Chamadas de artigos

Chamada para artigos para a Edição 24, 2020/3
Tema: China e América Latina
Período de submissão de artigos: 30 de junho de 2020 até 31 de agosto de 2020
Lançamento: dezembro de 2020

As relações de América Latina com China têm se transformado nos últimos anos vinte anos em decorrência do impressionante crescimento e consolidação da segunda como potência econômica e geopolítica. A China se tornou o principal parceiro comercial da maioria dos países de América Latina e do Caribe, representando 10% das exportações totais e 18% das importações totais dessa região. Desde 2005, a China apresenta crescente participação no financiamento da América Latina, principalmente nas áreas de infraestrutura, extração e distribuição de hidrocarbonetos e energia.

A crescente desaceleração da economia mundial e as tensões comerciais e políticas entre a China e os Estados Unidos definem um panorama de ampliação das distorções no comércio internacional, que pode afetar negativamente os países da região. Isso é determinado tanto pela forma como a América Latina se insere nas cadeias globais de valor como pela recente fragmentação política que limita a capacidade de iniciativas regionais conjuntas.

Este número será dedicado a debater as relações contemporâneas entre a América Latina e a China em uma perspectiva ampla, envolvendo aspectos econômicos, sociais, políticos, históricos e culturais. Os coordenadores temáticos convidados são Cláudio Castelo Branco Puty – Ph.d em economia pela New School for Social Research, professor da pós-graduação em economia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e professor associado da University for International Business and Economics (UIBE, Pequim) - e Liu Jia – professor da Faculdade de Estudos Estrangeiros da UIBE e pesquisador associado do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

 

Chamada para artigos para a Edição 25, 2021/1
Tema: O Brasil na OCDE
Período de submissão de artigos: 16 de novembro de 2020 até 15 de janeiro de 2021
Lançamento: abril de 2021

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi criada em 1961 e está conformada por 38 países, dos quais apenas quatro são latino-americanos: México (1994), Chile (2005), Colômbia (2013), Costa Rica (2014). As pré-candidaturas de Argentina, Brasil e Peru estão, atualmente, em exame pela mesma vaga. Desde o surgimento da organização, as acessões foram graduais e, ao longo do tempo, conferiram maior heterogeneidade à Organização.

A acessão à OCDE envolve um processo amplo de negociação e ajustes de legislação e práticas, que leva de três a cinco anos, após a aprovação da candidatura. Para ingressar à OCDE é necessário que o país tenha visão de mundo similar à da organização (like mindedness), ter protagonismo no sistema internacional (significant player), deve existir um benefício mútuo (mutual benefit) e inserir-se em equilíbrio geográfico e de experiências (global considerations). O Brasil começou sua cooperação com a Organização nos anos 1990 integrando o Comitê de Aço, participando dos grupos de trabalho e de outras atividades. Em 2007 se tornou parceiro de engajamento ampliado, o que permitiu um maior envolvimento, e em 2012 passa a ser considerado parceiro chave (key partner). É hoje o país não-membro que participa do maior número de Comitês da organização.

Em 2015 o Brasil assinou o Acordo de Cooperação com a OCDE, no qual formaliza a relação de "país não membro" e facilita a participação das instâncias vinculadas à OCDE. Dois anos depois, foi assinado o Acordo de Sede para que se estabelecesse um escritório da Organização no Brasil. Em maio de 2017 o Brasil apresentou sua candidatura, ao enviar à OCDE a solicitação do processo de acessão.

Atualmente, a acessão à OCDE é um objetivo central da política externa brasileira. Esse processo envolve a necessidade de mudanças legislativas e institucionais nas áreas de integridade e combate à corrupção, códigos de liberalização de fluxos de capital e de intangíveis e meio ambiente, entre outras. Em todas elas o Brasil tem empreendido esforços para alinhar sua legislação e práticas ao recomendado pela Organização.

Os desafios do Brasil na OCDE é o tema do número 25 da revista Tempo do Mundo. Essa edição será coordenada por Renato Baumann, coordenador de estudos sobre investimentos e cooperação para o desenvolvimento do Ipea e Otaviano Canuto, membro sênior do Policy Center for the New South, membro sênior não-residente do Brookings Institute e diretor do Center for Macroeconomics and Development em Washington. Convida-se à submissão artigos que tratem da trajetória da acessão do Brasil à OCDE, que analisem seus impactos econômicos ou institucionais, que abordem de maneira comparativa o processo de entrada de país na organização ou temas correlacionados.

Convidamos a todos os interessados na temática a submeter seus artigos.