores – balança comercial total –, o primeiro semestre também foi superavitário (US$ 34,3 bilhões), ligeiramente abaixo dos US$ 37 bilhões registrados no primeiro semestre de 2021.

Em junho, o agronegócio apresentou um superávit comercial d​e US$ 14,2 bilhões, mais do que compensando o déficit de US$ 5,4 bilhões nos demais produtos, o que permitiu ao país fechar junho com superávit comercial de US$ 8,8 bilhões (na soma de todos os setores).

O período de março a maio costuma ser o mais forte para o agronegócio brasileiro, e é impactado fortemente pela colheita da soja e pelo abate de bovinos antes do período de estiagem nas principais regiões produtoras. Em 2022, no entanto, as exportações continuaram aquecidas em junho, superando em 31,2% o mesmo mês do ano anterior – o que corresponde a US$ 15,7 bilhões.​

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Finanças públicas estaduais: desempenho no primeiro quadrimestre de 2022 e perspectivas

Por Mônica Mora

As finanças públicas das Unidades da Federação (UFs), no primeiro quadrimestre de 2022, apresentaram um desempenho caracterizado pelo aumento do resultado primário e do nominal. A melhora do resultado primário pode ser atribuída primordialmente ao aumento da receita primária em 21,4% entre 2018 e abril de 2022 (no acumulado dos últimos doze meses), injetando R$ 184 bilhões nas administrações estaduais. Paralelamente, a despesa aumentou a uma taxa de 8% entre 2018 e abril de 2022 (no acumulado dos últimos doze meses) – a um ritmo muito menos acelerado que o crescimento da receita. Entre as rubricas da despesa, destacam-se a queda observada do gasto com pessoal (de 2,5%) e a elevação do dispêndio com investimentos (de 41,1%). Cabe notar que a concessão de reajustes salariais ao funcionalismo, deferida na grande maioria das UFs nos primeiros meses de 2022, tende a refrear parcialmente o resultado fiscal ao longo do ano. Além disso, mudanças recentes na legislação tendem a reduzir a arrecadação de ICMS, com implicações sobre a receita estadual.

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A Distribuição dos rendimentos do trabalho remoto potencial no Brasil por características individuais

Por Geraldo Sandoval Góes, Felipe dos Santos Martins e Vinícius de Oliveira Alves

​Na perspectiva de dar continuidade ao acompanhamento das transformações recentes do mercado de trabalho, esta nota objetiva realizar uma análise da distribuição dos rendimentos do teletrabalho potencial segundo características individuais, tais como gênero, raça/cor, escolaridade e faixa etária. Para tanto, utilizam-se dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE nos recortes Brasil e macrorregiões. Os resultados indicam que cerca de 40% da massa de rendimentos nacional poderiam ser auferidos por pessoas em teletrabalho potencial (lembrando que esse contingente corresponde a 24,1% das pessoas ocupadas).​​

Ainda no recorte nacional, os dados apontam, especialmente no caso do gênero, divergências entre a distribuição do número de pessoas ocupadas em teletrabalho potencial e a da massa de rendimentos associada. De fato, no Brasil, conquanto as mulheres sejam maioria nesse regime laboral (58,3%), elas seriam responsáveis por apenas 45,9% dos rendimentos dessa modalidade de trabalho. Outro resultado que se destaca é em relação a faixa etária, notou-se um deslocamento para a direita da distribuição, afinal, apesar de pessoas nas faixas etárias de 20 a 49 anos serem majoritárias no teletrabalho potencial (71,8%), a hegemonia na massa de rendimentos pertence aos indivíduos com idades entre 30 e 59 anos (77%).​​

Quanto a distribuição macrorregional, o Sudeste se revelou, para a maioria das características individuais, como a região mais próxima da média observada para o Brasil. De certa forma, trata-se de um resultado esperado, visto que a maior parte da massa de rendimentos provém dessa localidade. Por fim, outro resultado que se destacou foi sobre nível de escolaridade, particularmente o ensino médio completo, pois a região Sul é única na qual ocupados com esse nível de educação formal seriam responsáveis por mais de 20% da massa salarial do teletrabalho potencial.

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Inflação por faixa de renda – Junho/2022

Por Maria Andréia P. Lameiras

​Em junho, os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que a inflação variou entre 0,61% para o segmento de renda muito baixa e 0,98% para a classe de renda alta. Com a incorporação deste resultado, no acumulado do ano, até junho, a inflação registra altas que variam de 5,43% (renda muito baixa) a 5,69% (renda alta). Já no acumulado em doze meses, à exceção da faixa de renda média-alta, com taxa de variação de 11,5%, todas as demais registram altas próximas a 12,0%.​​

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Taxa mensal de inflação por faixa de renda (xlsx)



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Boletim de expectativas- Julho de 2022

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este Boletim apresenta uma compilação de expectativas de mercado para diversas variáveis econômicas. Neste número, exploramos as diferenças nas projeções para diversas variáveis coletadas e divulgadas pelo Banco Central em duas datas: 29 de abril, a última divulgação antes da interrupção das publicações, e 8 de julho, data de referência da primeira divulgação após a retomada da disponibilização ao público dos resultados das coletas. Houve melhora no PIB de 2022 e queda no de 2023; a inflação de 2022 ficou aproximadamente estável e a de 2023 subiu; a Selic esperada também subiu, de 2022 a 2024, refletindo a expectativa de um aperto monetário mais duradouro; a taxa de câmbio esperada para o fim de 2022 e dos dois anos seguintes subiu um pouco (mas espera-se que a taxa de câmbio esteja, no fim de 2024, abaixo dos níveis do fim de 2022 e 2023); os resultados fiscais – primário, nominal e dívida – melhoraram; o saldo da balança comercial subiu; as previsões para déficit em conta corrente e investimento direto no país (IDP), no balanço de pagamentos, não se alteraram muito e, portanto, nem as proporções entre eles: o IDP quatro vezes maior do que o déficit em 2022 e aproximadamente o dobro em 2023 e 2024.

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Estimativa preliminar do resultado primário do Governo Central em junho de 2022

Por Sergio Ferreira e Felipe Martins

A presente Nota de Conjuntura apresenta estimativas preliminares da receita total, da despesa e do resultado primário do governo central em junho de 2022, obtidas a partir de dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Os dados do Siafi têm propiciado aproximação razoável aos dados oficiais divulgados posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O objetivo desta divulgação é, assim, contribuir para o acompanhamento mais ágil das contas públicas a partir dos dados já disponíveis ao público – com a ressalva de que os dados definitivos somente serão conhecidos quando da divulgação do Resultado do Tesouro Nacional (RTN) pela STN.

As estimativas preliminares apontam que, no acumulado do ano até junho, o superávit atingiu R$ 57,2 bilhões, contra déficit de R$ 58,7 bilhões em igual período de 2021. A receita total do governo central atingiu R$ 224 bilhões em junho, tendo crescido, em termos reais, 46,8% quando comparada com o mesmo mês do ano anterior, ao passo que a despesa total registrou queda de 14,5% na mesma base de comparação. No semestre, as receitas totais registraram aumento real de 16,3%, enquanto a despesa total cresceu 1,2%, comparativamente com o mesmo período do ano anterior.

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Indicadores mensais do mercado de trabalho

Por Maria Andreia Parente Lameiras e Marcos Dantas s Hecksher

As estimativas próprias mensais apresentadas nesta nota – feitas com base nos dados por trimestre móvel da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – revelam que o processo de recuperação do mercado de trabalho se intensificou nos últimos meses.

Em maio de 2022, a população ocupada no país somava 98,3 milhões de pessoas, avançando 9,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Após o ajuste sazonal, o contingente de 99,9 milhões de ocupados, em maio de 2022, foi 1,2% maior que o observado em abril, alcançando o maior patamar desde o início da série, em janeiro de 2012. Desta forma, o nível de ocupação do mercado de trabalho brasileiro, ou seja, a proporção de ocupados em relação à população total em idade ativa, chegou a 56,8%, em maio, acelerando 4,5 pontos de porcentagem (p.p.) na comparação com maio de 2021. Em termos dessazonalizados, o resultado observado em maio (57,7%) é o maior já registrado desde março de 2015 (57,8%).​

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PNADC (xlsx)



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – maio de 2022

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,61% em maio de 2022, situando-se 0,11 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2021, a variação foi 0,17 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 5,59% nos últimos doze meses.​

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ICTI – Série Completa – Maio de 2022 (xlsx)



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