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07/04/2010 10:46

Ipea lançou 3ª edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental

Artigos aprofundam o debate sobre temas como políticas públicas, biocombustíveis, e transporte público

Foto: Sidney Murrieta
Liana Carleial, diretora de Estudos Regionais, Urbanos e
Ambientais, durante a apresentação do boletim

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta terça-feira (6), às 15h, em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES, auditório do subsolo), a terceira edição de seu Boletim Regional, Urbano e Ambiental.
 
Produzido pela Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur), o boletim contém 14 ensaios que abordam as três grandes áreas dessa diretoria. O editor da publicação, Carlos Wagner, ressalta que o documento, que contou com a participação de professores de universidades convidados, traz uma característica diferente para uma estratégia de desenvolvimento regional na medida em que propõe novas institucionalidades, novos arranjos entre firma e Estado. "O objetivo é a construção de instrumentos que permitam que essa proposta possa ser aplicada", afirmou a diretora da Dirur, Liana Carleial.
 
Liana ressaltou ainda que, apesar de todo esforço regional e do conjunto de políticas públicas, permanecem fortes desigualdades. A região Nordeste tem a mesma participação no PIB brasileiro que tinha 50 anos atrás. "Não basta aumentar a participação das regiões mais empobrecidas no PIB, é fundamental que suas estruturas produtivas se alterem, fiquem mais densas, e impeçam vazamentos de renda que acontecem desde o século passado", defendeu.
 
A terceira edição analisa o desenvolvimento regional, as políticas públicas vinculadas ao desenvolvimento territorial, o pólo industrial de Manaus, além do futuro dos biocombustíveis, e o mercado de carbono. Há uma reflexão sobre o falso dilema entre conservação e desenvolvimento que permeia a discussão sobre a política ambiental e o desenvolvimento do Brasil.
 
O boletim aborda também o fenômeno da fragmentação produtiva, o planejamento de regiões metropolitanas brasileiras, a atual dinâmica territorial do estado de São Paulo e os efeitos da variação da tarifa e da renda da população sobre a demanda de transporte público coletivo urbano no Brasil.
 
Colapso do transporte público
Sobre esse tema, o técnico do Ipea Carlos Henrique de Carvalho verificou que nos últimos 15 anos houve uma tendência forte de aumento real do preço da tarifa de transporte público urbano no Brasil. "Houve um aumento de 70% acima da inflação na tarifa de ônibus, enquanto a renda da população estava em queda. A conjunção desses fatores provocou uma queda de 30% da demanda de transporte público. Essa tendência de crescimento da tarifa continua, porém a demanda se estabilizou em função do aumento de renda que ocorreu a partir de 2003, com a elevação do salário mínimo", disse.
 
Segundo ele, se houver uma queda de renda, o transporte público pode entrar em colapso, porque as tarifas continuam subindo muito acima da inflação, e o que vinha amortecendo esse efeito em termos de mobilidade das pessoas era o aumento de renda. "Não vai ter outra opção senão usar intensivamente o transporte individual, provocando mais poluição, mais acidentes, mais congestionamentos", alertou.

Leia a íntegra do Boletim Regional, Urbano e Ambiental nº 3

 
 

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