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03/12/2019 18:09

PIB mostra que retomada do crescimento ganha força, avalia Ipea


Embora a demanda interna esteja aquecida, cenário externo ainda é incerto, alertam os pesquisadores do Grupo de Conjuntura do instituto

O produto interno bruto (PIB) do Brasil avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com o trimestre anterior, e 1,2% na comparação interanual. Com base no Sistema de Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo IBGE nesta terça, 03/12, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) analisa os números por meio do documento Atividade Econômica: desempenho do PIB. O resultado registra o bom desempenho bastante disseminado da atividade econômica brasileira, já identificado em projeções anteriores feitas pelo instituto.

A análise do PIB considera dois grandes grupos: de um lado, a demanda interna, medida pelo consumo das famílias, pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e pelo consumo do governo, e, de outro, as exportações líquidas. No terceiro trimestre de 2019, a liberação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), aliada à baixa histórica da taxa de juros — que possibilitou o aquecimento do mercado de crédito —, contribuiu para o avanço de 0,8% no ritmo do consumo das famílias, em relação ao segundo trimestre de 2019.

Já a FBCF avançou 2%, após uma alta de 3% no segundo trimestre. O destaque positivo ficou por conta do desempenho da construção civil – setor que possui maior peso em seus resultados. A demanda por máquinas e equipamentos também voltou a contribuir positivamente para os investimentos. Já o consumo do governo, conforme esperado, apresentou queda de 0,4%, em resposta à política de contenção fiscal.

Quanto às exportações, responsáveis por inibir uma expansão maior do PIB no terceiro trimestre do ano, a análise credita grande parte do resultado ao fraco desempenho da indústria de transformação — que segue desacelerando (-1%) no terceiro trimestre em comparação ao período anterior — impactado pela queda das vendas externas de manufaturados para a Argentina. A retração apurada de 1,1% nas exportações líquidas no mesmo trimestre, segundo a análise do Ipea, se deve ainda à guerra tarifária entre Estados Unidos e China. Essas questões têm impactado a balança comercial ao longo no ano, explica o pesquisador do Instituto e autor da análise, Leonardo Mello de Carvalho. "É um reflexo de uma desaceleração do PIB mundial, tanto por questões econômicas e geopolíticas", conclui.

 
 

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