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Jornal O Norte (PB): Desigualdade diminui na Paraíba Números do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) revelam queda no índice de concentração de renda Arthur Araújo A Paraíba é o quarto estado no Nordeste com maior redução na taxa de desigualdade social. É o que afirma o último relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a desigualdade de renda no território brasileiro. Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levaram em consideração a diferença entre o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios mais ricos e dos mais pobres. Foi constatado que o estado é o que apresenta a maior redução no Nordeste, quando o valor utilizado considera o PIB per capita (por pessoa). O índice que mede o grau de distribuição de renda é chamado de Gini, e varia de 0 a 1, onde quanto mais próximo de 1 maior a desigualdade. Na comunidade de Timbó, um exemplo da pobreza que afeta algumas famílias Foto: Rafaela Tabosa/ON/D.A Press  O PIB paraibano é de aproximadamente 22 bilhões de reais. A relação feita entre os municípios ricos e pobres detectou um índice de 0.78, 6,5% menor que o de 1996, que serviu de parâmetro para o estudo. Essa redução só ficou atrás das de Sergipe (11,3%), Rio Grande do Norte (8,5%) e Ceará (7,2%). Quando utilizamos o PIB per capita como índice, temos a Paraíba em primeiro lugar na região, com um índice de 0.17, 33,1% a menos que em 1996. Nesse caso, o Estado é o quinto do Brasil. Pesquisa traz informações positivas sobre a vida dos paraibanos Foto: Arquivo/ON/D.A Press  Esses valores provam que existe mais desigualdade no caso da produção que no da renda por pessoa. Porém, o último quesito não pode ser o principal na avaliação do índice de renda do paraibano pois ele varia de acordo com a população da área analisada. Segundo o representante do Ipea na região Nordeste, Constantino Cronemberger, "o salário é a melhor forma de avaliar este ponto". Como informou o representante, a Paraíba possui uma renda per capita de aproximadamente seis mil reais. "Este valor é muito dispare quando comparado ao salário real da maioria das pessoas. Isso evidencia que há muito dinheiro concentrado nas mãos de poucas pessoas", explicou. Outra questão importante levantada pelo relatório é se o crescimento econômico interfere na desigualdade de renda. Os números apresentam um comportamento estável noEstado, o que demonstra que nesse caso, os dois quesitos podem estar interligados. A Paraíba é a quarta colocada no Nordeste no que se refere ao Gini do PIB, já que obteve queda de 0,57 no total de desigualdade. A quinta posição foi alcançada quando analisamos a variação do PIB per capita, que registrou crescimento de aproximadamente 3 pontos. Esse resultado não é uma constante. O melhor exemplo é o Maranhão, que possui a maior variação de PIB per capita da região (6,16), mas é o Estado com menor redução de desigualdade no Nordeste. Constantino Cronemberger explica que estes índices não se relacionam obrigatoriamente. "Uma coisa é ter investimento econômico e outra é possuir menos desigualdade. Obviamente é muito bom obter um crescimento, mas ele não implica em bom resultados quanto a renda", certificou. Isso ocorre devido a descompensação entre produção e renda. "Pode ser que haja grande produção, mas que a renda não fique no local. Nem sempre a produção significa geração de renda. Não há necessariamente umaumento no número de empregos, por exemplo", afirmou Constantino. "O grande problema é que a produção cresce concentrada", concluiu. índice Gini Variação média nos Estados entre 1996 e 2007 Tocantins: -0,14 São Paulo: -0,12 Sergipe: -0,98 Santa Catarina: -0,15 Rio Grande do Sul: -0,22 Roraima: -0,20 Rondônia: -0,79 Rio Grande do Norte: -0,74 Rio de Janeiro: -0,51 Paraná: -0,14 Piauí: -0,42 Pernambuco: -0,48 Paraíba: -0,57 Pará: -0,33 Mato Grosso: -0,47 Mato Grosso do Sul: 0,17 Minas Gerais: -0,14 Maranhão: -0,25 Goiás: -0,03 Espírito Santo: 0,33 Ceará: -0,63 Bahia: -0,51 Amapá: -0,14 Amazonas: -0,15 Alagoas: -0,40 Acre: -1,16
DCI (SP): Municípios mais ricos detêm quase metade do PIB do País Fernanda Bompan A concentração de renda no Brasil apresentou queda entre 1920 e 2007. No entanto, a desigualdade territorial na geração de riqueza do País ainda é expressiva. De acordo com o estudo "Desigualdade da Renda no Território Brasileiro", divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 1% dos municípios mais ricos respondeu por 47% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Por outro lado, 70% das cidades mais pobres representam 14,7% do PIB, ante registro de 31,2% do PIB há 90 anos. "O estudo chama a atenção pelo fato de que há muita concentração de riqueza nas mãos de poucos", analisa o presidente do Ipea Marcio Pochmann. O documento analisa o grau de concentração e desigualdade de estados e regiões do País por meio dos PIBs e dos PIBs per capita dos municípios, dentro do período de 1920 a 2007, ao utilizar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Ipea considera o grau de desigualdade do PIB dos municípios brasileiros por meio do coeficiente de Gini, que varia de zero a um - quanto mais próximo do limite máximo, maior a desigualdade. Pochmann afirma que a concentração de renda no País, mesmo tendo revelado queda dentro do período analisado, ainda é alta, cujo coeficiente de Gini é de 0,54. Paralelo a isso, ele lembra que, com relação à desigualdade na geração de riqueza em todo o País, o índice é de 0,82. Pelo estudo, entre 1996 e 2007 a desigualdade caiu mais na Região Nordeste (baixa de 4,8%), na qual o coeficiente de Gini passou de 0,84 para 0,80. Em seguida aparecem o norte do País, com queda de 3,6% (de 0,83 para 0,80) e o sul, com 2,5% (de 0,81 para 0,79). A desigualdade caiu 1,2% no centro-oeste, cujo índice de Gini passou de 0,86 para 0,85. Por fim, o sudeste registrou redução de 1,1%, de 0,90 para 0,89. Neste mesmo período, o centro-oeste foi a região que mais cresceu economicamente (5,3% ao ano), seguida pelo norte (3,62%), pelo nordeste (3,15%), pelo sudeste (2,52%) e pelo sul (2,27%). O grau de desigualdade dos PIBs dos municípios somente aumentou no Espírito Santo (3,7%) e no Mato Grosso do Sul (1,9%). Os estados com maior baixa no índice de Gini foram Acre (recuo de 13,5%), Sergipe (queda de 11,3%) e Rondônia (baixa de 9,0%). Goiás (queda de 0,3%) e São Paulo (recuo de 1,3%) apresentaram as menores reduções na desigualdade territorial da renda. De acordo com o Ipea, os Estados com maior expansão dos PIBs municipais foram Tocantins, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Mas isso não se refletiu na diminuição da desigualdade da riqueza territorial. Também os estados com menos dinamismo na expansão dos PIBs (Amazonas, Rio Grande do Sul e Pernambuco) reduziram pouco o grau de desigualdade da riqueza territorial. Com relação ao PIB per capita dos municípios brasileiros, seis estados apresentaram elevação no grau de desigualdade, entre 1996 e 2007: Rio de Janeiro (alta de 42,4% no índice de Gini), Espírito Santo (26,5%), Mato Grosso (14,4%), Minas Gerais (8,8%), Maranhão (2,6%) e São Paulo (2,4%). Mudanças De acordo com o estudo, na década de 2000, a emergência dos investimentos públicos em energia e infraestrutura, principalmente com o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), bem como o avanço das políticas de transferência de renda, apoiaram o desenvolvimento das cidades menos dinâmicas no País. "Tudo isso, contudo, parece ainda não ser suficiente para o estabelecimento de maior queda no grau concentração e desigualdade na presença dos municípios no PIB nacional", diz a pesquisa do Ipea. O Instituto entende que as políticas públicas de desconcentração produtiva e descentralização dos gastos e investimentos públicos mostram-se fundamentais, embora insuficientes. "O Brasil carece de políticas de desenvolvimento nacional nos planos regional e local. Ou seja, depende de ações coordenadas a fim de fortalecer os mais pobres", afirma o presidente do Ipea. Além do conselho indicado por Pochmann, as mudanças devem passar por investimentos em infraestrutura. "Sem isso, o Brasil corre o sério risco de repetir o passado, com forte concentração da produção da riqueza nacional em pouquíssimos municípios, estados e regiões", diz o estudo. Já o analista da Win Trade José Góes afirma que políticas públicas são eficientes se bem executadas. "Do contrário, é melhor que a tendência natural que acontece em todo mundo - da pessoa procurar os locais onde se gera mais riqueza, cujo maior exemplo é o êxodo rural
Jornal do Comércio (RS): Estudo mostra que 1% dos municípios concentram 47% do PIB Os 2.226 municípios mais pobres recebem 4,7% das riquezas Gilmar Luís/JC   Levantamento do Ipea evidencia desigualdades entre as regiões. A economia brasileira está fortemente concentrada em poucas regiões do País. Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que apenas 56 municípios do Brasil, que estão entre os 1% mais ricos - detêm 47% do Produto Interno Bruto (PIB) -, enquanto que os 40% mais pobres, ou 2,226 cidades, ficam com apenas 4,7% das riquezas. Na década de 1920, início da série produzida pelo Ipea e que vai até 2007, essas relações eram de 21% e 9,4%, respectivamente. No ano de 2007, os municípios que figuravam entre os 10% mais ricos participavam com 78,1% do PIB, enquanto que em 1970, essa participação era menor (72,1%) e em 1920, ainda mais baixa: 55,4%. "A estrutura produtiva e ocupacional do Brasil está fortemente concentrada. E isso mostra problemas de escala, de custo e de transporte. A saída é aprofundar investimentos públicos e privados, sobretudo em infraestrutura, aliados a políticas de descentralização", afirmou o presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Para enfrentar a situação, o Ipea defende o planejamento articulado e integrado do desenvolvimento nacional nos planos regional e local. "Sem isso, o Brasil corre o sério risco de repetir o passado, com forte concentração da produção da riqueza nacional em pouquíssimos municípios, estados e regiões", avaliam os técnicos do instituto. Os autores do trabalho defendem que a grande diferença existente na participação dos municípios na formação do PIB precisa ser enfrentada. "A descentralização do gasto público, iniciada originalmente pela Constituição Federal de 1988, deveria avançar ainda mais, bem como o fortalecimento da desconcentração dos investimentos em infraestrutura produtiva, promovido por políticas públicas, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", afirma Pochmann. Com base nos números, o Ipea calculou o nível de distribuição de riqueza dos município, um paralelo ao índice de Gini, que mostra a desigualdade de renda entre a população. No primeiro caso, desde a década de 1970, ele tem se mantido em níveis elevados, de 0,86. Pochmann explicou que o indicador varia de zero a um e, quanto mais próximo do teto, maior é o grau de desigualdade. Já o índice de Gini, no mesmo período, apresentou melhoras: passou de 0,49 na década de 1970 para 0,42 em 2007. A região Sudeste é a que tem maior concentração de PIB nos municípios, com 0,89, enquanto que a Sul fica na ponta oposta, com 0,79. No Centro-Oeste a concentração está em 0,85; no Nordeste, em 0,80 e no Norte, em 0,80. Em relação aos estados, entre 1996 e 2007, o índice de Gini dos PIBs dos municípios somente aumentou no Espírito Santo (3,7%) e no Mato Grosso do Sul (1,9%). Nos demais estados houve queda no grau de desigualdade entre os PIBs municipais. O Acre (13,5%), Sergipe (11,3%) e Rondônia (9,0%) foram os estados com maior queda no índice de Gini no período, ao contrário dos estados de Goiás (0,3%) e São Paulo (1,3%) que apresentaram as menores reduções na desigualdade territorial da renda. Em 2007, o Amazonas foi o estado com maior índice de Gini dos PIBs municipais (0,89), seguido por São Paulo (0,88) e Rio de Janeiro (0,85). Em compensação, os estados de Rondônia (0,62), Acre (0,65) e Tocantins (0,67) possuem os menores indicadores de desigualdade da renda dos municípios brasileiros
Jornal da Manhã Online (MG): Ipea mostra que PIB de Uberaba cresceu mais que o de Uberlândia Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um estudo sobre o grau de concentração/desigualdade dos Estados e regiões do País, analisado por meio dos Produtos Internos Brutos (PIBs) e PIBs per capita dos municípios. A pesquisa permite apontar as unidades da Federação e as regiões que tiveram queda ou aumento da desigualdade e concentração de renda e a evolução dos PIBs dos municípios. Uberaba teve aumentos de 143,14% do seu PIB entre 1975 e 1985 e bem menor, de 80,27%, entre 1996 e 2007. Enquanto isso, Uberlândia cresceu menos nestes intervalos de tempo: 110,18%, entre 1975 e 1985, e 77,18%, entre 1996 e 2007. Os PIBs de capitais como São Paulo e Curitiba também tiveram aumentos mais tímidos. Para o economista Cássio Silveira, o fato de haver margem econômica para Uberaba desenvolver nestes períodos foi decisivo. “Nossa cidade tinha população menor e ainda apresentava muitas características de cidade de interior em 1975, por exemplo. Mesmo em 1996, quando foi iniciada a segunda etapa do estudo, o município ainda não tinha acelerado empresarialmente. No entanto, na última década, foi modificada a forma local de trabalho. Vieram para cá grandes empresas e, juntamente com elas, seus executivos. Aumentou a geração de empregos. Todo esse processo elevou a renda uberabense”, explica. “Outras cidades como Uberlândia e mesmo as capitais São Paulo e Curitiba já não tinham mais esta margem para crescimento ou este espaço era bem menor já no início desta década”, complementa. Cássio Silveira lembra também que, apesar do aumento do PIB de Uberaba, a cidade viu desacelerar este crescimento entre um período e o outro. “De 1975 a 1985, a elevação do PIB local foi de mais de 143%. E, entre 1996 e 2007, o PIB aumentou bem menos: pouco mais de 80%. Isso ocorreu porque a margem para a cidade crescer já não era mais tão grande na década de 90, quanto era na década de 80. E a tendência é que esta situação seja vista também em um próximo estudo, em 2018 ou 2019. Acredito que Uberaba terá seu PIB elevado novamente, mas não em patamares superiores a 100%. A expectativa é que este percentual seja até abaixo dos 80,27% verificado entre 1996 e 2007”, conclui.
Tribuna do Norte (RN): Riqueza está em poucos municípios Poucos municípios brasileiros respondem pela maior parte do Produto Interno Bruto (PIB), informou ontem o Instituto e Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados estão no comunicado Desigualdade da Renda no Território Brasileiro que mostra que, no passado, essa desigualdade era menor. samuel júnior Porto do Mangue teve bom desempenho no PIB, mas enchentes de 2008 prejudicaram a carciniculturaO comunicado engloba dados que vão de 1920 até 2007 e mostram que o peso relativo dos PIBs municipais foi multiplicado por 2,24 vezes no período. Em 1920, em 1% dos municípios mais ricos, a riqueza se concentrava em 21% deles e, em 2007, a concentração da riqueza subiu para 47% nessa mesma fatia. Os municípios entre os 40% mais pobres do país registraram perda relativa na participação do Produto Interno Bruto Nacional de 9,4% para 4,7%, entre 1920 e 2007, e, no caso dos municípios entre os 70% mais pobres, a participação caiu de 31,2% para apenas 14,7% no período. O comunicado indica que, desde a década de 70, o Brasil registra certo congelamento no grau de concentração ou da desigualdade dos PIBs municipais. “Isso é mais expressivo do ponto de vista do PIB per capita, que termina por avaliar a renda pela população”, constata o Ipea. O comunicado destaca, ainda, que o padrão de crescimento econômico brasileiro registra movimentos distintos em termos de integração dos municípios à formação do PIB desde 1920 e que as políticas públicas de desconcentração produtiva e descentralização dos gastos e investimentos públicos são fundamentais. Por outro lado, essas políticas são consideradas insuficientes sem o desenvolvimento de uma política nacional de desenvolvimento regional e local. Para enfrentar a situação, o Ipea defende o planejamento articulado e integrado do desenvolvimento nacional nos planos regional e local. “Sem isso, o Brasil corre o sério risco de repetir o passado, com forte concentração da produção da riqueza nacional em pouquíssimos municípios, estados e regiões”, avaliam os técnicos do instituto. Os autores do trabalho defendem que a grande diferença existente na participação dos municípios na formação do PIB precisa ser enfrentada. “A descentralização do gasto público, iniciada originalmente pela Constituição Federal de 1988, deveria avançar ainda mais, bem como o fortalecimento da desconcentração dos investimentos em infraestrutura produtiva, promovido por políticas [públicas]”, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para que isso ocorra, o comunicado recomenda uma maior participação estratégica do setor público, com empresas estatais e bancos governamentais pois esses detêm os principais instrumentos para uma “ação mais efetiva e prolongada na desconcentração da renda nacional”. “A redução no grau de concentração/desigualdade na composição territorial dos PIBs municipais passa pela recuperação do poder de intervenção das unidades estaduais, que terminaram perdendo função desde a privatização dos bancos e acirramento da guerra fiscal”, avaliam os técnicos. O comunicado conclui que a União, os estados e os municípios deveriam ter ações que convergissem para evitar a concentração da riqueza nacional ou, caso contrário, o Brasil manterá a desigualdade de renda pessoal “sem que, necessariamente, prevaleça a desconcentração e menor desigualdade territorial na participação dos municípios no PIB nacional’. NE teve a maior redução na desigualdade Brasília (AE) - Pelo estudo, entre 1996 e 2007, a desigualdade caiu mais na Região Nordeste (-4,8%), com coeficiente de Gini passando de 0,84 para 0,80. Em seguida, vem o Norte do País, com queda de 3,6% (0,83 para 0,80). Depois o Sul, com 2,5% (de 0,81 para 0,79), e o Centro-Oeste, com de 1,2% (de 0,86 para 0,85). Por último, o Sudeste, com redução de 1,1% (de 0,90 para 0,89). Neste mesmo período, o Centro-Oeste foi a região que mais cresceu economicamente (5,3% ao ano), seguida pelo Norte (3,62% a.a), Nordeste (3,15% a.a), Sudeste (2,52% a.a) e Sul (2,27% a a). De 1996 a 2007, o grau de desigualdade dos PIBs dos municípios somente aumentou no Espírito Santo (3,7%) e no Mato Grosso do Sul (1,9%). Nos demais Estados, houve queda. Os Estados com maior queda no índice de Gini, entre 1996 e 2007, foram Acre (-13,5%) e Sergipe (-11,3%). Cidades do RN mantêm riqueza concentrada Seguindo a tendência nacional, a riqueza continua mal distribuída em solo potiguar. Em uma avaliação dos números divulgados pelo Ipea, percebe-se que os 16 municípios  entre os 10% mais ricos do Rio Grande do Norte -  concentravam  em 1996 73,46% do Produto Interno Bruto do Estado. Em 2007, último ano de referência utilizado no trabalho, a situação mudou muito pouco: o mesmo grupo é agora responsável por 74,22% da produção de riqueza do RN. Mesmo com uma distribuição ainda desigual do que é produzido, vários municípios melhoraram sua representatividade no PIB do estado. O petróleo pode ser considerado um dos grandes impulsionadores dessa evolução. Há 14 anos, apenas Mossoró e Areia Branca – municípios incluídos entre os grandes produtores do estado - estavam entre os 16 maiores PIBs municipais. Em 2007, a situação mudou. Cidades como Guamaré (que ocupa o terceiro lugar no ranking), Macau, Apodi e Alto do Rodrigues começam a fazer parte dos mais ricos. Por outro lado, as cidades 40% mais pobres do RN mais que dobraram sua participação. Enquanto em 1996, estes municípios respondiam por apenas 2,31% do PIB potiguar; em 2007, a porcentagem subiu para 4,69%. Entre os municípios criados em 1996, o que teve melhor desenvolvimento foi Porto do Mangue, no Vale do Açu. Em 2007, o PIB alcançou R$ 86,5 milhões, e ocupa o 18º lugar no ranking estadual. O município tinha forte atividade na carcinicultura até as enchentes de dois anos atrás, que destruíram fazendas de camarão e prejudicaram o escoamento da produção. A TRIBUNA DO NORTE procurou alguns especialistas para comentar os resultados do estudo do Ipea, mas eles informaram que não tinham tido acesso à pesquisa. Porém, eles informaram que a evolução destes municípios pode estar mais relacionada à mudança no cálculo do PIB do que à evolução da atividade econômica.  
Diário de Natal (RN): 1% dos municípios detém 47% do PIB Desigualdade entre cidades diminui no RN, mas se mantém na renda da população Poucos municípios brasileiros respondem pela maior parte do Produto Interno Bruto (PIB), informou ontem o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o comunicado Desigualdade da Renda no Território Brasileiro, que engloba dados de 1920 a 2007, 1% dos municípios mais ricos do país concentravam, em 2007, 47% da riqueza nacional. Em 1920, esse percentual era de 21%. Ou seja, a desigualdade cresceu 2,24 vezes no período. Já os municípios que estão entre os 70% mais pobres, a participação no PIB caiu mais da metade, passando de 31,2% para apenas 14,7% no período. Segundo o estudo, o Rio Grande do Norte foi um dos que mais diminuiu a diferença entre municípios ricos e pobres, mas quando se leva em conta a renda da população, o avanço diminui em relação aos outros estados - permanecendo, na prática, o abismo entre os dois lados. No âmbito dos estados, os dados do Ipea mostram que, no período de 1996 a 2007, o Rio Grande do Norte conseguiu diminuir a desigualdade entre os seus municípios mais ricos e os mais pobres em 8,5%, o quarto melhor desempenho no país, atrás do Acre (13,5%), Sergipe (11,3%) e Rondônia (9,0%). Já os que apresentaram as menores reduções foram São Paulo (1,3%) e Goiás (0,3%). As desigualdades cresceram no Espírito Santo (3,7%) e no Mato Grosso do Sul (1,9%). O comunicado indica que, desde a década de 70, o Brasil registra certo congelamento no grau de concentração ou da desigualdade dos PIBs municipais. "Isso é mais expressivo do ponto de vista do PIB per capita, que termina por avaliar a renda pela população", constata o Ipea. Quando a análise toma por base o PIB per capita dos municípios brasileiros - a relação entre o total da riqueza e a população - o desempenho do Rio Grande do Norte é apenas o 15º no país, apresentando redução de 12,3%, entre 1996 e 2007. Seis estados apresentaram aumento da desigualdade nesse quesito: Rio de Janeiro (42,4%), Espírito Santo (26,5%), Mato Grosso (14,4%), Minas Gerais (8,8%), Maranhão (2,6%) e São Paulo (2,4%). Já os estados da região Norte foram os que tiveram maior queda no grau de desigualdade dos PIBs per capita: Roraima (67,1%), Rondônia (48,7%) e Amapá (40,4%). O estudo do Ipea mostra ainda que o ritmo de crescimento das desigualdades é menor desde 2000. As explicações passam pelo maior investimento público em energia e infraestrutura, como o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e pelo avanço das políticas de transferência de renda. Mesmo assim, os programas, por si só, não foram suficientes para diminuir o grau da concentração da renda. Entre as conclusões do estudo, está a necessidade de realizar investimentos em infraestrutura. "Sem isso, o Brasil corre o sério risco de repetir o passado, com forte concentração da produção da riqueza nacional em pouquíssimos municípios, estados e regiões", diz o Ipea.
O Destak (SP): 56 municípios fazem metade do PIB do país Peso das cidades mais ricas vem subindo desde a década de 1920, dizem os pesquisadores Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que apenas 1% dos municípios mais ricos do Brasil, o que equivale a 56 cidades, produzem 47% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas geradas em um país). Ao mesmo tempo, os 40% mais pobres, que equivalem a 2.226 cidades, produzem somente 4,7% das riquezas. "A estrutura produtiva e ocupacional do Brasil está fortemente concentrada, e isso mostra problemas de escala, de custo e de transporte. A saída é aprofundar investimentos públicos e privados, sobretudo em infraestrutura, aliados a políticas de descentralização", afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ao divulgar o estudo ontem. Os pesquisadores do Ipea dizem também que o peso dos municípios mais ricos no PIB brasileiro vem subindo ao longo dos anos. Em 1920, os 10% mais abastados participavam com 55,4% do PIB. Esse percentual aumentou para 72,1% em 1970 e alcançou 78,1% em 2007. Sudeste campeão A região Sudeste é a que apresenta maior concentração de riqueza em poucos municípios. Já os Estados da região Sul ficam no extremo oposto. Entre 1996 e 2007, seis Estados brasileiros tiveram elevação da concentração do PIB, entre eles Rio de Janeiro e São Paulo.
O Globo (RJ): Quase metade do PIB está em 1% das cidades Em 1920, o mesmo grupo produzia 21% das riquezas. Hoje, 56 municípios mais ricos geram 47% da economia nacional Por Patrícia Duarte BRASÍLIA. A economia brasileira está fortemente concentrada em poucos municípios do país, sendo especialmente acentuada na Região Sudeste. Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que apenas 56 cidades do Brasil que formam o grupo do 1% mais rico detêm 47% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) brasileiro. Na ponta contrária, as 40% mais pobres, ou 2.226 municípios, ficam com apenas 4,7% das riquezas. Na década de 1920, início da série produzida pelo Ipea e que vai até 2007, os municípios que formavam o grupo 1% mais rico produziam 21% das riquezas geradas pelo país, enquanto as cidades que, juntas, eram as 40% mais pobres respondiam por 9,4% do PIB nacional. A estrutura produtiva e ocupacional do Brasil está fortemente concentrada. E isso mostra problemas de escala, de custo e de transporte. A saída é aprofundar investimentos públicos e privados, sobretudo em infraestrutura, aliados a políticas de descentralização afirmou o presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Concentração alta e estável desde a década de 1970 Com base nos números, o Ipea calculou o nível de desigualdade na distribuição da riqueza entre os municípios, um paralelo ao Índice de Gini, que mostra a concentração de renda entre a população. No indicador de riquezas entre cidades, desde a década de 1970 o patamar tem se mantido em níveis elevados, de 0,86, na média. Pochmann explicou que o índice varia de zero a 1 e, quanto mais próximo do teto, maior é o grau de desigualdade. Já o Índice de Gini, referente à desigualdade de renda entre as pessoas, no mesmo período, apresentou melhoras: passou de 0,49 na década de 1970 para 0,42 em 2007. A Região Sudeste é onde a concentração de riquezas entre os municípios é maior, com 0,89, enquanto a Região Sul fica na ponta oposta, com 0,79. No período de estabilidade econômica, que o Ipea considerou de 1996 a 2007, o indicador de concentração do PIB nos municípios recuou mais no Acre, que passou de 0,76 para 0,65, provavelmente devido ao impulso econômico dado no período para desenvolver as diferentes regiões do estado. No Rio, desigualdade é muito elevada, diz estudo Na ponta oposta, apenas Espírito Santo e Mato Grosso do Sul elevaram seus indicadores, mostrando mais concentração. O Rio de Janeiro, no período, viu seu indicador recuar 5,8%, de 0,90 para 0,85, comportamento que ainda deixa a desejar na visão do Ipea, por ainda representar riqueza bastante concentrada. Pochmann acrescentou ainda que, a partir de 2007, há chances de o índice de concentração das riquezas estaduais ter caído um pouco, sobretudo por causa dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que hoje estariam mais maduros e espalhados pelo país.
Evento comemora a regulamentação da profissão e debate temas atuais da economia mundial
Presidente do Ipea responde a perguntas de jornalistas após divulgação do estudo
Presidente do Ipea responde a perguntas de jornalistas após divulgação do estudo
Chamada Pública nº 078/2010 Chamada Pública nº 078/2010 - Projeto "O Plano Plurianual e seus Impactos na Formulação da Política Externa do Brasil"  Vagas: 01 (uma) bolsa Assistente de Pesquisa III (Mestre) Prazo de inscrição: 12 de agosto a 27 de agosto de 2010 Resultado: A partir de 09 de setembro de 2010 Início das bolsas:  Outubro de 2010 Chamada Pública nº 078/2010 Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
Chamada Pública nº 077/2010 Chamada Pública nº 077/2010 - Projeto "Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento no Setor Elétrico Brasileiro"  Vagas: 01 (uma) bolsa Incentivo a Pesquisa III (Modalidade I) Prazo de inscrição: 12 de agosto a 27 de agosto de 2010 Resultado: A partir de 09 de setembro de 2010 Início das bolsas:  Outubro de 2010 Chamada Pública nº 077/2010 Clique aqui para ver o Resultado Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública. Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
Desigualdade da renda no território brasileiro
avulso: R$ 32,00 Regulação e Concorrência no Brasil: Governança, Incentivos e Eficiência  Lucia Helena Salgado e Ronaldo Seroa da Motta (editores) / Rio de Janeiro, 2007 O Brasil iniciou seu processo de privatização e regulação há dez anos. Em que pesem as razões fiscais, havia o claro objetivo de criar um choque de investimentos e dinamismo nos setores monopolizados. Mas o processo evolutivo da regulação parece ter perdido o viço, deixando grandes vazios regulatórios no país. Este livro discute os mecanismos e incentivos à concorrência para os setores de transporte aéreo, saneamento, energia elétrica, mercado de carbono e telecomunicações, além de aprofundar discussões teóricas sobre governança, incentivos e eficiência, avançando em questões introduzidas por Marcos regulatórios no Brasil, primeiro título da série. Arquivos: Livro Completo Folha de rosto Apresentação Sumário Capítulo 1 - Introdução   Parte 1 - Como promover bem-estar: judiciário, órgãos reguladores e contratos Capítulo  2 - Direto da frente de batalha: a promoção da concorrência em mercados regulados Capítulo  3 - Controle de políticas públicas pelo judiciário: welfarismo em um mundo imperfeito Capítulo  4 - Mesa-redonda 1: defesa da concorrência em mercados regulados Capítulo  5 - Mesa-redonda 2: contratos e provisão de serviços públicos   Parte  2 - Entrada e desempenho na aviação civil Capítulo  6 - Performance dos regulados e eficácia do regulador: uma avaliação das políticas regulatórias do transporte aéreo e dos desafios para o futuro Capítulo  7 -  A crise VARIG/TAM e o uso de codeshare   Parte 3 - Incentivos e eficiência em saneamento Capítulo  8 - As opções de marco regulatório de saneamento no Brasil Capítulo  9 - Pontos para uma discussão sobre eficiência e regulação em saneamento   Parte 4 - Concorrência e incentivos em energia elétrica Capítulo 10 - Mercado elétrico: centralizar a gestão de riscos? Capítulo 11 - Remuneração de capital das distribuidoras de energia elétrica: uma análise comparativa   Parte 5 - Mercado de carbono Capítulo 12 - O mercado de carbono e o mecanismo de desenvolvimento limpo: a necessidade de um marco regulatório/institucional para o Brasil   Parte 6 - Concorrência e acesso na telefonia local Capítulo 13 - O regulador: elemento essencial para garantir conquistas Capítulo 14 - Custo de capital e a nova regulação de telecomunicações Créditos  Comprar publicação Surplus Labor and Industrialization  
avulso: R$ 25,00 Marcos Regulatórios no Brasil: o que foi feito e o que falta fazer  Lucia Helena Salgado e Ronaldo Seroa da Motta / Rio de Janeiro, 2005 Analisa a teoria e a experiência recente em regulação no Brasil, traça comparações internacionais e propõe soluções específicas para diversos setores, como telecomunicações, energia elétrica, aviação civil, gás natural, portos, ferrovias, saneamento e transporte urbano. Compila os trabalhos apresentados por economistas, advogados e gestores de entidades reguladoras na 1ª Jornada de Estudos de Regulação. Acesse o documento (10.35Mb)          Comprar publicação Surplus Labor and Industrialization  
avulso: R$ 13,00 Marcos Regulatórios no Brasil - incentivos ao investimento e governança regulatória  Lucia Helena Salgado e Ronaldo Seroa da Motta / Rio de Janeiro, 2008 Este livro traz temas como a identificação de ferramentas de incentivo aos investimentos e os obstáculos para desenvolvê-las, a avaliação de seu potencial e de seus limites, assim como a discussão das condições de operação efetiva das agências, com ênfase nos princípios como transparência e prestação de contas, os quais buscam garantir a aderência de atuação das empresas de controle governamental ao interesse público. Este volume reúne trabalhos apresentados por acadêmicos, pesquisadores, economistas, empresários e gestores de entidades reguladoras na 3ª Jornada de Estudos de Regulação, e em torno de um mesmo objetivo, o de construir instituições sólidas e eficientes, que melhor atendam aos anseios da sociedade. Regulação e Concorrência no Brasil: Governança, Incentivos e Eficiência.   Marcos Regulatórios no Brasil: o que foi feito e o que falta fazer. Acesse o documento (9.40Mb)          Comprar publicação Surplus Labor and Industrialization  
Marcos Regulatórios no Brasil: É Tempo de Rever Regras?  Lucia Helena Salgado e Eduardo Fiuza (Organizadores) / Rio de Janeiro, 2009 O problema da regulação econômica ultrapassou barreiras ideológicas. A discussão não é mais sobre a necessidade de regular mercados, mas sobre como regular de forma mais eficaz. Outras questões que surgem dizem respeito à necessidade de novas regras regulatórias para tratar de problemas antes não existentes; à decisão de priorizar a flexibilidade ou a estabilidade de regras; e à maneira de conciliar a consolidação de marcos regulatórios com a revisão de regras que estimulem investimentos.   Todas essas questões são tratadas nesta obra, quarto volume da série Marcos Regulatórios no Brasil. O livro traz os debates da Jornada de Regulação organizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2008. Especialistas e pesquisadores discutem os desafios regulatórios e a regulação em diferentes áreas, como telecomunicações, petróleo, convergência tecnológica e aeroportos.   Marcos Regulatórios no Brasil: É Tempo de Rever Regras?   Livro Completo   Folha de Rosto   Sumário   Apresentação   Introdução   PARTE 1 - Mesa-Redonda: PAC e PDP - Desafios Regulatórios e Impactos Concorrenciais   Capítulo 1 - Mesa-Redonda 1: PAC e PDP - Desafios Regulatórios e Impactos Concorrenciais   PARTE 2 - Instituições, Reforma Regulatória e Eficiência na Indústria de Telecomunicações em Países em Desenvolvimento   Capítulo 2 - Regulação por Incentivos em Telecomunicações: A Escolha de Países em Desenvolvimento   PARTE 3 - O potencial de Novas Reservas e a Lei do Petróleo: É Preciso Alterar o Regime Concessões?   Capítulo 3 - O Potencial de Novas Reservas e a Lei do Petróleo: É Preciso Alterar o Regime de Concessões?   PARTE 4 - Mesa-Redonda: Propostas de Revisão da LGT - Rumo à Convergência Tecnológica   Capítulo 4 - Mesa-Redonda 2: Propostas de Revisão da LGT - Rumo à Convergência Tecnológica   PARTE 5 - Revendo o Marco Regulatório de Aeroportos: Modelos Alternativos   Capítulo 5 - Análise da Experiência Internacional em Regulação de Aeroportos   Capítulo 6 - Comentários sobre "Análise da Experiência Internacional em Regulação de Aeroportos"   PARTE 6 - Compras Públicas: Aspectos com Conrrenciais e Governançacontratos   Capítulo 7 - Compras Públicas: Aspectos Concorrenciais e de Governança de Contratos   Capítulo 8 - Licitações e Governança de Contratos: A Visão dos Economistas   Glossário de Siglas   Créditos   Comprar publicação Surplus Labor and Industrialization  
Marcos Regulatórios no Brasil: Judicialização e Independência Lucia Helena Salgado (Organizadora) / Rio de Janeiro, 2009 A obra traz os debates da sessão especial Judicialização e Independência, das Jornadas de Regulação, organizadas anualmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Realizada em julho de 2009, a discussão reuniu juristas, especialistas, integrantes e ex-integrantes de agências reguladoras e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em duas mesas-redondas, que possibilitaram a integração entre a economia e o direito, participantes puderam refletir sobre seus respectivos papéis e sobre as limitações de suas competências e responsabilidades. Dividido em duas partes, o livro traz as apresentações de Alexandre Aragão, Arthur Badin, Celso Fernandes Campilongo, Gustavo Binenbojm, Lucia Helena Salgado, Farlei Martins Riccio, Mauro Grinberg, Neide Malard e Sérgio Varella Bruna. Os temas são os limites da representação judicial, o cotidiano judiciário e a representação das agências em um contexto de judicialização, que exerce impacto crucial sobre um dos alicerces da boa governança regulatória: a autonomia. Acesse os documentos Livro Completo   Folha de Rosto   Sumário   Apresentação   Introdução   PARTE 1 - Arepresentação Judicial das Agências e seus Limites   Mesa-Redonda 1 - A Representação Judicial das e Limites   PARTE 2 - O Cotidiano Judiciário e a Representação das Agências em um Contexto de Judicialização   Mesa-Redonda 2 - O Cotidiano Judiciário e Representação das em um Contexto de Judicialização   Glossário de Siglas Comprar publicação Surplus Labor and Industrialization  
Gazeta de Alagoas (AL): Riscos do Superaquecimento da Economia Cada vez mais parece fácil ser “economista” no Brasil, basta dizer que é necessário Por Bernardo L. G. Bastos Mais uma vez lê-se nos jornais alguns economistas alertando para os riscos do superaquecimento da economia, especialmente gerados pelos reajustes dos benefícios previdenciários e dos vencimentos do funcionalismo. Cada vez mais parece fácil ser “economista” no Brasil, basta dizer que é necessário: 1. Diminuir os gastos públicos (especialmente funcionalismo e INSS); 2. Controlar a inflação (exclusivamente por meio do aumento dos juros oficiais); 3. Conclamar por eficiência no setor público dizendo que o Governo gasta mal. O que não se diz: 1. O funcionalismo no Brasil é um dos mais enxutos do mundo. Não é eficiente, mas é enxuto, com apenas 10% dos trabalhadores. Pouco se comparado com os 15% nos EUA, País onde a iniciativa privada é quase uma marca sociológica ou com os 40% na Dinamarca, para citar apenas países tidos como capitalistas, liberais, abertos e ocidentais, segundo dados do Ipea. 2. Os juros só servem para controlar a inflação a taxas de até 5% ao ano, em casos excepcionais. Mais do que isso, aumenta-se tanto a dívida que o País fica refém dos credores. A dívida interna brasileira é de, aproximadamente R$ 1.700.000.000.000,00 (quase 2 trilhões). Não é tão alta em relação ao PIB (em torno de metade), mas é rolada a juros superiores a 10% ao ano. Ou seja, os EUA, com uma dívida 12 vezes maior, paga por ano o mesmo que o Brasil para rolar sua dívida. O Brasil paga R$ 170 bilhões por ano para rolar uma dívida que, a princípio, só serve para “controlar a inflação”. Superaquecimento da economia? Basta que 5% dos credores queiram gastar o dinheiro ilusório que lhes foi dado para o País ter um colapso de consumo. O brasileiro que se aposenta pelo INSS ganha no máximo R$ 3.418,15 por mês (esse é o máximo, na média se paga R$ 636,65). Caso as contribuições para a previdência fossem capitalizadas a juros oficiais, o segurado teria direito a uma aposentadoria maior, ou seja, os aposentados na verdade financiam o Brasil, não o contrário. A juros reais de 1% ao mês (aproximadamente o que se pagou na era Real), um trabalhador contribuísse com 20% de seu salário de R$ 3.418,15, por 35 anos, teria, ao final, um valor de 4,4 milhões de reais gerando uma renda perpétua de R$ 44 mil ao mês. Esse montante foge a toda lógica econômica e o País não paga esse dinheiro ao segurado, mas paga àqueles que compram seus títulos. Concordo com Armínio Fraga que disse, logo após sair do BC, que os juros brasileiros são “a maior distorção” da economia brasileira”. 3. Dizer que o Governo gasta mal, é onde eles acertam.  

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