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15/04/2021 10:48

Estudo analisa participação de investidores institucionais na infraestrutura brasileira


Pesquisa estimou fluxo de recursos investidos por fundos de pensão, seguradoras, fundos de investimento e fundos soberanos na infraestrutura do país na próxima década

Estudo publicado nesta quinta-feira (15), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), avalia a possibilidade de aumentar o investimento privado em infraestrutura por meio de maior participação de recursos de investidores institucionais, como fundos de pensão, seguradoras, fundos de investimento e fundos soberanos.

Para a próxima década, o volume de recursos em potencial estimado para o Brasil está entre US$ 9 bilhões e US$ 17 bilhões anuais, o que equivale a cerca de 0,5% e 0,9% do PIB de 2019, dependendo dos cenários considerados. “No melhor cenário, mantendo-se os níveis atuais de investimento em infraestrutura, em torno de 2% do PIB, o fluxo potencial de institucionais poderia elevar o nível de investimento para 3% do PIB, valor considerável, porém, ainda aquém da meta estimada de 4% do PIB ao ano”, informou a pesquisadora da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação e Infraestrutura (Diset) do Ipea, Katia Rocha.

A pesquisadora considerou que a maior participação dos investidores institucionais, globais (OCDE) e domésticos, se configura em uma importante fonte de recursos de longo prazo para infraestrutura no Brasil, especialmente diante da atual limitação do financiamento público no setor. Ela pontuou ainda que a classe de ativos do segmento infraestrutura possui características desejáveis a esses investidores, como proteção contra inflação e ciclos econômicos, oportunidades de diversificação, estabilidade temporal dos fluxos de caixa que fornecem hedge e funding à longa duração dos seus passivos, além de retornos justos e com atrativos a longo prazo, em especial, no cenário atual de baixas taxas de juros internacionais.

O estudo estima o volume potencial dos ativos sob gestão dos institucionais, que cresceram cerca de 6% ao ano na última década e, atualmente, superam a marca de US$ 117 trilhões, em nível global (OCDE), e US$ 1,8 trilhão no Brasil. A partir de restrições estruturais de liquidez, tamanho e perfil por tipo de institucional, o valor pode ser reduzido em pelo menos 50% do volume inicial para investimentos de longo prazo. Também considera uma expectativa de aumento da ordem de 2% a 3% na alocação da careira desses investidores para a classe de ativos de infraestrutura na próxima década.

“O desafio de aumentar o investimento em infraestrutura requer ação simultânea em várias frentes, com constantes melhorias na qualidade dos investimentos públicos, na seleção e estruturação de projetos e no fortalecimento da capacidade regulatória e institucional, de forma a atrair investimentos privados para o setor”, examinou a pesquisadora.

Nesse sentido, o estudo sugere que a agenda relacionada ao tema deve abranger maior segurança jurídica, estabilidade regulatória, desburocratização, abertura econômica, desenvolvimento da infraestrutura como uma classe de ativos financeiro, fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada, além de medidas de desestatização.

Leia a íntegra do estudo

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