Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em março de 2026

Por Sérgio Fonseca Ferreira

De acordo com os resultados da execução orçamentária registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, que servem como referência confiável para a estimativa dos resultados oficiais posteriormente divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o mês de março de 2026 apresentou déficit primário de R$ 73,4 bilhões nas contas do governo central. Conforme demonstrado na tabela 1, a receita líquida do governo central atingiu R$ 196,0 bilhões nesse período, em comparação aos R$ 182,4 bilhões observados em março de 2025, refletindo um crescimento real de 7,4%. As despesas somaram R$ 269,4 bilhões, em relação aos R$ 180,8 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior, representando um aumento real de 49,0%. No acumulado do ano, observa-se o déficit primário de R$ 15,5 bilhões até março, a valores constantes de março de 2026, ante o superávit de R$ 58,8 bilhões apurado no mesmo intervalo de 2025.

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Visão geral da conjuntura

Por Claudio Hamilton Matos dos Santos, Cláudio Roberto Amitrano e Mônica Mora Y Araujo

Conforme previsto na última Visão Geral da Conjuntura (Nota Técnica n º 22, Carta de Conjuntura n º 69, de dezembro de 2025), o produto interno bruto (PIB) da economia brasileira fechou o ano de 2025 com crescimento de 2,3%. Ademias, os dados do quarto trimestre – com o PIB crescendo 0,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior na série dessazonalizada – se mostraram compatíveis com o diagnóstico do grupo no final do ano passado, segundo o qual a economia estaria em um “pouso suave” “(…) “sem ruptura abrupta do nível de atividade, mas com clara perda de tração da demanda interna”.

A recente eclosão do conflito armado envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã – e a consequente perspectiva de altas prolongadas no preço do petróleo – inserem-se em um contexto já potencialmente instável, decorrente do conflito na Ucrânia e dos impactos sobre o comércio mundial da imposição unilateral de tarifas pelos Estados Unidos. Não parece exagerada a afirmação de que o mundo se encontra no momento de maior tensão geopolítica desde o fim da Guerra Fria.

Dadas as incertezas associadas à própria extensão da guerra, os impactos desta última sobre a economia brasileira são difíceis de antecipar com precisão. Há motivos para moderado otimismo a este respeito, entretanto.

A elevada incerteza no cenário externo contrasta, entretanto, com a relativa rigidez de algumas dinâmicas que vêm caracterizando a economia brasileira há alguns anos – notadamente o crescimento rápido e contínuo da renda disponível das famílias e do volume de crédito disponibilizado pelo sistema financeiro nacional

O crescimento da renda das famílias brasileiras nos últimos anos se deve, em grande medida, à combinação de crescimento continuado dos gastos públicos sociais e da massa salarial, esse último resultado do desempenho recente muito favorável do mercado de trabalho favorecido pelos efeitos multiplicadores dos referidos gastos sociais5. Não são esperadas mudanças no binômio gastos sociais e massa salarial crescentes ao longo de 2026, o que, por seu turno, sustenta, pelo lado da demanda, a perspectiva de crescimento da atividade econômica no ano.

Após um fim de 2025 marcado por perda de dinamismo da atividade, os resultados de janeiro das principais pesquisas conjunturais sugerem desempenho positivo disseminado, contemplando tanto segmentos menos cíclicos quanto aqueles mais sensíveis aos efeitos do aperto monetário. Embora, por si só, não alterem de forma substantiva a leitura do grupo de conjuntura do Ipea sobre o ambiente macroeconômico, os números do primeiro bimestre impactam positivamente o resultado esperado para a atividade econômica no primeiro trimestre de 2026.

Com efeito, a projeção do grupo de conjuntura do Ipea para o crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2026 é de 0,8% contra o trimestre imediatamente anterior na série dessazonalizada e 1,4% na comparação interanual, crescimento esse que se espera puxado, pelo lado da demanda, pelo consumo das famílias e pela formação bruta de capital fixo. Pelo lado da oferta, espera-se que o setor de serviços lidere a expansão, mas cabe registrar também o aparente crescimento do PIB agropecuário no primeiro trimestre de 2026, que, caso se concretize, ocorrerá sobre uma base já elevada pela supersafra colhida em 2025.

Embora o cenário prospectivo do grupo permaneça, em linhas gerais, semelhante ao traçado na última Visão Geral — ressalvadas alterações no que se refere ao aumento da incerteza no ambiente externo — a revisão da nossa projeção para o primeiro trimestre ensejou também uma revisão da estimativa de crescimento do PIB em 2026 de 1,6% para 1,8%. Para 2027, em um cenário sem choques adicionais relevantes, mantemos a expectativa de aceleração moderada da atividade, com expansão de 2,0%, refletindo, em grande medida, a tendência de que os efeitos defasados da flexibilização monetária se tornem mais perceptíveis ao longo do próximo ano.

Optamos, adicionalmente, por manter nossa projeção para a inflação brasileira em 2026, medida pelo IPCA, em 4,2%, embora com mudanças em sua composição. Se, por um lado, houve melhoras no desempenho da safra, da taxa de câmbio e dos serviços aliviando a pressão sobre os preços livres, por outro, a eclosão da guerra e seus efeitos sobre os combustíveis pioraram a projeção para os preços administrados.

Nesse novo quadro, as projeções para a alta dos alimentos e dos serviços livres foram revisadas para baixo, passando de 4,2% e 5,7% para 3,9% e 5,5%, respectivamente. Já a projeção para os bens industriais foi mantida em 2,6%, uma vez que o melhor desempenho do câmbio foi compensado pela alta de 28% das commodities metálicas no último trimestre. Em sentido oposto, a elevação do preço do petróleo no mercado internacional ampliou o diferencial entre os preços domésticos e internacionais da gasolina, que em meados de março já superava 45%, alimentando expectativas de novos reajustes nos combustíveis. Com isso, a estimativa para a alta dos preços administrados em 2026 avançou de 3,8% para 4,3%.

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Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços

Por Leonardo Mello de Carvalho

Os indicadores mensais mais recentes sugerem que a economia iniciou 2026 com desempenho mais favorável do que o observado no encerramento do ano passado. O IBC-Br avançou 0,8% em janeiro, na série dessazonalizada, após recuo de 0,2% em dezembro, recuperando parte da perda registrada no fim de 2025 e sinalizando melhora do nível de atividade na abertura do primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador cresceu 1,0%, enquanto a média móvel trimestral interanual alcançou 1,8%. Com os resultados de janeiro, o carry-over para o primeiro trimestre de 2026 ficou positivo em 0,9% na margem e em 0,7% na comparação interanual, reforçando a leitura de um ponto de partida mais favorável para a atividade no início do ano. Em linhas gerais, as pesquisas setoriais do IBGE corroboram esse cenário relativamente mais positivo para a atividade econômica no começo de 2026. A produção industrial voltou a crescer na margem em janeiro e fevereiro, as vendas do comércio varejista registraram recuperação tanto no conceito restrito quanto no ampliado e o volume de serviços manteve desempenho favorável. Na mesma direção, os dados da Renda Nacional Disponível Bruta (RNDBF), divulgados pelo BCB, indicam que os rendimentos das famílias seguiram apresentando bom desempenho, reforçando a percepção de que, apesar do ambiente financeiro ainda restritivo, a renda continua oferecendo suporte relevante à demanda doméstica.

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Análise e Projeções de Inflação

Por Maria Andréia P. Lameiras e Tarsylla Godoy de Oliveira

Embora os dados mais recentes mostrem um processo de desinflação consistente, possibilitado, especialmente, pela valorização cambial de 3,5% ocorrida no último trimestre, e de 16% desde o último pico do dólar no final de dezembro de 2024, a eclosão do conflito entre os Estados Unidos e o Irã trouxe incertezas a respeito da continuidade deste processo de desinflação e riscos de uma possível nova aceleração da inflação.

Após encerrar o ano de 2025 com uma alta de 4,3%, a inflação acumulada em doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou para 3,8%, em fevereiro, repercutindo, especialmente, a deflação de 0,1% dos alimentos no domicílio no período. Adicionalmente, a desaceleração dos preços monitorados e dos bens industriais e a estabilidade da inflação dos serviços livres, ainda que em patamares pouco confortáveis, explicam este quadro de inflação mais benevolente no primeiro bimestre de 2026.

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Panorama Fiscal: evolução recente e perspectivas

Por Marco A. F. H. Cavalcanti e Sergio Fonseca Ferreira

Em 2025, o resultado primário do governo central apresentou deterioração em relação ao ano anterior, encerrando dezembro com déficit acumulado de R$ 60,6 bilhões, em valores de dezembro de 2025, contra R$ 45,8 bilhões em 2024. Em proporção do produto interno bruto (PIB), o déficit primário também aumentou, passando de 0,36% em 2024 para 0,48% em 2025. Apesar do crescimento real da receita primária no ano (3,2%), sustentado principalmente pelo bom desempenho das receitas administradas pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pela arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a expansão das despesas primárias (3,4%) e o aumento das transferências por repartição de receitas (4,8%) impactaram negativamente o resultado primário de 2025.

Em uma perspectiva de médio prazo, a análise da receita evidencia recuperação relevante no período pós-pandemia, com destaque para tributos incidentes sobre consumo, renda das pessoas físicas e receitas financeiras. Em contraste, as receitas não administradas apresentaram retração recente, refletindo queda em concessões, dividendos e participações, parcialmente compensada pelo aumento das receitas de exploração de recursos naturais. No que se refere às despesas, destaca-se o crescimento das despesas obrigatórias. A previdência social, os benefícios assistenciais, as despesas com pessoal e as transferências constitucionais explicam parcela significativa da expansão do gasto, enquanto as despesas discricionárias permanecem comprimidas e atuam como principal variável de ajuste fiscal, com impactos diretos sobre o investimento público e o custeio de políticas governamentais.

Até fevereiro de 2026, não foram identificadas alterações significativas em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados do Resultado do Tesouro Nacional da Secretaria do Tesouro Nacional (RTN/STN), o superávit primário acumulado do ano atingiu R$ 57,5 bilhões para o governo central, frente a R$ 56,7 bilhões registrados em igual período de 2025 (a preços constantes de fevereiro de 2026). A receita líquida do governo central somou R$ 432,4 bilhões, representando um aumento real de 2,8% comparado ao mesmo intervalo de 2025. As despesas totalizaram R$ 374,9 bilhões, refletindo um crescimento real de 3,0% em relação ao exercício anterior. No acumulado dos últimos doze meses, o déficit primário permaneceu praticamente estável em relação a dezembro, situando-se em R$ 60,4 bilhões, em valores constantes de fevereiro de 2026.

No que se refere ao endividamento público, o estoque da dívida pública federal atingiu R$ 8,6 trilhões em janeiro de 2026, com elevação do custo médio da dívida em função do ciclo recente de alta da taxa Selic. A composição da dívida passou a apresentar maior participação de títulos pós-fixados e indexados à inflação, enquanto os títulos prefixados perderam espaço. A dívida bruta do governo geral e a dívida líquida do setor público retomaram trajetória de crescimento, alcançando cerca de 78,7% e 65,0% do PIB, respectivamente, em janeiro de 2026.

Quanto às perspectivas fiscais, a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 projetava, para o governo central, receita primária líquida de transferências por repartição de receitas de R$ 2,59 trilhões (18,74% do PIB) e despesas primárias de R$ 2,61 trilhões (18,91% do PIB). O resultado primário estimado para 2026 era deficitário em R$ 22,9 bilhões (0,17% do PIB), mas tornava-se superavitário em R$ 34,9 bilhões (0,25% do PIB) quando considerados os abatimentos relacionados a precatórios (Emenda Constitucional (EC) no 136 e LCs nos 221 e 223), alinhando-se ao centro da meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) (R$ 34,3 bilhões). O Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do primeiro bimestre de 2026 reviu essas estimativas, com redução da receita líquida em R$ 13,7 bilhões e aumento da despesa em R$ 23,3 bilhões, chegando a um déficit esperado de R$ 59,8 bilhões no ano. Após as deduções legais, a nova estimativa para o resultado primário atinge R$ 3,5 bilhões – cerca de R$ 31 bilhões abaixo da meta definida na LDO, mas ainda dentro do intervalo de tolerância para fins de cumprimento dessa meta, cujo limite inferior é um resultado nulo. No que se refere ao limite de despesas primárias da LC no 200/2023, o RARDP aponta necessidade de ajuste no montante de R$ 1,6 bilhão, com redução correspondente em despesas discricionárias do Executivo.

Para o período de 2027 a 2029, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2026 projeta melhora gradual do resultado primário do governo central, atingindo 1,25% do PIB em 2029. Para o período de 2028 a 2035, o PLDO pressupõe a manutenção de superávits primários dessa ordem de grandeza.

As previsões de mercado mais recentes para o resultado primário do governo central em 2025 e nos anos seguintes, divulgadas no boletim Focus, do Banco Central do Brasil (BCB), e no relatório Prisma Fiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE), apontam para um déficit primário em 2026 pouco acima, mas próximo daquele projetado no RARDP do primeiro bimestre. A partir de 2027, essas projeções indicam melhora gradual do resultado primário, ainda que em ritmo mais lento do que aquele constante do PLDO 2026.

No que se refere às projeções do PLDO para a dívida bruta do governo geral (DBGG), observa-se que, após atingir o valor máximo de 84,2% em 2028, a relação dívida/PIB passa a cair lentamente, atingindo 81,6% em 2035. Elaborado com base em um conjunto de informação mais atualizado que o PLDO, o Relatório de Projeções Fiscais (RPF) divulgado pela STN em janeiro de 2026 apresenta um cenário ainda mais desafiador, com melhora mais lenta do resultado primário do governo central e aumento da relação dívida/PIB até 2032, quando atingiria 88,6% do PIB. A partir de 2033, a DBGG passaria a cair lentamente em proporção do PIB. Assim como o RPF, as expectativas de mercado também projetam trajetória ascendente da dívida/PIB nos próximos anos, com estabilização em torno de 2034.

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – fevereiro de 2026

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,26% em fevereiro de 2026, situando-se 0,11 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a variação foi 0,65 p.p. Menor.

Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 2,23%nos últimos doze meses

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Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de janeiro de 2026

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, registrou um avanço de 3,2% na comparação entre janeiro e dezembro na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu ao recuo de 5,0% ocorrido no período anterior. Com isso, o trimestre móvel encerrado em janeiro registrou queda de 3,8% na comparação dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2025, o indicador mensal apresentou retrações de 3,8% em janeiro e de 4,0% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais tiveram uma expansão de 2,3%.

Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um recuo de 2,4% em janeiro, encerrando o trimestre móvel com baixa de 7,8%. Quanto aos seus componentes, enquanto a produção nacional avançou 1,9%, as importações recuaram 2,7% na margem. Já na comparação em médias móveis, ambas registraram quedas, com baixas de 5,1% e 10,8%, respectivamente. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou um crescimento de 2,8%.

Os investimentos em construção civil, por seu turno, avançaram 3,5% na passagem entre os meses de dezembro e janeiro, na série dessazonalizada. Com esse resultado, que sucedeu à queda de 6,3%, o segmento declinou 2,5% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, o crescimento foi de 0,1%. Já o segmento de outros ativos fixos expandiu 4,0% na margem em janeiro, exibindo alta de 0,4% na comparação em médias móveis. No acumulado do ano, o crescimento ficou em 5,0%.

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Dados Xls



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Indicador Ipea de consumo aparente de bens industriais – janeiro de 2026

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais avançou 2,8% na comparação entre janeiro e dezembro na série com ajuste sazonal. O indicador é uma proxy da demanda interna por bens industriais – definido como a parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno, acrescida das importações. Por trás deste resultado, a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) cresceu 4,5%, enquanto as importações de bens industriais recuaram 0,7%, conforme mostra a tabela.

O avanço na série dessazonalizada interrompeu três quedas consecutivas. Ainda assim, o trimestre móvel encerrado em janeiro registrou queda de 2,5% na margem, quando comparado com aquele encerrado em outubro. Na comparação interanual, enquanto o indicador mensal diminuiu 2,5% em relação a janeiro de 2025, a variação em médias móveis trimestrais caiu 2,2%. No acumulado em doze meses, a demanda por bens industriais desacelerou para 0,5%, igualando a elevação da produção interna, medida na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-PF/IBGE), como ilustra o gráfico.

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Dados Xls



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Boletim de expectativas – março de 2026

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos e Caio Rodrigues Gomes Leite

Este Boletim de Expectativas fornece uma visão panorâmica das expectativas para algumas das principais variáveis macroeconômicas brasileiras. As projeções são do Sistema Expectativas de Mercado, também conhecido como relatório Focus, do Banco Central. Para juros e inflação, recorre-se ainda à estrutura a termo da taxa de juros derivada do mercado secundário de títulos públicos, calculada pela Anbima. O destaque é o aumento na inflação prevista, por causa da guerra.

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Panorama da economia mundial

Por Estêvão Kopschitz Xavier Bastos, Caio Rodrigues Gomes Leite e Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira

A economia mundial tem apresentado um desempenho acima do esperado após o tarifaço de Donald Trump em abril de 2025, no crescimento e na inflação. Por sua vez, os preços das commodities metálicas e de energia têm oscilado muito, refletindo questões geopolíticas, de política monetária e de demanda. Além de indicadores globais, o texto analisa as economias dos Estados Unidos, da China e da Área do euro. Com a eclosão da guerra no Irã, a incerteza aumentou, especialmente quanto à inflação e à política monetária nos diversos países.

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