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Diário do Vale (RJ): Pesquisa revela que 12% das famílias devem 5 vezes a sua renda     O endividamento de 12% das famílias brasileiras supera em cinco vezes sua renda familiar mensal, segundo pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao Ministério do Planejamento. Apesar desse dado, o nível de endividamento do brasileiro ainda é considerado baixo pelos economistas. O levantamento do Ipea apontou que 54% das famílias têm alguma dívida a pagar. Em média, essas pessoas devem R$ 5.427. Os números compõem o IEF (Índice de Expectativas das Famílias) do instituto, resultado de 3.810 entrevistas em 214 cidades. A medição leva em conta a percepção de cada família sobre dívidas.O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, analisa que o nível de endividamento mostrado pela pesquisa ainda é "extremamente baixo" se comparado ao dos EUA e ao de alguns países europeus.No Brasil, para cerca de 15% das famílias endividadas, o débito corresponde a aproximadamente metade do rendimento mensal. Para 23,5% das famílias, o endividamento é de uma a duas vezes a renda mensal.Outros 16% das famílias endividadas disseram que comprometem de duas a cinco vezes a renda familiar mensal com esses débitos. Para outros 23%, o endividamento supera em cinco vezes a renda familiar mensal.O valor considerado na análise é o total devido, mesmo que seja parcelado. Tendência de alta Segundo o presidente do Ipea, diante da expansão econômica e do aumento de renda, a tendência é que as dívidas cresçam."As famílias de menor renda têm um grau de exclusão bancária maior. À medida que ganham mais passam a ter mais acesso a crédito."O economista Alex Agostini, da consultoria Austin Rating, concorda que o volume de crédito no país ainda tem bastante espaço para crescer. De acordo com Agostini, a inclusão de um grande contingente de famílias nas classes C e D e as taxas de juros elevadas em várias modalidades de crédito encorajam os bancos do país a ampliar o volume emprestado. Ele também destaca que, apesar de a concessão de crédito ter se acelerado, a inadimplência está controlada. Mesmo endividada, a maior parte dos brasileiros -73%- avalia estar em melhor situação financeira do que há um ano. Ainda assim, a maior parte das famílias diz não ter condições de pagar contas atrasadas. Do total pesquisado, 37,8% responderam que não terão como quitar essas dívidas. Para outros 36,7%, as contas vencidas poderão ser pagas de forma parcial.Já 22,8% consideram que vão pagar integralmente as contas em atraso. O restante afirmou não saber.    
O Estado de S. Paulo (SP): Mantega calcula alta de 0,5% a 1% no 2º tri É uma forte desaceleração na comparação com a taxa de 2,7% registrada no 1º tri Por Francisco Carlos de Assis, Marcelo Rehder O ministro da Fazenda, Guido Mantega, calculou ontem expansão de 0,5% a 1% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre, ante o primeiro. O resultado será divulgado sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mantega disse que a economia brasileira certamente crescerá a uma taxa menor do que a do primeiro trimestre - que foi de 2,7% ante o quarto trimestre de 2009 e de 9% ante o primeiro trimestre do ano passado. "Eu não vou cravar o número aqui, prefiro trabalhar com o intervalo de 0,5% a 1%", disse o ministro, ao participar do 7.º Fórum da Economia, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo. Segundo Mantega, o mercado estava pessimista em relação ao PIB de 2010, mas agora já crava expectativas em torno de 7% (na pesquisa Focus divulgada ontem é de 7,09%), mesmo prognóstico da Fazenda. "Esta será a maior taxa de crescimento dos últimos 24 anos. Só em 1986, tivemos crescimento parecido." Para 2011 a 2014, o ministro acredita que a economia brasileira tem condições de crescer a uma taxa média anual de 5,8%. "Para 2011, acreditamos num crescimento em torno de 5%. Nós acreditamos em crescimento sustentado e com qualidade." A avaliação do ministro não é muito diferente da maioria dos economistas. Porém, eles vão além e preveem crescimento entre 1% e 1,5% para o PIB do terceiro trimestre comparado com o trimestre anterior. Para José Julio Senna, sócio da consultoria MCM, o PIB deverá crescer ao redor de 1,1%. "A gente acha que agora a economia entrou em ritmo de cruzeiro, muito próximo do potencial de crescimento estimado pela maior parte dos economistas em 4,5% ao ano." Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o crescimento do PIB no terceiro trimestre ficará entre 1% e 1,5%. "Passada a ressaca pós-benefícios tributários, a economia voltou à normalidade", disse Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp. Francini argumentou que o Indicador de Nível de Atividade (INA), que mede o desempenho da indústria paulista, voltou a crescer em julho, após dois meses de queda. A alta foi de 0,65%. Automóveis. As vendas de automóveis são um bom indicador da retomada no terceiro trimestre. Dados de agosto mostram que o setor automotivo caminha para um novo recorde. Até 29 de agosto (com 20 dias úteis), foram emplacadas 276.251 unidades, o que já representa crescimento de 7% sobre o mesmo mês de 2009, que tinha sido o melhor agosto da história. A previsão é que, nos dois dias que faltam para encerrar o mês, as vendas se intensifiquem e fechem o período com 303.876 unidades vendidas. Se confirmado, o número de agosto também ficará acima do registrado em julho, quando as vendas do setor totalizaram 302.427 unidades. No acumulado do ano até 29 de agosto, foram vendidas 2.158.278 unidades, o que representa mais 9,32% ante igual período de 2009. Mesmo com a desaceleração no segundo e terceiro trimestres, em relação ao primeiro, a expansão dos investimentos permanece forte, segundo a maioria dos analistas. No segundo trimestre, momento mais fraco da atividade econômica em 2010, a projeção de um banco de investimentos europeu é de que os investimentos tenham crescido 3% em relação ao trimestre anterior, em base dessazonalizada - o que equivale a um ritmo anual de 12,6%. "Esse crescimento dos investimentos deve aumentar a capacidade produtiva em 12 a 18 meses", diz Paulo Levy, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). / COLABORARAM FERNANDO DANTAS E BETH MOREIRA  
O Globo (RJ): Envelhecimento da população desafia o mercado de trabalho Interesse pela mão de obra de idosos cresce, mas não acompanha acelerado avanço da faixa etária Por Chico Otavio Procura-se profissional acima dos 60 anos... Para um mercado de trabalho que insiste em enxergar o Brasil como um país jovem, o anúncio de emprego pode sugerir um trote. Mas não é. Gente como o comerciante Antônio Fiori, a empresária Márcia Lima Gabionetta e a assistente social Renata Hauck faz parte de um pequeno, mas promissor, grupo de empregadores que resolveu trocar o vigor da juventude pela experiência e a assiduidade dos mais velhos. Para as vagas abertas em seus negócios, eles optaram pelo trabalhador idoso. As projeções indicam que o país a ser revelado pelo Censo 2010 do IBGE terá um contingente de 14 milhões de idosos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reforçam o fenômeno: se a população total cresce à taxa de 0,9% ao ano, o incremento de pessoas acima dos 60 anos avança quatro vezes mais (3,8% anuais). Para muitos, os números sinalizam um problema quando cruzados com as contas da Previdência ou com o sistema de saúde. Há outros, porém, que preferem entendêlos como nicho de negócios: O retorno é garantido. Os idosos são pessoas responsáveis e centradas. Não dão trabalho, não faltam. Já os jovens têm outras ambições, como as baladas do fim de semana afirma o comerciante paulista Antônio Fiori, dono de uma fornecedora de areia e pedras, que acaba de contratar um idoso para gerente. Como o país está envelhecendo, o desafio civilizatório que se impõe, preveem os demógrafos, é aumentar a idade produtiva da população. Em vez de estimular a ociosidade da terceira idade ou alterar o fator previdenciário, para evitar que o equilíbrio atuarial fique insustentável, a alternativa seria dotar os idosos de capacidade física para adiar a retirada da vida produtiva. O Brasil não estava preparado para envelhecer. Se a perspectiva era se aposentar e viver no máximo oito anos, hoje a pessoa chega a ter mais 20, 30 anos de vida. Nenhuma sociedade pode jogar fora essa mão de obra diz o médico Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati/Uerj). No caminho de volta ao mercado, o aposentado tem deixado a carteira de trabalho em casa. Quase metade dos trabalhadores ocupados acima dos 60 anos (44%) é autônoma, enquanto 31,4% são assalariados, 9,8%, empregados domésticos e 9,7%, empregadores. Há dois tipos de idosos no mercado informal: o mais escolarizado, que geralmente é um profissional liberal e se beneficia de sua experiência, e o menos escolarizado, que encontramos muito na agricultura explica a economista Ana Amélia Camarano, coordenadora de Pesquisa em População e Cidadania do Ipea. No ano passado, 55% da população masculina entre 60 e 69 anos ainda trabalhavam. Muitos, principalmente nas faixas de renda mais baixas, prolongaram a idade produtiva para reforçar a diminuta aposentadoria quando a família cresceu. Um deles é Horacildo de Castro, de 69 anos, que virou homemplaca pelas ruas de São Paulo. Ex-metalúrgico da Mafersa, Horacildo passou em casa os primeiros anos da aposentadoria, na década de 90. Até que a sua mulher resolveu adotar uma recém-nascida. Desde então, o velho operário do aço trabalha com outros metais: fica nove horas por dia na rua para ganhar R$ 20 anunciando a compra de ouro, platina e brilhantes. Sem o biscate, não daria para criar a menina. Carrego a placa faça chuva, faça sol. Os seguranças das lojas vivem me tocando para outro lugar diz o homem-placa, cuja filha de criação já tem 15 anos. Mas, apesar das intempéries, Horacildo segue em frente. E é isso que encanta os empregadores que têm optado pela terceira idade. Com o idoso, não há tempo ruim. Principalmente quando o desafio profissional é conviver com pessoas da mesma idade. A assistente social Renata Hauck ajudou a tia, médica, a procurar uma aposentada para ser funcionária do seu consultório, em Belo Horizonte: Jovens têm sempre problemas. O namorado ou o filho pequeno. Se faltam, não há como minha tia fazer os procedimentos do consultório. Aposentada não tem filho pequeno. Contratamos uma senhora simpática, com experiência de vida. Passa algo agradável às pacientes na sala de espera. O aposentado representa um baixo custo. Não faz questão de carteira assinada e vê o salário como um complemento de renda. Há casos em que nem salário é necessário. Com vasta experiência acumulada, saúde e vontade de contribuir, o aposentado abraça o voluntariado. Na prefeitura de Niterói, por exemplo, os responsáveis por licitações suam frio quando chega o aposentado Guilherme Magalhães. Ele é um dos trabalhadores idosos qualificados que fazem da experiência a senha para o reingresso na vida produtiva. Ex-gerente de Negócios do Banco do Brasil, onde trabalhou por 32 anos, Magalhães é hoje fiscal voluntário do Observatório Social da cidade, ONG de olho nas contas municipais. As pessoas não acreditam que você pode mudar a realidade. Além disso, precisamos nos sentir produtivos, mesmo sem remuneração orgulha-se Magalhães. Não são poucos os casos de aposentados que, sentindo-se produtivos, encontraram as portas do mercado fechadas ou quebraram a cara ao tentar um negócio. O paulista Luiz Pinto Cepinho, também bancário, aderiu ao plano de demissões voluntárias do BB, montou restaurante e faliu. Hoje, sobrevive como fotógrafo de festas, e luta para voltar ao BB pela via judicial. Demissões espontâneas, aposentadoria compulsória e outros mecanismos encurtam a vida ativa de milhares de trabalhadores. Há lugares, porém, em que a experiência com os mais velhos foi tão boa que motivou a continuidade: Perdi um serralheiro que ainda trabalhava quando morreu aos 80. Para substituí-lo, quero outro idoso diz a empresária Márcia Lima Gabionetta, dona de uma fábrica de tendas e barracas para feiras.  
Portal Uai (MG): Dívida média das famílias brasileiras supera R$ 5 mil Zulmira Furbino - Estado de Minas Ildeana Campos Sampaio tem rendimento médio de R$ 1,5 mil e vive no fio da navalha para tentar equilibrar suas contas.  Mais de metade das famílias brasileiras têm dívidas e uma parte delas vive literalmente no sufoco. É o que mostra estudo inédito divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que mediu o índice das expectativas da família (IEF). Realizado em 3.810 domicílios distribuídos por 214 municípios em todos os estados da federação, o levantamento mostra que 54% dos lares do país estão endividados e que 11% deles vivem muito endividados. Segundo o Ipea, a dívida média das famílias brasileiras que se declaram endividadas é de R$ 5.426,59. A maior parte das famílias que têm contas atrasadas a ser pagas diz que não tem condições de arcar com as dívidas. É o caso da costureira Ildeana Campos Sampaio, que com rendimento médio de R$ 1,5 mil, vive no fio da navalha para tentar equilibrar suas contas. Ele mora com uma filha, uma irmã e dois sobrinhos e banca as despesas praticamente sozinha. "Vivo empurrando as contas, isso já é uma constante", resume. As tarifas de água, luz e telefone são pagas com um mês de atraso. "O que não pode atrasar é o aluguel e o condomínio, essas são as minhas prioridades". O supermercado é pago com cartão de crédito porque assim a família ganha o prazo de um mês para pagar. "Se tivesse que pagar todas as minhas dívidas agora não teria como. É uma bola de neve que não tem fim. No início eu ficava nervosa com essa situação, mas agora já sei como levar". Segundo o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, o endividamento das famílias brasileiras pressupõe uma expectativa otimista em relação ao futuro. "O endividamento é um processo natural numa economia monetária como é a nossa. Em outros países, esse grau é muito maior". Segundo o Ipea, 59% das famílias com renda até um salário mínimo não tem dívidas porque simplesmente não estão bancarizadas e não têm como tomar crédito na praça. "Quando alguém faz uma dívida pressupõe que terá capacidade de honrá-la e isso está associado á sua perspectiva de permanecer no emprego e de elevar sua renda". Aproximadamente 15% das famílias endividadas devem até metade do rendimento familiar mensal. Outros 21% devem entre metade e uma vez a sua renda mensal e 23,5% entre uma e duas vezes a renda mensal. Segundo o estudo, 16% devem entre duas e cinco vezes a sua renda e 23% têm dívidas de mais de 5 vezes o valor dos seus rendimentos mensais.
Impacto Rondonia.com (RO): Revista Veja destaca Ji-Paraná “O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100 mil e menos de 500 mil habitantes, é o grande fenômeno nacional”, esta informação é parte relevante da reportagem publicada na renomada revista Veja, edição nº 2180 de 1º de setembro “O crescimento das cidades médias, aquelas com mais de 100 mil e menos de 500 mil habitantes, é o grande fenômeno nacional”, esta informação é parte relevante da reportagem publicada na renomada revista Veja, edição nº 2180 de 1º de setembro de 2010. Sendo que, o mais importante deste fato é que Ji-Paraná está em destaque como uma das 20 futuras metrópoles brasileiras. Baseada em um estudo da socióloga Diana Motta e do economista Daniel da Mata, ambos do renomado e incontestável Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a revista Veja retrata Ji-Paraná como “Para lá de saudável...Limpa, pavimentada e iluminada...”, além de comentar sobre o grande crescimento do setor da saúde e empresarial nos últimos anos. “Somos privilegiados em relação a nossa posição geográfica, sendo pólo da região central do Estado, atendendo os municípios da BR-429, além da grande Ouro Preto. Também possuímos um centro médico avançado, com modernas instalações, equipamentos de última geração e médicos especializados. Não poderíamos deixar de comentar sobre outro grande alicerce do desenvolvimento do nosso município, a educação. Somos hoje um centro universitário que atende dezenas de municípios. Também contamos com uma completa rede bancária, duas agências do Banco do Brasil, duas da Caixa Econômica, sendo uma em construção; Banco Basa e diversas outras instituições privadas, além das cooperativas de crédito. Tudo isso é fator essencial para o desenvolvimento da economia de um município”, disse José de Abreu Bianco (DEM), prefeito de Ji-Paraná. Muito feliz com a reportagem da Veja, Bianco comenta ainda que Ji-Paraná é sede de eventos que reúnem profissionais das mais diversas áreas de atuação de todo o Estado e até do Brasil, como é o caso da Exposição Agropecuária Comercial e Industrial (Expojipa), a maior da Região Norte do país, e a Feira do Comércio e Indústria (Fecomind), promovida pela Associação Comercial e Industrial, por onde passam mais de 30 mil pessoas durante os seus quatro dias de duração. Ji-Paraná atualmente conta também uma excelente rede hoteleira, três frigoríficos, laticínios, duas indústrias leite em pó, além de diversos atacadistas, modernos supermercados, e um comércio bastante variado e competitivo. Na área do ensino superior contamos com o Centro Universitário Luterano (Ceulji/Ulbra), Faculdade Panamericana de Ji-Paraná (Unijipa), Universidade do Norte do Paraná (Unopar), Universidade Aberta do Brasil (UAB), Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (Ifro). Ainda de acordo com a revista Veja, o Produto Interno Bruto de Ji-Paraná é de R$ 1,12 bilhão, R$ 10.400,00 de renda per capita anual e 4% de crescimento econômico anual. Nossa economia é baseada na pecuária e setor de serviços, que ainda é a grande perspectiva de crescimento desta região.
Portal do Senado Federal: José Nery alerta para expectativa exagerada de crescimento econômico na Região Norte Ao comentar em Plenário, nesta terça-feira (31), estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre expectativas das famíliasbrasileiras quanto ao desempenho da economia para os próximos anos, o senador José Nery (PSOL-PA) alertou para a existência de um clima exageradamente otimista entre a população do Norte do pais. Na avaliação de José Nery, o resultado da pesquisa do Ipea que colocou a Região Norte como a região brasileira com a melhor expectativa no que diz respeito à melhoria da situação profissional nos próximos 12 meses, não reflete bem a realidade. - Evidentemente, isso [o resultado da pesquisa do Ipea] reflete um clima de otimismo entre o povo que é inquestionável. Mesmo com os problemas estruturais que ainda assolam nosso país, como a educação de má qualidade, a saúde precária, o desemprego e a violência, o aumento no acesso ao consumo das famílias gerou um impressionante sentido de bem-estar que esconde, ou ainda, maquia a dura realidade de milhões de brasileiros que vivem na miséria - disse. Na avaliação de José Nery, nas próximas eleições o povo brasileiro escolherá o novo presidente da República "sob uma realidade encoberta pela euforia do crescimento econômico".  
Panorama Ipea - edição 6 Faça o download do arquivo (.zip) programa_panorama6_radio
Pesquisa domiciliar inédita do Ipea mostra o que as famílias brasileiras esperam da economia no futuro próximo
O Documento (MT): Estrangeiro poderá ter 100% de empresa aérea brasileira A engenharia financeira que as companhias aéreas LAN e TAM estão fazendo para demonstrar que a segunda continuará sob controle de brasileiros será dispensável caso seja aprovado o projeto de lei que amplia a participação de estrangeiros no setor. O projeto, que já passou por comissões e aguarda votação na Câmara dos Deputados, permite que estrangeiros detenham 100% de uma empresa aérea nacional, desde que exista reciprocidade. Hoje estrangeiros só podem deter 20% de uma empresa aérea brasileira. De autoria do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o projeto aumenta essa participação para 49%. Porém, um parágrafo menos conhecido do mesmo projeto prevê que o Brasil faça acordos bilaterais que permitam, mediante reciprocidade, que a participação estrangeira chegue a 100%. A Folha apurou que o parágrafo foi incluído por pressão do Ministério da Defesa. O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) defende os 49%, mas é contra permitir que estrangeiros detenham o controle. "Se você permite isso, amanhã a Solange [Vieira, presidente da Anac] faz acordos bilaterais com todos os países", diz José Márcio Mol- lo, presidente do sindicato. Um dos argumentos usados para justificar a proteção é a soberania nacional. Sobretudo entre militares, acredita-se que o Brasil não deve depender de estrangeiros para se conectar com o mundo. No caso do Chile, há sinais, no entanto, de que um eventual acordo bilateral poderá contar com a simpatia militar. Sinais surgiram com a visita do ministro Nelson Jobim (Defesa) a Santiago na terça da semana passada. Na ocasião, Brasil e Chile celebraram um acordo para viabilizar a construção do cargueiro KC-390, um projeto da Embraer em parceria com a Força Aérea. Jobim foi recebido pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, que, até vencer as eleições, neste ano, era acionista da LAN. SEM JUSTIFICATIVA Para Respício do Espírito Santo, professor de transporte aéreo da UFRJ, o argumento da soberania nacional não mais se justifica. "Quer algo mais estratégico do que telefonia e energia, setores em que não há restrição ao capital estrangeiro?" A economista Lúcia Helena Salgado, do Ipea, também defende a liberação. "Precisamos de investimento, oferta e concorrência, e não há razão técnica para discriminar o capital estrangeiro, salvo a situação em que o capital brasileiro seja discriminado", ressalta. Para Jorge Medeiros, professor da Escola Politécnica da USP, o Brasil já permite, na prática, que estrangeiros controlem o setor. "A lei, do jeito que está, não garante a soberania nacional", diz. "A cargueira ABSA tem 80% de capital nacional, mas todos sabem que é da LAN. A Varig foi comprada por um fundo americano. E agora temos a LAN comprando a TAM."  
Desafios do Desenvolvimento - edição 38
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