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20/05/2020 10:10

Países investem em pesquisa e inovação para superar a pandemia de Covid-19

Estudo do Ipea indica que enfrentamento da crise sanitária passa por mais investimento em ciência e tecnologia

Investimento em ciência, tecnologia e inovação é a saída que diversos países têm adotado para enfrentar a crise sanitária do novo coronavírus. Estudo divulgado nesta terça-feira, 19, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que, além da corrida para descobrir uma vacina ou um medicamento que combata a doença, governos em todo o mundo têm destinado recursos financeiros para fortalecer empresas de inovação e projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que invistam em ciência e tecnologia de insumos de saúde pública.

Países como a Alemanha e o Canadá criaram fundos de investimentos para apoiar empresas inovadoras em iniciativas voltadas a minimizar os impactos da Covid-19. Já o Reino Unido e os Estados Unidos estão investindo diretamente em pesquisa e conhecimento. De acordo com o estudo do Ipea, o Canadá está destinando 11,8% de seu orçamento federal em P&D para ações em pesquisa e inovação contra o novo coronavírus. O Reino Unido, 10,8%, a Alemanha, 6,3%, e os Estados Unidos, 4,1%.

As autoras da nota técnica “Políticas Públicas para Pesquisa e Inovação em Face da Crise da Covid-19” identificaram que, no Brasil, os recursos aplicados no combate à doença não passam de 1,8% do valor total destinado a P&D no ano passado. Dois editais foram abertos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) para selecionar projetos com o objetivo de desenvolver técnicas de combate à Covid-19. No total, foram disponibilizados cerca de R$ 60 milhões, em recursos da União. “Esse valor ainda é pequeno quando comparado ao de outros países. É preciso ter investimentos agressivos e rápidos em tecnologia para combater os efeitos do vírus ou, ao menos, mitigá-los”, afirma a economista e pesquisadora do Ipea Fernanda De Negri. O resultado dos editais deve ser divulgado em junho.

Para ela, é fundamental o governo articular políticas e estratégias de investimento em pesquisa e inovação, de forma que o Brasil não fique à mercê do que será desenvolvido por outros países. Ela cita como exemplo a produção de respiradores, testes rápidos e equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas, capotes e toucas protetoras. “Poderíamos produzir alternativas para esses itens, sem depender da importação de equipamentos médicos e de insumos farmacêuticos”, acredita.

De Negri lembra que os desafios científicos e tecnológicos colocados pelo vírus vão muito além de descobrir uma vacina ou um medicamento de combate à doença. “Protocolos de tratamento e prevenção, terapias auxiliares e de suporte para enfrentar a Covid-19 também estão entre os insumos que devem ser levados em consideração quando se fala em investir em pesquisa e desenvolvimento para a área da saúde”, conclui.

Leia aqui o estudo na íntegra

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