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Pesquisadores lançam Carta de Conjuntura e Notas Técnicas e explicam tendências do cenário macroeconômico
Marcelo Neri, ministro da SAE e presidente do Ipea, e Deborah Wetzel, do Banco Mundial, foram os convidados para o debate
Evento promovido pela FGV e pelo Ipea ocorre nesta semana no Rio de Janeiro e em Brasília
Destak: Engenharia civil: entre as melhores Por Gabriella de Lucca Engenharia civil está entre as carreiras mais promissoras, de acordo com estudo elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Outros tipos de engenharia também aparecem na lista, que é liderada por medicina. Apesar das previsões de estagnação econômica, a engenharia deve continuar sendo a profissão do futuro. “Há inúmeras ofertas de emprego na indústria, no comércio e em serviços, em empresas públicas, privadas ou do terceiro setor. O engenheiro estuda já tendo em vista que terá diversas possibilidades de atuação, como, por exemplo, nas áreas administrativas e de gestão. Além disso, novas oportunidades surgem a todo momento, pois novos postos são criados com origem nos avanços da extração de petróleo ou na modernização dos estádios e aeroportos”, afirma Gervásio das Neves Salvador, coordenador dos cursos de Engenharia do Centro Universitário Anhanguera de Santo André, ao Destak. De acordo com ele, o mercado sofre com falta de mão de obra especializada no setor, já que a demanda foi maior do que o número de formados pelas universidades. “Na Anhanguera percebemos um aumento na procura por cursos, pois atualmente a escolha dos jovens pela profissão parte da demanda do mercado. Os alunos procuram as áreas e as atividades que estão com falta de profissionais qualificados, como no caso da Engenharia Civil. Neste semestre abrimos turma de Controle de Automação e Processos e a primeira turma no Brasil de Engenharia a distância. Essa carência de profissionais ajuda a elevar os salários da categoria. Segundo Salvador, por isso os profissionais bem qualificados conseguem se destacar no mercado de trabalho.
O Globo (RJ): Meio século depois, Brasil começa a reverter desigualdade econômica da ditadura País retorna ao nível de concentração de renda dos anos 60, um dos mais baixos da História Por Cássia Almeida e Lucianne Carneiro Demorou 50 anos para o Brasil se recuperar do estrago que a política de arrocho salarial do regime militar e a inflação fizeram na distribuição de renda brasileira. O Índice de Gini, que mostra o nível da concentração de renda no país e que, quanto mais perto de zero, mais igualitária é a sociedade, voltou atualmente aos 0,500 nos rendimentos de todos os trabalhadores, o mesmo índice de 1960 captado pelo Censo Demográfico. Em 1970, a taxa já tinha subido para 0,56; em 1980 para 0,59; e em 1991 para 0,63. A queda só começou a acontecer sistematicamente no Século XXI. A chaga da desigualdade manchava o Milagre Econômico. O crescimento do país de dois dígitos foi posto em questão no início dos anos 1970 por Robert McNamara, então presidente do Banco Mundial. Ele citava o artigo do economista Albert Fishlow, de 1972, professor emérito da Universidade de Columbia, que constatava esse salto na direção da concentração de renda. Era o período que a repressão do regime militar alcançava seu auge. Além da repressão, na política econômica a fórmula de reajuste de salários embutia uma perda. Corrigia-se o salário real médio dos últimos 24 meses, somava-se taxa de produtividade e uma parte da expectativa de inflação. Só que as previsões sempre eram bem menores que a subida real dos preços. A fórmula ajudou a segurar a inflação. - Depois do artigo, outros economistas tentaram seguir essa informação sobre salário. Surgiu o interesse sobre o problema. Saíram livros, artigos, estudos. Delfim Netto (ministro da Fazenda na época) pegou a ideia de que era necessário crescer para poder distribuir. No Brasil, apesar da censura à imprensa, houve esse debate. Hoje há um reconhecimento generalizado sobre a melhora na distribuição de renda - conta Fishlow. Educação, outro fator determinante Na mesma época, o doutor em Economia Agrária Rodolfo Hoffmann fazia a mesma constatação: - Meu trabalho foi publicado na Revista de Administração de Empresas. Fishlow publicou na "American Economic Review". Todos nós deduzimos, matematicamente, que (o aumento da concentração) tinha a ver com a ditadura. Fiquei preso em Piracicaba. Era o único estudante preso, os outros eram lideranças sindicais. Isso não afetou a distribuição de renda? Diminuiu o poder de barganha do trabalhador. O arrocho salarial certamente contribuiu. O ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni, na época recém-chegado do doutorado na Universidade de Chicago, diz que o arrocho salarial afetou a desigualdade, mas aponta outro fator determinante: a falta de educação. Em 1960, quase 40% da população de 15 a 69 anos eram analfabetos. A pedido de Delfim Netto, então ministro da Fazenda, o economista fez o estudo depois que as conclusões de Fishlow e Hoffmann vieram à tona. - Como a economia acelerou seu crescimento, a demanda por mão de obra começou a disparar. Só que a oferta de mão de obra qualificada era pouco elástica, e a disparidade dos salários começou a aumentar. Havia enorme disparidade entre diferentes níveis de educação. Meu estudo deixou claro que a educação era fator preponderante para explicar a piora na distribuição de renda - diz Langoni. A jornalista María Clara R. M. do Prado, que escreveu artigo recente destacando a recuperação do Gini aos níveis dos anos 1960, atribuiu o aumento da concentração ao arrocho salarial e à inflação. O salário dos 10% mais ricos, que era 34 vezes maior que o dos 10% mais pobres, pulou para 40 vezes mais dez anos depois. - Sem dúvida, foi o arrocho salarial. A política econômica na ditadura, pelo menos até meados dos anos 70, foi implementada com o claro objetivo de estimular o crescimento. Mão de obra barata era parte importante da equação porque garantia custo baixo para investidores. O mínimo sofreu expressiva redução real, numa política que deliberadamente visava a beneficiar a atividade empresarial. Mínimo menor que em 50 O salário mínimo ainda não se recuperou. O valor de R$ 724 ainda é menor que o do início de 1964, que ultrapassava mil reais, e do pico dos anos 1950, de acordo com levantamento feito pela professora da UFRJ Lena Lavinas: - Em fevereiro de 1964, João Goulart dá um forte aumento para o mínimo. Mas ainda estamos recuperando valores dos anos 1950. Estamos hoje perto dos de 1962. Não estamos avançando, estamos ainda recuperação. Segundo Hoffmann, a abertura democrática mostra esses efeitos paulatinos sobre a distribuição, que ficam mais fortes depois de 2000: - Não foram só as eleições gerais. Começa-se a mexer na distribuição de renda, a proteger os salários mais baixos, cria-se bolsa-escola, depois o Bolsa Família, o salário mínimo começa a subir em 1995. A mudança política reverteu o quadro. O economista Edmar Bacha diz que não se pode atribuir a desigualdade de renda no país ao regime militar, mas reconhece que apenas recentemente retomamos o índice de Gini que tínhamos em 1960. Ele afirma que 70% do crescimento da renda entre 1960 e 1970 foram apropriados pelos 10% mais ricos da população: - O período militar apenas agravou (a desigualdade). O Gini hoje no Brasil ainda é alto, está entre os dez mais altos do mundo. Especialista em mercado de trabalho, Lauro Ramos, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lembra que os preços relativos da força de trabalho na época perderam para todos os outros fatores da economia: - Salário era o único ativo da camada mais baixa na estrutura de renda.O salário mínimo foi o instrumento. A indexação funcionava com múltiplos do mínimo. Segurava o salário mínimo, segurava todo mundo.
R7: Brasil precisa melhorar muito as rodovias para competir com outros países Por Joyce Carla Um dos maiores entraves para o crescimento do Brasil, a infraestrutura afeta não somente os portos, aeroportos e ferrovias, mas o principal tipo de transporte do País: o rodoviário. É preciso melhorar muito a qualidade das estradas brasileiras para que o produto nacional possa competir com o de outros países. Segundo uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 61% das cargas transportadas nacionalmente são deslocadas por meio das rodovias. Mas dados da Fundação Dom Cabral e do Fórum Econômico Mundial mostram que apenas 12% das estradas brasileiras são pavimentadas. O diretor-presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Paulo Sérgio Passos, afirma que, "em comparação a outros países, o Brasil não tem uma posição satisfatória". Segundo ele, Estados como Mato Grosso, Tocantins e Pará não possuem uma infraestrutura rodoviária adequada. - Estamos em 45º lugar em relação à infraestrutura de transporte. Precisamos ampliar e qualificar a malha rodoviária do País. Temos que trabalhar para que esses Estados não plenamente assistidos possam contar com estradas melhores. País deve criar incentivos para energia limpa para aumentar competitividade Segundo o diretor de Rodovias da Odebrecht TransPort, Renato Mello, o País deve recuperar o tempo perdido fazendo investimento emergencial e planejando novos investimentos. Ele afirmou ainda que o "transporte urbano também ficou muito tempo abandonado e que a solução tem que ter a coparticipação pública". Por outro lado, o presidente da Volkswagen MAN, Roberto Cortes, vê a situação das estradas brasileiras como uma oportunidade de negócios. Ele lembra que "a fila de caminhões nos portos não é boa para o País". - Se, com todas as dificuldades, o Brasil está onde está, imagina quando resolver esses problemas de infraestrutura. O governo precisa discutir formas que possam ser viabilizadas [para] as inovações necessárias. O presidente da CCR AutoBan, Mauricio Soares Vasconcellos, concorda com a oportunidade para crescer, pois "o Brasil está muito atrás na comparação com outros países de mesmo porte". Vasconcellos diz que a saída são as parcerias público-privadas, já que o investimento em transporte precisa de tempo e planejamento. As declarações foram feitas durante o Fórum Brasil: Diálogos Para o Futuro, evento organizado pela revista Carta Capital - que reúne políticos e empresários brasileiros - e realizado esta semana em São Paulo.
O Estado de São Paulo (SP): Fazenda renegocia dívida de R$ 238 bi do BNDES. Valor é mais da metade de toda a dívida que o banco tem hoje com o Tesouro Nacional Por Adriana Fernandes e Vinicius Neder Ministério da Fazenda renegociou empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em valor equivalente a duas dívidas externas do governo federal. Foram renegociados R$ 238,2 bilhões em condições mais favoráveis para o banco. É mais da metade de toda a dívida de R$ 415,1 bilhões que o BNDES tem hoje com o Tesouro Nacional. Numa única tacada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, autorizou, na semana passada, a reestruturação de RS 194 bilhões. Os contratos renegociados representam o dobro do estoque da  dívida externa do govemo, de RS 96,27 bilhões. Para economistas ouvidos pelo Estado, a dívida vai aumentar o custo do Tesouro. Com a renegociação, todos os empréstimos passaram a ter um único indexador de correção: a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 5% ao ano. Os contratos originais eram corrigidos por vários indicadores, todos com taxas mais elevadas, como TR, IPCA e dólar, acrescidos de taxas de juros. "A mudança permite ao BNDES uma aderência de custos aos programas que já estão lá",explicou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o secretário do Tesouro, Arno Augustin. Segundo ele, a renegociação não muda o limite de R$ 150 bilhões de desembolsos de novos empréstimos do BNDES, que a área econômica autorizou este ano - RS 30 bilhões a menos que em 2013. A renegociação acarretará custos adicionais ao Tesouro, em um montante difícil de ser calculado, dizem economistas. Segundo Armando Castelar Pinheiro,da Fundação Getúlio Vargas, além do custo adicional haverá ampliação do déficit nominal nas contas públicas, embora seja relativamente pequeno perante o total da dívida. "A medida aumenta o déficit nominal e torna a dinâmica da dívida pública pior", diz Castelar, explicando que o Tesouro receberá menos juros das dívidas contraídas pelo BNDES. Os gastos públicos com juros, nos últimos 12 meses até janeiro, foram equivalentes a 5,3% do PIB. Em agosto de 2013, estavam em 4,91%. Ainda de acordo com os dados do BC, a taxa implícita de 12 meses ficou em 17,4% cm janeiro, ante 15,6%, em julho de 2013. "Hoje, com dívida líquida equivalente a 34% do PIB, temos uma taxa implícita equivalente à de 2002, quando a dívida era 60% do PIB", diz o economista Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Outro problema é que a medida piora um quadro ruim, pois a taxa implícita da dívida pública líquida vinha crescendo. Esse crescimento tem a ver com os empréstimos para o BNDES, por causa de diferença entre a taxa básica de juros (Selic, hoje em 10,75% ao ano) e a Taxa de Juros de Longo Prazo (5%). Quanto maior essa diferença, maior a taxa implícita. Gasto. O economista Felipe Salto, da Tendências, fez um cálculo sobre as despesas líquidas do governo com juros. Em 2013, diz, o governo registrou receita de R$ 28 bilhões com os ativos remunerados a TJLP (juros pagos pelo BNDES). Na outra ponta, o gasto com juros em 2013 foi de R$ 276,8 bilhões. Em 2002, a receita era de R$ 6 bilhões e o gasto de R$ 119,2 bilhões. Salto estimao custo em R,S 15 bilhões ao ano. Para efeito de comparação, o custo do Programa Bolsa Família é de cerca de R$ 21 bilhões ao ano. Na avaliação do secretário Arno Augustin, a medida não traz prejuízos para a política fiscal. "O governo está trabalhando para que o custo do País em termos de infraestrutura e investimento seja o melhor possível", disse, destacando que não se trata de operação entre o Tesouro e um banco privado, O Tesouro não informou, no entanto, quanto o BNDES deixará de pagar no longo prazo com a alteração dos contratos. • Crescimento 1,7% é a previsão de crescimento da economia brasileira em 2014, de acordo com a pesquisa Focus. Para 2015, previsão é de 2%
Chamada Pública nº 017/2014 Chamada Pública nº 017/2014 - Projeto "Inquérito Brasileiro sobre a Concorrência do Setor Farmacêutico" Vagas: 01 Assistente de Pesquisa IV (Doutorando) 01 Bolsa de Incentivo à Pesquisa II Prazo de inscrição: 13 de fevereiro a 28 de fevereiro de 2014 Resultado: A partir de 14 de março de 2014 Início das bolsas: A partir de Abril de  2014 Chamada Pública nº 017/2014 Revogação da Chamada Pública nº 017/2014 - 25/03/2014 Acesse aqui para cadastrar seu currículo Informações básicas: Obs: Este texto é apenas informativo e não substitui o conteúdo da Chamada Pública.   Atenção: Os candidatos que apresentarem proposta para os processos de seleção em aberto, quando do cadastramento do currículo, devem mencionar no campo "Projeto de atuação pretendido no Ipea" o nome do projeto ao qual desejam concorrer à bolsa.
A conclusão é de estudo apresentado em evento sobre compras públicas, organizado pelo Ipea e pela FGV
Participe da gravação ao vivo, nesta quinta, dia 27, às 10h30, enviando perguntas pelo twitter

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