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Resultados 5611 - 5630 de 19703

  TD 1600 - República, Democracia e Desenvolvimento: Contribuições da DIEST/Ipea Para Pensar o Brasil Contemporâneo
  TD 1601 - O Labirinto das Cidades Brasileiras: Heranças Urbanísticas e Configuração Espacial
  TD 1602 - Avanços, Recuos, Acertos e Erros: Uma Análise da Resposta da Política Econômica Brasileira À Crise Financeira Internacional
  TD 1582 - Emprego Público no Brasil: Aspectos Históricos, Inserção no Mercado de Trabalho Nacional e Evolução Recente
Convidados internacionais falarão, no Rio de Janeiro, sobre sistemas de proteção social a idosos
Boletim do Ipea aborda também o PAC, meta de inflação, Produto Interno Bruto e outros números da economia
AGÊNCIA BRASIL: Estudo do Ipea mostra que país terá estoque de 1,8 milhão de engenheiros em nove anos O Brasil poderá contar em 2020 com um estoque de 1,5 milhão a 1,8 milhão de pessoas formadas em engenharia. Os dados fazem parte do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) intitulado Radar nº 12 - Mão de Obra e Crescimento, divulgado hoje (15). O estudo ressalva que algumas pessoas que se formarão em engenharia podem não ser empregadas em ocupações típicas da área. Isso porque não há uma correspondência certa entre formação e ocupação no mercado de trabalho. O Ipea exemplifica que, em 2001, 69% das pessoas diplomadas em engenharia não estavam trabalhando nas ocupações típicas da engenharia. Segundo o estudo, a demanda por engenheiros deve crescer, até 2020, entre 5,1% e 13% dependendo do crescimento da economia. Isso significa que, até lá, serão necessários entre 600 mil e 1,15 milhão de engenheiros. Os setores que mais demandam engenheiros são os de petróleo e gás, sendo que este é o setor com o mais intenso uso de profissionais de áreas de engenharia, além da área de infraestrutura, que engloba as áreas de transportes e armazenagem, além de produção e distribuição de energia e água. Este foi o segundo setor que mais demandou profissionais da área de engenharia, na década de 1980. Com o crescimento econômico projetado para os próximos anos, a demanda por profissionais de engenharia vai continuar. A necessidade por profissionais das áreas de petróleo e gás, incluindo extração e refino, vai crescer entre 13% e 19% ao ano. A administração pública, a educação e a área de saúde pública e privada também vão demandar engenheiros em nível acima do crescimento médio da economia. O estudo aponta ainda que, com o crescimento da demanda por profissionais da área de engenharia, pode haver a possibilidade de escassez relativa de profissionais, principalmente em áreas específicas de formação e de experiência. Isso não significa necessariamente uma falta de profissionais, mas a possibilidade de salários menores faria com que aqueles que se formam em engenharia não se sintam atraídos por preencher as vagas disponíveis no mercado de trabalho. Segundo o pesquisador do Ipea Rafael Henrique Moraes, é possível que, em alguns setores, haja um gargalo na oferta de profissionais, mas isso só deverá ocorrer se a economia crescer a níveis muito altos. "Setores como construção civil, mineração, setores ligados ao petróleo e gás podem encontrar escassez daqui a alguns anos para formações específicas não ligadas à graduação." Agnaldo Nogueira, também pesquisador do instituto, disse que a falta de investimento em educação pode ser um fator que contribua para um possível déficit de engenheiros no mercado. "Para que nós tenhamos um melhor desempenho no mercado de trabalho e na formação dos nossos jovens nas áreas de tecnologia e engenharias, é preciso investir mais e acelerar o ritmo de melhora da educação básica porque ela é quem vai dar a base para os novos alunos das áreas de engenharia e de outras áreas tecnológicas", avaliou.    
BLOG DO NOBLAT: Mão de obra especializada vai ficar mais cara, diz Ipea Faltarão profissionais capacitados ao Brasil para atender o mercado se a economia crescer na média anual prometida pelo governo de 5,9% ao ano. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que não há como abastecer de forma sustentável o mercado de engenheiros se o país crescer a 6% ao ano de 2011 a 2020 e que o custo desta mão de obra especializada vai ficar mais caro daqui para frente. As maiores carências devem ser identificadas nas áreas de petróleo e gás, construção civil, mineração biotecnologia e metrologia. Embora a quantidade de engenheiros formados até 2020 seja suficiente para suprir a demanda por estes profissionais no futuro, várias obstáculos limitam a oferta de mão de obra especializada no país e devem ser um dos principais gargalos para o crescimento sustentável da economia brasileira. No cenário de crescimento mais otimista do Ipea, 68% dos profissionais com diploma em 2020 teriam que trabalhar na sua área específica. Atualmente, segundo dados do instituto, apenas 38% dos engenheiros exercem a ocupação. A maior parte deles segue em busca de oportunidades mais vantajosas em outras áreas. Este não é o único problema identificado pelos especialistas. Dos engenheiros formados pelas universidades brasileiras, apenas 28,1% têm notas consideradas de alta desempenho. Mais de 42% tiveram baixo desempenho e quase 30%, resultados medianos. Além disso, a maior parte dos profissionais da área exerce outras profissões, o que esvazia a oferta de engenheiros ao mercado  
Parceria que facilitará interação entre Ministério e Instituto foi assinada nesta terça-feira, 15, em Brasília
Folha de S.Paulo (SP): Brasil e Índia têm de ser um camaleão em negociações   Países não devem assumir identidade única como atores globais e podem atuar como ponte entre China E EUA, diz especialista em Ásia O Brasil, como a Índia, deve atuar como um camaleão nas negociações internacionais, alinhando-se ora com países em desenvolvimento, ora com nações ricas. Esse é o conselho do professor Sunil Khilnani, diretor do programa de estudos do sul da Ásia da Johns Hopkins University e autor do livro "A Ideia da Índia". Para Khilnani, os dois países estão na posição única de atuar como "ponte" entre os EUA e a China. "Brasil e Índia têm muito mais em comum do que Brasil e China", afirma Khilnani, que vem ao país para participar da conferência Internacional Foresight Brazil, promovida pela Alfred Herrhausen Society, o Ipea e a USP, amanhã, em São Paulo. Leio trechos de entrevista concedida por telefone. Folha - Qual é o papel do Brasil em um novo mundo multipolar? Sunil Khilnani - Do ponto de vista da Índia, o Brasil é um parceiro muito importante. Há muita ressonância entre o que o Brasil e a Índia querem fazer hoje em dia. Os dois são enormes democracias com muita diversidade, os dois estão lutando com a questão de como atingir desenvolvimento com mais igualdade, e os dois querem um mundo em que o poder tem uma distribuição mais justa entre os países. O sr. vê ressonância também com a China ou há mais em comum entre Brasil e Índia do que entre China e Brasil? Certamente, pelo comprometimento com a liberdade política e democracia para todos os seus cidadãos, há mais proximidade entre Índia e Brasil. A Índia, em vários aspectos, vê-se como a antítese da China. No que se refere ao modelo para sua sociedade e suas políticas, a Índia não se vê na imagem da China de jeito nenhum. Brasil e Índia lidam com sociedades com grande diversidade étnica e econômica e tentam encontrar uma forma democrática para lidar com os desafios que essa sociedade representa. Já a China está interessada em manter a homogeneidade de sua sociedade. Mas a Índia convive com o sistema de castas... Sim, não digo que nossa diversidade não seja problemática, mas estamos buscando maneiras democráticas, como a ação afirmativa, para lidar com isso. Temos longo caminho a percorrer, mas essencialmente buscamos a reforma democrática da sociedade, e não a reforma autoritária, como a China. A Índia vem lidando com a competição e o poder econômico da China há algum tempo. Algum conselho para o Brasil? A Índia também enfrenta o problema de desindustrialização ante a competitividade chinesa. O quebra-cabeças do crescimento indiano é que ele está ancorado no setor de serviços, que representa mais de 50% da economia. Para o estágio de desenvolvimento da Índia, isso é bastante inusual, porque o setor de serviços normalmente é maior em economias mais desenvolvidas. O problema é que esse modelo de crescimento ancorado em serviços não gera empregos suficientes, então precisamos desenvolver mais o setor de manufatura. Há sinais de que a indústria começa a decolar na Índia, mas a China vai continuar dominante por muito tempo. Os EUA e a Índia vêm se aproximando bastante. Bush assinou acordo de cooperação nuclear em 2006, Obama apoiou abertamente a Índia para assento permanente em um Conselho de Segurança da ONU ampliado. Como essa aproximação muda o cenário geopolítico mundial? A aproximação entre Índia e EUA é uma das maiores mudanças geopolíticas que ocorreram nos últimos anos. Começou com Clinton, aprofundou-se com Bush -foi o único sucesso em política externa do governo Bush- e Obama está mantendo. Do ponto de vista dos EUA, há três motivos por trás da aproximação: 1) claramente, o crescimento econômico indiano e as oportunidades para empresas americanas; 2) o desejo de que a Índia atue como uma âncora de estabilidade entre Afeganistão e Paquistão; 3) e, obviamente, a China. Do ponto de vista dos EUA, a Índia é um "hedge" [proteção] contra a incerteza representada pela China. Mas, do ponto de vista da Índia, as coisas são um pouco diferentes. Para os indianos, os EUA são extremamente importantes, porque podem trazer novas tecnologias, investimentos, educação e defesa. Portanto, a Índia quer ter um bom relacionamento com os EUA. Mas, em outros aspectos, há divergências. A Índia quer manter certa distância da China, mas não antagonizar com ela. Se a Índia firma parceria estratégica com os EUA, é uma enorme provocação à China, então não fará isso. A Índia quer atuar como potência que faz a ponte entre EUA e China. O Brasil também poderia atuar fazendo pontes? Sim, o Brasil, como a Índia, é uma potência que compartilha interesses com nações ricas, mas também com países pobres. Índia e Brasil têm interesses que coincidem com o de vários países, então não podem assumir uma identidade única como um ator internacional, precisam ser um camaleão. Em algumas questões, vão se alinhar a certos países, em outras, com outras nações. Não é uma inconsistência, é a particularidade de ser um país como Índia ou Brasil.
O GLOBO: Garibaldi: Previdência estuda proposta de idade mínima para aposentadoria Martha Beck e Cristiane Jungblut O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, defendeu nesta quarta-feira a manutenção do fator previdenciário - fórmula usada no cálculo dos benefícios pagos aos trabalhadores do setor privado que reduz os ganhos de quem se aposenta mais cedo. Embora tenha votado pelo fim do fator quando estava no Congresso, ele afirmou que, ao assumir o ministério, constatou que o mecanismo não pode simplesmente ser eliminado. Segundo Garibaldi, já está em estudo na Previdência uma proposta que fixa idade mínima para aposentadoria no Brasil como uma alternativa ao fator previdenciário. - Eu aprovei o fim do fator, mas quando cheguei na Previdência, verifiquei que ele não pode simplesmente ser eliminado, pois passou a constar de uma equação que não pode ser mexida de qualquer maneira. Estamos estudando uma proposta de idade mínima para confrontar com o fator. Vamos apresentar as duas à presidente Dilma Rousseff para que ela decida. Ela é quem manda - disse o ministro ao participar do seminário "O Futuro da Previdência no Brasil", organizado pelo Ministério da Previdência e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo Garibaldi, Dilma pediu empenho da Previdência na aprovação do fundo de previdência complementar dos servidores públicos. O projeto tramita no Congresso desde 2007, mas não avança por resistência do Judiciário. O projeto define que o fundo reúna todos os servidores públicos, mas o Judiciário quer um fundo próprio para seus funcionários. Por isso, de acordo com o ministro, algumas alterações terão que ser feitas: - Há setores do Judiciário que acham que deveria haver um fundo próprio. E como está lá, se prevê apenas a criação de um fundo único. Temos que enfrentar esse problema - disse Garibaldi.                
VALOR ONLINE (SP): Ipea critica ajuste fiscal do governo e teme estagnação econômica Juliana Ennes/Valor O corte do orçamento da União em R$ 50 bilhões anunciado este ano foi considerado uma política equivocada do governo federal pelo coordenador do grupo de análises e previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg. Ele não acredita que o problema fiscal seja o principal entrave ao crescimento da economia brasileira. A agenda do governo, na opinião de Messenberg, deveria ser a tentativa de elevar a taxa de investimento. "O governo poderia até embutir a questão fiscal nisso. Mas o objetivo tinha que ser fazer com que a taxa de investimentos na economia brasileira cresça, e procurar aumentar a poupança pública para fazer esses investimentos, mas isso é muito diferente de sair correndo atrás de recursos só para fazer superávit", disse. O ajuste foi considerado uma "barbeiragem". "Não se trata nem de uma navalha, mas de um massacre de serra elétrica", comparou o coordenador. Ele acredita que o corte do orçamento do governo poderá, inclusive, ter um efeito contrário ao que se espera. No modelo que tem sido desenhado, para reduzir os juros e desvalorizar a taxa de câmbio, os investidores internacionais podem ganhar confiança, inundar o mercado brasileiro, o que faria com que o câmbio se valorizasse ainda mais e traria problemas no balanço de pagamentos, acredita o economista. O temor em relação ao ajuste fiscal é o corte da fonte do crescimento do país, que é o investimento, e levar a uma estagnação econômica. O que o coordenador do Ipea defende é uma atuação mais efetiva do governo no investimento em áreas em que o capital privado não costuma entrar, como infraestrutura urbana, transporte e aeroportos. "O problema do Brasil de hoje não é a dívida pública, é a infraestrutura insuficiente. A solução não é baixar a demanda por conta disso, mas sim resolver os problemas de infraestrutura. E não é isso que estou vendo como centro da agenda do governo", disse o coordenador. Ele considera a mudança de orientação do governo como "perigosa", porque se privilegia os interesses do setor financeiro. "Você começa a privilegiar uma agenda que é do final do século passado, onde se diz que o governo faz o dever de casa e o mercado vai alocar os recursos necessários e o investimento floresce. Não teremos isso nesse caminho", acredita. O Ipea é um instituto ligado ao núcleo de assuntos estratégicos da Presidência da República e seu objetivo é ajudar a aperfeiçoar as políticas públicas, de acordo com o site da instituição.                
UOL: Ipea defende fim do sistema de metas da inflação O coordenador do grupo de análises e previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg, defende a mudança do sistema de metas de inflação para nortear a política monetária do governo brasileiro. Na verdade, ele disse acreditar que o Banco Central já não se norteia apenas pelas metas de inflação no momento. "Eu acho que ele (sistema de metas) já não existe. A tendência é que ele pare de existir no mundo inteiro", disse. O coordenador do Ipea explicou que o regime de metas faz com que a taxa de juros seja definida exclusivamente visando o controle inflacionário. "Mas quando se passa a olhar para as bolhas, para o desequilíbrio de liquidez no mercado internacional, já não é mais o regime de metas", acredita. O coordenador classificou a atuação do Banco Central como positiva, por levar em conta outros objetivos. "E praticamente já está fazendo outro tipo de política monetária, que é correto. Ninguém mais faz meta de inflação estrito senso", disse. Ele acredita ser necessário sincronizar a política fiscal com os objetivos da política econômica. A saída para isso seria o controle quantitativo de crédito.                
IG: Ipea critica ajuste fiscal do governo e teme estagnação econômica Coordenador do grupo de análises e previsões do Ipea, Roberto Messenberg, comparou o corte a um "massacre de serra elétrica" O corte do orçamento da União em R$ 50 bilhões anunciado este ano foi considerado uma política equivocada do governo federal pelo coordenador do grupo de análises e previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg. Ele não acredita que o problema fiscal seja o principal entrave ao crescimento da economia brasileira. A agenda do governo, na opinião de Messenberg, deveria ser a tentativa de elevar a taxa de investimento. "O governo poderia até embutir a questão fiscal nisso. Mas o objetivo tinha que ser fazer com que a taxa de investimentos na economia brasileira cresça, e procurar aumentar a poupança pública para fazer esses investimentos, mas isso é muito diferente de sair correndo atrás de recursos só para fazer superávit", disse. O ajuste foi considerado uma "barbeiragem". "Não se trata nem de uma navalha, mas de um massacre de serra elétrica", comparou o coordenador. Ele acredita que o corte do orçamento do governo poderá, inclusive, ter um efeito contrário ao que se espera. No modelo que tem sido desenhado, para reduzir os juros e desvalorizar a taxa de câmbio, os investidores internacionais podem ganhar confiança, inundar o mercado brasileiro, o que faria com que o câmbio se valorizasse ainda mais e traria problemas no balanço de pagamentos, acredita o economista. O temor em relação ao ajuste fiscal é o corte da fonte do crescimento do país, que é o investimento, e levar a uma estagnação econômica. O que o coordenador do Ipea defende é uma atuação mais efetiva do governo no investimento em áreas em que o capital privado não costuma entrar, como infraestrutura urbana, transporte e aeroportos. "O problema do Brasil de hoje não é a dívida pública, é a infraestrutura insuficiente. A solução não é baixar a demanda por conta disso, mas sim resolver os problemas de infraestrutura. E não é isso que estou vendo como centro da agenda do governo", disse o coordenador. Ele considera a mudança de orientação do governo como "perigosa", porque se privilegia os interesses do setor financeiro. "Você começa a privilegiar uma agenda que é do final do século passado, onde se diz que o governo faz o dever de casa e o mercado vai alocar os recursos necessários e o investimento floresce. Não teremos isso nesse caminho", acredita. O Ipea é um instituto ligado ao núcleo de assuntos estratégicos da Presidência da República e seu objetivo é ajudar a aperfeiçoar as políticas públicas, de acordo com o site da instituição.            
AGÊNCIA BRASIL: Seminário discute Previdência Social no Brasil O Ministério da Previdência Social e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) promovem hoje (16) em Brasília o seminário O Futuro da Previdência no Brasil. Serão abordados os rumos dos regimes geral e próprio de Previdência Social, a consolidação da Previdência Complementar e o panorama internacional do setor. O sistema de previdência complementar fechado tem atualmente 2,7 milhões de participantes e assistidos no país e um patrimônio de RS 512 bilhões, o que representa mais de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Participam da abertura, agora de manhã, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Wellington Moreira Franco, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. O coordenador da mesa de abertura será o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.    
EXAME.COM: Ipea critica política de corte fiscal de Dilma Segundo Ipea, o corte de R$ 50 bilhões no orçamento é influenciado pelas análises macroeconômicas do mercado financeiro, que ele considera de baixa qualidade e enviesadas Alexandre Rodrigues O coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg, criticou hoje a política de ajuste fiscal adotada pelo governo e defendeu o aumento do investimento público como forma de elevar a taxa de investimento na economia. Para o coordenador, ao priorizar o corte de R$ 50 bilhões no orçamento, o governo está muito influenciado pelas análises macroeconômicas do mercado financeiro, que ele considera de baixa qualidade e enviesadas pela tentativa de impor uma agenda que privilegia a questão fiscal em lugar do investimento. "Para mim, a agenda está totalmente equivocada. O governo deveria olhar para a taxa de investimento na economia. Fazer poupança pública é diferente de sair cortando só para fazer superávit. Um ajuste fiscal que só pensa nos próprios termos cortará a fonte do crescimento, que deve ser o investimento", afirmou Messenberg, em conversa com jornalistas hoje, no Rio, para divulgar o boletim Conjuntura em Foco. Para Messenberg, o governo não deveria embarcar numa agenda ditada pelo mercado financeiro, que, na visão dele, cobra uma ortodoxia que a última crise financeira mundial revelou que o próprio mercado não tem. Segundo o coordenador, os sinais de que o Banco Central estuda integrar analistas da academia e de outras instituições em sondagens de expectativas como a pesquisa Focus são positivos. Para o economista, o País deveria focar nos mecanismos de desaceleração do consumo, que ainda mostrou expansão muito superior ao crescimento da economia e do investimento no último trimestre de 2010, e elevar os gastos públicos em investimentos em infraestrutura para remover gargalos e reduzir custos da indústria, cuja estagnação desde o segundo semestre do ano passado preocupa. "Mesmo se o setor externo fosse uma fonte permanente de investimentos não é isso que vai elevar a taxa de investimento", afirmou Messenberg, citando o indicador que ficou abaixo de 19% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, aquém do que é considerado ideal para o crescimento sustentado da economia, entre 22% e 25%. "Precisamos ter o consumo crescendo menos do que o PIB, com o investimento e o setor industrial à frente do setor de serviços e a absorção de tecnologia que irradia produtividade em todo o sistema", afirmou Messenberg. Para ele, o governo poderia controlar a inflação aumentando a restrição ao crédito para o consumo. Estudo O corte de R$ 50 bilhões no orçamento federal foi alvo de um estudo divulgado hoje pelo Ipea em seu Boletim Conjuntura em Foco. Na publicação, os técnicos apontam que as maiores dificuldades para se viabilizar o ajuste fiscal estão nas despesas obrigatórias, visto que as discricionárias não cairão muito em relação a 2010 de acordo com a programação do governo. Para o Ipea, o rearranjo fiscal dependerá em grande medida da expectativa de elevação da receita este ano. "Comparando com 2010, as despesas programadas para 2011 estão praticamente no mesmo nível em proporção do PIB, mas, comparando com o orçado, o valor programado é R$ 8,9 bilhões inferior. Haverá grande esforço por parte do governo para reduzir tais desembolsos sem afetar os programas em andamento", diz o trabalho. O relatório avalia ainda que medidas como a redução do gasto de pessoal dependerão em grande parte da suspensão de contratações e de reajustes este ano, o que deverá produzir efeitos mais significativos nos anos seguintes. Os técnicos também apontam dificuldades sobre a redução dos gastos com abono salarial e seguro-desemprego na magnitude esperada pelo governo, assim como as despesas com Previdência, levando em conta que o salário mínimo considerado originalmente no orçamento era de R$ 540 e não de R$ 545 depois aprovado. Tendência Na avaliação do atual nível de atividade, o boletim do Ipea sugere que os indicadores da passagem entre o terceiro e o quarto trimestres de 2010 indicam uma tendência mais precisa da economia. O relatório chama a atenção para crescimento de 0,7% do PIB nessa comparação, apesar da expansão recorde de 7,5% registrada em 2010. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o PIB avançou pelo quinto trimestre consecutivo, com alta de 5%. "Analisando os componentes do PIB pelo lado da oferta, o setor industrial, mesmo registrando alta de 10,1% no ano, recuou pelo segundo trimestre consecutivo na série com ajuste sazonal, acumulando uma queda de 0,9% no segundo semestre de 2010. Pelo lado da demanda, com exceção do consumo do governo, todos os demais componentes apresentaram variação positiva na margem, com destaque para o consumo das famílias, que avançou 2,5% sobre o terceiro trimestre", apontou o trabalho. O Boletim Conjuntura em Foco traça um panorama da economia, mas não faz previsões. Segundo Messenberg, as previsões do instituto para o comportamento da economia este ano serão divulgadas no próximo mês, na Carta de Conjuntura.    
Diário de Pernambuco (PE): Procuram-se engenheiros Estudo aponta que desafio é garantir volume de diplomados para suprir necessidades Como sustentar o crescimento econômico real de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) com a quantidade e a qualidade de mão de obra formada pelas universidades brasileiras? Este é o questionamento feito pelos técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no boletim ´Radar: tecnologia, produção e comércio exterior`. A publicação estima que em 2020 o país poderá formar entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de engenheiros. Suficientes para ocupar as 765 mil vagas formais que deverão ser criadas. O desafio é garantir que o volume de diplomados vai suprir a demanda por profissionais qualificados. Os técnicos do Ipea desenvolveram uma metodologia própria onde estimam o número de engenheiros que o país formará num cenário de nove anos. Em 2000 foram diplomados 24 mil profissionais em todas áreas da engenharia, dobrando para 47 mil em 2008. Somando aos já diplomados se chegará a oferta de 1,5 milhão de profissionais até 2020. ´O delicado é que não se trata de cruzar o número devagas com o número de diplomados. O problema é garantir a qualidade de formação e reter esses formados na área profissional`, sinaliza Rafael Pereira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea. Como nas décadas de 1980 e 1990 o ritmo de crescimento econômico foi baixo, os engenheiros formados não tinham emprego, ganhavam pouco e buscavam atrativos em outros setores de atividades. O estudo do Ipea mostra que em 2001 quase 70% dos diplomados trabalhavam em outras funções. Em 2008, o desvio de função caiu para 38% e em 2009 ficou em 29%. Na outra ponta, as empresas estão demandando mais profissionais de engenharia e falta mão de obra qualificada. ´Se vai faltar ou não engenheiro vai depender do nível de crescimento e da formação desses profissionais que saem das universidades públicas e privadas`, reforça Pereira. O técnico do Ipea cita os dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2009, que revelam que houve redução da desigualdade entre os alunos menos e mais escolarizados, mas o país continua entre os piores avaliados em educação pela (Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo do Ipea mostra também que uma parcela pequena dos alunos formados pelas universidades públicas e privadas tem boa avaliação no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). ´O grosso dos formandos vem de instituições com nível de ensino médio ou baixo`, reforça o técnico do Ipea. Conclusão: até 2020 temos uma margem curta para aumentar a oferta desses profissionais mais demandados para sustentar o crescimento econômico do país.        
Correio Braziliense (DF): Escassez de qualificados A falta de mão de obra qualificada é uma preocupação crescente no setor de construção civil. A necessidade vai desde engenheiro de projeto até mestre de obra. Com a expansão do país e a retomada dos investimentos em infraestrutura a demanda por trabalhadores tende a aumentar principalmente nos setores de óleo e gás. Se quiser aproveitar a oportunidade de avanço, o Brasil terá de investir na formação desses profissionais. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que, em 2020, o número de engenheiros requeridos pelo mercado de trabalho pode estar entre 600 mil e 1,15 milhão, a depender do ritmo de crescimento econômico. Numa perspectiva otimista, com taxas médias anuais em torno de 6%, o país poderá contar em 2020 com um estoque de 1,5 milhão a 1,8 milhão de formados em engenharia. O problema é que nem todos atuam na área. Hoje, só 40% dos residentes no Brasil com o diploma estão em postos formais típicos de sua área. “o desvio profissional não é pernicioso para a economia, mas se trata de um ajuste de mercado. Do total de formados, quantos efetivamente serão atraídos para o setor privado?, questionou o técnico do Ipea Rafael Pereira. “No longo prazo, temos de ampliar a oferta dessa mão de obra por meio do sistema educacional. Mas temos de nos preocupar também com a qualidade da formação”, destacou o técnico Fabiano Pompermayer.    

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