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03/08/2021 14:51

Brasil gera 45% de energia renovável e lidera transição energética no Brics


Estudo destaca progresso na matriz energética brasileira com o uso de fontes renováveis e potencial para cooperação bilateral

O Brasil passou a assumir papel de liderança no processo de transição energética com a utilização de energias renováveis, no bloco dos Brics, composto ainda por Rússia, Índia, China e África do Sul. A conclusão consta em estudo divulgado nesta terça-feira (3/8) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com os dados, a matriz energética brasileira, em 2019, foi formada por 45% de fontes renováveis e 54% de fontes fósseis. Os números superam com vantagem os demais países do bloco analisando indicadores sobre a utilização de energias renováveis como forma de mitigar as emissões de carbono relacionadas à mudança climática.

A pesquisa utilizou dados oficiais divulgados pela ‘Statistical Review Of World Energy’. Segundo o estudo, a utilização de biocombustível representa, atualmente, na matriz energética do Brasil, 7%; eólica e solar alcançam a participação de 4,5%; e a biomassa 4%. A pesquisa observa ainda que o processo de expansão do país na utilização de fontes renováveis tem compensado gradualmente perdas de participação das hidrelétricas no modelo de política energética.

O estudo informa, em contrapartida, que a matriz energética dos demais países do Brics está altamente concentrada na utilização de energias fósseis. O maior percentual foi registrado na África do Sul, com a matriz energética formada por 97% de energia fóssil, seguida de Rússia (94%), que se se caracteriza pela elevada utilização de petróleo, Índia (92%) e China (87%).

Na avaliação do pesquisador associado do Ipea Luciano Losekann e do diretor de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Ipea, Ivan Oliveira, os dados apontam o progresso do Brasil no processo de transição energética. Segundo eles, o país tem demonstrando potencial para a adoção de fontes renováveis e pode contribuir para acordos bilaterais no cenário global. “O Brasil tem uma condição única dentro dos Brics, com forte participação de energias renováveis na matriz energética. Esse potencial abre inúmeras possibilidades de cooperação e incentivo ao uso de fontes renováveis no bloco”, argumentou Oliveira.

Consumo Global

O estudo revela ainda que, como um bloco econômico, os países do Brics têm elevada participação no consumo global de energia (38% do total). A China tem sido a principal impulsionadora da demanda energética mundial nas últimas décadas. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a Índia deverá ocupar futuramente o posto de propulsor da demanda energética nas próximas décadas.

A pesquisa também apresenta como conclusão que o Brics apresenta alta produção global de energia originada a partir de fontes fósseis, mas que vem se engajando nos esforços de redução de emissões, ainda que tardiamente em relação aos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse cenário, a produção de gás natural tem representado um passo importante para o processo de descarbonização, assim como ocorreu em países que integram esta organização.

Acesse o estudo ‘Transição Energética e Potencial de Cooperação nos Brics em Energias Renováveis e Gás Natural’.

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