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Inflação por faixa de renda – Dezembro/2025

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, em dezembro, todas as faixas de renda apresentaram aceleração da inflação em relação ao mês anterior. Apesar do alívio inflacionário observado no grupo habitação – refletindo a queda de 5,4% nas tarifas de energia elétrica –, o encerramento das deflações dos alimentos no domicílio, combinado com reajustes mais intensos nos grupos transportes e saúde e cuidados pessoais, explica o avanço da inflação no mês. Nesse contexto, a inflação das famílias de renda muito baixa passou de 0,01% em novembro para 0,14% em dezembro, enquanto, na faixa de renda alta, a taxa avançou de 0,45% para 0,51% na mesma base de comparação.

Com a incorporação do resultado de dezembro, observa-se que, no acumulado de 2025, a faixa de renda baixa registrou a menor variação inflacionária (3,8%), ao passo que a renda alta apresentou a maior taxa (4,7%). Nota-se, ainda, que, na comparação com 2024, houve descompressão inflacionária nas cinco primeiras faixas de renda e pressão inflacionária adicional no segmento de renda alta.

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Dados Xls



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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – novembro de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado pelo Ipea, apresentou taxa de variação de 0,57% em novembro de 2025, situando-se 0,78 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2024, a variação foi 0,17 p.p. maior. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 3,75% nos últimos doze meses.

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Boletim de expectativas – julho de 2025

Por Caio Rodrigues Gomes Leite e Estêvão Kopschitz Xavier Bastos

Este boletim fornece uma visão panorâmica das expectativas para algumas das principais variáveis macroeconômicas brasileiras, a partir de diversas fontes. Predominam as projeções do Sistema Expectativas de Mercado (SEM), também conhecido como relatório Focus do Banco Central do Brasil (Focus/BCB). Nas finanças públicas, elas são cotejadas com as projeções mais recentes da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado. Para juros e inflação, também se recorre à estrutura a termo da taxa de juros (ETTJ) derivada do mercado secundário de título públicos, calculada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

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Inflação por faixa de renda: junho de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

De acordo com os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, em junho, houve uma desaceleração da inflação para as quatro primeiras classes de renda. Já para as duas faixas de renda mais alta, a inflação observada em junho ficou acima da registrada no mês anterior. Com efeito, para as famílias mais pobres, mesmo diante de uma alta nas tarifas de energia elétrica, a queda dos preços dos alimentos no domicílio gerou uma descompressão inflacionária, de modo que, para a faixa de renda muito baixa, a inflação recuou de 0,38%, em maio, para 0,20%, em junho. Em contrapartida, a inflação da faixa de renda alta avançou de 0,08%, em maio, para 0,28%, em junho, repercutindo os reajustes mais fortes do grupo transportes.

Apesar desse alívio inflacionário em junho, no acumulado do ano, a faixa de renda muito baixa é a que apresenta a maior inflação (3,2%), pressionada, especialmente, pelas altas de 3,6% dos preços dos alimentos no domicílio e de 7,0% da energia elétrica nos seis primeiros meses de 2025. Por sua vez, a faixa de renda alta é a que aponta a taxa menos elevada (2,6%), beneficiada pela queda de 27,9% das passagens aéreas. Já no acumulado de doze meses, a faixa de renda alta registra a maior inflação (5,4%), ao passo que o segmento de renda baixa apresenta a menor taxa (5,2%).

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Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI) – maio de 2025

Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Índice de Custo da Tecnologia da Informação (ICTI), calculado Ipea, apresentou uma taxa de variação de -0,77% em maio de 2025, situando-se 1,38 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2024, a variação foi 1,54 p.p. menor. Com a incorporação desse resultado, o ICTI acumula uma variação de 4,91% nos últimos doze meses.

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Visão Geral da Conjuntura

Por Claudio Roberto Amitrano, Mônica Mora Y Araújo e Claudio Hamilton Matos dos Santos

Como previsto na última Visão Geral da Conjuntura (Nota Técnica, no 23, Carta de Conjuntura, no 66, de março de 2025), o produto interno bruto (PIB) da economia brasileira apresentou crescimento de 1,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao último trimestre de 2024 na série dessazonalizada. Esse crescimento, como também já era previsível em março, foi puxado, pelo lado da oferta, pelo desempenho do setor agropecuário, que apresentou crescimento de 12,2% em relação ao último trimestre de 2024 na série dessazonalizada. Pelo lado da demanda, os destaques foram os desempenhos da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e das exportações, com crescimentos de 3,1% e 2,9%, respectivamente, na mesma base de comparação.

Os dados parciais disponíveis para o segundo trimestre apontam para a desaceleração da economia, o que também já era previsível em março, notadamente porque a referida desaceleração é um objetivo declarado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) desde setembro de 2024, quando o atual ciclo de alta de juros teve início – ciclo classificado pelo próprio Copom, na ata da 271a reunião, ocorrida nos dias 17 e 18 de junho de 2025, como particularmente rápido e bastante firme.

O grupo de conjuntura do Ipea projetou, em março passado, que a economia brasileira cresceria 2,4% em 2025 – contra expectativas de mercado inferiores a 2%. De lá para cá, vários indicadores conjunturais têm indicado que a economia continuou a crescer no segundo trimestre e, até por isso, várias estimativas foram revistas a maior, aproximando-se, portanto, do número divulgado nessa Visão Geral em março. Entendemos que o diagnóstico apresentado no final de março continua válido no final de junho, de modo que mantemos a nossa projeção de PIB para 2025 (2,4%). Dada a perspectiva de que a taxa Selic se mantenha alta por mais tempo do que prevíamos, reduzimos, entretanto, o crescimento esperado para 2026 para 1,8%.

Tal como no caso do produto, as expectativas de mercado para o IPCA em 2025, divulgadas pela pesquisa Focus, do Banco Central, se aproximaram das do grupo de conjuntura nos últimos meses – recuando de 5,7% para 5,3%, entre março e junho. Não vemos motivos, entretanto, para mudar a nossa previsão de março que, dessa forma, permanece em 5,2%, ainda que com mudanças de composição. Se, por um lado, a melhora no comportamento dos alimentos e do petróleo indica uma alta menos acentuada para a alimentação no domicílio e para os preços administrados, em 2025, por outro lado, os efeitos ainda mais fortes do mercado de trabalho sobre a expansão da massa salarial e do custo da mão de obra vêm gerando pressões adicionais sobre a inflação de serviços.

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Inflação por faixa de renda – dezembro/2024

Por Maria Andréia P. Lameiras

Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revelam que, em dezembro, à exceção da classe de renda alta, todos os demais segmentos pesquisados apontaram aceleração da inflação na comparação com o mês anterior. No caso das cinco primeiras classes de renda, observa-se que, mesmo diante de uma alta menos acentuada dos alimentos no domicílio, a queda menos intensa da tarifa de energia elétrica, aliada à reversão das deflações dos produtos farmacêuticos e de higiene pessoal, explicam esta alta mais forte da inflação em dezembro. No entanto, para o segmento de renda alta, o alívio inflacionário em dezembro veio dos reajustes menores das passagens aéreas e dos serviços de recreação. Dessa forma, enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa avançou de 0,26%, em novembro, para 0,48%, em dezembro, a taxa apurada na faixa de renda alta, recuou de 0,64% para 0,55%, na mesma base de comparação.

Com a incorporação do resultado de dezembro, no acumulado de 2024, a faixa de renda baixa registrou a maior alta inflacionária (5,0%) ao passo que o segmento de renda alta apontou a taxa menos elevada (4,4%). Nota-se ainda, que na comparação com 2023, houve uma aceleração da inflação para as quatros primeiras faixas de renda e uma descompressão inflacionária para as faixas de renda média-alta e alta.

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Dados Xls



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