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04/08/2009 00:00
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Metas para planejar o futuro
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INFRAESTRUTURA Para a implantação das metas, o Ipea já dispõe de software que permite o cadastramento e acompanhamento de sua execução, com emissão de relatórios gerenciais. Além disso, o Ipea realizou a atualização de todo o parque tecnológico da instituição por meio da aquisição de novos equipamentos e da modernização de sua infraestrutura de rede.

Os gastos do instituto com tecnologia foram uma das prioridades nos últimos dois anos. Em 2008, foram destinados para esta área R$ 7,2 milhões, sendo integralmente executados. Para 2009, a expectativa é de que a área receba R$ 5,5 milhões, entre despesas de custeio e investimento, para que haja o pleno atendimento de suas demandas e cumprimento das metas estabelecidas no Ciclo de Planejamento Estratégico - 2009. Porém, ainda há o risco de contingenciamento.

Entre 2007 e 2009, o Ipea comprou 535 novos computadores. Até o fim do primeiro semestre deste ano o órgão deve adquirir mais 200 novas máquinas, sendo que as antigas estações de trabalho serão doadas para programas de inclusão digital. Com isso, alcançaremos em 2009 um índice de 0% de obsolescência do parque de estações de trabalho.

A quantidade de notebooks de última geração também aumentou: de dez em 2007 para 40 em 2009. Até meados deste ano, o instituto deverá adquirir mais 20 unidades. Para que esses dispositivos possam ter acesso à Internet de qualquer lugar, será objeto de processo licitatório a compra de placas de banda larga 3G e também smartphones, que permitirão o acesso aos serviços de Internet e da intranet do Ipea. Atualmente o instituto possui somente dez acessos móveis e a meta é triplicar este número. Durante estes dois anos também houve expressivo aumento da capacidade de armazenamento de dados (de 5 terabytes em 2007 para 75tb em 2009), ampliação dos servidores de rede (de 18 em 2007 para 38 em 2009), renovação de toda a infraestrutura que permite o acesso dos computadores aos recursos compartilhados e acréscimo de 20% do número de pontos de rede.

Além disso, houve ampliação de 160% da capacidade de vazão de tráfego que provê acesso à Internet. Segundo o coordenador geral de Modernização e Tecnologia da Informação do Ipea, Edvaldo Noleto, todas as ações realizadas na área de tecnologia do órgão visam a garantir melhores condições de trabalho aos seus técnicos de modo a possibilitar atingir as metas institucionais. "Estamos instituindo melhores práticas na área de tecnologia para termos como foco o alcance efetivo dos resultados", afirmou. "As metas começam a demandar um nível de qualidade enorme dos gestores. Isto como perspectiva de futuro é muito importante para elevar o nível de maturidade da gestão de tecnologia no Ipea", completou Noleto.

OUTROS CASOS A iniciativa não é uma novidade entre os órgãos públicos. A Secretaria do Tesouro Nacional, a Advocacia Geral da União (AGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) já fizeram programas semelhantes a esse. Em todas as instituições, o principal foco está voltado para a obtenção de resultados para atender melhor a sociedade.

O TCU é um dos órgãos que adota esta prática há mais tempo, desde 1999. O planejamento estratégico deles é feito a cada cinco anos e revisado anualmente. Além disso, há uma revisão do plano anual nas unidades regionais da instituição para que as metas sejam adequadas à necessidade de cada uma das unidades.

Segundo o secretário de Planejamento e Gestão do TCU, Cláudio Sarian, o órgão percebeu a necessidade de levar resultados a sociedade. "Há cerca de dez anos percebemos que era preciso estudar os rumos e as diretrizes que a instituição deve seguir. A necessidade vem da exigência de se mostrar e alcançar resultados que reflitam a missão da instituição", afirmou.

De acordo com Sarian, o TCU deu início a esse projeto, após fazer um estudo das fraquezas e pontos fortes da instituição. Com isso, foi feito um plano com metas para acabar com as fraquezas e aumentar o número de pontos positivos. "O plano nos auxiliou a descobrir um caminho seguro para encontrar bons resultados", disse o secretário do TCU. "Com o plano, temos uma prestação de serviço público de maior qualidade, além da capacidade de demonstrar resultados da atuação institucional de forma concreta", completou.

Sarian apontou quais as principais dificuldades na hora de se traçar as metas, que segundo ele, é conseguir a integração entre todas as unidades da instituição. Outro ponto: "Não se define um plano com metas facilmente alcançáveis, é preciso ser inovador e para isso é preciso um comprometimento de cada unidade do órgão", declarou. Para o secretário, ao fazer um planejamento estratégico é preciso ter cuidado com sua implantação. "A implementação é difícil, mas é preciso fazer corretamente. O cuidado não está só na elaboração, mas em sua implantação."



 
 

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