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20/05/2020 11:23

Nota Técnica - 2020 - Maio - Número 64 - Diset

Políticas públicas para pesquisa e inovação frente à crise da Covid-19


Autores: Fernanda De Negri e Priscila Koeller

 

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Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, em 30 de janeiro, muitos países adotaram medidas econômicas para responder a essa situação sem precedentes. Embora a maioria delas esteja voltada aos sistemas de saúde e à redução dos impactos sobre o emprego, a renda e as empresas, há, também, um conjunto de medidas específicas para reforçar as pesquisas sobre a Covid-19 e para sustentar a capacidade de inovação das empresas atingidas pela crise.

Mais do que nunca, há o reconhecimento de que a saída da crise sanitária, econômica e social provocada
pela Covid-19 vai depender fortemente da capacidade de produção de conhecimento e de novas tecnologias. Muitos pesquisadores já têm apontado que um retorno completo à normalidade em todos os países só será possível a partir do momento em que for descoberta uma vacina ou, pelo menos, um tratamento eficaz para a doença. Essa afirmação decorre da possibilidade de que o vírus se torne endêmico e persistente, e que, portanto, controlá-lo demandará vacinar pelo menos 6 bilhões de pessoas no mundo todo.

Os desafios científicos e tecnológicos colocados pelo vírus vão, contudo, muito além da vacina. Existem muitas perguntas em relação à doença ainda sem respostas, desde questões epidemiológicas3 (efeitos da doença, potencial de transmissão do vírus, parcela da população mais vulnerável, fatores de risco etc.) até protocolos mais eficientes de tratamento e prevenção. Mesmo antes da descoberta de uma vacina, é possível avançar em terapias auxiliares e de suporte, capazes de ajudar os países a lidar melhor com os impactos sociais e econômicos da pandemia. Novos equipamentos de proteção, respiradores, testes mais rápidos e eficientes demandam novos conhecimentos e tecnologias.

Uma vez descoberta a vacina, existirá ainda o desafio tecnológico de produzi-la em larga escala e pouco tempo, em um cenário no qual os insumos médicos e farmacêuticos são escassos e produzidos por alguns poucos países. Para os em desenvolvimento, como o Brasil, que dependem fortemente da importação de equipamentos médicos e de insumos farmacêuticos, esses desafios são ainda maiores.

Todas essas questões necessitam de um esforço de pesquisa e de inovação muito grande e ágil, para que possam dar respostas em tempo de minimizar os efeitos da crise na sociedade. Por essa razão, muitos governos estão coordenando iniciativas, alocando recursos adicionais para fomentar a pesquisa e a inovação, mobilizando universidades, instituições de pesquisa e empresas, e definindo prioridades de pesquisa adequadas às suas realidades. O auxílio da comunidade científica tem sido essencial, em muitos países, para a definição de políticas de controle e mitigação da pandemia, bem como dos desafios científicos e tecnológicos prioritários. Como este é um problema global, também é possível identificar um movimento de coordenação internacional das pesquisas sobre a Covid-19, capitaneado pela OMS e por instituições multilaterais de pesquisa.

Esta nota técnica procura mapear as políticas para pesquisa e inovação que estão sendo adotadas, em alguns países, a fim de se buscarem soluções para a crise. Mais do que recursos disponibilizados pelos governos nacionais para pesquisas sobre a doença, busca-se identificar medidas adotadas para preservar a capacidade de inovação das empresas e de que forma os governos têm articulado suas ações internacionalmente e com a comunidade científica.

 

 
 

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