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23/11/2021 19:52

Estudo avalia como promover o desenvolvimento do interior brasileiro


Projeto do Ipea busca consolidar cidades médias no país

Estudo em elaboração pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia como consolidar uma rede de cidades de médio porte, de forma a promover a desconcentração e a interiorização do desenvolvimento regional do país. O tema foi discutido em webinar realizado nesta terça-feira (23/11), intitulado ‘Competitividade e Governança das Cidades Médias do Brasil’. Segundo o diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur/Ipea), Nilo Saccaro Junior, o objetivo geral do projeto é apresentar um quadro de referências para subsidiar políticas públicas em cidades médias. “Essas cidades têm capacidade de consolidar um sistema desconcentrado, descentralizado de desenvolvimento, visando, principalmente, o aumento da competitividade e a melhoria da governança urbana, com seus instrumentos urbanísticos territoriais e ambientais”, explicou.

O diretor do Ipea enfatizou que o desenvolvimento territorial e urbano deve ser sustentável, tanto ambiental quanto financeiramente. “Todos concordam que há gargalos a serem superados para que tenhamos cidades mais eficientes economicamente e mais sustentáveis e mais inclusivas. Os principais gargalos podem ser relativos à infraestrutura, aos instrumentos de planejamento e gestão urbana e à própria regulamentação urbana”, comentou.

O subsecretário de Planejamento da Infraestrutura Subnacional no Ministério da Economia (ME), Fabio Ono, também concordou que o tema deve ser analisado sobre diferentes aspectos. “É fundamental ver a questão do desenvolvimento urbano sob diversas lentes, para além daquilo que comumente se observa, como urbanismo, mas também relacionando com outros aspectos com infraestrutura. Nas grandes metrópoles, é possível ver a complexidade da natureza dos problemas habitacionais encadeados com infraestrutura, saúde e outros temas de interesse dos cidadãos. O planejamento no modelo das cidades médias permite que elas possam crescer, mas de uma forma ordenada”, considerou.

O diretor de Geociências do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cláudio Stenner, destacou que há muita complexidade ao avaliar as cidades médias e as suas redes urbanas em relação à competitividade. “As cidades são extremamente complexas, não resta dúvida. A dificuldade começa pela própria definição do que é uma cidade. Podemos defini-la como um espaço de relações entre pessoas, que propicia a criação, a conexão com outros lugares”, avaliou.

A pesquisadora associada da Dirur, Diana Meirelles da Motta, que coordena o estudo, explicou que foram selecionadas 68 cidades médias segundo a centralidade urbana, a partir de vetores e indicadores que representam a dinâmica da rede urbana, o dinamismo demográfico, econômico, a centralidade na gestão empresarial, os fluxos na infraestrutura regional, centralidade da gestão pública, saúde e educação. “São considerados nessa seleção o papel da cidade média como polo de articulação e integração regional e função de apoio à desconcentração e fortalecimento da rede urbana. No estudo do potencial de competitividade das cidades médias, são utilizados indicadores tendo como ponto de partida os vetores de economia e finanças, logística e inovação”, informou.

Veja a íntegra do webinar promovido pelo Ipea.

 

 
 

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