Por Leonardo Mello de Carvalho
O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que agrega os investimentos em máquinas e equipamentos, na construção civil e em outros ativos fixos, recuou 1,4% na comparação entre maio e abril, na série com ajuste sazonal. O resultado sucedeu à alta de 1,7% ocorrida no período anterior. Com isso, o trimestre móvel encerrado em maio registrou queda de 1,2% na comparação dessazonalizada. Nas comparações com os mesmos períodos de 2025, o indicador mensal apresentou queda de 2,1% em maio e alta de 1,0% no trimestre móvel. No acumulado em doze meses, por sua vez, os investimentos totais tiveram uma retração de 0,6%.
Na comparação com ajuste sazonal, os investimentos em máquinas e equipamentos – medidos segundo o conceito de consumo aparente, que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentaram um recuo de 1,4% em maio, encerrando o trimestre móvel com queda de 3,3%. Quanto aos seus componentes, enquanto a produção nacional se retraiu 2,0%, as importações caíram 1,3%. Já na comparação em médias móveis, enquanto a produção nacional caiu 0,8%, as importações retrocederam 22,6%. No acumulado em doze meses, o consumo aparente (ou a demanda interna) de máquinas e equipamentos registrou um recuo de 1,5%.
Os investimentos em construção civil, por seu turno, permaneceram estáveis na passagem entre os meses de abril e maio, na série dessazonalizada. Com esse resultado, que sucedeu à alta de 0,1%, o segmento cresceu 1,0% no trimestre móvel. Já no acumulado em doze meses, apresentou queda de 1,7%, enquanto o segmento de outros ativos fixos avançou 1,2% na margem em maio, com alta de 2,57% na comparação em médias móveis. No acumulado em doze meses, o crescimento ficou em 5,8%.



















