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06/03/2020 12:14

Política de combate à violência do Espírito Santo reduz homicídios em quase 40%

Estudo do Ipea analisa dados de 2010 a 2014 e estima que 1.711 vidas foram poupadas

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a política de segurança pública no estado do Espírito Santo, cujo carro-chefe foi o Programa Estado Presente, gerou um impacto em termos da redução do número de homicídios na ordem de 39,2%, entre 2010 e 2014. A análise mostra que se não fosse a política adotada, o número de homicídios não apenas não teria diminuído 10,2%, mas teria aumentado 29% no mesmo período. A projeção leva em conta variáveis como fatores sociais e econômicos relacionados à criminalidade.

O Espírito Santo esteve entre os três estados mais violentos do país entre 1993 e 2012. Em 2009, a taxa de homicídios era mais do que o dobro da média nacional: 56,9 por 100 mil habitantes. O Programa Estado Presente custou R$ 523 milhões e foi criado com o objetivo de reduzir índices de homicídios em áreas com maior vulnerabilidade social.

De acordo com o pesquisador Daniel Cerqueira, um dos autores do estudo do Ipea, cada real gasto gerou um ganho de bem-estar social equivalente a R$ 2,4. “Além disso, em termos estatísticos, 1.711 vidas foram poupadas como consequência da política capixaba”, avalia.

Para melhorar a qualidade de vida da população mais vulnerável, foram implantados projetos nas seguintes áreas: saúde, educação, esportes, cultura, ordenamento urbano e habitacional, direito e inclusão social.

Graças à implementação do programa e aos investimentos para o saneamento do sistema prisional, o Espírito Santo saiu da condição de segundo no ranking para o 19º estado mais violento do país entre 2010 e 2014. Em 10 anos (2007 a 2017), o Espírito Santo reduziu em 18,1% a taxa de homicídios, de acordo com dados do Atlas da Violência. Em fevereiro de 2019, o programa foi retomado no estado.

De acordo com o estudo, o modelo de gestão orientado para resultados e com práticas que mesclem a qualificação do trabalho policial e ações multissetoriais preventivas focalizadas nos jovens residentes dos territórios mais conflagrados salva vidas, além de ser economicamente viável.

Acesse a íntegra do estudo.

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