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12/05/2020 16:36

Índice de isolamento social caiu 20% no país desde março

Causas incluem relaxamento das medidas legais e fadiga da população

Governos estaduais e municipais relaxaram em cerca de 10% as medidas legais de distanciamento social adotadas desde março como estratégia de combate à pandemia do novo coronavírus. O índice de isolamento social, no entanto, caiu ainda mais, indicando uma espécie de fadiga das medidas por parte da população. Essa é uma das conclusões do estudo “Covid-19 e medidas legais de distanciamento social: descentralização das políticas, relação com o número de óbitos e análise do período de 27 de abril a 10 de maio de 2020”, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Na primeira semana da quarentena, entre 23 a 27 de março, as medidas legais de distanciamento foram classificadas com 6,6 pontos numa escala de 0 a 10. No mesmo período, a taxa de isolamento social – que indica o percentual da população que está efetivamente em quarentena - foi de 53%. Já no período entre 4 e 8 de maio, o indicador de medidas legais de distanciamento social recuou para 6 pontos, enquanto o índice de isolamento social caiu proporcionalmente mais – para 43%.

O estudo revela que os estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Rondônia, Espírito Santo e Goiás preferiram abrandar as normas pois provavelmente consideraram que o número de óbitos não era muito alto. Já Ceará, Pernambuco e São Paulo mantiveram medidas restritivas rigorosas quando o número de óbitos chegou a níveis bastante elevados.

Para as regiões que relaxaram as medidas, o reflexo na economia provavelmente será menos severo no curto prazo. No entanto, caso as taxas de transmissão cresçam e o sistema de saúde seja sobrecarregado, esse benefício pode ser rapidamente perdido, alerta o estudo.

“Quanto maior a gravidade da epidemia e quanto menos a população responder positivamente a medidas de distanciamento vigentes, maior a pressão sobre governos para que estes adotem medidas mais rigorosas de isolamento, incluindo lockdowns”, avalia o economista e pesquisador do Ipea responsável pelo estudo, Rodrigo Fracalossi de Moraes. Algumas capitais recorreram a esse sistema, como Belém (PA) e Fortaleza (CE).

Ele ressalta, porém, que a circulação de pessoas não depende apenas das medidas legais de distanciamento social. “A maior circulação da população também depende do quanto as pessoas estão conscientes sobre a importância do isolamento ou do quanto temem ser infectadas”, afirma.

O estudo sugere, ainda, que a saída da quarentena deve seguir critérios objetivos e padronizados - levando em consideração taxas de transmissão do vírus, números de casos e de óbitos e disponibilidade de leitos de UTI, por exemplo - a fim de evitar um retorno desordenado.


Leia aqui o estudo na íntegra

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