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14/09/2021 10:00

Nova edição da PPP combina diversidade e ineditismo


Revista Planejamento e Políticas Públicas traz dez artigos selecionados, assinados por especialistas e acadêmicos

Uma avaliação dos leitos hospitalares, gerais e de unidades de terapia intensiva (UTIs) do Sistema Único de Saúde (SUS), feita antes da pandemia da Covid-19, já apontava que a distribuição da oferta em todo o país não era a ideal para atender toda a população de maneira equitativa. A análise baseada em dados de 2015 se relaciona com a conjuntura atual em que a oferta de leitos se mostra essencial para o enfrentamento da Covid-19, e abre a série de dez artigos do número 58 da revista Planejamento e Políticas Públicas (PPP), que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lança nesta terça-feira (14/9).

Apesar de não abordar diretamente a pandemia de Covid-19, o primeiro artigo da PPP apresenta uma avaliação dos parâmetros mínimos de oferta para os leitos SUS no Brasil, em 2015. Os autores Lucas Resende de Carvalho, Mônica Viegas Andrade e Pedro Vasconcelos Maia do Amaral assinam o artigo que analisa como mudanças em portarias que regulam o tema podem afetar a distribuição da oferta de leitos hospitalares, gerais e de Unidades de Tratamento Intensivas (UTIs).

Com diversidade temática, a nova edição da revista PPP contempla autores de vários estados. Predominam especialistas baseados principalmente no Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro, seguidos pelo Rio Grande do Sul, Tocantins, Paraná e pelo Distrito Federal. São professores de universidades federais em sua maioria, bem como especialistas em planejamento, gestores públicos e formuladores de políticas públicas.

A edição número 58 da PPP traz também dois artigos abordando temas urbanos, metropolitanos e regionais, que são relativamente pouco comuns na publicação, como informa o editor da revista, Cleandro Krause, pesquisador do Ipea na Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur). Um deles, assinado por Angela Moulin Simões Penalva Santos, Rosangela Marina Luft e Pedro Henrique Ramos Prado Vasques, analisa a governança da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e os desafios de coordenação entre União, estado e municípios. O outro, de autoria de Ricardo da Silva Santana, Lílian dos Santos Fontes Pereira Bracarense, Joaquim José Guilherme de Aragão e José Matsuo Shimoishi, com uma abordagem regional, avalia uma Parceria Público-Privada na hidrovia do rio Tocantins.

Os leitores da PPP terão oportunidade de encontrar outra abordagem menos frequente nas edições da revista, que são os artigos sobre políticas públicas em perspectiva histórica. O artigo ‘Ousadia providencial ou realismo cordato? Marcha forçada, ajuste recessivo e o balanço de pagamentos na década de 1980’, assinado por Ivan Colangelo Salomão e Augusta Pelinski Raiher, avalia a contribuição do II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) na reversão do déficit do balanço de pagamentos, de 1983 a 1984.

A revista PPP tem seus artigos editados por ordem cronológica de aceitação e, em seu número 58, também conta com dois estudos sobre política agrícola: um discute o impacto da posse da terra do agricultor familiar sobre o acesso ao crédito rural e o outro analisa o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural e seu impacto na área plantada e na produtividade agrícola dos assegurados. De tema correlato, outro artigo da PPP trata de segurança alimentar, composição domiciliar e pobreza no Brasil, estudo elaborado a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) para o período 2004-2013.

Com edições trimestrais, a revista PPP mudou bastante o perfil desde a primeira edição em 1989. Krause observou que, no início, a revista era semestral, e cada nova edição tinha o conteúdo definido por seu corpo editorial. “Hoje, além de trimestral, não há tema específico. A revista tem fluxo contínuo, ou seja, os temas são resultantes do processo de avaliação dos artigos submetidos à PPP”, destacou que editor que trabalha em conjunto com o coeditor Igor Ferraz da Fonseca, também pesquisador do Ipea na Diest. Os artigos são submetidos à avaliação do tipo “duplo-cega” por pareceristas que colaboram para assegurar a qualidade científica em cada número da PPP.

Acesse a íntegra da Revista PPP.

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