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04/10/2021 14:00

Crise em empresa chinesa pode afetar exportações brasileiras de minério de ferro


Estudo analisa a relação comercial Brasil-China e os impactos da crise imobiliária na demanda e cotação da commodity mineral

Os efeitos da crise imobiliária gerados pela incorporadora chinesa Evergrande provocaram recentes pressões deflacionárias sobre a cotação internacional do minério de ferro. A análise é apresentada em estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta segunda-feira (4/10). A pesquisa projeta cenário futuro desafiador às exportações brasileiras do minério em resposta às projeções de redução da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto chinês, sobretudo no setor de construção civil.

O diagnóstico apresenta a tendência de estabilidade ou queda sobre a cotação do minério de ferro, em razão de possível redução da demanda de mercado. A relação comercial Brasil-China ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão, entre 1997 e 2020, impulsionado pelas commodities, com destaque para o minério de ferro. De acordo com a pesquisa, a demanda chinesa pela commodity representou 9% das exportações totais brasileiras, em 2020, elevando a importância estratégica do minério de ferro na agenda de comércio exterior brasileira.

O estudo também analisou o fluxo das exportações brasileiras de minério de ferro nas últimas décadas. Segundo o levantamento, as exportações brasileiras da commodity representavam menos de 6% de toda a pauta exportadora do país em 2000. Entretanto, os dados mostram que esse percentual alcançou aproximadamente 17% em 2011 e novamente agora em 2021, com a aceleração do crescimento do PIB chinês, induzido principalmente pela alta taxa de formação bruta de capital fixo.

Na avaliação do pesquisador do Ipea Rafael Leão, os efeitos da crise causada pela Evergrande sobre os preços do minério de ferro dão sinais de já estarem precificados. Entretanto, ele afirma ser necessário observar o comportamento do mercado e esperar as ações do governo chinês. “O Brasil está competitivamente bem posicionado para se manter relevante no mercado global do minério de ferro e especificamente no mercado chinês. Porém, deve estar atento sobre a existência de forças estruturais que impõe futuras pressões deflacionárias sobre a cotação da commodity”, analisou.

A pesquisa concluiu também que os recentes impactos e ajustes do mercado chinês sobre o minério de ferro brasileiro vão além da demanda de curto prazo de insumos para a construção civil. Na avaliação do estudo, a queda e a desaceleração do setor imobiliário refletem o processo de transformação observado no modelo de crescimento da economia chinesa.

Leia a íntegra do estudo.

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