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12/04/2010 17:41

Ipea lançou estudo sobre ações sociais em congresso no Rio

 A pesquisadora Anna Peliano apresentou estudo no 6º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife)

Apenas 16% das cerca de 95 mil empresas que atuam no social no Brasil declararam possuir algum tipo de avaliação documental das ações sociais realizadas. As companhias, que na década de 1990 se diferenciavam por atuar no social, hoje se destacam no resultado obtido com a avaliação documental. As informações estão presentes no estudo Cultivando os Frutos Sociais: A Importância da Avaliação nas Ações das Empresas, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo foi lançado na sexta-feira, 9 de abril, pela pesquisadora Anna Peliano, durante o 6º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), no Sheraton Hotel & Resort (Avenida Niemeyer, 121, Leblon, Sala Lagoa), no Rio de Janeiro.

O uso da avaliação é recente e prevê algumas dificuldades como tempo, recurso e definição de instrumentos para a realização. Ainda há muita resistência dos gestores na avaliação. Segundo o estudo, 41% acham ser perda de tempo. Outras dificuldades seriam desenvolver um modelo simples e de recursos viáveis, capacitar a equipe interna e contornar tensões (corte de recursos, por exemplo).

No trabalho das empresas na área social, há interesses em parcerias e apoios e em legitimar a participação. No setor privado, a avaliação serve para corrigir rotas e elaborar formas de firmar a imagem da empresa, principalmente na comunidade em que atua. “A avaliação tem de ser instrumento de gestão, pois os resultados na área social são longos e difíceis. Às vezes resolve-se um problema e gera-se outro sem intenção”, argumentou Anna.

Em 2002, o Ipea divulgou a primeira Pesquisa Ação Social das Empresas (Pase) que gerou um mapeamento. Dos estabelecimentos empresariais do Brasil, 59% desenvolviam atividades sociais. Para isso, alocaram recursos da ordem de R$ 7,8 bilhões. Na segunda pesquisa, em 2006, houve uma retração, principalmente na região Sudeste, e os recursos chegaram à casa dos R$ 6 bilhões. Mesmo assim, a região continua sendo a de maior participação (25%), e um quarto das empresas tem avaliação estruturada.

A coordenadora do estudo lembrou que os investimentos das empresas não devem ser vistos como a solução dos problemas sociais. “É apenas ajuda. No setor privado, não há muito compromisso com o que é certo ou errado, há mais flexibilidade para as empresas adequarem seus projetos sociais.”, a pesquisadora afirma que a experiência que vem sendo desenvolvida pelas empresas no campo da avaliação social poderá, no futuro, contribuir para o aprimoramento das avaliações das políticas públicas.

Leia a íntegra do estudo 

 

 
 

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