O ESTADO DA ARTE DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ENTRE 1981 E 2025

Autores

DOI:

https://doi.org/10.38116/ppp72art2

Palavras-chave:

SNUC, APA, unidades de conservação, paisagem protegida, gestão territorial

Resumo

As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) são definidas como uma unidade de conservação que busca compatibilizar a conservação da natureza com a utilização racional dos recursos naturais e é a categoria mais representativa espacialmente no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Contudo, sua gestão ainda é um desafio, em razão da dificuldade de conciliar dois direitos constitucionais: a propriedade privada e o meio ambiente equilibrado. Este artigo tem como objetivo apresentar uma análise sobre as políticas públicas de criação e implementação das APAs no estado do Rio de Janeiro e seus reflexos socioeconômicos e ambientais. Para tal, foram analisados atos administrativos, mapeamentos temáticos, dados censitários, planos de manejo e conselhos gestores. Os resultados apontam que foram criadas 222 APAs, desde a década de 1980, grande parte sem um objetivo específico. Embora não exista um conjunto de ações voltadas à implementação efetiva, foi identificado um aumento considerável na cobertura florestal. A pesquisa também demonstra que o número de domicílios tem crescido, enquanto a população permaneceu estável. Sugere-se ampliar os estudos desta categoria para a escala nacional visando avançar na implementação e gestão desses territórios que podem servir como laboratórios para o desenvolvimento de práticas ambientalmente equilibradas e socialmente justas.

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Biografia do Autor

  • Guilherme Hissa Villas Boas, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

    Docente do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGG/UFRJ). Coordenador do Laboratório de Pesquisa e Extensão em Meio Ambiente e Sociedade (Lemas/UFRJ).

  • Yasmin Xavier Guimarães Nasri, Universidade de São Paulo (USP)

    Docente da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP Leste). Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa e Extensão em Meio Ambiente e Sociedade (Lemas/UFRJ). 

  • Cristiane Passos de Mattos, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ)

    Docente no Colegiado do Ensino Médio Integrado de Nova Friburgo do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ). Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa e Extensão em Meio Ambiente e Sociedade (Lemas/UFRJ). 

  • Alba Valéria Santos Simon, Universidade Federal Fluminense (UFF)
    Pesquisadora de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF).
  • Rafaela Mesquita Gonsalves, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

    Graduanda em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integrante do Laboratório de Pesquisa e Extensão em Meio Ambiente e Sociedade (Lemas/UFRJ).

  • João Matheus Ferreira, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Graduando em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integrante do Laboratório de Pesquisa e Extensão em Meio Ambiente e Sociedade (Lemas/UFRJ).

  • Wendell Dias de Paula, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

    Graduando em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integrante do Laboratório de Pesquisa e Extensão em Meio Ambiente e Sociedade (Lemas/UFRJ).

  • Vinícius Pereira de Barros e Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

    Graduando em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integrante do Laboratório de Pesquisa e Extensão em Meio Ambiente e Sociedade (Lemas/UFRJ).

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Publicado

02-04-2026

Como Citar

O ESTADO DA ARTE DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ENTRE 1981 E 2025. (2026). Planejamento E Políticas Públicas, 72. https://doi.org/10.38116/ppp72art2