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A Gazeta Digital (MT): O social precisa de dinheiro Da Editoria A campanha eleitoral está reprisando o filme que os brasileiros estão cansados de assistir. Não faltam promessas e, entre elas, sempre com muita ênfase a promessa de se investir no social, que sempre foi uma espécie de bandeira de lutas da grande maioria dos candidatos. Na prática pouco se faz, há poucos avanços. Desta vez não está sendo diferente e os brasileiro continua esperando programas sérios, e que tirem da miséria milhares de famílias. A situação do Brasil nesse importante setor não é das melhores e o próximo governo brasileiro deverá manter um grande volume de gastos para ampliar a cobertura de direitos sociais. Essa previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que aponta problemas já bastante conhecidos e que continua a espera de investimentos. Não é nenhuma novidade afirmar que é preciso aumentar o número de crianças nas creches e pré-escolas, elevar o número de adolescentes no ensino médio e melhorar a qualidade de toda a educação básica, além de incrementar o financiamento da saúde pública e o acesso à terra e à moradia urbana. O problema é que pouco se investe em programas voltados para essa finalidade. O Ipea prevê também que será preciso ampliar o direito à Previdência Social pois há uma parcela da população brasileira que, por não estar no mercado de trabalho, não está coberta pelo sistema previdenciário e sofre muito para receber atendimento. Os números do Ipea são claros e deve-se reconhecer que houve avanços, mas ainda estamos muitos distantes do necessário. Segundo os dados do Ipea, o gasto público com políticas sociais aumentou de 13,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1980 para 21,9% em 2005. Os gastos principais são com a Previdência Social (11,3% do PIB); Educação (4,1%) e Saúde (3,3%). Dessa forma é imprescindível que o próximo presidente da República continue investindo, aumentando os investimentos no social. Dessa forma, essa tendência de crescimento não será quebrada. Qualquer país precisa de um programa de reposição de renda para as famílias mais pobres. Isso é básico. Há de se reconhece também que a ampliação dos gastos sociais foi fundamental para o Brasil atravessar a crise financeira internacional que teve epicentro em setembro de 2008. Mas, não podemos esquecer também que apesar das melhorias dos últimos anos, o país para ser mais justo socialmente precisará de um sistema tributário que desestimule a concentração de patrimônio e riqueza e incida proporcionalmente menos nos trabalhadores de menor ganho. O país vai continuar precisando de investimentos como o Programa Bolsa Família. É evidente que o país não conseguiu criar um sistema mais justo durante a Assembleia Constituinte (1987-1988) e nem nos governos Fernando Henrique e Lula. Dessa forma, fica a esperança para o próximo governo, como todos esperam, seja mais justo e corrija as muitas distorções que ainda existem.  
O Estado de S. Paulo (SP): Dias Branco vai da massa ao cimento Com os R$ 410 milhões captados no IPO em 2006 ainda intactos, família investe em hotelaria, logística, construção civil e cimento Por Patrícia Cançado O empresário Francisco Ivens Dias Branco recebe a reportagem numa sala vazia, com quatro mesas e alguns porta-retratos com fotos de família, um dos poucos sinais de uso do espaço. Fazia alguns meses que o controlador não visitava o escritório da M. Dias Branco em São Caetano do Sul (SP), onde fica uma das fábricas de massas e biscoitos da companhia, a líder do setor. Quando pedimos para que posasse para a foto na fábrica, Ivens se recusou, com uma justificativa pouco usual para o dono de tudo aquilo: "Eu avisei que não passaria na fábrica hoje. Fica chato. O que o pessoal vai achar: que só venho aqui para tirar foto?" Na verdade, Ivens quer dar o recado de que não participa mais do dia a dia da indústria que ajudou a fundar ao lado do pai, o português Manuel, na década de 50. Aos 76 anos, o dono de uma das maiores fortunas do Nordeste não pretende parar. Ainda ocupa o cargo de presidente da companhia, mas hoje divide seu tempo com outros negócios. A família Dias Branco é dona de um terminal portuário em Aratu, na Bahia, constrói uma fábrica de cimento em Quixeré (CE), tem uma construtora regional de alto padrão (Idibra), dois hotéis em Fortaleza e é uma das acionistas do maior empreendimento hoteleiro da América Latina, o Aquiraz Riviera, em construção no litoral cearense (leia box acima). "A minha grande aposta é em infraestrutura. A ideia é que esses negócios possam gerar tanto dinheiro quanto a M. Dias Branco no futuro", acredita Ivens. Em 2009, a indústria de massas e biscoitos faturou R$ 2,3 bilhões e teve um lucro de R$ 346,4 milhões. Os investimentos não são modestos. A fábrica de cimento, por exemplo, vai exigir um aporte de R$ 350 milhões - metade virá da família Dias Branco e a outra será dividida entre os dois sócios, o empresário Juscelino Sarkis (ex-dono da Cimento Davi, vendida para a francesa Lafarge) e a Cooperativa dos Construtores do Ceará. A produção é estimada em 1 milhão de toneladas por ano. Para ter uma ideia, a Votorantim anunciou recentemente o projeto de uma fábrica de cimento no Ceará com capacidade anual de 750 mil toneladas. Incentivos. No Porto de Aratu, o clã já colocou R$ 300 milhões, segundo Ivens. E a ideia é investir outros R$ 200 milhões para ampliar a capacidade de armazenagem. Segundo o consultor cearense Tarcísio Pinheiro, da Tarcísio Pinheiro e Economistas Associados, o empresário foi atraído para a Bahia no começo da década por uma ação do então senador Antonio Carlos Magalhães e do ex-secretário da Indústria e Comércio do Estado, Benito Gama (PTB), para construção de um moinho de trigo e de uma fábrica com incentivos fiscais. "Foi então que ele vislumbrou a construção do porto. O terminal foi feito inicialmente para receber trigo em grão, mas hoje é grande exportador da soja e do milho produzido no oeste baiano", diz Pinheiro. O porto, segundo ele, está virando um negócio à parte. "Se eu tivesse 40 anos nesse Brasil de hoje, faria um estrago", diz Ivens. "Muito embora eu não tenha o vigor de antes, eu sinto que, devido ao meu temperamento, não posso parar de vez. Tenho de assistir de camarote." O que chama atenção é que boa parte dos investimentos vem sendo feita com capital próprio. Mais: os R$ 420 milhões levantados na abertura de capital, quase quatro anos atrás, permanecem intocados. "Por enquanto não tenho planos para esse dinheiro. Estamos sempre estudando novos negócios", conta Ivens. "Sempre tivemos a filosofia de não exacerbarmos os gastos, a família inteira foi criada no trabalho. Meu pai sempre foi muito conservador, desde o começo investiu seus tostões em imóveis." Português, Manuel Dias Branco veio tentar a sorte no Brasil em 1922, com apenas 18 anos. Começou trabalhando no comércio de Belém (PA), mas uma gripe severa acabou levando o jovem imigrante para a serra de Guaramiranga, no Ceará, para tratamento médico. Antes de criar a Fábrica Fortaleza com o filho Ivens, Manuel chegou a ter uma rede com oito padarias. Formiguinha. A indústria dos Dias Branco rapidamente se mostrou um negócio melhor que o das padarias, mas só começou a ficar grande na década de 90. Com um sistema de distribuição de formiguinha e focada no pequeno e médio varejo - filosofia que os guia até hoje -, a M. Dias se tornou um fenômeno na indústria de alimentos. No ramo de biscoitos, por exemplo, tem 22% das vendas no País, enquanto a participação das multinacionais Nestlé e Kraft, segunda e terceira colocadas, é menos da metade da sua. "Na teoria, é um sistema de distribuição ineficiente. Mas muitas empresas regionais de alimentos cresceram assim. As Kombis e vans saíam da Fábrica Fortaleza às 5h da manhã para chegar nas mercearias antes dos caminhões da Coca e da Souza Cruz. Assim, sobrava dinheiro para comprar os biscoitos e massas", diz Mansueto Almeida, economista do Ipea e estudioso da indústria regional. "É fato que a M. Dias foi beneficiada pelas políticas fiscais do Nordeste. Mas o Ivens é um empresário visionário, que caminhou para ganhar competitividade nacional." Segundo especialistas, o que também deu competitividade à M. Dias Branco foi a decisão de verticalizar a produção de massas e biscoitos. Hoje, 40% dela é feita com gordura vegetal própria e 60%, com farinha "feita em casa". O objetivo é atingir a autossuficiência em cinco anos. Concorrentes reclamam da agressividade da M. Dias Branco. "Como o mercado está estagnado, o que fica é uma competição acirrada entre os players. A M. Dias tem muita bala na agulha e compete por preço", diz um executivo da concorrência. Na última década, a indústria cearense aumentou seu poder de fogo ao comprar a Adria de um grupo argentino e a Bom Gosto, dona da marca Vitarella. Ivens avisa que não deve parar por aí. Obra polêmica Tido como o maior complexo hoteleiro do País, o Aquiraz Riviera - dos grupos portugueses Sol Verde e Dom Pedro e da família Dias Branco - é investigado pelo Ministério Público Federal. Uma das suspeitas é a utilização indevida das dunas. "Nossa perícia já constatou captação de água do lençol freático sem permissão do órgão de gestão de água", diz o procurador Alessander Sales. Outros resorts do litoral cearense também são investigados.  
Folha de S.Paulo (SP): Resíduos sólidos: bom negócio Coluna de Ricardo Young Depois de 20 anos tramitando pelo Congresso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi finalmente aprovada em março último. Trata-se de uma legislação abrangente e contemporânea, que abarca aspectos fundamentais do tema, inclusive conceitos de gestão sustentável, como ciclo de vida do produto e logística reversa, e está alinhada com o Processo de Marrakech, que vai ordenar a produção e o consumo consciente mundiais a partir de 2012. Essa lei também estabelece a responsabilidade compartilhada na destinação dos resíduos, ou seja, cada integrante da cadeia produtiva, bem como os órgãos e empresas responsáveis pela limpeza pública, têm uma parte a cumprir no manejo adequado dos resíduos. O objetivo é fazê-los retornar ao processo produtivo, reciclados, ou dar-lhes destino diferente do aterro sanitário. Para cumprir esta regra, a lei preconiza que a coleta seletiva deve ser feita prioritariamente por cooperativas de catadores. Reciclagem mais cooperativas de catadores fazem uma equação que pode abrir oportunidades infinitas de negócios sustentáveis e inovações para o país. Pois não estamos falando somente de reinserir os resíduos em uma nova cadeia de valor, mas na própria reengenharia do processo produtivo. Agora, desde a sua concepção, os produtos teriam que ser repensados de forma a produzir custos mínimos em sua reciclagem ou preços atraentes na revenda de resíduos ("logística reversa"), abrindo uma era de inovações sem precedentes, com aumento de renda e trabalho para os catadores e lucros para os empreendedores. Mercado não falta. O Brasil recicla apenas 12% de seu lixo e muitas indústrias têm importado "lixo limpo" (pasmem!). Entre 2008 e 2009, o país gastou 485 milhões de reais para comprar no exterior 223 mil toneladas de papelão, plástico, alumínio e outros insumos reciclados. O Brasil pode ganhar muito se der prioridade à reciclagem. O Ipea calculou quanto: R$ 8 bilhões por ano. O cálculo inclui os benefícios sociais e ambientais da atividade, os custos evitados e aqueles intrínsecos da coleta seletiva. A pesquisa também lista como ganho o acesso à cidadania que a coleta seletiva tem permitido a grupos sociais historicamente excluídos. A PNRS incentiva a mobilização de toda a sociedade para resolver um de seus grandes problemas, o lixo. Vamos precisar inverter processos e mudar comportamentos. Mas não é disso que trata a sustentabilidade? Eis a chance para construirmos uma cidade, um país e uma vida melhor. RICARDO YOUNG escreve às segundas-feiras nesta coluna.  
O Globo (RJ): A juventude rejeitada no mercado de trabalho Há quatro anos em busca de emprego, Camila é o retrato da dificuldade dos jovens nas regiões metropolitanas Por Catarina Alencastro Há quatro anos procurando emprego, a estudante Camila Reis Pinheiro, de 19 anos, contabiliza ao menos dez tentativas frustradas. Com pouquíssima experiência profissional - o único trabalho que teve foi cobrindo férias por dois meses em uma padaria - Camila já entregou seu currículo em várias lojas, sem nunca ter sido aprovada na seleção. Ela conta que, normalmente, são poucas vagas e muitos candidatos. Raramente recebe explicações sobre os motivos de ser rejeitada. A jovem diz que o fato de ser moradora de Samambaia, cidade-satélite a cerca de 30 km de Brasília, atrapalha um pouco, já que empregadores temem que ela não consiga cumprir o horário exigido. No fundo, acredita ser vítima de preconceito, por morar em um bairro pobre. O drama de Camila é vivido por milhares de jovens em todo o país. Nas regiões metropolitanas, quem tem até 24 anos sofre com os maiores índices de desemprego em relação às demais faixas etárias. Ainda que, ao longo dos anos, o número de desocupados venha caindo de forma sustentada, em 2007, segundo o Dieese, 63,4% dos jovens de até 17 anos estavam desempregados no Distrito Federal. Em Salvador, o percentual era de 51,8%; e em São Paulo, de 48,3%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 30,9% estavam sem emprego no DF; 37,9%, em Salvador; e 24,5%, em São Paulo. Naquele mesmo ano, a taxa média de desemprego foi de 9,7%, segundo o IBGE. Loja pede fotos para contratar Sem saber exatamente que características são desejáveis para conquistar a vaga de vendedora, Camila afirma que alguns locais exigem que a candidata seja bonita, bem-vestida e tenha noções de etiqueta. Em uma das lojas que tentou, e que faz parte do roteiro das patricinhas de Brasília, além do currículo, pediram que ela enviasse também uma foto. Depois de cumprir mais este requisito, ela foi informada de que a fotografia não estava boa e sugeriram que ela enviasse outra, o que ela também fez, mas nunca foi procurada para assumir a vaga que havia sido aberta. - Tem loja que quer gente perfeita de corpo e de rosto. Tem lugar que é muito exigente, só gosta de quem se veste bem. Quando você chega para entregar o currículo, os funcionários te olham dos pés à cabeça. Veem o jeito que você anda, como fala e como se expressa - diz, reclamando que nunca teve chance de fazer um curso para aprender a ser chique. De uma família de cinco filhos, na casa de Camila quem trabalha é a mãe, empregada doméstica, e o padrasto, gari noturno. A mãe, Maria Magna, arruma casas e cozinha desde os 12 anos de idade. Ela estudou até a 6ª série do ensino fundamental e admite dificuldades para ler e escrever. Os estudos tiveram de ser abandonados porque Maria precisou ajudar a família, que morava no interior do Maranhão, a se manter. Mais tarde, ela migrou para Brasília atrás de uma renda melhor. O marido, Florêncio Reis Souza, teve que largar a escola ainda mais cedo: só chegou à 1ª série do ensino fundamental. A mãe de Camila diz que encoraja a filha a se sair melhor que ela. Mas reconhece que ainda há um longo caminho até vê-la realizar o sonho de ser advogada. - De vez em quando, ela faz uma faxina para ganhar um dinheirinho. Mas não é essa a vida que quer. Ela vê que é uma rotina muito dura, muito cansativa. Vai porque não tem outra opção - conta. Enquanto sua sorte não muda, Camila continua entregando seu magro currículo em lojas, lanchonetes e farmácias quando abrem vagas. Ela torce para começar a trabalhar e "deixar de depender da mãe para tudo", além de poder ajudar no sustento da família. A jovem reconhece que uma boa educação é chave na conquista de uma carreira, e arrisca-se a dizer que quem estuda em uma escola particular, cujo ensino geralmente é de melhor qualidade, tem mais chances de ganhar um posto de trabalho do que ela. - É muito difícil para o jovem que não tem dinheiro conseguir um emprego. Tem lugar que é muito exigente - queixa-se. - Nem sempre é o emprego que você quer, que você gosta. Mas eles (os empregadores) sempre querem uma coisa que você não tem. Acho que as pessoas podiam dar uma oportunidade, uma chance para ver do que a gente é capaz - resume. Para Ipea, falta qualificação Camila Pinheiro diz que gostaria de fazer cursos técnicos de administração, informática e inglês, mas tudo o que conseguiu foi uma aula gratuita de informática, ministrada durante um final de semana, em uma creche próxima à sua casa. Na escola, a maioria dos colegas também está sem emprego, conta Camila. Uns, por falta de oportunidade e outros, porque não se interessam pelos baixos salários oferecidos a iniciantes. Em um comunicado datado de março, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que dos 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis, 22,2% não possuem qualificação de acordo com os níveis considerados necessários pela demanda existente. O Ipea sugere que o governo amplie as políticas para incluir os jovens no mercado de trabalho. "Cabe ao Estado elaborar e executar uma estratégia de inserção desses trabalhadores, em curto, médio e longo prazos, vinculada a políticas educacionais de formação técnica - que, apesar de terem sido impulsionadas nos últimos anos, ainda não são satisfatórias".
Panorama Ipea - edição 4 Faça o download do arquivo (.zip) programa panorama4_radio
TD nº1503 - Análise de Possíveis Determinantes da Penetração do Serviço de Acesso à Internet em Banda Larga nos Municípios Brasileiros
TD nº1504 - Fronteira de Desigualdade Regional: Brasil (1872 - 2000)
  Marcos Regulatórios no Brasil: Revendo o Papel do Estado após a Crise Financeira  
TD 1505 - Dívida Pública Afeta Variáveis Reais? Um teste Alternativo da Equivalência Ricardiana por meio de Testes de Superexogeneidade em Séries Simuladas
TD 1507 - Dimensionando o Programa Bolsa Família
TD 1508 - Tópicos em Econometria Espacial Para Dados Cross-Section
TD 1559 - Impactos sistêmicos do padrão de especialização do comércio exterior brasileiro
TD 1560 - Brasil e América do Sul: o desafio da inserção internacional soberana
  TD 1561 - Impacto do investimento estrangeiro direto sobre renda, emprego, finanças públicas e balanço de pagamentos
  TD 1562 - Evolução geopolítica. Cenários e perspectivas
  TD 1563 - As grandes linhas da política externa brasileira
TD 1506 - Trabalho Infantil no Brasil Rumo à Erradicação
Portugal Digital (Portugal): Ipea diz que próximo governo terá de expandir investimentos sociais A opinião do presidente do Ipea, Marcio Pochmann, é de que a ampliação dos gastos sociais foi fundamental para o Brasil atravessar a crise financeira internacional. O próximo governo brasileiro deverá manter um grande volume de gastos para ampliar a cobertura de direitos sociais. A previsão é do diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Jorge Abrahão de Castro. Na avaliação do diretor, é preciso aumentar o número de crianças nas creches e pré-escolas, elevar o número de adolescentes no ensino médio e melhorar a qualidade de toda a educação básica, além de incrementar o financiamento da saúde pública e o acesso à terra e à moradia urbana. Para Jorge Abrahão, também será necessário ampliar o direito à Previdência Social. “Há uma parcela da população brasileira que, por não estar no mercado de trabalho, não está coberta pelo sistema previdenciário”, disse ele à Agência Brasil. Segundo os dados do Ipea, o gasto público com políticas sociais aumentou de 13,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1980 para 21,9% em 2005. Os gastos principais são com a Previdência Social (11,3% do PIB); Educação (4,1%) e Saúde (3,3%). Conforme o instituto, o aumento dos gastos sociais, a política de ganho real do salário mínimo e a transferência de renda fizeram com que o crescimento da renda domiciliar dos 10% mais pobres da população brasileira fosse, entre 2001 e 2008, mais de quatro vezes maior do que o aumento da renda dos 10% mais ricos. Jorge Abrahão acredita que essas ações terão continuidade. “Qualquer país precisa de um programa de reposição de renda para as famílias mais pobres. Isso é básico. É um acordo da sociedade. A sociedade não aceita que seus membros morram de fome ou vivam na pobreza”, disse, acrescentando que “o país vai continuar precisando do programa Bolsa família”. A opinião do presidente do Ipea, Márcio Pochmann, é de que a ampliação dos gastos sociais foi fundamental para o Brasil atravessar a crise financeira internacional que teve epicentro em setembro de 2008. Processos semelhantes estariam ocorrendo na China e na Índia, que, juntos com o Brasil, deverão ser responsáveis por dois de cada três empregos gerados no mundo em 2010. “Os países que estão puxando o crescimento mundial são os que estão avançado nos direitos. Há experiências verificadas no âmbito do sul que podem apontar para uma perspectiva que a saída da crise seja um mundo menos desigual”, disse ele, ao sair do Fórum Internacional sobre Direitos Sociais, promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, na última sexta-feira (13). Apesar das melhorias dos últimos anos, Jorge Abrahão assinala que o país para ser mais justo socialmente precisará de um sistema tributário que desestimule a concentração de patrimônio e riqueza e incida proporcionalmente menos nos trabalhadores de menor ganho. Convencido da necessidade da reforma tributária, Abrahão pondera que o país não conseguiu criar um sistema mais justo durante a Assembleia Constituinte (1987-1988) e nem nos governos Fernando Henrique e Lula.  
UAI (MG): Doações devem movimentar R$ 8,5 bi em associações no Brasil   Além de melhorar a vida dos mais pobres, a solidariedade gera emprego, renda e consumo Tetê Monteiro - Estado de Minas A solidariedade não movimenta apenas o sentimento de ajuda ao próximo. A virtude também faz a economia girar: emprega, paga salários em dia, consome. O mercado de doações de empresas para ações sociais no Brasil deve somar R$ 8,5 bilhões este ano, segundo estimativa da coordenadora da área de responsabilidade social do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Anna Maria Medeiros Peliano. Só as doações do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), que reúne 131 associados, à área social, podem chegar a R$ 2 bilhões em 2010 – 6,23% a mais que em 2009. E não somente as empresas contribuem para projetos sociais no Brasil. Pessoas físicas da mesma forma ajudam a pagar a conta de milhares de fundações, institutos, associações, Organizações não-governamentais (ONGs), além de fomentar novas atividades na área. Pesquisa da organização britânica Charities Aid Foundation (CAF) sobre a prática de filantropia nos países que formam o chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) revela que 61,5% dos brasileiros fazem doações para causas sociais. Os números de dezembro de 2008 mostram que o país perdeu apenas para a China (80,1%). Saiba mais... Solidariedade gera emprego e renda Em relação aos valores, o estudo da CAF aponta novamente os brasileiros como vice-campeões. Na ponta do ranking também deu repeteco dos chineses. Enquanto no Brasil, a média de doação foi de US$ 80 por pessoa, na China o valor chegou a US$ 138. Russos e indianos doaram US$ 63 e US$ 11, respectivamente. A cultura da doação, entretanto, não está contagiando só os emergentes. No início deste mês, mais de 30 bilionários americanos, liderados pelo fundador da Microsoft, Bill Gates, e pelo mega-investidor Warren Buffett, se comprometeram a doar ao menos 50% de suas fortunas a causas beneficentes. Se a promessa for cumprida, mais de US$ 120 bilhões – o equivalente ao PIB do Peru – serão destinados a ações voltadas para o bem comum. Entre os magnatas os que aderiram a campanha, estão o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, o magnata da mídia Ted Turner e o fundador da Oracle, larry Ellison. No Brasil, segundo Anna Peliano, o movimento de empresas realizando doações para atividades sociais tem crescido desde a década de 1990. Coordenadora das duas edições da Pesquisa Ação Social das Empresas (Pase) do Ipea, em 2002 e 2006, ela conta que a participação das companhias cresceu entres as duas edições. “Apesar de o volume dos recursos ter diminuído de 2002 para 2006 (R$ 7,8 bilhões contra R$ 6 bilhões), o percentual de empresas cresceu de 59% para 69%. A queda do valor se deu por causa da crise de 2003”, diz. De acordo com ela, Minas Gerais é o estado que lidera na participação das empresas nas duas edições da Pase. “Coincidentemente, somou 81% em ambas”. Segundo a pesquisadora e autora do livro Cultivando os Frutos Sociais: A Importância da Avaliação nas Ações das Empresas, lançado em abril desde ano, se os dados da pesquisa de 2002 (R$ 7,8 bilhões) fossem atualizados a preços atuais, a cifra em 2010 seria 8,2% superior. Para a pesquisadora, três razões básicas levam as empresas a investirem em causas sociais: filantropia, interesse próprio, o que impacta nos negócios, e pressão da sociedade. “Muitos empresários querem retribuir o que ganharam. Outros planejam agregar valor aos negócios e diferenciar a sua marca. E eventos que ocorreram no país, como a Eco 92,e movimentos como os liderados pelo Betinho (sociólogo Hebert de Souza) ajudaram a pressionar as empresas”, diz Anna. A tendência a curto prazo é que as empresas continuem investindo parte de suas receitas em ações sociais. Dados que constam no livro da pesquisadora mostram que as companhias do setor de comércio são as mais solidárias no país e representam 18% dos recursos , seguidas pelo segmento de serviços (17%) e indústria (7%). “A médio e longo prazos, o investimento em atividades sociais vai depender das carências sociais e da pressão da sociedade”, revela a pesquisadora. Um dado interessante é que no mercado de ações nacional as empresas que assumem responsabilidades sociais têm os papéis mais valorizados. Das cinco ações que mais apresentaram alta em julho na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), três fazem parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (Ise), que conta com 33 participantes: Bradesco PN (26,26%), Embraer ON (23,81%) e Banco do Brasil ON (23,89%). Em relação ao principal índice da Bovespa – o Ibovespa –, o Ise também não fica atrás e, às vezes, até surpreende. No acumulado do ano até 30 de julho, enquanto o Ibovespa registrava alta de 1,5%, o Ise teve curva positiva de 0,6%. Mas se a comparação for até junho, o Ibovespa despencava 11,1% e a variação negativa do Ise era de 6,1%.
Jornal da Feira (BA): Próximo governo terá de expandir investimentos sociais, avalia Ipea O próximo governo brasileiro deverá manter um grande volume de gastos para ampliar a cobertura de direitos sociais. A previsão é do diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Jorge Abrahão de Castro Na avaliação do diretor, é preciso aumentar o número de crianças nas creches e pré-escolas, elevar o número de adolescentes no ensino médio e melhorar a qualidade de toda a educação básica, além de incrementar o financiamento da saúde pública e o acesso à terra e à moradia urbana.   Para Jorge Abrahão, também será necessário ampliar o direito à Previdência Social. “Há uma parcela da população brasileira que, por não estar no mercado de trabalho, não está coberta pelo sistema previdenciário”, disse ele à Agência Brasil.   Segundo os dados do Ipea, o gasto público com políticas sociais aumentou de 13,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1980 para 21,9% em 2005. Os gastos principais são com a Previdência Social (11,3% do PIB); Educação (4,1%) e Saúde (3,3%).   Conforme o instituto, o aumento dos gastos sociais, a política de ganho real do salário mínimo e a transferência de renda fizeram com que o crescimento da renda domiciliar dos 10% mais pobres da população brasileira fosse, entre 2001 e 2008, mais de quatro vezes maior do que o aumento da renda dos 10% mais ricos.   Jorge Abrahão acredita que essas ações terão continuidade. “Qualquer país precisa de um programa de reposição de renda para as famílias mais pobres. Isso é básico. É um acordo da sociedade. A sociedade não aceita que seus membros morram de fome ou vivam na pobreza”, disse, acrescentando que “o país vai continuar precisando do Programa Bolsa Família”.   A opinião do presidente do Ipea, Marcio Pochmann, é de que a ampliação dos gastos sociais foi fundamental para o Brasil atravessar a crise financeira internacional que teve epicentro em setembro de 2008. Processos semelhantes estariam ocorrendo na China e na Índia, que, juntos com o Brasil, deverão ser responsáveis por dois de cada três empregos gerados no mundo em 2010.   “Os países que estão puxando o crescimento mundial são os que estão avançado nos direitos. Há experiências verificadas no âmbito do Sul que podem apontar para uma perspectiva que a saída da crise seja um mundo menos desigual”, disse ele, ao sair do Fórum Internacional sobre Direitos Sociais, promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, na última sexta-feira (13).   Apesar das melhorias dos últimos anos, Jorge Abrahão assinala que o país para ser mais justo socialmente precisará de um sistema tributário que desestimule a concentração de patrimônio e riqueza e incida proporcionalmente menos nos trabalhadores de menor ganho.   Convencido da necessidade da reforma tributária, Abrahão pondera que o país não conseguiu criar um sistema mais justo durante a Assembleia Constituinte (1987-1988) e nem nos governos Fernando Henrique e Lula.                     

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