Facebook Facebook Twitter LinkedIn Youtube Flickr SoundCloud
noticias
09/12/2021 19:12

Pandemia impôs restrições às exportações de carnes brasileiras ao mercado global


Medidas sanitárias de controle adotadas por China, Coreia do Sul e Filipinas, a partir de 2020, impactaram no comércio brasileiro de proteína animal

O agravamento da crise sanitária da Covid-19 impactou negativamente nas exportações de carnes brasileiras ao mercado global. De acordo com estudo divulgado nesta quinta-feira (9/12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), parceiros comerciais tradicionais como China, Coreia do Sul e Filipinas passaram a restringir, a partir de 2020, as importações de proteína animal brasileira como medidas sanitárias de controle. A medida foi adotada mesmo não havendo evidências científicas que indiquem a presença do SARS-COV-2, agente causador as Covid-19, nos produtos brasileiros de exportação.

A pesquisa conclui que a pandemia trouxe novos desafios regulatórios para a indústria agropecuária, atualmente em debates, em entidades como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Os órgãos permitem que os países definam padrões próprios de segurança alimentar e proteção, contanto que os regulamentos individuais sejam não discriminatórios e baseados em evidências científicas.

O levantamento mostra ainda que o Brasil ocupa atualmente a posição de líder mundial nas exportações de carnes ao mercado internacional, com 20% de participação nas exportações globais, seguido da Argentina (17%) e Índia (17%). A preocupação, segundo o estudo, é que outros países também passem a adotar medidas sanitárias de controle aos produtos agropecuários exportados pelo Brasil.

O estudo foi elaborado pela pesquisadora associada Michelle Márcia Martins e supervisionado pelo coordenador de Estudos em Relações Econômicas Internacionais do Ipea, Fernando Ribeiro, que destacaram o cenário desafiador ao mercado de carnes brasileiros, que segundo eles, tem sido um setor estratégico na agenda de comércio exterior do país. “O mercado global precisa debater a redução da heterogeneidade aplicada ao setor de proteína animal e buscar uma convergência regulatória e sistemas de defesa sanitários unificados. Essas são algumas medidas que realmente podem promover harmonização e a segurança no mercado internacional de proteína animal”, argumentou Ribeiro.

O levantamento também destaca o papel do Brasil, como importante parceiro estratégico mundial no agronegócio e no fornecimento de proteína animal, para engajar outros mercados por novos paradigmas sanitários e de boas condutas de segurança alimentar, incluindo as políticas de prevenção, detecção, gestão e resposta aos riscos relacionados ao surgimento de zoonoses.

Leia o estudo na íntegra.

Assessoria de Imprensa e Comunicação
(21) 98556-3093
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

 
 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.
Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada


Política de Privacidade
Expediente – Assessoria de Imprensa e Comunicação