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G1 (RJ): Para 58,5%, comportamento feminino influencia estupros, diz pesquisa Ipea divulgou estudo 'Tolerância social à violência contra as mulheres'. Instituto ouviu 3.810 pessoas em 212 cidades entre maio e junho de 2013. Por Filipe Matoso Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo, mostra que 58,5% dos entrevistados concordam totalmente (35,3%) ou parcialmente (23,2%) com a frase "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros". Segundo o levantamento, 37,9% discordam totalmente (30,3%) ou parcialmente (7,6%) da afirmação - 3,6% se dizem neutros em relação à questão. O estudo também demonstra que 65,1% concordam inteiramente (42,7%) ou parcialmente (22,4%) com a frase "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", enquanto 24% discordam totalmente, 8,4% discordam parcialmente e 2,5% se dizem neutros. A pesquisa ouviu 3.810 pessoas entre maio e junho do ano passado em 212 cidades. Do total de entrevistados, 66,5% são mulheres. A assessoria do Ipea não informou qual o percentual de homens e mulheres opinaram especificamente em relação à questão do comportamento feminino. No documento sobre a pesquisa, intitulado "Tolerância social à violência contra as mulheres", que também avaliou opiniões sobre violência e homossexualismo, o órgão afirma que "por trás da afirmação [referente ao estupro], está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais". Na avaliação do instituto, a violência "parece surgir" a partir dessa ideia. Os entrevistados foram questionados com base em afirmações pré-formuladas pelo instituto, com as quais diziam se concordavam totalmente ou parcialmente, se discordavam totalmente ou parcialmente ou se tinham uma posição de neutralidade em relação ao assunto. De acordo o levantamento, que também questionou os entrevistados quanto à punição para agressores, 78,1% concordam totalmente que o homem que bate na esposa "tem que ir para a cadeia"; 13,3% concordam parcialmente; 5% discordam totalmente e 2% discordam parcialmente. Segundo a pesquisa, 54,4% discordam totalmente da afirmação de que "dá para entender que um homem que cresceu em uma família violenta agrida sua mulher", enquanto 18,1% concordam totalmente. Para 56,9% dos entrevistados, discordam totalmente da afirmação de que a questão da violência contra as mulheres recebe "mais importância do que merece" - 10,5% disseram concordar totalmente com a afirmação. Violência O Ipea indagou os entrevistados sobre aspectos que envolvem a violência contra a mulher no país. Foram abordados temas como separação, filhos, xingamentos e onde os casos devem ser discutidos. 33,3% concordam totalmente com a afirmação de que casos de violência dentro de casa devem ser discutidos "somente" entre os membros da família; 25,2% discordam totalmente. Em outra questão, 61,7% disseram concordar totalmente que, quando há violência, o casal deve se separar. De acordo com a pesquisa, 69,8% dos entrevistados discordam totalmente da ideia de que a mulher que apanha em casa deve ficar quieta para não prejudicar os filhos e 76,4% discordam totalmente da afirmação de que um homem pode "xingar e gritar com sua mulher". "Constitui importante desafio reduzir os casos de violência contra as mulheres. (...) Uma das formas de se alcançar a diminuição deste fenômeno, além da garantia de punição para os agressores, é a educação. Transformar a cultura machista que permite que mulheres sejam mortas por romperem relacionamentos amorosos, ou que sejam espancadas por não satisfazerem seus maridos ou simplesmente por trabalharem fora de casa é o maior desafio atualmente", diz o Ipea. Relação sexual A pesquisa questionou os entrevistados quanto às relações sexuais. Segundo o levantamento, 54% discordam totalmente da ideia de que "a mulher casada deve satisfazer o marido na cama, mesmo quando não tem vontade" enquanto 14% concordaram totalmente com a afirmação. O Ipea também indagou os entrevistados sobre se é possível afirmar que "tem mulher que é para casar, tem que mulher que é para cama". No total, 34,6% disseram concordar totalmente com a afirmação; 26,4% disseram discordar totalmente. Homossexualismo De acordo com o Ipea, 32,6% dos entrevistados discordam totalmente da noção de que casais com pessoas do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos dos outros casais; 31,6% concordam totalmente e dizem que a ideia está correta. O estudo mostra que 38,8% dos entrevistados concordam totalmente que casamentos homossexuais deveriam ser proibidos e 32,1% discordam totalmente - 44,9% disseram concordar totalmente com a afirmação de que incomoda ver dois homens ou duas mulheres se beijando na boca em público; 28,2% dizem discordar totalmente. "Jovens (16 a 29 anos) apresentam tolerância maior à homossexualidade, e os idosos (60 anos ou mais) mostram-se mais intolerantes. (...) A religião também foi significativa em todos os modelos [de perguntas], no entanto, os católicos só se mostraram intolerantes além da média no que toda à ideia de proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os evangélicos se sobressaem como grupo mais intolerante à homossexualidade", avalia o Ipea. Radiografia dos estupros O Ipea divulgou também nesta quinta-feira (27) um levantamento com base em dados de 2011 do Ministério da Saúde sobre os casos de estupros no país. Intitulado "Estupros no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde", o documento afirma que naquele ano 88,5% das vítimas eram do sexo feminino, mais da metade tinha menos de 13 anos, 46% não possuía ensino fundamental completo e em 70% dos casos as vítimas eram crianças e adolescentes. A pesquisa aponta ainda que os principais responsáveis por estupros de crianças foram amigos ou conhecidos (32,2%) e pais ou padrastos (24,1%). De acordo com o levantamento, os adolescentes foram vítimas de estupro, principalmente, de desconhecidos (37,8%) e amigos ou conhecidos (28%). No caso de adultos que sofreram estupro em 2011, 60,5% foram vítimas de desconhecidos. "Estimamos que, a cada ano, no mínimo 527 mil pessoas são estupradas no Brasil. Desses casos, apenas 10% chegam ao conhecimento da polícia. (...) Obviamente, sabemos que tal análise é condicional ao fato da vítima de estupro ter procurado os estabelecimentos públicos de saúde", publicou o Ipea no estudo.
Carta Capital (SP): Metade da população aceita direitos de gays, mas não fora do "armário" Segundo estudo, é notável o avanço da aceitação do princípio da igualdade, mas a intolerância aparece em relação a situações concretas, como manifestações de afeto Por Matheus Pichonelli É o famoso "não tenho nada contra, mas não quero perto de mim". Na pesquisa sobre tolerância social à violência contra mulheres, realizada pelo Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), metade dos 3.810 entrevistados pelo instituto (50,1%) afirma que casais de pessoas do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos de outros casais - contra 40% dos que veem a ampliação desses direitos como aceitáveis. Quando a afirmação é mais incisiva, no entanto, a questão muda de figura. Para a maioria da população (52%), o casamento de homem com homem ou de mulher com mulher deve ser proibido no Brasil. Para 60%, incomoda ver dois homens, ou duas mulheres, se beijando na boca em público (44,9% dizem concordar "totalmente" com a afirmação). "É notável o avanço da aceitação do princípio da igualdade de direitos de casais heterossexuais e homossexuais", aponta o estudo. No entanto, há uma tendência em se observar um nível mais alto de intolerância quando o teste recai sobre situações concretas, como a explicitação de uma relação entre gays em público. Sobre esta questão, aponta a pesquisa, os jovens apresentam uma tolerância maior à homossexualidade. Os idosos mostram-se mais intolerantes. A intolerância também é maior entre religiosos. A maioria dos católicos, por exemplo, diz não aceitar a ideia de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já os evangélicos são mais intolerantes em relação à homossexualidade.
Época (RJ): A culpa é delas. É o que pensam os brasileiros sobre a violência contra a mulher Uma pesquisa realizada pelo Ipea quis saber as opiniões do brasileiro quanto à violência contra a mulher. Os resultados preocupam: a maioria dos brasileiros acredita que o estupro é culpa da mulher, que mostra o corpo e não se comporta como deveria Por Rafael Ciscati Para a maioria dos brasileiros, a mulher deve "dar-se ao respeito". Ela deve obediência ao marido e só se sente realizada ao ter filhos e constituir família. A maioria ainda acredita que, "se a mulher soubesse se comportar melhor, haveria menos estupros". Mais que isso: para a maioria dos brasileiros, "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser estupradas". São essas as conclusões de um estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgado nesta quinta-feira (27). Anualmente, o Ipea organiza o Sistema de Indicadores de Percepção Social , uma pesquisa realizada em domicílios brasileiros que visa identificar a opinião da população acerca de políticas públicas implementadas pelo governo. Este ano, a pesquisa queria saber o que o brasileiro pensa sobre a questão da violência contra a mulher. Entre maio e junho de 2013, 3809 domicílios foram consultados, em 212 cidades espalhadas pelo Brasil. Homens e mulheres foram entrevistados. Elas, inclusive, foram maioria - correspondem a 66% da amostra. Dos dados, emerge um sociedade patriarcal, que busca controlar o corpo feminino e que culpa a mulher pelas agressões sofridas.   Segundo o Ipea, existe no Brasil um "sistema social que subordina o feminino ao masculino" ,no qual " a violência parece exercer um papel fundamenta". Entre os entrevistados, 58,5% acham que, se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros. Essa percepção, além de depositar a culpa da agressão nos ombros das mulheres, carrega implícita a noção de que os homens não conseguem - e nem deveriam - controlar seus apetites sexuais. O mais chocante - 65% dos brasileiros concordam com a ideia de que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. A afirmação, dizem os pesquisadores, mostra a existência de uma "cultura do estupro" no país. Não basta que o comportamento feminino seja alvo de restrições maiores que o masculino: é tolerável que os desvios de conduta sejam punidos, por meio de violência sexual. A pesquisa do Ipea é apresentada em um momento em que o tema da violência contra a mulher ganha destaque na imprensa e na a agenda do governo. O Instituto aponta que, nessa área, avanços importantes foram conquistados, como a criação da Lei Marinha da Penha em 2006. Mesmo assim, ainda falta que a mentalidade do brasileiro evolua. Além das questões relacionadas à violência sexual, a pesquisa abordou questões relativas à violência doméstica e organização familiar. Violência doméstica e sociedade patriarcal Nessa área, as opiniões dos brasileiros são um tanto contraditórias. A esmagadora maioria concorda que atos de violência contra a mulher, em casa, devam ser punidos: 91% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que "homem que bate na esposa deve ir para a cadeia". Mesmo assim, a maioria acredita que casos de conflitos entre pessoas casadas podem e devem ser resolvidos dentro de casa, sem intervenção das autoridades: 63% acham que casos de violência doméstica só devem ser discutidos entre membros da própria família. Para os pesquisadores do Ipea, a maior parte da sociedade brasileira preserva a imagem de uma família tradicional, organizada em torno da figura do homem. Nessa forma de organização familiar, o homem não tem poderes irrestritos sobre mulher e filhos - seus atos de violência, se extremos, devem ser punidos. Mesmo assim, o pai continua a ser uma figura cuja autoridade deve ser respeitada, ainda que isso acarrete prejuízos para a mulher. Nesse contexto, o recurso à violência, física ou subliminar é frequente e tolerado: 27% dos entrevistados concordam total ou parcialmente com a afirmação de que a mulher deve satisfazer os desejos sexuais do marido, ainda que não tenha vontade de fazê-lo. Sem deixar claro, a pergunta aborda a questão do estupro no âmbito do casamento, um tabu. Existe ainda a tendência de associar à imagem da mulher à imagem de mãe. 30% dos entrevistados acreditam que uma mulher só se sente realizada quando tem filhos. Casamento entre pessoas do mesmo sexo A família que o brasileiro valoriza é aquela composta por pai, mãe e filhos. Liderada pelo marido: a maioria enxerga o homem como o cabeça da casa. Embora esse arranjo familiar venha perdendo espaço - o número de famílias chefiadas por mulheres, segundo o IBGE, cresceu de 28% para 38% em 2012 - é ele que ocupa o imaginário do brasileiro médio como o de família ideal. Segundo o IPEA, além de desvalorizar a importância da mulher no círculo familiar, esse imaginário cria espaço para opiniões de caráter homofóbico - o casamento de dois homens, por exemplo, é visto como uma situação em que um homem ocupa o lugar de submissão associado à mulher. Quando perguntados, 52% dos entrevistados afirmaram que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não deveria ser permito. Mesmo assim, em outra aparente contradição, 50% deles acreditam que pessoas do mesmo sexo devem ter acesso aos mesmos direitos que os demais casais. De acordo com o Ipea, o perfil das respostas, nesse caso, variou conforme a faixa etária do entrevistado. Jovens, entre 16 e 29, têm uma imagem mais positiva da homossexualidade.
Revista Veja (SP): 65% dos brasileiros acham que mulher de roupa curta tem culpa por ser atacada Maioria concorda que homens que batem em mulheres devem ser presos, segundo pesquisa feita pelo Ipea Os números da última pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgados nesta quinta-feira mostram que a sociedade brasileira ainda é tolerante com agressões e, em geral, culpa as vítimas pela violência sofrida. 65% dos entrevistados ouvidos pelo instituto afirmaram que concordam com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". Segundo o balanço, um número significativo de entrevistados parece considerar a violência contra a mulher uma forma de correção. Para estes, a vítima deve ser responsabilizada pelo ataque, seja por usar roupas provocantes, seja por não se comportar "adequadamente". A avaliação tem como ponto de partida o grande número de pessoas que diz concordar com a frase: se mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros. O trabalho indica que 58,5% das pessoas concordam com esse pensamento. A resposta a essa pergunta apresenta variações significativas de acordo com algumas características. Nas regiões Sul e Sudeste, é menor a proporção de pessoas que culpam a mulher pela violência sexual. Batizado de Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), o trabalho se baseou na entrevista de 3.810 habitantes de 212 municípios no período entre maio e junho do ano passado. A pesquisa mostra que 91% dos entrevistados concordam total ou parcialmente com a prisão dos maridos que batem em suas esposas, mas 63% disseram concordar com a ideia de que "casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre membros da família". Gays - A pesquisa também revela que a maior parte dos brasileiros se incomoda em ver dois homens ou duas mulheres se beijando. Dos entrevistados, 59% relataram desconforto diante da cena, e 52% concordam com a proibição de casamento gay. Para 41% dos entrevistados, "um casal de dois homens vive um amor tão bonito quanto um homem e uma mulher". Metade dos entrevistados concorda com a afirmação de que casais de pessoa do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos de outros casais.
O Globo (RJ): Ipea: 50,7% das vítimas de estupro no Brasil tem até 13 anos Segundo pesquisa, estima-se que 0,26% da população sofra violência sexual a cada ano Por Carolina Benevides No Brasil, a cada ano, estima-se que 0,26% da população sofra violência sexual, o que significa que existem 527 mil tentativas ou casos de estupro no país. Desses, 10% são reportados para a polícia. Os números fazem parte do estudo Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Nos Estados Unidos, 0,2% dos indivíduos sofrem estupro a cada ano. Por lá, 19,1% dos casos são notificados à polícia. A análise do Ipea é baseada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS), e apresenta os dados de 2011. Nesse ano, foram notificados no Sinan 12.087 casos de estupro no Brasil. No entanto, o estudo faz a ressalva que só são computados os casos em que as vítimas procuram o serviço público de saúde. Em 2011, 89% das vítimas foram do sexo feminino, e crianças e adolescentes representam mais de 70%. Na metade dos incidentes totais envolvendo menores, há histórico de estupros anteriores. O Ipea viu ainda que o padrão é o seguinte: coação por ameaça, força física e espancamento. No entanto, quando a vítima é adulta e o agressor é desconhecido, arma de fogo está presente em 23,3% dos crimes. O perfil das vítimas, segundo o Ipea, é o seguinte: ao todo, 50,7% eram crianças de até 13 anos. Ao analisar o grau de parentesco no grupo de crianças estupradas, foi visto que o pai foi o responsável por 11,8% dos casos. Padrastos foram os agressores em 12,3% dos estupros. Em relação aos adolescentes - de 14 a 17 anos -, o pai foi o responsável por 5,3% dos casos. No grupo de adultos, o agressor era desconhecido em 60,5% dos casos. Além disso, residir fora da área urbana faz com que a probabilidade de estupros recorrentes aumente 20%. A pesquisa, além de traçar o perfil das vítimas, mostra que a frequência maior dos estupros se dá nos meses de inverno e às segundas-feiras. E vai além: aponta que nos crimes em que há penetração vaginal, em adolescentes entre 14 e 17 anos, acarreta uma grande taxa de gravidez. Segundo o estudo, por conta dos "eventos repetidos, tendo em vista o histórico de violência sexual intrafamiliar". Em relação às mulheres adultas que engravidaram após um estupro, 19,3% fizeram aborto legal. O indicador caiu para 5% quando a vítima tinha entre 14 e 17 anos. O estudo lembra que "a prática de aborto legal só é possível em menores quando tanto a vítima como o responsável legal estão de acordo com o procedimento".
Agência Brasil (DF): Maioria acha que mulher com roupas curtas merece estupro, aponta Ipea Por Edgard Matsuki esta quinta-feira (27), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma pesquisa realizada em junho de 2013 sobre a tolerância social da população à violência contra as mulheres no Brasil. O estudo apontou que, apesar da diminuição da tolerância à violência doméstica, os entrevistados ainda acreditam que as mulheres podem ter parcela de culpa em casos de violência sexual. Na pesquisa, 65,1% das pessoas acreditam que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". Ao todo, 68,5% dos entrevistados também acreditam que "se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros". O estudo aponta que, por trás dessas respostas, a responsabilidade do estupro também é jogada para a mulher. "[Existe a] noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores". Incorporar: Os autores ainda apontam que os entrevistados acreditam que o estupro parece surgir também como uma correção. "[As respostas dão a ideia de que] a mulher merece e deve ser estuprada para aprender a se comportar", diz outro trecho do estudo. Outras respostas também surpreenderam os pesquisadores. No total, 82% dos entrevistados acreditam que "em briga de marido e mulher, não se mete a colher" e 89% concorda que "a roupa suja deve ser lavada em casa". A pesquisa abrange 25 perguntas sobre violência física e psicológica contra a mulher, relações homoafetivas e reflexões sobre o papel do homem e mulher na sociedade. Ao todo, foram entrevistadas 3.810 pessoas e 66,5% dos pesquisados são mulheres.
Estado de São Paulo (SP): 54,9% acreditam que existe "mulher para casar", diz pesquisa Segundo autores do estudo, respostas mostram noção estereotipada Por Lígia Formenti Resultados do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), divulgado nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que o sexismo ainda está presente na sociedade brasileira. 54,9% dos entrevistados concordaram total ou parcialmente com a afirmação : "tem mulher que é pra r, tem mulher que é pra cama." Além disso, quase 64% dos entrevistados concordaram total ou parcialmente com a ideia de que "homens devem ser a cabeça do lar". Também a grande maioria (79%) da população concordou total ou parcialmente com a ideia de que "toda mulher sonha em se r". Algo que, para os autores, estampa a noção estereotipada sobre desejos e ideais de vida das mulheres. O Ipea também perguntou às pessoas se a mulher da deve satisfazer o marido na cama, mesmo sem vontade. Entre os entrevistados, 54% discordam totalmente da informação e 11,3%, parcialmente. Apenas 14% acreditam que a mulher deve se submeter totalmente aos desejos sexuais do marido.
Estado de São Paulo (SP): 65% dos brasileiros acham que mulher de roupa curta merece ser atacada Resultados assustaram até autores do estudo do Ipea; retrato da vítima de violência sexual indica ainda que mais da metade das vítimas tinha menos de 13 anos e há casos de estupro coletivo Por Lígia Formenti A maioria dos brasileiros concorda com a ideia de que marido que bate na esposa deve ir para a cadeia, revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Batizado de Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), o trabalho se baseou na entrevista de 3.810 pessoas, residentes em 212 municípios no período entre maio e junho do ano passado. A pesquisa mostra que 91% dos entrevistados concordam total ou parcialmente com a prisão dos maridos que batem em suas esposas. O estudo alerta, no entanto, que é prematuro concluir, com bases nesses dados, que a sociedade brasileira tem pouca tolerância à violência contra a mulher. "Há uma ambiguidade do discurso", afirmam os autores. Dos entrevistados, 63% disseram concordar com a ideia de que "casos de violência dentro de devem ser discutidos somente entre membros da família". Causou espanto entre os próprios pesquisadores o fato de que 65% disseram concordar com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", algo que deixa claro para autores do trabalho a forte tendência de culpar a mulher nos casos de violência sexual. Para autores, um número significativo de entrevistados parece considerar a violência contra a mulher como uma forma de correção. A vítima teria responsabilidade, seja por usar roupas provocantes, seja por não se comportarem "adequadamente." A avaliação tem como ponto de partida o grande número de pessoas que diz concordar com a frase: se mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros. O trabalho indica que 58,5% concorda com esse pensamento. A resposta a essa pergunta apresenta variações significativas de acordo com algumas características. Residentes das regiões Sul e Sudeste e os jovens têm menores chances de concordar com a culpabilização do comportamento feminino pela violência sexual. A pesquisa não identifica características populacionais que determinem uma postura mais tolerante à violência, de forma geral. Os primeiros resultados, no entanto, indicam que morar em metrópoles, nas regiões mais ricas do país, ter escolaridade mais alta e ser mais jovem aumentam a probabilidade de valores mais igualitários e de intolerância à violência contra mulheres. Autores avaliam, porém, que tais características têm peso menos importante do que a adesão a certos valores como acreditar que o homem deve ser cabeça do lar, por exemplo.
TD 1939 - Uma Análise Exploratória dos Efeitos da Política de Formalização dos Microempreendedores Individuais

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