Por Pedro Marques de Santana
A atualização dos indicadores bimestrais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que as receitas e as despesas correntes do conjunto dos entes subnacionais mantiveram trajetória de crescimento no terceiro bimestre de 2026 em comparação com mesmo período de 2025.
As despesas correntes dos estados e do DF cresceram a uma taxa superior ao das receitas correntes, respectivamente, 4,3% e 4,2% contra 3,9% e 3,5%, na comparação dos últimos seis meses e em doze meses acumulados. Do lado das receitas, as transferências correntes superaram o desempenho das receitas correntes próprias, quando comparadas no acumulado dos seis primeiros meses (6,5% contra 3,1%) e dos últimos doze meses (6,7% contra 2,5%), ainda que essas últimas representem uma participação maior nas receitas correntes totais. Do lado das despesas, destaque para as outras despesas correntes, cujas taxas de variação superaram as das despesas com pessoal e encargos nas métricas utilizadas: 8,0% contra 3,9% no bimestre, 6,5% contra 5,3% no semestre, e 5,7% contra 4,3% nos últimos doze meses.
As receitas correntes municipais cresceram 15,6% no terceiro bimestre, puxadas, principalmente, pelo aumento das transferências correntes (21,8%). As despesas correntes, por sua vez, cresceram a uma taxa (7,6%) menor do que as receitas, no bimestre, mas acumularam um crescimento superior (9,3% contra 8,0%) nos primeiros seis meses. Do lado das despesas municipais, destaque também para as outras despesas correntes, cuja expansão, no bimestre, foi de 10,3% e de 12,2%, no primeiro semestre. 




